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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sex Abr 09, 2010 12:59     Assunto : A procura de uma "pílula dourada" para o Miguelismo Responder com Citação
 
Procuram, nos dias de hoje, alguns Monárquicos "dourar" aquilo que foi o Miguelismo através do que eu chamo de "pílula", como se esta conseguisse apagar aquilo pelo qual as Guerras Liberais nos fizeram passar enquanto Nação e Povo.

Atenção, não confundamos o Sr. D. Duarte Pio, descendente quer do Ramo Miguelista pela parte do Sr. seu Pai e do Ramo Liberal pela parte da Sra. sua Mãe, com o Miguelismo que aqui falo. Pois nada têm em comum!

O Miguelismo de que aqui falo é a componente político-social que insiste em tentar regressar, hoje que ambas as Linhagens Bragantinas se fundem na pessoa do Sr. D. Duarte Pio. Esta defesa do "Deus, Rei, Pátria" na sua vertente mais conservadora não vai de encontro aquilo com que os Portugueses se identificam nos dias de hoje, por mais defensores de um "Deus, Rei, Pátria" que estes até possam ser (numa versão bem mais Liberal do que a destes Senhores e Senhoras Miguelistas).

O Portugal de hoje descende de um rol de decisões tomadas antes e depois das chamadas Guerras Liberais, decisões estas que levaram a um rompimento profundo na Sociedade Portuguesa e como tal deram origem a uma Guerra Civil a qual deixou marcas mais profundas na Nação e até no Povo do que todas as Guerras nas quais nos envolvemos à posteriori, talvez com a excepção da Guerra Colonial e mesmo assim apenas talvez.

Os defensores desta vertente política procuram assim, "dourar" o "reinado" e até o período correspondente a D. Miguel, atirando as culpas do Regime Político de então para os seus "sub alternos", fossem estes Ministros ou outros e relevando de todas as culpas D. Miguel.

Discordo! D. Miguel foi talvez enganado pelo seu círculo mais próximo, aceito tal situação. Mas não deixa de ser culpado quando ao invés de procurar dialogar com o irmão D. Pedro ou até ao cumprir o estabelecido com este, opta por fazer um Golpe de Estado derrubando a Sra. D. Maria II, Rainha de Portugal e Sra. sua esposa, para assumir a plena Chefia do Reino.

D. Miguel é culpado de traição, a subsequente Guerra Civil findou com a vitória dos Liberais e como tal a opção Miguelista é negada enquanto alternativa política viável (à altura, tal como agora). Sendo que o mesmo teria acontecido se se tivesse passado o reverso. Não tenhamos a mínima dúvida disso.

Assim aponto o dedo a todos aqueles que procuram "dourar" o Miguelismo e labutam no regresso do mesmo enquanto opção Monárquica para um eventual Reino de Portugal.

Monarquia! SIM! D. Duarte Pio de Bragança enquanto Rei de Portugal? SIM! Miguelismo? NUNCA!!!

IzNoGuud
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Valdez
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Mensagem Enviada: Sex Abr 09, 2010 16:20     Assunto : re Responder com Citação
 
Caro Iz

Excelente texto, pouco a pouco vai perceber que o Sr. Duarte Pio encarna mesmo este espirito miguelista que o Iz detesta e eu também.

Mas basta reparar quem é e como se comporta o circulo próximo do Sr. Duarte Pio para perceber o espirito verdadeiro daquela gente, são miguelistas fanáticos!

Acaso conhece os juramentos que eles agora andam a exigir às pessoas quando aderem à causa do Sr. Duarte?

O facto de existirem é péssimo, mas tente saber o conteúdo do juramento de fidelidade, vale a pena.
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Bernardo Barros
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Mensagem Enviada: Sáb Abr 10, 2010 10:10     Assunto : Responder com Citação
 
Boa exposição, aprovado!

Cpts

Bernardo
 
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longair
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Mensagem Enviada: Dom Abr 11, 2010 23:23     Assunto : Responder com Citação
 
0clap 0clap 0clap 0clap Mr. Green muito bem dito, a pesar de já não comungar muito bem com a ideia de d. duarte para possivel futuro de Portugal, pois falta-lhe a isenção inerente a um soberano da nação que se chama Portugal. Mr. Green
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C. Longair
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Abr 12, 2010 14:04     Assunto : Responder com Citação
 
Ao contrário do meu caro Valdez, eu NÃO misturo o Sr. D. Duarte Pio com a ideia política associada ao Miguelismo, apesar deste até ser descendente directo do precussor do mesmo.

Pois, a título de exemplo, se formos a pegar na mesma circunstância da nossa vizinha Espanha. Igualmente El Rei D. Juan Carlos seria (e é) o herdeiro do Carlismo. No entanto estes, enquanto força política, ao não se identificarem com as opções d'el Rei D. Juan Carlos (as quais SÃO, em tudo, equivalente aquelas do nosso Liberalismo numa vertente moderna e actual) optaram por renegar o mesmo, saltando para outro "Sucessor".

Agora acho, de facto, engraçada as tentativas que são feitas para que aqueles que apontam o dedo ao "dourar da pílula", enquanto manobra política para que o Movimento Monárquico seja aglutinado por uma visão Pró-Miguelista, afinal de contas e pegando naquilo que o Valdez passa a vida a nos tentar recordar o Sr. D. Duarte Pio até é o "Sucessor" (entenda-se) desta visão política.

Pedindo assim por documentos e provas factuais as quais destruam toda a documentação apresentada pelos mesmos na qual se afirma que o Portugal Miguelista era um "Éden", um "Paraíso na Terra", um "Poço de Virtudes" ou até o repositório de tudo aquilo que é mais "Sagrado" para um Monárquico (ou seja um Português de bem no entender destes Senhores e Senhoras)!

Conforme tenho dito, Documentos há. Mas não me cabe a mim apresentar os mesmos, falta-me credibilidade na área para que o possa fazer sem que a minha palavra possa ser colocada em causa. No entanto se já fosse um Mattoso ou um Augusto Ferreira do Amaral, já as coisas seriam mais complicadas!

No entanto e conforme tenho dito, não basta a existência de documentos os quais atestem que o Sr. D. Miguel era "...mui amado pelo Povo...", mui amado pelo Povo também Hitler o foi e no entanto isso não impediu este de ser uma das mais torpes personagens de toda a História da Humanidade até à data!

À que estudar a origem dos documentos, a data dos mesmos, a circunstância como estes foram arquivados, etc.. Não é trabalho para pessoas sem qualquer conhecimento de causa aquele que aqui se fala, o mesmo OBRIGA a que N factores tenham de ser considerados e tomados em conta, se não fosse assim TODA a História da Humanidade não passaria de uma fantochada, visto que esta foi escrita pelos Vencedores no dealbar da sua vitória.

Hoje, muita da História é reescrita (quando interessa, como não é o caso por exemplo de Colombo ou até da descoberta da América, pelos Vikings apesar de se saber quem foi mas tal aparecer em versão de rodapé, ou até da Austrália, com provas muito recentemente descobertas), sendo que tal implica um certo distanciamento dos eventos por forma a evitar uma certa... "contaminação" dos mesmos, ao mesmo tempo se alarga (desta forma) o espectro nas áreas cinzentas que antes nos estavam vedadas.

Sim, é certo que D. Miguel e a sua política eram preferidas pelas populações fora das áreas urbanas e por conseguinte mais conservadoras. Em especial no Alentejo e no Algarve.
Em especial devido à estreita ligação entre a mesma linha política e a Igreja Católica, então Igreja oficial do Estado.

No entanto esta política vedou, para não dizer negou, a crescimento económico Nacional, regrediu (na minha opinião de hoje, assim como na de muitos Portugueses à altura, basta ver por quem é que se bateram na sua generalidade os nossos nomes ilustres das Letras e outras artes) quer no ensino como na cultura e por aí fora.

Portugal, nesta altura, optou por um de dois caminhos. Enquanto opção dos seus Soberanos. E tal rompimento foi de tal maneira grave que deu origem a uma Guerra Civil a qual ainda hoje tem repercussões, conforme podemos ver nas opções de algumas pessoas.

Estes criticam os monárquicos que insistem numa versão modernizada da opção vencedora. Acusando-a de tudo aquilo que correu mal em Portugal desde então!

Eu acuso os Monárquicos, em especial os da altura, e até os de hoje, por não terem sido capazes de colocar o interesse Nacional ACIMA de interesses mesquinhos e pessoais!

Um Pensamento Miguelista para o Portugal de hoje, corresponderia a um retrocesso de mais de 200 anos! E isso NÃO!

IzNoGuud

P.S. - E já agora, eu NÃO SOU Algarvio, apesar de me rever com muita honra nesta Terra e suas Gentes.
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