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Pedro Reis
Monárquico


Mensagens: 586
Local: Santa Cruz
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Enviada: Dom Nov 11, 2007 23:12 Assunto :
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Não a pergunta não era clara, pois que uma coisa é religião outra é a Igreja Católica.
Se pretende saber se na visão mais transversal, aos monárquicos, se o Estado Monárquico deve ser confessional à Igreja Católica, a resposta será não. A grande maioria defende um laicismo institucional, inlcuindo católicos.
Agora se faz a pergunta usando religião no seu sentido geral, tem de ter presente que a sociedade, O Estado possue várias religiões, das quais não se dissocia, logo não faz sentido excluir ou tentar excluir algo que é fundamental ao funcionamento da mesma.
A representatividade do aparelho de Estado deve ser abrangente, aliás o mais abrangente possível, logo sim deve-se misturar religião e Estado, na medida em que essa mistura já existe.
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iznoguud
Regente


Mensagens: 2771
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Enviada: Seg Nov 12, 2007 17:28 Assunto :
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| Pedro Reis escreveu: |
...Se pretende saber se na visão mais transversal, aos monárquicos, se o Estado Monárquico deve ser confessional à Igreja Católica, a resposta será não. A grande maioria defende um laicismo institucional, inlcuindo católicos. |
Ou seja, que se defende e bem a Laicidade do Estado... o problema será perceber o que se compreende por isto...
Pois como está bem assente noutro tópico. O meu conceito de Laicidade de Estado é diferente da do nosso amigo.
A minha preconiza uma total isenção estatal encontrando-se mais virada para o futuro nacional, enquanto que a do meu amigo salvaguarda a tradição histórica nacional.
| Pedro Reis escreveu: |
Agora se faz a pergunta usando religião no seu sentido geral, tem de ter presente que a sociedade, O Estado possue várias religiões, das quais não se dissocia, logo não faz sentido excluir ou tentar excluir algo que é fundamental ao funcionamento da mesma... |
Discordo... A Sociedade não é o Estado.
A Sociedade é uma componente do Estado, sendo que se a Sociedade tem inseridas dentro de si várias religiões, fruto das crenças dos que a integram, estas deverão ser respeitadas.
No entanto cabe ao Estado regular e vigiar a relação destas crenças para com a Sociedade de modo a que se respeitem as Leis e Valores Nacionais.
A título de exemplo, a mutilação é considerada enquanto uma violação dos direitos adquiridos de um cidadão. Logo qualquer infracção ou tentativa de infracção desta regra deverá ser punida.
O que implica que uma crença que advogue a pratica da mutilação, para continuar a ser legal em Portugal deverá rejeitar esta pratica no mesmo território.
Ou seja, permitindo a Liberdade de Culto em pleno por cada um dos Credos, salvaguardando no entanto a total submissão destes à Legislação Nacional.
| Pedro Reis escreveu: |
A representatividade do aparelho de Estado deve ser abrangente, aliás o mais abrangente possível, logo sim deve-se misturar religião e Estado, na medida em que essa mistura já existe. |
Peço ao nosso Pedro que explique melhor esta sua afirmação para nosso benefício.
IzNoGuud _________________
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Beladona
Regente


Mensagens: 2146
Local: Algarve
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Enviada: Seg Nov 12, 2007 18:34 Assunto :
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Segundo o meu conceito, Governação é uma coisa, Religião é outra. As duas governam áreas das nossas vidas completamente díspares, uma gere a matéria a outra o espírito. Depois disto, nenhum povo é uniforme nas suas tendências, opções e inclinações a todos os níveis. Embora como é lógico a nossa cultura cristã tenha uma grande força e importância, que interfere nos nossos valores e princípios, mas nunca chegar ao ponto de nos cegar ao que nos rodeia na actualidade.
Portanto, e segundo, volto a dizer, o meu conceito, um rei que tem o dever supremo de governar, ou velar pelos interesses do seu país e povo no seu TODO, não deveria de estar ligado, pelo menos oficialmente, a nenhum conceito quer religioso, partidário, ou a outro qualquer, para poder ser considerado isento.
A governação de um país deve de respeitar neste caso, todas as tendências religiosas incluindo o ateísmo. Portanto, só pode ser laico para poder respeitar todas as opções religiosas oficialmente aceites e representadas no nosso país. Como tal, um rei deveria de ser oficialmente laico, num governo e país laicos, não sendo privilegiada nenhuma religião em particular.
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Pedro Reis
Monárquico


Mensagens: 586
Local: Santa Cruz
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Enviada: Qui Nov 15, 2007 12:44 Assunto :
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Que se queira considerar o Estado como meramente as estruturas de governação eu até entendo, por uma questão de simplicidade, agora que se confunda o Estado com o Governo isso é que já me parece erróneo.
A definição não é minha, é dos doutos da Lei e da Política. O Estado somos TODOS nós, o Estado é a Sociedade, o Estado é um conjunto de pessoas livres que se organizam livremente sob a estrutura que melhor os servir - o aparelho de Estado ou de Governo.
Pois Beladona, mas a rábula da Ivone Silva entre a Olívia patroa e a Olívia costureira não passa disso mesmo, duma rábula. Espírito e matéria coexistem no mesmo espaço - o indivíduo, pelo que querer dissociar as duas coisas não será tentar impôr um estado de esquizofrenia polimórfica? Vai-me desculpar Beladona, mas nem a senhora consegue fazer aquilo que diz ser o que faz.
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Pedro Reis
Monárquico


Mensagens: 586
Local: Santa Cruz
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Enviada: Sex Nov 16, 2007 12:21 Assunto :
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Que o Governo seja laico, nisso estamos todos de acordo, agora que essa laicidade seja usada para impôr um ateísmo ao Estado, como actualmente acontece...vai-me desculpar mas iremos sempre discordar.
Aquilo que a Beladona escreve é em tudo correcto, onde falha redondamente é ao confundir-se a laicidade com ateísmo puro e duro, pelo que vai-me desculpar, mas a visão minoritária dos ateus está-se a sobrepôr à visão maioritária dos teístas, o que no mínimo é injusto e no outro extremo é ingerência na liberdade individual.
Laicidade pode ser definida como coexistência igualitária entre todas as ethnos, independentemente de quem é maioritário, então seja-o de facto e não meramente a imposição do grupo minoritário Ateu sobre a maioria, como actualmente se vive.
Como pode ver até a Beladona concorda comigo.
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