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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Dez 17, 2018 21:47     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Castelo ou Mosteiro do Santo Sepulcro de Penha Alva...Mosteiro Rural, isolado, implantado a meia-encosta na margem esquerda do Rio D√£o que nasce na freguesia do Eirado, mais propriamente na Barranha, concelho de Aguiar da Beira, distrito da Guarda, na regi√£o dos planaltos de Trancoso-Aguiar da Beira.

in diversas fontes da net.

Encontra-se rodeado por terrenos agrícolas e por algumas casas de habitação.

Junto à fachada principal, surgem vários edifícios de habitação e antigos currais que seriam anexos do antigo Mosteiro.

De planta rectangular irregular, de volumes articulados em volta de um pátio interior quadrangular, com pavimento por afloramentos graníticos, onde se localizam várias sepulturas escavadas na rocha, uma delas parcialmente encoberta pela fachada principal da capela localizada no lado direito do pátio, tendo adossados dois currais e um anexo que serviu de forno.

No lado esquerdo, outros currais e um telheiro surgindo ao fundo do p√°tio, as constru√ß√Ķes de dois pisos que serviam de habita√ß√£o ao caseiro da Casa da √ćnsua.

A Capela tem planta longitudinal composta por nave e capela-mor mais estreita, de volumes articulados e escalonados, a capela-mor mais baixa, com coberturas diferenciadas em telhados de duas √°guas.

Fachadas em cantaria e alvenaria de granito aparente, a principal com cunhais perpianhos e remate em beirada simples. Fachada principal em empena assim√©trica, truncada por sineira de volta perfeita, rematada em cornija, pin√°culos de bola e cruz latina central, apresenta aparelhos distintos, com a zona inferior em cantaria e a superior em alvenaria. Descentrado, rasga-se o portal axial em arco dobrado levemente apontado, assente em impostas salientes, tendo numa aduela do lado esquerdo uma flor-de-lis s√≠mbolo da propriedade da Casa da √ćnsua e Cruz Patriarcal, s√≠mbolo da Ordem do Santo Sepulcro. Fachadas laterais semelhantes, cegas. Fachada posterior em empena, com janela rectil√≠nea descentrada.

O interior em alvenaria irregular, com as juntas preenchidas a cimento parcialmente rebocada, tendo pavimento em lajeado grosseiro e cobertura em telha v√£, assente em estrutura de vigamento de asnas.

Na nave, é visível uma antiga sepultura. Arco triunfal de perfil apontado, assente em impostas salientes e com as arestas biseladas, flanqueado por vãos rectilíneos.

Capela-mor com paredes e pavimento semelhantes aos da nave, tendo parte da cobertura em telha vã arruinada. Adossado perpendicularmente à capela, um curral rectangular com cobertura homogénea em telhado de duas águas, tendo fachadas em alvenaria de granito e duas portas de verga recta com molduras irregulares em cantaria.

No lado esquerdo, surge um segundo curral, composto por edifício de dois pisos com cobertura em telhado de duas águas em alvenaria de granito. Tem a face principal rasgada por duas portas de verga recta, uma no piso inferior e outra no superior, com acesso por escalinata de cantaria.

Adossado, um telheiro com estrutura de madeira assente num muro e em dois pilares de cantaria, surgindo adossadas à face lateral várias capoeiras de madeira.

A casa de habitação é de planta rectangular irregular, com cobertura irregular, em telhado de três águas. Tem fachadas em alvenaria de granito aparente, com cunhais em cantaria, evoluindo em dois pisos, tendo na face virada ao pátio, balcão de cantaria de acesso à zona residencial na base do qual se situa uma porta de verga recta de acesso à loja. O balcão forma alpendre de madeira.

A fachada é rasgada por pequena janelas de peitoril quadrangular.

√Čpoca Constru√ß√£o:

Séc. XII (conjectural) / XIV / XVII / XIX

Cronologia:

Séc. XII - provável construção do primitivo Mosteiro patrocinado pelo rei D. Afonso Henriques.

1258 - segundo as Inquiri√ß√Ķes de D. Afonso III, o Mosteiro tinha propriedades em Pa√ßos, Alvelos, Carpena e Conchoso, Lourosa, Vila Cova do Covelo, S√£o Rom√£o, Currais e Sezures.

Séc. XIV - provável reforma da igreja.

Séc. XVII - provável colocação da sineira na empena.

1768, 9 Maio - certidão de medição e demarcação do Mosteiro.

1844, 10 Junho - aquisi√ß√£o por D. Jo√£o de Albuquerque de Melo Pereira e C√°ceres, senhor da Casa da √ćnsua. Adapta√ß√£o das depend√™ncias a edif√≠cios de apoio agr√≠cola.

1997, 17 Junho - surge proposto pelo PDM de Penalva do Castelo, publicado no Di√°rio da Rep√ļblica 137, para classifica√ß√£o como Valor Concelhio.

1999, 21 Setembro - despacho da Vice-Presidência do IPPAR reconhecendo o imóvel em vias de classificação.

2000, 18 Outubro - relocalização pela Extensão de Viseu do IPA.

Tipologia:

Arquitectura religiosa, gótica e vernácula.

Mosteiro desenvolvido em torno de um p√°tio interno de planta quadrada, onde se situam a igreja e v√°rias depend√™ncias adaptadas a fun√ß√Ķes agr√≠colas.

Capela de planta longitudinal, composta por nave e capela-mor mais estreita, com coberturas internas diferenciadas em telha v√£, escassamente iluminado.

Fachada principal em empena, truncada por sineira, rasgada por portal em arco levemente apontado, duplo.

Arco triunfal de arco apontado.

Os anexos são simples de plantas rectangulares de um ou dois pisos em alvenaria de granito com vãos rectilíneos ostentando molduras de cantaria. Um deles, a casa de habitação, apresenta um balcão tipicamente beirão em cantaria, com lojas no piso inferior e zona residencial na superior.

Características Particulares:

Mosteiro muito adulterado pela adapta√ß√£o dos anexos a fun√ß√Ķes agr√≠colas, mantendo a igreja com v√£os apontados, revelando uma reforma no per√≠odo g√≥tico.

O arco triunfal apresenta as arestas biseladas, talvez fruto de um afei√ßoamento posterior, provavelmente do S√©c. XVII, altura em que a sineira foi colocada na empena que se apresenta assim√©trica, revelando profundas altera√ß√Ķes nomeadamente uma hipot√©tica amplia√ß√£o.

No portal, s√£o vis√≠veis s√≠mbolos da Ordem e da Casa da √ćnsua que adquiriu o edif√≠cio no S√©c. XIX.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Jan 18, 2019 22:41     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Refóios do Lima localizado na freguesia de Refóios do Lima, vila e concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Este é um Mosteiro de raiz beneditina, mas que entretanto passou à Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho até 1834 quando se deu a extinção das Ordens religiosas no país.

O Mosteiro foi fundado no s√©culo XII por D. Afonso Ansemondes, um rico senhor feudal cujo solar se situava nas imedia√ß√Ķes, a Torre de Ref√≥ios. O seu filho e herdeiro D. Mendo Afonso, legou ao Mosteiro ent√£o de frades beneditinos, os seus haveres e obteve de D. Afonso Henriques o privil√©gio de constituir a√≠ um couto e integr√°-lo l√°.

Ao longo dos séculos seguintes, a comunidade monástica que ali se instalou obteve grandes privilégios, incluindo o de ser colocado fora da jurisdição episcopal portuguesa, fazendo-se "imediato à Santa Sé" por decisão do Papa Adriano IV e confirmado pelo Papa Alexandre III.

Em 1564 passou para a jurisdição da Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, ficando anexo ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

Em meados do século XVI o Mosteiro encontrava-se muito arruinado, pelo que a comunidade monacal pediu que se reformasse o edifício.

Em 1564 o bispo de Miranda D. J√ļlio de Alva comendat√°rio de Ref√≥ios ordena que se iniciem as obras de reconstru√ß√£o.

No ano de 1571 o claustro estava edificado e a igreja do Mosteiro estava concluída em 1581.

A √ļltima grande interven√ß√£o que lhe conferiu o aspecto actual remonta ao s√©culo XVIII.

Actualmente alberga a Escola Superior Agr√°ria integrada no Instituto Polit√©cnico de Viana do Castelo. Encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico.

Características do Mosteiro:

Com uma área coberta de cerca de 10 000 metros quadrados, apresenta grande diversidade de estilos arquitectónicos indo do renascentista ao neoclássico e ao rococó reflectindo as diversas épocas em que foi remodelado e ampliado.

De planta em cruz latina, a igreja apresenta um modelo cuja fachada mistura elementos maneiristas e barrocos. Rematado por frontão contracurvado, o frontispício possui no primeiro registo o portal principal inserido em moldura rectangular ladeada por colunelos com friso e volutas.

Sobre ele foi edificada uma grande janela com gradeamento e moldura ricamente decorada. Do lado direito foi edificada a torre sineira, de gosto barroco.

Internamente, o altar-mor da igreja possui um magnífico retábulo renascentista e as capelas laterais rica talha.

No ano de 1986 o Arquitecto Fernando T√°vora executou um projecto para transformar o edif√≠cio conventual vendido √† C√Ęmara Municipal de Ponte de Lima nessa mesma √©poca, numa escola de agronomia.

A Escola Superior Agrária foi inaugurada em 1992, e o novo edifício destaca-se pela harmonia com as dependências conventuais quinhentistas.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Jan 20, 2019 00:20     Assunto : Responder com Citação
 
A Igreja Paroquial de S√£o Martinho de Mouros / Igreja de S√£o Martinho
Trago hoje a Igreja Paroquial de S√£o Martinho de Mouros / Igreja de S√£o Martinho, situada em S√£o Martinho de Mouros em Resende.

In diversas fontes da net.

A Igreja paroquial rom√Ęnica, g√≥tica, maneirista e barroca. √Č de planta rectangular, composta por nave √ļnica com torre sineira centralizada, formando fachada-torre, e por capela-mor mais estreita, tendo a sacristia adossada √† fachada lateral direita. Tem coberturas internas em falsas ab√≥badas de ber√ßo de madeira, em caixot√Ķes de produ√ß√£o barroca, iluminada por estreitas frestas e janelas seiscentistas em capial√ßo bem como por √≥culo.

Fachada principal em empena recta, rasgada por portal escavado em arco apontado, encimado por fresta, apresentando caracter√≠sticas semelhantes ao da Igreja de Santa Maria de Almacave em Lamego e que segundo alguns autores (FURTADO, 1986 / 1987 e COSTA, 1979), tem √† sua esquerda dois tra√ßos feitos na pedra correspondendo √† medida padr√£o da vara e do c√īvado, antigas medidas de comprimento equivalentes respectivamente a 110cm e a 70cm.

A fachada est√° marcada por corpo rectangular formando uma torre medieval o que lhe confere um aspecto defensivo, constituindo um verdadeiro templo fortificado, que se explica pela necessidade das popula√ß√Ķes crist√£s se defenderem contra ataques dos mu√ßulmanos refugiados nas vizinhan√ßas ap√≥s a reconquista (COSTA, 1979).

Esta estrutura √© suportada, interiormente por arcos de volta perfeita, que descarregam em pilares, sustentados exteriormente por contrafortes. Fachadas marcadas por contrafortes, rematadas em cornija, sustentada por cachorrada que, no corpo da torre, √© substitu√≠da por bandas lombardas, a lateral direita rasgada por porta travessa de verga recta, flanqueada por pilastras e rematada por entablamento. As cantarias apresentam v√°rias siglas. P√ļlpito em marchetado seiscentista, no lado da Ep√≠stola. Arco triunfal em arco apontado, dando acesso √† capela-mor, com ret√°bulo de talha dourada do estilo nacional. Nesta depend√™ncia, surge estranho v√£o de volta perfeita, constituindo o reaproveitamento de uma estrutura de outra zona do templo. De destacar a capela lateral profunda, totalmente revestida a talha dourada, com ret√°bulo de planta c√īncava, contendo sacr√°rio em forma de templete. Exist√™ncia de pinturas murais quinhentistas a ladear o arco triunfal alusivas ao orago do templo. A capela-mor apresenta cobertura em caixot√Ķes pintados com tem√°tica hagiogr√°fica, que sobreviveu √† interven√ß√£o de restauro purista dos anos 50 do s√©c. XX.

O tecto da capela-mor √© composto por vinte e quatro caixot√Ķes de madeira policromada, onde podemos identificar alguns santos jesu√≠tas e cistercienses, S√£o Jer√≥nimo, o "Baptismo de Cristo" e os quatro Evangelistas.

Inscri√ß√£o exterior comemorativa da campanha de obras na igreja, gravada num silhar na parede N. da capela-mor. Granito. Muito erudita. Tipo de letra: Capitular do s√©c. XII. Leitura (ano de 1217). A pintura mural representa no lado do Evangelho, S√£o Martinho com vestes de bispo, com mitra e b√°culo, aben√ßoando com a m√£o direita e, no lado da Ep√≠stola, em muito mau estado, uma figura feminina religiosa e um cavalo. Capela da Sagrada Fam√≠lia forrada por apainelados de talha com decora√ß√£o de acantos, surgindo, nas ilhargas da capela, o mesmo tipo de decora√ß√£o e m√≠sulas de ambos os lados. O ret√°bulo √© de planta c√īncava e um eixo, definido por quatro colunas torsas decoradas com p√Ęmpanos, assentes em consolas, que se prolongam em duas arquivoltas torsas, unidas no sentido do raio, formando o √°tico. Ao centro, trono expositivo, de dois degraus. Sobre a banqueta, sacr√°rio em forma de templete, com tr√™s faces e colunas torsas, tendo na porta Cristo Redentor.


 
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Mensagem Enviada: Seg Jan 21, 2019 23:05     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte da Urzelina também conhecido como Forte do Castelinho e Forte dos Casteletos, localizado no porto da Urzelina, freguesia do mesmo nome, concelho das Velas, na costa Sul da ilha de São Jorge, nos Açores.

in diversas fontes da net.

Em posi√ß√£o dominante sobre este trecho do litoral, √© uma fortifica√ß√£o destinada √† defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e cors√°rios outrora frequentes nesta regi√£o do oceano Atl√Ęntico.

Remonta possivelmente à primeira metade do século XVI.
No contexto da Guerra da Sucess√£o Espanhola (1702-1714) estando mencionado como "O Forte do Porto da Urzelina" na rela√ß√£o "Fortifica√ß√Ķes nos A√ßores existentes em 1710".

Desde 1808 √© o √ļnico baluarte sobre o porto, ap√≥s o outro ter sido destru√≠do pela erup√ß√£o vulc√Ęnica desse ano.

Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) abrigou nas suas dependências um destacamento militar.

A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que "Tem uma pequena casa de guarda arruinada" e que se encontrava em grande ruína e abandonado desde longos anos.

Encontra-se referido no Tombo de 1883.

No contexto da Segunda Guerra Mundial em 1941 o imóvel foi entregue em péssimo estado ao Ministério das Finanças.

No final do século XX, o Forte foi recuperado graças à iniciativa da Junta de Freguesia da Urzelina, sendo um exemplo de recuperação do património histórico-militar a nível local.

Actualmente em bom estado, ornado com uma antiga peça de artilharia, nele se encontra instalada a sede do Clube Naval da Urzelina.

Características do Forte:

De tipo abaluartado de pequenas dimens√Ķes, apresenta planta no formato de um hex√°gono irregular. Nos seus muros rasgam-se quatro canhoneiras.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Jan 21, 2019 23:11     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Cárquere, um mosteiro localizado em Resende, Viseu, também conhecido por Igreja Paroquial de Cárquere, Igreja de Santa Maria de Cárquere ou Santuário de Nossa Senhora de Cárquere.

In diversas fontes da net.

Encontra-se classificado como monumento nacional e integra desde 2010, o projecto tur√≠stico-cultural da Rota do Rom√Ęnico.

Trata-se de um mosteiro de C√≥negos Regrantes de Santo Agostinho datado do s√©culo XII, constitu√≠do por uma igreja de base rom√Ęnica modificada no g√≥tico, constitu√≠da por uma nave, capela-mor, sacristia, pante√£o e torre sineira e por uma zona conventual constru√≠da em volta de um claustro. Nesta pode-se encontrar a mais antiga iconografia da Gaita de Foles conhecida na Pen√≠nsula, esculpida num capitel.

Santa Maria de Cárquere vem referido na Crónica de 1419 como local da cura milagrosa de D. Afonso Henriques. Egas Moniz da casa de Ribadouro teria pedido ao conde D. Henrique que o deixasse ser o aio da descendência que esperava de D. Teresa, independentemente de vir a ser um filho varão ou uma filha.

Nasceu então D. Afonso Henriques mas segundo a lenda, o infante recém-nascido apresentava uma má formação nas pernas que fazia temer o pior:

"Quando veio o tempo que a Rainha houve seu filho grande e fermoso mais que não podia mais ser moço da sua idade, senão tam soomente que tinha as pernas encolheitas em guisa que todos dezião, assi mestres como os outros, que nunqua mais podia ser são delas".

Recebendo Egas Moniz a incumbência que tinha rogado ao conde ao ser nomedo aio encarregado da educação do infante, ficou muito sensibilizado pela maleita do recém nascido:
"E, quando Egas Monis vio tam bella criatura e o vio assim tolheito, ouve dela mui grande doo, pero, confiando em Deus que lhe poderia dar saude, tomou o moço e feze-o criar tam bem e tam honradamente como se fizera se fora são".

Então, quando a criança tinha cinco anos, o "milagre" aconteceu e Santa Maria "apareceu ao aio dizendo-lhe que buscasse um lugar onde existia uma igreja inacabada que lhe era dedicada e aí fizesse vigília e no altar colocasse a criança que seria curada.

Egas Moniz assim procedeu e a criança foi curada. Diz-se então que, por força deste milagre, foi construído nesta igreja o mosteiro por D. Henrique:

"E por este milagre que asi acontece o foi depois feito em esta igreja o Mosteiro de C√°rcere".

No reinado de D. Manuel recebeu importantes obras de renovação arquitectónica.

Num plano recuado contíguo à cabeceira do templo está a ducentista torre sineira quadrangular terminada por ameias, o que lhe confere uma estrutura arquitetónica militar.

A cabeceira foi remodelada nos finais do século XIII começos do século XIV, enquanto o corpo do templo seria objecto de renovação no reinado de D. Manuel I.

Para além das sólidas e austeras dependências conventuais contíguas à igreja, Nossa Senhora de Cárquere deixa ver na fachada de granito um portal manuelino moldurado e desenhando um arco de querena que repousa em colunelos capitelizados. Acima deste portal abre-se um óculo, sendo a empena rematada por uma estructura triangular.

O interior conserva parte da ambi√™ncia rom√Ęnica, ao mesmo tempo que mostra os acrescentos do per√≠odo g√≥tico e do reinado manuelino, nomeadamente nas ab√≥badas nervuradas, nos diversos arcos e colunas capitelizadas, sobressaindo ainda a rutilante e grandiosa decora√ß√£o de talha dourada barroca.

Cont√≠gua √† sacristia da igreja est√° a capela funer√°ria dos senhores de Resende, guardando no seu espa√ßo diversos t√ļmulos desta importante fam√≠lia local.

Edificada nos s√©culos XIII-XIV a capela-mor √© coberta por uma ab√≥bada de ogivas de cruzaria, contrastando com a exuber√Ęncia dourada da talha barroca da sua composi√ß√£o retabular.

Duas imagens de maior qualidade ressaltam do espólio deste templo. A primeira é uma escultura miniatural da padroeira em marfim, a segunda peça é uma escultura gótica do século XIV em pedra calcária e alusiva a Nossa Senhora a Branca.


 
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Mensagem Enviada: Qua Jan 23, 2019 01:07     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Mosteiro de S√£o Bento de Singeverga da ordem religiosa beneditina, que se encontra situado na freguesia de Roriz, concelho de Santo Tirso.

in diversas fontes da net.

O Mosteiro foi fundado a 25 de Janeiro de 1892 pelo Mosteiro de São Martinho de Cucujães, na casa e quinta homónima.

De todo o seu património, conta-se a tela A Adoração dos Reis Magos atribuída a Tintoretto. Esta obra pode ser contemplada mesmo atrás do altar do Mosteiro.

O Mosteiro de Singeverga conta ainda com uma colec√ß√£o de borboletas √ļnica na Europa que pode ser visitada e bem assim como com o seu famoso licor de Singeverga.

A recuperação do Mosteiro de Cucujães marca o início da restauração da Ordem Beneditina em Portugal iniciada por Dom João de Santa Gertrudes Amorim, abade daquele Mosteiro em finais do século XIX.

O Mosteiro de Singeverga foi agraciado em 1938 pela Santa Sé com o título de Abadia, sendo o seu primeiro abade Dom Plácido de Carvalho entre (1938-1948).

O Mosteiro de S√£o Bento de Singeverga foi marcado por grande desenvolvimento e expans√£o entre 1930 e 1960 com uma forte aflu√™ncia de voca√ß√Ķes e a necess√°ria amplia√ß√£o dos edif√≠cios, fundando mesmo novas comunidades ou miss√Ķes.

Nas Miss√Ķes do Moxico em Angola, trabalharam cerca cinquenta monges, Dom Francisco Esteves Dias, Prior Claustral foi nomeado Bispo do Luso (Angola) em 1963.

Ampliada novamente, construiu-se mais uma parte do novo Mosteiro de Singeverga, habitado desde 1957 durante a vigência e abaciado de Dom Gabriel de Sousa entre (1948-1966).

A vocação monástica, segundo a Regra de São Bento ("Ora et Labora") "Reza e Trabalha", implica características específicas como:

A escuta da Palavra de Deus no silêncio ou na reflexão no recolhimento, na leitura e na contemplação.

O trabalho quotidiano de ordem pastoral, intelectual, agrícola, artesanal, manual, entre outros.

O acolhimento na hospedaria, de todos quantos vivem no mundo e procuram no Mosteiro um lugar e tempo de reflexão, descanso e oração.

√Č neste esp√≠rito que a comunidade religiosa do Mosteiro de S√£o Bento de Singeverga vive o seu dia-a-dia. O exemplar trabalho feito pela Ordem Beneditina no campo educativo ao longo de d√©cadas no Mosteiro de Singeverga e na "Escola Claustral", fomentaram muito para l√° das voca√ß√Ķes tamb√©m o ensino escolar b√°sico preparat√≥rio.

in página do Mosteiro de Singeverga - História:

O Mosteiro de Singeverga √© o √ļnico mosteiro masculino que, em Portugal, segue a Regra de S. Bento.

Foi fundado em 25/1/1892 na freguesia de Roriz, Santo Tirso, por monges vindos de Cucujães, onde se iniciara a restauração da vida beneditina, após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834.

Como ainda viviam os fundadores, os monges instalaram-se nas dependências agrícolas da quinta de Singeverga, mercê da doação feita pela família Gouveia Azevedo à Ordem Beneditina.

Com a proclama√ß√£o da Rep√ļblica, tiveram de se dispersar e exilar, em Maredesous (B√©lgica) e, sobretudo, em Samos (Galiza). Ficou apenas como capel√£o da fam√≠lia fundadora, o Pe. Manuel Baptista de Oliveira Ramos, o qual ap√≥s a eleva√ß√£o de SINGEVERGA ao grau de Priorado Conventual foi nomeado Prior pela Santa S√© em 9 de Maio de 1922.

Entretanto, os monges regressados de Samos (1926), foram instalar-se na Falperra (Braga) para não comprometerem, com qualquer resolução apressada, tudo quanto a prudência do Padre Baptista Ramos tinha conseguido salvar.

No dia 15 de Abril de 1931, visto que a ordem pol√≠tica iniciada em 1926 sob o comando do General Gomes da Costa vingava impondo a normalidade e dando liberdade √† Igreja e suas institui√ß√Ķes, a comunidade deixa a Falperra e vem para Singeverga onde se inicia em pleno a vida mon√°stica e conventual.

Singeverga foi elevada a Abadia em 1/6/1938, tendo como primeiro Abade D. Pl√°cido Ferreira de Carvalho (1938-1948). Seguiu-se-lhe D. Gabriel de Sousa (1948-1966+1996), √ļltimo abade vital√≠cio.

De 1966 a 1969 a Abadia foi governada por um Prior Administrador, o Pe. Geraldo Coelho Dias.

Em 1969 foi eleito abade temporário, D. Teodoro Monteiro (1969-1977 +1995), D. Lourenço Moreira da Silva (1977-1993).

De 1993 a 1995 a Abadia foi governada de novo por um Prior Administrador, o Pe. Jo√£o Lucas Dias.

De 1995 até ao presente é Abade D. Luís Bernardo Sacadura Botte Aranha que governa uma comunidade de 36 monges e as suas casas dependentes.

No trabalho manual, merece relevo na acção dos Monges Beneditinos de Singeverga, o fabrico do célebre Licor de Singeverga, a Escola de Restauro, o amanho da cerca do mosteiro, para além de outros trabalhos agrícolas, de vacaria, abelhas e pomar.

O Licor de Singeverga √© um licor original, preparado segundo uma antiga f√≥rmula, resultado de longas, pacientes e comprovadas experi√™ncias. √Č, al√©m disso, o √ļnico licor, em Portugal, genuinamente mon√°stico, inteira e exclusivamente preparado pelos Monges Beneditinos do Mosteiro de Singeverga e por destila√ß√£o directa de especiarias e de uma grande variedade de plantas muito arom√°ticas.


 
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Mensagem Enviada: Qui Jan 24, 2019 10:23     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte do Guincho, também conhecido como Forte das Velas, localizado em posição dominante sobre a praia do Abano, na freguesia de Cascais, concelho de Cascais, distrito de Lisboa.

in diversas fontes da net.

Foi classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico atrav√©s do Decreto n¬ļ 129 de 29 de Setembro de 1977.

O Forte do Guincho foi edificado em cerca de 1642, integrando o conjunto das fortalezas que formavam uma cintura defensiva na costa de Cascais construídas por ordem de D. António Luís de Meneses governador da praça daquela vila na época pós-Restauração.

A Fortaleza desenvolve-se em planimetria rectangular, dividindo-se em dois espaços distintos, o menor do lado da terra que correspondia aos alojamentos dispostos em torno de um pátio e outro maior, a plataforma da bateria, que inicialmente albergava sete peças de artilharia.

Nos séculos XVIII e XIX o Forte do Guincho foi reformado em diferentes campanhas de obras e em 1934 passou para a posse do Ministério das Finanças. Embora posteriormente tenha sido cedida ao Clube Nacional de Campismo, na actualidade a fortaleza encontra-se desocupada sendo visível o seu estado ruinoso.

Actualmente em ru√≠nas, encontra-se em estudo projecto para a sua requalifica√ß√£o e aproveitamento como centro de interpreta√ß√£o do Parque Natural de Sintra-Cascais por parte da C√Ęmara Municipal.


 
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Mensagem Enviada: Qui Jan 24, 2019 21:49     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Montalegre localizado na vila, freguesia e concelho do mesmo nome, distrito de Vila Real.

in diversas fontes da net.

No topo de um monte granítico, de onde se descortinam as serras do Gerês (a Oeste) e do Larouco (a Leste) e o curso do rio Cávado (a Norte), o Castelo domina a povoação a poucos quilómetros da fronteira com a Galiza. Juntamente com o Castelo da Piconha próximo de Tourém e o Castelo de Portelo em Sendim (Padornelos), integrava o conjunto defensivo das Terras do Barroso.

Acredita-se que o povoamento humano deste local remonte a um castro pré-histórico, sucessivamente ocupado por Romanos (conforme testemunho de moedas e lápides recuperadas na área), Suevos desde 411 d.C e anexado pelos Visigodos em 585.

Posteriormente foi atacado pelos muçulmanos várias vezes na altura da Reconquista cristã da península Ibérica desde os meados do século VIII. Veio a integrar os domínios do Gallaeciense Regnum até à independência do Reino de Portugal. Desde esse momento faz parte de Portugal até aos nossos dias.

Territ√≥rio compreendido nos dom√≠nios do reino de Portugal desde a sua independ√™ncia, a povoa√ß√£o recebeu Carta de Foral de D. Afonso III (1248-1279) em 9 de Junho de 1273, tornando-se a cabe√ßa das chamadas Terras do Barroso, √©poca em que a constru√ß√£o do Castelo deve ter sido iniciada, atravessando o reinado de D. Dinis (1279-1325) ‚Äď que garantiu √† vila substanciais privil√©gios em 1289, visando o seu povoamento -, para ser conclu√≠da em 1331 no de D. Afonso IV (1325-1357), conforme inscri√ß√£o epigr√°fica no sop√© da torre Sul.

Durante a crise de 1383-1385, a vila e o Castelo tomaram partido por D. Beatriz para serem incorporados ap√≥s a batalha de Aljubarrota pelas for√ßas de D. Jo√£o I (1385-1433) no contexto da campanha de Chaves e no norte de Portugal. Nesse contexto, as terras do Barroso foram oferecidas ao Condest√°vel D. Nuno √Ālvares Pereira.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521) a povoação e o Castelo encontram-se figuradas por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), vindo a receber o Foral Novo em 1515. Um complemento à inscrição epigráfica na torre Sul informa-nos que obras de reparo foram concluídas pelo licenciado Manuel Antunes de Viana em 1580.

No contexto da Guerra da Restauração da Independência, recuperado o seu valor estratégico-defensivo na raia, o Castelo recebeu obras de modernização visando adaptá-lo aos então modernos tiros da artilharia.

O terramoto de 1755 não causou maiores danos ao Castelo do que os da queda de uma das ameias conforme consta das Memórias Paroquiais de 1758. De acordo com esta fonte, resposta ao inquérito-geral formulado pelo Padre Luís Cardoso a todas as freguesias do reino após o terramoto, o então pároco de Montalegre Padre Baltazar Pereira Barroso juntamente com os padres Bento Gonçalves dos Santos e José Pereira Carneiro datada de 19 de Março de 1758, informam que a fortificação constituída por quatro torres ligadas por uma muralha, era defendida por uma muralha externa e uma contra-muralha com fosso. Nas muralhas rasgavam-se três portas (a Norte, a Oeste e a Sul) e um postigo (entre as portas Oeste e Sul). Sobre as muralhas erguia-se uma estacada defensiva.

Posteriormente outro autor, Américo Costa descreveu a estrutura também recorrendo às "Memórias Paroquiais de 1758" como fonte:

A torre de menagem situada ao Norte, tem na base 30 a 40 pés em quadrado, 68 a 70 pés de altura. A de Leste mede 30 pés de largura e 58 a 60 de altura, tendo quase todas as pedras marcadas com sinais diversos.

A torre do Sul tem 15 p√©s de base e 50 de altura, √© maci√ßa at√© dois ter√ßos da altura, na base do lado Sul, tem a seguinte inscri√ß√£o: "A. Alf. 4.¬ļ Anno de 1331. Reformou o Ld.¬ļ Manuel Antunes de Viana. Anno de 1580".

A do poente mede 15 pés de largura na base, e 35 de altura, é maciça até três quartos da altura.

Em 1758, no terreiro interior das torres levantava-se a casa do governador do Castelo. O Pde. Baltazar refere-se ainda à cisterna, a fornos de cozer pão e a diversas escadas que do terreiro dão acesso às torres, descreve o revelim existente junto da porta do Norte por onde se entrava para o terreiro e pormenoriza o dispositivo defensivo desta porta que era a principal entrada da fortaleza. Alude às tarimbas dos soldados, às casas dos oficiais e sargentos e às cavalariças então existentes junto do Castelo.

O segundo e o quarto andares da torre de menagem que eram de madeira estavam em ruínas. Em igual estado se encontravam os sobrados, os telhados e a estacaria dos muros e contra-muros das torres de Sueste e Sul. A de Sudoeste a mais pequena das quatro servia para guardar a pólvora.

No século XX, o conjunto foi classificado como Monumento Nacional por Decreto de 23 de Junho de 1910.

A partir da d√©cada de 1980, a a√ß√£o do poder p√ļblico manifestou-se por uma campanha de interven√ß√£o e restauro que culminou na d√©cada de 1990 com a instala√ß√£o de um n√ļcleo museol√≥gico.

Características do Castelo:

Erguido na cota dos 980 metros acima do nível do mar o Castelo de planta quadrangular, é constituído por quatro torres ligadas por muralhas fechando a praça de armas. No centro desta abre-se uma cisterna.

A torre de menagem a Norte em estilo g√≥tico ergue-se a 27 metros de altura, coroada por balc√Ķes de matac√£es, m√≠sulas e ameias pentagonais.

As salas interiores apresentam abóbada de cantaria.

A Torre Furada a Sul, apresenta planta quadrada. A Torre do Relógio e a Torre Pequena também a Sul, apresentam ambas planta rectangular.

Externamente, a estrutura era defendida por duas linhas de muralhas conforme o desenho de Duarte de Armas hoje demolidas.

A Leste e a Sul desenvolveu-se a vila medieval.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Jan 25, 2019 22:01     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Arraiolos, tamb√©m conhecido como Pa√ßo dos Alcaides, localizado na vila, freguesia e concelho de Arraiolos, no distrito de √Čvora. Destaca-se por ser um dos raros Castelos de planta circular no mundo.

in diversas fontes da net.

A anterior ocupa√ß√£o humana do cabe√ßo rochoso conhecido como Monte de S√£o Pedro a Norte de Arraiolos, √© atestada por alguns percutores de quartzo e um machado de cobre pr√©-hist√≥ricos encontrados durante prospec√ß√£o arqueol√≥gica na alc√°√ßova do Castelo actualmente no Museu de √Čvora.

Acredita-se que a povoação em si, se tenha formado por volta de 300 a.C.

A ideia de fortifica√ß√£o deste local remonta √† doa√ß√£o da chamada herdade de Arraiolos feita por D. Afonso II (1211-1223) a D. Soeiro bispo de √Čvora, com a permiss√£o para que nela se erguesse um Castelo (1217).

Com o adensamento do povoamento, uma nova determinação para o levantamento de uma defesa remonta a um contrato, firmado entre o rei D. Dinis (1279-1325), o Alcaide, os Juízes e o Concelho da Vila de Arraiolos (1305) que estipulava a obrigação de levantar em torno da povoação "207 braças de muro, de três braças de alto e uma braça de largo e a fazer no dito muro dous portaes dárco com suas portas e com dous cubellos quadrados em cada uma porta".

Essas obras foram iniciadas em 1306 com uma verba de 2.000 libras concedidas pelo monarca e traça da autoria de D. João Simão. Dessa forma em 1310, ano em que o soberano confirmou a Carta de Foral, (...) a obra estava pronta de pedra e cal e em boa defesa, edificada num monte de configuração cónica, elevado sobre todos os vizinhos e pitorescamente coroado no vértice, pela antiquíssima Igreja Matriz do Salvador.

O Castelo começou a sofrer abandono a partir do século XIV, por ser um local ventoso, frio, reputado como desagradável para se habitar.

O Rei D. Fernando (1367-1383) tentou dar rem√©dio a essa situa√ß√£o concedendo privil√©gios especiais aos seus habitantes (1371). Essas medidas entretanto revelaram-se in√ļteis, pois nem o fechar das portas √† noite, privando dos sacramentos os moradores de fora, conseguiu impedir o despovoamento da fortifica√ß√£o.

Ap√≥s o desfecho da crise de 1383-1385, os dom√≠nios da vila e do Castelo foram doados ao Condest√°vel D. Nuno √Ālvares Pereira (1387) agraciado com o t√≠tulo de Conde de Arraiolos. Entre 1385 e 1390, daqui partiram diversas expedi√ß√Ķes militares do Condest√°vel contra Castela.

No final do s√©culo XVI o Castelo ainda era habitado, fechando-se todas as noites pelo sinal do sino (1599). Nessa altura um grande n√ļmero de novas moradias j√° se espalhava pelas encostas vizinhas. No in√≠cio do s√©culo XVII entretanto, j√° se encontrava desguarnecido, vendo os seus materiais de constru√ß√£o serem saqueados e abrigando um curral no seu P√°tio de Armas.

Em 1613 o Castelo e os seus edif√≠cios encontravam-se em avan√ßado estado de ru√≠na conforme queixas dos Oficiais da C√Ęmara Municipal √† altura.

À altura da Restauração da Independência sob o reinado de D. João IV (1640-1656), o muro da povoação e o Castelo receberam obras de remodelação por necessidades estratégicas (1640).

Poucos anos mais tarde em 1655, o Castelo voltava a apresentar ruína com a barbacã caída, a Torre de Menagem fendida e abandonada, e o Paço dos Alcaides inabitável.

Um século mais tarde, o terramoto de 1755 aumentou-lhe os danos.

No século XIX, o seu Pátio de Armas serviu de cemitério para as vítimas de cólera morbus na região (1833).

No início do século XX foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado a 23 de Junho de 1910.

No período de 1959 a 1963 o Castelo e as muralhas de Arraiolos, foram parcialmente restaurados pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Características do Castelo:

O conjunto, integrado pela fortifica√ß√£o do Pa√ßo dos Alcaides e pela muralha amuralhada, apresenta planta quadrangular, com elementos do estilo rom√Ęnico e do estilo g√≥tico.

Embutido no tro√ßo Norte da muralha, o Pa√ßo dos Alcaides de planta quadrada, √© dominado pela Torre de Menagem. Esta √© dividida internamente em quatro pavimentos, rematada por adarve protegido por merl√Ķes.

Articula-se pela face Leste com as casas da guarda sobranceiras à porta da Praça de Armas e pela Oeste com as pousadas palacianas.

O sólido muro ameado, largo e de altura regular descrevendo uma forma elipsóide, encontra-se actualmente bem conservado. Nele se inscreviam, originalmente, duas portas:

A Porta da Vila (ou da barbac√£) a Sul, hoje reduzida a uma grande abertura no muro.

A Porta de Santar√©m a Noroeste, em estilo g√≥tico, flanqueada por dois cubelos ou torre√Ķes.

Parece ter havido ainda uma porta falsa ou postigo, no lado Leste onde o muro apresenta alguma ruína.

A Torre do Relógio, enriquecida com um coruchéu ao tempo de D. Manuel (1495-1521) parece ser um dos cubelos da antiga porta da barbacã, ficando o outro suprido pela grande torre de menagem.

Destaca-se na praça de armas do Castelo a Igreja do Salvador.

Uma tradi√ß√£o local afirma que existe uma passagem subterr√Ęnea secreta que liga o Castelo ao Convento de Nossa Senhora da Assun√ß√£o (Convento dos L√≥ios).


 
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Mensagem Enviada: Sáb Jan 26, 2019 22:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval do Lindoso, localizado na freguesia e lugar do Lindoso, concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Sobranceiro a terras de Espanha em posição dominante na serra Amarela sobre a margem esquerda do rio Lima, este Castelo foi erguido de raiz na Idade Média com a função de vigia, defesa e marco de soberania da fronteira. Embora não tenha estado envolvido em grandes batalhas ou episódios de história militar, é considerado como um dos mais importantes monumentos militares, pelas novidades técnicas e arquitectónicas que ensaiou na altura no país.

Alguns autores afirmam que o top√≥nimo Lindoso deriva do latim "Limitosum" (limitador, fronteira, extrema). Embora n√£o existam informa√ß√Ķes sobre a primitiva ocupa√ß√£o humana do local, esse top√≥nimo n√£o se encontra mencionado nas Inquiri√ß√Ķes de 1220, o que vem a ocorrer nas de 1258. Compreende-se por essa raz√£o que tenha sido erguido de raiz no reinado de D. Afonso III inscrita no esfor√ßo de refor√ßo do sistema defensivo das fronteiras empreendido por aquele soberano.

Entre as obriga√ß√Ķes dos habitantes da povoa√ß√£o, inclu√≠am-se as de prover o alcaide de alimentos sob determinadas circunst√Ęncias, sendo a ele vedado praticar quaisquer abusos contra esses mesmos habitantes.

O Castelo teria sido reforçado e ampliado no reinado de Dinis I a partir de 1278.

Na altura da Restaura√ß√£o da Independ√™ncia, readquiriu import√Ęncia face √† sua localiza√ß√£o fronteiri√ßa. Por esta raz√£o, no contexto das nossas incurs√Ķes na Galiza pelas for√ßas militares do General das Armas de Entre-Douro-e-Minho D. Gast√£o Coutinho, o Castelo do Lindoso foi utilizado como base de apoio para as incurs√Ķes das tropas sob o comando de D. Vasco de Azevedo Coutinho e de Manuel de Sousa de Abreu (Setembro de 1641).

Com o desenvolvimento da Guerra da Restaura√ß√£o, recebeu obras de moderniza√ß√£o que estariam conclu√≠das por volta de 1666 (data inscrita no lintel de uma das portas) apenas tr√™s anos ap√≥s ter ca√≠do em m√£os de tropas espanholas, reconquistada em seguida pelos portugueses. √Č de crer no entanto que os trabalhos se tenham arrastado por mais algumas d√©cadas, pois data de 1720 a conclus√£o do principal revelim que defende a entrada principal.

Acredita-se que a sua guarnição tenha estado de prontidão ao tempo das Guerras Napoleónicas quando em 1809, as tropas francesas sob o comando do general Soult, se concentravam em Ourense nos preparativos para a invasão. Esta todavia, veio a ocorrer por outro trecho da fronteira.

Com a paz, perdida a função estratégico-defensiva foi desguarnecido entrando em processo de ruína.

No século XX o conjunto foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.

A interven√ß√£o do poder p√ļblico iniciou-se na d√©cada de 1940 atrav√©s da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais (DGEMN), tendo-se efectuado entre outros trabalhos, a reconstru√ß√£o de panos da muralha e das ameias bem como √† demoli√ß√£o de algumas estruturas no p√°tio das armas.

Recentemente efectuaram-se ainda trabalhos de prospec√ß√£o arqueol√≥gica no √Ęmbito de um projecto mais vasto de estudo da regi√£o.

Embora não possam ser datados com precisão, podem ser observados actualmente os vestígios da residência do alcaide, do quartel da guarnição, da capela, da cisterna e de um forno.

Características do Castelo:

O n√ļcleo que chegou at√© n√≥s do Castelo medieval, √© de planta similar √† do Castelo de Lanhoso, do Castelo de Arn√≥ia e de v√°rios outros desta regi√£o.

√Č composto pelas muralhas de alvenaria de pedra cujo topo √© circundado por um adarve. Nestas rasgam-se duas portas, uma a Norte pr√≥xima da torre e outra a Sul acedida por uma ponte levadi√ßa de madeira. Esta √ļltima porta ostenta no interior um arco de volta perfeita e pelo exterior um arco quebrado, sendo ladeada por dois cubelos de planta rectangular.

No interior, abre-se a Praça da Armas, na qual se inscreve a Norte (lado da Espanha), a torre de menagem de planta quadrangular com porta rasgada acima do nível do solo dividida internamente em dois pisos e coroada por ameias de remate tronco-piramidal.

A adapta√ß√£o do per√≠metro defensivo do Castelo aos tiros da artilharia no s√©culo XVII, materializou-se por uma linha envolvente de muralhas de tipo abaluartado, com planta no formato estrelado, em cujos parapeitos se rasgam canhoneiras em pontos estrat√©gicos, apresentando guaritas cil√≠ndricas encimadas por c√ļpulas semi-esf√©ricas nos v√©rtices.

O conjunto era acedido por porta encimada por matacães, precedida por ponte levadiça e cercado por altos taludes e fossos.

Um revelim provê a defesa da entrada principal.

 
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