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Índice do Fórum : Hist√≥ria & Monarquia
Monumentos Nacionais
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Fev 08, 2019 01:39     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio dos Condes de Ficalho, também conhecido como Casa do Castelo no Alentejo, localizado na freguesia de Santa Maria, concelho de Serpa, distrito de Beja.

in diversas fontes da net.

Este Pal√°cio foi edificado no s√©culo XVII por iniciativa de D. Francisco de Melo alcaide-mor de Serpa, cargo que a fam√≠lia detinha j√° h√° v√°rias gera√ß√Ķes, a obra foi posteriormente prosseguida pelos seus filhos D. Pedro de Melo, governador do Rio de Janeiro e D. Ant√≥nio Martim de Melo, bispo da Guarda, em 1873 - o Conde de Ficalho manda executar o jardim Bot√Ęnico da Faculdade de Ci√™ncias para o qual colaboraram os mestres-jardineiros Edmund Goeze, Jules Daveau e Henri F. Cayeux, por ele escolhidos, em 1946 - obras de restauro pelos propriet√°rios os Condes e Marqueses de Ficalho, em 1954 - a Marquesa de Ficalho e marido restauram a Casa do Castelo que se encontra classificado como Monumento Nacional conforme publicado no Di√°rio da Rep√ļblica de 20 de Abril de 2007.

Descrição:
Fachada principal virada a SE. de um s√≥ pano definido por cunhais de cantaria, dividido em dois registos por moldura de cantaria que se sobrep√Ķe aos cunhais e rematado superiormente por cornija e beirado, no primeiro registo abre-se um port√£o central de verga recta com moldura de cantaria com entablamento, ladeado por duas janelas com moldura de cantaria, √† esquerda e uma janela e uma porta com moldura de cantaria √† direita, segue-se de cada lado um port√£o id√™ntico ao principal e duas janelas com molduras de cantaria, sendo as da direita falsas.

No registo superior abrem-se onze janelas de sacada, correspondentes aos vãos do registo inferior e regularmente espaçadas, com molduras de cantaria com entablamento e varandas com gradeamento de ferro fundido assentes em mísulas de cantarias que se destacam da moldura divisória dos registos, superiormente junto da cornija, destacam-se doze argolas de ferro.

Fachada SO. de um s√≥ pano definido por cunhais de cantaria, dividido em dois registos por moldura de cantaria que se sobrep√Ķe aos cunhais e rematado superiormente por cornija e beirado, no registo inferior abrem-se duas portas com molduras de cantaria enquadradas por tr√™s janelas engradadas com molduras de cantaria, no registo superior abrem-se cinco janelas de sacada, correspondentes aos v√£os do registo inferior e regularmente espa√ßadas, com molduras de cantaria e varandas com gradeamentos de ferro fundido assentes em m√≠sulas de cantaria que se destacam na moldura divis√≥ria dos registos.

Fachada NO. com soco de alvenaria de pedra aparente e um só pano rebocado definido por cunhais denteados de cantaria, rematado superiormente por cornija, onde assenta gradeamento de ferro fundido apoiado em dezasseis balaustres de cantaria, de secção quadrada, a meia altura rasgam-se duas janelas com molduras de cantaria, acima das quais se abrem cinco janelas de sacada, com molduras de cantaria encimadas por entablamento e varandas de ferro fundido assentes em mísulas de cantaria unidas entre si por friso, correspondendo a segunda e a quarta varandas às janelas do nível inferior, a um nível superior destacam-se duas janelas de sacada, colocadas lateralmente, com moldura de cantaria encimada por entablamento e varanda de ferro fundido assente em mísula de cantaria, sendo o vão da direita falso, preenchido por uma simulação de portadas, em argamassa.

INTERIOR: piso térreo destinado sobretudo às áreas de serviço, ao centro larga escadaria que dá acesso ao piso nobre, neste várias salas e galerias decoradas por silhares de azulejo.

Muro: amuralhado delimitando o jardim a SO., interrompida por duas torres, uma de planta circular e outra de planta quadrada, a seguir a esta o pano de muralha é mais baixo, de recorte escalonado e encimado pelo aqueduto que abastece os jardins, formado por cinco arcos de volta perfeita, seguido pelas duas torres de planta circular que enquadram as Portas de Beja, entre as quais passa um arco do aqueduto, segue-se outro pano de muralha de recorte escalonado, encimado por treze arcos do aqueduto que terminam numa nora, esta constitui um volume paralelepipédico de fachada rasgada por arco de volta perfeita e rematada por platibanda onde se inscreve a pedra de armas da família Mello, encimada por roda dentada apoiada em pano de parede rasgado por arco de volta perfeita.

JARDIM: intramuros, onde a ligação casa-jardim se faz através de uma porta na galeria do primeiro andar, embora existam outras portas de acesso ao andar térreo. O espaço é centrado num tanque-piscina com geometria alinhada pelo buxo, onde a marca mais forte é deixada pela parede poente maciça, atras da qual são recolhidas em cisterna, as águas do Aqueduto, a uma altura de 12m através de escadaria íngreme e sem protecção.

Este √© o mais importante elemento decorativo e funcional, no espa√ßo. Escultura de repuxo, sa√≠ndo do ch√£o em m√ļltiplos arcos de √°gua. No alto da escadaria s√£o marcantes, um mirante de laje onde foi talhado um po√ßo de dezasseis lados quase circular, para o qual despeja um canal sulcado na laje e alimentado com √°gua vinda da Nora atrav√©s do Aqueduto. Este terra√ßo, com fun√ß√£o de cisterna e belveder, tem fun√ß√£o de contempla√ß√£o, tendo bancos com lugar at√© tr√™s pessoas, intercalados por alegretes onde est√£o plantas capazes de resistir ao sol.

Para E. em nível inferior, o espaço livre do jardim mede 0.5ha, sendo quase plano e rematado a S. por um muro largo donde a vista domina os telhados da vila.

No jardim distinguem-se duas áreas: um pequeno pinhal de linhas naturalizadas em que no caminho que o remata, foi plantada uma colecção de cactos e o jardim de laranjeiras.

O laranjal √© plantado em fileiras paralelas e ramatado com buxo, ponteado nos √Ęngulos por ciprestes, uma palmeira-das-can√°rias e uma figueira.

A parede das escadas que levam ao terraço da cisterna foi coberta por hera e figueira-trepadeira e junto a ela foi plantado um pequeno roseiral.

Nas floreiras ou alegretes do terraço existem chorinas, gazanias e sardinheiras.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Fev 08, 2019 20:30     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Fortim da Areosa, também conhecido como Forte da Areosa, Forte da Vinha e Castelo Velho, mas mais conhecido como Fortim da Areosa, localizado no lugar de Rego de Fontes, ao Sul da enseada da Vinha, na povoação e freguesia da Areosa, no concelho e distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Inscreve-se na Regi√£o de Turismo do Alto Minho.

Com o fim da Guerra da Restaura√ß√£o (1640-1668), foi um dos quatro Fortins constru√≠dos no litoral entre Caminha e Viana do Castelo com o objectivo de refor√ßar a defesa da costa atl√Ęntica do Alto Minho vulner√°vel a um poss√≠vel ataque da Armada espanhola. Os demais foram o Forte de Montedor em Carre√ßo e os fortes do C√£o e da Lagarteira em Vila Praia de √āncora. Estes somavam-se ao Forte da √ćnsua, constru√≠do durante aquele conflito para a defesa da barra Sul do rio Minho.

Nessa linha e √† altura, foram remodeladas fortifica√ß√Ķes j√° existentes como o Castelo de Valen√ßa, o Castelo de Vila Nova de Cerveira e o Forte de Santiago da Barra. Para completar a defesa da margem esquerda (Sul) do rio Minho foi erguido o Forte de S√£o Francisco de Lovelhe (ou de Lobelhe) em Vila Nova da Cerveira que ter√° sido conclu√≠do em 1701.

Encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico pelo Decreto n.¬ļ 251/70, publicado no DG n.¬ļ 129, de 3 de junho de 1970.

Características do Fortim:

Fortifica√ß√£o mar√≠tima abaluartada de pequenas dimens√Ķes e al√ßados simples, apresenta planta estrelada no estilo maneirista, sendo constitu√≠do por quatro baluartes desiguais.

A face voltada ao mar √© de forma curva, sendo a face oposta c√īncava. Nesta rasga-se o port√£o de armas em arco de volta perfeita.

No seu interior encontram-se as dependências de serviço, formando um corredor no centro da praça.

A sua tipologia estrutural apresenta semelhanças com os fortes de Montedor e do Cão cuja planimetria constituiu à altura, um avanço no sistema de defesa e vigia.

Acredita-se que este conjunto de fortes do litoral possa ter sido delineado pelo mesmo arquitecto.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Fev 09, 2019 21:00     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Moura no Alentejo, localizado na freguesia de S√£o Jo√£o Baptista, concelho de Moura, distrito de Beja.

in diversas fontes da net.

Erguido em posição dominante sobre a vila, na confluência da ribeira de Brenhas com a ribeira de Lavandeira, tributárias do rio Ardila na margem esquerda do rio Guadiana, inscreve-se actualmente em área de Reserva Natural.

A sua defesa foi completada a partir do século XIII pelas atalaias da Cabeça Gorda, da Cabeça Magra, de Porto Mourão e de Alvarinho. Esta vila está ligada à História do Brasil pela acção do Regimento de Moura em tempos coloniais.

Acredita-se que a primitiva ocupação humana deste sítio remonte a um castro da Idade do Ferro sucessivamente ocupado pelos Romanos, pelos Visigodos e pelos Muçulmanos quando alcançou expressão regional como capital da província de Al-Manijah conforme os diversos testemunhos arqueológicos actualmente recolhidos ao Museu Municipal de Moura.

A constru√ß√£o da fortifica√ß√£o Mu√ßulmana em taipa, datar√° dos meados do s√©culo XI ao in√≠cio do s√©culo XII, da qual nos chegaram alguns vest√≠gios como a chamada Torre da Sal√ļquia.

Na altura da Reconquista crist√£ da pen√≠nsula Ib√©rica, a povoa√ß√£o foi inicialmente conquistada em 1166 pelos irm√£os Pedro e √Ālvaro Rodrigues e perdida quase de seguida. Foi ainda em 1166 conquistada por Geraldo Geraldes O Sem Pavor, tendo depois disso e at√© ao reinado de D. Dinis, sido perdida e reconquistada mais quatro vezes.

Recebeu Carta de Foral outorgada por D. Afonso Henriques (1112-1185) em 1171. O foral da vila seria confirmado em 1217 por D. Afonso II (1211-1223). O definitivo domínio cristão da região entretanto, só seria alcançado a partir de 1232.

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325) a povoa√ß√£o recebeu nova Carta de Foral (9 de Dezembro de 1295, privil√©gio estendido √† comunidade moura em 1296 e renovado em 1315) procedendo-se a reconstru√ß√£o do Castelo aproveitando-se as antigas muralhas mu√ßulmanas. Para esse fim a Ordem de Avis fez a doa√ß√£o de um ter√ßo das rendas das igrejas de Moura e Serpa para "refazimento e mantimento dos alc√°ceres dos ditos castellos" (1320). Para complemento das obras efectuadas nos castelos de Moura e de Serpa, foi erguida neste per√≠odo uma linha de torres de vigil√Ęncia cobrindo a raia, das quais sobrevive a Atalaia da Cabe√ßa Magra.

Na segunda metade do século XIV e sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), iniciou-se uma segunda muralha amuralhada, envolvendo os novos limites da povoação aumentados. Aquando do seu falecimento e abrindo-se a crise de 1383-1385, a vila e o seu Castelo tomaram partido por D. Beatriz e D. João I de Castela até à altura da batalha de Aljubarrota.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a vila e o Castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509) com destaque para a Torre de Menagem rodeada por muralha torreada, onde se rasga o port√£o em arco apontado, enquadrado por alfiz e her√°ldica. Em 1512, o soberano outorgou o Foral Novo √† vila. Por essa altura seriam iniciadas obras de moderniza√ß√£o das suas defesas com risco de Francisco de Arruda. Mais tarde e ainda neste per√≠odo, seria iniciado por D. √āngela de Moura em 1562 o convento feminino de S√£o Domingos no interior da muralha e sobre as funda√ß√Ķes da antiga mesquita.

No contexto da Guerra da Restaura√ß√£o da Independ√™ncia, o Conselho de Guerra de D. Jo√£o IV (1640-1656) determinou a moderniza√ß√£o e refor√ßo da antiga fortifica√ß√£o dada a sua posi√ß√£o estrat√©gica na fronteira com a Espanha. Desse modo, com projecto a cargo de Nicolau de Langres, foi erguida uma linha abaluartada envolvente da povoa√ß√£o refor√ßada por revelins. √Č ainda deste per√≠odo o chamado Edif√≠cio dos Quart√©is, originalmente um conjunto de casernas integrado pela Capela do Senhor Jesus dos Quart√©is numa das extremidades.

Ocupada durante a Guerra da Sucess√£o de Espanha, fizeram-se explodir as muralhas de Moura (danificando parte da Torre da Sal√ļquia) na sequ√™ncia da retirada das for√ßas espanholas sob o comando do Duque de Ossuna (1707). Nesse s√©culo sofreu novos danos por conta do terramoto de 1755.

Desguarnecida a partir de 1805, entre 1809 e 1826 os antigos muros de taipa do Castelo foram usados como matéria prima para o fabrico de salitre. Posteriormente em 1850, José Pimenta Calça fez demolir o troço Oeste do muro da alcáçova, para dar lugar ao lagar de Vista Alegre.

O Castelo de Moura, incluindo as ru√≠nas do Convento das freiras Dominicanas e Igreja anexa encontram-se classificados como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Decreto publicado em 27 de Mar√ßo de 1944. No final da d√©cada de 1950 iniciou-se a interven√ß√£o do poder p√ļblico atrav√©s da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais (DGEMN) estendendo-se pelas duas d√©cadas seguintes.

Em 1981 foram efectuadas sondagens arqueológicas no interior do perímetro do conjunto, tendo-se procedido a trabalhos de reparo e recuperação em 1982 e entre 1985 e 1986. Mais recentemente em 2002, foram efectuados trabalhos de valorização paisagística do entorno do Castelo.

Recomenda-se a visita ao Museu √Ārabe, erguido em torno do antigo po√ßo que abastecia o Castelo.

Características do Castelo:

Sobre uma eleva√ß√£o calc√°ria, na cota dos 184 metros acima do n√≠vel do mar, o Castelo comp√Ķe-se por alc√°√ßova e barbac√£ de planta ovalada, com as dimens√Ķes m√°ximas de 200 x 100 metros. No seu interior localizam-se as ru√≠nas do Convento de Freiras Dominicanas de Nossa Senhora da Assun√ß√£o (abandonado desde 1875) e da igreja anexa, erguidos a partir de 1562 no local da primitiva Igreja Matriz, junto √† entrada da alc√°√ßova, para onde se volta a fachada da igreja. Esta √© de planta rectangular e nave √ļnica, nela se destacando o t√ļmulo em estilo manuelino de Pedro e √Ālvaro Rodrigues, supostos conquistadores de Moura aos mu√ßulmanos em 1166 e protagonistas da lenda da funda√ß√£o da vila.

Acede-se √† alc√°√ßova por uma porta em cotovelo a Sudeste. O conjunto √© dominado pela torre de menagem dionisina de planta quadrada. Ladeando-a, identificamos a base maci√ßa de outra torre menor e ainda um cubelo circular na jun√ß√£o com a muralha exterior. Tanto a torre de menagem como o cubelo apresentam merl√Ķes prism√°ticos piramidais. Nalguns trechos da muralha ainda subsiste o adarve.

A muralha externa é reforçada por torres de planta quadrangular e circular. No século XIX uma das torres foi adaptada a Torre do Relógio.

A torre de menagem em estilo gótico, maciça na parte inferior, tem no segundo pavimento uma sala de planta octogonal (Sala dos Alcaides) coberta por abóbada em cruzaria de ogivas, assente em oito colunas de fuste delgado.

A linha abaluartada do século XVII apresenta planta no formato estrelado, com muro rampante (em alambor), originalmente cercado por fosso hoje quase que totalmente encoberto.

A lenda da moura Sal√ļquia:

A lenda remonta ao tempo em que a povoação foi conquistada aos mouros pelos cristãos, tendo por testemunho a antiga torre junto do actual Jardim Dr. Santiago e perpetuada no brasão de armas da vila.

A bela Sal√ļquia era filha do governador mu√ßulmano da regi√£o Abu Hassan e estava noiva de um jovem que por ele fora nomeado alcaide do Castelo. Dia ap√≥s dia e debru√ßada do alto de uma das torres, aguardava ansiosamente a chegada do seu noivo que partira para combater os crist√£os. Estes por√©m, avan√ßando √† conquista da povoa√ß√£o fizeram uma emboscada ao jovem mouro e mataram-no, assim como aos seus companheiros. Vestiram os seus trajes e com este ardil conseguiram que lhes abrissem as portas do Castelo.

Percebendo o embuste, a bela moura Sal√ļquia preferindo a morte a ser escrava e cativa dos crist√£os, atirou-se da torre acompanhando na morte o amado. E assim se explica a origem do nome Moura.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Fev 10, 2019 22:41     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Forte de Santiago da Barra, também conhecido como Castelo medieval de Santiago da Barra e Castelo de São Tiago Maior da Barra, localizado na freguesia de Monserrate, na cidade, concelho e distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

Em posição dominante na margem direita da barra do rio Lima, tinha a função de defesa do ancoradouro e povoação de Viana da Foz, actual Viana do Castelo.

O Rei D. Afonso III (1248-1279) fundou a vila de Viana, outorgando-lhe Carta de Foral em 1258, posteriormente confirmado em 1262. Visando a defesa e o desenvolvimento daquele trecho do litoral pelo fomento à actividade mercantil e pesqueira, os seus habitantes foram contemplados com privilégios tributários, com o dever de defender a foz do rio Lima.

O perímetro defensivo da nascente vila no qual se inscrevia a Torre de Menagem, foi dotado de muralhas: Os seus limites são hoje desconhecidos, mas acredita-se que estavam completas em fins do século XIV, quando se transformara num florescente burgo.

Em meados do século XV, Viana da Foz do Lima era um dos grandes portos marítimos do país, mantendo comércio com portos da Galiza, de França e da Flandres. A prosperidade dele decorrente materializou-se no aumento da população e da malha urbana, ultrapassando a primitiva muralha medieval.

Aberto o caminho mar√≠timo para as √ćndias e visando a protec√ß√£o da navega√ß√£o na barra do Lima, por volta de 1502 D. Manuel I (1495-1521) determinou a constru√ß√£o de uma torre abaluartada, no campo de Santa Catarina, extremo Oeste da vila. O seu modelo seria semelhante ao do Baluarte de Cascais (iniciado em 1498) e anteciparia o da Torre de Bel√©m (em 1515) na defesa da barra do Tejo. Possivelmente artilhada com um pedreiro que lhe teria dado a designa√ß√£o de Torre da Roqueta, esta primitiva estrutura possu√≠a um baluarte voltado para o rio Lima demolido em campanhas posteriores.

Os imperativos da defesa da barra levaram √† necessidade de moderniza√ß√£o e amplia√ß√£o da fortifica√ß√£o. Desse modo, entre 1567 (segundo alguns) e 1568 (segundo outros, j√° tendo recebido a vila de Viana o t√≠tulo de not√°vel), a C√Ęmara Municipal principiou junto √† Torre da Roqueta, um pequeno Forte de planta rectangular que aproveitava a antiga fortifica√ß√£o manuelina como cunhal Sudoeste da sua muralha. Essa obra foi conclu√≠da ainda sob o reinado de D. Sebasti√£o (1554-1578) em 1572.

Sob a Dinastia Filipina, sob o reinado de D. Filipe I de Portugal (1580-1598), o Forte de Viana foi completamente remodelado e ampliado com traça do arquitecto e engenheiro militar italiano Filippo Terzi (1520-1597). As suas obras iniciaram-se em 1589, tendo o soberano determinado que a própria população da vila transportasse a pedra necessária à edificação, estando as mesmas concluídas em 1596.

Em 1640 com a Restauração da Independência, a população da vila acorreu ao Forte cercando-o e impondo a capitulação da guarnição espanhola. No contexto da Guerra da Restauração, voltou a receber obras de remodelação entre 1652 e 1654 a mando de D. Diogo de Lima, Governador das Armas de Entre-Douro-e-Minho.

Posteriormente em 1700, altura em que a vila prosperava com a exporta√ß√£o dos vinhos da regi√£o do Douro para centros como Dunquerque, Ru√£o, Veneza, Inglaterra, Su√©cia e at√© mesmo a R√ļssia, as defesas foram acrescidas de revelins e fosso pelo lado de terra. Novas obras de refor√ßo e moderniza√ß√£o foram promovidas em 1799.

Após ter participado na Guerra Peninsular e durante a Guerra Civil (1828-1834), resistiu ao assalto das forças da Junta do Porto.

Encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Decreto publicado em 24 de Janeiro de 1967.

Actualmente as dependências do Forte de Santiago da Barra abrigam a sede da Região de Turismo do Alto Minho, compreendendo um moderno Centro de Congressos (Centro de Congressos do Castelo de Santiago da Barra), com um auditório e salas equipadas para diversos tipos de eventos. O antigo Paiol e a Capela de Santa Catarina encontram-se requalificados como salas de exposição, recomendando-se a visita à Torre da Roqueta.

Características do Forte:

O Forte de Santiago apresenta planta pentagonal, constituída por muralhas de perfil trapezoidal, reforçadas por baluartes triangulares nos vértices voltados a terra, apresentando guaritas de planta circular nos vértices.

A entrada na fortaleza é feita por uma larga ponte sobre o fosso que a circunda conduzindo a um portal de arco de volta perfeita ladeado por pilastras, encimado pelo brasão de D. João de Sousa, governador do Forte em 1700 e rematado na cornija pelo escudo de armas de Portugal.

No terrapleno acedido por um corredor abobadado, ergue-se o edif√≠cio principal de planta rectangular de tr√™s registos com al√ßado ritmado por tr√™s portais, sendo o principal enquadrado por arco de volta perfeita rematado com cartela e ladeado por colunas encimadas por bala√ļstres em meio relevo, rematado pelo escudo real.

Os portais laterais são de moldura em arco de volta perfeita sem decoração. Ao longo de toda a fachada foram abertas janelas em ambos os registos. O edifício possui ainda janelas de mansarda.

A Norte situa-se a Capela de Santiago, de planta longitudinal, com capela-mor rectangular e frontispício terminado em empena, com sineira à direita. Fronteiro a esta situa-se o paiol, edifício de planta quadrangular de um registo, com portal de volta perfeita encimado pelo escudo de Portugal e rematado em empena triangular.

Integrada na zona Sudoeste da fortaleza, situada num terraço que se forma no segundo registo, ergue-se a chamada Torre da Roqueta com entrada pelo adarve através de rampa. Flanqueada exteriormente com quatro pequenas torres e rodeada por um pequeno fosso, a Roqueta possui corpo rectangular com dois registos, um terraço com adarves e as armas do Rei D. Manuel esculpidas na fachada.


 
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Mensagem Enviada: Seg Fev 11, 2019 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Castelo de Alter Pedroso localizado no Alentejo, na localidade de Alter Pedroso, na freguesia de Alter do Chão, na vila e concelho do mesmo nome, distrito de Portalegre e presentemente em ruínas.

In diversas fontes da net.

Este castelo é um importante elo com outros castelos da linha defensiva alentejana, entre eles o Castelo de Alter do Chão.

A sua construção remonta ao século XIII, tendo sido doado por D. Afonso III (1248-1279) aos cavaleiros da Ordem de Avis.

Foi reconstruído por D. Dinis I. (1279-1325).

Na altura da Guerra da Restaura√ß√£o da independ√™ncia portuguesa foi surpreendido em 1662, pelas for√ßas espanholas sob o comando de D. Jo√£o de √Āustria. Praticamente desguarnecido, caiu e foi destru√≠do, transformando-se em ru√≠nas.

Da antiga estructura s√≥ resta um portal no estilo g√≥tico, partes da muralha em ru√≠nas e a porta da Capela de S√£o Bento no interior. Estes vest√≠gios foram classificados como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Decreto publicado em 29 de Setembro de 1977.

Apresenta planta no formato de um polígono pentagonal. A construção faz o aproveitamento dos afloramentos rochosos como panos de muralha, interligando-os com a muralha propriamente dita, à imagem de muitos povoados fortificados pré-medievais.


 
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Mensagem Enviada: Ter Fev 12, 2019 21:48     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo do Alandroal no Alentejo que se ergue na vila do Alandroal, freguesia de Nossa Senhora da Concei√ß√£o, distrito de √Čvora.

In diversas fontes da net.

N√£o existem informa√ß√Ķes acerca da anterior ocupa√ß√£o humana do local.

Erguido sob o reinado de D. Dinis (1279-1325) de acordo com a inscrição epigráfica sobre uma das portas, a sua primeira pedra foi lançada a 6 de Fevereiro de 1294 por D. Lourenço Afonso, Mestre da Ordem de Avis. Uma segunda inscrição no alçado Oeste da Torre de Menagem (hoje integrado na Sala do Tesouro da Igreja Matriz), informa a conclusão da sua construção a 24 de Fevereiro de 1298, sendo Mestre da Ordem o mesmo D. Lourenço Afonso. Uma terceira inscrição no torreão à direita do portão principal, datada criticamente entre 1294 e 1298, refere o nome do seu construtor, que se identificou apenas como "Eu, Mouro Galvo".

O Alandroal foi elevado à condição de vila por Carta de Foral de 1486 outorgada por D. João II (1481-1495). Nessa qualidade, no reinado do seu sobrinho e sucessor D. Manuel I (1495-1521), a vila e o seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).

Em 1606, a maior parte das constru√ß√Ķes no interior da muralha encontravam-se arruinadas.

No s√©culo XVIII, o conjunto perdeu a sua barbac√£, demolida para dar lugar, no interior das muralhas, √†s constru√ß√Ķes dos novos Pa√ßos do Concelho e da Cadeia da Comarca.

Considerado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, apenas na década de 1940 se procederam a obras de consolidação e restauro, principalmente a reconstrução de alguns troços de muralhas e a desobstrução da estrutura de numerosas casas que, ao longo dos séculos, se tinham adossado às muralhas.

Em estilo g√≥tico, o castelo apresenta planta oval (na qual se inscreve um pequeno bairro intra-muros), refor√ßada por tr√™s torres de planta quadrangular nos √Ęngulos, e uma s√≥lida Torre de Menagem adossada √† muralha. O port√£o principal (Porta Legal) √© ladeado por duas torres quadrangulares, ligeiramente avan√ßadas (para permitir o tiro vertical sobre a entrada), ligados por uma cortina e encimadas por ameias de remate piramidal.

A Torre de Menagem, de planta quadrangular, divide-se internamente em três pavimentos. O acesso ao seu interior encontra-se actualmente entaipado. A esta torre, adossou-se, ainda no século XIII, a Igreja de Nossa Senhora da Graça que alterada posteriormente, hoje apresenta traços renascentistas, patentes particularmente na abóbada artesoada. Em 1744, o terraço da Igreja foi aproveitado para construir a Torre do Relógio.

Ao castelo, em posi√ß√£o dominante, associava-se a muralha da vila de urbanismo muito simples, com uma √ļnica via (rua do Castelo) no sentido leste-oeste, flanqueada por duas portas. A principal, denominada Porta Legal a leste, atrav√©s da qual se acede ao adro da igreja, √© constitu√≠da por um arco g√≥tico com corredor, flanqueada por dois torre√Ķes quadrangulares ligados por cortina e encimados por ameias de remate piramidal. Parte daqui a √ļnica rua que atravessa a vila e que termina na chamada Porta do Arrabalde a oeste, com seteiras em m√°rmore e tamb√©m flanqueada por uma torre, onde no seu p√©-direito no exterior, foi gravada a ‚Äúvara‚ÄĚ, medida padr√£o da altura, para a aferi√ß√£o das medidas utilizadas no com√©rcio local.

Os estudiosos apontam ainda, como marcas identificativas da forma√ß√£o cultural isl√Ęmica do seu construtor, al√©m da epigrafia anteriormente citada, uma janela em forma de ferradura numa das torres e semelhan√ßas entre o sistema de torres deste castelo e as muralhas alm√≥adas de Sevilha.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Fev 14, 2019 00:00     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Vila Nova de Cerveira localizado na freguesia e vila de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

O Castelo, sentinela da linde Norte e delimitado pelo curso do rio Minho, ergue-se na sua margem esquerda fronteira a Espanha, cobrindo a linha defensiva do Alto Minho, no trecho compreendido entre a foz do rio na altura de Caminha e a vila de Melgaço.

Não há consenso entre os estudiosos acerca da primitiva ocupação humana do local, ponto de travessia do rio para mercadores e peregrinos e fronteira natural com o reino de Leão.

A informação mais antiga sobre a sua defesa encontra-se na Carta de Foral confirmada por D. Sancho II (mil duzentos e vinte e três-quarenta e oito) à vila de Elvas (1229), onde entre os nomes dos nobres que a subscrevem, se encontra o de D. Pedro Novaes, alcaide (tenens) do Castelo de Cerveira (Domnus Petrus Novaes tenens castellum). Acredita-se que o Castelo fosse na altura, apenas uma torre defensiva.

Ao tempo do Rei D. Afonso III (1248-79), as Inquiri√ß√Ķes de 1258 informam que os moradores de Cerveira e das freguesias vizinhas estavam sujeitos √† an√ļduva, tributo feudal que consistia em caso de necessidade de repara√ß√Ķes nalgum Castelo, no fornecimento de materiais de constru√ß√£o e presta√ß√Ķes de trabalho pela comunidade.

O seu sucessor D. Dinis (1279-1325), visando alargar o povoamento da região tentou atrair casais para Cerveira (1317), outorgando-lhe Carta de Foral que a transformava em vila (Vila Nova de Cerveira) com as regalias anteriormente concedidas a Caminha (1 de Outubro de 1321). Datam desse período a melhoria e ampliação das defesas, o que é documentalmente ratificado quando Rui de Pina (Crónica d’El Rei D. Diniz) inclui a Vila Nova de Cerveira entre as localidades que este monarca povoou de novo e fez castelos.

Aquando da eclos√£o da Crise de 1383-1385, o alcaide do Castelo e a povoa√ß√£o mantiveram-se leais a Castela. Na Primavera de 1385, tendo o Condest√°vel D. Nuno √Ālvares Pereira ap√≥s conquistar o Castelo de Neiva, encetado peregrina√ß√£o a Santiago de Compostela √† frente dos seus homens, o que os conduziu adiante de Vila Nova de Cerveira, os homens-bons da vila, receosos de um ataque mandaram-lhe um pedido para que o n√£o fizesse, pois eles portugueses eram e queriam ser servidores del-Rei e do Reino. Desse modo, o Condest√°vel obteve-lhe a submiss√£o e a das demais terras da regi√£o ao rei D. Jo√£o I (1385-1433).

D. Afonso V (1438-1481) recompensou os feitos de D. Leonel de Lima nas campanhas do Norte d‚Äô√Āfrica, atribuindo-lhe o t√≠tulo de 1¬ļ visconde de Vila Nova de Cerveira (1476) e a posse da vila. Este senhor efectuou-lhe refor√ßos nas defesas.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação e o seu Castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).

Durante a Guerra da Restauração da Independência, a povoação resistiu vitoriosa sob o comando de D. Manuel de Souza Abreu ao assédio das tropas espanholas (1643), feito que repetiu mais tarde no contexto da Guerra Peninsular, quando impediu a travessia naquele trecho do rio, às tropas napoleónicas sob o comando do general Soult (1809), forçando-as ao seu contorno.

Datam da segunda metade do s√©culo XVII as melhorias que se impuseram √† defesa diante dos acontecimentos de 1643 e do crescimento da vila. Implementada de 1660 a 1665 √†s custas de D. Diogo de Lima, 8¬ļ visconde de Vila Nova de Cerveira, esta moderniza√ß√£o compreendeu a constru√ß√£o de cinco baluartes salientes adaptados ao tiro de artilharia, completados por muralhamentos intermedi√°rios e fossos cobrindo o per√≠metro urbano.

Datam deste per√≠odo as novas portas da vila: A Porta do Rio (Oeste), a Porta de Tr√°s da Igreja (a Leste), a Porta da Campana (a Norte) e a Porta Nova (na sa√≠da para Gondar√©m). √Č tamb√©m desse per√≠odo a Capela de Nossa Senhora da Ajuda erguida no interior do Castelo junto ao port√£o principal.

Durante o século XIX, o crescimento da vila levou à absorção das suas defesas. Uma das perdas mais expressivas foi a da Torre de Menagem parcialmente destruída (1844), à qual se seguiu a muralha Norte, com o desaparecimento da primitiva porta da traição.

No s√©culo XX, o antigo Castelo foi classificado como Monumento Nacional atrav√©s do Decreto publicado em 21 de Dezembro de 1974. Mediante a doa√ß√£o √† C√Ęmara Municipal do recinto amuralhado (carta de 22 de Mar√ßo de 1975, iniciou-se uma profunda reforma urban√≠stica em Vila Nova de Cerveira, resgatando-se o seu centro hist√≥rico (Castelo, Igreja da Miseric√≥rdia, pelourinho, edif√≠cios da antiga C√Ęmara Municipal, do tribunal, da cadeia e diversas habita√ß√Ķes) e revalorizando-se a sua voca√ß√£o tur√≠stica.

O Castelo medieval foi requalificado, tendo as suas instala√ß√Ķes sido parcialmente adaptadas a fun√ß√Ķes hoteleiras (Pousada de D. Dinis) integrando a rede Pousadas de Portugal at√© √† sua desactiva√ß√£o em 2008.

Características do Castelo:

O Castelo apresenta planta com a forma ovalada típica do estilo gótico, com muralhas em aparelho de pedra coroadas por ameias, percorridas por adarve, reforçadas por oito cubelos de planta quadrangular, destacando-se os restos de um dos antigos matacães e os vestígios da antiga torre de menagem. O Castelo é acedido por duas portas ligadas entre si por um arruamento (a Rua Direita):

A elegante porta da barbac√£ (Porta da Vila) em arco ogival, encimada pelo escudo de armas de D. Dinis a Sul comunicando com o terreiro da feira.

A Porta da Traição, simples postigo a Norte, comunicando com a margem do rio.

No seu interior erguem-se os edif√≠cios da Casa da C√Ęmara e Cadeia, o pelourinho, a Igreja da Miseric√≥rdia, os quart√©is, pai√≥is e a cisterna. Na entrada principal da barbac√£, encontra-se a Capela de Nossa Senhora da Ajuda.

Os vestígios da modernização seiscentista do Castelo - baluartes, guaritas e fossos - carecem de valorização como um todo, absorvidos parcialmente pela expansão urbana a partir do século XIX.


 
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Mensagem Enviada: Seg Mar 11, 2019 22:45     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago as Portas de Benfica que se situam numa das extremidades da Estrada de Benfica na freguesia de Benfica que est√£o no limite do concelho de Lisboa e servem de entrada para o concelho da Amadora.

In diversas fontes da net.

No século XIX existiam várias entradas para a cidade de Lisboa, mais precisamente 26. As Portas de Benfica eram um posto da guarda fiscal que assinalava o limite fiscal da capital, que terminou em 1892, marcando a fronteira entre as freguesias de Benfica (Intramuros), em Lisboa, e Benfica (Extramuros) (actual Amadora), em Oeiras.

Os dois edif√≠cios designados por Portas de Benfica foram constru√≠dos entre 1886 e 1903 e, conjuntamente com os muros ainda existentes em Vale Forno e Cal√ßada de Carriche, constituem os √ļnicos sobreviventes das antigas barreiras fiscais e Estrada de Circunvala√ß√£o constru√≠das em torno da cidade de Lisboa, na sequ√™ncia da reforma administrativa de 1885, que alargou substancialmente os limites da capital.
Os v√°rios edif√≠cios constru√≠dos ao longo da circunvala√ß√£o da cidade destinavam-se a albergar unidades da Guarda Fiscal que cobravam o Real da √Āgua, isto √©, impostos sobre o consumo de v√°rios g√©neros alimentares que entravam na cidade.
O nome de Real da √Āgua foi herdado dos impostos semelhantes que, no Antigo Regime, eram cobrados com car√°cter extraordin√°rio para fazer face a despesas de constru√ß√£o de aquedutos e chafarizes.
Foi esta uma das formas de financiamento da constru√ß√£o do Aqueduto Geral das √Āguas Livres e a sua cobran√ßa prolongada em Lisboa, acabou por transformar este imposto tempor√°rio em permanente. O imposto era particularmente pesado sobre as bebidas alco√≥licas e, at√© √† sua extin√ß√£o em 1922, eram frequentes os epis√≥dios de contrabando de √°lcool nas barreiras da cidade.
Constru√≠dos em estilo neog√≥tico, com ameias inspiradas nos castelos medievais, as Portas de Benfica foram recentemente requalificadas e reinseridas num arranjo paisag√≠stico que conciliou a moderna rede vi√°ria com estes √ļltimos sobreviventes dos antigos postos da Guarda Fiscal.

As Portas de Benfica foram dos poucos edifícios que sobreviveram à urbanização desenfreada e desorganizada da zona envolvente. Em 1996 estavam quase em ruínas como propriedade do Ministério das Finanças. A 7 de Dezembro de 1996 começaram as obras de recuperação do edifício.

Depois das obras estarem conclu√≠das, no edif√≠cio sul das Portas de Benfica instalaram-se a Orquestra Ligeira de Benfica e a sede da Associa√ß√£o da Comunidade de S√£o Tom√© e Pr√≠ncipe. No edif√≠cio norte funciona desde 2001 o Centro de Informa√ß√£o "Em Cada Rosto Igualdade" (inicialmente a cargo da Organiza√ß√£o Internacional para as Migra√ß√Ķes e, actualmente, da Junta de Freguesia de Benfica).

As Portas de Benfica constituem um ponto nevrálgico na rede de transportes da área metropolitana de Lisboa, com serviços da Carris e da Vimeca que permitem a ligação directa com a maior parte dos locais da cidade de Lisboa, assim como aos concelhos de Oeiras, Amadora e Sintra.


 
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Mensagem Enviada: Seg Mar 11, 2019 22:58     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago a Igreja de Brav√£es localizada na freguesia de Brav√£es, na vila e concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

A Igreja de Brav√£es √© um templo rom√Ęnico de um antigo mosteiro minhoto j√° desaparecido fundado por D. Vasco Nunes de Brav√£es, situado junto ao rio Lima na estrada para Ponte da Barca.

A construção da Igreja deve ter sido possivelmente realizada nos inícios do século XIII, embora possua características do século anterior.

O desaparecido cenóbio de Bravães foi primeiramente ocupado por monges beneditinos e depois pelos cónegos regrantes de Santo Agostinho. Mais tarde foi entregue aos Templários. Com a extinção da ordem, a comenda passou para a Ordem de Cristo e em 1420, o arcebispo de Braga torna o mosteiro numa reitoria paroquial.

A fachada da Igreja do s√©culo XII √© apenas ornada pelo portal, inscrito numa estrutura quadrangular ressaltada. Comp√Ķem o portal cinco arquivoltas de arco pleno, sustentadas por quatro pares de colunelos alternados com pilastras. A profusa decora√ß√£o deste trecho arquitect√≥nico √© magn√≠fica, quer pela sua riqueza iconogr√°fica, quer ainda pelo n√≠vel escult√≥rico. Esta desenvolve-se em animados motivos animalescos, antropom√≥rficos, vegetalistas, cordiformes e geom√©tricos.

Em cada um dos lados do portal h√° uma coluna decorada com um figura. Estas representa√ß√Ķes j√° foram interpretadas como sendo o Anjo Gabriel e Nossa Senhora, representadas na cena da Anuncia√ß√£o. Contrastando com esta decora√ß√£o alusiva √†s angustias manique√≠stas do homem medieval, surge no t√≠mpano a serena representa√ß√£o de Cristo em Majestade, inscrito na am√™ndoa m√≠stica flanqueada por anjos.

Nos panos laterais sobressaem as cornijas, suportadas por mísulas e ornadas por motivos geométricos denticulados e quatro frestas.

A sobriedade do interior não é afectada pela decoração geométrica dos capitéis dos colunelos que flanqueiam a fenestração pelos frisos horizontais dispostos a meia altura na nave e capela-mor, nem pela decoração do arco triunfal particularmente a dos capitéis.

As impostas encimam duas pinturas a fresco possivelmente do século XIV. Numa representa-se o Martírio de S. Sebastião e na outra a Virgem com o menino.

Possuía ainda esta Igreja um outro fresco da mesma época que entaipava a fresta da ousia, onde se representa o Salvador do Mundo, Orago do templo e telas quinhentistas. Estas obras encontram-se hoje guardadas no Museu Nacional de Arte Antiga.

Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 23 de Junho de 1910, pelo Decreto de 16-06-1910, DG n.¬ļ 136, de 23-06-1910.


 
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Mensagem Enviada: Ter Mar 12, 2019 23:39     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Mértola no Alentejo, localizado na freguesia, vila e concelho de Mértola, distrito de Beja.

in diversas fontes da net.

Em posi√ß√£o dominante sobre a povoa√ß√£o, na conflu√™ncia da ribeira de Oeiras com a margem esquerda do rio Guadiana, controlava a passagem deste √ļltimo. Actualmente integra a Regi√£o de Turismo Plan√≠cie Dourada.

Ocupada desde tempos pré-históricos, esta região constituiu um importante entreposto comercial frequentado por Fenícios e Cartagineses graças à existência de vias fluvial e terrestre ligando-a ao Sul da península.

Diante da Invas√£o romana da Pen√≠nsula Ib√©rica, manteve-se essa import√Ęncia comercial. A primeira refer√™ncia hist√≥rica a esta povoa√ß√£o encontra-se na Cr√≥nica dos Suevos do bispo Id√°cio, narrando um epis√≥dio datado de 440, de cuja leitura se pode inferir a exist√™ncia de uma fortifica√ß√£o no local ent√£o denominada Myrtilis Julia.

Ocupada sucessivamente por Suevos e Visigodos, a partir do século VIII conheceu a dominação Muçulmana responsável pela remodelação das defesas deste próspero povoado.

As referências a esta nova estrutura defensiva surgem no final do século IX, sendo certo que entre 930 e 1031 o Castelo foi consolidado, tornando-se um dos mais sólidos da região.

Com a queda do Califado de Córdoba (1031), Mértola tornou-se um reino independente - a Taifa de Mértola - rapidamente retomado por Al-Mutamid da Taifa de Sevilha.

Um s√©culo mais tarde entre 1144 e 1151, tornou-se novamente independente (2¬™ Taifa de M√©rtola), sendo prov√°vel terem sido erguidas nova obras defensivas durante o governo de Ibn Qasi (1144-1151). √Č certo que em 1171 j√° sob o dom√≠nio do Califado Alm√≥ada, a fortifica√ß√£o foi ampliada com uma torre e em 1184 com o torre√£o integrante do port√£o de entrada.

À altura da Reconquista cristã da península Ibérica, as forças de D. Sancho II (1223-1248) investem para o Sul acompanhando ambas as margens do rio Guadiana, vindo a conquistar Mértola (na margem direita) e Ayamonte (na esquerda) (1238). A primeira foi doada à Ordem de Santiago na pessoa do seu Grão-Mestre D. Paio Peres Correia (1239). A Ordem que já tinha sob sua responsabilidade a defesa de outras praças ao Sul do país (Alcácer do Sal, Aljustrel, e outras) fez de Mértola a sua sede (Capítulo) em Portugal posteriormente transferida para o Castelo de Palmela.

Em 1254 a povoação recebeu Carta de Foral alçada à condição de vila. Data deste período a construção da torre de Menagem cujas obras foram concluídas em 1292 sob a direcção do mestre João Fernandes. Esta torre bem como a alcáçova, foram a residência do alcaide-mor até ao século XVI, época em que a estrutura foi progressivamente abandonada.

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), reedificou-se a primitiva defesa iniciando-se a muralha da vila, obras continuadas pelos seus sucessores D. Afonso IV (1325-1357), D. Pedro I (1357-1367) e D. Fernando (1367-1383).

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação e o Castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509). A vila recebeu o Foral Novo do soberano em 1512, quando a sua defesa foi objecto de novos melhoramentos.

Pese a import√Ęncia da sua posi√ß√£o estrat√©gica no Sul de Portugal, a povoa√ß√£o de M√©rtola e o seu Castelo perderam import√Ęncia a partir dos Descobrimentos. O decl√≠nio que conheceu a partir de ent√£o, reflectiu-se na conserva√ß√£o das suas muralhas, de tal modo que em 1758, acusava ru√≠na e n√£o dispunha sequer de guarni√ß√£o militar.

Entre o s√©culo XIX e o s√©culo XX, a economia de M√©rtola dependia da explora√ß√£o das minas de S√£o Domingos um grande centro de extrac√ß√£o de pirita c√ļprica.

Em meados do s√©culo XX, as ru√≠nas do antigo Castelo foram classificadas como Monumento Nacional, tendo sido efectuadas obras de repara√ß√£o. Em raz√£o da implanta√ß√£o de um projecto de revitaliza√ß√£o, M√©rtola na actualidade √© considerada uma vila-museu com diferentes √°reas de interven√ß√£o e investiga√ß√£o organizadas em tr√™s n√ļcleos em exposi√ß√£o na Torre de Menagem do Castelo: O N√ļcleo Romano, o N√ļcleo Visig√≥tico que inclui uma bas√≠lica crist√£ e o N√ļcleo Isl√Ęmico, onde se pode ver uma das melhores colec√ß√Ķes portuguesas de arte isl√Ęmica (cer√Ęmica, numism√°tica e joalharia).

Características do Castelo:

Do per√≠metro defensivo medieval com uma √°rea de aproximadamente 2.000 m¬≤ nos estilos rom√Ęnico e g√≥tico, subsistem:

Trechos das muralhas exteriores que circundavam a vila alongando-se até ao rio, reforçadas por cubelos (perímetro externo).

O Castelo (perímetro interno) com duas torres, destacando-se a de menagem.

Um torreão semi-cilíndrico defende e integra o conjunto do portal de entrada do Castelo. Através dele e ultrapassando-se um arco, tem-se acesso a um corredor em cotovelo que comunica com a praça de armas. Ao centro desta, abre-se a cisterna coberta por abóbada de berço.

A torre de menagem de planta quadrangular, apresenta embasamento maci√ßo e ergue-se a cerca de trinta metros de altura coroada por ameias. O acesso ao seu interior √© feito por uma porta em arco ogival para uma ampla e alta sala coberta por ab√≥bada em cruzaria ogival. Actualmente, nesta sala conserva-se um valioso esp√≥lio de pedras lavradas das √©pocas romana, visig√≥tica, isl√Ęmica e portuguesa at√© ao s√©culo XVIII.


 
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