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Data: Dom Jan 20, 2019 07:27
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Beladona
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Mensagens: 1997
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Seg Dez 17, 2018 21:47     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Castelo ou Mosteiro do Santo Sepulcro de Penha Alva...Mosteiro Rural, isolado, implantado a meia-encosta na margem esquerda do Rio Dão que nasce na freguesia do Eirado, mais propriamente na Barranha, concelho de Aguiar da Beira, distrito da Guarda, na região dos planaltos de Trancoso-Aguiar da Beira.

in diversas fontes da net.

Encontra-se rodeado por terrenos agrícolas e por algumas casas de habitação.

Junto à fachada principal, surgem vários edifícios de habitação e antigos currais que seriam anexos do antigo Mosteiro.

De planta rectangular irregular, de volumes articulados em volta de um pátio interior quadrangular, com pavimento por afloramentos graníticos, onde se localizam várias sepulturas escavadas na rocha, uma delas parcialmente encoberta pela fachada principal da capela localizada no lado direito do pátio, tendo adossados dois currais e um anexo que serviu de forno.

No lado esquerdo, outros currais e um telheiro surgindo ao fundo do pátio, as construções de dois pisos que serviam de habitação ao caseiro da Casa da Ínsua.

A Capela tem planta longitudinal composta por nave e capela-mor mais estreita, de volumes articulados e escalonados, a capela-mor mais baixa, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas.

Fachadas em cantaria e alvenaria de granito aparente, a principal com cunhais perpianhos e remate em beirada simples. Fachada principal em empena assimétrica, truncada por sineira de volta perfeita, rematada em cornija, pináculos de bola e cruz latina central, apresenta aparelhos distintos, com a zona inferior em cantaria e a superior em alvenaria. Descentrado, rasga-se o portal axial em arco dobrado levemente apontado, assente em impostas salientes, tendo numa aduela do lado esquerdo uma flor-de-lis símbolo da propriedade da Casa da Ínsua e Cruz Patriarcal, símbolo da Ordem do Santo Sepulcro. Fachadas laterais semelhantes, cegas. Fachada posterior em empena, com janela rectilínea descentrada.

O interior em alvenaria irregular, com as juntas preenchidas a cimento parcialmente rebocada, tendo pavimento em lajeado grosseiro e cobertura em telha vã, assente em estrutura de vigamento de asnas.

Na nave, é visível uma antiga sepultura. Arco triunfal de perfil apontado, assente em impostas salientes e com as arestas biseladas, flanqueado por vãos rectilíneos.

Capela-mor com paredes e pavimento semelhantes aos da nave, tendo parte da cobertura em telha vã arruinada. Adossado perpendicularmente à capela, um curral rectangular com cobertura homogénea em telhado de duas águas, tendo fachadas em alvenaria de granito e duas portas de verga recta com molduras irregulares em cantaria.

No lado esquerdo, surge um segundo curral, composto por edifício de dois pisos com cobertura em telhado de duas águas em alvenaria de granito. Tem a face principal rasgada por duas portas de verga recta, uma no piso inferior e outra no superior, com acesso por escalinata de cantaria.

Adossado, um telheiro com estrutura de madeira assente num muro e em dois pilares de cantaria, surgindo adossadas à face lateral várias capoeiras de madeira.

A casa de habitação é de planta rectangular irregular, com cobertura irregular, em telhado de três águas. Tem fachadas em alvenaria de granito aparente, com cunhais em cantaria, evoluindo em dois pisos, tendo na face virada ao pátio, balcão de cantaria de acesso à zona residencial na base do qual se situa uma porta de verga recta de acesso à loja. O balcão forma alpendre de madeira.

A fachada é rasgada por pequena janelas de peitoril quadrangular.

Época Construção:

Séc. XII (conjectural) / XIV / XVII / XIX

Cronologia:

Séc. XII - provável construção do primitivo Mosteiro patrocinado pelo rei D. Afonso Henriques.

1258 - segundo as Inquirições de D. Afonso III, o Mosteiro tinha propriedades em Paços, Alvelos, Carpena e Conchoso, Lourosa, Vila Cova do Covelo, São Romão, Currais e Sezures.

Séc. XIV - provável reforma da igreja.

Séc. XVII - provável colocação da sineira na empena.

1768, 9 Maio - certidão de medição e demarcação do Mosteiro.

1844, 10 Junho - aquisição por D. João de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, senhor da Casa da Ínsua. Adaptação das dependências a edifícios de apoio agrícola.

1997, 17 Junho - surge proposto pelo PDM de Penalva do Castelo, publicado no Diário da República 137, para classificação como Valor Concelhio.

1999, 21 Setembro - despacho da Vice-Presidência do IPPAR reconhecendo o imóvel em vias de classificação.

2000, 18 Outubro - relocalização pela Extensão de Viseu do IPA.

Tipologia:

Arquitectura religiosa, gótica e vernácula.

Mosteiro desenvolvido em torno de um pátio interno de planta quadrada, onde se situam a igreja e várias dependências adaptadas a funções agrícolas.

Capela de planta longitudinal, composta por nave e capela-mor mais estreita, com coberturas internas diferenciadas em telha vã, escassamente iluminado.

Fachada principal em empena, truncada por sineira, rasgada por portal em arco levemente apontado, duplo.

Arco triunfal de arco apontado.

Os anexos são simples de plantas rectangulares de um ou dois pisos em alvenaria de granito com vãos rectilíneos ostentando molduras de cantaria. Um deles, a casa de habitação, apresenta um balcão tipicamente beirão em cantaria, com lojas no piso inferior e zona residencial na superior.

Características Particulares:

Mosteiro muito adulterado pela adaptação dos anexos a funções agrícolas, mantendo a igreja com vãos apontados, revelando uma reforma no período gótico.

O arco triunfal apresenta as arestas biseladas, talvez fruto de um afeiçoamento posterior, provavelmente do Séc. XVII, altura em que a sineira foi colocada na empena que se apresenta assimétrica, revelando profundas alterações nomeadamente uma hipotética ampliação.

No portal, são visíveis símbolos da Ordem e da Casa da Ínsua que adquiriu o edifício no Séc. XIX.


 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sex Jan 18, 2019 22:41     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Refóios do Lima localizado na freguesia de Refóios do Lima, vila e concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Este é um Mosteiro de raiz beneditina, mas que entretanto passou à Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho até 1834 quando se deu a extinção das Ordens religiosas no país.

O Mosteiro foi fundado no século XII por D. Afonso Ansemondes, um rico senhor feudal cujo solar se situava nas imediações, a Torre de Refóios. O seu filho e herdeiro D. Mendo Afonso, legou ao Mosteiro então de frades beneditinos, os seus haveres e obteve de D. Afonso Henriques o privilégio de constituir aí um couto e integrá-lo lá.

Ao longo dos séculos seguintes, a comunidade monástica que ali se instalou obteve grandes privilégios, incluindo o de ser colocado fora da jurisdição episcopal portuguesa, fazendo-se "imediato à Santa Sé" por decisão do Papa Adriano IV e confirmado pelo Papa Alexandre III.

Em 1564 passou para a jurisdição da Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, ficando anexo ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

Em meados do século XVI o Mosteiro encontrava-se muito arruinado, pelo que a comunidade monacal pediu que se reformasse o edifício.

Em 1564 o bispo de Miranda D. Júlio de Alva comendatário de Refóios ordena que se iniciem as obras de reconstrução.

No ano de 1571 o claustro estava edificado e a igreja do Mosteiro estava concluída em 1581.

A última grande intervenção que lhe conferiu o aspecto actual remonta ao século XVIII.

Actualmente alberga a Escola Superior Agrária integrada no Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público.

Características do Mosteiro:

Com uma área coberta de cerca de 10 000 metros quadrados, apresenta grande diversidade de estilos arquitectónicos indo do renascentista ao neoclássico e ao rococó reflectindo as diversas épocas em que foi remodelado e ampliado.

De planta em cruz latina, a igreja apresenta um modelo cuja fachada mistura elementos maneiristas e barrocos. Rematado por frontão contracurvado, o frontispício possui no primeiro registo o portal principal inserido em moldura rectangular ladeada por colunelos com friso e volutas.

Sobre ele foi edificada uma grande janela com gradeamento e moldura ricamente decorada. Do lado direito foi edificada a torre sineira, de gosto barroco.

Internamente, o altar-mor da igreja possui um magnífico retábulo renascentista e as capelas laterais rica talha.

No ano de 1986 o Arquitecto Fernando Távora executou um projecto para transformar o edifício conventual vendido à Câmara Municipal de Ponte de Lima nessa mesma época, numa escola de agronomia.

A Escola Superior Agrária foi inaugurada em 1992, e o novo edifício destaca-se pela harmonia com as dependências conventuais quinhentistas.


 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Dom Jan 20, 2019 00:20     Assunto : Responder com Citação
 
A Igreja Paroquial de São Martinho de Mouros / Igreja de São Martinho
Trago hoje a Igreja Paroquial de São Martinho de Mouros / Igreja de São Martinho, situada em São Martinho de Mouros em Resende.

In diversas fontes da net.

A Igreja paroquial românica, gótica, maneirista e barroca. É de planta rectangular, composta por nave única com torre sineira centralizada, formando fachada-torre, e por capela-mor mais estreita, tendo a sacristia adossada à fachada lateral direita. Tem coberturas internas em falsas abóbadas de berço de madeira, em caixotões de produção barroca, iluminada por estreitas frestas e janelas seiscentistas em capialço bem como por óculo.

Fachada principal em empena recta, rasgada por portal escavado em arco apontado, encimado por fresta, apresentando características semelhantes ao da Igreja de Santa Maria de Almacave em Lamego e que segundo alguns autores (FURTADO, 1986 / 1987 e COSTA, 1979), tem à sua esquerda dois traços feitos na pedra correspondendo à medida padrão da vara e do côvado, antigas medidas de comprimento equivalentes respectivamente a 110cm e a 70cm.

A fachada está marcada por corpo rectangular formando uma torre medieval o que lhe confere um aspecto defensivo, constituindo um verdadeiro templo fortificado, que se explica pela necessidade das populações cristãs se defenderem contra ataques dos muçulmanos refugiados nas vizinhanças após a reconquista (COSTA, 1979).

Esta estrutura é suportada, interiormente por arcos de volta perfeita, que descarregam em pilares, sustentados exteriormente por contrafortes. Fachadas marcadas por contrafortes, rematadas em cornija, sustentada por cachorrada que, no corpo da torre, é substituída por bandas lombardas, a lateral direita rasgada por porta travessa de verga recta, flanqueada por pilastras e rematada por entablamento. As cantarias apresentam várias siglas. Púlpito em marchetado seiscentista, no lado da Epístola. Arco triunfal em arco apontado, dando acesso à capela-mor, com retábulo de talha dourada do estilo nacional. Nesta dependência, surge estranho vão de volta perfeita, constituindo o reaproveitamento de uma estrutura de outra zona do templo. De destacar a capela lateral profunda, totalmente revestida a talha dourada, com retábulo de planta côncava, contendo sacrário em forma de templete. Existência de pinturas murais quinhentistas a ladear o arco triunfal alusivas ao orago do templo. A capela-mor apresenta cobertura em caixotões pintados com temática hagiográfica, que sobreviveu à intervenção de restauro purista dos anos 50 do séc. XX.

O tecto da capela-mor é composto por vinte e quatro caixotões de madeira policromada, onde podemos identificar alguns santos jesuítas e cistercienses, São Jerónimo, o "Baptismo de Cristo" e os quatro Evangelistas.

Inscrição exterior comemorativa da campanha de obras na igreja, gravada num silhar na parede N. da capela-mor. Granito. Muito erudita. Tipo de letra: Capitular do séc. XII. Leitura (ano de 1217). A pintura mural representa no lado do Evangelho, São Martinho com vestes de bispo, com mitra e báculo, abençoando com a mão direita e, no lado da Epístola, em muito mau estado, uma figura feminina religiosa e um cavalo. Capela da Sagrada Família forrada por apainelados de talha com decoração de acantos, surgindo, nas ilhargas da capela, o mesmo tipo de decoração e mísulas de ambos os lados. O retábulo é de planta côncava e um eixo, definido por quatro colunas torsas decoradas com pâmpanos, assentes em consolas, que se prolongam em duas arquivoltas torsas, unidas no sentido do raio, formando o ático. Ao centro, trono expositivo, de dois degraus. Sobre a banqueta, sacrário em forma de templete, com três faces e colunas torsas, tendo na porta Cristo Redentor.


 
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