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Data: Seg Dez 09, 2019 22:07
Índice do Fórum : Espaço Cultural
Lendas de Portugal
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Fev 05, 2019 20:28     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda de Santa Marta de Penaguião

In diversas fontes da net.

Diziam os mais antigos que as origens de Santa Marta de Penaguião estão ligadas aos irmãos D. Rausendo e D. Tedo, dois heróis muito famosos nas terras do Douro, onde combateram os mouros expulsando-os da região.

Conta a lenda que os mouros, quando invadiram estas terras, construíram uma fortaleza num morro próximo da vila, onde já só há ruínas. Aí dificilmente alguém se atreveria a combatê-los. Só com muita coragem.

E coragem era o que não faltava a D. Rausendo e D. Tedo. Por isso, o povo cansado do domínio dos mouros e dos seus tributos, um dia pediu-lhes ajuda. E os dois irmãos não hesitaram em responder ao apelo.

Em segredo, juntaram numa noite de lua cheia os mais audazes da povoação, e colocaram-nos num local estratégico a meio da encosta. E os dois irmãos, com uma bandeira nas mãos, disseram:

- Esta bandeira será o vosso guião! Quando a virdes colocada na penha, avançai que a entrada estará livre. E Santa Marta vossa padroeira, há-de acompanhar-nos!

Os dois escalaram então o castelo, e surpreenderam os mouros que estavam de sentinela, matando-os sem que tivessem podido dar o alarme. E de seguida, enquanto um dos irmãos abriu as portas do castelo, o outro foi ao alto da penha e colocou a bandeira bem à vista.

Nisto, no esconderijo da ladeira, um dos moradores logo deu o alerta aos companheiros:

— Vejam! Na penha... o guião!

Foi o bastante para que todos irrompessem pela encosta entrando no castelo, onde, pela surpresa e com o auxilio de D. Rausendo e D. Tedo, venceram os mouros, expulsando os que escaparam com vida.

E àquele grito de alerta…“na penha... o guião!...se deve o nome que, primeiro, foi “Penha-guião” e depois, se simplificou em Penaguião. E porque a bandeira os guiou e Santa Marta os acompanhou, depressa a vila ficou com o nome de Santa Marta de Penaguião.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Fev 07, 2019 14:51     Assunto : Responder com Citação
 
A lenda da Santa Cruz em Monsanto

In diversas fontes da net.

O castelo de Monsanto está ligado à tradição da principal celebração de Monsanto: A Festa da Santa Cruz.

Originalmente uma tradição profana ligada ao ciclo da Primavera, foi cristianizada e associada ao lendário cerco do castelo, segundo algumas versões pelas tropas do pretor Lúcio Emílio Paulo em fins do século II a.C., segundo outras a um ataque dos mouros por volta de 1230, ou até posteriormente durante as lutas com Castela.

Em qualquer hipótese, os inimigos sitiantes procuraram vencer pela fome os defensores do castelo. A tradição refere que o cerco se prolongava já por sete longos anos, quando intramuros restavam apenas uma vitela magra e um alqueire de trigo. Uma das mulheres sugeriu então um estratagema desesperado para iludir o inimigo: Alimentaram a vitela com o último trigo, lançando-a com alarde por sobre os muros do castelo na direcção dos sitiantes e despedaçando-se contra as rochas. Do ventre da vitela espalhou-se o trigo, abundantemente. Com essa manobra, o inimigo entendeu que os defensores ainda se encontravam milagrosamente providos de alimento, protegidos pela providência divina, levantando o cerco e se retirando da região.

O episódio é atribuído a um dia 3 de Maio (dia da Santa Cruz), razão pela qual nesta data, anualmente, as mulheres do povoado se vestem com as suas melhores roupas e, ao som de adufes e canções populares, agitando marafonas (bonecas coloridas com armação em cruz), algumas com potes caiados de branco, decorados e cheios de flores à cabeça, partem da povoação em direcção ao castelo.

No interior do castelo, do alto das muralhas, os potes brancos simbolizando a vitela, são lançados em direcção ao exterior, revivendo simbolicamente o episódio da salvação da vila.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Fev 08, 2019 01:35     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda de Tavira

In diversas fontes da net.

No tempo dos árabes era Tavila ou Tavira uma importante vila. Por algumas vezes tentaram os mouros da potente vila destruir por completo o pequeno exército de D. Paio, mas encontraram sempre resistência nas armas empunhadas por aqueles bravos cristãos.

Na ocasião em que vou começar a fazer a história de Tavira, no tocante à origem das lendas que ali correm, descansavam as armas por virtude de umas tréguas pedidas aos cristãos pelos mouros.

Exprime-se assim um velho cronista:

“...os mouros de Tavira e dos outros lugares ao redor ouviram seu acordo e disseram entre si: nós somos já acerca do mês de Julho em que havemos pasnhar nossos pães e mais vem-se chegando o tempo do pellacil e pois que assim somos maltratados do mestre façamos com ele tréguas até são Miguel de Setembro que vem e apanharemos então nossas novidades e depois guerrearemos com eles até que os deitemos fora da terra.”

Feita esta proposta ao mestre D. Paio este logo a aceitou. Sucedeu porém, que cinco cavaleiros do Mestre resolveram ir caçar ao lugar das Antas, tendo de passar armados pela vila. Quando os mouros presenciaram tais atitudes, levaram muito a mal, dizendo que: “Nenhum homem nascido podia sofrer as coisas e soberbas que esses cristãos fazem ao passarem assim por aqui e foram pela praça como se a vila fora já sua e logo fizeram sua fala que se fosse a eles e os matassem onde quer que os achassem”.

E efectivamente juntaram-se os mouros e foram com grande sanha e palavras soberbas ao lugar das Antas, onde em luta muito desigual mataram os cinco caçadores, o seu comendador-mor e um mercador que foi em seu auxílio.

D. Paio que se achava em Cacela, avisado do acontecido com a vil traição dos sarracenos, pôs-se à frente de um punhado de heróis e correu em auxílio dos seus amigos. Encontrou-os mortos. Então possuído de desejo de vingança caiu como um raio sobre a vila e tomou o seu castelo.

Escreve o citado cronista:

«...e os cristãos deram com eles, e o Mestre entrou com eles de volta e cobrou a vila e apoderou-se dela e foi estranha a mortandade que o Mestre os seus fizeram em os mouros e também nos da vila.»

Tomada a vila e o seu castelo, fez o Mestre transportar os mártires das Antas para a vila e colocou-os na Igreja de Santa Maria, mandando ali fazer um monumento em que pôs sete escudos com as vieiras de São Tiago.

Ainda existem no mesmo lugar os restos dos sete mártires que, no dizer do citado cronista, se chamavam D. Pedro Paes, comendador-mór, Mem do Vale, Dainião Vaz, Álvaro Carda, Estevão Vaz, Valério de Ossa e o mercador Carda Rodrigues.

Até aqui fala a história.

A lenda, porém afirma que enquanto nas Antas se travava um rude combate e D. Paio em vingança atacava rudemente o castelo da vila, duas tristes cenas exibiam-se em dois lugares diferentes, cenas que existem perpetuadas pela tradição e que hão-de continuar a existir na memória do povo, por séculos sem fim.

Uma destas cenas teve por teatro o Poço de Vaz Varela e por plateia as aves do céu e os arroios serpeando pela terra e outra desenvolveu-se em ponto mais elevado, entre o céu e a terra, no castelo da vila.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Fev 08, 2019 20:25     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda de Vilar de Figos

In diversas fontes da net.

Dizem que esta freguesia tomou o nome de Principais de Vilar de Figos, porque os seus habitantes se imortalizaram tomando o castelo da Franqueira aos mouros, castelo que estava muito próximo, a 1 quilómetro de distância para N.E., no monte da Franqueira, mas já no termo da freguesia de Vilhases ou Vilhares junto do lugar onde hoje se vê a Ermida de Nossa Senhora da Franqueira que tem festa e romagem no 3.º domingo de Agosto e pertence à freguesia de Pereira, por estar no termo dela como provam os marcos que se vêem no dito monte e que dividem os terrenos daquelas duas freguesias.

A tradição local ainda hoje explica a tal façanha do seguinte modo, muito idêntico a outras lendas de outros lugares, só variando por vezes quais os animais empregues:

Tendo os cristãos sitiado o castelo e defendendo-se ele obstinadamente, os habitantes desta paróquia juntaram certa noite um grande rebanho de cabras, prenderam-lhes nas pontas velas acesas e, tomando o caminho de Barcellos, marcharam com grande alarido sobre o castelo, o que animou os sitiantes e determinou os sitiados a renderem-se, imaginando que de Barcelos tinham chegado ao acampamento dos cristãos grandes reforços.

Aos habitantes desta paróquia, pela sua astúcia, se deveu principalmente a expulsão dos mouros. Foram eles os principais conquistadores do castelo e por isso se denominaram e ainda hoje se denominam Principais de Vilar de Figos.

Foi um deles que contou muito a sério esta lenda como está exposta…


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Fev 09, 2019 20:52     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda da Ermida de Vila Chã

In diversas fontes da net.

Em certas povoações perto de Fornos de Algodres conta-se uma pitoresca lenda sobre a origem da igreja de Vila Chã.

Num pequeno povoado não longe da serra existia em tempos que já lá vão um santuário dedicado à Santíssima Virgem. O edifício porém, era de tamanho bastante reduzido e, à medida que a devoção à Virgem ia crescendo, as dificuldades de albergar todos os fiéis na reduzida capela eram maiores. Por outro lado, os devotos achavam pobre em demasia uma casa que era dedicada ao culto da Mãe de Deus. Então, os que vinham de Fornos de Algodres reuniram-se com os de Vila Chã e propuseram:

— Estamos dispostos a assumir o encargo da maior parte das despesas do novo santuário dedicado à Virgem Maria. Mas pomos uma condição.

Fez-se um pequeno silêncio. Um dos mais representativos de Vila Chã perguntou:

— Diz-nos qual é a condição.

O outro apressou-se a informar:

— O santuário será feito em Fornos de Algodres. Assim como nós vimos aqui... também vocês lá podem ir...

E acrescentou:

— E assim veremos quem tem mais fé e perseverança!

Os de Vila Chã entreolharam-se. Qualquer coisa dentro deles dizia-lhes que não deviam aceitar. Mas a lógica era a lógica... Se os outros arcavam com a maior parte das despesas, tinham razão para escolher. Aceitaram. Mas aceitaram com a mágoa no coração. A Senhora estivera sempre ali mesmo a seu lado, embora numa casa pobre como a deles. No entanto, por egoísmo não deviam privar a Mãe de Deus duma casa condigna. Começaram a amontoar pedras e vigas e quanto material puderam juntar. E quando certa manhã os operários se reuniram no local aprazado para levarem para Fornos todo o material existente, houve grande alvoroço, antecipado por momentos de verdadeira estupefacção: Todo o material tinha desaparecido!

O que parecia tomar conta da obra falou aos outros:

— Não quero culpar ninguém, mas o que é certo é que eu próprio vi com os meus olhos todo o material que foi junto e era bastante. Estava neste mesmo sítio. Agora tudo isto está vazio. Como poderemos explicar o acontecido?

Um de Vila Chã respondeu:

— Ninguém o poderá explicar, porque o culpado…se o há…não vai confessar-se! Vamos antes, ter com a autoridade e contemos-lhe tudo.

Os outros concordaram. A autoridade, depois de os ouvir propôs:

— Vamos à capela ter com a Virgem Santíssima. Na sua frente o culpado se arrependerá e pela noite levará para o local indicado o material que subtraiu. E prometemos esquecer o que se passou.

Foram todos a caminho da capela. Porém, ao chegarem ao santuário velho, a surpresa de quantos ali estavam reunidos foi indescritível: Rodeando a entrada estava todo o material para o novo santuário! Sem encontrar explicação para o sucedido, a autoridade lembrou que o melhor seria todos, com a mesma vontade e irmanados pelo mesmo amor à Virgem, levarem de novo o material, pedra por pedra, viga por viga, para o local designado anteriormente. Foi prontamente obedecido. Mas a noite chegou no momento preciso em que a remoção das coisas findava. Marcou-se portanto, o trabalho para a manhã seguinte. E cada qual recolheu a sua casa.

A manhã nasceu clara, quase quente. Uma manhã de avançada Primavera. Levantaram-se os homens mais cedo, pois tinham prometido duas horas de trabalho para o santuário novo. Mas quando chegaram ao local onde na véspera tinham deixado o material de construção olharam-se boquiabertos…o local estava novamente vazio. Correram à igreja e, como por encanto, como se o vento pudesse levá-lo, ali estava ele…pedras, vigas, sacos de areia e cal! Havia um mistério em tudo isso. Um mistério que se tornava forçoso decifrar. A autoridade escolheu, então, seis homens de Fornos de Algodres e seis de Vila Chã para ficarem de guarda ao material durante a noite. Assim fizeram. Mal a noite chegou reuniram-se no sítio para onde, durante o dia, tinham levado uma vez mais o material para a construção do novo santuário. Puseram-se dois a dois, um de Vila Chã com outro de Fornos de Algodres, rodeando o local em questão. Esperaram. A noite parecia calma. Cantavam os ralos. Havia luar. Pouco depois da meia-noite sobressaltaram-se. Na estrada ouvia-se como o chiar de um carro. Espreitaram. O luar iluminava tudo em volta. Ergueram-se. Um carro puxado por dois bois surgiu direito ao local onde estavam as pedras e as vigas, guiado por uma mulher nova e muito bonita.
Mal chegaram, a mulher exclamou:

— Que todo o material aqui reunido para a nova capela passe para o carro. Assim o levarei para junto da minha casa, que não desejo ver mudada.

E sem que os homens se apercebessem como, todo o material em poucos segundos ficou depositado no carro e este voltou pelo caminho donde surgira.

Por momentos, os de Vila Chã e os de Fornos ficaram sem palavras. Se fosse apenas um o espectador, diriam que ele tinha sonhado. Mas eram doze! E os doze viram e ouviram tão estranho acontecimento! Agora não lhes restavam dúvidas: Quem levava todas as noites o material de construção era a própria Virgem Maria, que por motivos muito Seus não queria sair do santuário onde, muitos anos atrás outros cristãos, crentes e bons, a tinham colocado para A venerar.

Quando, nessa mesma noite, foram acordar a autoridade e lhe contaram o sucedido, o homem concordou:

— É isso! É isso mesmo! Como não compreendemos logo os desígnios da Mãe de Deus? A Virgem Santíssima não quer sair da sua anterior casa. Pois aumentemos a que de há tantos anos A guarda, alindemo-la o melhor possível e adornemo-la, dando graças a Nossa Senhora pelo desejo que manifestou de ficar entre nós!

Segundo conta a lenda, assim se construiu o santuário no mesmo local da primeira ermida dedicada à Virgem Santíssima em Vila Chã, freguesia de Fomos de Algodres.


 
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Mensagem Enviada: Dom Fev 10, 2019 22:34     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda da Estalagem das Mestras

In diversas fontes da net.

Perto da aldeia da Foz (concelho de Abrantes) existe um local designado por “As sete azinheiras”, exactamente por ali se encontrarem muito juntas sete azinheiras.

Reza a lenda que, naquele local houve em tempos uma estalagem — a estalagem das mestras — seria uma estalagem como tantas outras, não fora uma particularidade muito estranha: aqui quando faltava a comida, matavam homens para alimentar os hóspedes.

Certa vez, houve tanta falta de comida que a dona da estalagem mandou matar o marido, e quando o hóspede entrou e perguntou por comida, a filha da dona da estalagem respondeu:
— Hoje só cá temos a cabeça do meu pai.

O homem apercebendo-se de que ali se passava algo de estranho, fugiu e foi contar ao rei D. Luís.

O rei quis confirmar esta história e para isso veio ao local. No entanto, trouxe consigo o exército para invadir a estalagem. Ao chegarem, o rei disse aos soldados:

— Escondam-se à volta da casa e quando eu apitar este apito, invadam-na, pois estão para me matar.

E assim foi. O rei entrou na estalagem e perguntou:

— O que há para comer?

Os criados, olhando para ele (que até era gordo), abriram um alçapão e o rei caiu na cave onde já estava tudo preparado para o matar. Apercebendo-se do que ia acontecer, o rei pediu aos criados para o deixarem tocar uma música no seu apito. O rei assim fez, e no mesmo instante as tropas invadiram a estalagem e destruíram tudo. Quando encontraram a dona da estalagem, ataram-lhe uma perna a um cavalo e a outra a um outro, espancaram os cavalos e cada um fugiu para seu lado, abrindo a mulher ao meio.

À filha, que denunciou a mãe, o rei deu-lhe como recompensa tudo o que ela quis.

Ainda hoje há muita gente que sonha com estas terras, onde há tesouros escondidos e muitos já ali encontraram dinheiro.


 
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Mensagem Enviada: Seg Fev 11, 2019 20:20     Assunto : Responder com Citação
 
A Pequena Lenda da Fada d’El Rei

In diversas fontes da net.

No lugar de Santa Maria de Émeres do concelho de Valpaços, há uma propriedade que foi pertença de El Rei e por isso ainda hoje o local se chama “Vai do Rei”.

Diziam os mais velhos que, há muitos e muitos anos, morou lá uma fada que era muito bela e que passava a maior parte do tempo sentada numa laje a pentear os seus longos cabelos.

Diziam também que a fada era uma moura por quem o rei se apaixonara, e que ele costumava lá ir-se encontrar com ela às escondidas da sua família. Até que o romance foi descoberto e ela foi expulsa.

Entretanto, o rei foi obrigado a casar com uma mulher do seu sangue. Mas o pior é que nunca conseguiu ser feliz, e por isso, muitas vezes voltou a Santa Maria de Émeres a saber da sua fada. Só que nunca mais a encontrou.


 
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Mensagem Enviada: Ter Fev 12, 2019 21:39     Assunto : Responder com Citação
 
A Lenda da Fonte da Barroquinha

In diversas fontes da net.

Era uma vez... em dia já muito recuado na lonjura dos tempos, em pleno verão escaldante, o rei passava com a sua corte ali junto a Maceira.

O rei sentia os ardores da sede, no meio de uma canícula tão ardente como há muitos lustros se não sofria.

Ao passar roçando uma rocha o poderoso rei, sem poder para matar a grande sede que o atormentava gritou em desespero e tom eivado de maldição, para os seus acompanhantes:
“Maldito cavalo que não escoicinha esta rocha até a fazer manar água a fartar”.

Palavras não eram ditas e o cavalo real, como se tivesse compreendido a fala irada do seu dono, dá uma forte parelha de coices na rocha que fez tremer céu e terra.

A escoicinhadela foi tão violenta que o rei teve de se amparar com a sua espada na rocha, no mesmo sítio onde o cavalo do rei escoiçara. Mas a espada fraca resistência encontrou e furou a rocha, e do furo aberto, jorrou água abundante e fresquinha que dessedentou o rei e toda a sua comitiva.

O povo vendo aquela fartura de água tão fresca e cristalina onde sempre tudo fora secura, começou a escavar na parte mais baixa da rocha e ali abriu uma pequena barroca por onde começou o jorramento do precioso líquido refrescante que nunca mais findou e ainda hoje continua correndo onde se levantou mais tarde, a chamada Fonte da Barroquinha.


 
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Mensagem Enviada: Qua Fev 13, 2019 23:43     Assunto : Responder com Citação
 
Uma das Lendas das Amendoeiras em Flor

In diversas fontes da net.

Há muitos, muitos anos atrás a península Ibérica, foi invadida e habitada pelos povos nórdicos (do norte da Europa) terra em que havia muita neve, caía muita neve e migraram na altura para o Algarve (na península Ibérica instalaram-se no Algarve) e havia um rei que tinha uma princesa de origem nórdica muito bonita de quem ele gostava muito, era muito apaixonado por ela, mas a princesa continuava muito infeliz por ter saudades da neve que havia no seu país, e o rei desesperado por a fazer feliz!

Um dia deu com ela a chorar no seu quarto, então o rei perguntou-lhe porque ela estava a chorar e ela disse que tinha muitas saudades da terra dela, de ver cair neve porque no Algarve nunca caía neve. Então o rei, como gostava muito dela e queria fazê-la feliz, mandou plantar muitas amendoeiras, com a ideia que, quando as amendoeiras florissem e se enchessem de flores brancas, atenuassem as saudades da sua terra.

E assim foi! A princesa um dia quando se levantou, viu da janela do seu palácio as amendoeiras em flor e então ficou muito contente e muito feliz...E é esta a lenda das amendoeiras em flor!!!


 
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