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Data: Ter Dez 11, 2018 08:46
Índice do Fórum : Espaço Cultural
Lendas de Portugal
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Dez 06, 2018 18:24     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda do Cruzeiro da Sentinela

In diversas fontes da net.

O Cruzeiro simples, está situado no cruzamento das estradas de Valtorno para Vilarinho da Castanheira, desta para Carrazeda de Ansiães e ainda para o Mourão.

É tradição na Alagoa (freguesia de Valtorno) que o cruzeiro foi feito para comemorar um encontro entre tropas miguelistas e liberais, durante a guerra civil de 1828.

Diz-se a propósito que ali faleceu um capitão de infantaria, natural de Foz Côa e que antes de morrer, olhando para os lados do Douro na direcção da sua terra, se despediu dela com as seguintes palavras:

— Adeus, adeus, Vila Nova de Foz Coa onde vim dar os meus fins! Aqui nos altos da Alagoa!


 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sáb Dez 08, 2018 00:25     Assunto : Responder com Citação
 
A Pequena Lenda de Nossa Senhora da Tocha

In diversas fontes da net.

Em Lercas, freguesia de Mouriscas, existe uma capelinha dedicada à Nossa Senhora da Tocha.

Diz a lenda que há muitos anos passaram por aqui os franceses durante as invasões francesas. Estes invasores, tinham a má fama de terem espalhado o terror à sua passagem, pois roubavam tudo o que encontravam.

As gentes de Lercas, vendo os soldados franceses aproximarem-se e já temendo os roubos e atrocidades, pediram a Nossa Senhora da Tocha que provocasse um denso nevoeiro sobre a aldeia para que os franceses não se apercebessem da sua existência.

E assim aconteceu. Um manto de nevoeiro caiu sobre a aldeia e os soldados passaram por ali perto, sem se aperceberem da povoação, salvando assim as populações e os bens do local.

Foi então que os moradores, para agradecerem tamanho milagre, construíram a pequena capelinha, homenageando Nossa Senhora da Tocha.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Dez 09, 2018 21:41     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda do Palácio de Estoi em Verso

In diversas fontes da net.

As lendas sempre teciam,
Noutros tempos, noutras eras,
Histórias que entonteciam
O sorrir das primaveras.

Romances que as gerações
Doutras gerações traziam,
P’ra falar aos corações
E, assim, os entristeciam.

Eram tão tristes baladas,
Relatos de histórias lindas,
Que se contavam, choradas,
Por dias, noites infindas.

Se muitas a nós vieram,
Falando casos de amor,
Outras muitas se perderam,
Por falta de narrador.

É duma lenda esquecida
Que hoje vos venho falar;
Duma que nenhuma vida
Pôde com ela ficar.

Longo tempo andou perdida
Nas margens do esquecimento,
‘té que uma voz dolorida
Me a contou, por um momento.

* * *

Foi por noite perfumada
Das rosas de algum jardim,
Que ouvi a voz torturada,
E a lenda dizia assim:

— “Em tempos que o tempo trouxe
Das mãos de Deus, poderosas,
Era a vida aqui tão doce
E os jardins eram de rosas.

“Os ribeiros, que os havia
Correndo por todo o lado,
Prestavam à luz do dia
Um encanto desusado.

“E, à noite, brilhavam mais
Que os astros cheios de luz,
Soltando suspiros e ais,
Na raiz de alguma cruz.

“Aqui, viviam as gentes
Tão cristãs e tão de siso,
Tão felizes, tão contentes,
Tal fosse no paraíso.

“E até os astros dos céus,
Vindos de além do infinito,
Deitavam seus lindos véus,
De luzes sobre o granito.

‘Era então a serrania
Sempre de verde florida,
Onde a cor e a luz bebia,
Mesmo a rosa e a margarida.

“Isto foi em hora antiga,
Porque depois... ah!... depois,
Veio uma gente inimiga
Que apagou todos os sóis.

“E de opróbrio revestiu
Os habitantes cristãos,
— Povo ilustre que serviu
Os moiros, por suas mãos —.

“Era a vergonha tamanha
E tão grande o seu sofrer,
Que fugiu, para a montanha,
O povo, p’ra não morrer.

“E os sarracenos, senhores
Da terra que emudeceram,
Pisando vergéis e flores,
De pronto se defenderam.

“Alto castelo se ergueu
Numa elevação propícia,
Mas.., por aviso do céu,
Nunca dele houve notícia...

“Que só a lenda me diz
Que ali, de facto, existiram
Muros que, desde a raiz,
Aos assaltos resistiram.

“Foram, por anos compridos,
Viveres tão amargurados,
Que os pobres cristãos vencidos
Morriam, abandonados.

“té que um dia a luz mais alta
Do futuro despontou,
No tudo em que havia falta,
Na fé que a todos sobrou.

“Foi o caso que, por vezes,
Apesar de algum rebate,
Os valentes portugueses
Aos mouros davam combate.

“Eram ataques fortuitos,
Feitos repentinamente,
Donde colhiam os fruitos
De ceifar a moira gente.

“Foi a força enfraquecendo
Da moirama, em tempo breve,
De tal modo, que só vendo
As coisas que a pena escreve.

‘Foi, então, depois a vez,
Havido de Deus sinal,
Do forte Rei português
Dar o combate final.

“E os moiros, desbaratados,
Fugiram a bom fugir,
Indo morrer afogados
No mar, ao longe, a luzir.

“A lusa gente, após logo,
— Que mais podia fazê-lo? —
Passaram a ferro e fogo
As pedras desse castelo.

“Ali tudo foi desfeito
E tudo caiu por terra,
De modo que desse feito
Acabou p’ra sempre a guerra”.

Isto foi que disse a lenda
Naquela noite saudosa,
P’ra que mais assim me prenda
À terra de Estoi, famosa.

Mas a voz do entendimento,
Que veio de outros avós,
Mais me contou, num momento,
Que sucedeu logo após:

“Deus Allah que das esferas
Tudo viu e acompanhou,
P’ra todo o sempre das eras,
A lei fatal decretou:

“Hão-de passar muitos anos,
“Os séc’los hão-de correr,
“E nessa vida de enganos
“Muito irá acontecer.

“Mas de tudo o que virá
“De mal, por minha vontade,
“Muita fala se dirá
“Duma coisa, na verdade.

“É esta a minha sentença,
“Será este o meu castigo
“Que, por vós e por ofensa,
“Vai cair, povo inimigo:

“Sobre o castelo arruído,
‘Um majestoso e falado
“Palácio será erguido
“P’ra depois ficar fechado”,

E assim foi... ninguém esquece
De Allah o puro sentido,
Que o Palácio permanece,
Aqui perto, adormecido...

* * *

Foi esta a lenda esquecida
Que as horas vieram contar,
Foi que irá pr’além da vida,
Se ninguém quiser salvar

Esse Palácio de Estoi,
Prodígio de arquitectura,
Que em outro tempo assim foi
Traçado na pedra dura.


 
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Mensagem Enviada: Dom Dez 09, 2018 21:45     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda da Batalha do Aleixo

In diversas fontes da net.

O filho de João Mendes chamado Lopo Caeiro Mendes Sancas, mostrou-se digno descendente de tão bravos progenitores pois na guerra de 1704, a 31 de Maio, viu-se cercado por um grande exército castelhano comandado pelo marquês de Villadarias, não tendo o chefe português às suas ordens mais do que ordenanças (guerrilhas). Mas apesar disso, por muitos dias resistiu desesperadamente ao inimigo, não capitulando senão quando, no fim de muitos dias, faltos de sustento e munições de guerra e sem poderem ser socorridos, lhes era impossível a resistência.

Houve então um feito heroico e digno de ser eternizado.

Um paisano do Aleixo (cujo nome infelizmente se ignora) não se querendo render, fez-se forte numa casa da localidade onde matou e feriu muitos castelhanos, mesmo sendo atacado por portas, janelas e telhados, com balas e granadas de mão. Fugiu para o quintal, de onde e enquanto teve uma gota de sangue nas veias, matou a feriu castelhanos, caindo por fim exausto, já sem forças e agarrando-se às ervas disse:

– Que estas ervas sejam testemunhas em como morro pelo meu rei e pela minha Pátria.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Dez 10, 2018 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
A lenda de Balsamão

In diversas fontes da net.

Quem observar, da margem esquerda do rio Sabor, a cerca de um quilómetro abaixo da ponte de Remondes, a paisagem que se eleva da margem direita até lá acima onde a vista alcança, depara com uma visão apocalíptica de rochedos inacessíveis, onde só as cobras e os lagartos podem ter morada. Lá no cume, avista-se uma capelinha branca dedicada a Jesus Crucificado, por isso chamado Santo Cristo da Fraga, dando-se também ao rochedo o nome de Fragas do Santo Cristo.

Em volta da capela estende-se um planalto, onde restam ainda pedaços de muralhas e pedras com inscrições curiosas. Pois a lenda conta-nos que nesse planalto existiu um castro que deu o nome à povoação que mais tarde se formou um pouco adiante.

Como se sabe pela História, no tempo do famoso rei mouro Tarik, este concedeu licença aos chefes cristãos que não lhe resistissem, para se fixarem em certos lugares e cultivassem as terras.

Fixou-se então no referido castro um chefe cristão com a sua gente. Tinha ele uma formosa filha chamada Teodolinda que foi pedida em casamento por um moço cristão de Alfândega da Fé. Provavelmente nessa época esta localidade teria outro nome.

O principal chefe da mourama que subjugava estas paragens encontrava-se acastelado no monte do Carrascal, hoje Balsamão. Poderoso e prepotente impunha as mais cruéis condições às populações cristãs. Entre essas prepotências impôs o vil tributo das donzelas o qual consistia em que cada uma que casasse em vez de passar a noite no leito nupcial tinha que passá-la com o execrável rei mouro.

Realizou-se o casamento da formosa Teodolinda com o referido moço de Alfândega. Este porém recusou-se a pagar o tributo, não querendo entregar a noiva ao mouro o que irritou muito este e resolveu vir com os seus homens rechaçar os cristãos revoltosos. Estes resolveram enfrentar a mourama e travaram terrível luta no lugar onde hoje é Chacim. Diz-se até que este nome deriva de chacina em virtude da grande mortandade que resultou da contenda.

Conta a lenda que no meio dos guerreiros cristãos apareceu uma linda Senhora com um vaso de bálsamo na mão sarando as feridas dos combatentes cristãos. Estes venceram a peleja e atribuíram a vitoria à linda Senhora que seria a Virgem Maria. Mais tarde construíram uma capela no lugar onde fora a fortaleza do cruel rei mouro, no monte do Carrascal poucos quilómetros a nordeste de Chacim. Dedicaram essa capela a Senhora do bálsamo na mão que mais tarde derivou para Balsamão. Mais tarde foi ali fundado um convento muito conhecido por nele ter vivido o Frei Casimiro que morreu em fama de santidade encontrando-se o processo para a sua canonização em Roma.

Durante alguns anos abandonado esse lugar assim como vários monumentos que nele se encontravam voltou a prosperar por acção dos Padres Marianos uma congregação de origem polaca a quem pertencia o convento.

Este é um lugar paradisíaco avistando-se dali extensos e belos panoramas tem uma casa de repouso e uma estância de aguas medicinais.


 
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