Monarquicos.com Monarquicos.com Fórum Monarquicos.com Vídeos Monarquicos.com Adicionar aos Favoritos
Registar Registe-se neste Fórum (Gratuito)   Entrar Entrar no Fórum

J. Duarte
Utilizador
Utilizador


Offline
Mensagens: 96

Mensagem Enviada: Ter Set 02, 2008 20:50     Assunto : Doutrina Monárquica Responder com Citação
 
Doutrina Monárquica
Para se fazer, hoje, a Monarquia, em Portugal, é preciso, primeiro que tudo, definir a doutrina monárquica, e, depois, propagá-la, exaltá-la, impô-la, pela persuasão, ao País, que dela anda bastante esquecido.
O País necessita de ser elucidado sobre o que lhe convém e para onde se deve ir. Há que recordar-lhe os princípios, as vantagens, e a necessidade da Monarquia, para ele assim saber evitar o regresso à engrenagem sediça e desacreditada do sufrágio político, da balbúrdia dos partidos, da Democracia, enfim, ante-câmara do Comunismo.
Tal missão incumbe primordialmente à Causa Monárquica — deve ser esse o seu principal fim —, pois uma Causa sem doutrina não passa dum partido que pretende escalar o poder. Uma Causa — na acepção elevada do termo — é uma doutrina em acção.
Mas um jornal cultural de rapazes universitários monárquicos tem também por primacial dever enunciar os princípios base da Monarquia futura, para depois os estudar, os discutir, os desenvolver, e os relacionar com os problemas sociais da hora presente. Por isso bem avisada andou a Mensagem, formulando as bases aqui publicadas e arvorando-as como sua bandeira, para que sobre elas dissertem os seus colaboradores.
Reconheçamos desde já que tais bases nem são o produto duma construção a priori, formulada por teóricos de gabinete, nem tão pouco o chamariz fácil arquitectado por tribunos da plebe para o engodo dos amadores de novidades. São as características essenciais, permanentes, da nossa Monarquia, vincadas e experimentadas através dos séculos, que deram feição ao Estado português, à própria Nacionalidade, e com ela se confundem. A degenerescência da Monarquia absolutista, e, depois, da pseudo-Monarquia liberal, que conduziram à ruína e à catástrofe, só vem demonstrar a excelência dos princípios que informaram a nossa Monarquia tradicional e que deverão informar a Monarquia do futuro.
Isto quer dizer que a Monarquia de amanhã será um regresso a fórmulas que fizeram o seu tempo há mais de um século, e que seriam extemporâneas na complexa sociedade de nossos dias? De modo nenhum. Quer dizer, apenas que os cinco princípios aqui enunciados — que não são novos mas são sempre actuais — traduzem as verdades perenes sobre as quais tem de assentar a comunidade portuguesa para que se possa considerar integralmente e definitivamente organizada.
Nenhum deles se opõe às exigências do mundo moderno, ou ao progresso (passe o termo) a que é legítimo os povos aspirarem. Pelo contrário, a dura lição da experiência, o desvario dum século de quimeras, e as exigências da vida de hoje conduzem à conclusão de que a Monarquia orgânica, corporativa, anti-parlamentar, a um tempo tradicional e progressiva, antiga e ultra-moderna, liberta dos erros retrógados da mistificação democrática, a cuja falência a nossa pobre geração tem incessantemente assistido, — é a única fórmula perfeita, humanamente perfeita, do governo dos povos, a que lhes assegura maior soma de estabilidade, de justiça e de liberdades, a que lhes dá maior prestígio e prosperidade.
Por isso os regimes não-monárquicos só são aceitáveis e podem realizar coisas grandes quando se aproximam da Monarquia, imitam a Monarquia, caminham para a Monarquia.
Veja-se o exemplo da Espanha.
A função duma Causa de Ordem num país em ordem não é atacar e desprestigiar o Poder para conquistar o Poder, mas — pela doutrinação, pela perseverança, e pela confiança que deverá inspirar — influir no Estado, conformar o Estado, criar ambiente ao Estado para ele poder evoluir, ter de evoluir no sentido da sua estrutura definitiva, integralmente nacional.
Se, portanto, a missão primordial da Causa monárquica em Portugal é esta: — preparar a Nação e informar o Estado para a sua evolução normal, até a cristalização definitiva, — o seu primeiro dever é definir esse corpo de doutrina, arejá-lo, dinamizá-lo, impô-lo.
Ouve-se dizer às vezes: «O essencial é vir o Rei; o Rei no trono é já só por si a Monarquia.» Ora, não é assim! Durante 76 anos tivemos Rei no trono e não tivemos Monarquia senão quando o Rei, rompendo as peias constitucionais, se dispunha a governar monarquicamente. Pretendeu o Rei D. Carlos governar monarquicamente, e por isso o mataram. Porque não havia Monarquia. Havia já República, embora mascarada de manto e coroa.
Portugal não quer mais uma República estrangeirada, de manto e coroa. Quer uma Monarquia bem monárquica, bem portuguesa. Uma Monarquia em que a Nação tenha a consciência do que é a Monarquia, e em que o Estado monárquico tenha a noção do seu próprio dever.
 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail MSN Messenger

O Corvo
Utilizador
Utilizador


Offline
Mensagens: 12

Mensagem Enviada: Ter Jan 10, 2012 15:30     Assunto : Responder com Citação
 
"Mistificação democrática", imposições e ainti-constitucionalismo?!?! É isto que V. Exa. quer para o nosso país? Se assim o é não vejo outro termo para o classificar senão como fascista.

Julgo estar certo quando digo que toda a gente neste forum considera a Monarquia como a opção mais viável para ressurreição do nosso Portugal, mas nunca à custa da liberdade do seu Povo. Isso, meu caro, a meu ver é inaceitável. Estou inclusivamente surpreendido de ninguém se ter manifestado neste sentido até à data. Espero também, muito sinceramente, que não seja esta a doutrina reiterada pelos demais membros deste forum.

Se o sistema governativo deve ser alterado? É discutível. Na minha óptica a questão é social e está ligada directamente à falta de sentido de estado e de comunidade da classe política vigente e à corrupção dominante. Julgo também que a isenção característica de um Monarca é essencial para mudar esta situação, ma NUNCA à custa da Democracia e da Liberdade do cidadão comum. Os cidadãos devem respeitar o seu Rei e não temê-lo. Não estamos na Era Medieval e as coisas mudaram por razões plausíveis e naturais, quer em Repúblicas quer em Monarquias.

Reitero aqui o meu desagrado e desacordo em relação a este comentário e a posturas ou doutrinas que visem castrar as liberdades do mui nobre Povo Português. Podem contar comigo para estar no lado oposto da barricada a qualquer pessoa que queira impor esta realidade a Portugal.
_________________
Justiça sem poder é vã,
Poder sem justiça é apenas violência.
 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular

iznoguud
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2766

Mensagem Enviada: Qua Jan 18, 2012 15:59     Assunto : Responder com Citação
 
O Corvo escreveu:
"Mistificação democrática", imposições e ainti-constitucionalismo?!?! É isto que V. Exa. quer para o nosso país? Se assim o é não vejo outro termo para o classificar senão como fascista.


Situação com a qual, apesar de haver monárquicos que se revejam nesta situação, não é com toda a certeza quer a vontade dos Portugueses como, penso eu, da maioria dos monárquicos para uma Monarquia do Século XXI.

A Democracia e a Liberdade de Expressão são valores, com os Deveres e Obrigações que impõem, essenciais para uma Sociedade Europeia da actualidade. Pode-se indicar que se incorre em "exageros" na aplicação destas, procurando-se assim "limitar" as mesmas... eu recuso tal situação, pois enquanto Sociedade temos de ser capazes de travar os excessos que possam ser cometidos ou até os aproveitamentos de lacunas que possam existir sem que seja necessário "travar-se" o que quer que seja.

A defesa de "Democracias" limitadas, como eu lhes chamo, apenas se traduzem em Sociedades Oligárquicas onde a(s) Classe(s) no poder legislam e definem enquanto "certo" e "errado" tudo aquilo que lhes possa interessar ou não. Caminha-se assim, no fundo, para a Sociedade "Formigueiro" onde a "Rainha" manda e os demais têm toda a liberdade do mundo... para obedecer aos critérios definidos pela mesma.

Recuso pura e simplesmente tal tipo de Sociedade, especialmente se Monárquica, pois tal como estamos presentemente basta um "erro" nesta direcção para que os Portugueses arrumem, de vez, a Monarquia no baú da velharias.

O Corvo escreveu:
Julgo estar certo quando digo que toda a gente neste forum considera a Monarquia como a opção mais viável para ressurreição do nosso Portugal, mas nunca à custa da liberdade do seu Povo. Isso, meu caro, a meu ver é inaceitável. Estou inclusivamente surpreendido de ninguém se ter manifestado neste sentido até à data. Espero também, muito sinceramente, que não seja esta a doutrina reiterada pelos demais membros deste forum.


Não direi de todos, uma vez que também existem aqueles que se apresentam enquanto Republicanos ou até sem Regime definido, mas seremos a maioria sim.

Também a maioria se define, pelo menos que eu note, enquanto defensores de uma Sociedade Democrata e Livre. Apesar de notar que os conceitos de "Liberdade" e de "Democracia" já variam substancialmente de pessoa para pessoa lol.

Este espaço define-se enquanto uma tentativa de emular uma Sociedade Monárquica do Século XXI, promovendo os mesmos valores que já frisámos da forma que consideramos ser mais parecida com o que se pretende.

Quanto à falta de resposta... presumo que tenham ficado no ar as eventuais respostas, até que terão caído no esquecimento as mesmas... ou pura e simplesmente os membros terão optado por não responder ao mesmo texto.

O Corvo escreveu:
Se o sistema governativo deve ser alterado? É discutível. Na minha óptica a questão é social e está ligada directamente à falta de sentido de estado e de comunidade da classe política vigente e à corrupção dominante.


Eu defendo que o mesmo deverá de ser reformado por forma a que se atribuam mais e novas competências ao Povo Português, por forma a que este seja capaz de agir e interagir em paralelo com os seus governantes eleitos, naquilo que se pode apelidar de Democracia Directa ou Semi Directa.

Esta escolha vem na continuação da "evolução" do Estado Absolutista para o Estado a que chamarei de Popular, por ser ao Povo que competirá tomar as decisões respeitantes ao seu futuro e que ultrapassem o âmbito pelo qual os seus governantes foram eleitos.

O Corvo escreveu:
Julgo também que a isenção característica de um Monarca é essencial para mudar esta situação, ma NUNCA à custa da Democracia e da Liberdade do cidadão comum. Os cidadãos devem respeitar o seu Rei e não temê-lo. Não estamos na Era Medieval e as coisas mudaram por razões plausíveis e naturais, quer em Repúblicas quer em Monarquias.


0clap 0clap 0clap 0clap 0clap

O Corvo escreveu:
Reitero aqui o meu desagrado e desacordo em relação a este comentário e a posturas ou doutrinas que visem castrar as liberdades do mui nobre Povo Português. Podem contar comigo para estar no lado oposto da barricada a qualquer pessoa que queira impor esta realidade a Portugal.


Encontrar-me-á, com toda a certeza, ao seu lado. No entanto indico que esta "visão" tem crescido em visibilidade nos diversos espaços monárquicos apontando para o, aparente, falhanço do modelo Liberal Constitucional o qual é, caricatamente, apelidado de... absolutista.

IzNoGuud
_________________

 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular