Monarquicos.com Monarquicos.com Fórum Monarquicos.com Vídeos Monarquicos.com Adicionar aos Favoritos
Registar Registe-se neste Fórum (Gratuito)   Entrar Entrar no Fórum
Data: Dom Mar 24, 2019 21:28
Índice do Fórum : História & Monarquia
Monumentos Nacionais
Ir à página Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8  Próximo

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Qua Mar 13, 2019 19:58     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja/Convento de Ancede, um templo de estrutura românica e acrescentos posteriores em Ancede, Baião.

in diversas fontes da net.

Antigo Convento da ordem beneditina, a Igreja e Convento de Ancede - também conhecida como Igreja do Ermelo - é uma casa religiosa fundada no século XIII e que se localiza no lugar de Ermelo, freguesia de Ancede, concelho de Baião.

Formalmente, a sua estrutura arquitectónica e decorativa pertence ao período de transição entre o românico e o gótico. Todo o corpo conventual se encontra em avançado estado de ruína subsistindo a sua Igreja.

Erguida em pedra granítica, a Igreja de Ermelo apresenta uma sóbria estrutura românica, associando alguns elementos compositivos do gótico inicial. Assim, as portas de acesso a este templo desenham arcos ogivais, sendo estas arcaturas decoradas com molduras de motivos fitomórficos. De realçar nesta decoração escultórica dos portais os capitéis das colunas, particularmente um deles que ostenta um escudo com as quinas e está amparado por dois anjos alados.

Na parede da capela-mor rasga-se uma janela ogival, conjugada por uma fenestração tríplice e tímpano decorado por motivos fitomórficos em relevo. Nas fachadas laterais corre um friso de cachorros decorados.

A sobriedade e a estrutura de transição arquitetónica românico-gótica subsiste no seu interior sombrio, formado por corpo de três naves divididas por arcos ogivais e cabeceira simples. O seu recheio é pobre, não merecendo destaque nenhuma peça em particular.

A Igreja conventual de Ermelo foi classificada por decreto do ano de 1955, como Imóvel de Interesse Público (I.I.P.).

Durante os anos 1960 e 1970, foi espoliada de um valioso recheio de azulejos dos séculos XVII e XVIII que adornavam o seu interior relativos à Vida Sagrada. Este acontecimento é ainda hoje lamentado pela população que os tenta localizar em freguesias vizinhas para que regressem de onde foram retirados.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sex Mar 15, 2019 01:05     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo de Faria, presentemente em ruínas, localizado na freguesia de Gilmonde, concelho de Barcelos, distrito de Braga.

In diversas fontes da net.

Um dos mais importantes castelos do Entre Douro e Minho foi erguido isolado no alto de uma elevação na vertente norte do monte da Franqueira, dominando o caminho que ligava Barcelos ao porto de Viana. Actualmente em ruínas, inscreve-se na Região Turística do Alto Minho.

A anterior ocupação humana deste lugar remonta a cerca 3.000 a.C., conforme a moderna pesquisa na estação arqueológica, de quando foram identificados restos cerâmicos e pontas de seta.

Uma acrópole estaria formada por volta de 2.000 a.C. quando se identificaram restos cerâmicos e fragmentos de machados de bronze. Esta povoação foi sucedida por um castro em cerca de 700 a.C. conforme as estruturas de pedra identificadas fora do castelo: Três linhas de muralhas e um conjunto de habitações de plantas circulares e quadrangulares com os respectivos arruamentos. Fragmentos cerâmicos e outros vestígios remetem a contactos comerciais com povos do Mediterrâneo entre o século V e o século IV a.C.. Outros vestígios apontam a ocupação Romana entre o século I e o VI. Não foram encontradas referências explícitas à ocupação Muçulmana.

A pesquisa arqueológica indica que o primeiro traçado do castelo remonta aos séculos IX a X, no contexto da Reconquista cristã da Península Ibérica. A primeira referência documental ao castelo, menciona que era seu senhor (tenens) D. Soeiro Mendes da Maia (1099), importante nome da nobreza fundiária do Condado Portucalense. Outra fonte documental indica que D. Afonso Henriques (1112-1185) aí esteve em Janeiro de 1128. Cabeça da chamada Terra de Faria, ao longo do século XII o castelo teve como alcaides nomes importantes como os de D. Ermígio Riba Douro, D. Mem de Riba Vizela e D. Garcia de Sousa.

Teria sido objecto de trabalhos de ampliação e reforço durante o reinado de D. Dinis (1279-1325) conforme os vestígios de uma torre identificados pela pesquisa arqueológica no século XX. A mesma pesquisa identificou também os restos de uma torre que corresponde a um período posterior à época de D. Fernando (1367-1383).

De acordo com a lenda, o castelo resistiu ao assalto por forças de Castela no início de 1373.

A partir do século XV, com a ascensão ao trono da dinastia de Avis, o castelo perdeu as suas funções defensiva e administrativa para Barcelos, sendo progressivamente abandonado até se arruinar. Parte das suas pedras foi utilizada para a construção do vizinho Convento da Franqueira, erguido no sopé do monte.

No século XX, foram começadas campanhas de escavação arqueológica (1930, 1932, 1936 e 1949) por iniciativa do Grupo dos Alcaides de Faria Pró-Franqueira, fundada em 1929, com sede em Barcelos. Foram desse modo, identificados os vestígios de um castro da Idade do Ferro, além dos primeiros muros que remontam à época do Condado Portucalense e colocados a descoberto os remanescentes da torre de menagem de D. Dinis e de outra de D. Fernando, incluindo todo o sistema defensivo composto pelo circuito da muralha e pela barbacã, evidenciando uma evolução construtiva que, durante a Idade Média aproveitando parte das muralhas existentes, foi ampliada com o acréscimo de novas. Iniciaram ainda, a reconstrução de uma dessas torres de menagem.

Esses trabalhos contribuíram para que as ruínas do castelo e a estação arqueológica fossem classificados como Monumento Nacional por Decreto publicado em 13 de Julho de 1956.

A pesquisa arqueológica foi retomada modernamente em 1981, sob a responsabilidade de pesquisadores da Universidade do Porto.

O castelo, construído no estilo românico, apresenta a torre de menagem isolada ao centro da praça de armas, delimitada pela muralha interior medieval. O adarve é de construção posterior.

Durante o reinado de D. Fernando I (1367-1383), quando da segunda guerra com Castela, a fronteira norte de Portugal foi invadida. As forças do soberano de Castela avançavam por Viseu rumo a Santarém e Lisboa, quando uma segunda coluna, vindo da Galiza penetrou pelo Minho. Saíram-lhe ao encontro forças portuguesas oriundas do Porto e de Barcelos, entre as quais se incluía um destacamento sob o comando de D. Nuno Gonçalves de Faria, alcaide do Castelo de Faria. Travando-se o encontro na altura de Barcelos, caíram as forças portuguesas, sendo capturado o alcaide de Faria. Com receio de que a liberdade da sua pessoa fosse utilizada como moeda de troca pela posse do castelo guarnecido pelo seu filho, concebeu um estratagema. Convencendo o comandante de Castela a levá-lo diante dos muralhas do castelo, a pretexto de convencer o filho à rendição, utilizou a oportunidade assim obtida para exortar o jovem à resistência sob pena de maldição. Morto pelos espanhóis diante do filho pelo acto corajoso, o castelo resistiu invicto ao assalto. Vitorioso, o filho tomou o hábito, vindo o castelo a ser sucedido por um mosteiro.

O episódio foi originalmente narrado por Fernão Lopes e imortalizado por Alexandre Herculano na obra "Lendas e Narrativas".


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sex Mar 15, 2019 21:25     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Torre medieval da Atalaia ou Torre da Cabeça Magra, ou simplesmente Atalaia Magra no Alentejo, localizada a cerca de três quilómetros da cidade de Moura, na freguesia de Santo Agostinho, concelho de Moura, distrito de Beja.

in diversas fontes da net.

A primeira ocupação da região na margem esquerda do rio Guadiana remonta à época pré-histórica, conforme testemunham as antas ali abundantes e mais recentemente, as necrópoles romanas em Sobral da Adiça.

À altura da Reconquista cristã da península Ibérica, a região foi conquistada em 1166 aos mouros por D. Afonso Henriques (1112-1185).

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), por volta do final do século XIII, foi erguido um conjunto de quatro atalaias vigiando este troço da fronteira com Castela: a Atalaia da Cabeça Gorda, a Atalaia da Cabeça Magra, a Atalaia de Alvarinho e a Atalaia de Porto Mourão. Observe-se que à é altura na região, o mesmo soberano promovia a remodelação do Castelo de Moura datando de 1290 a sua Torre de Menagem.

A Atalaia Magra ergue-se no alto de uma colina ocupada primitivamente por um castro da Idade do Ferro. É uma simples torre de vigia isolada que se comunicava visualmente com o Castelo de Moura e com as demais atalaias.

Hoje parcialmente em ruínas e única sobrevivente do conjunto, encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 3 de Janeiro de 1986.

Características da Atalaia:

Simples torre em alvenaria de pedra miúda, apresenta planta circular com cerca de quatro metros de diâmetro por doze metros de altura.

A pouco mais de um metro do solo no seu muro rasga-se uma porta em arco ogival no estilo gótico, primitivamente acedido acredita-se, por uma escada de madeira removível.

Os muros a Oeste apresentam ruína parcial. Nos remanescentes observam-se três pequenas janelas quadrangulares. O interior da torre era originalmente dividido em dois pavimentos, o inferior recoberto por abóbada de pedra e o superior por traves de madeira hoje desaparecido. O acesso aos pavimentos faz-se por escada de pedra em caracol.

A torre estaria originalmente inscrita num recinto muralhado do qual restam apenas alguns vestígios.

Ao contrário da Atalaia Magra, as de Porto Mourão, da Cabeça Gorda e de Alvarinho apresentavam planta quadrangular.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sáb Mar 16, 2019 21:18     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de São Miguel do Castelo, também conhecida como Capela de São Miguel do Castelo, localizada junto ao Castelo de Guimarães, na freguesia de Oliveira do Castelo, cidade e concelho de Guimarães, distrito de Braga.

in diversas fontes da net.

De acordo com a lenda aqui foi baptizado o primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques, o que parece carecer de fundamento dado o templo datar do século XIII. Ainda assim, guarda-se aqui a pretensa pia baptismal que foi utilizada na cerimónia.

O templo foi mandado construir pela Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, tendo sido sagrada pelo então primaz de Braga D. Silvestre Godinho em 1239. Pela sua datação, o românico já não é perfeito e parece prenunciar em alguns aspectos a ascensão do gótico.

Em ruína quase total na década de 70 do século XIX, uma comissão de habitantes notáveis de Guimarães reunidos em torno da Sociedade Martins Sarmento, procedeu a uma acção de restauro que manteve as características essenciais que a Igreja adquiriu ao longo da época moderna.

Já no século XX, a DGEMN empreendeu aqui uma das suas primeiras acções de restauro de acordo com as teorias de unidade de estilo então em voga. Todos os elementos não-medievais da Igreja foram suprimidos, especialmente os altares barrocos da nave.

De entre as numerosas obras então efectuadas, salienta-se ainda a supressão do campanário, o entaipamento de portas e de janelas aleatoriamente abertas no século XIX, ou a colocação dos modilhões que suportam o tímpano do portal principal.

Na actualidade, a Capela de São Miguel integra-se num dos mais importantes conjuntos monumentais do país, no mesmo núcleo que o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança, este último um Serviço Dependente do IPPAR responsável pela gestão de todo este complexo monumental.

Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 16 de Junho de 1910, em simultâneo com os vizinhos Castelo de Guimarães e Paço dos Duques de Bragança, formando assim um complexo de grande importância não só histórica, como também arquitectónica.

Características da Igreja:

Trata-se de uma igreja de pequenas dimensões em estilo românico.

Pela sua datação, o românico já não é perfeito e parece prenunciar em alguns aspectos a ascensão do gótico.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Dom Mar 17, 2019 21:30     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Sé ou Catedral de Viseu cidade pertencente à região Centro - Norte do país.

in diversas fontes da net.

A Catedral começou a ganhar forma no século XII em pleno reinado de D. Afonso Henriques impulsionada pelo bispo D. Odório, sendo uma Catedral no estilo românico.

Apesar de restar muito pouco desta edificação, alguns autores classificaram um capitel, vegetalista, datável dos finais do século XII, bem como um portal lateral (a Sul) do século seguinte — que dá hoje acesso ao claustro — como sendo elementos prováveis do edifício original.

O local onde foi implantada a Sé de Viseu na Baixa Idade Média, foi alvo de escavações conduzidas por Inês Vaz junto ao Paço episcopal que revelariam um primitivo templo, aparentemente de tripla abside datável da época suevo-visigótica.

No processo da Reconquista, terão existido neste lugar dois edifícios episcopais, destacando-se o do século X, altura em que Viseu era considerada a capital do vasto território entre Mondego-e-Douro.

No reinado de D. Dinis, tendo a cidade atingido um período áureo, procede-se a uma renovação profunda do edifício ainda no século XIII sob a alçada do bispo D. Egas. No entanto, a Crise de 1383-1385 foi nefasta para as obras, tendo estas parado até depois da crise então já sob a alçada do novo bispo D. João Vicente, as obras durariam ainda por muitos anos.

O gótico da Sé viseense seguiu as linhas originais, com um corpo de três naves e três tramos, aproximando-se assim de um estilo românico mais do que gótico tipicamente espaçoso. Outra peculiaridade inerente será o facto de que a monumentalidade desta catedral tenha sido obtida pela robustez das suas paredes-muralhas.

No período manuelino, a Sé viseense viria a absorver intervenções de grande qualidade estética como as típicas abóbadas das naves. Esta campanha foi obra do bispo D. Diogo Ortiz de Vilhegas e durou uma década apenas, sob a alçada do arquitecto João de Castilho.

Também a acção de D. Miguel da Silva, protector do célebre Grão Vasco e introdutor do Renascimento em Portugal seria determinante: Deve-se a este prelado o claustro renascentista.

Já em plena Idade Moderna sucederam-se novas obras na Sé, concluídas rapidamente. Em 1635 ruiu uma das torres medievais, arrastando consigo o portal manuelino. A reconstrução da fachada foi bastante limitada, influenciada por uma considerável contenção de despesas.

O barroco trouxe a este edifício ricas obras de talha, azulejo e pintura. O órgão, retábulo-mor (de concepção atribuída a Santos Pacheco), os painéis em azulejo do claustro e a casa do cabido são exemplos perfeitos que revelam como esta Sé de Viseu se conseguiu manter actualizada durante as correntes estéticas dominantes do século XVIII.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Seg Mar 18, 2019 23:33     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Capela da Boa Nova, também conhecida por Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova que fica situada na freguesia de Terena (São Pedro), concelho do Alandroal, distrito e arquidiocese de Évora.

in diversas fontes da net.

Trata-se de um Santuário mariano bastante antigo, julgando-se que possa resultar da cristianização de cultos pagãos, visto que nas imediações da vila de Terena subsistem as ruínas do templo do deus Endovélico.

As referências históricas a este Santuário remontam ao século XIII, uma vez que nas Cantigas de Santa Maria do Rei Afonso X de Castela existem algumas composições dedicadas a Santa Maria de Terena:

"Assi com'oi dizer a quen m'aquest'a contado,
En riba d'Aguadiana, a un logar muit'onrrado,
E Terena chamam i, logar mui sant'aficado,
U muitos miragres faz a Sennor de dereitura.
Afonso X, o Sábio, Cantigas de Santa Maria, Séc. XIII, Cantiga 224"

O templo é obra do século XIV, possuindo a característica de ser um raro exemplar português de igreja-fortaleza que chegou praticamente intacto aos nossos dias. A origem da invocação Senhora da Boa Nova parece estar ligada à lenda da “Fermosíssima Maria” (Dona Maria,Rainha de Castela), a filha do Rei D. Afonso IV de Portugal que se deslocou à corte portuguesa para solicitar ao seu pai que auxiliasse o marido na Batalha do Salado.

Reza a lenda que a Rainha se encontrava neste local nas imediações de Terena, quando recebeu a boa notícia daí tendo nascido a invocação Boa Nova.

O culto mantém-se bastante vivo, sendo este Santuário palco de uma grande romaria que se celebra no primeiro fim-de-semana posterior à Páscoa. A importância desta romaria na região é de tal importância que a Segunda-Feira de Pascoela (dia principal da festa) é o feriado municipal do concelho do Alandroal. O Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova foi classificado Monumento Nacional em 1910.

O Santuário é uma joia da arquitectura religiosa do século XIV, igreja-fortaleza de planta cruciforme rara em Portugal [segundo a definição de Mário Chicó, ver o Mosteiro de Flor da Rosa e a Igreja de Vera Cruz de Marmelar], construído em forte cantaria granítica, coroado e ameias muçulmanas.

Nas fachadas Norte, Sul e Poente, abrem-se pórticos de arcos ogivais góticos e estreitas frestas medievais, encimados por balcões defensivos com matacães (por onde se jorravam líquidos a ferver em caso de ataque), decorados com pedras das armas reais portuguesas. O conjunto da fachada principal é ainda enobrecido por singelo campanário acrescentado no século XVIII.

O templo era originalmente do padroado da Ordem de Avis, teve depois como donatários os Condes de Vila Nova (de Portimão).

Contrastando com o aspecto pesado exterior, o interior surpreende-nos pela singeleza das linhas góticas e pelo aspecto amplo da nave de planta de cruz grega coberta por abóbadas de arcos quebrados.

Os alçados da nave foram decorados no século XIX por rodapé escaiolado e e pinturas murais realizadas pelo pintor Silva Rato de Borba, representando santos da devoção popular alentejana.

O púlpito de alvenaria, é da mesma altura e levanta-se volumoso no transepto da igreja. Os altares colaterais de São Brás e Santa Catarina, são de talha dourada do século XVIII.

Mais interessante é a decoração do presbitério, cuja abóbada está coberta de pinturas fresquistas representando os reis da primeira dinastia até D.Afonso IV e diversas cenas do Apocalipse de São João, obra mandada fazer pelos Condes de Vila Nova, Comendadores da Ordem de Avis.

O retábulo maneirista do século XVI, conserva entalhados belíssimas tábuas de estilo maneirista flamenguizante representando a Anunciação e Assunção da Virgem, o Presépio, o Pentecostes e a Ressurreição de Cristo. Ao centro, em maquineta dourada expõe-se a veneranda imagem de Nossa Senhora da Boa Nova, de roca e com o Menino Jesus ao colo.

Nesta capela conservou-se acesa durante séculos a lâmpada votiva dos Duques de Bragança.

Subsistem ainda no espaço algumas campas antigas e aras votivas do Deus Endonvélico, provenientes do templo de São Miguel da Mota também na freguesia de Terena.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Ter Mar 19, 2019 22:32     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de São Vicente de Fora, também conhecida como Mosteiro de São Vicente de Fora, localizado no bairro histórico de Alfama na cidade e distrito de Lisboa.

in diversas fontes da net.

Remonta a uma Igreja principiada em 1582 no local onde D. Afonso Henriques mandou construir um primitivo templo também sob a invocação de São Vicente. Esse santo foi proclamado padroeiro de Lisboa em 1173 quando as suas relíquias foram transferidas do Algarve para uma Igreja fora das muralhas da cidade. Essa Igreja foi concluída em 1627.

A 4 de Dezembro de 1720, João Frederico Ludovice foi nomeado como "Mestre Arquitecto das Obras do Real Mosteiro de São Vicente de Fora", sucedendo ao arquitecto Luís Nunes Tinoco:

"...D. João por graça de Deus, ...faço saber aos que esta minha carta virem que Eu Hey por bem fazer mercê a João Frederico Ludovice da propriedade do offício de Mestre Architecto das Obras do Real Mosteiro de São Vicente de Fora para o servir assi e da maneira que o servirão seus antecessores..." (ANTT)

É da autoria deste profissional o imponente altar barroco encomendado por D. João V que ocupa o centro da Capela-mor, colocado sob o baldaquino assenta em quatro potentes colunas.

Sobre altos plintos destacam-se oito imagens monumentais, de madeira pintada de branco ao gosto italianizante da Escola de Mafra Ludoviciana, representando São Vicente de Fora e São Sebastião, tendo sido executadas por Manuel Vieira a quem se devem ainda as belas esculturas dos anjos colocados sobre as portas de acesso ao coro dos cónegos.

Desde o início de Agosto de 2008 até 22 de Janeiro de 2011 a Igreja fechou ao público por falta de condições de segurança devido a consideráveis quedas de estuque e argamassa no seu interior, alguns pesando mais de um quilo e a cair de uma altura de cerca de vinte metros.

As obras de restauro da Igreja destruíram estuques pintados nos tectos. Parte da operação foi autorizada por técnicos ao serviço do Estado que entenderam que não se justificava refazer os estuques, uma vez que eles não eram originais da altura da construção do templo (século XVII), mas houve áreas deste monumento nacional onde a Direcção Regional da Cultura de Lisboa e Vale do Tejo que acompanhou os trabalhos, assegura não ter autorizado qualquer remoção dos estuques.

Características da Igreja:

A Igreja apresenta planta rectangular com uma fachada de tipo italiano sóbria e simétrica, com uma torre de cada lado e as estátuas dos santos Agostinho, Sebastião e Vicente sobre a entrada.

No interior, destacam-se:

Um baldaquino em estilo barroco da autoria de Machado de Castro por cima do altar, flanqueado por estátuas de madeira em tamanho natural.

Um órgão ibérico construído em 1765 pelo organeiro João Fontanes de Maqueixa e restaurado em 1994 pelos franceses Claude e Christine Rainolter. Trata-se de um dos melhores e maiores exemplares da organaria portuguesa do século XVIII.

O antigo mosteiro agostiniano adjacente com acesso pela nave, conserva a sua cisterna do século XVI e vestígios do antigo claustro.

Destaca-se ainda pelos seus painéis de azulejos do século XVIII: À entrada junto ao primeiro claustro, estão representadas cenas do ataque de D. Afonso Henriques a Lisboa e Santarém da autoria de Manuel dos Santos.

Em volta dos claustros, painéis de azulejos com cenas rurais rodeados por desenhos florais e querubins que ilustram as fábulas de La Fontaine.

Nas dependências da Igreja estão localizados o Panteão Real dos Braganças e o Panteão dos Patriarcas de Lisboa.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Qua Mar 20, 2019 21:37     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de Almada localizado na freguesia e concelho de Almada, distrito de Setúbal.

in diversas fontes da net.

Esta fortificação marítima foi erguida para completar a defesa da capital na margem Sul da barra do rio Tejo.

No século XIX integrava o sistema defensivo de Lisboa, coordenando as diversas baterias da linha de defesa na margem Sul do Tejo.

No contexto da revolta de 26 de Agosto de 1931, o aviador revolucionário José Manuel Sarmento de Beires (que com António Jacinto de Silva Brito Paes tinham efectuado o Raid Aéreo Lisboa-Macau em 2 de Abril de 1924) descolando da Base Aérea de Alverca, tentou bombardear o Forte mas falhou o alvo, tendo a bomba caído num largo da vila (hoje Almada Velha) causando a morte de três pessoas e muitos feridos entre os quais dezenas de crianças que ali brincavam com papagaios de papel.

Actualmente esse logradouro tem a designação de Largo das Vitimas de 26 de Agosto de 1931 e nele se encontra gravado num muro, o testemunho desse trágico evento, assim como o número de vitimas causadas.

Durante a Segunda Guerra Mundial recebeu artilharia.

No presente, encontra-se ocupado pela Brigada nº 2 - Grupo Territorial de Almada da Guarda Nacional Republicana.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Qui Mar 21, 2019 20:58     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Sé de Lisboa ou Igreja de Santa Maria Maior, localizada na cidade de Lisboa.

in diversas fontes da net.

É a sede do Patriarcado de Lisboa e da Paróquia da Sé. A sua construção teve início na segunda metade do século XII após a tomada da cidade aos mouros por D. Afonso Henriques e apresenta-se hoje como uma mistura de estilos arquitectónicos. É classificada como Monumento Nacional desde 1910.

Após a reconquista da cidade pelo Rei português e os cavaleiros que tomavam parte da Segunda Cruzada, um cruzado inglês Gilberto de Hastings, foi feito bispo.

Começaram então as obras de construção da Catedral aparentemente no lugar da antiga mesquita de Lisboa. Nessa mesma altura D. Afonso Henriques trouxe do Algarve as relíquias de São Vicente de Saragoça e depositou-as na Sé.

O edifício em estilo românico da Sé começou a ser levantado a partir de 1147 e foi terminado nas primeiras décadas do século XIII. O projecto, de três naves com trifório, transepto saliente e cabeceira com três capelas, é muito semelhante à da Sé de Coimbra e segue modelos normandos. O seu primeiro arquitecto foi Mestre Roberto provavelmente de origem normanda, que trabalhou na construção da Sé de Coimbra, de Lisboa e do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

Entre os séculos XIII e XIV foi construído o claustro em estilo gótico, uma das principais obras arquitectónicas do reinado de D. Dinis.O seu sucessor D. Afonso IV, modificou a parte traseira da igreja românica, ordenando a construção de uma cabeceira com deambulatório em estilo gótico para ser utilizada como panteão familiar. A vontade do Rei está expressa no seu testamento, datado de 1345, no qual diz que "(...) Porem D. Affonso IV. pella graça de Deus Rey de Portugal, e do Algarve a honra e louvor de Deus e da Virgem Gloriosa Santa Maria sa Madre, e do Martre S. Vicente fosse edificada por minhas proprias despezas na Igreja Cathedral de Lisboa û o Corpo do Bemaventurado S. Vicente jás, a ouvia principal da ditta Igreja com outras capellas darredor, a qual ouvia eu hey por minha sepultura e querendo mais acrescentar em esta obra para Deus ser louvado e para me dar el galardom nossa santa gloria do Paraizo. (...)"

Apesar da proibição medieval de laicos serem enterrados na capela-mor, foi aberta uma excepção para D. Afonso pelo seu desempenho heróico na Batalha do Salado (1340). A nova cabeceira começou a ser construída na primeira metade do século XIV, mas as obras só terminaram nos inícios do século XV durante o reinado de D. João I, quando os túmulos de D. Afonso IV e de sua mulher D. Beatriz foram transladados à capela-mor. A criação de um deambulatório com uma série de capelas na cabeceira foi uma obra modernizadora da Sé que a tornou mais apta para receber os peregrinos que vinham ver as relíquias de São Vicente. No século XIV, Lisboa e a Sé foram afectadas por vários terramotos. Um forte terramoto no início do século XV causou modificações nas obras, nessa altura é possível que tenham sido fechados os arcos que ligavam o corredor do deambulatório com a capela-mor.

Ao longo dos séculos a Sé foi decorada com vários monumentos e altares, a maioria dos quais perdeu-se ou encontra-se hoje dispersa noutros imóveis. A capela-mor abrigava o túmulo com as relíquias de São Vicente que foi decorado por volta de 1470 com um grande retábulo pintado - os chamados Painéis de São Vicente de Fora - de autoria atribuída a Nuno Gonçalves pintor régio de D. Afonso V. Os painéis, obra-prima da pintura portuguesa do século XV, foram apeados em 1614 e encontram-se hoje, junto com outras pinturas da Sé associadas a São Vicente, no Museu Nacional de Arte Antiga.

Em 1498, a rainha D. Leonor de Avis fundou a Irmandade de Invocação a Nossa Senhora da Misericórdia na Capela da Pedra Solta no claustro da Sé. A Irmandade eventualmente deu origem à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, uma instituição caritativa católica que se espalhou por outras cidades do reino e das colónias.

Em meados do século XVII foi construída uma sacristia em estilo maneirista junto à fachada sul da Sé. No século XVIII a capela-mor gótica foi alterada para o barroco. O grande Terramoto de 1755 afectou a Sé, destruindo a Capela do Santíssimo, a torre Sul e a decoração da capela-mor, incluindo os túmulos reais e o claustro. A torre-lanterna ruiu parcialmente e destruiu parte da abóbada de pedra da nave que foi reconstruída em madeira.

Nas décadas seguintes a Sé passou por reformas e uma campanha de redecoração. Assim, entre 1761 e 1785 foi reconstruída a Capela do Santíssimo. Entre 1769 e 1771, Reinaldo dos Santos coordenou grandes obras de restauro da torre Sul da fachada, construção da cobertura de madeira da nave e remodelação da capela-mor, incluindo a pintura da abóbada e decoração do estuque por Félix da Costa. As naves foram revestidas com decoração de madeira pintada e estuque e a nova cobertura de madeira da nave central foi dotada de óculos que permitiam a entrada da luz.

Ainda na capela-mor, as ossadas reais foram depositadas em 1781 em novas arcas tumulares esculpidas por Joaquim Machado de Castro e novas tribunas reais foram realizadas por António Ângelo entre 1787 e 1788. Também para a capela-mor foram realizados dois órgãos por Joaquim António Peres Fontanes, com caixas entalhadas por António Ângelo em 1785-86.

Grande parte das adições da era barroca foram retiradas a partir de uma grande campanha de restauro que ocorreu na primeira metade do século XX, cujo objectivo foi devolver à Sé algo da sua aparência medieval. O primeiro encarregado dos trabalhos em 1902, foi Augusto Fuschini, que planeou um edifício revivalista em estilo neogótico. Fuschini demoliu algumas construções que flanqueavam a igreja, reconstruiu abóbadas, restaurou e abriu janelas e coroou de ameias o edifício. Após a sua morte em 1911, o projecto de restauro foi retomado e modificado por António do Couto Abreu, que passou a privilegiar as estruturas medievais ainda existentes. Foi reconstruída a abóbada da nave central, a fachada foi restaurada e refeita a rosácea, além de muitas outras alterações que deram ao edifício a aparência neorromânica que tem hoje. Nos planos estava a construção de uma capela-mor neogótica, mas a oposição de figuras como os arquitectos Raul Lino e Baltasar de Castro salvaram tanto a decoração pós-terramoto da capela-mor como da Capela do Santíssimo.

Após as reformas, a Sé foi reinaugurada em 1940 numa grande solenidade promovida pelo Estado Novo. Um Te Deum foi celebrado na Catedral no dia 05 de Maio de 1940 abrindo as cerimónias da celebração do 8º Centenário da Fundação de Portugal e o 3º Centenário da Independência. A Sé também foi importante na celebração do 8º Centenário da Conquista de Lisboa aos Mouros em 1947.

A longa série de remodelações, terramotos e reconstruções fez da Sé de hoje uma mistura de estilos. A última campanha de restauro conferiu-lhe um carácter revivalista, mas muitos elementos originais podem ainda ser distinguidos.

A Sé de Lisboa alberga três órgãos de períodos diferentes. O instrumento mais antigo encontra-se do lado do Evangelho e foi construído por Joaquim António Peres Fontanes entre 1785 e 1786, conjuntamente com um órgão semelhante do lado da Epístola que foi transferido para o Panteão Nacional (Igreja de Santa Engrácia) nos anos 60 para permitir a instalação do novo órgão Flentrop. O órgão Peres Fontanes tem um manual e pedaleira e neste momento já não se encontra operacional.

O órgão da Epístola foi construído por D. A. Flentrop em 1964 e restaurado em 2012 também pelo mesmo atelier de organaria. O órgão tem 51 registos, quatro manuais e pedaleira.

Ao tesouro da Sé acede-se pela torre Sul, encontrando-se no topo da escadaria à direita. Abriga uma variada colecção de pratas, como uma cruz do século XVI do período da União Ibérica, trajes eclesiásticos, estatuária, manuscritos iluminados e relíquias associadas a São Vicente.

À Sala do Capítulo acede-se pelo Tesouro da Sé datando a mesma do século XVIII.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail

Beladona
Regente
Regente


Offline
Mensagens: 2125
Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sex Mar 22, 2019 23:42     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palace Hotel do Vidago, um edifício situado em Vidago, concelho de Chaves.

in diversas fontes da net.

Clássico e emblemático hotel termal, mandado construir pelo Rei D.Carlos que se deslocava a esta estância com o intuito de efectuar alguns tratamentos termais.

No início do século passado, durante o reinado de D. Carlos I, o projecto do Vidago Palace Hotel toma forma. A região Norte de Portugal, possui numerosas fontes naturais, sendo as curas termais e os espaços de bem-estar muito apreciados pela sociedade aristocrática da Belle Époque.

O Rei D. Carlos I queria ver construído um espaço luxuoso, com projecção internacional - à altura das suas ambições - para acomodar visitantes, turistas e a família real, que vinha em busca dos efeitos terapêuticos das famosas águas minerais. Águas essas, que fizeram da Vila de Vidago um pólo de interesse nacional.

Com o assassinato do Rei D. Carlos I e o início da revolução, a realeza acaba por não conhecer o hotel. Após a sua morte, foi substituído por D. Manuel II até à queda da monarquia em 5 de Outubro de 1910.

O Vidago Palace Hotel prossegue a sua história e abre a 6 de Outubro de 1910, altura em que é instaurada a Primeira República. Nenhum rei ficou hospedado no hotel, mas a aristocracia portuguesa e europeia frequentava-o com assiduidade, considerando-o um dos hotéis mais luxuosos da Península Ibérica. O autor que deu início ao projecto foi o arquitecto Miguel Ventura Terra, mas quem o finalizou foi o arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior.

Em 1936, o Vidago Palace Hotel passa a usufruir de um percurso de golfe de 9 buracos, desenhado pelo célebre arquitecto Philip Mackenzie Ross.

A combinação de um Palácio com tratamentos termais e um campo de golfe de luxo, acabaria por colocá-lo entre as estâncias europeias de maior prestígio no período da 2ª Guerra Mundial.

Durante o período do pós-guerra nos anos 50 e 60, a fama do Vidago Palace Hotel permanece e intensifica-se sendo o local escolhido pelas famílias abastadas que apreciam as festas nele organizadas e os longos passeios na floresta que o envolve.

Embora a fama do hotel continue intacta por terras portuguesas, ao longo das décadas seguintes o seu brilho começa a desvanecer-se e a sua projecção internacional a diminuir com o aparecimento de uma oferta internacional mais diversificada e padrões de luxo mais elevados, acabando assim por se retirar de cena antes de fechar as suas portas em 2006. Conservando em arquivo documentos preciosos que testemunham o seu esplendor passado.

A reabertura do hotel em 2010 cem anos após a sua primeira inauguração em 1910, é um golpe de mestre, uma reviravolta inesperada. Um investimento significativo e obras de grande envergadura permitiram que este local histórico ganhasse um novo fôlego e voltasse a desempenhar um papel de primeiro plano no mercado hoteleiro com os critérios de conforto e de luxo do século XXI, sem sacrificar a sua identidade nem o seu património arquitectónico.


 
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Utilizadores Enviar Mensagem Particular Enviar E-mail