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Índice do Fórum : Hist√≥ria & Monarquia
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Abr 02, 2019 20:55     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Sé Velha de Coimbra localizada na freguesia da Sé Velha, na cidade e concelho de Coimbra, distrito do mesmo nome.

in diversas fontes da net.

Constitui um dos edif√≠cios em estilo rom√Ęnico mais importantes do pa√≠s. A sua constru√ß√£o come√ßou em algum momento depois da Batalha de Ourique (1139) quando D. Afonso Henriques se declarou Rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na S√© est√° sepultado D. Sesnando Conde de Coimbra.

Coimbra (ou Em√≠nio na √©poca romana) √© sede episcopal desde o s√©culo V sucedendo √† vizinha Con√≠mbriga invadida pelos Suevos em 468. Apesar da longa hist√≥ria, n√£o h√° not√≠cias precisas sobre a Catedral de Coimbra desde a √©poca germ√Ęnica at√© √† constru√ß√£o da S√© Velha.

Em 1139 após a decisiva Batalha de Ourique, D. Afonso Henriques decide financiar a construção de uma nova Catedral, provavelmente devido à anterior estar muito deteriorada. As obras devem ter começado em tempos do bispo D. Bernardo (m. 1146), mas o impulso definitivo foi dado em 1162 com o bispo D. Miguel Salomão que ajudou a financiar a construção da Catedral.

Em 1182 as obras estavam adiantadas o suficiente para que o bispo D. Bernudos sucessor de D. Miguel Salomão, fosse enterrado na nova Sé e em 1185, foi coroado ali o segundo Rei de Portugal, D. Sancho I. Os trabalhos principais terão terminado no início do século XIII com as obras do claustro começando por volta de 1218 durante o reinado de D. Afonso II.

Atribui-se o projecto da S√© rom√Ęnica a mestre Roberto de poss√≠vel origem francesa, que dirigia a constru√ß√£o da S√© de Lisboa na mesma altura e visitava Coimbra periodicamente. A direc√ß√£o das obras ficou a cargo de mestre Bernardo, tamb√©m possivelmente franc√™s, substitu√≠do por mestre Soeiro, um arquitecto que trabalhou depois em outras igrejas na diocese do Porto.

Obras importantes ocorreram no s√©culo XVI, quando se decoraram as naves com azulejos, se construiu a Porta Especiosa no lado Norte e se modificou o absid√≠olo Sul, mas o essencial do edif√≠cio rom√Ęnico foi mantido.

Em 1772, vários anos após a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal, a sede episcopal foi transferida por ele para a antiga Igreja Jesuíta (a Sé Nova de Coimbra). Nessa altura o bispo desta diocese D. Miguel da Anunciação da famigerada família Távora foi encerrado na prisão sem acusação nem julgamento durante 9 anos e esta Catedral de Coimbra foi reduzida a capela e dada à Santa Casa da Misericórdia depois de ter sido esvaziada do seu rico património e deitado por terra o claustro e dependências anexas.

A S√© Velha de Coimbra √© a √ļnica das catedrais portuguesas rom√Ęnicas da √©poca da Reconquista a ter sobrevivido relativamente intacta at√© aos nossos dias. A S√© Velha e em menor grau as Igrejas de Santiago e S√£o Salvador, s√£o expoentes da fase afonsina do rom√Ęnico coimbr√£o. Outras igrejas da cidade como a do Mosteiro de Santa Cruz e a de S√£o Jo√£o de Almedina foram muito alteradas e perderam o seu car√°cter rom√Ęnico.

Vista do exterior, a Sé Velha lembra um pequeno castelo, com muros altos coroados de ameias e com poucas e estreitas janelas. A aparência de fortaleza é comum às catedrais da época e explica-se pelo clima bélico da Reconquista.

A fachada Oeste (principal) tem uma esp√©cie de torre central avan√ßada com um portal de m√ļltiplas arquivoltas e um janel√£o parecido ao portal. Os capit√©is, arquivoltas e jambas do portal e do janel√£o s√£o abundantemente decorados com motivos rom√Ęnicos com influ√™ncias √°rabes e pr√©-rom√Ęnicas. A fachada √© refor√ßada nos cantos por contrafortes que ajudam a compensar a forte inclina√ß√£o do terreno.

A fachada Norte tem dois portais de estilo renascentista, sendo notável a Porta Especiosa, um pórtico de três andares tipo retábulo, construído na década de 1530 por João de Ruão. Esse portal é uma das principais obras do primeiro renascimento em Portugal.

Do lado Este observa-se a abside principal rom√Ęnica e os dois absid√≠olos, sendo que o do lado Sul foi modificado em estilo renascentista. Sobre o transepto h√° uma torre-lanterna quadrangular rom√Ęnica com algumas altera√ß√Ķes no s√©culo XVIII.

O interior é de três naves e cinco tramos, com o transepto pouco desenvolvido, sendo a cabeceira formada por uma abside e dois absidíolos.

A cobertura é feita por abóbada de canhão na nave central e transepto, e por abóbada de aresta nas naves laterais. A nave principal tem um elegante trifório (galeria com arcadas) no segundo piso. Todas as colunas do interior têm capitéis decorados com temas geométricos, vegetalistas ou animalistas.
As janelas da torre-lanterna do cruzeiro e o janelão da fachada principal são as principais fontes de luz natural da Sé.

O claustro, construído durante o reinado de D. Afonso II situa-se na transição para o gótico, encontrando-se no lado Sul do templo. Cada face do claustro possui cinco arcos quebrados, envolvendo cada qual um par de arcos geminados de volta perfeita, rasgando-se em cada bandeira uma pequena rosácea decorada com traceria muito simples. Os tramos são quadrados, com as naves abobadadas, sendo só arcos torais ogivais muito apontados e os cruzeiros de volta inteira. Os capitéis dos arcos são de cesto delgado maioritariamente com decoração vegetalista. O feito mais interessante de toda a obra são os cantos da quadra: aí dá-se o encontro de duas arcadas góticas que mutuamente se interrompem a meia altura, criando um efeito original.

O aspecto mais not√°vel da decora√ß√£o rom√Ęnica da S√© Velha √© o grande n√ļmero de capit√©is esculpidos (cerca de 380), que a converte num dos principais n√ļcleos da escultura rom√Ęnica portuguesa. Os motivos s√£o entrela√ßos geom√©tricos e vegetalistas de influ√™ncia √°rabe ou pr√©-rom√Ęnica, assim como quadr√ļpedes e aves enfrentadas. Praticamente n√£o h√° representa√ß√Ķes humanas e n√£o h√° nenhuma cena b√≠blica. A aus√™ncia de figuras humanas √© talvez, consequ√™ncia dos artistas serem mo√ß√°rabes (crist√£os arabizados) que se tinham estabelecido em Coimbra no s√©culo XII.

Da √©poca g√≥tica (s√©culos XIII-XIV) subsistem v√°rios t√ļmulos com est√°tuas jazentes ao longo das naves laterais, alguns muito erodidos. Um dos mais chamativos √© o de D. Vata√ßa Lascaris (ou Beta√ßa), uma dama bizantina que veio para Portugal no in√≠cio do s√©culo XIV acompanhando D. Isabel de Arag√£o que vinha casar-se com o Rei D. Dinis. Da autoria de Mestre Pero, o t√ļmulo de D. Vata√ßa leva o emblema do Imp√©rio Bizantino: A √°guia de duas cabe√ßas, um trabalho escult√≥rico atribu√≠do √† oficina de Mestre Pero.

Na virada do século XV para o XVI, o bispo D. Jorge de Almeida promoveu uma grande campanha decorativa. Os pilares das naves e paredes laterais foram recobertos com azulejos hispano-árabes sevilhanos. Estes azulejos, coloridos e com motivos geométricos, foram retirados numa reforma posterior, mas alguns trechos subsistem em vários pontos da Sé.

Outra adi√ß√£o importante foi o ret√°bulo-mor, constru√≠do entre 1498 e 1502 pelos entalhadores flamengos Olivier de Gand e Jean d'Ypres em estilo g√≥tico flamejante. Esse ret√°bulo, um intrincado painel com figuras esculpidas que ilustram a hist√≥ria da Virgem e Jesus, ocupa quase todo o espa√ßo da capela-mor rom√Ęnica e √© o melhor ret√°bulo deste tipo em Portugal. O altar g√≥tico est√° apoiado sobre uma mesa de altar rom√Ęnica contendo inscri√ß√Ķes.

O absidíolo Norte (capela de São Pedro) no qual está enterrado em campa rasa o bispo D. Jorge de Almeida, contém um altar renascentista da autoria de Nicolau de Chanterenne. O absidíolo Sul foi totalmente reconstruído em estilo renascentista (terminado em cerca de 1566) e tem um magnífico retábulo de pedra com Jesus e os apóstolos do escultor João de Ruão. Na década de 30 do mesmo século, João de Ruão já tinha construído a Porta Especiosa na fachada Norte.

No transepto encontra-se também uma pia baptismal gótico-renascentista (cerca de 1520-40), obra do português Diogo Pires o-Moço, originária da Igreja de São João de Almedina. A pia baptismal manuelina da Sé Velha encontra-se hoje na Sé Nova de Coimbra (antiga Igreja dos Jesuítas).

A Igreja Matriz de São Tiago Maior de Santiago do Cacém está geminada com a Sé Velha de Coimbra desde 2003, em memória sobretudo da amizade que ligava D. Vataça benemérita desta igreja à Rainha Santa Isabel de Aragão.

√Č seu Reitor o Reverendo C√≥nego, Monsenhor Jo√£o Evangelista Ribeiro Jorge.

 
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Mensagem Enviada: Qua Abr 03, 2019 20:07     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castro de Romariz, um povoado fortificado datado do s√©culo V a.C., com n√≠veis de ocupa√ß√£o at√© ao s√©culo I d.C. e considerado uma das esta√ß√Ķes arqueol√≥gicas mais significativas da regi√£o de Entre Douro e Vouga que foi classificado como Im√≥vel de Interesse p√ļblico, pelo Decreto-Lei n¬ļ 34 452, de 20 de Mar√ßo de 1945.

In diversas fontes da net.

Esta esta√ß√£o arqueol√≥gica foi identificada em meados do s√©culo XIX, com a descoberta de um tesouro monet√°rio‚Ķo tesouro de Romariz. Ap√≥s um largo per√≠odo de abandono, deu-se in√≠cio em 1980, a uma nova fase de trabalhos arqueol√≥gicos sistem√°ticos, com o estudo das origens e evolu√ß√£o do habitat castrejo, identificando as diversas fases de ocupa√ß√£o proto-hist√≥rica e romana, analisando os aspectos de acultura√ß√£o face √†s influ√™ncias mediterr√Ęnicas e aos modelos introduzidos pela romaniza√ß√£o.

O Castro de Romariz √© uma das principais atrac√ß√Ķes hist√≥ricas do concelho de Santa Maria da Feira.

Em 1843, um lavrador de Romariz que andava a apanhar mato, encontrou um tesouro de 102 moedas e algumas peças em ouro e prata.

Segundo alguns autores poder√° estar associado aŐÄ expedicŐßaŐÉo do Perperna durante o conflito entre Sert√≥rio e Roma.

A presencŐßa deste tesouro parece indiciar que teraŐÉo sido desencadeadas accŐßoŐÉes militares contra o povoado ou nas suas imedia√ß√Ķes o que levaria √† sua oculta√ß√£o.

O tesouro composto por 102 denaŐĀrios, uma argola de ouro e um objecto de prata. Deste conjunto foram inventariados 71 unidades da RepuŐĀblica e 1 denaŐĀrio IbeŐĀrico que se encontravam num vaso de prata.

Romariz √© um dos escassos povoados identificados na regi√£o outrora ocupada pelos T√ļrdulos.

Erguido durante o s√©culo VI a.C., o Castro de Romariz, situado na regi√£o de Santa Maria da Feira, seria originariamente perfeito de um conjunto de cabanas, no interior das quais existia uma lareira, a √ļnica constru√≠da com materiais n√£o perec√≠veis. Com efeito, somente com o advento da romaniza√ß√£o se passou a observar a constru√ß√£o de estruturas perenes, que acabariam por suplantar em definitivo, a tradi√ß√£o construtiva do Bronze Final que t√£o longamente caracterizou esta regi√£o do actual territ√≥rio portugu√™s.

Em rela√ß√£o a este povoado pondera-se a prov√°vel exist√™ncia de pr√°ticas funer√°rias levadas a efeito no interior das pr√≥prias habita√ß√Ķes, posteriormente transpostas para um espa√ßo especialmente seleccionado para o efeito no √Ęmbito do recinto familiar, de caracter√≠sticas naturalmente mais abrangentes.

No caso espec√≠fico do Castro de Romariz, esta religiosidade manifestada ao n√≠vel do culto dom√©stico parece adquirir alguma consist√™ncia com a presen√ßa de mesas, as quais, na opini√£o de certos autores, teriam finalidades sacrificiais e lit√ļrgicas, possivelmente conduzidas pelo pater familias, enquanto reposit√≥rio vivo das ancestrais tradi√ß√Ķes que conferiam a indispens√°vel coes√£o interna e emocional √† comunidade √† qual pertencia e servia.

O espólio Arqueológico encontra-se exposto no Convento dos Loios em Santa Maria da Feira


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Abr 04, 2019 22:19     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Belmonte na Beira Baixa, localizado na freguesia, vila e concelho de Belmonte, distrito de Castelo Branco.

in diversas fontes da net.

Em posi√ß√£o dominante sobre uma eleva√ß√£o na margem esquerda do rio Z√™zere na regi√£o da serra da Estrela, este Castelo medieval tem a sua hist√≥ria ligada √† dos descobrimentos portugueses e √† do Brasil, uma vez que os seus Alcaides pertenciam √† fam√≠lia do navegador Pedro √Ālvares Cabral.

A primitiva ocupação humana deste local é obscura, parecendo certo que após a Invasão romana da Península Ibérica, teria coexistido com a estrada romana que ligava a povoação de Bracara Augusta (Braga) a Emerita Augusta (Mérida) hoje em território de Espanha.

As primeiras notícias históricas sobre estes domínios datam do reinado de D. Afonso Henriques (1112-1185), quando o senhorio das terras de Centum Cellas teria sido doado ao bispo de Coimbra (6 de Maio de 1168). Mais tarde, D. Sancho I (1185-1211) concedeu Carta de Foral à Vila (1199) que então integrava o senhorio. Posteriormente, D. Afonso III (1248-1279) determinou ao bispo de Coimbra D. Egas Fafes que iniciasse a construção de uma torre e Castelo.

Neste per√≠odo, o bispo da Guarda comprou e vendeu casas no recinto do Castelo (1253) e tr√™s anos mais tarde a 27 de Abril, o Papa Alexandre IV doou o Castelo de Belmonte e as povoa√ß√Ķes de Inguias e Olas de Godim √† S√© da Guarda com todos os direitos episcopais, ficando a S√© de Coimbra a manter as possess√Ķes laicas.

A torre e o Castelo estariam possivelmente concluídos sob o reinado de D. Dinis (1279-1325). Essas referências são confirmadas por vestígios arqueológicos dos finais do século XII e início do século XIII da demolição de casas no interior da vila para a construção do Castelo e da torre de menagem.

Ap√≥s o estabelecimento do Tratado de Alcanizes (1297), com o consequente alargamento das fronteiras para o Oeste, o Castelo de Belmonte perdeu import√Ęncia estrat√©gica enquanto que a povoa√ß√£o se desenvolvia extramuros.

No contexto da crise de 1383-1385, o Castelo perdeu parte das suas muralhas. Um pouco mais tarde, o Bispado de Coimbra permutou a vila de Belmonte juntamente com o couto de S√£o Rom√£o, pela vila de Arganil com D. Ant√£o Martim Vasques da Cunha (1392).

No reinado de D. Jo√£o I (1385-1433), tendo o alcaide de Belmonte entre 1397 e 1398 aderido ao partido do infante D. Dinis, o soberano confiscou-lhe a vila e o Castelo, doando-os como alcaidaria a D. Lu√≠s √Ālvares Cabral passando a fam√≠lia Cabral a residir no Castelo.

O novo senhor efectuou a reconstrução do pano da muralha a Norte onde se abriu uma nova Porta da Traição e acrescentando-se um cubelo para reforço.

No s√©culo XV a vila e o seu Castelo foram doados por D. Afonso V (1438-1481) a D. Fern√£o Cabral (1466) pai de D. Pedro √Ālvares Cabral que prosseguiu a adapta√ß√£o desta edifica√ß√£o militar a resid√™ncia senhorial.

No contexto da Guerra da Restaura√ß√£o da Independ√™ncia portuguesa a sua defesa teria sido modernizada pela constru√ß√£o de alguns baluartes. Ainda em fins do s√©culo XVII, o interior do Castelo foi danificado por um inc√™ndio (1694). No s√©culo seguinte foi erguido o edif√≠cio junto do port√£o principal, tendo o √ļltimo senhor de Belmonte D. Caetano Francisco Cabral falecido em 1762.

Pinho Leal comentando que se encontrava em ruínas, transcreve uma descrição do Castelo no século XVIII:

"O Castelo consta de uma alta torre com duas grandes janelas, uma para o meio-dia, outra para o poente é quadrada e dela continuam as casas do senhor do mesmo Castelo, tudo fortificado com muralha de cantaria e por fora em todo o circuito, com baluartes que se conservam ainda em bastante altura." (Pe. Luís Cardoso. Dicionário Geográfico. apud: Pinho Leal. Portugal Antigo e Moderno (12 v). Lisboa: 1872 e segs.)

O edifício junto à porta principal funcionou no início do século XX como prisão. O imóvel foi declarado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 15 de Outubro de 1927.

Entre a d√©cada de 1940 e a de 1960 foram efectuadas diversas interven√ß√Ķes de conserva√ß√£o e restauro a cargo da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Mais recentemente em 1992 passou à afectação do IPPAR, tendo sido erguido no seu interior um anfiteatro destinado à apresentação de espectáculos.

Entre 1992 e 1994 foram efectuados trabalhos de prospecção arqueológica no interior do Castelo, comprovando a presença romana e entre 1994 e 1995 no interior da torre de menagem.

Revitalizado, actualmente o monumento encontra-se aberto ao p√ļblico. Como curiosidade, uma antiga chave do Castelo de Belmonte encontra-se no acervo da Casa-Museu Jo√£o Soares da Funda√ß√£o M√°rio Soares em Cortes (Leiria).

Características do Castelo:

Na cota dos 615 metros acima do nível do mar, o Castelo apresenta planta de traçado ovalado irregular, erguido em aparelho de pedra granítica. A fachada principal do Castelo orientada para o Sul, é rasgada por um portal de arco de volta perfeita encimado por uma esfera armilar e pelas armas dos Cabral.

Fechando o √Ęngulo Sudoeste adossada √† muralha pelo exterior, ergue-se a Torre de Menagem em estilo rom√Ęnico em tr√™s pavimentos, encimada por ameias quadradas de termina√ß√£o piramidal.

No lado sudeste das muralhas encontra-se um espaço residencial - adaptação quinhentista com filiação no estilo maneirista de uma pequena torre medieval.

No pano exterior do Paço rasga-se uma janela em estilo manuelino com verga de recorte trilobado.

A Oeste, as ru√≠nas do antigo Pa√ßo - mandado ampliar pelo pai de D. Pedro √Ālvares Cabral ‚Äď adossado √† Torre de Menagem.

Rasgam-no ainda outras janelas de balcão que se apoiam em mísulas.

Para além das pedras brasonadas, os panos de alvenaria são rasgados por aberturas de seteiras com troneiras.


 
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Mensagem Enviada: Sex Abr 05, 2019 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Ermida de Santo António da Ussa (Barroca d'Alva),
situada na Estrada Nacional 118 no interior da Herdade da Barroca d'Alva, Barroca d'Alva (freguesia de Alcochete), declarada monumento de interesse hist√≥rico e art√≠stico de √Ęmbito municipal a 22 de Agosto de 1997.


in diversas fontes da net.

A Herdade da Barroca d'Alva est√° integrada numa zona de protec√ß√£o aos montados de sobreiro, ao abrigo do Dec.-Lei, n.¬ļ 172/88, de 16 de Maio.

A Ermida situa-se dentro da propriedade privada pelo que como mandam as regras, a mesma n√£o deve ser invadida sem autoriza√ß√£o do propriet√°rio (eng.¬ļ Jos√© Samuel Lupi).

A Ermida aparenta ser uma fortaleza e foi provavelmente erguida no s√©c. XVI. Situa-se numa ilha com cerca de 1,5km de di√Ęmetro, no meio da lagoa, em ambiente id√≠lico e rodeada de frondoso arvoredo.

√Č um edif√≠cio isolado, protegido por dupla cintura de muralhas, sendo o acesso feito por escadaria em pedra.

O corpo da capela √© circular apenas rasgado pelo p√≥rtico, tendo uma c√ļpula esf√©rica. No interior, no muro oposto ao da entrada, h√° vest√≠gios de um altar.

A sua arquitectura √© descrita por especialistas como invulgar no pa√≠s, porque a capela enquadra-se na tipologia das cubas alentejanas, sendo de admitir tratar-se de reaproveitamento de um primitivo moinho ‚Äď porque os havia na zona no s√©c. XVI. Todavia, a dupla cintura de muralhas de defesa n√£o est√° explicada, assinalando talvez uma primitiva atalaia ou um "reduto romano ou godo aproveitado pelos √°rabes" (segundo Jos√© Estevam, 1950).

Aparentada por vários autores com o castelo de Almourol, de facto não tem qualquer semelhança com esse monumento nacional, excepto o facto de se situar também numa ilha.

Em 1585, os terrenos da Barroca d'Alva outrora pertencentes √† Coroa, encontravam-se na posse de D. √Ālvaro Afonso de Almada.

Em 1619, o fidalgo D. Andr√© Ximenes de Arag√£o, cavaleiro da Ordem de Cristo (sexto filho de D. Duarte Ximenes de Arag√£o e de D. Isabel Rodrigues da Veiga e irm√£o de D. Fern√£o Ximenes de Arag√£o, rico mercador), institui em testamento com sua mulher D. Maria Ximenes, um morgadio de 10 mil cruzados que tinha como sede a Barroca d'Alva, import√Ęncia de que era credor ao Duque de Bragan√ßa.

A administração deste vínculo passou depois a um filho de nome Tomás e, por morte deste, a um seu sobrinho, Jerónimo. Deste passou a outro sobrinho D. Rodrigo Ximenes de Aragão e depois ao seu neto D. Francisco Inácio Ximenes Coutinho de Aragão Barriga e Veiga.

O morgadio foi depois herdado por D. Rodrigo Caetano Pereira Coutinho Barriga e Veiga seu filho bastardo. Nesta altura j√° a maior parte das terras da Barroca tinha revertido para a Coroa.

Em 1747 o cidad√£o franc√™s J√°come Ratton (1736-1822) chega a Portugal e vinte anos depois, obt√©m da Coroa o arrendamento perp√©tuo das terras da Barroca d'Alva, iniciando uma planta√ß√£o de amoreiras e a cria√ß√£o de bichos-da-seda. Procede ao arroteamento dos terrenos incultos, enxuga p√Ęntanos, limpa valas, etc.

Nos terrenos existia então apenas uma ermida dedicada a Santo António segundo o próprio Ratton com casa anexa em ruínas, pertença da comenda de São Tiago de Alcochete.

A designação de "Ussa", termo utilizado até ao séc. XVI para designar um urso, poderá ter origem em algum milagre ocorrido no local, devendo-se a construção da capela ao cumprimento de um voto de agradecimento.

Jácome Ratton teria procedido ao restauro da Ermida mantendo as suas características.
Segundo as suas recorda√ß√Ķes (J√°come Ratton, 1920): "havia mais no valle chamado de Santo Ant√≥nio da Ussa, junto a hum pego rodeado de salgueiros, hum pequeno edif√≠cio arruinado e isolado em forma de pombal, cousa de 18 palmos de diametro e pouco mais de 20 at√© 25 de altura, coberto de abobeda e circundado na dist√Ęncia de 10 a 12 palmos de hum muro com ameias √† maneira de hum pequeno forte, o que tudo mostrava existir de tempo immemorial. No interior deste edificio se achava√Ķ signaes de ter ali existido hum altar e ter sido huma ermida dedicada a Santo Antonio, cuja imagem havia tradi√ßa√Ķ ter sido transferida para outra ermida cont√≠gua √†s casas de que j√° fallei".

Em 1810, perseguido por suspeita de colabora√ß√£o com os franceses durante as invas√Ķes Ratton exila-se em Inglaterra. Na sua aus√™ncia, o filho Diogo Ratton assume a direc√ß√£o dos neg√≥cios. Este √© senhor do Prazo da Barroca d'Alva, membro da Comiss√£o de Obras P√ļblicas e membro fundador da Sociedade Promotora da Ind√ļstria Nacional, concluindo as obras do primitivo solar da Barroca j√° desaparecido.

Em 1876, Jos√© Maria dos Santos ‚Äď que chegou a ser o maior latifundi√°rio da Europa, cujas terras principiavam em Alcochete e terminavam em Gr√Ęndola ‚Äď compra a Barroca d'Alva e courelas anexas ao Bar√£o de Alcochete D. Jacques L√©on Daupi√°s, filho de Bernard Daupi√°s primeiro Bar√£o e primeiro Visconde de Alcochete, casado com D. Em√≠lia J√ļlia Ratton, sua prima e herdeira da Barroca por via paterna.

Em 1913 morre Jos√© Maria dos Santos, passando a direc√ß√£o dos neg√≥cios para seu sobrinho Ant√≥nio Santos Jorge, pai do actual propriet√°rio eng.¬ļ Samuel Lupi Santos Jorge.

Tipologia:

"Arquitectura religiosa renascentista, maneirista. Edif√≠cio de planta circular com cobertura em c√ļpula esf√©rica, com prot√≥tipos italianos do alto renascimento do tipo bramantino.

Modelo invulgar no país, a capela enquadra-se na tipologia das cubas alentejanas aqui defendida por dupla cintura de muralhas ameadas. Os vestígios do pórtico da entrada em frontão semicircular, conduzem sempre aos formulários italianizantes de quinhentos."

Características Particulares:

Capela fortaleza sem paralelos conhecidos em Portugal, destaca-se pelo equil√≠brio das massas e pela racionalidade geom√©trica da sua planimetria, constituindo aparentemente um exemplar √ļnico de puras formas renascentistas, divinamente enquadrado pela paisagem envolvente.


 
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Mensagem Enviada: Dom Abr 07, 2019 19:40     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de Santo Ildefonso está localizada na Praça da Batalha, freguesia de Santo Ildefonso, no centro da cidade do Porto.

in diversas fontes da net.

A Igreja foi reconstruída a partir de 1730 por se encontrar em ruínas a primeira Igreja, ficando concluída em 1739 e sendo dedicada a Santo Ildefonso de Toledo.

A fachada √© composta por duas torres sineiras com dentilh√Ķes nas cornijas, rematadas em cada face por esferas e front√Ķes de fantasia.

Por cima do entablamento ergue-se o nicho do padroeiro.

Guarnecem as paredes azulejos de Jorge Colaço (1932), com cenas da vida de Santo Ildefonso e alegorias da Eucaristia.

A nave é do tipo poligonal em estilo proto-barroco, com tecto em madeira e estuques ornamentais repetidos nas paredes.

Os altares laterais são obras neo-clássicas e os colaterais são de talha rococó.

O retábulo em talha barroca é rococó da segunda metade do século XVIII.

Um pouco da história da Igreja de Santo Ildefonso:

A Igreja Matriz de Santo Ildefonso tem cerca de 11.000 azulejos que ornam a frontaria e os lados das torres sineiras, da autoria de Jorge Colaço (o mesmo autor dos azulejos da Estação ferroviária de S. Bento, no Porto) datados de 31 de Dezembro de 1931 e representando cenas da vida de Santo Ildefonso e do Evangelho.

A Igreja de Santo Ildefonso tem oito bel√≠ssimos vitrais do Mestre Isolino Vaz com a data de 1967 preenchendo os v√£os das grande janelas do espa√ßo da assembleia e do coro e ainda, os dois varandins da Capela-mor, os vitrais s√£o uma extraordin√°ria mem√≥ria pedag√≥gica dos passos mais significativos da hist√≥ria da salva√ß√£o em Jesus Cristo. Envolvendo a nave onde a assembleia do povo de Deus se re√ļne e a Capela-Mor, os vitrais da Igreja de Santo Ildefonso iluminados ora pela luz solar nas horas mais luminosas do dia ou ao entardecer, ora pela luz artificial aquando das cerim√≥nias ao cair da tarde ou j√° noite, fazem parte do louvor que o Homem presta ao seu Criador e Salvador celebrando os mist√©rios da f√©.

Ao n√≠vel dos sinais, importa salientar as duas grandes telas de 5,80 x 4,30 metros suspensas nas paredes laterais, a meio da Igreja que manifestam uma riqueza crom√°tica not√°vel, enquadrada dentro do estilo barroco portugu√™s e pintadas entre 1785 e 1792, pelo autor Domingos Teixeira Barreto natural de Santo Ildefonso. Uma das telas denomina-se ‚ÄúSanto Sacrif√≠cio‚ÄĚ e a outra ‚ÄúTriunfo Eucar√≠stico‚ÄĚ. Estes dois grandes pain√©is foram restaurados em 1925 por Joaquim Lopes e Joaquim Vitorino, ocasi√£o em que recobriram a castanho o ouro puro das grandiosas molduras. Resta na actualidade √† Igreja Matriz mais este encargo: devolver √† autenticidade e grandeza originais estas duas preciosidades, restaurando as telas e recuperando o ouro das molduras.

No coro alto na parede do lado esquerdo, encontra-se instalado um órgão de tubos de autoria de Manuel de Sá Couto datado de 1811. Tem 3 meio registos de palhetas horizontais, dois manuais com 54 teclas, 33 meio registos num total de 1092 tubos, além de pisantes para ligar Cheios e Palhetas. No dia 20 de Julho de 2006 foi inaugurado o restauro deste instrumento pela Oficina e Escola de Organaria Pedro Guimarães e Beate von Rohden.

O pavimento da nave encontra-se totalmente renovado com riga nova e a capela-mor restaurada com granito.

À entrada encontram-se restos do antigo cemitério que comum às Igrejas nos séculos passados, também existiu na Matriz de Santo Ildefonso. A primeira parte deste antigo cemitério corresponde ao primitivo adro da Igreja pois como sabemos, até 1730 estava no exterior do templo.

Com o avançar das obras, pela construção do baptistério e das duas torres sineiras, ficou incorporado na Igreja a partir de 1739, rebaixado mais de quarenta centímetros entulhado e coberto por um pavimento em mosaico que com o tempo se foi rompendo chegando degradado aos finais do século passado.

Este adro tumular foi posto a descoberto em 1996, com o início de obras de repavimentação do nártex a 4 de Novembro desse mesmo ano.

A actual Igreja de Santo Ildefonso come√ßou a ser edificada em 1709 e acabou (numa primeira fase sem torres sineiras) em 1730. Desde esse ano at√© 1739, a comunidade paroquial e as suas institui√ß√Ķes ganharam f√īlego para a constru√ß√£o das torres sineiras e transp√īs-se o p√≥rtico de MDCCXXX para a frontaria da Igreja criando-se um n√°rtex. Portanto, a leitura de 1730 na porta principal da Igreja corresponde √† primeira fase que se completou em 1739. Da√≠ a raz√£o da Igreja ter no fecho do seu telhado fronteiri√ßo uma cruz atr√°s da outra, correspondendo √†s datas 1730 e 1739 ‚Äď o que se pode constatar a partir da Pra√ßa da Batalha.

Para comemorar esta data importante da comunidade paroquial, as gentes de S. Ildefonso com o apoio institucional e amigo da Junta de Freguesia, tem promovido desde 2002 as Festas de Santo Ildefonso em torno do 3¬ļ domingo de Julho ao longo de 8 dias numa vertente de cultura, lazer e f√©: concertos de √≥rg√£o, concertos populares, Prociss√£o e Missa Solene.

O ponto alto destas Festas é a grandiosa procissão no domingo de encerramento, pelas Ruas principais da Baixa do Porto e a Eucaristia solene.


 
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Mensagem Enviada: Seg Abr 08, 2019 22:31     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja rom√Ęnica de Santa Maria Maior de Tarouquela em Cinf√£es, Viseu.

In diversas fontes da net.

A Igreja de Santa Maria Maior de Tarouquela √© uma pequena, por√©m importante, igreja rom√Ęnica da regi√£o de Lamego, zona onde este estilo art√≠stico deixou marcas de um regionalismo pr√≥prio.

A sua constru√ß√£o data da segunda metade do s√©culo XII por iniciativa do bra√ßo feminino dos Regrantes de Santo Agostinho, mas as refer√™ncias √† localidade s√£o anteriores, fazendo crer que Tarouquela tenha sido um povoado de relativa import√Ęncia no per√≠odo condal, numa regi√£o ainda escassamente controlada pelos poderes crist√£os sa√≠dos do avan√ßo verificado em meados do s√©culo XI com as conquistas de D. Fernando Magno.

O que hoje podemos observar √© o templo de um mosteiro referenciado em 1162, cujo comando esteve entregue, em finais da cent√ļria, a D. Urraca Viegas, filha de Egas Moniz e cuja vitalidade se encontra testemunhada documentalmente ao longo de toda a Baixa Idade M√©dia.

O modelo volum√©trico da igreja √© comum √† generalidade das constru√ß√Ķes rom√Ęnicas levantadas no nosso pa√≠s: Nave √ļnica relativamente alta, escassamente fenestrada, a que se justap√Ķe capela-mor quadrangular mais baixa e estreita que o corpo. A cobertura √© uniforme, em tecto de madeira protegido por telhado de duas √°guas. Os esfor√ßos decorativos concentram-se em locais espec√≠ficos do templo, concretamente os portais e a cachorrada de modilh√Ķes que sustenta o telhado. Apesar destas caracter√≠sticas dominantes comuns, a Igreja possui uma clara especificidade, seja na desproporcionada altura da sua nave, seja nos aspectos decorativos, cuja profus√£o eleva este templo ao estatuto de realiza√ß√£o maior da arte rom√Ęnica nacional.

O portal principal é apontado e define-se em três arquivoltas assentes sobre colunelos de capitéis vegetalistas e animalistas, que enquadram o tímpano, preenchido com motivo vegetalista radial.

Ao n√≠vel das impostas, a entrada √© "vigiada" por dois quadr√ļpedes que abocanham o que parece ser uma figura humana, numa refer√™ncia clara ao castigo que espera os pecadores.

O alçado inclui uma linha de adossamento do que pode ter sido um alpendre e, na empena, a eixo, abre-se pequena janela.

Do lado Sul, existe porta lateral também apontada, de duas arquivoltas e tímpano, sobre a qual se rasga janela. Deste lado, adossada à capela-mor, subsiste uma pequena capela gótica, dedicada a São João Baptista e mandada construir no século XIV por Vasco Lourenço.

No interior destaca-se o arco triunfal, também ele apontado e ainda com vestígios de policromia original.

As paredes s√£o decoradas com sucess√Ķes de arcarias cegas dotadas de capit√©is historiados, o que faz com que o conjunto escult√≥rico seja dos mais interessantes do nosso rom√Ęnico, apesar de ainda escassamente estudado.


 
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Mensagem Enviada: Ter Abr 09, 2019 22:18     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Capela de Nossa Senhora da Livração de Fandinhães ou Capela de Fandinhães, localizada na freguesia de Paços de Gaiolo, concelho de Marco de Canavezes.

In diversas fontes da net.

A Capela, localizada no extremo norte da povoação de Fandinhães em Paços de Gaiolo e dedicada a Nossa Senhora da Livração, é um templo de fundação medieval, estando já construída em 1258.

Do edif√≠cio original de linhas rom√Ęnicas, subsiste a capela-mor de planta retangular, com o arco triunfal e a parede que se localizava primitivamente no topo da nave a substitu√≠rem, respetivamente, o portal principal e a fachada. O arco de duas arquivoltas apontadas, assenta sobre colunas adossadas com capit√©is decorados, o da esquerda com serpentes, o da direita com duas figuras atlantes apoiadas em folhagens. Nas paredes laterais da capela foram rasgadas duas frestas de arco apontado com capit√©is ornamentados por figuras humanas e vegetalistas. O remate do aparelho mur√°rio √© decorado com cachorros, alguns decorados com motivos antropom√≥rficos, outros com f√≥rmulas geom√©tricas.

O espaço interior possui ao centro o altar com painel de azulejos hispano-árabes. Na parede fundeira foi colocado o retábulo de talha dourada e branca dividido em três painéis, o do centro albergando uma imagem de Nossa Senhora da Livração, os laterais com as imagens de São Brás e de São Martinho. Nas paredes laterais, no local correspondente às frestas exteriores, rasga-se um pequeno arco com capitéis decorados com motivos zoomórficos e vegetalistas.

Constru√≠da no s√©culo XIII, muito possivelmente nos anos pr√≥ximos aos meados da cent√ļria, a Capela de Fandinh√£es pertencia ent√£o, aos descendentes de um arquidi√°cono da S√© de Viseu, sendo originalmente consagrada a S√£o Martinho. Em 1302, o direito de padroado da capela foi doado a D. Geraldo Domingues, bispo do Porto.

Da constru√ß√£o original resta apenas a capela-mor, cujos motivos decorativos indiciam a influ√™ncia do rom√Ęnico portuense, nomeadamente das igrejas de Cabe√ßa Santa, √Āguas Santas e Cedofeita. Carlos Alberto Ferreira de Almeida afirma que o projeto primitivo "sempre foi obra inconclusa" (Almeida: 1986, p. 14), no entanto, a verdade √© que, uma vez que na segunda metade do s√©culo XIX o templo apresentava avan√ßado estado de ru√≠na, grande parte da estrutura ent√£o existente foi desmantelada, pelo que, sem a realiza√ß√£o de sondagens arqueol√≥gicas, n√£o se pode apurar se a igreja rom√Ęnica chegou efetivamente, a ser conclu√≠da (Botelho, Resende: 2014, p. 383).

Ainda assim, o edif√≠cio subsistente deixa antever que a capela original, no seu programa completo, seria um interessante modelo da arquitetura rom√Ęnica portuguesa. Por seu turno, o painel de azulejos mud√©jares colocado no altar indicia a exist√™ncia de uma campanha de obras no in√≠cio do s√©culo XVI.

Como já mencionado, na segunda metade de Oitocentos a pequena capela encontrava-se em ruínas, pelo que o edifício foi parcialmente desmantelado a partir de 1864. A pedra remanescente da nave foi empregue na ampliação da igreja paroquial de São Clemente, de Paços de Gaiolo.

Em 2010 a Capela de Fandinh√£es foi integrada na Rota do Rom√Ęnico e no ano de 2012, era classificada como Monumento de Interesse P√ļblico.


 
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Mensagem Enviada: Qua Abr 10, 2019 20:48     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de S√£o Vicente de Sousa, situada no Lugar do Passal, na Uni√£o das Freguesias de Torrados e Sousa, concelho de Felgueiras.

In diversas fontes da net.

Declarado Monumento Nacional pelo DEC. n¬ļ. 129/77, DR 226 de 29 de Setembro de 1977 este monumento integra a Rota do Rom√Ęnico.

A Igreja de S√£o Vicente de Sousa conserva no exterior duas inscri√ß√Ķes: Uma de fun√ß√£o funer√°ria data de 1162 e assinala a constru√ß√£o de um arcoss√≥lio (t√ļmulo embutido), a outra, gravada em 1214, comemora a Dedica√ß√£o da Igreja (in√≠cio do culto).

A Igreja √© constitu√≠da por uma √ļnica nave e por uma capela-mor rectangular, aumentada na √Čpoca Moderna (s√©culos XVII-XVIII).

Na fachada principal abre-se o portal rom√Ęnico, inserido em estrutura pentagonal saliente √† fachada, para que o p√≥rtico possa ser mais extenso e impressionante do ponto de vista simb√≥lico.

As fachadas laterais terminam em pequenos arcos sobre cachorros lisos, como se verifica noutras igrejas rom√Ęnicas do territ√≥rio do T√Ęmega e Sousa.

Na fachada sul, a meia altura da parede externa, corre um lacrimal sobre mísulas, elementos que indiciam a antiga presença de um alpendre ou claustro (pátio interior de um mosteiro).

Da √Čpoca Moderna salienta-se o conjunto de talha e pintura com temas alusivos √† vida de S√£o Vicente, de S√£o Jos√© e aos Mist√©rios do Ros√°rio.

As pinturas do tecto da capela-mor foram efectuadas em 1693 por Manuel Freitas Padr√£o, um dos fundadores da Irmandade de S√£o Lucas de Guimar√£es.


 
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Mensagem Enviada: Qui Abr 11, 2019 19:59     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje indo para o Sul trago o Castelo de Faro presentemente conhecido como F√°brica da Cerveja, localizado diante do largo de S√£o Francisco na cidade e distrito de Faro. Os seus restos encontram-se integrados nas muralhas de Faro.

in diversas fontes da net.

Acredita-se que as muralhas de Faro sejam anteriores à invasão romana da península Ibérica, reconstruídas séculos mais tarde, à época da invasão muçulmana da Península Ibérica.

O Castelo ter√° sido constru√≠do a partir de 1249 no contexto da chamada Reconquista da Pen√≠nsula Ib√©rica sobre a alc√°√ßova mu√ßulmana, sendo o √ļltimo reduto do sistema de defesa da Cidade Velha de Faro (a chamada "Vila-Adentro").

As defesas da cidade foram bastante castigadas quando da invas√£o de Robert Devereux, 2¬ļ Conde de Essex (1596). Na sequ√™ncia das repara√ß√Ķes da defesa √© acrescentado ao Castelo um revelim.

Na altura da Dinastia Filipina em 1621 deu-se início à construção das casas do Capitão-mor e do Alcaide-mor.

Posteriormente, no contexto da Guerra da Restauração, o Castelo e as muralhas da cidade foram remodeladas e adaptadas para o uso da então moderna artilharia (1644).

No século XVIII, as dependências do antigo Castelo serviram como quartel do Regimento de Artilharia do Reino do Algarve.

Perdida a sua fun√ß√£o militar em finais do s√©culo XIX, o Castelo foi arrendado a uma empresa privada que o converteu em f√°brica de √°lcool. Em 1931 instala-se uma f√°brica da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portug√°lia. Para abrig√°-la, o edif√≠cio sofreu novas altera√ß√Ķes em altura entre 1935 e 1940.

Em 1999 a C√Ęmara Municipal de Faro adquiriu a parte do Castelo que foi adaptado a f√°brica.

Características do Castelo:

Integrado nas muralhas, o Castelo tinha três portas: Duas com ligação para o mar (a "Porta do Mar" e a "Porta do Socorro") e a terceira para a Vila-Adentro.

Dos sucessivos restauros a que foi objecto, destaca-se o que foi realizado a seguir a 1596 em que sofreu profundas altera√ß√Ķes, uma vez que foi adaptado ao uso da artilharia. Nesse momento foi-lhe anexado um revelim, uma fortifica√ß√£o exterior abaluartada de planta triangular com a fun√ß√£o de proteger uma cortina.

No século XVIII, com a instalação do Regimento de Artilharia do Reino do Algarve, edificou-se no seu interior um quartel para a tropa.

No s√©culo XIX ocupado por particulares, inicia-se a instala√ß√£o de ind√ļstrias dentro do per√≠metro amuralhado. A instala√ß√£o da f√°brica de cerveja em 1931 ampliou-o em altura.


 
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Mensagem Enviada: Seg Abr 15, 2019 23:14     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje ainda do Sul do país, de Faro, o Convento de Santo António dos Capuchos, ou simplesmente Convento dos Capuchos, um edifício "notável" da cidade de Faro, mandado construir no século XVII em terrenos doados na periferia da cidade no interior da muralha seiscentista da cidade.

in diversas fontes da net.

Após a extinção das ordens religiosas e anos mais tarde com o Liberalismo, o Convento foi desfuncionalizado.

Posteriormente foi remodelado e ocupado pelos militares nos inícios do século XX da Guarda Nacional Republicana, tendo servido ainda de Cadeia da Comarca.

De real√ßar o pequeno claustro e a igreja, que apresenta uma interessante ornamenta√ß√£o barroca com manifesta√ß√Ķes de talha e azulejaria barroca.

A igreja do Convento dos Capuchos tem hoje fun√ß√Ķes exclusivamente mortu√°rias.

O im√≥vel do antigo Convento de Santo Ant√≥nio dos Capuchos, em Faro, foi classificado como monumento de interesse p√ļblico de acordo com a portaria n.¬ļ 24/2014, publicada no Di√°rio da Rep√ļblica e assinada pelo Secret√°rio de Estado da Cultura.

Os frades capuchos da Província da Piedade instalaram-se em 1529 em Faro, mas só mais tarde ocuparam o actual Convento de Santo António dos Capuchos construído em 1620 em terrenos ribeirinhos próximos do centro urbano.

A igreja anexa ao convento só foi inaugurada em 1622. Os frades ocuparam o conjunto formado pela igreja e pelo Convento, mantendo a sua actividade em Faro até à extinção das Ordens Religiosas em 1834.

‚ÄúA classifica√ß√£o da Igreja e do antigo Convento de Santo Ant√≥nio dos Capuchos que passou por um longo processo de pareceres t√©cnicos e audi√™ncias p√ļblicas, reflecte os crit√©rios constantes da Lei do Patrim√≥nio Cultural, nomeadamente quanto ao seu valor est√©tico, √† sua concep√ß√£o arquitect√≥nica, urban√≠stica e paisag√≠stica, bem como o que o monumento reflecte do ponto de vista da mem√≥ria colectiva‚ÄĚ refere a direc√ß√£o regional da Cultura do Algarve.

Foi ainda demarcada uma zona especial de protecção que visa assegurar a salvaguarda do monumento na evolução do tecido urbano, garantindo o seu enquadramento e as perspectivas da sua contemplação.


 
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