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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Out 26, 2018 20:51     Assunto : Monumentos Nacionais Responder com Citação
 
O Castelo Medieval de Segura (ruína)

Trago hoje o Castelo medieval de Segura (ruina) localizado na freguesia e povoação de Segura, concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, na margem direita do rio Erges.

in diversas fontes da net.

As origens da fortificação raiana de Segura são obscuras, a povoação apenas foi mencionada nos primeiros anos da monarquia. Entretanto, a sua posse definitiva pela Coroa só se efectuou em 1282.

A primeira referência sobre o Castelo data do reinado de D. Dinis (1279-1325), quando em 20 de Agosto de 1299 o soberano isentou os seus moradores dos impostos tradicionalmente pagos em Salvaterra do Extremo, com a condição de estes construírem um Castelo.

Vinte anos mais tarde, o monarca doou os domínios da vila e do Castelo à Ordem de Cristo que aqui instituiu uma comenda, prova de que nesta altura Segura já era um expressivo centro regional.

Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), o soberano doou os domínios da vila e do Castelo ao Frei Nuno Martins (1376). Nessa altura iniciou-se a edificação de uma barbacã, defesa que se articulava com um fosso.

Posteriormente, sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), encontra-se figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).

A povoação foi elevada a vila e sede de concelho em 1510, posição que desfrutou até 1836 quando foi anexada ao município de Salvaterra do Extremo.

No contexto da Guerra da Restauração da independência a povoação e a fortificação readquiriram importância estratégica sobre a fronteira da Beira Baixa. Por essa razão, as suas defesas foram reformuladas, sendo a vila dotada de uma muralha envolvente abaluartada.

Essa defesa foi insuficiente para deter a invasão francesa que por essa fronteira penetrou durante a Guerra Peninsular em 1807.

Posteriormente em 1846 foi extinto o governo militar, o que conduziu ao desmantelamento das defesas, absorvidas desde então pelo progresso urbano.

No início do século XX foi erguida a Torre do Relógio, hoje referida como uma lembrança do passado militar de Segura, embora sem conexão com o mesmo.

Os remanescentes do conjunto defensivo encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 8 de Maio de 1959.

Características do Castelo:

O que conhecemos do antigo Castelo em estilo gótico chegou-nos através da pena de Duarte de Armas, onde pode ser identificada a sua configuração medieval: De planta oval, protegido por duas muralhas, fosso e barbacã, as suas muralhas eram reforçadas por pelo menos seis torres.

Uma sólida torre de menagem erguia-se adossada ao perímetro interno das muralhas, dividida internamente em dois pavimentos.

Por ela sabemos que essa torre de menagem sofreu significativas alterações ao longo dos séculos, bem como podemos avaliar a extensão dos troços de muralhas hoje desaparecidos.

Na altura, a povoação não possuía muralha e desenvolvia-se em plano inferior na encosta a Leste do Castelo. Estava organizada em torno de um eixo definido pela rua Direita, articulando as chamadas Porta de Baixo e Porta de Cima de configuração moderna em arco abatido.

Em relação à muralha abaluartada seiscentista, chegaram-nos três baluartes associados à primitiva barbacã. Estes apresentavam guaritas nos vértices.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Out 27, 2018 20:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Arouca, também conhecido como Real Mosteiro de Arouca localizado na freguesia de Arouca, vila e concelho do mesmo nome da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte, situado no extremo Nordeste do distrito de Aveiro.

in diversas fontes da net.

De acordo com as fontes documentais, foi fundado na primeira metade do século X como sendo um pequeno Mosteiro habitado por uma comunidade religiosa sob a invocação de São Bento de Núrsia.

Recebeu carta de couto no século XII, período que definiu o carácter de centralidade deste cenóbio na vida política e administrativa da região. Desde 1154 passou a ser habitado apenas por religiosas.

A sua importância revigorou-se com o padroado da Beata D. Mafalda de Portugal, efémera rainha de Castela que aqui viveu entre 1220 e 1256. Filha de D. Sancho I e de D. Dulce de Aragão, em 1215 foi celebrado o contrato do seu casamento com D. Henrique de Castela. Diante do falecimento deste com 13 anos, D. Mafalda regressou a Portugal sem que o casamento se tivesse consumado mas com o título de rainha. O seu pai doou-lhe o Mosteiro de Arouca.

D. Mafalda faleceu a 1 de Maio de 1256 e encontra-se sepultada em Arouca.

Em termos materiais, foram muitas as dádivas do seu erário que transitaram para o domínio da instituição e terá sido por sua vontade que a comunidade monástica adoptou em 1226 a regra de São Bernardo de Claraval, sendo como Mosteiro cisterciense da ala feminina que se registaram os principais passos da sua história.

Ao longo da sua existência secular, o Mosteiro viveu períodos de grande desafogo económico que de algum modo, se reflectiram na procura de peças artísticas de grande qualidade boa parte das quais ainda se mantêm.

Na época moderna o conjunto foi reconstruído e ampliado desde o final do século XVII.

Um grande incêndio destruiu grande parte do Mosteiro em 1725, tendo os trabalhos de reconstrução se estendido até aos últimos anos do século XVIII conferindo-lhe a sua actual feição.

Entre os artistas que contribuíram para o seu brilho, destacam-se Diogo Teixeira, Carlos Gimac e Miguel Francisco da Silva.

Mafalda foi beatificada em 1792.

Com a extinção das ordens religiosas no país (1834), o Convento e todo o seu património passaram para o Estado. Às freiras que viviam no Convento manteve-se o direito de residência até ao falecimento da última que ocorreu em 1886.

A partir de então os seus bens transitaram para a Fazenda Pública, abrindo-se um período de utilizações diversas deste amplo conjunto edificado. Manteve-se contudo o espólio artístico, recolhido no Museu de Arte Sacra entretanto aí instalado.

Da construção original apenas chegaram até nós algumas pedras aproveitadas numa parede do edifício dos séculos XVII e XVIII.

No presente, o IPPAR tem vindo a proceder a pequenas obras de recuperação e restauro indispensáveis e preparatórias da grande empreitada em agenda e que visa modernizar o Museu de Arte Sacra, implementar um modelo de gestão que garanta a qualidade e a continuidade dos serviços a prestar e dar novo impulso ao Centro de Estudos, constituído em torno do espólio documental de D. Domingos de Pinho Brandão.




Editado pela última vez por Beladona em Sex Nov 16, 2018 23:37, num total de 1 vez

 
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Mensagem Enviada: Sex Nov 16, 2018 23:30     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio Galveias, que no presente alberga uma das bibliotecas municipais de Lisboa.

in diversas fontes da net.

É um dos mais bonitos Palácios nobres da Lisboa do século XVII e um dos melhores exemplos de uma casa nobre portuguesa seiscentista.

Está localizado na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, diante da Praça de Touros do Campo Pequeno e ao lado da sede da Caixa Geral de Depósitos.

Apesar de hoje em dia a sua localização ser central em Lisboa, quando foi construído em meados do século XVII destinou-se a casa de campo dos Marqueses de Távora permanecendo na família até 1759, data em que confiscado pelo Estado no âmbito do célebre processo dos Távoras.

Em 1801 foi adquirido por D. João de Almeida de Melo e Castro, 5.º Conde das Galveias, recebendo na altura obras de restauro.

Uns anos mais tarde foi comprado por Braz Simão.

Em 1928, entrou na posse da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que aí veio a instalar a biblioteca municipal que ainda aí se encontra.

Perfeitamente simétrico, assenta numa planta em U, de influência francesa, impondo-se pelo rigor do traçado.

Do exterior pode-se ver o portão heráldico ricamente trabalhado de tipo maneirista, sobre o qual se destacam as armas da cidade de Lisboa.

O átrio ou pátio nobre formando um quadrado, é uma imponente entrada para este imóvel.
Foi sujeito a obras de remodelação que ficaram concluídas dois anos depois de terem começado, reabre ao público em Junho de 2017 uma das mais bonitas bibliotecas da cidade.



 
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Mensagem Enviada: Sáb Nov 17, 2018 21:26     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas situado na freguesia de Salzedas, concelho de Tarouca. Pertencente à Ordem de Cister, data do século XII e o seu espaço foi doado pela mulher de D. Egas Moniz. Sofreu obras de ampliação nos séculos XVI, XVII e XVIII, nomeadamente ao nível da fachada e dos claustros.

in diversas fontes da net.

Nas margens do rio Torno ou Galhosa encontramos uma das jóias cistercienses do Norte de Portugal, a Abadia de Santa Maria de Salceta ou Salzedas.

Edifício de raiz românica assistiu a obras góticas, renascentistas, maneiristas, barrocas e neoclássicas, deixando ao visitante um sedutor emaranhado de estilos.

Aproveitando, possivelmente um templo alti-medieval, os monges beneditinos constroem no início do século XII a Igreja primitiva de Salzedas.

No ano de 1163, D. Afonso Henriques doa o Couto de Algeriz (depois chamado de Salzedas) a D. Teresa Afonso viúva de Egas Moniz para que esta o oferecesse aos cenobitas de Salzedas, dando deste modo, início ao território do Mosteiro tarouquense.

Mais tarde em 1196, a comunidade religiosa coloca-se sob a alçada dos monges de Cister e no primeiro quartel do século XIII assiste à conclusão e a sagração da Igreja acontece no ano de 1225.

Ao entrarmos em Salzedas, embarcamos numa viagem pela história.

Junto à recepção a primitiva Farmácia com tecto em caixotões e pintados com as ervas profilácticas.

Após passarmos a recepção, entramos no claustro datado dos finais do século XVI, arquitectonicamente diferente dessa centúria, com arcos de volta inteira assentes em colunas de fuste liso.

Continuando a nossa jornada entramos no claustro Seiscentista de abóbadas de ogiva, vemos a galeria superior fechada com janelas encimadas por frontão triangular.

Ao percorrermos as alas descobrimos o azulejo do século XVIII e acabamos por entrar na Sala do Capítulo, de planta quadrangular e abóbada de nervuras revestida por silhares de azulejo padrão com excelente acústica.

Continuamos até ao corredor de acesso à sacristia, nas paredes revestidas a azulejo temos mais um momento mágico e logo à entrada para a hospedaria que dava guarida aos peregrinos de Santiago. A sacristia de tecto abobadado com ogivas apoiadas em duas colunas de estilo mudajar, tem um arcaz e contador e ao longo das alçadas cenas pintadas em quadros da vida de S. Bento e S. Bernardo.

Deixando a sacristia entramos na capela-mor e no corpo da Igreja do Mosteiro. Desde logo compreendemos a espacialidade cisterciense e a dimensão teológica da luz como símbolo da vitalidade e glória de Deus. A capela-mor apresenta em cada alçada três grandes janelas encimadas por concheado e cornija contracurvada, atribuindo ao espaço uma intensa luminosidade. Observamos logo o cadeiral em pau-santo, onde os frades assistiam à Eucaristia. O altar-mor é em talha de pau-santo marmoreada ladeado por dois anjos tocheiros que iluminam o Santíssimo Sacramento.

Partindo da cabeceira entramos no transepto cuja estrutura medievalera de quatro absidíolos. Hoje, apenas no lado Norte encontramos um intacto com arco em ogiva e profusamente siglado. Dos restantes ficaram-nos vestígios. As reformas dos Sécs. XVI, XVII e XVIII, destruíram a ábside e os absidíolos centrais e transformaram a Igreja. Ainda no lado Norte, encontramos a porta dos mortos entaipada que dava acesso ao antigo cemitério e uma escada em caracol do Séc. XII.

Embarcamos na nave central dividida em cinco tramos definidos por arcos torais. A pleno centro tem uma abóbada de arestas. Na nave central podemos admirar o coro-alto assente em arco em asa de cesto, sendo marcado por moldura de cantaria contracurvada e protegido por guarda de madeira. A Igreja é constituída por três naves escalonadas e comunicantes, nas laterais contemplam-se vários altares onde se destaca um do período barroco do lado Norte junto ao pórtico.

Debaixo do coro-alto encontramos uma cripta com vários túmulos e a pia baptismal. Dos túmulos salientamos o de D. Teresa Afonso e os dos "Coutinhos Gomes" Marialva.

Abandonando o espaço interior encontramos o pórtico e já no adro da Igreja admiramos a fachada. Esta apresenta-se inacabada de estilo barroco e neoclássico, composta por três corpos separados por pilastras e com alçado de dois níveis. No corpo central, um óculo polilobado e os laterais ovais. As suas torres de lindos coruchéus e minaretes nunca chegaram a concluir-se, ficando incompletas devido às convulsões que as invasões napoleónicas espalharam no país.

Ao finalizar a viagem, no exterior apreciamos a magnificência do templo na imponente fachada que avistamos.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Nov 19, 2018 00:43     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção mais conhecida por Catedral de Évora ou simplesmente Sé de Évora, apesar de iniciada em 1186 e consagrada em 1204, esta Catedral de granito só ficou pronta em 1250.

in diversas fontes da net.

É um monumento marcado pela transição do estilo românico para o gótico marcado por três majestosas naves.

Nos séculos XV e XVI a Catedral recebeu grandes melhoramentos, datando dessa época o coro-alto, o púlpito, o batistério e o arco da capela de Nossa Senhora da Piedade também conhecida por Capela do Esporão, exemplar raro de arquitectura híbrida plateresca, datado de 1529.

Do período barroco datam alguns retábulos de talha dourada e outros melhoramentos pontuais nas decorações sumptuárias. Ainda no século XVIII a Catedral foi enriquecida com a edificação da nova capela-mor patrocinada pelo Rei D.João V, onde a exuberância dos mármores foi sabiamente conjugada com a austeridade romano-gótica do templo.

Em 1930 por pedido do Arcebispo de Évora, o Papa Pio XI concedeu à Catedral o título de Basílica Menor.

Nas décadas seguintes foram efectuadas algumas obras de restauro, tais como a demolição das vestiarias do cabido do século XVIII (que permitiram pôr a descoberto a face exterior e as rosáceas do claustro) e o apeamento de alguns retábulos barrocos que desvirtuavam o ambiente medieval das naves laterais.

A fachada da Catedral é flanqueada por duas torres ambas do período medieval, sendo a torre do lado Sul a torre sineira da Catedral, cujos sinos há séculos marcam o passar das horas da cidade.

Flanqueando o portal há soberbas esculturas dos Apóstolos do século XIV.

O trecho arquitectónico mais emblemático do exterior é o zimbório, torre-lanterna do cruzeiro das naves erguida no reinado de D.Dinis que é o ex-libris da Catedral e um dos trechos mais conhecidos da cidade.

Além do pórtico principal há ainda mais duas entradas: A Porta do Sol virada a Sul com arcos góticos e a Porta Norte, reedificada no período barroco.

O interior da Catedral está distribuído em amplas três naves (trata-se da maior Catedral portuguesa).

Na nave central (a mais alta), está o altar de Nossa Senhora do Anjo (também chamada na cidade Senhora do Ó) em talha barroca, com as imagens góticas da Virgem em mármore policromado e do Anjo Gabriel. Ainda na nave central podem admirar-se o púlpito (em mármore) e o magnífico órgão de tubos (ambos do período renascentista).

No transepto, abrem-se as antiquíssimas capelas de São Lourenço e do Santo Cristo (que comunicam com a Casa do Cabido) e as Capelas das Relíquias e do Santíssimo Sacramento, ambas decoradas com opulentos adornos de talha dourada.

Na nave esquerda junto à entrada, abre-se o batistério fechado por belas grades férreas do período renascentista.

No topo Norte do transepto está o belo portal renascentista (atribuído a Nicolau Chanteréne) da Capela dos Morgados do Esporão (que nela tinham sepultura).

O altar do século XVIII e capela-mor em mármore são de J. F. Ludwig mais conhecido por Ludovice o arquitecto do Convento de Mafra.

A edificação desta obra deveu-se à necessidade de espaço para os cónegos, visto que no século XVIII o esplendor das cerimónias litúrgicas exigia um maior número de clérigos. Assim, sacrificou-se a primitiva capela gótica (cujo retábulo de pintura se pode hoje admirar no Museu Regional de Évora). Nela se combinam mármores brancos, verdes e rosa (provenientes de Estremoz, Sintra e Carrara (Itália).

Podem-se ainda admirar um belo Crucifixo da autoria de Manuel Dias chamado o Pai dos Cristos que encima a pintura de Nossa Senhora da Assunção (padroeira da Catedral), efectuada em Roma por Agostino Masucci, para além de estátuas alegóricas, dos bustos de São Pedro e São Paulo e ainda de um órgão de tubos da autoria do mestre italiano Pascoal Caetano Oldovini.

Nos claustros datados de cerca de 1325, há estátuas dos Evangelistas em cada canto. O claustro, construído por ordem do Bispo D.Pedro é um belo exemplar gótico, enriquecido com rosáceas de decorações diversas. É ainda enobrecido pela capela funerária do Bispo D.Pedro (fundador do claustro), cujo túmulo gótico ainda subsiste no centro da mesma.

Recentemente foram colocados na ala Sul do claustro dois túmulos dos Arcebispos de Évora falecidos no século XX.

O coro é fruto das obras efectuadas no período manuelino. Tem um valioso cadeiral de madeira de carvalho onde estão esculpidas cenas mitológicas, naturalistas e rurais, datado de 1562.

O tesouro abriga peças de arte sacra nos domínios da paramentaria, pintura, escultura e ourivesaria. A mais curiosa é uma Virgem (Nossa Senhora do Paraíso) do século XIII de marfim cujo corpo se abre para se tornar num tríptico com minúsculas cenas esculpidas: A sua vida em nove episódios.

Entre outras peças podem-se ainda admirar a Cruz-Relicário do Santo Lenho (século XIV), o Báculo do Cardeal D.Henrique (que foi Arcebispo de Évora e Rei de Portugal) e a galeria dos Arcebispos, onde estão retratados todos os prelados eborenses desde 1540 até à actualidade.

Tanto o tesouro como a galeria dos Arcebispos integram o Museu de Arte Sacra da Catedral aberto em 1983 aquando das comemorações do 8º centenário da Sé. O Museu encontra-se instalado desde 22 de Maio de 2009, no antigo Colégio dos Moços do Coro da Sé, edifício contíguo à Sé que depois de remodelado, alberga as colecções de ourivesaria, paramentaria, pintura e escultura que compõem o valioso Tesouro da Sé.

Vários grandes eventos religiosos estão associados a este templo.

Diz-se que aqui foram benzidas as bandeiras da frota de Vasco da Gama em 1497.

No cruzeiro está a capela tumular de D. João Mendes de Vasconcelos emissário de D. Manuel à corte de Carlos V em Castela, na tentativa falhada de trazer de volta a Portugal Fernão de Magalhães que então preparava em Sevilha a primeira viagem de circum-navegação ao globo.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Nov 20, 2018 00:11     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Templo Romano de Évora localizado na freguesia da Sé e São Pedro, no Largo Conde da Vila Flor.

in diversas fontes da net.

O Templo Romano de Évora faz parte do centro histórico da cidade, o qual foi classificado como Património Mundial pela UNESCO e encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública e pelo Museu da cidade.

O Templo Romano encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo IGESPAR e é um dos mais famosos marcos da cidade e um símbolo da presença romana no nosso território.

Embora o Templo Romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça se originou de uma lenda criada no século XVII.

Na realidade, o Templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto que era venerado como um Deus durante e após o seu reinado.

O Templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora - então chamada de Liberatias Iulia - e modificado nos séculos II e III.

Évora foi invadida pelos povos germânicos no século V e foi nesta altura em que o templo foi destruído, hoje em dia as suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.

As ruínas do Templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de Évora durante a Idade Média.

A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval e o Templo (transformado em torre) foi usado como um açougue do século XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do Templo ajudou a preservar os seus restos de uma maior destruição.

Finalmente depois de 1871, as adições medievais foram removidas e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti.

O Templo de Évora ainda está com a sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O formato da base é rectangular e mede 15m x 25m x 3.5m de altura.

O lado Sul da base costumava ter uma escadaria agora em ruínas.

O pórtico do Templo que já não existe era originalmente um hexastilo.

Um total de catorze colunas de granito ainda estão de pé no lado Norte (traseiro) da base.

Muitas das colunas ainda têm os seus capitéis em estilo coríntio sustentando a arquitrave.

Os capitéis e as bases das colunas são feitos de mármore branco de Estremoz, enquanto que as colunas e a arquitrave são feitas de granito.

O Templo de Évora filia-se no grupo monumental existente na Estremadura espanhola em Mérida, antiga capital da circunscrição administrativa da Lusitânia.

Apesar da sua menor planimetria, no Templo eborense subsiste uma harmonia maior de linhas e perfis, conferindo-lhe uma mais equilibrada e graciosa beleza clássica.

Estilisticamente poderá ainda integrar-se no núcleo de outros santuários similares existentes em França - nomeadamente na Maison Carrée de Nîmes, ou no templo de Augusto e Lívia em Vienne-sur-le-Rhône.

Escavações recentes indicam que o Templo era cercado por um espelho de água.


 
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