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Data: Ter Dez 11, 2018 09:25
Índice do Fórum : História & Monarquia
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Nov 24, 2018 22:25     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Castelo medieval de Ranhados localizado na freguesia de Ranhados, concelho de Mêda, distrito da Guarda.

in diversas fontes da net.

O Castelo isolado no cume de uma colina, ergue-se em posição dominante sobre a povoação e a confluência do rio Torto e a ribeira da Teja. O topónimo está ligado a esta posição geográfica numa elevação entre dois rios, uma vez que o prefixo "ranh" significa a cumeada das elevações.

A primitiva ocupação humana deste local remonta a um castro proto-histórico posteriormente romanizado, conforme os testemunhos arqueológicos constituídos por restos cerâmicos ali recuperados por Adriano Vasco Rodrigues.

A construção do Castelo remonta ao reinado de D. Dinis (1279-1325) quando este outorgou Carta de Foral à povoação (1286), visando incentivar o seu povoamento e defesa. Acredita-se que terão colaborado nas suas obras a Ordem dos Templários e a Ordem dos Hospitalários que possuíam domínios na região na altura.

Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383) os domínios da povoação e do Castelo foram doados a dois irmãos da Casa dos Távoras (1381), doação confirmada posteriormente pelo Mestre de Avis em 1384.

Alguns autores sustentam que a construção do Castelo remonta a este período, argumentando a simplicidade do projecto e a aparente ausência de torre de menagem defendendo o portão da entrada.

Sem que se conheça o seu envolvimento nos principais episódios militares da altura, a povoação e o Castelo entraram em declínio.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), o soberano passou o Foral Novo à vila (1512) o que se mostrou insuficiente para reverter o quadro de semi-abandono já então vivido.

No século XVIII a povoação e os seus domínios pertenciam à Casa do Infantado, constituindo-se em Reitoria da Apresentação do Padroado Real e em Comenda da Ordem de Cristo.

O progressivo abandono que se acentuou, levou à extinção do Concelho de Ranhados incorporado no Concelho de Mêda (1836). Nesse período, provavelmente a partir da extinção das ordens religiosas (1834), a sua praça de armas passou a ser utilizada como cemitério da vila, função que perdura até aos nossos dias.

O Castelo encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público por decreto publicado em 29 de Setembro de 1977.

Em precário estado de conservação há algumas décadas procedeu-se ao reforço de um dos muros exteriores na qualidade de cemitério, o que o desfigurou parcialmente.

Características do Castelo:

Castelo de montanha, erguido a cerca de 840 metros acima do nível do mar, apresenta planta ovalada irregular, orgânica, em estilo gótico.

As muralhas em cantaria de granito, são reforçadas por duas torres de planta quadrada: Uma no ângulo Sudeste oposta à entrada e outra no interior da praça de armas, aparentemente associada a uma segunda porta de menores dimensões (Porta da Traição), protegida por uma dupla muralha a Leste. Esta segunda torre apresenta porta em arco apontado e um compartimento em abóbada em cruzaria de ogivas.

Não se registam vestígios de uma torre de menagem associada à porta principal o que pode indicar tratar-se de uma fortificação secundária que precisa de pesquisa arqueológica complementar.

A muralha hoje incompleta e desprovida de merlões, era parcialmente percorrida por adarve, a que se acede por escadaria num dos lados da porta principal.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Nov 26, 2018 23:12     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas também conhecido como Mosteiro ou Convento ou Instituto de Odivelas, fica localizado na freguesia de Odivelas, no largo de D. Dinis, no distrito de Lisboa, região de Lisboa e sub-região da Grande Lisboa.

in diversas fontes da net.

O Mosteiro é um exemplar da arquitectura religiosa, sendo monumento classificado de Interesse Nacional.

Construído a mando de D. Dinis, cujos arquitectos foram os mestres Antão e Afonso Martins, serviu para abrigar religiosos da Ordem de Cister, no século XIII.

Apresenta estilos arquitectónicos góticos, manuelinos e barrocos.

Ao longo dos tempos foi sendo alterado de acordo com as obras e com os gostos de cada época.

Da construção inicial, resta apenas a cabeceira gótica com abóbadas de nervuras chanfradas.

Dentro da capela absidial repousa no seu túmulo D. Dinis.

Noutra capela ao lado da epístola, encontra-se o túmulo vazio de D. Maria Afonso filha de D. Dinis.

Outra sepultura ainda poderá ser encontrada mas na capela-mor, onde repousa o infante D. João filho de D. Afonso IV.

Foi palco do Auto da Cananea de Gil Vicente, encomendado pela Abadessa Violante para ali ser representado.

Uma das ocupantes mais famosas do mosteiro foi a Madre Paula, amante de D. João V.

Como já foi mencionado, as obras de construção foram executadas segundo os planos dos arquitectos Antão e Afonso Martim, e concluídas entre 1304 e 1305.

Em 1318, a 1 de Outubro, o Rei instituiu no Mosteiro uma capela de cinco missas quotidianas por sua alma e deixou expressa a intenção de se fazer sepultar no cenóbio. Em consequência da fundação desta capela e para sua manutenção, o Rei veio a fundar uma pequena comunidade de monges, junto ao Mosteiro dirigidos por um prior e provenientes do Mosteiro de Alcobaça, a qual veio a ser designada por Hospício do Reguengo de Odivelas.

Em 1318, a 9 de Outubro, o Rei doou a apresentação do priorado das igrejas de São Julião de Frielas (Loures) e a de São João Baptista do Lumiar à abadessa do Mosteiro de São Dinis de Odivelas.

Em 1322, a 20 de Junho, D. Dinis fez o seu testamento e relativamente ao Mosteiro, reforçou o seu património com 4 mil libra, para aquisição de bens.

O Rei ao longo da sua existência, foi dotando este Mosteiro com bens e privilégios comparados com o de Alcobaça.

No reinado de D. Afonso IV o Mosteiro, para além da confirmação dos seus privilégios, continuou a aumentar o seu património, quer por iniciativa da família real, quer pelas freiras e particulares.

Mais tarde D. Filipa de Lencastre deixou todos os seus bens ao Mosteiro sendo um dos principais, uma vila fora do reino.

Em 1429, a 24 de Março, D. João I concedeu a D. Beatriz de Góis, dona do mosteiro de Odivelas, uma tença anual de 185 libras.

Em 1434, a 17 de Março, D. Duarte concedeu carta de privilégios ao Mosteiro.

Em 1436, a 7 de Novembro, fez a doação de 1 marco de prata anual ao Mosteiro para resolver um pleito sobre a Quinta da Barrosa existente entre o Mosteiro e o escudeiro Henrique Góis.

Em 1439, 9 de Fevereiro, D. Afonso V confirmou todos os privilégios e graças concedidos à abadessa e ao Convento do Mosteiro de Odivelas.

Em 1445, a 17 de Março, D. Afonso V nomeou o Doutor João Fernandes, chanceler de Lisboa, para o cargo de juiz dos feitos havidos e por haver do Mosteiro de Odivelas.

Em 1473, a 18 de Julho, o mesmo Rei privilegiou o Mosteiro de Odivelas a pedido da sua abadessa, concedendo-lhe licença para comprar bens de raiz até à quantia de 100.000 reais, mediante determinadas condições.

Em 1485, 28 de Dezembro, D. João II para além de mais bens de raiz, confirmou-lhe o padroado das igrejas de São Julião de Santarém, de Santo Estêvão de Alenquer, de São Julião de Frielas e de São João do Lumiar.

Em 1496, a 13 de Maio, D. Manuel I confirmou, à abadessa e donas do mosteiro de Odivelas, todas as honras, privilégios, liberdades, graças e mercês concedidas até D. João II.

Em 1499, a 10 de Novembro, ocorreu uma troca de bens entre o Mosteiro de Santos-o-Novo e o de Odivelas, ficando este com umas casas em Lisboa na Rua da Sapataria e o de Santos com um serrado, olival e horta situados junto do seu edifício.

Em 1501, a 10 de Março, D. Manuel I fez-lhe mercê de todo o linho arrecadado para o Rei no Almoxarifado da Azambuja.

Em 1519, o Almoxarifado arrecadou para o Mosteiro 1.600 molhos de linho.

Em 1503, a 10 de Fevereiro, o Rei deu-lhe esmola e licença para possuir os bens deixados por D. Mécia de Abreu, entre os quais constavam uns moinhos na Ribeira do Reguengo, junto de Torres Vedras, umas casas em Lisboa, em Santo Elói e no Furadouro.

Em 1504, a 16 de Fevereiro, o Rei confirmou-lhe o emprazamento de uns bens da capela da rainha D. Filipa, situada no Mosteiro, a Diogo Fernandes morador em Torres Novas.

Em 1509, a 11 de Janeiro, confirmou a administração da capela da rainha D. Filipa, com os respectivos encargos, a Simão Garcês, filho de Jorge Garcês, secretário do Rei e em 1514, a 23 de Outubro, deu a administração a Jorge Garcês, filho do secretário Jorge Garcês e irmão de Simão Garcês.

Em 1510, a 6 de Fevereiro, confirmou-lhe o Alvará de 4 de Fevereiro de 1509, pelo qual foi coutada a mata de Loures.

Em 1522, reformado sob os auspícios de D. Francisco da Fonseca bispo de Titópolis, o Mosteiro de Odivelas gozou da reputação de fidelidade à observância monástica. Facto que terá levado D. Edme de Salieu a recrutar aí as religiosas de que necessitava para reformar os mosteiros de Santa Maria de Almoster e de São Bento de Cástris.

Em 1523, a 30 de Setembro, por carta de Marcos Esteves, o Rei D. João III foi informado da notificação da sua ordem feita à abadessa de Celas, para que restituísse àquele mosteiro Dona Brites, sua sobrinha, que tinha saído para o Mosteiro de Odivelas sem autorização régia.

Apesar da proximidade com a abadia de Alcobaça, segundo o testemunho de Bronseval, por ocasião da visita de D. Edme de Salieu, abade de Claraval, em 1532, Odivelas não reconhecia o abade de Alcobaça como seu superior, mas sim o de Claraval. De facto, nesse ano, por carta de 10 de Outubro, o abade do Mosteiro de Claraval dava conta ao Rei D. João III, da conveniência em transferir algumas religiosas do Mosteiro de Odivelas para o de Almoster e deste para outro. Apesar da saída das citadas religiosas, nesse ano, ficaram no Mosteiro, além da abadessa, setenta monjas, cinco noviças e catorze irmãs conversas.

Em 1535, a 14 de Março, por Alvará de D. João III, foi-lhe dada esmola de 8 côvados de certo pano.

Em 1537, a 28 de Agosto, D. Rodrigo de Castro solicitava a D. João III que lhe metesse em Odivelas duas filhas, dado o seu estado de pobreza, devido ao gasto dos seus bens ao serviço do Rei.

Em 1555, por mandado da rainha D. Catarina, de 8 de Janeiro, dirigido ao seu tesoureiro foram pagos a D. Constança de Vilhena, freira de Odivelas, 30.000 réis de mercê. A rainha, viria a instituir um legado pio e perpétuo de vinte lugares para religiosas, com dote de 30 mil réis de juro anual, ordenando que do mesmo juro se desse a cada religiosa que entrasse, 8 mil réis por ano de tença, com obrigação de rezarem a terça parte de um rosário por dia.

Em 1569, foi celebrado um contrato pelo qual o Mosteiro aceitava por 3 destes lugares, um juro real de 90 mil réis anuais, com obrigação de dar 8 mil réis a cada uma das religiosas que estivessem nos lugares instituídos pela Rainha.

Em 1653, a 25 de Novembro, D. Inês de Noronha recebeu alvará para se apresentar num dos citados lugares que estava vago no Mosteiro de Odivelas.

Em 1704, pela bula "Ex parte dilecti filii", Clemente XI mandou executar um decreto da Congregação dos Regulares, que concedia o título de abades aos priores de Odivelas.

Em 1724, a 11 de Agosto, frei Bernardo de Castelo Branco deu início à visita e reforma do Mosteiro, criando um código para a sua organização e funcionamento, o que não impediu que, a 3 de Fevereiro de 1727, fossem feitas novas declarações e ordenações.

Em 1735, a 11 de Fevereiro, a abadessa de Odivelas recebeu provisão para ter juiz privativo.

A partir de meados do século XVIII até a sua extinção o Mosteiro de Odivelas sofreu as consequências de descuidos ou ingerência de terceiros.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.

Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.

Em 1886, o mosteiro foi extinto por morte da última religiosa, a abadessa D. Bernardina da Encarnação Correia.

O Mosteiro é hoje um colégio feminino para as filhas dos militares, o Instituto de Odivelas encontra-se sob a responsabilidade do Ministério da Defesa.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Nov 26, 2018 23:16     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Ponte da Mizarela, localizada sobre o rio Rabagão a cerca de um quilómetro da sua foz no rio Cávado, na freguesia de Ruivães, concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga e liga as freguesias de Ruivães à de Ferral, no concelho de Montalegre.

in diversas fontes da net.

A Ponte foi erguida na Idade Média e reconstruída no início do século XIX.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde de 30 de Novembro de 1993.

Esta bonita Ponte da Misarela situada sobre o cristalino rio Rabagão em pleno Gerês perto da Barragem da Venda Nova, mais propriamente no lugar da Misarela.

Esta estrutura data provavelmente da época medieval, ou pelo menos de tradição arquitectónica medieval, enquadrada de forma espectacular na paisagem de densa vegetação.

A ponte está associada a uma já famosa lenda, onde o protagonista é o Diabo, daí que muitas vezes esta seja apelidada de “ponte do Diabo”.

A Lenda:

Reza a lenda que certo dia um criminoso ao fugir da justiça vê-se encurralado nos penhascos sobranceiros ao rio Rabagão. Em desespero, apelou à ajuda do diabo que acedeu, pedindo em troca a sua alma.

O diabo fez então aparecer uma Ponte ligando as margens do rio, passando então o criminoso, mas de seguida fazendo-a desaparecer travando assim as autoridades.

O criminoso arrependido, decide procurar um frade para ter a sua alma de volta.

Obedecendo ao plano do frade, o criminoso volta ao lugar a pedir o auxilio do Diabo para a travessia fazendo reaparecer a ponte. O frade benze então com água benta a Ponte, o penitente recupera a alma perdida e o diabo perde mais uma batalha do bem contra o mal.

A ponte ficou então com um carácter sagrado e ainda hoje se diz que se algo vai mal numa gravidez, deve a mulher pernoitar debaixo da ponte e a primeira pessoa que pela manhã passar pela ponte deverá ser o padrinho ou madrinha da criança que deverá receber o nome de Gervásio ou Senhorinha.

De facto, regularmente vários Gervásios e Senhorinhas aqui se reúnem desde há tempos remotos para celebrar esta lenda que talvez lhes tenha salvo a vida.

Há quem diga que a Ponte é também apelidada de “Ponte do Diabo” ou “do Inferno” por “lembrar apenas ao diabo” uma construção a esta altura e com estas configurações.

Características da Ponte:

A Ponte está implantada no fundo de um desfiladeiro escarpado, assente sobre os penedos e com alguma altitude em relação ao leito do rio, sendo sustentada por um único arco com cerca de 13 metros de vão.


 
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Mensagem Enviada: Qua Nov 28, 2018 00:08     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Santuário do Senhor Jesus da Pedra localizado na freguesia de Santa Maria, no concelho de Óbidos, sub-região do Oeste.

in diversas fontes da net.

Existem diversas lendas na região que justificam a construção do Santuário. Possuem em comum a acção milagrosa de uma antiga cruz de pedra com a imagem esculpida de Cristo crucificado, hoje exposta no altar-mor da igreja.

A mais popular esclarece que na década de 1730, vivendo a região uma prolongada seca com grandes prejuízos para a agricultura, um lavrador foi chamado pela imagem que se encontrava escondida num escombro por entre silvados em terreno da Colegiada de Santa Maria de Óbidos, junto à estrada que ligava esta vila às Caldas da Rainha. A imagem "clamou-lhe" veneração, o que o lavrador cumpriu juntamente com alguns outros populares tendo vindo a chover.

A tradição narra que aquela pequena escultura ali havia sido colocada pela própria rainha D. Leonor para indicar o caminho das águas curativas das Caldas, tendo-se tornado objecto de veneração na altura, mas tendo depois caído no esquecimento.

Com a sua redescoberta pelo lavrador e o "milagre" subsequente, a imagem voltou a ser objecto de devoção popular, tendo sido erigida uma capela de madeira para albergar a imagem.

Em 1737 foi feita a oferta simbólica da primeira moeda de esmola para a construção de um novo templo que albergasse a imagem milagrosa do Senhor Jesus da Pedra, de modo que com risco do arquitecto capitão Rodrigo Franco, da Mitra Patriarcal em 1740 foi lançada a primeira pedra do templo, dedicada a São Tomé Apóstolo por D. José Dantas Barbosa arcebispo de Lacedemónia, ministro da cúria patriarcal, juiz das justificações de genere e delegado de D. Tomás de Almeida cardeal patriarca.

Em 1742 D. João V inicia os seus tratamentos no Hospital Termal Rainha D. Leonor, passando a visitar frequentemente a imagem do Senhor Jesus da Pedra pela qual tinha grande veneração oferecendo-lhe avultadas esmolas.

Com esses auxílios, em 1747 iniciam-se as solenidades de inauguração do Santuário com a chegada a Óbidos do arcebispo de Lacedemónia e recepção junto do Santuário onde foi proferida uma oração. O arcebispo visitou a Família Real em Caldas da Rainha, comunicando ao Rei as datas previstas para as celebrações. O soberano deu o seu aval e ordenou que o tesouro da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo fosse posto à disposição para as cerimónias.

As solenidades compreenderam:

A Sagração dos sinos dedicados a Santa Maria, São José e Santo António.

Missa solene oficiada no altar lateral dedicado a Nossa Senhora da Conceição.

Exposição e veneração das relíquias da sagração do altar pertencentes aos mártires São Sebastião e Santo Honorato.

A sagração do altar e dedicação do templo.

O encerramento das relíquias no interior do altar-mor.

A trasladação da imagem do Senhor Jesus da Pedra para o novo santuário com a presença da Família Real (excepto o Rei), da Corte e do Clero da região.

Tríduo solene de inauguração e festividades populares.

Missa oficiada pelo prior de Santa Maria de Óbidos, Pe. Brás Antunes Correia.

Sermão pregado pelo Dr. José Caldeira, cavaleiro professo da Ordem de Cristo e presbítero secular.

Missa oficiada pelo prior de São Tiago de Óbidos, Fr. José de São Bernardo, monge jeronimita.

Sermão pregado por Fr. Martinho de Castro, monge jeronimita e professo do Mosteiro de Santa Maria de Belém.

Festividade da Invenção da Santa Cruz.

Missa oficiada pelo prior de São Pedro de Óbidos, Dr. José Rodrigues Leal.

Sermão pregado pelo eclesiástico Dr. Filipe de Oliveira, orador da Corte.

Procissão solene com a exposição do Santíssimo Sacramento.

Pagamento da obra das vidraças do Santuário.

Em 1751 registou-se a conclusão da abóbada de cantaria da torre do lado Norte.

Posteriormente em 1764 o escultor Joaquim da Silva Coelho de Alcobaça, executa a série dos Apóstolos para o Santuário.

No contexto da Guerra Peninsular em 1808 registou-se a entrega da prata do Santuário do Senhor da Pedra para pagamento do resgate às tropas invasoras francesas.

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), D. Miguel I visitou o Santuário (1830).

Um novo sino foi colocado em 1875.

O conjunto encontra-se inventariado pela DGEMN sob o nº IPA PT031012040037, não possuindo qualquer tipo de protecção legal.

Em 1997 tiveram lugar as celebrações dos 250 anos do Santuário, sendo inaugurado um núcleo museológico.

Recentemente em 2010, a Câmara Municipal de Óbidos solicitou ao Gabinete de Gestão do Património Histórico, a elaboração de uma proposta de classificação do conjunto contituído pelo Santuário, construções anexas (antiga Casa dos Romeiros e Chafariz) assim como de proposta para delimitação da respectiva zona especial de protecção. Como resultado, o IGESPAR anunciou a abertura de processo administrativo de classificação.

Características do Santuário:

Em estilo barroco, esta Igreja inacabada destaca-se sobretudo pela originalidade da articulação da sua planta hexagonal inscrita numa circunferência, à qual se anexam três corpos, dois correspondentes às torres e outro que corresponde à sacristia.

No seu programa de simetrias destaca-se o jogo de janelas invertidas.

O seu interior apresenta três capelas: A capela-mor dedicada ao Calvário com uma tela de André Gonçalves, e as capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora da Conceição e à Morte de São José, com telas de José da Costa Negreiros.

Destacam-se ainda as belas talhas barrocas, mármores, imagens e mobiliário, com telas de Vieira Portuense e de Pedro Alexandrino de Carvalho.


 
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Mensagem Enviada: Qua Nov 28, 2018 20:45     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio dos Duques de Palmela ou Palácio Palmela em Cascais, vila do distrito de Lisboa, região de Lisboa e sub-região da Grande Lisboa.

in diversas fontes da net.

Beneficiando de um enquadramento paisagístico ímpar, o Palácio dos Duques de Palmela conserva ainda hoje, a sua imponência arquitectónica dentro do neogótico inglês, assumindo-se como uma importante memória da vivência de Cascais entre o final do século XIX e o início da centúria seguinte, quando esta vila se tornou na estância de veraneio da família real e consequentemente da corte.

Ao seu lado o Palácio dos marqueses do Faial (filhos do duque de Palmela) mais tardio, segue uma linha arquitectónica semelhante.

Quando em 1871, D. Luís iniciou os trabalhos de remodelação da Cidadela, desencadeou um hábito de veraneio que vingou na sociedade da altura, pois as principais famílias da corte iniciaram poucos anos mais tarde, a construção das suas próprias casas.

Na realidade, os desenhos para o palácio Palmela datam de 1871 e 1872 e não podemos esquecer que na mesma época os Loulé, outra das maiores famílias do reino, mandou também edificar a sua habitação à beira mar (FRANÇA, 2004, p. 182).

O baluarte de Nossa Senhora da Conceição onde se ergue o Palácio, estava então desactivado e tinha sido adquirido pelos Palmela ao Estado em 1868 ou em 1869 (COLAÇO, ARCHER, 1943, p. 335; FALCÃO, p. 194; ANACLETO, 1992-94, p. 116).

Desenhado por um arquitecto inglês - Thomas Henry Wyatt - o Palácio Palmela deve ser entendido em função dos conhecimentos, viagens e gosto da terceira duquesa D. Maria de Sousa e Holstein, principal impulsionadora da obra (ANACLETO, 1992-94, p. 117).

Família de diplomatas, os Palmela mantinham muitos contactos com Inglaterra, conhecendo com certeza todo o desenvolvimento e fortuna alcançado pelo denominado gótico perpendicular inglês aqui utilizado (ANACLETO, 1994, p. 192).

O arquitecto ter-se-á deslocado a Cascais com o objectivo de conhecer o local, uma vez que todo o cenário envolvente era sentido como fundamental na concepção do projecto.

A entrega dos 30 desenhos (dos quais subsistem 16) terá ocorrido em 1873, iniciando-se os trabalhos ainda nesse ano ou no seguinte (ANDRADE, 1964, p. 304; COUTINHO, 1980, p. 121; ANACLETO, 1992-94, p. 120).

A preocupação com o exterior encontra-se bem expressa na profusão de janelas e mirantes e nas bay-windows que se observam no palácio, procurando potenciar ao máximo a implantação junto ao mar.

A planta é assimétrica quase "espontânea", muito ao gosto dos arquitectos ingleses (dando a ideia da recuperação de uma casa antiga e não de uma construção recente), desenvolvendo-se em volumes diferenciados, com telhados pontiagudos e utilizando os materiais da região, como era prática em terras anglo-saxónicas (ANACLETO, 1994, p. 192).

A fachada principal perde preponderância e todo o conjunto apresenta uma quase total ausência de elementos decorativos. Excepção feita à porta principal, sobrepujada pelo brasão de armas dos duques.

No interior, um átrio ordena a distribuição vertical e horizontal do edifício (ANACLETO, 1992-94, p. 118).

Ao projecto inicial juntaram-se na década de 80, outras intervenções, ao que se pensa da autoria do arquitecto e mestre de obras José António Gaspar (ANACLETO, 1992-94, p. 121). Este, acrescentou dois corpos facetados e dois prismáticos ao alçado Poente, com o objectivo de criar um espaço destinado a capel e não consignado no projecto de Thomas Henry Wyatt.

A deficiência da obra levou a que entre 1890 e 1895, os duques de Palmela encarregassem José Luís Monteiro de renovar esta ala, o que o arquitecto fez subindo um piso nos corpos adossados ao edifício e eliminando as coberturas dos dois prismas seguintes (ANACLETO, 1992-94, p. 122).

Na próxima travessa da Conceição foi erguido a partir de 1895, um edifício de apoio para cocheira e cavalariças, sob o risco de Cesar Ianz.

Em redor da casa, desenvolvia-se um parque relativamente arborizado e com alguns tanque e lagos, actualmente muito reduzido na sua antiga extensão.



 
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Mensagem Enviada: Sex Nov 30, 2018 00:38     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Cabeço de Vide no Alentejo que se situa na freguesia de Fronteira, na vila de Cabeço de Vide, concelho de Fronteira, distrito de Portalegre.

in diversas fontes da net.

A primeira ocupação humana da região remonta à pré-história durante o período Neolítico, conforme demonstram os abundantes vestígios arqueológicos e monumentos megalíticos.
A ocupação do chamado Cabeço de Vide entretanto, é atribuída à época da Invasão romana da Península Ibérica.

Na margem da estrada romana que ligava as primitivas cidades de Lisboa e Mérida, a presença de águas medicinais sulfurosas determinou desde o reinado de César Augusto (c. 119 a.C.), o estabelecimento de um balneário (termas) denominado como A Sulfúrea, localizado junto de um pequeno rio represado, a cerca de um quilómetro a Sueste da actual vila.

Embora segundo a tradição local afirme que a primeira fundação do povoado tenha sido no local de Pombal na altura de uma batalha que deixou muitos mortos por enterrar e causou grande pestilência, levando alguns sobreviventes a procurarem o alto do outeiro (cabeço) em busca de melhores ares onde recuperaram a saúde (vida), a moderna história da vila e do Castelo remontam à altura da Reconquista cristã da península.

D. Afonso Henriques (1112-1185) conquistou a primitiva povoação aos muçulmanos em 1160 conservando-a pouco tempo em seu poder, uma vez que foi por estes reconquistada e destruída em 1190 aquando da ofensiva de Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur.

Mais tarde, com a posse definitiva de Portugal sobre a região, a povoação foi reconstruída no alto do actual cabeço, atendendo a razões estratégicas de defesa desta região fronteiriça. Foi então erguido (ou reconstruído) um Castelo e uma muralha em torno da povoação.

Em 1211 o Rei D. Afonso II, transfere a Ordem de Monges Cavaleiros de Évora para Avis entregando-lhes a posse da vila, mas também com o encargo de defender o Alto Alentejo, zona da que Cabeço de Vide faz parte.

No século XVI, os domínios de Cabeço de Vide foram doados a D. Diogo de Azambuja. Neste período, a vila teria importância regional demonstrada pela fundação da Santa Casa da Misericórdia pela rainha D. Leonor em 1498.

O rei D. Manuel (1495-1521) concedeu-lhe Foral Novo em 1512.

Aquando da Guerra da Restauração da independência, a vila sofreu severos danos iniciando-se um período de decadência que culminou no século XX com a extinção do seu Concelho anexado ao de Alter do Chão a partir de 24 de Outubro de 1932, transitando para o de Fronteira em 21 de Dezembro do mesmo ano.

Em 1990, ao longo de uma escavação na Misericórdia, foi encontrado um documento cartográfico dos princípios do século XVI conhecido como Carta de Marear, sendo um dos mapas marítimos mais antigos encontrados em Portugal. Neste mapa, representa-se o Mar Mediterrâneo com as nações, cidades, portos que o circundavam.

Características do Castelo:

O Castelo de Cabeço de Vide foi possivelmente construído ou reconstruído no século XIV sobre as ruínas românicas, das quais aproveita algumas das bases que ainda ficavam de pé, como estruturas de moradias habitacionais, uns silos e um poço e até uma cisterna.

Além do que foi dito, a vila apresenta na parte subterrânea uma série de galerias que se ligam com casas pertencentes a famílias fidalgas.

É sabido que este modelo de fortificação foi usado pelos antigos celtas e provavelmente, foi aproveitado posteriormente pelos romanos e pelos árabes da mesma forma em que foi reutilizado na reconstrução da época medieval.

Sendo muito poucos os redutos conservados desta barbacã muito rudimentar, esta consistia num muro baixo feito de alvenaria com três acessos conhecidos:

A Porta ou Arco de Avis.

A entrada que comunicava com a Rua do Santo Mártir e a que ligava com o Largo do Limoeiro.

A muralha protegia a Fortaleza, a Câmara, a Torre do Relógio, o Pelourinho, a Matriz, a Casa da Misericórdia, a Torre, a Cadeia e em geral a toda a povoação a que podia oferecer refúgio e abastecer de água através das passagens subterrâneas, estando algumas edificações ainda conservadas.

A vila e todo o conjunto patrimonial aguardam a sua classificação como monumento de interesse cultural ou arquitetónico e portanto, encontra-se sem protecção legal para a sua conservação ou para a execução de pesquisas arqueológicas.


 
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Mensagem Enviada: Seg Dez 03, 2018 20:15     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago as Pedras Parideiras que são um fenómeno geológico raro, um tipo de pedras que brotam de uma rocha-mãe, um bloco nodular de origem granítica com 1000 x 600 m, daí se chamarem Parideiras. Os nódulos de 1 a 12 cm de diâmetro com formas discóides e biconvexas são compostos pelos mesmos elementos mineralógicos do granito, a camada externa é composta por biotite e a interna possui um núcleo de quartzo e feldspato potássico. Estes nódulos ao se desincrustarem dos núcleos da rocha-mãe por termoclastia/crioclastia deixam uma camada externa em baixo relevo nos núcleos da rocha-mãe e espalham-se à volta desta.

In diversas fontes da net.

As Pedras Parideiras simbolizam a fertilidade na tradição ancestral da região, esta tradição está ainda presente nas populações locais. Acredita-se que dormir com uma pedra parideira debaixo da almofada aumenta a fertilidade.

As Pedras Parideiras estão situadas na Serra da Freita em Portugal e na Rússia, perto de São Petersburgo.

São um fenómeno raro no Planeta Terra, sendo este o motivo porque se pede aos visitantes destes locais que não recolham pedras para uso pessoal.

A afirmação da existência de Pedras Parideiras noutras latitudes não é comprovada.

A atividade geológica é, ou foi, tão intensa, que numa área pequena mas bem assinalada desde a criação do Geoparque Arouca, podemos encontrar estas e outras manifestações da vida do planeta Terra – como uma das maiores concentrações de trilobites gigantes do mundo, que podemos ver no CIGC Arouca (Centro de Investigação e Interpretação Geológica de Canelas), onde fica um museu que alberga alguns dos melhores exemplares.

Existe um mapa útil com todos os trilhos e informações necessárias, que vai da GR 28, uma Grande Rota que promete mostrar toda a serra, àPR15, uma Pequena Rota circular que começa e acaba no Merujal e que se faz em 5 a 6 horas. O mapa encontra-se disponível no Turismo de Arouca, no Parque de Campismo do Merujal e no Centro de Interpretação, em Castanheira.


 
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Mensagem Enviada: Qua Dez 05, 2018 00:02     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Cromeleque dos Almendres localizado na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, no concelho de Évora, distrito de Évora.

in diversas fontes da net.

O Cromeleque dos Almendres é constituído por um círculo de pedras pré-histórico (cromeleque) com 95 monólitos de pedra.

É o monumento megalítico do seu tipo mais importante da península Ibérica e um dos mais importantes da Europa, não apenas pelas suas dimensões como também pelo seu estado de conservação.

Junto com o menir dos Almendres localizado nas proximidades, o conjunto é classificado pelo IGESPAR como Imóvel de Interesse Público desde 1974, mas há uma proposta para elevá-lo a Monumento Nacional.

O Cromeleque localiza-se próximo do topo de uma encosta suave voltada a Leste num monte de 413 metros de altura e a cerca de 12 km a Oeste da moderna cidade de Évora.

O conjunto foi descoberto em 1964 pelo investigador Henrique Leonor Pina durante os trabalhos de mapeamento para a Carta Geológica de Portugal. Naquela altura foi realizada a limpeza da vegetação que ocupava o sítio e foram descobertas algumas peças de cerâmica e um machado de pedra polida.

Nas últimas décadas foram realizadas várias campanhas arqueológicas no local organizadas por Mário Varela Gomes.

Grande parte dos monólitos que se encontravam caídos foram recolocados nas suas posições originais durante os trabalhos.

O Cromeleque encontra-se numa propriedade privada, mas a zona do monumento foi cedida à Câmara Municipal de Évora para uso público.

A região de Évora é densamente coberta por locais arqueológicos que vão desde o início do Neolítico (7000 a 8000 anos atrás) até à Idade do Ferro, abrangendo menires, antas, necrópoles e povoações pré-históricas.

O Cromeleque dos Almendres pertence assim, ao universo megalítico eborense e está relacionado com outros círculos de pedras das proximidades como o Cromeleque da Portela de Mogos em Montemor-o-Novo.

Segundo os trabalhos arqueológicos realizados no local, acredita-se que o conjunto foi formado em três etapas:

No final do Neolítico Antigo (fim do sexto milénio a.C.) foi erguido um conjunto de monólitos de pequeno tamanho, agrupados em três círculos concêntricos. O maior destes círculos media 18,80 m e o menor 11,40 m.

Actualmente há vinte e dois menires de pé neste recinto, dois tombados e restos de estruturas de sustentação de cinco outros.

No Neolítico Médio (quinto milénio a.C.) foi erguido a Oeste dos círculos anteriores um novo recinto com a forma de duas elipses concêntricas irregulares adossadas ao recinto mais antigo. A elipse mais externa mede 43,60 m no seu eixo maior e 36 m no eixo menor. Durante os trabalhos arqueológicos foram encontrados ali vinte e nove menires em pé e dezassete tombados, além de estruturas de sustentação de onze menires já desaparecidos.

No Neolítico Final (terceiro milénio a.C.) os dois recintos foram modificados especialmente o menor que foi transformado numa espécie de átrio do recinto maior. Com a remodelação, o recinto menor possivelmente passou a orientar a entrada no recinto elíptico com uma função nas solenidades sócio-religiosas que se realizavam ali. Além disso, é possível que nesse período tenham sido acrescentados aos dois recintos alguns monólitos com gravuras e que alguns menires tenham sido parcialmente aplainados transformando-os em estelas.

No Calcolítico o conjunto deixou de ser utilizado, provavelmente pela influência das sociedades de metalurgistas que substituíram a cultura megalítica atlântica.

Características do Cromeleque dos Almendres:

Trata-se de um Cromeleque erguido na encosta voltada a Nascente de uma colina. Os monólitos são predominantemente de tamanho pequeno, de forma ovóide, sub-paralelepipédica e sub-cilíndrica, mas alguns chegam a ter 2,5 a 3 metros de altura e possuem forma fálica ou estelar.

São compostos por diferentes tipos de quartzodioritos, o que revela uma origem variada para os monólitos. Dois afloramentos de quartzodioritos e granodioritos localizados a 250 m e 1 km do Cromeleque podem ter sido usados para esculpi-los.

Os menires de grande tamanho foram colocados sobre alvéolos (cavidades) previamente preparados que chegam até ao substrato rochoso sob o solo. Uma coroa de pedras era colocada ao redor da base destes menires depois coberta de terra e pedras menores o que ajudava na sustentação.

Os menires menores tinham alvéolos também menores e os de menor dimensão eram sustentados apenas por uma coroa de pedras.

Actualmente existe uma planta da disposição de cada um destes monólitos todos numerados, possibilitando a identificação das características individuais de cada um.

Menires decorados:

Dez dos monólitos do cromeleque apresentam decoração em forma de relevos ou gravuras, dos quais quatro possuem apenas "covinhas" (série de pequenos buracos escavados na pedra). Os outros são:

Menir 48: apresenta uma pequena figura antropomórfica associada a um báculo.

Menir 57: numa face propositalmente aplainada mostra uma série de treze relevos em forma de báculos. Essas figuras estão também noutros menires e são provavelmente, representações de objectos de prestígio social construídos em xisto e materiais perecíveis. De facto, báculos de xisto são encontrados em monumentos megalíticos alentejanos.

Menir 56: numa face aplainada apresenta uma representação estilizada de uma grande face humana, com nariz, olhos e boca. Pode ser considerado uma estátua-menir.

Menir 76: também possui uma figura antropomórfica como o menir 56. A decoração de ambos assemelha-se ao de menires do Cromeleque da Portela de Mogos.

Menir 64: localizado próximo do centro do recinto maior, apresenta relevos em forma de raquetas e círculos.

Menir 58: possui três representações de discos solares associados a linhas onduladas que representam raios.


 
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Mensagem Enviada: Qua Dez 05, 2018 22:11     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio Alverca, também conhecido por Antigo Palácio Pais do Amaral, Antigo Palácio São Luís e Casa do Alentejo, é um palácio localizado na freguesia de Santa Justa em Lisboa.

In diversas fontes da net.

O Palácio Alverca é um edifício classificado como Monumento de Interesse Público pelo IGESPAR.

Teve a sua construção no fim do século XVII. De referir que o palácio pertenceu à família Paes do Amaral. A designação Palácio São Luís advém do facto de se encontrar diante da igreja com esse nome.

No edifício chegou a funcionar um liceu e um armazém para mobiliário. Já no ano de 1919, nele esteve instalado um dos primeiros casinos da cidade de Lisboa, o Magestic Club. Nessa altura o edifício sofreu grandes alterações, sendo que as decorações interiores ganharam um estilo revivalista. A reestruturação durou até 1919 e foi dirigida pelo Arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior. Participaram muitos artistas e artesãos, entre os quais Benvindo Ceia, Domingos Costa, José Ferreira Bazalisa e Jorge Colaço.

Em 1932 o Grémio Alentejano instalou-se no local. Posteriormente, em 1981 a Casa do Alentejo adquiriu o imóvel.

O palácio apresenta uma planta quadrangular e três pátios, um dos quais veio a ser fechado dando origem à actual Sala Velez Conchinhas servindo o Restaurante. No interior existem elementos de azulejaria, com destaque para as salas do restaurante. Contém peças neo-góticas, neo-árabes, neo-renascentistas, neo-rococós e de Arte Nova, assim como elementos do barroco.


 
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Mensagem Enviada: Qui Dez 06, 2018 18:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção da Tabosa, também conhecido como Convento de São Bernardo da Tabosa. Está situado no lugar da Tabosa, freguesia do Carregal, concelho de Sernancelhe.

in diversas fontes da net.

O Mosteiro foi fundado no ano de 1692, sendo o último Mosteiro ou Convento cisterciense a ser criado em Portugal e o 12º feminino da Ordem de Cister no nosso país. É monumento considerado imóvel de interesse público pelo Estado desde 1971.

No ano de 1692 segundo a doação de D. Maria Pereira, Senhora de origens fidalgas e de largas posses, mulher de D. Paulo Homem Telles Governador das Armas da Província da Beira que lhe deixou oito mil cruzados de renda, foi fundado na sua Quinta da Luz, sita no lugar de Tabosa, concelho de Caria, e pertencente à jurisdição da Diocese de Lamego, um Mosteiro para freiras Bernardas Recolectas com capacidade para 25 religiosas e dotado de elevados bens e rendas para o seu sustento e continuidade. O Mosteiro então criado ficava sob a tutela do Mosteiro de S. Pedro das Águias dada a sua proximidade (Tabuaço), sendo na altura seu Abade D. Diogo de Castelo Branco.

A este lugar ermo recolheram-se as primeiras freiras vindas do Convento de Nossa Senhora da Nazaré, da freguesia do Mocambo da cidade de Lisboa, onde se seguiam também os mesmos princípios austeros de recolhimento e de recuperação da espiritualidade que a Reforma Recolecta pretendia devolver à Ordem de Cister.

O Mosteiro aberto com a vinda de 5 freiras daquele Convento de Lisboa (de entre as quais a própria Madre Abadessa) e 2 monjas conversas, inicia então a sua história e percurso nos pouco mais de 150 anos que acolheu monjas cistercienses.

Com autorização para albergar 25 monjas como inicialmente pedido pela sua fundadora, o Mosteiro poucos anos após a sua abertura chega a ter 27 religiosas provenientes a sua maioria de filhas de famílias nobres da região e de algumas familiares de D. Maria Pereira, conforme estipulado nos documentos e licenças emitidas aquando da sua fundação.

Aquando da chegada das primeiras freiras a Tabosa a 10 de Setembro de 1692, estavam já edificadas e construídas a “Igreja (cuja construção decorrera a partir de 1685), Casas de Locutórios, de Rodas, e as dos foros, assim de cima como de baixo, e tem os Mirantes quase feitos ”. Todavia, a conclusão das obras estava ainda longe, sendo as acomodações bastantes precárias e sem a dignidade devida pois “parecia mais um estábulo para animais que um Convento para religiosas” e apenas tinha 11 celas mas ainda inacabadas.

As obras, iniciadas em 1685 com o arranque da construção da Igreja mesmo antes da autorização para a fundação do Mosteiro, duraram até ao ano de 1745, ano em que se terminou a Sala do Capítulo, construindo-se no ano imediato uma Via Sacra ao redor do Mosteiro, de que ainda hoje se encontram marcos e vestígios importantes, nomeadamente as bases das cruzes do Calvário junto da entrada da Cerca. Esta Via Sacra foi abençoada por Frei Gaspar de Virgem Maria (1703-1774) monge do Convento franciscano de Varatojo próximo de Torres Vedras e com o qual o Mosteiro de Tabosa tinha estabelecido um acordo de acompanhamento espiritual e de oração.

Seguindo a tradicional estrutura dos mosteiros cistercienses de obediência a Clairvaux, Tabosa apresenta a Igreja a poente dos claustros. O acesso à Igreja era feito tanto do exterior por uma porta principal lateral (características dos mosteiros femininos) ou directamente a partir dos claustros por uma porta de arco perfeito aberto a meio da sua parede Oeste (hoje fechada, após a separação da igreja para culto do já extinto Mosteiro).

Ao redor dos Claustros para além da Igreja (com acesso directo à mesma e à Sacristia), situavam-se no piso térreo a Casa do Capítulo, e o Lucotório, antecedidos pela Portaria com a sua Roda. O Mirante, habitual nos mosteiros e conventos femininos situava-se no extremo Este da fachada junto à porta do Muro que dava acesso à Granja. Na parte traseira dos claustros ficavam quer as Casas dos Foros de Baixo, quer alguns dos alojamentos e celas das monjas, noviças e conversas. Era também pelo piso térreo dessa zona que se tinha acesso por escadas lançadas até ao primeiro piso, às duas portas de acesso ao Coro alto para as monjas e conversas, cada uma com a sua porta dedicada.

A nascente dos Claustros, ficavam situados o Refeitório, a Cozinha e o Calefatório, bem como as instalações sanitárias, todas servidas pelo sistema hidráulico construído e alimentado por uma mina (a de À Fernandinho) e duas poças, situadas no exterior do muro, em terrenos pertencentes à Quinta da Luz. Junto ficavam ainda as Casas dos Foros de cima.

No exterior do Muro que foi totalmente rodeada de forte muralha com uma altura que chega a ter 5 metros e uma largura na base que vai até 1 metro e cujo fecho se deu por concluído em 1705, situava-se a Hospedaria, situada frente ao Mosteiro e junto às casas construídas para moradias dos operários encarregues da construção da Igreja e Mosteiro. A Hospedaria destinava-se a albergar os visitadores e padres que prestavam os serviços de culto ao Mosteiro.

A fachada do Mosteiro apresenta por cima da sua porta principal, um nicho com a imagem de S.Bernardo de Claraval, encimado pelas armas da Congregação de Alcobaça, com as armas de Portugal, as flores de Lis e a banda de duas tiras enxaquetada comum ao brasão da Ordem.

A igreja, lateral ao corpo do Mosteiro, seguindo as normas usuais das abadias cistercienses, tem sobre a sua porta uma imagem de Nª Sª da Assunção.

Os claustros, de um quadrado perfeito (18,9 metros de largura, com a dimensão de 12,25 m na sua fachada interior e galerias com 2,6 m de largura) são compostos por colunas toscanas e com uma varanda balaustrada na parte superior (bastante semelhante à dos claustros do Mosteiro do Lorvão. De fino recorte, a sua construção iniciou-se em 1703, estando terminadas em 1704.

A história do Mosteiro atravessa 3 séculos de grandes sobressaltos e alterações profundas: Primeiro foi o período longo de edificação do Mosteiro e do seu Muro que dura até 1745, depois a reestruturação que o Geral da Congregação de Alcobaça Frei Manuel de Mendonça introduz na Ordem Cister e que obriga as Monjas a deslocarem-se para Setúbal em 1771 integrando o provisório Real Mosteiro de Nossa Senhora da Nazaré da Vila de Setúbal, num conturbado processo no tempo do Marquês de Pombal e pelo qual Tabosa, naquele tempo um dos Mosteiros mais ricos da Ordem, é despojado de todas as suas rendas e foros (repartidas entre a Coroa e a Congregação de Cister) e vê todo o seu telhado, madeiras e mesmo algumas pedras vendidas.

Segue-se o regresso a Tabosa já no tempo de D. Maria I e o penoso processo de reconstrução do destruído Mosteiro sob a orientação do mestre de obras Frei José da Fonseca e Castro, mas agora totalmente dependente da Caixa do Peditório da Congregação e de esmolas. Por fim, a sua lenta degradação após a extinção das ordens religiosas, despojado de novas monjas e obrigado a vender alguns dos seus bens para assegurar a subsistência das sobreviventes, sendo considerado formalmente extinto com a morte da última monja D. Tomásia Rita Pinto Guedes que ocorreu a 27 de Março de 1850.

É então vendido em asta pública a um rico proprietário agrícola da região, sendo a sua igreja desanexada e afectada ao culto do povo da aldeia.

O Mosteiro nunca mais veio a ser habitado, sendo as suas diversas propriedades sucessivamente vendidas, restando apenas nos anos 60 do século passado um edifício arruinado e o seu muro.

Mercê do pedido do povo da Tabosa receoso do desmantelamento progressivo do Mosteiro com as suas telhas, madeiras e pedras de novo a serem vendidas ou retiradas do local, o Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção da Tabosa veio a ser declarado imóvel de interesse público pelo Dec.Lei 516/71, publicado na I série do Diário do Governo, n.º 274 de 22 de Novembro desse ano.

Encontram-se referências escritas do Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção da Tabosa em diversos manuscritos existentes no Instituto dos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, na Biblioteca Nacional, na Biblioteca Pública de Évora e no Arquivo Distrital de Braga, provenientes na maior parte dos casos dos fundos Mosteiros de Alcobaça, do Convento de S. Bento de Castris em Évora e do Arquivo Histórico do Ministério das Finanças.

O Mosteiro foi ainda tema de variadas obras literárias, tanto religiosas - caso do panegírico ao fundador da Ordem de Cister, "Sermão de S.Bernardo" proferido no próprio Mosteiro em 1696 pelo Padre Manuel Matos Botelho, sobrinho da fundadora D. Maria Pereira no ano do falecimento desta - como de ficção - caso do conto “Valeroso Milagre” de Aquilino Ribeiro, nascido na vizinha povoação de Carregal, de cuja freguesia Tabosa actualmente faz parte - para além de numerosas referências em Coreografias sobre Portugal e em estudos de história de arte e sobre a Ordem de Cister.

Destacam-se na bibliografia recente sobre o Mosteiro a tese de licenciatura da Dra. Maria Luísa Gil dos Santos, "O Ciclo Vivencial do Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção da Tabosa", orientada pelo Professor Frei Geraldo Coelho Dias publicada em 2002, o artigo da Mestra Drª Ana M. Gonçalves Carvalheira “O Convento de Nossa Senhora da Assunção da Tabosa: Identificar a localização dos espaços regulares” publicado na Revista Património Estudos, nº 6 do IPPAR em 2004, bem como as importantes referências de Dom Maur Cocheril nos seus livros "Routier des Abbayes Cisterciennes du Portugal" e "Notes sur L’Architecture et le décor dans les Abbayes Cisterciennes du Portugal" publicados respectivamente em 1968 e 1972.


 
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