|
| Autor |
Mensagem |
|
|
|
|
|
Pedro Reis
Monárquico


Mensagens: 586
Local: Santa Cruz
|
Enviada: Dom Nov 11, 2007 18:17 Assunto :
|
|
Mas donde é que vem esta ideia?
Leu alguma coisa dos links que lhe meti?
Comecemos lá por definir o que Estado e o que é o aparelho de Estado.
O Estado somos todos nós, com todos as nossas idiossincrasias, logo a mistura de que fala é redundante, já existe.
Se pretendemos um aparelho de Estado que seja efectivamente representativo então deve este ser laico, no sentido de ser abrangente e inclusivo, logo, a meu ver, não é excluindo fortes componentes da vida dos cidadãos do aparelho de Estado que se aproxima este do cidadão nem com isso se torna mais representativo, antes pelo contrário.
O que hoje se tem é uma perspectiva redutora das pessoas transformando-as em números de contribuintes, mas penso que deve saber que as pessoas são muito mais que números.
Isto que lhe escrevo tem que ver com Estado e aparelho de Estado e pouco com regime de Estado. Pode bem existir quer com Monarquia quer com República.
|
|
|
|
|
|
|
|
Tygana
Utilizador


Mensagens: 57
|
Enviada: Dom Nov 11, 2007 21:35 Assunto :
|
|
Esta ideia ou questão é a que estou a tentar esclarecer...(a questão não é de onde vem mas sim a ideia em si...)
Li os links que me sugeriu, e que agradeci na altura, no entanto não invalida de questionar; quando questiono, não é só por mim que o faço, é para a busca do esclarecimento de todos.
Na minha opinião, a monarquia deveria ser laica, isto é, ter uma atitude crítica e separadora da interferência da religião na sociedade, representando-a num só todo e de uma forma imparcial ás crenças da mesma; em vez de se singir a influências, moralidades ou regras de uma organização Religiosa, sendo o resultado desta última o surgimento de falhas numa suposta Democracia plena.
Sobre a prespectiva redutora das pessoas, não me passou pela cabeça, nem nunca referi isso; no entanto, temos de andar sim com esses numeros atrás...(NIF´s, BI´s, Utentes, etc)
Concordo plenamente ao referir que pode existir quer na Monarquia como na República, no entanto nesta ultima, há escolha...Por ex.: Poderei optar por alguém que no seu partido é a favor do Aborto...ou no outro que é contra. Uma Democracia com poder de escolha para o povo.
 _________________ Tygana / Tatiana
"Uma coisa é achar que se está no caminho certo, a outra é achar que esse é o único."
|
|
|
|
|
|
|
|
Pedro Reis
Monárquico


Mensagens: 586
Local: Santa Cruz
|
Enviada: Dom Nov 11, 2007 23:04 Assunto :
|
|
| Tygana escreveu: |
...Na minha opinião, a monarquia deveria ser laica, isto é, ter uma atitude crítica e separadora da interferência da religião na sociedade, representando-a num só todo e de uma forma imparcial ás crenças da mesma; em vez de se singir a influências, moralidades ou regras de uma organização Religiosa, sendo o resultado desta última o surgimento de falhas numa suposta Democracia plena... |
Bom se esta é a sua visão de Monarquia, então eu sou republicano.
Se por definição pretende ter um Estado laico ou seja, representado por um aparelho não confessional, faça-me a gentileza, mas por favor não o transforme num estado anti-confessional, como o que acaba de escrever.
Não lhe cabe a si e muito menos ao aparelho de Estado querer modelar a maneira de estar e de pensar dos seus concidadãos, sendo estes livres de exercer a sua individualidade da forma que bem lhe aprouver, justificando a sua existência na plena atribuição dos seus direitos incluindo o da liberdade religiosa.
Controlar a influência da religião na sociedade e no aparelho de Estado não é laicismo é imposição dum ateísmo estatal. É redutor dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Não é tentando padronizar que se consegue a democracia, é aceitando que é imprescidível a diferença e se para si a religião e a crença não são fundamentos levados em linha de conta, os momentos de decisão política, a si só se lhe pode esperar que respeite todos os outros para quem isso é essencial.
Se quer ter um aparelho de Estado como o que afirma de plena democraticidade não tem nem pode conjecturar sobre o que são boas ou más influências sociais ou sobre como cada um decidi viver a sua democracia. Limitar não é incluir é excluir. O que aí escreveu no mínimo atenta contra a liberdade individual e em última análise é uma forma de ditadura comportamental, que nada tem que ver com laicismo ou democracia.
|
|
|
|
|
|
|
|
iznoguud
Regente


Mensagens: 2771
|
Enviada: Seg Nov 12, 2007 18:02 Assunto :
|
|
| Pedro Reis escreveu: |
...Não lhe cabe a si e muito menos ao aparelho de Estado querer modelar a maneira de estar e de pensar dos seus concidadãos, sendo estes livres de exercer a sua individualidade da forma que bem lhe aprouver, justificando a sua existência na plena atribuição dos seus direitos incluindo o da liberdade religiosa.  |
Meu caro... cabe ao Estado ser isento e educar. Daí o se ter avançado com a separação de poderes entre o Estado e a Igreja (no caso de Portugal).
E tal aconteceu porque algo não deveria estar a funcionar bem e se os Portugueses não concordassem com isso... então já teriam tido tempo mais que suficiente para procurar mudar esta situação...
O que creio, que nunca aconteceu. Não é mesmo?
| Pedro Reis escreveu: |
Controlar a influência da religião na sociedade e no aparelho de Estado não é laicismo é imposição dum ateísmo estatal. É redutor dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Não é tentando padronizar que se consegue a democracia, é aceitando que é imprescidível a diferença e se para si a religião e a crença não são fundamentos levados em linha de conta, os momentos de decisão política, a si só se lhe pode esperar que respeite todos os outros para quem isso é essencial. |
Meu caro, como o meu amigo muito bem me disse em tempos, o Estado regula... Logo as liberdades que uma qualquer crença tem são igualmente reguladas, da mesma forma como as minhas próprias liberdades.
Tal como muito bem me disse em tempos... eu, enquanto homem homossexual ou não, posso-me casar... mas não me posso casar com um outro homem.
Como vê a minha Liberdade acabou de ser reduzida e limitada da forma como o meu amigo acabou de expressar no seu texto que citei.
Um crente tem a liberdade de seguir a sua crença, mas não a de praticar actos que violem as Leis Nacionais. É esta a limitação que o Estado pode e deve impor a todas as crenças e não o sentido que o meu amigo procura dar.
Pois se para si, um Estado que promova a igualdade de tratamento por parte deste para com todas as crenças é visto enquanto anti-confessionalismo. Tal apenas denota que o seu conceito de laicismo implica que a crença maioritária presente na Sociedade seja mantida tal como está, à falta de melhor, e o caminho a outras que ponham em risco a hegemonia da maioritária sejam barradas de modo a serem preservados uns indeterminados valores, que o meu amigo considera enquanto basilares para a Sociedade actual.
Uma vez mais lhe digo que não cabe ao Estado se pronunciar, indiferentemente da forma, sobre qual ou quais os caminhos que os seus cidadãos devem ou não trilhar quando estamos a falar de crenças pessoais.
No entanto já cabe a esse mesmo Estado verificar se o cumprimento das Leis Nacionais é seguído por todas os Credos presentes em Portugal e do mesmo modo procurar não olhar a preferências de opção por parte dos seus cidadãos.
A isto chama-se Laicidade Estatal e não estamos perante nenhuma imposição ou perseguição.
Agora, cabe aos Portugueses definir se concordam com esta situação ou se preferem outra... e se preferem outra... então apenas têm que forçar a legislação nesse sentido.
IzNoGuud _________________
|
|
|
|
|
|
|
|
Beladona
Regente


Mensagens: 2146
Local: Algarve
|
Enviada: Seg Nov 12, 2007 22:31 Assunto :
|
|
Um pequeno preâmbulo à questão.
Como já disse noutro post, vivemos num Estado Laico, e não Ateu, que são sinónimos diferentes, e devido a isso a mulher tem hoje o direito a poder tomar anticoncepcionais, fazer se assim o entender a IVG e por aí fora, não falando de outras situações que são por norma, contra os princípios da Igreja Católica e que esta apesar de tudo, ainda não desistiu de retirar da nossa sociedade. Faria se vivêssemos num Estado de cariz religioso, sob a alçada da mesma. Seria tola, se como mulher não tivesse esta visão da situação, na minha modesta opinião, como é claro.
Sou completamente indiferente a maiorias da religião A ou B e às suas respectivas influências culturais no nosso país, ou à sua relativa longevidade cá pelo burgo. Mas, não deixo por isso, também de ver que também teve o seu lado positivo e por isso a necessidade da sua existência, mas nunca como religião estatal. Aliás, todos mais ou menos temos bem patente o negativo e antidemocrático que são Estados com religião oficial.
Já não estamos no tempo em que os monarcas eram considerados descendentes do divino, é que nem o Japão tem já essa ideia e por isso mesmo, não vejo a necessidade de os nossos monarcas e monárquicos serem obrigatoriamente católicos, podem se-lo de qualquer outra religião, filosofia ou até mesmo ateus, não é por isso que serão melhores ou piores cidadãos ou políticos, ou até mais ou menos portugueses.
Fim do preâmbulo.
A monarquia como já disse, não é sinónimo obrigatoriamente de associação com religião, embora os monarcas se assim o entenderem terem as suas próprias opções religiosas a nível privado, não lhe dando maior ênfase por isso, aliás como acontece com qualquer pessoa, só assim haverá igualdade e direitos iguais a todos, quer professem ou não algum tipo de religião ou filosofia, ou mesmo os ateus que não têm crenças nenhumas.
Não nos podemos esquecer que o Estado ou Governo existem para Servir a população na sua totalidade, e em todas as suas diversidades.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Enviar Mensagens Novas: Proibido. Responder Tópicos Proibido. Editar Mensagens: Proibido. Excluir Mensagens: Proibido. Votar em Questionários: Proibido.
|
|
|
|