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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sex Jan 20, 2012 16:52     Assunto : Responder com Citação
 
O Corvo escreveu:
Começo por pedir desculpa pois tenho vindo a trata-lo por IzNoGood e só agora reparei que é IzNoGuud.


Não se preocupe com isso, eu compreendo o recurso ao "good". Sendo que até lhe agradeço pela sua preocupação em "corrigir" o erro ao contrário de outros que, mesmo depois de avisados de que estariam em erro optavam por insistir no mesmo. Mas no fundo não passam de minudências...

O Corvo escreveu:
No que toca à Confederação em vez de Federação concordo plenamente consigo. Julgo que a Europa tem que se definir e afirmar de uma vez por todas, até mesmo para não dar azo a situações do género "Merkozi". Não obstante, não deixo de ver com melhores olhos uma situação que tem vindo a ser defendida há largos anos pelo Senhor D.Duarte que é precisamente uma Confederação Lusófona. Geograficamente não se torna tão plausível como a europeia mas política, social e culturalmente sim. Resta saber o que os restantes países lusófonos têm a dizer sobre este possível projecto que tem sido falado essencialmente por portugueses.


Esta situação já foi abordada por mim algures, talvez no FB não me recordo ao certo, e quanto a mim implica quer uns "erros" de percepção como até umas opções que creio nos estarem algo... vedadas, isto se estivermos em mente com uma visão específica como a que eu vi, de facto no FB, ser defendida por um monárquico português.

Se uma Confederação Europeia, apenas se traduziria pela visão "política" comum a um bloco de Nações Independentes as quais se "uniriam" em posições e posturas comuns para o espaço extra bloco, mantendo a sua "plena" independência ao nível interno. Mas com a imperativa necessidade da criação de um "Governo Central" Europeu capaz de dar resposta às necessidades mais preementes.

Já outra questão seria uma Confederação Lusófona, em especial ao nível político. Pois conforme foi defendido por um monárquico Português, Portugal (leia-se os monárquicos portugueses, na realidade apenas alguns) nunca aceitaria um "Presidente" que não o Sr. D. Duarte Pio uma vez que este, inclusive, já se estaria a preparar para tal situação (nem sei como é que alguém é capaz de fazer tal afirmação mas "what ever"). No entanto não deixa de ser um ponto a ter que ter em conta, pois seria precisamente uma das questões em cima da mesa e um outro "ponto" apresentado pelo mesmo já levantaria alguma celeuma entre os Portugueses (não sei se apenas nos monárquicos) que era o "facto" de a Nação "Mãe" não se ter de submeter a uma Nação "Filha" e, se formos a ver as posturas de pelo menos bastantes monárquicos, ainda são muitos aqueles que se "fixam" neste ponto.

Para além de que, a importância de Portugal numa tal Confederação não passaria de porta de entrada para a Europa, ou seja para a UE.

Conclusão, SE nos mantivermos na UE e tendo esta uma agenda de eventualmente passar a Federação/Confederação tal implicará uma CO Soberania entre Portugal e os Estados que avançarem neste mesmo Projecto.

Ora, eu não consigo antever uma Confederação Lusófona a algo mais que uma CEE Lusófona ou seja como uma "Commonwealth" Lusófona e nunca enquanto entidade política. Em especial porque SE houvesse tal opção, esta implicaria uma CO Soberania entre Portugal e/ou UE ou a tal Conf. Lusófona e nunca com as duas em simultâneo. Ora aqui voltávamos a recordar quanto à real importância de Portugal para ambas as opções com a resposta óbvia.

Portugal pode e deve é tentar apostar forte no cimentar de laços económicos preferênciais entre as Nações Lusófonas por forma a que este "bloco" Linguístico se possa traduzir numa potência emergente pluri continental e com acesso a diversos mercados e fontes de recursos humanos e materiais.

Sendo que convém realçar o papel importantíssimo da exploração submarina dos fundos oceânicos e aqui Portugal, Brasil e até Angola com as contribuições de Cabo Verde, Guiné e St. Tomé e Príncipe dar-nos-iam para além de extensos territórios por explorar, uma clara "supremacia" no Oceano Atlântico.

O Corvo escreveu:
Julgo que, não obstante de uma Confederação Lusófona, se deve manter um estreito contacto com a Europa, por todas as razões que já conhecemos. Não devemos pairar no "branco" ou "preto", devemos abraçar mais o cinzento e tornar as nossas posições mais equilibradas.


Precisamente.

O Corvo escreveu:
(Nota: Onde posso encontrar mais informação sobre o Projecto Novo Rumo?)


No Facebook é só procurar pelo Grupo.
Em todo o caso há o http://www.novo-rumo.tk/
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O Corvo
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Mensagem Enviada: Sex Jan 20, 2012 19:56     Assunto : Responder com Citação
 
IzNoGuud,

Agradeço desde já o seu esclarecimento no que toca à temática da Confederação Lusófona pois o meu conhecimento sobre a matéria é limitado. Não obstante quando digo que concordaria com algo deste género, algo que também não clarifiquei no meu comentário anterior, é mesmo no sentido económico de uma Comonwealth com uma expressão política diminuta ou inexistente para além do peso que a economia tem na política, mais concretamente no que toca ao poder negocial de uma nação. Esta é uma opção que eu julgo que beneficiaria o colectivo de países lusófonos, largando obviamente as noções de "Nação-Mãe" e "Nação-Filha", apostando numa optica de igualdade de oportunidades e direitos (e deveres obviamente) dentro dessa parceria económica.

Em relação a uma presidência do Sr. D. Duarte a algo deste género, julgo que este está a "dar passos maiores que as pernas". É curioso porque andei a navegar pelo Monarquicos.com, o site, e só hoje li a entrevista ao Sr. Dr. Pedro Gonçalves, se não estou em erro, relativamente à crispação entre a Causa Real e Real Associação de Aveiro, em que este descreve uma conduta por parte do Sr. D.Duarte que me deixa, sendo brando com as palavras, inquieto. Vejo uma atitude com laivos de absolutismo e narcisismo que francamente me deixam preocupado como monárquico visto o Sr. D. Duarte ser, neste momento, o mais forte pretendente ao trono português.

Concordo com a sua posição relativamente ao rumo da UE e julgo que uma tentativa por parte desta de pôr em causa a independência dos seus Estados membros em detrimento de uma CO Soberania pode pôr mesmo em causa a continuidade da União.

Relativamente ao Movimento Monárquico em Portugal volto a insistir na priorização da divulgação e fortalecimento do pensamento monárquico como alternativa credível e sólida (algo que também tem que ser, quanto a mim, trabalhado) ao sistema vigente em detrimento da discussão em torno de quem é o legítimo herdeiro do trono português, até porque sem se fazer o primeiro ponto o segundo torna-se, e perdoem-me a expressão, fútil.
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Dom Jan 22, 2012 09:25     Assunto : Responder com Citação
 
O Corvo escreveu:
Agradeço desde já o seu esclarecimento no que toca à temática da Confederação Lusófona pois o meu conhecimento sobre a matéria é limitado. Não obstante quando digo que concordaria com algo deste género, algo que também não clarifiquei no meu comentário anterior, é mesmo no sentido económico de uma Comonwealth com uma expressão política diminuta ou inexistente para além do peso que a economia tem na política, mais concretamente no que toca ao poder negocial de uma nação. Esta é uma opção que eu julgo que beneficiaria o colectivo de países lusófonos, largando obviamente as noções de "Nação-Mãe" e "Nação-Filha", apostando numa optica de igualdade de oportunidades e direitos (e deveres obviamente) dentro dessa parceria económica.


Com algo assim concordo plenamente e para além de dar um acrescido impacto comercial às Nações Lusófonas, ao se criar um espaço Comercial preferêncial entre estas, assegura-se uma base de circulação comercial a qual ajudaria a impedir a dependência de outros parceiros comerciais os quais terão outros propósitos próprios aos mesmos.

O Corvo escreveu:
Em relação a uma presidência do Sr. D. Duarte a algo deste género, julgo que este está a "dar passos maiores que as pernas".


Atenção eu não indiquei que o mesmo teria proferido tais afirmações, apenas que há monárquicos que assumem que tal esteja a acontecer, quer pelo facto do Sr. D. Duarte Pio ter requerido a Cidadania Timorense como pelo simples facto deste ser o Pretendente Presuntivo ao Trono de Portugal.

O Corvo escreveu:
É curioso porque andei a navegar pelo Monarquicos.com, o site, e só hoje li a entrevista ao Sr. Dr. Pedro Gonçalves, se não estou em erro, relativamente à crispação entre a Causa Real e Real Associação de Aveiro, em que este descreve uma conduta por parte do Sr. D.Duarte que me deixa, sendo brando com as palavras, inquieto. Vejo uma atitude com laivos de absolutismo e narcisismo que francamente me deixam preocupado como monárquico visto o Sr. D. Duarte ser, neste momento, o mais forte pretendente ao trono português.


Por diversas vezes tentámos contactar quer o Sr. D. Duarte Pio como o Sr. Paulo Teixeira Pinto, então Presidente da Causa Real, para que nos procurassem apresentar os seus pontos de vista sobre esta questão e/ou esclarecessem esta situação.

Nunca obtivemos a menor resposta por parte de ambos.

Dessa maneira compreende-se perfeitamente que ou surjam dúvidas ou que toda esta questão assuma um estatuto de inconveniente para os envolvidos, com tudo quanto isso possa pressupor.

Eu creio que, a ser verdade aquilo que a Real Associação de Aveiro apresentou e não tenho nada que me leve a não acreditar nos mesmos. A Causa Real e até o Sr. D. Duarte Pio deveriam de saber que toda e qualquer mudança aos estatutos de uma Real Associação, os quais estão salvaguardados por Lei, deveriam de seguir determinados trâmites antes de se avançar. Para além de que dá a entender que a Causa Real não se preocupou em saber o que as Reais tinham a dizer antes de optar por avançar com esta reforma.

Atenção eu sou o primeiro a dizer que tanto uma reforma do Movimento Monárquico é necessário, como uma flexibilização do mesmo é imperativa. Agora não posso concordar com algo feito em cima do joelho e à revelia dos estatutos das próprias Reais Associações. Assim compreendo perfeitamente a posição da Real Associação de Aveiro.

No entanto sou o primeiro, e já me disponibilizei para o efeito, a defender que se deveria de se tentar resolver estas questões por forma a que possamos enquanto movimento monárquico avançar com outras questões mais prementes.

O Corvo escreveu:
Concordo com a sua posição relativamente ao rumo da UE e julgo que uma tentativa por parte desta de pôr em causa a independência dos seus Estados membros em detrimento de uma CO Soberania pode pôr mesmo em causa a continuidade da União.


Concordo em pleno.

O Corvo escreveu:
Relativamente ao Movimento Monárquico em Portugal volto a insistir na priorização da divulgação e fortalecimento do pensamento monárquico como alternativa credível e sólida (algo que também tem que ser, quanto a mim, trabalhado) ao sistema vigente em detrimento da discussão em torno de quem é o legítimo herdeiro do trono português, até porque sem se fazer o primeiro ponto o segundo torna-se, e perdoem-me a expressão, fútil.


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IzNoGuud
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O Corvo
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Mensagem Enviada: Dom Jan 22, 2012 14:43     Assunto : Responder com Citação
 
iznoguud escreveu:
Com algo assim concordo plenamente e para além de dar um acrescido impacto comercial às Nações Lusófonas, ao se criar um espaço Comercial preferêncial entre estas, assegura-se uma base de circulação comercial a qual ajudaria a impedir a dependência de outros parceiros comerciais os quais terão outros propósitos próprios aos mesmos.


Esse impacto comercial pode fornecer a estas nações o poder negocial necessário para se desenvolverem de forma mais independente e para terem mais voz na cena internacional.


iznoguud escreveu:
Atenção eu não indiquei que o mesmo teria proferido tais afirmações, apenas que há monárquicos que assumem que tal esteja a acontecer, quer pelo facto do Sr. D. Duarte Pio ter requerido a Cidadania Timorense como pelo simples facto deste ser o Pretendente Presuntivo ao Trono de Portugal.



iznoguud escreveu:
Por diversas vezes tentámos contactar quer o Sr. D. Duarte Pio como o Sr. Paulo Teixeira Pinto, então Presidente da Causa Real, para que nos procurassem apresentar os seus pontos de vista sobre esta questão e/ou esclarecessem esta situação.

Nunca obtivemos a menor resposta por parte de ambos.

Dessa maneira compreende-se perfeitamente que ou surjam dúvidas ou que toda esta questão assuma um estatuto de inconveniente para os envolvidos, com tudo quanto isso possa pressupor.

Eu creio que, a ser verdade aquilo que a Real Associação de Aveiro apresentou e não tenho nada que me leve a não acreditar nos mesmos. A Causa Real e até o Sr. D. Duarte Pio deveriam de saber que toda e qualquer mudança aos estatutos de uma Real Associação, os quais estão salvaguardados por Lei, deveriam de seguir determinados trâmites antes de se avançar. Para além de que dá a entender que a Causa Real não se preocupou em saber o que as Reais tinham a dizer antes de optar por avançar com esta reforma.

Atenção eu sou o primeiro a dizer que tanto uma reforma do Movimento Monárquico é necessário, como uma flexibilização do mesmo é imperativa. Agora não posso concordar com algo feito em cima do joelho e à revelia dos estatutos das próprias Reais Associações. Assim compreendo perfeitamente a posição da Real Associação de Aveiro.

No entanto sou o primeiro, e já me disponibilizei para o efeito, a defender que se deveria de se tentar resolver estas questões por forma a que possamos enquanto movimento monárquico avançar com outras questões mais prementes.



Mergulhadas em incerteza ou não, quanto a mim esta conduta, ou suspeita de conduta, não deixa de ser preocupante visto vir do " Pretendente Presuntivo ao Trono de Portugal", como o IzNoGuud disse. Acho que seria sensato por parte do Senhor D. Duarte e da Causa Real esclarecerem o que se passou relativamente a este caso da RA Aveiro, de forma a não gerar este tipo de reacção nas pessoas que poderá ser infundada. O Sr. D. Duarte aqui está a cair no velho ditado "quem cala consente" o que em termos de imagem não o favorece de todo.

Paralelamente a isto julgo que se torna imperativo construir o "Sistema Monárquico", em toda a sua extensão, de forma a que se possa apresentar uma proposta concreta ao Povo Português. Não nos podemos dar ao luxo de apresentar algo com pontas soltas ou vazio de conteúdo. Tem que se mostrar algo concreto e plausível, em que tudo o que se pode definir à partida esteja definido, sendo que o restante obviamente terá que ser construído com o tempo. Hoje em dia o que não faltam são grupos de pessoas que apresentam sistemas políticos e económicos alternativos.

Muito poucas ou nenhumas são as que passam do abstracto para o concreto. Assim sendo temos de marcar pela diferenciação e pela seriedade com que encaramos a nossa proposta ao Povo Português porque, mesmo que hajam monárquicos que defendem esta causa sem acreditar que alguma vez vai acontecer, a restauração da Monarquia em Portugal É PLAUSÍVEL e depende unicamente das nossas acções, do nosso trabalho, da nossa perseverança e da nossa UNIÃO.

Quanto a mim, resta-nos uma coisa a fazer: pôr mediocridades de lado, arregaçar as mangas e trabalhar para construir algo de melhor de Portugal, para Portugal e por Portugal...JUNTOS.
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