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Patena
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Mensagem Enviada: Sex Fev 27, 2009 21:46     Assunto : Entrevista de D. Rosário Poidimani ao Jornal Povo de Portugal Responder com Citação
 
ENTREVISTA A D. ROSARIO POIDIMANI: «A JUSTIÇA TARDARÁ, MAS NÃO FALTARÁ»



D. Rosario Poidimani é hoje pretendente ao trono de Portugal por abdicação da Infanta D. Maria Pia de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança. Em nova entrevista ao “monarquicos.com”, D. Rosario Poidimani aceitou esclarecer ao País porque motivo tem sido alvo de constantes “ataques” pelos partidários de outros pretendentes ao trono e tão contestada a sua chefia da Sereníssima instituição que é a Casa Real de Portugal.

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A Casa Real de Portugal parece andar envolta em sucessivas polémicas: desde pretendentes sem direitos dinásticos que insistem em fazer-se passar por legítimos herdeiros ao trono, até fotografias comprometedoras que circulam pela Internet, tudo parece ajudar a fazer nascer disputas entre os monárquicos.

Nesta nova entrevista ao pretendente da chamada «Linha Constitucional», procurei fazer algumas perguntas directas com vista em tocar as questões mais delicadas, mas bastante pertinentes, sobre a já bem conhecida temática da sucessão ao trono de Portugal.

1 - “D. Rosario, o Duque de Bragança”: esta afirmação parece ainda não ter entrado na cabeça dos portugueses. Porquê?


Porque durante a última década tem sido levada a cabo uma campanha de promoção ao senhor Duarte Pio de Bragança – vulgarmente chamado de D. Duarte – dizendo-se que ele é “o descendente dos últimos reis de Portugal”, o que de forma alguma corresponde à realidade. Duarte Pio descende sim do Rei D. Miguel (era o seu bisavô), e esse ramo da família real não só foi banido do País, como perpetuamente excluído da sucessão ao trono português. Ou seja, Duarte Pio não possui quaisquer direitos dinásticos, nem tão-pouco descende dos últimos reis.

2 - Diz-me, então, que D. Duarte Pio não descende dos últimos reis de Portugal?

Exactamente. Os últimos reis de Portugal foram D. Carlos I, pai da Infanta D. Maria Pia de Bragança, e D. Manuel II, todos eles do Ramo Saxe-Coburgo-Gotha da Casa Real Portuguesa. Tendo em conta que legalmente o parentesco se perde ao 4º grau, e sendo o pai de Duarte Pio primo em sexto grau do último Rei, isso significa que, à face da Lei, o mesmo senhor Duarte Pio não se pode considerar como sendo propriamente um membro dessa família.

3 - Nos últimos dois anos, D. Rosario tem sido alvo de sucessivos “ataques” por parte de partidários de outros pretendentes ao trono e também acusado de diversos crimes. A que se deve isto?

Para ser franco consigo, e com os portugueses, devo dizer que quem tem sido alvo de diversos crimes sou eu. Passo a explicar: Em 2007, por ordem do então Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), o Dr. Diogo Freitas do Amaral, inúmeros apoiantes de Duarte Pio desencadearam um conjunto de acções abusivas que envolveram o embaixador na Itália, o Dr. Vasco Valente, o vice-cônsul de Milão, o Dr. Manuel Correia, e ainda o chefe do departamento jurídico do MNE, o Dr. Luís Serradas Tavares, fazendo-os produzir documentos de conteúdo falso, ilegal e, pior ainda, atentatórios das leis da República e da Constituição Portuguesa. Evidentemente que esse foi o único meio que essas mesmas pessoas encontraram para me tentar silenciar e fazer desaparecer dos seus caminhos.

4 - Pode explicar melhor o que aconteceu? Como é que isso chegou a ponto de terem-no detido e de ter gerado tantas polémicas em torno do seu nome?

Aconteceu que esses mesmos diplomatas, influenciados por pessoas que não queriam de modo algum que eu afirmasse os meus direitos dinásticos em território português, informaram erroneamente as autoridades italianas de que o Estado português reconhecia oficialmente Duarte Pio como sendo o legítimo pretendente ao trono de Portugal, dando assim a entender que eu não passava de um burlão, alguém que vendia títulos de nobreza, etc., e acabaram, inclusive, por pedir às mesmas autoridades italianas que fossem tomadas providências contra mim. Acabei por ser detido preventivamente e ilegalmente. Foi algo impossível de aceitar e de compreender!

5 - A situação já foi ultrapassada?

Não na sua totalidade. O que aconteceu foi que, em resposta a um requerimento de um deputado da Assembleia da República, o próprio Ministro, o Dr. Luís Amado, já afirmou que o MNE não possui competência para se envolver na questão dinástica. No entanto, ele ainda não comunicou esta informação às autoridades italianas, sendo esse o único motivo pelo qual o meu nome continua a ser alvo de ataques constantes.

6 - Motivo de bastante polémica tem sido também uma fotografia que circula on-line, na Internet, e na qual o deputado e presidente do PPM, Nuno da Câmara Pereira, surge ao lado de D. Rosario. O que tem a dizer sobre esse assunto?

Na verdade, fiquei muito surpreendido quando soube que a revelação dessa fotografia gerou tanto mal estar junto do senhor deputado Nuno da Câmara Pereira, quando, na realidade, a sua visita à minha residência, juntamente com o senhor D. Pedro Folque de Mendóça, actual Duque de Loulé, não só se deu na maior das serenidades, como constituiu uma excelente oportunidade para que ambos tivessem compreendido que estabeleço laços de paz e de cordialidade mesmo com as pessoas que, aparentemente, só desejam estar numa contínua disputa – em termos dinásticos – comigo.

7 - Parece existir, entre os diferentes pretendentes ao trono de Portugal, um acentuado interesse pelos direitos dinásticos da Infanta D. Maria Pia de Bragança. A que se deve tal interesse e porquê só agora isso estar a tornar-se tão evidente?

A resposta é simples: em primeiro lugar, importa observar a actual conjuntura política, económica e social do nosso País. Em tempos de crise como aquele que vivemos no presente é comum colocarem-se à prova o regime e os modelos de governação. Se uma República parece ineficaz para corresponder e satisfazer os interesses da população, então, é natural que aumente o interesse, e também o número de interessados, numa possível restauração da Monarquia. Nada disso, a bem dizer, me surpreende. Em segundo lugar, todos os pretendentes reconhecem – ainda que publicamente não o queiram, nem saibam admitir – que a Infanta D. Maria Pia de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança foi a única sobrevivente e representante, depois de 1910, da última casa reinante do nosso País: a Casa Real de Bragança e Saxe-Coburgo-Gotha (também chamada Casa Real de Bragança-Wettin). Por esse motivo é que, hoje em dia, esses mesmos senhores pretendem reivindicar os direitos dinásticos que só à D. Maria Pia pertenciam e que me foram transmitidos, em vida, pela própria senhora Princesa Real.

8 - Na prática acha que esses mesmos direitos lhe serão alguma vez reconhecidos pelos portugueses, ou será um Rei sem coroa?

Em termos históricos, a própria História de Portugal saberá reconhecer, um dia, que apenas eu possuo a legitimidade para representar a última casa reinante portuguesa, e que isso acontece na medida em que me foram concedidos os direitos dinásticos por parte da senhora que herdou do Rei «todas as honras, prerrogativas, proeminências, obrigações e vantagens dos Infantes da Casa de Bragança de Portugal». No entanto, quer eu seja Rei ou mero pretendente, nunca usarei coroa (risos). É que desde que o Rei D. João IV de Portugal e II de Bragança abdicou da sua coroa em favor de Nossa Senhora, fazendo dela padroeira do Reino e eterna Rainha de Portugal, nunca mais nenhum Rei ou Rainha de Portugal usou formalmente a coroa. Por isso, em resposta mais directa à sua pergunta: sim, de futuro serei um Rei sem coroa.

9 - Mas não lhe faz confusão poder vir a ocupar um trono sem possuir coroa?

Não, nenhuma. Ao contrário dos outros pretendentes ao trono (os quais nem sequer possuem direitos dinásticos para tal), eu não estou nada preocupado nem com as formalidades protocolares, nem com os símbolos. O que mais faz falta, neste momento, a Portugal, é um líder que saiba arregaçar as mangas e ajude a população a recuperar tudo aquilo que tem vindo a perder: os seus direitos, a qualidade de vida, etc.

10 - Sabe que existe ainda um longo, e talvez penoso, caminho a percorrer…

Eu sou um homem de fé; por isso espero pacientemente que tanto a questão dinástica como a do MNE sejam resolvidas e fiquem devidamente ultrapassadas.

11 - Então quer dizer que acredita na justiça?

Não só acredito, como nunca duvidei: nem da justiça humana, nem da justiça Divina. A justiça tardará, mas não faltará.

Entrevista: Paulino B. Fernandes
Fotografia: Cortesia de D. Rosario Poidimani

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PauloPatena
 
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Luzíadus
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Local: Olhão - Reino do Algarve
Mensagem Enviada: Sáb Fev 28, 2009 00:17     Assunto : Responder com Citação
 
A ver vamos.....já tou a ver o Povo ir a eleições e votar no seu Rei, os candidatos são :

- Duque de Loulé;
- Duque de Bragança;
- Duque Saxo-Gotha (Wettin);

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www.principadodafuzeta.com.pt

Editado pela última vez por Luzíadus em Sáb Fev 28, 2009 00:38, num total de 2 vezes

 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sáb Fev 28, 2009 00:25     Assunto : Responder com Citação
 
Caro Patena

Tomei a liberdade de transferir para esta secção do fórum a entrevista ao Sr. Rosário Poidimani que teve a gentileza de nos trazer, visto ser aqui o lugar referente a esta individualidade.

Com consideração.

Beladona
 
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Paulino B. Fernandes
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Local: Lisboa
Mensagem Enviada: Ter Ago 25, 2009 08:30     Assunto : Re: Entrevista de D. Rosário Poidimani ao Jornal Povo de Portugal Responder com Citação
 
Celebramos hoje o Aniversário de Dom Rosário de Bragança.
25 de Agôsto é uma data que assinalamos com gôsto e Votos de longa vida com saúde a S.A.R. Dom Rosário de Bragança a quem incentivo a continuar a lutar pela Causa e por Portugal.
PF
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Saúdo todos os Monárquicos independentemente das suas posições relativamente aos problemas da Causa.
 
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