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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Fev 08, 2019 01:39     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio dos Condes de Ficalho, também conhecido como Casa do Castelo no Alentejo, localizado na freguesia de Santa Maria, concelho de Serpa, distrito de Beja.

in diversas fontes da net.

Este Palácio foi edificado no século XVII por iniciativa de D. Francisco de Melo alcaide-mor de Serpa, cargo que a família detinha já há várias gerações, a obra foi posteriormente prosseguida pelos seus filhos D. Pedro de Melo, governador do Rio de Janeiro e D. António Martim de Melo, bispo da Guarda, em 1873 - o Conde de Ficalho manda executar o jardim Botânico da Faculdade de Ciências para o qual colaboraram os mestres-jardineiros Edmund Goeze, Jules Daveau e Henri F. Cayeux, por ele escolhidos, em 1946 - obras de restauro pelos proprietários os Condes e Marqueses de Ficalho, em 1954 - a Marquesa de Ficalho e marido restauram a Casa do Castelo que se encontra classificado como Monumento Nacional conforme publicado no Diário da República de 20 de Abril de 2007.

Descrição:
Fachada principal virada a SE. de um só pano definido por cunhais de cantaria, dividido em dois registos por moldura de cantaria que se sobrepõe aos cunhais e rematado superiormente por cornija e beirado, no primeiro registo abre-se um portão central de verga recta com moldura de cantaria com entablamento, ladeado por duas janelas com moldura de cantaria, à esquerda e uma janela e uma porta com moldura de cantaria à direita, segue-se de cada lado um portão idêntico ao principal e duas janelas com molduras de cantaria, sendo as da direita falsas.

No registo superior abrem-se onze janelas de sacada, correspondentes aos vãos do registo inferior e regularmente espaçadas, com molduras de cantaria com entablamento e varandas com gradeamento de ferro fundido assentes em mísulas de cantarias que se destacam da moldura divisória dos registos, superiormente junto da cornija, destacam-se doze argolas de ferro.

Fachada SO. de um só pano definido por cunhais de cantaria, dividido em dois registos por moldura de cantaria que se sobrepõe aos cunhais e rematado superiormente por cornija e beirado, no registo inferior abrem-se duas portas com molduras de cantaria enquadradas por três janelas engradadas com molduras de cantaria, no registo superior abrem-se cinco janelas de sacada, correspondentes aos vãos do registo inferior e regularmente espaçadas, com molduras de cantaria e varandas com gradeamentos de ferro fundido assentes em mísulas de cantaria que se destacam na moldura divisória dos registos.

Fachada NO. com soco de alvenaria de pedra aparente e um só pano rebocado definido por cunhais denteados de cantaria, rematado superiormente por cornija, onde assenta gradeamento de ferro fundido apoiado em dezasseis balaustres de cantaria, de secção quadrada, a meia altura rasgam-se duas janelas com molduras de cantaria, acima das quais se abrem cinco janelas de sacada, com molduras de cantaria encimadas por entablamento e varandas de ferro fundido assentes em mísulas de cantaria unidas entre si por friso, correspondendo a segunda e a quarta varandas às janelas do nível inferior, a um nível superior destacam-se duas janelas de sacada, colocadas lateralmente, com moldura de cantaria encimada por entablamento e varanda de ferro fundido assente em mísula de cantaria, sendo o vão da direita falso, preenchido por uma simulação de portadas, em argamassa.

INTERIOR: piso térreo destinado sobretudo às áreas de serviço, ao centro larga escadaria que dá acesso ao piso nobre, neste várias salas e galerias decoradas por silhares de azulejo.

Muro: amuralhado delimitando o jardim a SO., interrompida por duas torres, uma de planta circular e outra de planta quadrada, a seguir a esta o pano de muralha é mais baixo, de recorte escalonado e encimado pelo aqueduto que abastece os jardins, formado por cinco arcos de volta perfeita, seguido pelas duas torres de planta circular que enquadram as Portas de Beja, entre as quais passa um arco do aqueduto, segue-se outro pano de muralha de recorte escalonado, encimado por treze arcos do aqueduto que terminam numa nora, esta constitui um volume paralelepipédico de fachada rasgada por arco de volta perfeita e rematada por platibanda onde se inscreve a pedra de armas da família Mello, encimada por roda dentada apoiada em pano de parede rasgado por arco de volta perfeita.

JARDIM: intramuros, onde a ligação casa-jardim se faz através de uma porta na galeria do primeiro andar, embora existam outras portas de acesso ao andar térreo. O espaço é centrado num tanque-piscina com geometria alinhada pelo buxo, onde a marca mais forte é deixada pela parede poente maciça, atras da qual são recolhidas em cisterna, as águas do Aqueduto, a uma altura de 12m através de escadaria íngreme e sem protecção.

Este é o mais importante elemento decorativo e funcional, no espaço. Escultura de repuxo, saíndo do chão em múltiplos arcos de água. No alto da escadaria são marcantes, um mirante de laje onde foi talhado um poço de dezasseis lados quase circular, para o qual despeja um canal sulcado na laje e alimentado com água vinda da Nora através do Aqueduto. Este terraço, com função de cisterna e belveder, tem função de contemplação, tendo bancos com lugar até três pessoas, intercalados por alegretes onde estão plantas capazes de resistir ao sol.

Para E. em nível inferior, o espaço livre do jardim mede 0.5ha, sendo quase plano e rematado a S. por um muro largo donde a vista domina os telhados da vila.

No jardim distinguem-se duas áreas: um pequeno pinhal de linhas naturalizadas em que no caminho que o remata, foi plantada uma colecção de cactos e o jardim de laranjeiras.

O laranjal é plantado em fileiras paralelas e ramatado com buxo, ponteado nos ângulos por ciprestes, uma palmeira-das-canárias e uma figueira.

A parede das escadas que levam ao terraço da cisterna foi coberta por hera e figueira-trepadeira e junto a ela foi plantado um pequeno roseiral.

Nas floreiras ou alegretes do terraço existem chorinas, gazanias e sardinheiras.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Fev 08, 2019 20:30     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Fortim da Areosa, também conhecido como Forte da Areosa, Forte da Vinha e Castelo Velho, mas mais conhecido como Fortim da Areosa, localizado no lugar de Rego de Fontes, ao Sul da enseada da Vinha, na povoação e freguesia da Areosa, no concelho e distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Inscreve-se na Região de Turismo do Alto Minho.

Com o fim da Guerra da Restauração (1640-1668), foi um dos quatro Fortins construídos no litoral entre Caminha e Viana do Castelo com o objectivo de reforçar a defesa da costa atlântica do Alto Minho vulnerável a um possível ataque da Armada espanhola. Os demais foram o Forte de Montedor em Carreço e os fortes do Cão e da Lagarteira em Vila Praia de Âncora. Estes somavam-se ao Forte da Ínsua, construído durante aquele conflito para a defesa da barra Sul do rio Minho.

Nessa linha e à altura, foram remodeladas fortificações já existentes como o Castelo de Valença, o Castelo de Vila Nova de Cerveira e o Forte de Santiago da Barra. Para completar a defesa da margem esquerda (Sul) do rio Minho foi erguido o Forte de São Francisco de Lovelhe (ou de Lobelhe) em Vila Nova da Cerveira que terá sido concluído em 1701.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 251/70, publicado no DG n.º 129, de 3 de junho de 1970.

Características do Fortim:

Fortificação marítima abaluartada de pequenas dimensões e alçados simples, apresenta planta estrelada no estilo maneirista, sendo constituído por quatro baluartes desiguais.

A face voltada ao mar é de forma curva, sendo a face oposta côncava. Nesta rasga-se o portão de armas em arco de volta perfeita.

No seu interior encontram-se as dependências de serviço, formando um corredor no centro da praça.

A sua tipologia estrutural apresenta semelhanças com os fortes de Montedor e do Cão cuja planimetria constituiu à altura, um avanço no sistema de defesa e vigia.

Acredita-se que este conjunto de fortes do litoral possa ter sido delineado pelo mesmo arquitecto.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Fev 09, 2019 21:00     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Moura no Alentejo, localizado na freguesia de São João Baptista, concelho de Moura, distrito de Beja.

in diversas fontes da net.

Erguido em posição dominante sobre a vila, na confluência da ribeira de Brenhas com a ribeira de Lavandeira, tributárias do rio Ardila na margem esquerda do rio Guadiana, inscreve-se actualmente em área de Reserva Natural.

A sua defesa foi completada a partir do século XIII pelas atalaias da Cabeça Gorda, da Cabeça Magra, de Porto Mourão e de Alvarinho. Esta vila está ligada à História do Brasil pela acção do Regimento de Moura em tempos coloniais.

Acredita-se que a primitiva ocupação humana deste sítio remonte a um castro da Idade do Ferro sucessivamente ocupado pelos Romanos, pelos Visigodos e pelos Muçulmanos quando alcançou expressão regional como capital da província de Al-Manijah conforme os diversos testemunhos arqueológicos actualmente recolhidos ao Museu Municipal de Moura.

A construção da fortificação Muçulmana em taipa, datará dos meados do século XI ao início do século XII, da qual nos chegaram alguns vestígios como a chamada Torre da Salúquia.

Na altura da Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação foi inicialmente conquistada em 1166 pelos irmãos Pedro e Álvaro Rodrigues e perdida quase de seguida. Foi ainda em 1166 conquistada por Geraldo Geraldes O Sem Pavor, tendo depois disso e até ao reinado de D. Dinis, sido perdida e reconquistada mais quatro vezes.

Recebeu Carta de Foral outorgada por D. Afonso Henriques (1112-1185) em 1171. O foral da vila seria confirmado em 1217 por D. Afonso II (1211-1223). O definitivo domínio cristão da região entretanto, só seria alcançado a partir de 1232.

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325) a povoação recebeu nova Carta de Foral (9 de Dezembro de 1295, privilégio estendido à comunidade moura em 1296 e renovado em 1315) procedendo-se a reconstrução do Castelo aproveitando-se as antigas muralhas muçulmanas. Para esse fim a Ordem de Avis fez a doação de um terço das rendas das igrejas de Moura e Serpa para "refazimento e mantimento dos alcáceres dos ditos castellos" (1320). Para complemento das obras efectuadas nos castelos de Moura e de Serpa, foi erguida neste período uma linha de torres de vigilância cobrindo a raia, das quais sobrevive a Atalaia da Cabeça Magra.

Na segunda metade do século XIV e sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), iniciou-se uma segunda muralha amuralhada, envolvendo os novos limites da povoação aumentados. Aquando do seu falecimento e abrindo-se a crise de 1383-1385, a vila e o seu Castelo tomaram partido por D. Beatriz e D. João I de Castela até à altura da batalha de Aljubarrota.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a vila e o Castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509) com destaque para a Torre de Menagem rodeada por muralha torreada, onde se rasga o portão em arco apontado, enquadrado por alfiz e heráldica. Em 1512, o soberano outorgou o Foral Novo à vila. Por essa altura seriam iniciadas obras de modernização das suas defesas com risco de Francisco de Arruda. Mais tarde e ainda neste período, seria iniciado por D. Ângela de Moura em 1562 o convento feminino de São Domingos no interior da muralha e sobre as fundações da antiga mesquita.

No contexto da Guerra da Restauração da Independência, o Conselho de Guerra de D. João IV (1640-1656) determinou a modernização e reforço da antiga fortificação dada a sua posição estratégica na fronteira com a Espanha. Desse modo, com projecto a cargo de Nicolau de Langres, foi erguida uma linha abaluartada envolvente da povoação reforçada por revelins. É ainda deste período o chamado Edifício dos Quartéis, originalmente um conjunto de casernas integrado pela Capela do Senhor Jesus dos Quartéis numa das extremidades.

Ocupada durante a Guerra da Sucessão de Espanha, fizeram-se explodir as muralhas de Moura (danificando parte da Torre da Salúquia) na sequência da retirada das forças espanholas sob o comando do Duque de Ossuna (1707). Nesse século sofreu novos danos por conta do terramoto de 1755.

Desguarnecida a partir de 1805, entre 1809 e 1826 os antigos muros de taipa do Castelo foram usados como matéria prima para o fabrico de salitre. Posteriormente em 1850, José Pimenta Calça fez demolir o troço Oeste do muro da alcáçova, para dar lugar ao lagar de Vista Alegre.

O Castelo de Moura, incluindo as ruínas do Convento das freiras Dominicanas e Igreja anexa encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 27 de Março de 1944. No final da década de 1950 iniciou-se a intervenção do poder público através da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) estendendo-se pelas duas décadas seguintes.

Em 1981 foram efectuadas sondagens arqueológicas no interior do perímetro do conjunto, tendo-se procedido a trabalhos de reparo e recuperação em 1982 e entre 1985 e 1986. Mais recentemente em 2002, foram efectuados trabalhos de valorização paisagística do entorno do Castelo.

Recomenda-se a visita ao Museu Árabe, erguido em torno do antigo poço que abastecia o Castelo.

Características do Castelo:

Sobre uma elevação calcária, na cota dos 184 metros acima do nível do mar, o Castelo compõe-se por alcáçova e barbacã de planta ovalada, com as dimensões máximas de 200 x 100 metros. No seu interior localizam-se as ruínas do Convento de Freiras Dominicanas de Nossa Senhora da Assunção (abandonado desde 1875) e da igreja anexa, erguidos a partir de 1562 no local da primitiva Igreja Matriz, junto à entrada da alcáçova, para onde se volta a fachada da igreja. Esta é de planta rectangular e nave única, nela se destacando o túmulo em estilo manuelino de Pedro e Álvaro Rodrigues, supostos conquistadores de Moura aos muçulmanos em 1166 e protagonistas da lenda da fundação da vila.

Acede-se à alcáçova por uma porta em cotovelo a Sudeste. O conjunto é dominado pela torre de menagem dionisina de planta quadrada. Ladeando-a, identificamos a base maciça de outra torre menor e ainda um cubelo circular na junção com a muralha exterior. Tanto a torre de menagem como o cubelo apresentam merlões prismáticos piramidais. Nalguns trechos da muralha ainda subsiste o adarve.

A muralha externa é reforçada por torres de planta quadrangular e circular. No século XIX uma das torres foi adaptada a Torre do Relógio.

A torre de menagem em estilo gótico, maciça na parte inferior, tem no segundo pavimento uma sala de planta octogonal (Sala dos Alcaides) coberta por abóbada em cruzaria de ogivas, assente em oito colunas de fuste delgado.

A linha abaluartada do século XVII apresenta planta no formato estrelado, com muro rampante (em alambor), originalmente cercado por fosso hoje quase que totalmente encoberto.

A lenda da moura Salúquia:

A lenda remonta ao tempo em que a povoação foi conquistada aos mouros pelos cristãos, tendo por testemunho a antiga torre junto do actual Jardim Dr. Santiago e perpetuada no brasão de armas da vila.

A bela Salúquia era filha do governador muçulmano da região Abu Hassan e estava noiva de um jovem que por ele fora nomeado alcaide do Castelo. Dia após dia e debruçada do alto de uma das torres, aguardava ansiosamente a chegada do seu noivo que partira para combater os cristãos. Estes porém, avançando à conquista da povoação fizeram uma emboscada ao jovem mouro e mataram-no, assim como aos seus companheiros. Vestiram os seus trajes e com este ardil conseguiram que lhes abrissem as portas do Castelo.

Percebendo o embuste, a bela moura Salúquia preferindo a morte a ser escrava e cativa dos cristãos, atirou-se da torre acompanhando na morte o amado. E assim se explica a origem do nome Moura.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Fev 10, 2019 22:41     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Forte de Santiago da Barra, também conhecido como Castelo medieval de Santiago da Barra e Castelo de São Tiago Maior da Barra, localizado na freguesia de Monserrate, na cidade, concelho e distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Em posição dominante na margem direita da barra do rio Lima, tinha a função de defesa do ancoradouro e povoação de Viana da Foz, actual Viana do Castelo.

O Rei D. Afonso III (1248-1279) fundou a vila de Viana, outorgando-lhe Carta de Foral em 1258, posteriormente confirmado em 1262. Visando a defesa e o desenvolvimento daquele trecho do litoral pelo fomento à actividade mercantil e pesqueira, os seus habitantes foram contemplados com privilégios tributários, com o dever de defender a foz do rio Lima.

O perímetro defensivo da nascente vila no qual se inscrevia a Torre de Menagem, foi dotado de muralhas: Os seus limites são hoje desconhecidos, mas acredita-se que estavam completas em fins do século XIV, quando se transformara num florescente burgo.

Em meados do século XV, Viana da Foz do Lima era um dos grandes portos marítimos do país, mantendo comércio com portos da Galiza, de França e da Flandres. A prosperidade dele decorrente materializou-se no aumento da população e da malha urbana, ultrapassando a primitiva muralha medieval.

Aberto o caminho marítimo para as Índias e visando a protecção da navegação na barra do Lima, por volta de 1502 D. Manuel I (1495-1521) determinou a construção de uma torre abaluartada, no campo de Santa Catarina, extremo Oeste da vila. O seu modelo seria semelhante ao do Baluarte de Cascais (iniciado em 1498) e anteciparia o da Torre de Belém (em 1515) na defesa da barra do Tejo. Possivelmente artilhada com um pedreiro que lhe teria dado a designação de Torre da Roqueta, esta primitiva estrutura possuía um baluarte voltado para o rio Lima demolido em campanhas posteriores.

Os imperativos da defesa da barra levaram à necessidade de modernização e ampliação da fortificação. Desse modo, entre 1567 (segundo alguns) e 1568 (segundo outros, já tendo recebido a vila de Viana o título de notável), a Câmara Municipal principiou junto à Torre da Roqueta, um pequeno Forte de planta rectangular que aproveitava a antiga fortificação manuelina como cunhal Sudoeste da sua muralha. Essa obra foi concluída ainda sob o reinado de D. Sebastião (1554-1578) em 1572.

Sob a Dinastia Filipina, sob o reinado de D. Filipe I de Portugal (1580-1598), o Forte de Viana foi completamente remodelado e ampliado com traça do arquitecto e engenheiro militar italiano Filippo Terzi (1520-1597). As suas obras iniciaram-se em 1589, tendo o soberano determinado que a própria população da vila transportasse a pedra necessária à edificação, estando as mesmas concluídas em 1596.

Em 1640 com a Restauração da Independência, a população da vila acorreu ao Forte cercando-o e impondo a capitulação da guarnição espanhola. No contexto da Guerra da Restauração, voltou a receber obras de remodelação entre 1652 e 1654 a mando de D. Diogo de Lima, Governador das Armas de Entre-Douro-e-Minho.

Posteriormente em 1700, altura em que a vila prosperava com a exportação dos vinhos da região do Douro para centros como Dunquerque, Ruão, Veneza, Inglaterra, Suécia e até mesmo a Rússia, as defesas foram acrescidas de revelins e fosso pelo lado de terra. Novas obras de reforço e modernização foram promovidas em 1799.

Após ter participado na Guerra Peninsular e durante a Guerra Civil (1828-1834), resistiu ao assalto das forças da Junta do Porto.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 24 de Janeiro de 1967.

Actualmente as dependências do Forte de Santiago da Barra abrigam a sede da Região de Turismo do Alto Minho, compreendendo um moderno Centro de Congressos (Centro de Congressos do Castelo de Santiago da Barra), com um auditório e salas equipadas para diversos tipos de eventos. O antigo Paiol e a Capela de Santa Catarina encontram-se requalificados como salas de exposição, recomendando-se a visita à Torre da Roqueta.

Características do Forte:

O Forte de Santiago apresenta planta pentagonal, constituída por muralhas de perfil trapezoidal, reforçadas por baluartes triangulares nos vértices voltados a terra, apresentando guaritas de planta circular nos vértices.

A entrada na fortaleza é feita por uma larga ponte sobre o fosso que a circunda conduzindo a um portal de arco de volta perfeita ladeado por pilastras, encimado pelo brasão de D. João de Sousa, governador do Forte em 1700 e rematado na cornija pelo escudo de armas de Portugal.

No terrapleno acedido por um corredor abobadado, ergue-se o edifício principal de planta rectangular de três registos com alçado ritmado por três portais, sendo o principal enquadrado por arco de volta perfeita rematado com cartela e ladeado por colunas encimadas por balaústres em meio relevo, rematado pelo escudo real.

Os portais laterais são de moldura em arco de volta perfeita sem decoração. Ao longo de toda a fachada foram abertas janelas em ambos os registos. O edifício possui ainda janelas de mansarda.

A Norte situa-se a Capela de Santiago, de planta longitudinal, com capela-mor rectangular e frontispício terminado em empena, com sineira à direita. Fronteiro a esta situa-se o paiol, edifício de planta quadrangular de um registo, com portal de volta perfeita encimado pelo escudo de Portugal e rematado em empena triangular.

Integrada na zona Sudoeste da fortaleza, situada num terraço que se forma no segundo registo, ergue-se a chamada Torre da Roqueta com entrada pelo adarve através de rampa. Flanqueada exteriormente com quatro pequenas torres e rodeada por um pequeno fosso, a Roqueta possui corpo rectangular com dois registos, um terraço com adarves e as armas do Rei D. Manuel esculpidas na fachada.


 
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Mensagem Enviada: Seg Fev 11, 2019 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Castelo de Alter Pedroso localizado no Alentejo, na localidade de Alter Pedroso, na freguesia de Alter do Chão, na vila e concelho do mesmo nome, distrito de Portalegre e presentemente em ruínas.

In diversas fontes da net.

Este castelo é um importante elo com outros castelos da linha defensiva alentejana, entre eles o Castelo de Alter do Chão.

A sua construção remonta ao século XIII, tendo sido doado por D. Afonso III (1248-1279) aos cavaleiros da Ordem de Avis.

Foi reconstruído por D. Dinis I. (1279-1325).

Na altura da Guerra da Restauração da independência portuguesa foi surpreendido em 1662, pelas forças espanholas sob o comando de D. João de Áustria. Praticamente desguarnecido, caiu e foi destruído, transformando-se em ruínas.

Da antiga estructura só resta um portal no estilo gótico, partes da muralha em ruínas e a porta da Capela de São Bento no interior. Estes vestígios foram classificados como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 29 de Setembro de 1977.

Apresenta planta no formato de um polígono pentagonal. A construção faz o aproveitamento dos afloramentos rochosos como panos de muralha, interligando-os com a muralha propriamente dita, à imagem de muitos povoados fortificados pré-medievais.


 
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Mensagem Enviada: Ter Fev 12, 2019 21:48     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo do Alandroal no Alentejo que se ergue na vila do Alandroal, freguesia de Nossa Senhora da Conceição, distrito de Évora.

In diversas fontes da net.

Não existem informações acerca da anterior ocupação humana do local.

Erguido sob o reinado de D. Dinis (1279-1325) de acordo com a inscrição epigráfica sobre uma das portas, a sua primeira pedra foi lançada a 6 de Fevereiro de 1294 por D. Lourenço Afonso, Mestre da Ordem de Avis. Uma segunda inscrição no alçado Oeste da Torre de Menagem (hoje integrado na Sala do Tesouro da Igreja Matriz), informa a conclusão da sua construção a 24 de Fevereiro de 1298, sendo Mestre da Ordem o mesmo D. Lourenço Afonso. Uma terceira inscrição no torreão à direita do portão principal, datada criticamente entre 1294 e 1298, refere o nome do seu construtor, que se identificou apenas como "Eu, Mouro Galvo".

O Alandroal foi elevado à condição de vila por Carta de Foral de 1486 outorgada por D. João II (1481-1495). Nessa qualidade, no reinado do seu sobrinho e sucessor D. Manuel I (1495-1521), a vila e o seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).

Em 1606, a maior parte das construções no interior da muralha encontravam-se arruinadas.

No século XVIII, o conjunto perdeu a sua barbacã, demolida para dar lugar, no interior das muralhas, às construções dos novos Paços do Concelho e da Cadeia da Comarca.

Considerado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, apenas na década de 1940 se procederam a obras de consolidação e restauro, principalmente a reconstrução de alguns troços de muralhas e a desobstrução da estrutura de numerosas casas que, ao longo dos séculos, se tinham adossado às muralhas.

Em estilo gótico, o castelo apresenta planta oval (na qual se inscreve um pequeno bairro intra-muros), reforçada por três torres de planta quadrangular nos ângulos, e uma sólida Torre de Menagem adossada à muralha. O portão principal (Porta Legal) é ladeado por duas torres quadrangulares, ligeiramente avançadas (para permitir o tiro vertical sobre a entrada), ligados por uma cortina e encimadas por ameias de remate piramidal.

A Torre de Menagem, de planta quadrangular, divide-se internamente em três pavimentos. O acesso ao seu interior encontra-se actualmente entaipado. A esta torre, adossou-se, ainda no século XIII, a Igreja de Nossa Senhora da Graça que alterada posteriormente, hoje apresenta traços renascentistas, patentes particularmente na abóbada artesoada. Em 1744, o terraço da Igreja foi aproveitado para construir a Torre do Relógio.

Ao castelo, em posição dominante, associava-se a muralha da vila de urbanismo muito simples, com uma única via (rua do Castelo) no sentido leste-oeste, flanqueada por duas portas. A principal, denominada Porta Legal a leste, através da qual se acede ao adro da igreja, é constituída por um arco gótico com corredor, flanqueada por dois torreões quadrangulares ligados por cortina e encimados por ameias de remate piramidal. Parte daqui a única rua que atravessa a vila e que termina na chamada Porta do Arrabalde a oeste, com seteiras em mármore e também flanqueada por uma torre, onde no seu pé-direito no exterior, foi gravada a “vara”, medida padrão da altura, para a aferição das medidas utilizadas no comércio local.

Os estudiosos apontam ainda, como marcas identificativas da formação cultural islâmica do seu construtor, além da epigrafia anteriormente citada, uma janela em forma de ferradura numa das torres e semelhanças entre o sistema de torres deste castelo e as muralhas almóadas de Sevilha.


 
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Mensagem Enviada: Qui Fev 14, 2019 00:00     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Vila Nova de Cerveira localizado na freguesia e vila de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

O Castelo, sentinela da linde Norte e delimitado pelo curso do rio Minho, ergue-se na sua margem esquerda fronteira a Espanha, cobrindo a linha defensiva do Alto Minho, no trecho compreendido entre a foz do rio na altura de Caminha e a vila de Melgaço.

Não há consenso entre os estudiosos acerca da primitiva ocupação humana do local, ponto de travessia do rio para mercadores e peregrinos e fronteira natural com o reino de Leão.

A informação mais antiga sobre a sua defesa encontra-se na Carta de Foral confirmada por D. Sancho II (mil duzentos e vinte e três-quarenta e oito) à vila de Elvas (1229), onde entre os nomes dos nobres que a subscrevem, se encontra o de D. Pedro Novaes, alcaide (tenens) do Castelo de Cerveira (Domnus Petrus Novaes tenens castellum). Acredita-se que o Castelo fosse na altura, apenas uma torre defensiva.

Ao tempo do Rei D. Afonso III (1248-79), as Inquirições de 1258 informam que os moradores de Cerveira e das freguesias vizinhas estavam sujeitos à anúduva, tributo feudal que consistia em caso de necessidade de reparações nalgum Castelo, no fornecimento de materiais de construção e prestações de trabalho pela comunidade.

O seu sucessor D. Dinis (1279-1325), visando alargar o povoamento da região tentou atrair casais para Cerveira (1317), outorgando-lhe Carta de Foral que a transformava em vila (Vila Nova de Cerveira) com as regalias anteriormente concedidas a Caminha (1 de Outubro de 1321). Datam desse período a melhoria e ampliação das defesas, o que é documentalmente ratificado quando Rui de Pina (Crónica d’El Rei D. Diniz) inclui a Vila Nova de Cerveira entre as localidades que este monarca povoou de novo e fez castelos.

Aquando da eclosão da Crise de 1383-1385, o alcaide do Castelo e a povoação mantiveram-se leais a Castela. Na Primavera de 1385, tendo o Condestável D. Nuno Álvares Pereira após conquistar o Castelo de Neiva, encetado peregrinação a Santiago de Compostela à frente dos seus homens, o que os conduziu adiante de Vila Nova de Cerveira, os homens-bons da vila, receosos de um ataque mandaram-lhe um pedido para que o não fizesse, pois eles portugueses eram e queriam ser servidores del-Rei e do Reino. Desse modo, o Condestável obteve-lhe a submissão e a das demais terras da região ao rei D. João I (1385-1433).

D. Afonso V (1438-1481) recompensou os feitos de D. Leonel de Lima nas campanhas do Norte d’África, atribuindo-lhe o título de 1º visconde de Vila Nova de Cerveira (1476) e a posse da vila. Este senhor efectuou-lhe reforços nas defesas.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação e o seu Castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).

Durante a Guerra da Restauração da Independência, a povoação resistiu vitoriosa sob o comando de D. Manuel de Souza Abreu ao assédio das tropas espanholas (1643), feito que repetiu mais tarde no contexto da Guerra Peninsular, quando impediu a travessia naquele trecho do rio, às tropas napoleónicas sob o comando do general Soult (1809), forçando-as ao seu contorno.

Datam da segunda metade do século XVII as melhorias que se impuseram à defesa diante dos acontecimentos de 1643 e do crescimento da vila. Implementada de 1660 a 1665 às custas de D. Diogo de Lima, 8º visconde de Vila Nova de Cerveira, esta modernização compreendeu a construção de cinco baluartes salientes adaptados ao tiro de artilharia, completados por muralhamentos intermediários e fossos cobrindo o perímetro urbano.

Datam deste período as novas portas da vila: A Porta do Rio (Oeste), a Porta de Trás da Igreja (a Leste), a Porta da Campana (a Norte) e a Porta Nova (na saída para Gondarém). É também desse período a Capela de Nossa Senhora da Ajuda erguida no interior do Castelo junto ao portão principal.

Durante o século XIX, o crescimento da vila levou à absorção das suas defesas. Uma das perdas mais expressivas foi a da Torre de Menagem parcialmente destruída (1844), à qual se seguiu a muralha Norte, com o desaparecimento da primitiva porta da traição.

No século XX, o antigo Castelo foi classificado como Monumento Nacional através do Decreto publicado em 21 de Dezembro de 1974. Mediante a doação à Câmara Municipal do recinto amuralhado (carta de 22 de Março de 1975, iniciou-se uma profunda reforma urbanística em Vila Nova de Cerveira, resgatando-se o seu centro histórico (Castelo, Igreja da Misericórdia, pelourinho, edifícios da antiga Câmara Municipal, do tribunal, da cadeia e diversas habitações) e revalorizando-se a sua vocação turística.

O Castelo medieval foi requalificado, tendo as suas instalações sido parcialmente adaptadas a funções hoteleiras (Pousada de D. Dinis) integrando a rede Pousadas de Portugal até à sua desactivação em 2008.

Características do Castelo:

O Castelo apresenta planta com a forma ovalada típica do estilo gótico, com muralhas em aparelho de pedra coroadas por ameias, percorridas por adarve, reforçadas por oito cubelos de planta quadrangular, destacando-se os restos de um dos antigos matacães e os vestígios da antiga torre de menagem. O Castelo é acedido por duas portas ligadas entre si por um arruamento (a Rua Direita):

A elegante porta da barbacã (Porta da Vila) em arco ogival, encimada pelo escudo de armas de D. Dinis a Sul comunicando com o terreiro da feira.

A Porta da Traição, simples postigo a Norte, comunicando com a margem do rio.

No seu interior erguem-se os edifícios da Casa da Câmara e Cadeia, o pelourinho, a Igreja da Misericórdia, os quartéis, paióis e a cisterna. Na entrada principal da barbacã, encontra-se a Capela de Nossa Senhora da Ajuda.

Os vestígios da modernização seiscentista do Castelo - baluartes, guaritas e fossos - carecem de valorização como um todo, absorvidos parcialmente pela expansão urbana a partir do século XIX.


 
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