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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Dez 17, 2018 21:47     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Castelo ou Mosteiro do Santo Sepulcro de Penha Alva...Mosteiro Rural, isolado, implantado a meia-encosta na margem esquerda do Rio Dão que nasce na freguesia do Eirado, mais propriamente na Barranha, concelho de Aguiar da Beira, distrito da Guarda, na região dos planaltos de Trancoso-Aguiar da Beira.

in diversas fontes da net.

Encontra-se rodeado por terrenos agrícolas e por algumas casas de habitação.

Junto à fachada principal, surgem vários edifícios de habitação e antigos currais que seriam anexos do antigo Mosteiro.

De planta rectangular irregular, de volumes articulados em volta de um pátio interior quadrangular, com pavimento por afloramentos graníticos, onde se localizam várias sepulturas escavadas na rocha, uma delas parcialmente encoberta pela fachada principal da capela localizada no lado direito do pátio, tendo adossados dois currais e um anexo que serviu de forno.

No lado esquerdo, outros currais e um telheiro surgindo ao fundo do pátio, as construções de dois pisos que serviam de habitação ao caseiro da Casa da Ínsua.

A Capela tem planta longitudinal composta por nave e capela-mor mais estreita, de volumes articulados e escalonados, a capela-mor mais baixa, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas.

Fachadas em cantaria e alvenaria de granito aparente, a principal com cunhais perpianhos e remate em beirada simples. Fachada principal em empena assimétrica, truncada por sineira de volta perfeita, rematada em cornija, pináculos de bola e cruz latina central, apresenta aparelhos distintos, com a zona inferior em cantaria e a superior em alvenaria. Descentrado, rasga-se o portal axial em arco dobrado levemente apontado, assente em impostas salientes, tendo numa aduela do lado esquerdo uma flor-de-lis símbolo da propriedade da Casa da Ínsua e Cruz Patriarcal, símbolo da Ordem do Santo Sepulcro. Fachadas laterais semelhantes, cegas. Fachada posterior em empena, com janela rectilínea descentrada.

O interior em alvenaria irregular, com as juntas preenchidas a cimento parcialmente rebocada, tendo pavimento em lajeado grosseiro e cobertura em telha vã, assente em estrutura de vigamento de asnas.

Na nave, é visível uma antiga sepultura. Arco triunfal de perfil apontado, assente em impostas salientes e com as arestas biseladas, flanqueado por vãos rectilíneos.

Capela-mor com paredes e pavimento semelhantes aos da nave, tendo parte da cobertura em telha vã arruinada. Adossado perpendicularmente à capela, um curral rectangular com cobertura homogénea em telhado de duas águas, tendo fachadas em alvenaria de granito e duas portas de verga recta com molduras irregulares em cantaria.

No lado esquerdo, surge um segundo curral, composto por edifício de dois pisos com cobertura em telhado de duas águas em alvenaria de granito. Tem a face principal rasgada por duas portas de verga recta, uma no piso inferior e outra no superior, com acesso por escalinata de cantaria.

Adossado, um telheiro com estrutura de madeira assente num muro e em dois pilares de cantaria, surgindo adossadas à face lateral várias capoeiras de madeira.

A casa de habitação é de planta rectangular irregular, com cobertura irregular, em telhado de três águas. Tem fachadas em alvenaria de granito aparente, com cunhais em cantaria, evoluindo em dois pisos, tendo na face virada ao pátio, balcão de cantaria de acesso à zona residencial na base do qual se situa uma porta de verga recta de acesso à loja. O balcão forma alpendre de madeira.

A fachada é rasgada por pequena janelas de peitoril quadrangular.

Época Construção:

Séc. XII (conjectural) / XIV / XVII / XIX

Cronologia:

Séc. XII - provável construção do primitivo Mosteiro patrocinado pelo rei D. Afonso Henriques.

1258 - segundo as Inquirições de D. Afonso III, o Mosteiro tinha propriedades em Paços, Alvelos, Carpena e Conchoso, Lourosa, Vila Cova do Covelo, São Romão, Currais e Sezures.

Séc. XIV - provável reforma da igreja.

Séc. XVII - provável colocação da sineira na empena.

1768, 9 Maio - certidão de medição e demarcação do Mosteiro.

1844, 10 Junho - aquisição por D. João de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, senhor da Casa da Ínsua. Adaptação das dependências a edifícios de apoio agrícola.

1997, 17 Junho - surge proposto pelo PDM de Penalva do Castelo, publicado no Diário da República 137, para classificação como Valor Concelhio.

1999, 21 Setembro - despacho da Vice-Presidência do IPPAR reconhecendo o imóvel em vias de classificação.

2000, 18 Outubro - relocalização pela Extensão de Viseu do IPA.

Tipologia:

Arquitectura religiosa, gótica e vernácula.

Mosteiro desenvolvido em torno de um pátio interno de planta quadrada, onde se situam a igreja e várias dependências adaptadas a funções agrícolas.

Capela de planta longitudinal, composta por nave e capela-mor mais estreita, com coberturas internas diferenciadas em telha vã, escassamente iluminado.

Fachada principal em empena, truncada por sineira, rasgada por portal em arco levemente apontado, duplo.

Arco triunfal de arco apontado.

Os anexos são simples de plantas rectangulares de um ou dois pisos em alvenaria de granito com vãos rectilíneos ostentando molduras de cantaria. Um deles, a casa de habitação, apresenta um balcão tipicamente beirão em cantaria, com lojas no piso inferior e zona residencial na superior.

Características Particulares:

Mosteiro muito adulterado pela adaptação dos anexos a funções agrícolas, mantendo a igreja com vãos apontados, revelando uma reforma no período gótico.

O arco triunfal apresenta as arestas biseladas, talvez fruto de um afeiçoamento posterior, provavelmente do Séc. XVII, altura em que a sineira foi colocada na empena que se apresenta assimétrica, revelando profundas alterações nomeadamente uma hipotética ampliação.

No portal, são visíveis símbolos da Ordem e da Casa da Ínsua que adquiriu o edifício no Séc. XIX.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Jan 18, 2019 22:41     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Refóios do Lima localizado na freguesia de Refóios do Lima, vila e concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Este é um Mosteiro de raiz beneditina, mas que entretanto passou à Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho até 1834 quando se deu a extinção das Ordens religiosas no país.

O Mosteiro foi fundado no século XII por D. Afonso Ansemondes, um rico senhor feudal cujo solar se situava nas imediações, a Torre de Refóios. O seu filho e herdeiro D. Mendo Afonso, legou ao Mosteiro então de frades beneditinos, os seus haveres e obteve de D. Afonso Henriques o privilégio de constituir aí um couto e integrá-lo lá.

Ao longo dos séculos seguintes, a comunidade monástica que ali se instalou obteve grandes privilégios, incluindo o de ser colocado fora da jurisdição episcopal portuguesa, fazendo-se "imediato à Santa Sé" por decisão do Papa Adriano IV e confirmado pelo Papa Alexandre III.

Em 1564 passou para a jurisdição da Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, ficando anexo ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

Em meados do século XVI o Mosteiro encontrava-se muito arruinado, pelo que a comunidade monacal pediu que se reformasse o edifício.

Em 1564 o bispo de Miranda D. Júlio de Alva comendatário de Refóios ordena que se iniciem as obras de reconstrução.

No ano de 1571 o claustro estava edificado e a igreja do Mosteiro estava concluída em 1581.

A última grande intervenção que lhe conferiu o aspecto actual remonta ao século XVIII.

Actualmente alberga a Escola Superior Agrária integrada no Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público.

Características do Mosteiro:

Com uma área coberta de cerca de 10 000 metros quadrados, apresenta grande diversidade de estilos arquitectónicos indo do renascentista ao neoclássico e ao rococó reflectindo as diversas épocas em que foi remodelado e ampliado.

De planta em cruz latina, a igreja apresenta um modelo cuja fachada mistura elementos maneiristas e barrocos. Rematado por frontão contracurvado, o frontispício possui no primeiro registo o portal principal inserido em moldura rectangular ladeada por colunelos com friso e volutas.

Sobre ele foi edificada uma grande janela com gradeamento e moldura ricamente decorada. Do lado direito foi edificada a torre sineira, de gosto barroco.

Internamente, o altar-mor da igreja possui um magnífico retábulo renascentista e as capelas laterais rica talha.

No ano de 1986 o Arquitecto Fernando Távora executou um projecto para transformar o edifício conventual vendido à Câmara Municipal de Ponte de Lima nessa mesma época, numa escola de agronomia.

A Escola Superior Agrária foi inaugurada em 1992, e o novo edifício destaca-se pela harmonia com as dependências conventuais quinhentistas.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Jan 20, 2019 00:20     Assunto : Responder com Citação
 
A Igreja Paroquial de São Martinho de Mouros / Igreja de São Martinho
Trago hoje a Igreja Paroquial de São Martinho de Mouros / Igreja de São Martinho, situada em São Martinho de Mouros em Resende.

In diversas fontes da net.

A Igreja paroquial românica, gótica, maneirista e barroca. É de planta rectangular, composta por nave única com torre sineira centralizada, formando fachada-torre, e por capela-mor mais estreita, tendo a sacristia adossada à fachada lateral direita. Tem coberturas internas em falsas abóbadas de berço de madeira, em caixotões de produção barroca, iluminada por estreitas frestas e janelas seiscentistas em capialço bem como por óculo.

Fachada principal em empena recta, rasgada por portal escavado em arco apontado, encimado por fresta, apresentando características semelhantes ao da Igreja de Santa Maria de Almacave em Lamego e que segundo alguns autores (FURTADO, 1986 / 1987 e COSTA, 1979), tem à sua esquerda dois traços feitos na pedra correspondendo à medida padrão da vara e do côvado, antigas medidas de comprimento equivalentes respectivamente a 110cm e a 70cm.

A fachada está marcada por corpo rectangular formando uma torre medieval o que lhe confere um aspecto defensivo, constituindo um verdadeiro templo fortificado, que se explica pela necessidade das populações cristãs se defenderem contra ataques dos muçulmanos refugiados nas vizinhanças após a reconquista (COSTA, 1979).

Esta estrutura é suportada, interiormente por arcos de volta perfeita, que descarregam em pilares, sustentados exteriormente por contrafortes. Fachadas marcadas por contrafortes, rematadas em cornija, sustentada por cachorrada que, no corpo da torre, é substituída por bandas lombardas, a lateral direita rasgada por porta travessa de verga recta, flanqueada por pilastras e rematada por entablamento. As cantarias apresentam várias siglas. Púlpito em marchetado seiscentista, no lado da Epístola. Arco triunfal em arco apontado, dando acesso à capela-mor, com retábulo de talha dourada do estilo nacional. Nesta dependência, surge estranho vão de volta perfeita, constituindo o reaproveitamento de uma estrutura de outra zona do templo. De destacar a capela lateral profunda, totalmente revestida a talha dourada, com retábulo de planta côncava, contendo sacrário em forma de templete. Existência de pinturas murais quinhentistas a ladear o arco triunfal alusivas ao orago do templo. A capela-mor apresenta cobertura em caixotões pintados com temática hagiográfica, que sobreviveu à intervenção de restauro purista dos anos 50 do séc. XX.

O tecto da capela-mor é composto por vinte e quatro caixotões de madeira policromada, onde podemos identificar alguns santos jesuítas e cistercienses, São Jerónimo, o "Baptismo de Cristo" e os quatro Evangelistas.

Inscrição exterior comemorativa da campanha de obras na igreja, gravada num silhar na parede N. da capela-mor. Granito. Muito erudita. Tipo de letra: Capitular do séc. XII. Leitura (ano de 1217). A pintura mural representa no lado do Evangelho, São Martinho com vestes de bispo, com mitra e báculo, abençoando com a mão direita e, no lado da Epístola, em muito mau estado, uma figura feminina religiosa e um cavalo. Capela da Sagrada Família forrada por apainelados de talha com decoração de acantos, surgindo, nas ilhargas da capela, o mesmo tipo de decoração e mísulas de ambos os lados. O retábulo é de planta côncava e um eixo, definido por quatro colunas torsas decoradas com pâmpanos, assentes em consolas, que se prolongam em duas arquivoltas torsas, unidas no sentido do raio, formando o ático. Ao centro, trono expositivo, de dois degraus. Sobre a banqueta, sacrário em forma de templete, com três faces e colunas torsas, tendo na porta Cristo Redentor.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Jan 21, 2019 23:05     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte da Urzelina também conhecido como Forte do Castelinho e Forte dos Casteletos, localizado no porto da Urzelina, freguesia do mesmo nome, concelho das Velas, na costa Sul da ilha de São Jorge, nos Açores.

in diversas fontes da net.

Em posição dominante sobre este trecho do litoral, é uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.

Remonta possivelmente à primeira metade do século XVI.
No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714) estando mencionado como "O Forte do Porto da Urzelina" na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710".

Desde 1808 é o único baluarte sobre o porto, após o outro ter sido destruído pela erupção vulcânica desse ano.

Durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) abrigou nas suas dependências um destacamento militar.

A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que "Tem uma pequena casa de guarda arruinada" e que se encontrava em grande ruína e abandonado desde longos anos.

Encontra-se referido no Tombo de 1883.

No contexto da Segunda Guerra Mundial em 1941 o imóvel foi entregue em péssimo estado ao Ministério das Finanças.

No final do século XX, o Forte foi recuperado graças à iniciativa da Junta de Freguesia da Urzelina, sendo um exemplo de recuperação do património histórico-militar a nível local.

Actualmente em bom estado, ornado com uma antiga peça de artilharia, nele se encontra instalada a sede do Clube Naval da Urzelina.

Características do Forte:

De tipo abaluartado de pequenas dimensões, apresenta planta no formato de um hexágono irregular. Nos seus muros rasgam-se quatro canhoneiras.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Jan 21, 2019 23:11     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Cárquere, um mosteiro localizado em Resende, Viseu, também conhecido por Igreja Paroquial de Cárquere, Igreja de Santa Maria de Cárquere ou Santuário de Nossa Senhora de Cárquere.

In diversas fontes da net.

Encontra-se classificado como monumento nacional e integra desde 2010, o projecto turístico-cultural da Rota do Românico.

Trata-se de um mosteiro de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho datado do século XII, constituído por uma igreja de base românica modificada no gótico, constituída por uma nave, capela-mor, sacristia, panteão e torre sineira e por uma zona conventual construída em volta de um claustro. Nesta pode-se encontrar a mais antiga iconografia da Gaita de Foles conhecida na Península, esculpida num capitel.

Santa Maria de Cárquere vem referido na Crónica de 1419 como local da cura milagrosa de D. Afonso Henriques. Egas Moniz da casa de Ribadouro teria pedido ao conde D. Henrique que o deixasse ser o aio da descendência que esperava de D. Teresa, independentemente de vir a ser um filho varão ou uma filha.

Nasceu então D. Afonso Henriques mas segundo a lenda, o infante recém-nascido apresentava uma má formação nas pernas que fazia temer o pior:

"Quando veio o tempo que a Rainha houve seu filho grande e fermoso mais que não podia mais ser moço da sua idade, senão tam soomente que tinha as pernas encolheitas em guisa que todos dezião, assi mestres como os outros, que nunqua mais podia ser são delas".

Recebendo Egas Moniz a incumbência que tinha rogado ao conde ao ser nomedo aio encarregado da educação do infante, ficou muito sensibilizado pela maleita do recém nascido:
"E, quando Egas Monis vio tam bella criatura e o vio assim tolheito, ouve dela mui grande doo, pero, confiando em Deus que lhe poderia dar saude, tomou o moço e feze-o criar tam bem e tam honradamente como se fizera se fora são".

Então, quando a criança tinha cinco anos, o "milagre" aconteceu e Santa Maria "apareceu ao aio dizendo-lhe que buscasse um lugar onde existia uma igreja inacabada que lhe era dedicada e aí fizesse vigília e no altar colocasse a criança que seria curada.

Egas Moniz assim procedeu e a criança foi curada. Diz-se então que, por força deste milagre, foi construído nesta igreja o mosteiro por D. Henrique:

"E por este milagre que asi acontece o foi depois feito em esta igreja o Mosteiro de Cárcere".

No reinado de D. Manuel recebeu importantes obras de renovação arquitectónica.

Num plano recuado contíguo à cabeceira do templo está a ducentista torre sineira quadrangular terminada por ameias, o que lhe confere uma estrutura arquitetónica militar.

A cabeceira foi remodelada nos finais do século XIII começos do século XIV, enquanto o corpo do templo seria objecto de renovação no reinado de D. Manuel I.

Para além das sólidas e austeras dependências conventuais contíguas à igreja, Nossa Senhora de Cárquere deixa ver na fachada de granito um portal manuelino moldurado e desenhando um arco de querena que repousa em colunelos capitelizados. Acima deste portal abre-se um óculo, sendo a empena rematada por uma estructura triangular.

O interior conserva parte da ambiência românica, ao mesmo tempo que mostra os acrescentos do período gótico e do reinado manuelino, nomeadamente nas abóbadas nervuradas, nos diversos arcos e colunas capitelizadas, sobressaindo ainda a rutilante e grandiosa decoração de talha dourada barroca.

Contígua à sacristia da igreja está a capela funerária dos senhores de Resende, guardando no seu espaço diversos túmulos desta importante família local.

Edificada nos séculos XIII-XIV a capela-mor é coberta por uma abóbada de ogivas de cruzaria, contrastando com a exuberância dourada da talha barroca da sua composição retabular.

Duas imagens de maior qualidade ressaltam do espólio deste templo. A primeira é uma escultura miniatural da padroeira em marfim, a segunda peça é uma escultura gótica do século XIV em pedra calcária e alusiva a Nossa Senhora a Branca.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Jan 23, 2019 01:07     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Mosteiro de São Bento de Singeverga da ordem religiosa beneditina, que se encontra situado na freguesia de Roriz, concelho de Santo Tirso.

in diversas fontes da net.

O Mosteiro foi fundado a 25 de Janeiro de 1892 pelo Mosteiro de São Martinho de Cucujães, na casa e quinta homónima.

De todo o seu património, conta-se a tela A Adoração dos Reis Magos atribuída a Tintoretto. Esta obra pode ser contemplada mesmo atrás do altar do Mosteiro.

O Mosteiro de Singeverga conta ainda com uma colecção de borboletas única na Europa que pode ser visitada e bem assim como com o seu famoso licor de Singeverga.

A recuperação do Mosteiro de Cucujães marca o início da restauração da Ordem Beneditina em Portugal iniciada por Dom João de Santa Gertrudes Amorim, abade daquele Mosteiro em finais do século XIX.

O Mosteiro de Singeverga foi agraciado em 1938 pela Santa Sé com o título de Abadia, sendo o seu primeiro abade Dom Plácido de Carvalho entre (1938-1948).

O Mosteiro de São Bento de Singeverga foi marcado por grande desenvolvimento e expansão entre 1930 e 1960 com uma forte afluência de vocações e a necessária ampliação dos edifícios, fundando mesmo novas comunidades ou missões.

Nas Missões do Moxico em Angola, trabalharam cerca cinquenta monges, Dom Francisco Esteves Dias, Prior Claustral foi nomeado Bispo do Luso (Angola) em 1963.

Ampliada novamente, construiu-se mais uma parte do novo Mosteiro de Singeverga, habitado desde 1957 durante a vigência e abaciado de Dom Gabriel de Sousa entre (1948-1966).

A vocação monástica, segundo a Regra de São Bento ("Ora et Labora") "Reza e Trabalha", implica características específicas como:

A escuta da Palavra de Deus no silêncio ou na reflexão no recolhimento, na leitura e na contemplação.

O trabalho quotidiano de ordem pastoral, intelectual, agrícola, artesanal, manual, entre outros.

O acolhimento na hospedaria, de todos quantos vivem no mundo e procuram no Mosteiro um lugar e tempo de reflexão, descanso e oração.

É neste espírito que a comunidade religiosa do Mosteiro de São Bento de Singeverga vive o seu dia-a-dia. O exemplar trabalho feito pela Ordem Beneditina no campo educativo ao longo de décadas no Mosteiro de Singeverga e na "Escola Claustral", fomentaram muito para lá das vocações também o ensino escolar básico preparatório.

in página do Mosteiro de Singeverga - História:

O Mosteiro de Singeverga é o único mosteiro masculino que, em Portugal, segue a Regra de S. Bento.

Foi fundado em 25/1/1892 na freguesia de Roriz, Santo Tirso, por monges vindos de Cucujães, onde se iniciara a restauração da vida beneditina, após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834.

Como ainda viviam os fundadores, os monges instalaram-se nas dependências agrícolas da quinta de Singeverga, mercê da doação feita pela família Gouveia Azevedo à Ordem Beneditina.

Com a proclamação da República, tiveram de se dispersar e exilar, em Maredesous (Bélgica) e, sobretudo, em Samos (Galiza). Ficou apenas como capelão da família fundadora, o Pe. Manuel Baptista de Oliveira Ramos, o qual após a elevação de SINGEVERGA ao grau de Priorado Conventual foi nomeado Prior pela Santa Sé em 9 de Maio de 1922.

Entretanto, os monges regressados de Samos (1926), foram instalar-se na Falperra (Braga) para não comprometerem, com qualquer resolução apressada, tudo quanto a prudência do Padre Baptista Ramos tinha conseguido salvar.

No dia 15 de Abril de 1931, visto que a ordem política iniciada em 1926 sob o comando do General Gomes da Costa vingava impondo a normalidade e dando liberdade à Igreja e suas instituições, a comunidade deixa a Falperra e vem para Singeverga onde se inicia em pleno a vida monástica e conventual.

Singeverga foi elevada a Abadia em 1/6/1938, tendo como primeiro Abade D. Plácido Ferreira de Carvalho (1938-1948). Seguiu-se-lhe D. Gabriel de Sousa (1948-1966+1996), último abade vitalício.

De 1966 a 1969 a Abadia foi governada por um Prior Administrador, o Pe. Geraldo Coelho Dias.

Em 1969 foi eleito abade temporário, D. Teodoro Monteiro (1969-1977 +1995), D. Lourenço Moreira da Silva (1977-1993).

De 1993 a 1995 a Abadia foi governada de novo por um Prior Administrador, o Pe. João Lucas Dias.

De 1995 até ao presente é Abade D. Luís Bernardo Sacadura Botte Aranha que governa uma comunidade de 36 monges e as suas casas dependentes.

No trabalho manual, merece relevo na acção dos Monges Beneditinos de Singeverga, o fabrico do célebre Licor de Singeverga, a Escola de Restauro, o amanho da cerca do mosteiro, para além de outros trabalhos agrícolas, de vacaria, abelhas e pomar.

O Licor de Singeverga é um licor original, preparado segundo uma antiga fórmula, resultado de longas, pacientes e comprovadas experiências. É, além disso, o único licor, em Portugal, genuinamente monástico, inteira e exclusivamente preparado pelos Monges Beneditinos do Mosteiro de Singeverga e por destilação directa de especiarias e de uma grande variedade de plantas muito aromáticas.


 
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Mensagem Enviada: Qui Jan 24, 2019 10:23     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte do Guincho, também conhecido como Forte das Velas, localizado em posição dominante sobre a praia do Abano, na freguesia de Cascais, concelho de Cascais, distrito de Lisboa.

in diversas fontes da net.

Foi classificado como Imóvel de Interesse Público através do Decreto nº 129 de 29 de Setembro de 1977.

O Forte do Guincho foi edificado em cerca de 1642, integrando o conjunto das fortalezas que formavam uma cintura defensiva na costa de Cascais construídas por ordem de D. António Luís de Meneses governador da praça daquela vila na época pós-Restauração.

A Fortaleza desenvolve-se em planimetria rectangular, dividindo-se em dois espaços distintos, o menor do lado da terra que correspondia aos alojamentos dispostos em torno de um pátio e outro maior, a plataforma da bateria, que inicialmente albergava sete peças de artilharia.

Nos séculos XVIII e XIX o Forte do Guincho foi reformado em diferentes campanhas de obras e em 1934 passou para a posse do Ministério das Finanças. Embora posteriormente tenha sido cedida ao Clube Nacional de Campismo, na actualidade a fortaleza encontra-se desocupada sendo visível o seu estado ruinoso.

Actualmente em ruínas, encontra-se em estudo projecto para a sua requalificação e aproveitamento como centro de interpretação do Parque Natural de Sintra-Cascais por parte da Câmara Municipal.


 
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Mensagem Enviada: Qui Jan 24, 2019 21:49     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Montalegre localizado na vila, freguesia e concelho do mesmo nome, distrito de Vila Real.

in diversas fontes da net.

No topo de um monte granítico, de onde se descortinam as serras do Gerês (a Oeste) e do Larouco (a Leste) e o curso do rio Cávado (a Norte), o Castelo domina a povoação a poucos quilómetros da fronteira com a Galiza. Juntamente com o Castelo da Piconha próximo de Tourém e o Castelo de Portelo em Sendim (Padornelos), integrava o conjunto defensivo das Terras do Barroso.

Acredita-se que o povoamento humano deste local remonte a um castro pré-histórico, sucessivamente ocupado por Romanos (conforme testemunho de moedas e lápides recuperadas na área), Suevos desde 411 d.C e anexado pelos Visigodos em 585.

Posteriormente foi atacado pelos muçulmanos várias vezes na altura da Reconquista cristã da península Ibérica desde os meados do século VIII. Veio a integrar os domínios do Gallaeciense Regnum até à independência do Reino de Portugal. Desde esse momento faz parte de Portugal até aos nossos dias.

Território compreendido nos domínios do reino de Portugal desde a sua independência, a povoação recebeu Carta de Foral de D. Afonso III (1248-1279) em 9 de Junho de 1273, tornando-se a cabeça das chamadas Terras do Barroso, época em que a construção do Castelo deve ter sido iniciada, atravessando o reinado de D. Dinis (1279-1325) – que garantiu à vila substanciais privilégios em 1289, visando o seu povoamento -, para ser concluída em 1331 no de D. Afonso IV (1325-1357), conforme inscrição epigráfica no sopé da torre Sul.

Durante a crise de 1383-1385, a vila e o Castelo tomaram partido por D. Beatriz para serem incorporados após a batalha de Aljubarrota pelas forças de D. João I (1385-1433) no contexto da campanha de Chaves e no norte de Portugal. Nesse contexto, as terras do Barroso foram oferecidas ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521) a povoação e o Castelo encontram-se figuradas por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), vindo a receber o Foral Novo em 1515. Um complemento à inscrição epigráfica na torre Sul informa-nos que obras de reparo foram concluídas pelo licenciado Manuel Antunes de Viana em 1580.

No contexto da Guerra da Restauração da Independência, recuperado o seu valor estratégico-defensivo na raia, o Castelo recebeu obras de modernização visando adaptá-lo aos então modernos tiros da artilharia.

O terramoto de 1755 não causou maiores danos ao Castelo do que os da queda de uma das ameias conforme consta das Memórias Paroquiais de 1758. De acordo com esta fonte, resposta ao inquérito-geral formulado pelo Padre Luís Cardoso a todas as freguesias do reino após o terramoto, o então pároco de Montalegre Padre Baltazar Pereira Barroso juntamente com os padres Bento Gonçalves dos Santos e José Pereira Carneiro datada de 19 de Março de 1758, informam que a fortificação constituída por quatro torres ligadas por uma muralha, era defendida por uma muralha externa e uma contra-muralha com fosso. Nas muralhas rasgavam-se três portas (a Norte, a Oeste e a Sul) e um postigo (entre as portas Oeste e Sul). Sobre as muralhas erguia-se uma estacada defensiva.

Posteriormente outro autor, Américo Costa descreveu a estrutura também recorrendo às "Memórias Paroquiais de 1758" como fonte:

A torre de menagem situada ao Norte, tem na base 30 a 40 pés em quadrado, 68 a 70 pés de altura. A de Leste mede 30 pés de largura e 58 a 60 de altura, tendo quase todas as pedras marcadas com sinais diversos.

A torre do Sul tem 15 pés de base e 50 de altura, é maciça até dois terços da altura, na base do lado Sul, tem a seguinte inscrição: "A. Alf. 4.º Anno de 1331. Reformou o Ld.º Manuel Antunes de Viana. Anno de 1580".

A do poente mede 15 pés de largura na base, e 35 de altura, é maciça até três quartos da altura.

Em 1758, no terreiro interior das torres levantava-se a casa do governador do Castelo. O Pde. Baltazar refere-se ainda à cisterna, a fornos de cozer pão e a diversas escadas que do terreiro dão acesso às torres, descreve o revelim existente junto da porta do Norte por onde se entrava para o terreiro e pormenoriza o dispositivo defensivo desta porta que era a principal entrada da fortaleza. Alude às tarimbas dos soldados, às casas dos oficiais e sargentos e às cavalariças então existentes junto do Castelo.

O segundo e o quarto andares da torre de menagem que eram de madeira estavam em ruínas. Em igual estado se encontravam os sobrados, os telhados e a estacaria dos muros e contra-muros das torres de Sueste e Sul. A de Sudoeste a mais pequena das quatro servia para guardar a pólvora.

No século XX, o conjunto foi classificado como Monumento Nacional por Decreto de 23 de Junho de 1910.

A partir da década de 1980, a ação do poder público manifestou-se por uma campanha de intervenção e restauro que culminou na década de 1990 com a instalação de um núcleo museológico.

Características do Castelo:

Erguido na cota dos 980 metros acima do nível do mar o Castelo de planta quadrangular, é constituído por quatro torres ligadas por muralhas fechando a praça de armas. No centro desta abre-se uma cisterna.

A torre de menagem a Norte em estilo gótico ergue-se a 27 metros de altura, coroada por balcões de matacães, mísulas e ameias pentagonais.

As salas interiores apresentam abóbada de cantaria.

A Torre Furada a Sul, apresenta planta quadrada. A Torre do Relógio e a Torre Pequena também a Sul, apresentam ambas planta rectangular.

Externamente, a estrutura era defendida por duas linhas de muralhas conforme o desenho de Duarte de Armas hoje demolidas.

A Leste e a Sul desenvolveu-se a vila medieval.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Jan 25, 2019 22:01     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Arraiolos, também conhecido como Paço dos Alcaides, localizado na vila, freguesia e concelho de Arraiolos, no distrito de Évora. Destaca-se por ser um dos raros Castelos de planta circular no mundo.

in diversas fontes da net.

A anterior ocupação humana do cabeço rochoso conhecido como Monte de São Pedro a Norte de Arraiolos, é atestada por alguns percutores de quartzo e um machado de cobre pré-históricos encontrados durante prospecção arqueológica na alcáçova do Castelo actualmente no Museu de Évora.

Acredita-se que a povoação em si, se tenha formado por volta de 300 a.C.

A ideia de fortificação deste local remonta à doação da chamada herdade de Arraiolos feita por D. Afonso II (1211-1223) a D. Soeiro bispo de Évora, com a permissão para que nela se erguesse um Castelo (1217).

Com o adensamento do povoamento, uma nova determinação para o levantamento de uma defesa remonta a um contrato, firmado entre o rei D. Dinis (1279-1325), o Alcaide, os Juízes e o Concelho da Vila de Arraiolos (1305) que estipulava a obrigação de levantar em torno da povoação "207 braças de muro, de três braças de alto e uma braça de largo e a fazer no dito muro dous portaes dárco com suas portas e com dous cubellos quadrados em cada uma porta".

Essas obras foram iniciadas em 1306 com uma verba de 2.000 libras concedidas pelo monarca e traça da autoria de D. João Simão. Dessa forma em 1310, ano em que o soberano confirmou a Carta de Foral, (...) a obra estava pronta de pedra e cal e em boa defesa, edificada num monte de configuração cónica, elevado sobre todos os vizinhos e pitorescamente coroado no vértice, pela antiquíssima Igreja Matriz do Salvador.

O Castelo começou a sofrer abandono a partir do século XIV, por ser um local ventoso, frio, reputado como desagradável para se habitar.

O Rei D. Fernando (1367-1383) tentou dar remédio a essa situação concedendo privilégios especiais aos seus habitantes (1371). Essas medidas entretanto revelaram-se inúteis, pois nem o fechar das portas à noite, privando dos sacramentos os moradores de fora, conseguiu impedir o despovoamento da fortificação.

Após o desfecho da crise de 1383-1385, os domínios da vila e do Castelo foram doados ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira (1387) agraciado com o título de Conde de Arraiolos. Entre 1385 e 1390, daqui partiram diversas expedições militares do Condestável contra Castela.

No final do século XVI o Castelo ainda era habitado, fechando-se todas as noites pelo sinal do sino (1599). Nessa altura um grande número de novas moradias já se espalhava pelas encostas vizinhas. No início do século XVII entretanto, já se encontrava desguarnecido, vendo os seus materiais de construção serem saqueados e abrigando um curral no seu Pátio de Armas.

Em 1613 o Castelo e os seus edifícios encontravam-se em avançado estado de ruína conforme queixas dos Oficiais da Câmara Municipal à altura.

À altura da Restauração da Independência sob o reinado de D. João IV (1640-1656), o muro da povoação e o Castelo receberam obras de remodelação por necessidades estratégicas (1640).

Poucos anos mais tarde em 1655, o Castelo voltava a apresentar ruína com a barbacã caída, a Torre de Menagem fendida e abandonada, e o Paço dos Alcaides inabitável.

Um século mais tarde, o terramoto de 1755 aumentou-lhe os danos.

No século XIX, o seu Pátio de Armas serviu de cemitério para as vítimas de cólera morbus na região (1833).

No início do século XX foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado a 23 de Junho de 1910.

No período de 1959 a 1963 o Castelo e as muralhas de Arraiolos, foram parcialmente restaurados pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Características do Castelo:

O conjunto, integrado pela fortificação do Paço dos Alcaides e pela muralha amuralhada, apresenta planta quadrangular, com elementos do estilo românico e do estilo gótico.

Embutido no troço Norte da muralha, o Paço dos Alcaides de planta quadrada, é dominado pela Torre de Menagem. Esta é dividida internamente em quatro pavimentos, rematada por adarve protegido por merlões.

Articula-se pela face Leste com as casas da guarda sobranceiras à porta da Praça de Armas e pela Oeste com as pousadas palacianas.

O sólido muro ameado, largo e de altura regular descrevendo uma forma elipsóide, encontra-se actualmente bem conservado. Nele se inscreviam, originalmente, duas portas:

A Porta da Vila (ou da barbacã) a Sul, hoje reduzida a uma grande abertura no muro.

A Porta de Santarém a Noroeste, em estilo gótico, flanqueada por dois cubelos ou torreões.

Parece ter havido ainda uma porta falsa ou postigo, no lado Leste onde o muro apresenta alguma ruína.

A Torre do Relógio, enriquecida com um coruchéu ao tempo de D. Manuel (1495-1521) parece ser um dos cubelos da antiga porta da barbacã, ficando o outro suprido pela grande torre de menagem.

Destaca-se na praça de armas do Castelo a Igreja do Salvador.

Uma tradição local afirma que existe uma passagem subterrânea secreta que liga o Castelo ao Convento de Nossa Senhora da Assunção (Convento dos Lóios).


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Jan 26, 2019 22:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval do Lindoso, localizado na freguesia e lugar do Lindoso, concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Sobranceiro a terras de Espanha em posição dominante na serra Amarela sobre a margem esquerda do rio Lima, este Castelo foi erguido de raiz na Idade Média com a função de vigia, defesa e marco de soberania da fronteira. Embora não tenha estado envolvido em grandes batalhas ou episódios de história militar, é considerado como um dos mais importantes monumentos militares, pelas novidades técnicas e arquitectónicas que ensaiou na altura no país.

Alguns autores afirmam que o topónimo Lindoso deriva do latim "Limitosum" (limitador, fronteira, extrema). Embora não existam informações sobre a primitiva ocupação humana do local, esse topónimo não se encontra mencionado nas Inquirições de 1220, o que vem a ocorrer nas de 1258. Compreende-se por essa razão que tenha sido erguido de raiz no reinado de D. Afonso III inscrita no esforço de reforço do sistema defensivo das fronteiras empreendido por aquele soberano.

Entre as obrigações dos habitantes da povoação, incluíam-se as de prover o alcaide de alimentos sob determinadas circunstâncias, sendo a ele vedado praticar quaisquer abusos contra esses mesmos habitantes.

O Castelo teria sido reforçado e ampliado no reinado de Dinis I a partir de 1278.

Na altura da Restauração da Independência, readquiriu importância face à sua localização fronteiriça. Por esta razão, no contexto das nossas incursões na Galiza pelas forças militares do General das Armas de Entre-Douro-e-Minho D. Gastão Coutinho, o Castelo do Lindoso foi utilizado como base de apoio para as incursões das tropas sob o comando de D. Vasco de Azevedo Coutinho e de Manuel de Sousa de Abreu (Setembro de 1641).

Com o desenvolvimento da Guerra da Restauração, recebeu obras de modernização que estariam concluídas por volta de 1666 (data inscrita no lintel de uma das portas) apenas três anos após ter caído em mãos de tropas espanholas, reconquistada em seguida pelos portugueses. É de crer no entanto que os trabalhos se tenham arrastado por mais algumas décadas, pois data de 1720 a conclusão do principal revelim que defende a entrada principal.

Acredita-se que a sua guarnição tenha estado de prontidão ao tempo das Guerras Napoleónicas quando em 1809, as tropas francesas sob o comando do general Soult, se concentravam em Ourense nos preparativos para a invasão. Esta todavia, veio a ocorrer por outro trecho da fronteira.

Com a paz, perdida a função estratégico-defensiva foi desguarnecido entrando em processo de ruína.

No século XX o conjunto foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.

A intervenção do poder público iniciou-se na década de 1940 através da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), tendo-se efectuado entre outros trabalhos, a reconstrução de panos da muralha e das ameias bem como à demolição de algumas estruturas no pátio das armas.

Recentemente efectuaram-se ainda trabalhos de prospecção arqueológica no âmbito de um projecto mais vasto de estudo da região.

Embora não possam ser datados com precisão, podem ser observados actualmente os vestígios da residência do alcaide, do quartel da guarnição, da capela, da cisterna e de um forno.

Características do Castelo:

O núcleo que chegou até nós do Castelo medieval, é de planta similar à do Castelo de Lanhoso, do Castelo de Arnóia e de vários outros desta região.

É composto pelas muralhas de alvenaria de pedra cujo topo é circundado por um adarve. Nestas rasgam-se duas portas, uma a Norte próxima da torre e outra a Sul acedida por uma ponte levadiça de madeira. Esta última porta ostenta no interior um arco de volta perfeita e pelo exterior um arco quebrado, sendo ladeada por dois cubelos de planta rectangular.

No interior, abre-se a Praça da Armas, na qual se inscreve a Norte (lado da Espanha), a torre de menagem de planta quadrangular com porta rasgada acima do nível do solo dividida internamente em dois pisos e coroada por ameias de remate tronco-piramidal.

A adaptação do perímetro defensivo do Castelo aos tiros da artilharia no século XVII, materializou-se por uma linha envolvente de muralhas de tipo abaluartado, com planta no formato estrelado, em cujos parapeitos se rasgam canhoneiras em pontos estratégicos, apresentando guaritas cilíndricas encimadas por cúpulas semi-esféricas nos vértices.

O conjunto era acedido por porta encimada por matacães, precedida por ponte levadiça e cercado por altos taludes e fossos.

Um revelim provê a defesa da entrada principal.

 
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