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Administrador
Regente


Mensagens: 230
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Enviada: Seg Nov 12, 2007 06:25 Assunto :
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Se bem que hajam regimes mais afectos e permissivos quanto à ocorrência de corrupção, a existência da mesma não poderá ser dada como obra de qualquer forma de regime, incluindo a República e a Monarquia.
Para alterar (não se leia eliminar) substancialmente os hábitos de corrupção, teria forçosamente de se alterar toda ou grande parte da configuração da sociedade no qual a mesma corrupção se insere. Sendo o regime vigente parte integrante dessa mesma sociedade... e estando nós numa República... é só fazer as contas.
A corrupção é um mal da sociedade que envolve questões de honra, ambição, moral e... a que referiu sobre interesses políticos, corporativos e/ou socioeconómicos, e... claro: Afecta qualquer tipo regime sem excepção. Alterar o regime, seria alterar uma das possíveis vítimas, e eventual e simultâneamente, um (ninho) dos prevaricadores.
O combate à corrupção encontra-se dependente não só da figura do chefe da nação como de toda a sociedade e cuja culpabilidade não pode deixar de ser imputada sempre que aplicável.
Outras entidades também serão em certa parte eventualmente responsáveis pela existência ou não de corrupção, como por exemplo as forças de segurança ou outras entidades controladoras e reguladoras... IQ, ASAE, Provedor do tele-espectador, etc...
Existem também os tribunais que sobre esse aspecto devem ser soberanos e eficazes.
Á falta de ferramentas... poderemos sempre legislar!
Mas... infelizmente (felizmente para alguns) até nesse aspecto pode ocorrer corrupção.
| Tygana escreveu: |
Com a Monarquia haveria menos corrupção? |
Opção A: Sim, se a sociedade utópica e sonhadora a enfrentar e combater... e em troca receberão todos medalhas de mérito e uma boa pensão vitalícia.
Opção B: Não, se a sociedade realista e materialista a tolerar e aceitar como parte integrante - mas reprovável - da própria sociedade. Na linha do "não podes com eles, junta-te a eles"...
Julgo que a Opção A, até para um Rei é difícil de acreditar como sendo a mais provável de vir a acontecer.
Mas como todos nós em média até passamos 1/3 da vida a dormir, alheados da sociedade... até que não era mal sonhado
Mas sempre com a consciência de que a corrupção não deverá ser associada directamente a qualquer regime...
O JFK dar-lhe-ia uma resposta mais 'Imperial' à presente questão:
"Ask not what your country can do for you; ask what you can do for your country"... _________________
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Beladona
Regente


Mensagens: 2146
Local: Algarve
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Enviada: Seg Nov 12, 2007 18:59 Assunto :
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Em política nada é aparente, tudo tem uma intenção específica. A comunicação social para sobreviver, na sua grande maioria tem de seguir os mesmos parâmetros, apesar de vivermos numa intitulada democracia com liberdade de expressão.
Em monarquia poderia haver algumas nuances para melhor, mas não havendo uma consciência responsável, não seria muito diferente. São as pessoas, segundo o meu conceito, que deveriam de agir contra estas situações. Hoje em dia, a internet é um meio poderoso que todos temos ao dispor para descobrir e denunciar muitos factos e vícios errados nas governações, assim como nos actos eleitorais sermos mais conscienciosos, e não continuarmos neste ciclo vicioso que se tem visto ultimamente, e que nos tem levado à situação em que hoje nos encontramos.
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iznoguud
Regente


Mensagens: 2771
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Enviada: Ter Nov 13, 2007 11:12 Assunto :
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Como eu igualmente já tinha dado uma achega sobre este caso
E assim, transcrevo-a para aqui...
| IzNoGuud escreveu: |
| Tygana escreveu: |
Pelo que referiu o Sr.Arnaldo (Nau), poderei dizer que a diferença principal seria a substituição do Presidente da Républica por um Rei.
No entanto, com a Républica que temos, onde verificamos a existencia, a nivel económico...de gastos exorbitantes em prol de interesses particulares...dando á existencia de corrupçao a varios niveis...não vou referir nomes nem situaçoes especificas...mas verificamos que nada é feito sem 2ªs intenções. E mesmo acontece na comunicação social...não há uma exposiçao real e especifica das intençoes dos mesmos dos casos que surgem...ha sempre interesses...e dinheiro por tras.
-O que questiono é...com o ressurgimento da Monarquia, iria de alguma forma controlar estes casos degradantes para o nosso pais?
Isto visando que na República há as eleições parlamentares de 4 em 4 anos, (como também das eleições presidenciais e autárquicas)...a influência que, quem estiver no poder, nesse curto espaço de tempo...tentará de alguma forma tirar benefícios do mesmo de foro particular...depois já podera ser outro, por isso beneficios a longo prazo deixam de existir...passando tudo a nivel de interesses dos mesmos durante esse tempo.
-Com a Monarquia, sendo sempre o Rei o regente, poderia evitar ou como poderá evitar este tipo de situaçoes?... |
Como já foi dito e bem... Não! Um Rei ou uma Monarquia não impediriam nada disso que referiste. O máximo que este poderia fazer era andar vigilante e atento a possíveis situações ocorridas nos governos... mas com resultados duvidosos.
Isso de que falas, resolve-se da seguinte forma Wink
1º Transparência... coisa que os Governos têm pavor, com medo do que a oposição possa daí desencantar para os arreliar.
2º Ter a capacidade de escutar as ideias dos outros e de as equacionar, de modo a se procurar o melhor resultado, ao invés de (e os monárquicos são disso um dos melhores exemplos, como ainda agora acabou de acontecer) se atacar uma proposta apenas por esta ter partido da oposição/governo sem sequer se olhar aos benefícios que a mesma possa trazer.
Se quiseres outro exemplo... eu dou-te o do Aeroporto da Ota. Em que eu inicialmente defendia a Ota, mas agora com este Estudo Privado, mudei de opinião... Falta ver o que o Governo faz...
3º Rectidão na aplicação dos Fundos... Em Portugal estamos tão habituados a demorar a tomar uma decisão, que quando finalmente esta é tomada, já resta tão pouco tempo para a implementar que TODAS as medidas a serem tomadas sofrem automaticamente uma "derrapagem" financeira... o que promove a corrupção entre outras situações... e nem sei se tais atrasos não são propositados de modo a promoverem estas mesmas derrapagens. Há, por isso, de combater estas situações.
4º Mentalidade. Os Portugueses estão habituados a serem Governados e a serem Liderados por Doutores e Engenheiros, ou seja, por "Licenciados", que muitas vezes nem sabem como conseguíram o seu grau académico nem têm a menor vocação para as funções que estão a desempenhar... mas têm o condão de ou serem "bonitos" para a fotografia ou serem amigos de quem os pode colocar lá...
Temos de mudar esta situação... temos de começar a escolher aqueles que realmente trabalham, que se entregam, aqueles que querem mudar/melhorar Portugal...
O que não deixará de ser uma situação complicada, enquanto nos tivermos de limitar às opções Partidárias Wink mas isso são outras conversas.
Este último ponto, talvez seja o mais importante... pois se não mudarmos, enquanto Povo em respeito à nossa forma de agir, não conseguiremos ser capazes de exigir nada, pois seremos o espelho dos que nos governam.
Posso dar como exemplo o seguinte...
Toda a gente quer uma Suécia em Portugal... aquilo é só estilo e qualidade... mas ninguém quer pagar ou respeitar as regras da forma como se faz lá... percebes? |
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vm
Monárquico


Mensagens: 245
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Enviada: Sex Dez 14, 2007 00:47 Assunto :
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Aqui pode colocar-se um pouco, e variando, a questão essencial que é: quais os limites da corrupção e em que medida ela limita a vida dos cidadãos e a prosperidade do Estado.
Aquilo que hoje consideramos corrupção não o foi noutros tempos e não é hoje noutros cantos do planeta.
Eu pessoalmente sou cada vez mais, um ferveroso adepto, do estímulo à competição entre individuos enquanto forma de promover a escolha dos mais aptos ao longo do sistema. Sou também a favor de uma carreira progressiva por diversos cargos civis e militares ou de outra natureza para atingir as magistraturas mais elevadas. É para mim dificil de compreender como certos individuos chegam de para-quedas sem qualquer experiência anterior em cargos políticos a posições ministeriais.
Aposte-se na selecção, dura e desde cedo, dos nossos cidadãos e aposte-se numa regulação natural, baseada na inibição de auxilio aos que falharam nesse processo e pelo menos teremos um sistema com homens com mais valor, mesmo que tenham aqui e ali tido o apoio do tio, do primo ou do amigo.
Quanto ao post anterior, concordo a 100% com o ponto 3 e no 4º, o problema está em termos um Assembleia cheia de advogados, e todos sabemos oq ue eles sabem fazer bem!!
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