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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sex Mai 13, 2011 09:42     Assunto : A Conjectura Monárquica Actual Responder com Citação
 
É engraçado quando nos deparamos com associações monárquicas, ditas, oficiais cujo imobilismo denota o arraigado conservadorismo a que as mesmas se auto impõem, proferindo (quanto muito) tomadas de posição internas as quais mais soam a directivas que devem ser implementadas com o menor alarido o possível.

Igualmente encontramos aquelas que, desagradadas (na minha opinião) com os monárquicos tentam atingir uma nova "audiência" a qual mais facilmente se identifique com o pensamento liberal das mesmas.

E finalmente encontramos aquelas que nem são carne, nem são peixe. Pois a única coisa de que se sabe das mesmas é a pressa com que rectificam ou se distanciam de determinadas pessoas/instituições com medo de um qualquer "estigma" que às mesmas fique associado.

A minha opinião é de que TODO o movimento monárquico Português, para além de mal estruturado encontra-se ERRADO (onde por ventura também eu me poderei encontrar, uma vez que não sou detentor de uma qualquer verdade).

Assim se no primeiro caso temos uma ligação ao passado, factor agregador de toda e qualquer Monarquia em especial sendo esta, quase, octocentenária. No entanto quando levado ao extremo, como é o presente caso, tenderemos a cair numa estagnação da instituição ou na defesa, levada ao extremo, de princípios base que sustentem toda uma Cultura e até Povo!

Ora nem se encontrando Portugal sob ocupação estrangeira, o que justificaria esta última medidda, nem tendo Portugal estagnado no tempo nestes já mais de 100 anos de República, logo criando uma cada vez mais notória separação entre os tais princípios base e a presente realidade Portuguesa. Ou seja, que neste momento há uma indesejável estagnação ou imobilidade no movimento monárquico a qual apenas SERVE aqueles que se revêm nesta, e aqui admito que uma boa parte dos "velhos" monárquicos se revê nesta situação, mas que já NÃO SERVE aos Portugueses.

Já no segundo caso é interessante notar que devido à intolerância, para não lhe chamar outras coisas, do movimento monárquico (na realidade dos por mim chamados "velhos" monárquicos) em aceitar uma MUITO NECESSÁRIA lufada de ar fresco a qual reaproxime os Portugueses da Monarquia, estes tenham optado (uma vez mais apenas na minha opinião) por "abandonar" o movimento monárquico, aos seus "velhos" e suas associaçãos, à sua sorte e criado um novo movimento monárquico! Compreendo os motivos destes "novos" monárquicos mas creio que se se quebrar com a ligação ao passado, ou pelo menos passar uma imagem de extrema fragilidade nesta ligação devido à passagem de uma imagem de uma ruptura/fractura com o que já existia, tal por certo que reduzirá a eficácia do impacto destes "novos" monárquicos uma vez que os mesmos terão SEMPRE de justificar quanto aos porquês de tal "separação".

Já o terceiro caso apenas vem demonstrar até que ponto existem quer divisões dentro do movimento monárquico e, nalguns casos o tipo de pessoas que existem dentro do mesmo movimento monárquico. Pois se vão surgindo NOVAS associações tal será porque as JÁ EXISTENTES não lhes chegam ou servem. Quando depois se nota que acontecem "reaproximações" entre estas (situação que já notei ser algo frequente com algumas pessoas do "meio"), fica a questão do porquê das mesmas, nesse caso, não se EXTINGUIREM uma vez que terão deixado de ter uma razão de ser para a sua existência.

E isto sem contar com aqueles elementos, os tais que eu tinha acabado de citar, que pululam de "opção" em "opção", jurando a pés juntos que foram "iludidos" (com o quê em concreto nunca se vêm a saber) mas que agora será de vez (lol). Sendo que já tivemos de tudo um pouco, desde Repúblicanos que passam a Monárquicos, Monárquicos a Republicanos e Monárquicos que mudam de opção e adoptam outra visão Monárquica.

Não quero dizer que uma pessoa não possa mudar de opinião, triste seria se tal não acontecesse, mas que uma pessoa mude mediante uma justificação plausível e não coisas do género "...mudei porque descobri que o meu avõ era..." ou pior.

SE não se tem certezas, então que não se façam afirmações ou declarações de intenção nesse sentido! Sejamos, para variar de uma vez por todas, RESPONSÁVEIS e RESPONSABILIZÁVEIS por aquilo que defendemos e assumimos enquanto Monárquicos e Portugueses, sejamos DIFERENTES por forma a que os Portugueses aos poucos e poucos se vão reaproximando de nós!

E finalmente em título de conclusão e fechando este pequeno à parte, dou o exemplo do Povo Judaico o qual após a destruição do Templo em 66 AD se teve de "recriar", mantendo as bases judaicas que o permitissem sobreviver ao mesmo tempo que abandonaram aquelas que dependiam de factores os quais tinham deixado de controlar (ou até fazer sentido). Assim, hoje, temos Judaísmo Rabínico o qual se manteve práticamente inalterado até ao final do Século XVIII e não os seus antecessores Saduceus ou até Farisaicos (apesar deste último ter servido de base para o Rabínico).

O mesmo tem de acontecer no movimento monárquico Português, pois não podemos ficar "fechados" no passado ou no dia 4 de Outubro de 1910 tal como muito ("velhos") monárquicos desejam, simplesmente porque o Portugal de hoje NÃO É o Portugal de então!

Houve mudanças, houve alterações e SEMPRE a Monarquia se soube adaptar. Foi assim em 1245/48 (Guerra Civil entre D. Sancho II e D. Afonso III), 1383/85 (Guerra Civil entre D. Beatriz e D. João I), 1580 (Crise Sucessória, D. António e D. Filipe I), 1640 (Restauração, D. João IV e D. Filipe III), 1667/83 (Crise Governamental, D. Afonso VI e D. Pedro II), 1828/34 (Guerras Liberais, D. Pedro IV e D. Miguel) e 1890 (Ultimato, D. Carlos) e isto a título de exemplos.
Não o tendo conseguido, no entanto, em 1908 com o assassinato d'el Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe tendo a Monarquia caido em 1910 no meio de uma imensa confusão.
E hoje, passados mais de 100 anos de República, AINDA não nos conseguimos adaptar andando a correr atrás do "prejuízo" como diz o ditado popular, não conseguindo sequer aproveitar os verdadeiros "brindes" com que a República nos mima!

Assim é de extrema importância encontrar uma base válida que sirva o presente sem descurar o passado.

Por Portugal, pelos Portugueses e pela Monarquia!

Paulo Especial
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