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Lista B à Real Associação de Lisboa
Lista B à Real Associação de Lisboa Lista B à Real Associação de Lisboa
2008.04.09 10:37h
Entrevista à Lista B , candidata à direcção da Real Associação de Lisboa, na pessoa do seu Presidente da Assembleia Geral Dr. Miguel Chaves.
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Como olha a forma como foi lançado este acto eleitoral para a RAL?
Como o Paulo sabe eu não faço parte dos orgãos sociais da Real Associação de Lisboa. Por isso a única constatação que posso fazer é que a actual direcção entendeu que não tinha condições para continuar o seu mandato. Não posso tirar conclusões mais precisas. E por isso mesmo abstenho-me de fazer juízos de valor.

O que motivou o surgimento da Lista B?
A lista B surge porque os seus elementos acreditam que podem fazer melhor que os elementos que integram a lista A. Há uma vontade de fazer mais e melhor e isso deve ser assumido. Ao fim ao cabo trata-se do exercício de um direito/dever de participação. O que aliás, penso que é extremamente positivo, só por si, dado que é sintomático que os monárquicos estão activos, estão preocupados em trabalhar muito e bem em prol da monarquia e portanto do país.

A 4 dias das eleições para a Real Associação de Lisboa, o que acha que a Lista B pode ainda fazer para procurar ganhar as eleições?
Olhe Paulo, pode dar esta entrevista, por exemplo. E pode continuar a conversar com os associados da Real Associação de Lisboa, respondendo a perguntas e dando opiniões muito objectivas sobre a actividade da Associação. E sobretudo pode persuadir os Associados, durante a Assembleia-Geral, dos nossos motivos e dos nossos objectivos. É isso que tencionamos fazer. É claro que estou a apelar a uma participação muito elevada na Assembleia-Geral. Todos têm de estar presentes para ouvir o que nos motiva e o que pretendemos alcançar a curto prazo.

O que foi que a Lista B fez até agora para convencer os membros da RAL a votarem em si?
A própria apresentação desta lista é claramente um pedido de confiança aos associados da Real Associação de Lisboa para que nos confiram um mandato na próxima Assembleia-Geral. E na sequência dessa apresentação temos tido reacções muito positivas que nos encorajam e que nos provam que esta disponibilidade para trabalhar muito e bem em prol da Real, da Monarquia e do País será consequente.

Quais são as expectativas que a Lista B faz destas eleições?
Ganhá-las.

Em caso de derrota eleitoral, estará a Lista B pronta para se manter disponível para umas próximas eleições?
Confesso-lhe Paulo que me apanha completamente desprevenido com essa pergunta porque é um cenário que nunca encarámos.

Com as recentes alterações estruturais em mente, sofridas a nível interno na Lista B, existiram também alterações quanto ao Programa inicialmente exposto pela mesma?
Não.

Em todo o caso e relativamente a um ponto presente no vosso Programa já exposto, o qual creio ainda se manter e não ser de grande percepção. O que se pode entender por “...a divulgação, promoção e defesa da Instituição Real corporizada na Coroa e nas Tradições Portuguesas...”?
O que se poderá considerar por tradições, posso pedir exemplos destas?

Se o Paulo me autorizar vou responder às duas perguntas em simultâneo porque existe uma relação clara entre ambas. Se os Associados da Real Associação de Lisboa tiverem a amabilidade de ler o nosso blogue http://realistab.blogspot.com/ vão ver que iniciamos a nossa declaração eleitoral com a citação do artigo segundo dos estatutos da Real Associação de Lisboa. Aliás dizemos que é o nosso mote de campanha. Ora a expressão que refere consta desse artigo. Portanto o que estamos a dizer com toda a clareza é que o que nos motiva é implementar efectivamente o objecto (epígrafe do artigo segundo) dos estatutos da Real Associação de Lisboa. E, portanto, cumprir a missão que originariamente levou à sua constituição. É tornar uma realidade o pensamento e a vontade subjacentes ao nascimento da Real Associação de Lisboa: “O objecto da REAL DE LISBOA é a divulgação, promoção e defesa da instituição real, corporizada na Coroa e na Tradição portuguesas…”. O que o Paulo me pede agora é que interprete o artigo segundo quando se refere às tradições portuguesas. O que é que está presente no espírito e na letra da lei (se me permite a expressão). E não me inibo de o fazer. Como sabe a palavra tradição tem o significado de entrega. E este conceito tem de ser interpretado com dois sentidos. Entrega de cada um de nós à tarefa maior de trabalhar em prol do País e dos portugueses; e a isto se chama patriotismo. E Entrega como sequência que começa na primeira dinastia e exige de todos os portugueses, especialmente dos monárquicos, a implementação politica e jurídica de uma quinta dinastia. Portanto caríssimo Paulo, não vou dar a resposta que o meu amigo esperava de fazer referência a eventos concretos ou sequer menções de natureza conservadora. Tradição é exactamente sinónimo de futuro. De sequência coerente e patriótica entre um passado, um presente e um futuro. Tradição portuguesa é, simplesmente, continuar Portugal. E esta expressão não tem nada de diletante nem sequer de lírica, porque a Tradição, nesse sentido, que é o verdadeiro, foi interrompida com o regicídio e com a violenta e minoritária instauração da república. Daí que o artigo segundo faça a ligação, única e indissolúvel, entre a Coroa e a Tradição Portuguesas. Ninguém queira interpretar este artigo como uma manifestação de pensamento nostálgico, virado para o passado e sobretudo, antiquado e desactualizado. É a interpretação menos rigorosa que se pode fazer. A ligação entre a Coroa e a Tradição traduz a projecção de Portugal no futuro. Portanto, a monarquia é a forma de Governo que melhor serve o desenvolvimento do país, em pleno século XXI. É a forma de governo de um pensamento jovem e dinâmico. Profundamente informado e bem sucedido nestes tempos altamente competitivos. É esta a minha modestíssima interpretação do artigo segundo dos estatutos da Real de Lisboa.

Visto que as Reais Associações, onde a RAL se insere, terem sido criadas pelo Sr. D. Duarte Pio. Pode-se então supor que estas não estarão disponíveis para dialogar, trabalhar ou demais situações com os Monárquicos que não professem a mesma linha de pensamento relativa à Sucessão. Estarei errado?
Em certa medida, Paulo, está errado. Nós estamos profundamente empenhados em falar com todas as pessoas que estão erradas sobre a questão da sucessão dinástica, que é uma minoria muito escassa, exactamente para corrigir essa linha de pensamento e integrarem as fileiras de quase todos os portugueses, incluindo muitos republicanos, que têm por completamente pacífico a legitimidade dinástica de Sua Alteza Real o Duque de Bragança. O Senhor Dom Duarte tem sido um exemplo de disponibilidade para esclarecer espíritos menos lúcidos ou enganados por protagonismos surrealistas e de profunda má-fé. Se Sua Alteza Real tem essa disponibilidade, quem somos nós para nos recusarmos a cumprir essa missão? Agora não está de todo errado quando se refere a trabalhar “ ou demais situações” em conjunto. Isso é completamente impossível.

Procurará a RAL, ao abrigo do conceito de transversalidade que por norma é invocado, procurar ser um “Governo Sombra” Monárquico demonstrativo das nossas reais qualidades para com os Portugueses?
Essa sua pergunta, Paulo, é, para mim, extremamente interessante. A resposta é não. Porque a ideia de governo sombra está ligada à oposição. E a oposição está ligada à ambição de ser poder politico. E tudo isto está certíssimo porque é a lógica da democracia partidária. Simplesmente não é a lógica da transversalidade monárquica. E no caso específico da Real Associação de Lisboa. A Real de Lisboa participa no âmbito da Causa Real numa apreciação constante, atenta e de larguíssimo espectro em tudo o que for relevante para a sociedade portuguesa. Isto é, para nós, a transversalidade.

Que medidas de cariz Social podem ser esperadas da Lista B e em que medida estas podem causar um impacto real no dia-a-dia dos Lisboetas na sua generalidade?
Olhe Paulo, foi uma tentação muito grande, quando redigimos a declaração eleitoral, começar a dar exemplos concretos de actuação de cariz social. E confesso-lhe, de modo politicamente incorrecto, que já íamos num número muito considerável de ideias que julgamos exequíveis. Simplesmente formou-se rapidamente o consenso de que estávamos a ser eleitoralistas. Mesmo acreditando piamente na exequibilidade das nossas ideias a verdade é que a apresentação da lista foi feita em tempo relâmpago, por força das circunstâncias, e por isso seria muito mais credível amadurecer essas ideias, correndo conscientemente o risco de estarmos perante uma lacuna eleitoral.

Está a Lista B, pronta para avançar com propostas que promovam um maior impacto ecológico em Lisboa?
A lista B tem claramente essa opção e essa vontade. Mas tal será feito em articulação com outras entidades especialmente vocacionadas para esse efeito e que foram criadas por Sua Alteza Real precisamente com o objectivo de melhorar a qualidade de vida, no caso concreto, dos lisboetas.

Como é que a Lista B espera revalorizar a RAL, resolvendo tanto a sua actual crise financeira como a sua aparente fraca visibilidade perante os seus associados e não só?
A sua pergunta tem duas questões que estão interligadas. Mas não lhe vou dar uma resposta convencional. Vou-lhe dizer que vamos fazer uma gestão altamente profissional sob o ponto de vista administrativo e financeiro. E que vamos estar na vanguarda da utilização dos meios tecnológicos de divulgação e interacção. Há monárquicos associados na Real de Lisboa que são profissionais de grande gabarito num e noutro domínios. Além disso, se me permite, remeto para a declaração eleitoral que consta do nosso blogue. E guardo para a declaração final que o Paulo tem a gentileza de me permitir fazer, aquilo que era pertinente dizer agora.

Existem já contactos com a Câmara Municipal de Lisboa e demais entidades Públicas relacionadas, para a realização de convénios relativos à implementação e/ou discussão das políticas da RAL para Lisboa, por forma a que estas não fiquem limitadas ao papel?
Existem contactos informais. Sobre este assunto peço escusa para desenvolver porque são contactos e amizades que estabelecemos por força da nossa vida profissional e, por isso, manda o recato e o próprio sigilo profissional, que não se assuma qualquer protagonismo meramente eleitoralista e que se deixe os acontecimentos evoluir, com a visibilidade que, no momento próprio, terão.

Termino aqui a minha entrevista à Lista B da RAL, na pessoa do seu Presidente da Assembleia Geral Dr. Miguel Chaves, aproveitando para dar a palavra ao mesmo convidando-o a expor algum tema que não tenha sido aqui focado e que seja do interesse de todos nós saber.
Quero concluir Paulo com esta mensagem muito pragmática e talvez politicamente incorrecta. A faixa etária em que os vários elementos desta lista estão, mais ou menos ampla, revela uma coisa muito clara: a nossa principal missão. A qual é criar as condições objectivas para dar aos mais novos um ponto de partida que seja diferente do nosso. A esmagadora maioria dos portugueses não conheceram a monarquia. A nossa principal missão é dar aos mais novos (e a todos nós ao fim e ao cabo) essa novidade com oito séculos de história que é um Rei em Portugal; ou levá-los tão perto que fique perfeitamente ao seu alcance. A nossa missão, na maior Real Associação do país, é trabalhar com a juventude, para a juventude e assim ter a certeza que os nossos filhos e netos vão ter a alegria e o privilégio de conviver com uma Família Real ocupando de novo o seu Trono de pleno direito.

   Viva a Família Real

   Viva Portugal

Paulo Especial
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Comentários Comentários (2)
Anónimo 09.04.2008 16:17:07
Uma vez que nao conheço grande parte dos elementos da lista B gostava de perguntar ao dr Berquo qual a media etaria dos candidatos da lista B? Num outro espaço falaram-me numa media de 56 anos, mas quero crer que sera contra-informaçao
Anónimo 09.04.2008 16:16:40
Apos ter lido com atençao esta segunda entrevista gostava de perguntar ao Dr Berquo se o motivo alegado pelo forista e ex-listeiro B JTMB para sua exclusao da lista e verdadeiro ou nao, e no caso de ser, qual foi a gravidade daquela declaraçao. Que t