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Data: Qui Abr 25, 2019 23:57
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Abr 02, 2019 20:55     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Sé Velha de Coimbra localizada na freguesia da Sé Velha, na cidade e concelho de Coimbra, distrito do mesmo nome.

in diversas fontes da net.

Constitui um dos edifícios em estilo românico mais importantes do país. A sua construção começou em algum momento depois da Batalha de Ourique (1139) quando D. Afonso Henriques se declarou Rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está sepultado D. Sesnando Conde de Coimbra.

Coimbra (ou Emínio na época romana) é sede episcopal desde o século V sucedendo à vizinha Conímbriga invadida pelos Suevos em 468. Apesar da longa história, não há notícias precisas sobre a Catedral de Coimbra desde a época germânica até à construção da Sé Velha.

Em 1139 após a decisiva Batalha de Ourique, D. Afonso Henriques decide financiar a construção de uma nova Catedral, provavelmente devido à anterior estar muito deteriorada. As obras devem ter começado em tempos do bispo D. Bernardo (m. 1146), mas o impulso definitivo foi dado em 1162 com o bispo D. Miguel Salomão que ajudou a financiar a construção da Catedral.

Em 1182 as obras estavam adiantadas o suficiente para que o bispo D. Bernudos sucessor de D. Miguel Salomão, fosse enterrado na nova Sé e em 1185, foi coroado ali o segundo Rei de Portugal, D. Sancho I. Os trabalhos principais terão terminado no início do século XIII com as obras do claustro começando por volta de 1218 durante o reinado de D. Afonso II.

Atribui-se o projecto da Sé românica a mestre Roberto de possível origem francesa, que dirigia a construção da Sé de Lisboa na mesma altura e visitava Coimbra periodicamente. A direcção das obras ficou a cargo de mestre Bernardo, também possivelmente francês, substituído por mestre Soeiro, um arquitecto que trabalhou depois em outras igrejas na diocese do Porto.

Obras importantes ocorreram no século XVI, quando se decoraram as naves com azulejos, se construiu a Porta Especiosa no lado Norte e se modificou o absidíolo Sul, mas o essencial do edifício românico foi mantido.

Em 1772, vários anos após a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal, a sede episcopal foi transferida por ele para a antiga Igreja Jesuíta (a Sé Nova de Coimbra). Nessa altura o bispo desta diocese D. Miguel da Anunciação da famigerada família Távora foi encerrado na prisão sem acusação nem julgamento durante 9 anos e esta Catedral de Coimbra foi reduzida a capela e dada à Santa Casa da Misericórdia depois de ter sido esvaziada do seu rico património e deitado por terra o claustro e dependências anexas.

A Sé Velha de Coimbra é a única das catedrais portuguesas românicas da época da Reconquista a ter sobrevivido relativamente intacta até aos nossos dias. A Sé Velha e em menor grau as Igrejas de Santiago e São Salvador, são expoentes da fase afonsina do românico coimbrão. Outras igrejas da cidade como a do Mosteiro de Santa Cruz e a de São João de Almedina foram muito alteradas e perderam o seu carácter românico.

Vista do exterior, a Sé Velha lembra um pequeno castelo, com muros altos coroados de ameias e com poucas e estreitas janelas. A aparência de fortaleza é comum às catedrais da época e explica-se pelo clima bélico da Reconquista.

A fachada Oeste (principal) tem uma espécie de torre central avançada com um portal de múltiplas arquivoltas e um janelão parecido ao portal. Os capitéis, arquivoltas e jambas do portal e do janelão são abundantemente decorados com motivos românicos com influências árabes e pré-românicas. A fachada é reforçada nos cantos por contrafortes que ajudam a compensar a forte inclinação do terreno.

A fachada Norte tem dois portais de estilo renascentista, sendo notável a Porta Especiosa, um pórtico de três andares tipo retábulo, construído na década de 1530 por João de Ruão. Esse portal é uma das principais obras do primeiro renascimento em Portugal.

Do lado Este observa-se a abside principal românica e os dois absidíolos, sendo que o do lado Sul foi modificado em estilo renascentista. Sobre o transepto há uma torre-lanterna quadrangular românica com algumas alterações no século XVIII.

O interior é de três naves e cinco tramos, com o transepto pouco desenvolvido, sendo a cabeceira formada por uma abside e dois absidíolos.

A cobertura é feita por abóbada de canhão na nave central e transepto, e por abóbada de aresta nas naves laterais. A nave principal tem um elegante trifório (galeria com arcadas) no segundo piso. Todas as colunas do interior têm capitéis decorados com temas geométricos, vegetalistas ou animalistas.
As janelas da torre-lanterna do cruzeiro e o janelão da fachada principal são as principais fontes de luz natural da Sé.

O claustro, construído durante o reinado de D. Afonso II situa-se na transição para o gótico, encontrando-se no lado Sul do templo. Cada face do claustro possui cinco arcos quebrados, envolvendo cada qual um par de arcos geminados de volta perfeita, rasgando-se em cada bandeira uma pequena rosácea decorada com traceria muito simples. Os tramos são quadrados, com as naves abobadadas, sendo só arcos torais ogivais muito apontados e os cruzeiros de volta inteira. Os capitéis dos arcos são de cesto delgado maioritariamente com decoração vegetalista. O feito mais interessante de toda a obra são os cantos da quadra: aí dá-se o encontro de duas arcadas góticas que mutuamente se interrompem a meia altura, criando um efeito original.

O aspecto mais notável da decoração românica da Sé Velha é o grande número de capitéis esculpidos (cerca de 380), que a converte num dos principais núcleos da escultura românica portuguesa. Os motivos são entrelaços geométricos e vegetalistas de influência árabe ou pré-românica, assim como quadrúpedes e aves enfrentadas. Praticamente não há representações humanas e não há nenhuma cena bíblica. A ausência de figuras humanas é talvez, consequência dos artistas serem moçárabes (cristãos arabizados) que se tinham estabelecido em Coimbra no século XII.

Da época gótica (séculos XIII-XIV) subsistem vários túmulos com estátuas jazentes ao longo das naves laterais, alguns muito erodidos. Um dos mais chamativos é o de D. Vataça Lascaris (ou Betaça), uma dama bizantina que veio para Portugal no início do século XIV acompanhando D. Isabel de Aragão que vinha casar-se com o Rei D. Dinis. Da autoria de Mestre Pero, o túmulo de D. Vataça leva o emblema do Império Bizantino: A águia de duas cabeças, um trabalho escultórico atribuído à oficina de Mestre Pero.

Na virada do século XV para o XVI, o bispo D. Jorge de Almeida promoveu uma grande campanha decorativa. Os pilares das naves e paredes laterais foram recobertos com azulejos hispano-árabes sevilhanos. Estes azulejos, coloridos e com motivos geométricos, foram retirados numa reforma posterior, mas alguns trechos subsistem em vários pontos da Sé.

Outra adição importante foi o retábulo-mor, construído entre 1498 e 1502 pelos entalhadores flamengos Olivier de Gand e Jean d'Ypres em estilo gótico flamejante. Esse retábulo, um intrincado painel com figuras esculpidas que ilustram a história da Virgem e Jesus, ocupa quase todo o espaço da capela-mor românica e é o melhor retábulo deste tipo em Portugal. O altar gótico está apoiado sobre uma mesa de altar românica contendo inscrições.

O absidíolo Norte (capela de São Pedro) no qual está enterrado em campa rasa o bispo D. Jorge de Almeida, contém um altar renascentista da autoria de Nicolau de Chanterenne. O absidíolo Sul foi totalmente reconstruído em estilo renascentista (terminado em cerca de 1566) e tem um magnífico retábulo de pedra com Jesus e os apóstolos do escultor João de Ruão. Na década de 30 do mesmo século, João de Ruão já tinha construído a Porta Especiosa na fachada Norte.

No transepto encontra-se também uma pia baptismal gótico-renascentista (cerca de 1520-40), obra do português Diogo Pires o-Moço, originária da Igreja de São João de Almedina. A pia baptismal manuelina da Sé Velha encontra-se hoje na Sé Nova de Coimbra (antiga Igreja dos Jesuítas).

A Igreja Matriz de São Tiago Maior de Santiago do Cacém está geminada com a Sé Velha de Coimbra desde 2003, em memória sobretudo da amizade que ligava D. Vataça benemérita desta igreja à Rainha Santa Isabel de Aragão.

É seu Reitor o Reverendo Cónego, Monsenhor João Evangelista Ribeiro Jorge.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Abr 03, 2019 20:07     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castro de Romariz, um povoado fortificado datado do século V a.C., com níveis de ocupação até ao século I d.C. e considerado uma das estações arqueológicas mais significativas da região de Entre Douro e Vouga que foi classificado como Imóvel de Interesse público, pelo Decreto-Lei nº 34 452, de 20 de Março de 1945.

In diversas fontes da net.

Esta estação arqueológica foi identificada em meados do século XIX, com a descoberta de um tesouro monetário…o tesouro de Romariz. Após um largo período de abandono, deu-se início em 1980, a uma nova fase de trabalhos arqueológicos sistemáticos, com o estudo das origens e evolução do habitat castrejo, identificando as diversas fases de ocupação proto-histórica e romana, analisando os aspectos de aculturação face às influências mediterrânicas e aos modelos introduzidos pela romanização.

O Castro de Romariz é uma das principais atracções históricas do concelho de Santa Maria da Feira.

Em 1843, um lavrador de Romariz que andava a apanhar mato, encontrou um tesouro de 102 moedas e algumas peças em ouro e prata.

Segundo alguns autores poderá estar associado à expedição do Perperna durante o conflito entre Sertório e Roma.

A presença deste tesouro parece indiciar que terão sido desencadeadas acções militares contra o povoado ou nas suas imediações o que levaria à sua ocultação.

O tesouro composto por 102 denários, uma argola de ouro e um objecto de prata. Deste conjunto foram inventariados 71 unidades da República e 1 denário Ibérico que se encontravam num vaso de prata.

Romariz é um dos escassos povoados identificados na região outrora ocupada pelos Túrdulos.

Erguido durante o século VI a.C., o Castro de Romariz, situado na região de Santa Maria da Feira, seria originariamente perfeito de um conjunto de cabanas, no interior das quais existia uma lareira, a única construída com materiais não perecíveis. Com efeito, somente com o advento da romanização se passou a observar a construção de estruturas perenes, que acabariam por suplantar em definitivo, a tradição construtiva do Bronze Final que tão longamente caracterizou esta região do actual território português.

Em relação a este povoado pondera-se a provável existência de práticas funerárias levadas a efeito no interior das próprias habitações, posteriormente transpostas para um espaço especialmente seleccionado para o efeito no âmbito do recinto familiar, de características naturalmente mais abrangentes.

No caso específico do Castro de Romariz, esta religiosidade manifestada ao nível do culto doméstico parece adquirir alguma consistência com a presença de mesas, as quais, na opinião de certos autores, teriam finalidades sacrificiais e litúrgicas, possivelmente conduzidas pelo pater familias, enquanto repositório vivo das ancestrais tradições que conferiam a indispensável coesão interna e emocional à comunidade à qual pertencia e servia.

O espólio Arqueológico encontra-se exposto no Convento dos Loios em Santa Maria da Feira


 
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Mensagem Enviada: Qui Abr 04, 2019 22:19     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Belmonte na Beira Baixa, localizado na freguesia, vila e concelho de Belmonte, distrito de Castelo Branco.

in diversas fontes da net.

Em posição dominante sobre uma elevação na margem esquerda do rio Zêzere na região da serra da Estrela, este Castelo medieval tem a sua história ligada à dos descobrimentos portugueses e à do Brasil, uma vez que os seus Alcaides pertenciam à família do navegador Pedro Álvares Cabral.

A primitiva ocupação humana deste local é obscura, parecendo certo que após a Invasão romana da Península Ibérica, teria coexistido com a estrada romana que ligava a povoação de Bracara Augusta (Braga) a Emerita Augusta (Mérida) hoje em território de Espanha.

As primeiras notícias históricas sobre estes domínios datam do reinado de D. Afonso Henriques (1112-1185), quando o senhorio das terras de Centum Cellas teria sido doado ao bispo de Coimbra (6 de Maio de 1168). Mais tarde, D. Sancho I (1185-1211) concedeu Carta de Foral à Vila (1199) que então integrava o senhorio. Posteriormente, D. Afonso III (1248-1279) determinou ao bispo de Coimbra D. Egas Fafes que iniciasse a construção de uma torre e Castelo.

Neste período, o bispo da Guarda comprou e vendeu casas no recinto do Castelo (1253) e três anos mais tarde a 27 de Abril, o Papa Alexandre IV doou o Castelo de Belmonte e as povoações de Inguias e Olas de Godim à Sé da Guarda com todos os direitos episcopais, ficando a Sé de Coimbra a manter as possessões laicas.

A torre e o Castelo estariam possivelmente concluídos sob o reinado de D. Dinis (1279-1325). Essas referências são confirmadas por vestígios arqueológicos dos finais do século XII e início do século XIII da demolição de casas no interior da vila para a construção do Castelo e da torre de menagem.

Após o estabelecimento do Tratado de Alcanizes (1297), com o consequente alargamento das fronteiras para o Oeste, o Castelo de Belmonte perdeu importância estratégica enquanto que a povoação se desenvolvia extramuros.

No contexto da crise de 1383-1385, o Castelo perdeu parte das suas muralhas. Um pouco mais tarde, o Bispado de Coimbra permutou a vila de Belmonte juntamente com o couto de São Romão, pela vila de Arganil com D. Antão Martim Vasques da Cunha (1392).

No reinado de D. João I (1385-1433), tendo o alcaide de Belmonte entre 1397 e 1398 aderido ao partido do infante D. Dinis, o soberano confiscou-lhe a vila e o Castelo, doando-os como alcaidaria a D. Luís Álvares Cabral passando a família Cabral a residir no Castelo.

O novo senhor efectuou a reconstrução do pano da muralha a Norte onde se abriu uma nova Porta da Traição e acrescentando-se um cubelo para reforço.

No século XV a vila e o seu Castelo foram doados por D. Afonso V (1438-1481) a D. Fernão Cabral (1466) pai de D. Pedro Álvares Cabral que prosseguiu a adaptação desta edificação militar a residência senhorial.

No contexto da Guerra da Restauração da Independência portuguesa a sua defesa teria sido modernizada pela construção de alguns baluartes. Ainda em fins do século XVII, o interior do Castelo foi danificado por um incêndio (1694). No século seguinte foi erguido o edifício junto do portão principal, tendo o último senhor de Belmonte D. Caetano Francisco Cabral falecido em 1762.

Pinho Leal comentando que se encontrava em ruínas, transcreve uma descrição do Castelo no século XVIII:

"O Castelo consta de uma alta torre com duas grandes janelas, uma para o meio-dia, outra para o poente é quadrada e dela continuam as casas do senhor do mesmo Castelo, tudo fortificado com muralha de cantaria e por fora em todo o circuito, com baluartes que se conservam ainda em bastante altura." (Pe. Luís Cardoso. Dicionário Geográfico. apud: Pinho Leal. Portugal Antigo e Moderno (12 v). Lisboa: 1872 e segs.)

O edifício junto à porta principal funcionou no início do século XX como prisão. O imóvel foi declarado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 15 de Outubro de 1927.

Entre a década de 1940 e a de 1960 foram efectuadas diversas intervenções de conservação e restauro a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Mais recentemente em 1992 passou à afectação do IPPAR, tendo sido erguido no seu interior um anfiteatro destinado à apresentação de espectáculos.

Entre 1992 e 1994 foram efectuados trabalhos de prospecção arqueológica no interior do Castelo, comprovando a presença romana e entre 1994 e 1995 no interior da torre de menagem.

Revitalizado, actualmente o monumento encontra-se aberto ao público. Como curiosidade, uma antiga chave do Castelo de Belmonte encontra-se no acervo da Casa-Museu João Soares da Fundação Mário Soares em Cortes (Leiria).

Características do Castelo:

Na cota dos 615 metros acima do nível do mar, o Castelo apresenta planta de traçado ovalado irregular, erguido em aparelho de pedra granítica. A fachada principal do Castelo orientada para o Sul, é rasgada por um portal de arco de volta perfeita encimado por uma esfera armilar e pelas armas dos Cabral.

Fechando o ângulo Sudoeste adossada à muralha pelo exterior, ergue-se a Torre de Menagem em estilo românico em três pavimentos, encimada por ameias quadradas de terminação piramidal.

No lado sudeste das muralhas encontra-se um espaço residencial - adaptação quinhentista com filiação no estilo maneirista de uma pequena torre medieval.

No pano exterior do Paço rasga-se uma janela em estilo manuelino com verga de recorte trilobado.

A Oeste, as ruínas do antigo Paço - mandado ampliar pelo pai de D. Pedro Álvares Cabral – adossado à Torre de Menagem.

Rasgam-no ainda outras janelas de balcão que se apoiam em mísulas.

Para além das pedras brasonadas, os panos de alvenaria são rasgados por aberturas de seteiras com troneiras.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Abr 05, 2019 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Ermida de Santo António da Ussa (Barroca d'Alva),
situada na Estrada Nacional 118 no interior da Herdade da Barroca d'Alva, Barroca d'Alva (freguesia de Alcochete), declarada monumento de interesse histórico e artístico de âmbito municipal a 22 de Agosto de 1997.


in diversas fontes da net.

A Herdade da Barroca d'Alva está integrada numa zona de protecção aos montados de sobreiro, ao abrigo do Dec.-Lei, n.º 172/88, de 16 de Maio.

A Ermida situa-se dentro da propriedade privada pelo que como mandam as regras, a mesma não deve ser invadida sem autorização do proprietário (eng.º José Samuel Lupi).

A Ermida aparenta ser uma fortaleza e foi provavelmente erguida no séc. XVI. Situa-se numa ilha com cerca de 1,5km de diâmetro, no meio da lagoa, em ambiente idílico e rodeada de frondoso arvoredo.

É um edifício isolado, protegido por dupla cintura de muralhas, sendo o acesso feito por escadaria em pedra.

O corpo da capela é circular apenas rasgado pelo pórtico, tendo uma cúpula esférica. No interior, no muro oposto ao da entrada, há vestígios de um altar.

A sua arquitectura é descrita por especialistas como invulgar no país, porque a capela enquadra-se na tipologia das cubas alentejanas, sendo de admitir tratar-se de reaproveitamento de um primitivo moinho – porque os havia na zona no séc. XVI. Todavia, a dupla cintura de muralhas de defesa não está explicada, assinalando talvez uma primitiva atalaia ou um "reduto romano ou godo aproveitado pelos árabes" (segundo José Estevam, 1950).

Aparentada por vários autores com o castelo de Almourol, de facto não tem qualquer semelhança com esse monumento nacional, excepto o facto de se situar também numa ilha.

Em 1585, os terrenos da Barroca d'Alva outrora pertencentes à Coroa, encontravam-se na posse de D. Álvaro Afonso de Almada.

Em 1619, o fidalgo D. André Ximenes de Aragão, cavaleiro da Ordem de Cristo (sexto filho de D. Duarte Ximenes de Aragão e de D. Isabel Rodrigues da Veiga e irmão de D. Fernão Ximenes de Aragão, rico mercador), institui em testamento com sua mulher D. Maria Ximenes, um morgadio de 10 mil cruzados que tinha como sede a Barroca d'Alva, importância de que era credor ao Duque de Bragança.

A administração deste vínculo passou depois a um filho de nome Tomás e, por morte deste, a um seu sobrinho, Jerónimo. Deste passou a outro sobrinho D. Rodrigo Ximenes de Aragão e depois ao seu neto D. Francisco Inácio Ximenes Coutinho de Aragão Barriga e Veiga.

O morgadio foi depois herdado por D. Rodrigo Caetano Pereira Coutinho Barriga e Veiga seu filho bastardo. Nesta altura já a maior parte das terras da Barroca tinha revertido para a Coroa.

Em 1747 o cidadão francês Jácome Ratton (1736-1822) chega a Portugal e vinte anos depois, obtém da Coroa o arrendamento perpétuo das terras da Barroca d'Alva, iniciando uma plantação de amoreiras e a criação de bichos-da-seda. Procede ao arroteamento dos terrenos incultos, enxuga pântanos, limpa valas, etc.

Nos terrenos existia então apenas uma ermida dedicada a Santo António segundo o próprio Ratton com casa anexa em ruínas, pertença da comenda de São Tiago de Alcochete.

A designação de "Ussa", termo utilizado até ao séc. XVI para designar um urso, poderá ter origem em algum milagre ocorrido no local, devendo-se a construção da capela ao cumprimento de um voto de agradecimento.

Jácome Ratton teria procedido ao restauro da Ermida mantendo as suas características.
Segundo as suas recordações (Jácome Ratton, 1920): "havia mais no valle chamado de Santo António da Ussa, junto a hum pego rodeado de salgueiros, hum pequeno edifício arruinado e isolado em forma de pombal, cousa de 18 palmos de diametro e pouco mais de 20 até 25 de altura, coberto de abobeda e circundado na distância de 10 a 12 palmos de hum muro com ameias à maneira de hum pequeno forte, o que tudo mostrava existir de tempo immemorial. No interior deste edificio se achavaõ signaes de ter ali existido hum altar e ter sido huma ermida dedicada a Santo Antonio, cuja imagem havia tradiçaõ ter sido transferida para outra ermida contígua às casas de que já fallei".

Em 1810, perseguido por suspeita de colaboração com os franceses durante as invasões Ratton exila-se em Inglaterra. Na sua ausência, o filho Diogo Ratton assume a direcção dos negócios. Este é senhor do Prazo da Barroca d'Alva, membro da Comissão de Obras Públicas e membro fundador da Sociedade Promotora da Indústria Nacional, concluindo as obras do primitivo solar da Barroca já desaparecido.

Em 1876, José Maria dos Santos – que chegou a ser o maior latifundiário da Europa, cujas terras principiavam em Alcochete e terminavam em Grândola – compra a Barroca d'Alva e courelas anexas ao Barão de Alcochete D. Jacques Léon Daupiás, filho de Bernard Daupiás primeiro Barão e primeiro Visconde de Alcochete, casado com D. Emília Júlia Ratton, sua prima e herdeira da Barroca por via paterna.

Em 1913 morre José Maria dos Santos, passando a direcção dos negócios para seu sobrinho António Santos Jorge, pai do actual proprietário eng.º Samuel Lupi Santos Jorge.

Tipologia:

"Arquitectura religiosa renascentista, maneirista. Edifício de planta circular com cobertura em cúpula esférica, com protótipos italianos do alto renascimento do tipo bramantino.

Modelo invulgar no país, a capela enquadra-se na tipologia das cubas alentejanas aqui defendida por dupla cintura de muralhas ameadas. Os vestígios do pórtico da entrada em frontão semicircular, conduzem sempre aos formulários italianizantes de quinhentos."

Características Particulares:

Capela fortaleza sem paralelos conhecidos em Portugal, destaca-se pelo equilíbrio das massas e pela racionalidade geométrica da sua planimetria, constituindo aparentemente um exemplar único de puras formas renascentistas, divinamente enquadrado pela paisagem envolvente.


 
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Mensagem Enviada: Dom Abr 07, 2019 19:40     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de Santo Ildefonso está localizada na Praça da Batalha, freguesia de Santo Ildefonso, no centro da cidade do Porto.

in diversas fontes da net.

A Igreja foi reconstruída a partir de 1730 por se encontrar em ruínas a primeira Igreja, ficando concluída em 1739 e sendo dedicada a Santo Ildefonso de Toledo.

A fachada é composta por duas torres sineiras com dentilhões nas cornijas, rematadas em cada face por esferas e frontões de fantasia.

Por cima do entablamento ergue-se o nicho do padroeiro.

Guarnecem as paredes azulejos de Jorge Colaço (1932), com cenas da vida de Santo Ildefonso e alegorias da Eucaristia.

A nave é do tipo poligonal em estilo proto-barroco, com tecto em madeira e estuques ornamentais repetidos nas paredes.

Os altares laterais são obras neo-clássicas e os colaterais são de talha rococó.

O retábulo em talha barroca é rococó da segunda metade do século XVIII.

Um pouco da história da Igreja de Santo Ildefonso:

A Igreja Matriz de Santo Ildefonso tem cerca de 11.000 azulejos que ornam a frontaria e os lados das torres sineiras, da autoria de Jorge Colaço (o mesmo autor dos azulejos da Estação ferroviária de S. Bento, no Porto) datados de 31 de Dezembro de 1931 e representando cenas da vida de Santo Ildefonso e do Evangelho.

A Igreja de Santo Ildefonso tem oito belíssimos vitrais do Mestre Isolino Vaz com a data de 1967 preenchendo os vãos das grande janelas do espaço da assembleia e do coro e ainda, os dois varandins da Capela-mor, os vitrais são uma extraordinária memória pedagógica dos passos mais significativos da história da salvação em Jesus Cristo. Envolvendo a nave onde a assembleia do povo de Deus se reúne e a Capela-Mor, os vitrais da Igreja de Santo Ildefonso iluminados ora pela luz solar nas horas mais luminosas do dia ou ao entardecer, ora pela luz artificial aquando das cerimónias ao cair da tarde ou já noite, fazem parte do louvor que o Homem presta ao seu Criador e Salvador celebrando os mistérios da fé.

Ao nível dos sinais, importa salientar as duas grandes telas de 5,80 x 4,30 metros suspensas nas paredes laterais, a meio da Igreja que manifestam uma riqueza cromática notável, enquadrada dentro do estilo barroco português e pintadas entre 1785 e 1792, pelo autor Domingos Teixeira Barreto natural de Santo Ildefonso. Uma das telas denomina-se “Santo Sacrifício” e a outra “Triunfo Eucarístico”. Estes dois grandes painéis foram restaurados em 1925 por Joaquim Lopes e Joaquim Vitorino, ocasião em que recobriram a castanho o ouro puro das grandiosas molduras. Resta na actualidade à Igreja Matriz mais este encargo: devolver à autenticidade e grandeza originais estas duas preciosidades, restaurando as telas e recuperando o ouro das molduras.

No coro alto na parede do lado esquerdo, encontra-se instalado um órgão de tubos de autoria de Manuel de Sá Couto datado de 1811. Tem 3 meio registos de palhetas horizontais, dois manuais com 54 teclas, 33 meio registos num total de 1092 tubos, além de pisantes para ligar Cheios e Palhetas. No dia 20 de Julho de 2006 foi inaugurado o restauro deste instrumento pela Oficina e Escola de Organaria Pedro Guimarães e Beate von Rohden.

O pavimento da nave encontra-se totalmente renovado com riga nova e a capela-mor restaurada com granito.

À entrada encontram-se restos do antigo cemitério que comum às Igrejas nos séculos passados, também existiu na Matriz de Santo Ildefonso. A primeira parte deste antigo cemitério corresponde ao primitivo adro da Igreja pois como sabemos, até 1730 estava no exterior do templo.

Com o avançar das obras, pela construção do baptistério e das duas torres sineiras, ficou incorporado na Igreja a partir de 1739, rebaixado mais de quarenta centímetros entulhado e coberto por um pavimento em mosaico que com o tempo se foi rompendo chegando degradado aos finais do século passado.

Este adro tumular foi posto a descoberto em 1996, com o início de obras de repavimentação do nártex a 4 de Novembro desse mesmo ano.

A actual Igreja de Santo Ildefonso começou a ser edificada em 1709 e acabou (numa primeira fase sem torres sineiras) em 1730. Desde esse ano até 1739, a comunidade paroquial e as suas instituições ganharam fôlego para a construção das torres sineiras e transpôs-se o pórtico de MDCCXXX para a frontaria da Igreja criando-se um nártex. Portanto, a leitura de 1730 na porta principal da Igreja corresponde à primeira fase que se completou em 1739. Daí a razão da Igreja ter no fecho do seu telhado fronteiriço uma cruz atrás da outra, correspondendo às datas 1730 e 1739 – o que se pode constatar a partir da Praça da Batalha.

Para comemorar esta data importante da comunidade paroquial, as gentes de S. Ildefonso com o apoio institucional e amigo da Junta de Freguesia, tem promovido desde 2002 as Festas de Santo Ildefonso em torno do 3º domingo de Julho ao longo de 8 dias numa vertente de cultura, lazer e fé: concertos de órgão, concertos populares, Procissão e Missa Solene.

O ponto alto destas Festas é a grandiosa procissão no domingo de encerramento, pelas Ruas principais da Baixa do Porto e a Eucaristia solene.


 
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Mensagem Enviada: Seg Abr 08, 2019 22:31     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja românica de Santa Maria Maior de Tarouquela em Cinfães, Viseu.

In diversas fontes da net.

A Igreja de Santa Maria Maior de Tarouquela é uma pequena, porém importante, igreja românica da região de Lamego, zona onde este estilo artístico deixou marcas de um regionalismo próprio.

A sua construção data da segunda metade do século XII por iniciativa do braço feminino dos Regrantes de Santo Agostinho, mas as referências à localidade são anteriores, fazendo crer que Tarouquela tenha sido um povoado de relativa importância no período condal, numa região ainda escassamente controlada pelos poderes cristãos saídos do avanço verificado em meados do século XI com as conquistas de D. Fernando Magno.

O que hoje podemos observar é o templo de um mosteiro referenciado em 1162, cujo comando esteve entregue, em finais da centúria, a D. Urraca Viegas, filha de Egas Moniz e cuja vitalidade se encontra testemunhada documentalmente ao longo de toda a Baixa Idade Média.

O modelo volumétrico da igreja é comum à generalidade das construções românicas levantadas no nosso país: Nave única relativamente alta, escassamente fenestrada, a que se justapõe capela-mor quadrangular mais baixa e estreita que o corpo. A cobertura é uniforme, em tecto de madeira protegido por telhado de duas águas. Os esforços decorativos concentram-se em locais específicos do templo, concretamente os portais e a cachorrada de modilhões que sustenta o telhado. Apesar destas características dominantes comuns, a Igreja possui uma clara especificidade, seja na desproporcionada altura da sua nave, seja nos aspectos decorativos, cuja profusão eleva este templo ao estatuto de realização maior da arte românica nacional.

O portal principal é apontado e define-se em três arquivoltas assentes sobre colunelos de capitéis vegetalistas e animalistas, que enquadram o tímpano, preenchido com motivo vegetalista radial.

Ao nível das impostas, a entrada é "vigiada" por dois quadrúpedes que abocanham o que parece ser uma figura humana, numa referência clara ao castigo que espera os pecadores.

O alçado inclui uma linha de adossamento do que pode ter sido um alpendre e, na empena, a eixo, abre-se pequena janela.

Do lado Sul, existe porta lateral também apontada, de duas arquivoltas e tímpano, sobre a qual se rasga janela. Deste lado, adossada à capela-mor, subsiste uma pequena capela gótica, dedicada a São João Baptista e mandada construir no século XIV por Vasco Lourenço.

No interior destaca-se o arco triunfal, também ele apontado e ainda com vestígios de policromia original.

As paredes são decoradas com sucessões de arcarias cegas dotadas de capitéis historiados, o que faz com que o conjunto escultórico seja dos mais interessantes do nosso românico, apesar de ainda escassamente estudado.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Abr 09, 2019 22:18     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Capela de Nossa Senhora da Livração de Fandinhães ou Capela de Fandinhães, localizada na freguesia de Paços de Gaiolo, concelho de Marco de Canavezes.

In diversas fontes da net.

A Capela, localizada no extremo norte da povoação de Fandinhães em Paços de Gaiolo e dedicada a Nossa Senhora da Livração, é um templo de fundação medieval, estando já construída em 1258.

Do edifício original de linhas românicas, subsiste a capela-mor de planta retangular, com o arco triunfal e a parede que se localizava primitivamente no topo da nave a substituírem, respetivamente, o portal principal e a fachada. O arco de duas arquivoltas apontadas, assenta sobre colunas adossadas com capitéis decorados, o da esquerda com serpentes, o da direita com duas figuras atlantes apoiadas em folhagens. Nas paredes laterais da capela foram rasgadas duas frestas de arco apontado com capitéis ornamentados por figuras humanas e vegetalistas. O remate do aparelho murário é decorado com cachorros, alguns decorados com motivos antropomórficos, outros com fórmulas geométricas.

O espaço interior possui ao centro o altar com painel de azulejos hispano-árabes. Na parede fundeira foi colocado o retábulo de talha dourada e branca dividido em três painéis, o do centro albergando uma imagem de Nossa Senhora da Livração, os laterais com as imagens de São Brás e de São Martinho. Nas paredes laterais, no local correspondente às frestas exteriores, rasga-se um pequeno arco com capitéis decorados com motivos zoomórficos e vegetalistas.

Construída no século XIII, muito possivelmente nos anos próximos aos meados da centúria, a Capela de Fandinhães pertencia então, aos descendentes de um arquidiácono da Sé de Viseu, sendo originalmente consagrada a São Martinho. Em 1302, o direito de padroado da capela foi doado a D. Geraldo Domingues, bispo do Porto.

Da construção original resta apenas a capela-mor, cujos motivos decorativos indiciam a influência do românico portuense, nomeadamente das igrejas de Cabeça Santa, Águas Santas e Cedofeita. Carlos Alberto Ferreira de Almeida afirma que o projeto primitivo "sempre foi obra inconclusa" (Almeida: 1986, p. 14), no entanto, a verdade é que, uma vez que na segunda metade do século XIX o templo apresentava avançado estado de ruína, grande parte da estrutura então existente foi desmantelada, pelo que, sem a realização de sondagens arqueológicas, não se pode apurar se a igreja românica chegou efetivamente, a ser concluída (Botelho, Resende: 2014, p. 383).

Ainda assim, o edifício subsistente deixa antever que a capela original, no seu programa completo, seria um interessante modelo da arquitetura românica portuguesa. Por seu turno, o painel de azulejos mudéjares colocado no altar indicia a existência de uma campanha de obras no início do século XVI.

Como já mencionado, na segunda metade de Oitocentos a pequena capela encontrava-se em ruínas, pelo que o edifício foi parcialmente desmantelado a partir de 1864. A pedra remanescente da nave foi empregue na ampliação da igreja paroquial de São Clemente, de Paços de Gaiolo.

Em 2010 a Capela de Fandinhães foi integrada na Rota do Românico e no ano de 2012, era classificada como Monumento de Interesse Público.


 
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Mensagem Enviada: Qua Abr 10, 2019 20:48     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de São Vicente de Sousa, situada no Lugar do Passal, na União das Freguesias de Torrados e Sousa, concelho de Felgueiras.

In diversas fontes da net.

Declarado Monumento Nacional pelo DEC. nº. 129/77, DR 226 de 29 de Setembro de 1977 este monumento integra a Rota do Românico.

A Igreja de São Vicente de Sousa conserva no exterior duas inscrições: Uma de função funerária data de 1162 e assinala a construção de um arcossólio (túmulo embutido), a outra, gravada em 1214, comemora a Dedicação da Igreja (início do culto).

A Igreja é constituída por uma única nave e por uma capela-mor rectangular, aumentada na Época Moderna (séculos XVII-XVIII).

Na fachada principal abre-se o portal românico, inserido em estrutura pentagonal saliente à fachada, para que o pórtico possa ser mais extenso e impressionante do ponto de vista simbólico.

As fachadas laterais terminam em pequenos arcos sobre cachorros lisos, como se verifica noutras igrejas românicas do território do Tâmega e Sousa.

Na fachada sul, a meia altura da parede externa, corre um lacrimal sobre mísulas, elementos que indiciam a antiga presença de um alpendre ou claustro (pátio interior de um mosteiro).

Da Época Moderna salienta-se o conjunto de talha e pintura com temas alusivos à vida de São Vicente, de São José e aos Mistérios do Rosário.

As pinturas do tecto da capela-mor foram efectuadas em 1693 por Manuel Freitas Padrão, um dos fundadores da Irmandade de São Lucas de Guimarães.


 
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Mensagem Enviada: Qui Abr 11, 2019 19:59     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje indo para o Sul trago o Castelo de Faro presentemente conhecido como Fábrica da Cerveja, localizado diante do largo de São Francisco na cidade e distrito de Faro. Os seus restos encontram-se integrados nas muralhas de Faro.

in diversas fontes da net.

Acredita-se que as muralhas de Faro sejam anteriores à invasão romana da península Ibérica, reconstruídas séculos mais tarde, à época da invasão muçulmana da Península Ibérica.

O Castelo terá sido construído a partir de 1249 no contexto da chamada Reconquista da Península Ibérica sobre a alcáçova muçulmana, sendo o último reduto do sistema de defesa da Cidade Velha de Faro (a chamada "Vila-Adentro").

As defesas da cidade foram bastante castigadas quando da invasão de Robert Devereux, 2º Conde de Essex (1596). Na sequência das reparações da defesa é acrescentado ao Castelo um revelim.

Na altura da Dinastia Filipina em 1621 deu-se início à construção das casas do Capitão-mor e do Alcaide-mor.

Posteriormente, no contexto da Guerra da Restauração, o Castelo e as muralhas da cidade foram remodeladas e adaptadas para o uso da então moderna artilharia (1644).

No século XVIII, as dependências do antigo Castelo serviram como quartel do Regimento de Artilharia do Reino do Algarve.

Perdida a sua função militar em finais do século XIX, o Castelo foi arrendado a uma empresa privada que o converteu em fábrica de álcool. Em 1931 instala-se uma fábrica da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália. Para abrigá-la, o edifício sofreu novas alterações em altura entre 1935 e 1940.

Em 1999 a Câmara Municipal de Faro adquiriu a parte do Castelo que foi adaptado a fábrica.

Características do Castelo:

Integrado nas muralhas, o Castelo tinha três portas: Duas com ligação para o mar (a "Porta do Mar" e a "Porta do Socorro") e a terceira para a Vila-Adentro.

Dos sucessivos restauros a que foi objecto, destaca-se o que foi realizado a seguir a 1596 em que sofreu profundas alterações, uma vez que foi adaptado ao uso da artilharia. Nesse momento foi-lhe anexado um revelim, uma fortificação exterior abaluartada de planta triangular com a função de proteger uma cortina.

No século XVIII, com a instalação do Regimento de Artilharia do Reino do Algarve, edificou-se no seu interior um quartel para a tropa.

No século XIX ocupado por particulares, inicia-se a instalação de indústrias dentro do perímetro amuralhado. A instalação da fábrica de cerveja em 1931 ampliou-o em altura.


 
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Mensagem Enviada: Seg Abr 15, 2019 23:14     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje ainda do Sul do país, de Faro, o Convento de Santo António dos Capuchos, ou simplesmente Convento dos Capuchos, um edifício "notável" da cidade de Faro, mandado construir no século XVII em terrenos doados na periferia da cidade no interior da muralha seiscentista da cidade.

in diversas fontes da net.

Após a extinção das ordens religiosas e anos mais tarde com o Liberalismo, o Convento foi desfuncionalizado.

Posteriormente foi remodelado e ocupado pelos militares nos inícios do século XX da Guarda Nacional Republicana, tendo servido ainda de Cadeia da Comarca.

De realçar o pequeno claustro e a igreja, que apresenta uma interessante ornamentação barroca com manifestações de talha e azulejaria barroca.

A igreja do Convento dos Capuchos tem hoje funções exclusivamente mortuárias.

O imóvel do antigo Convento de Santo António dos Capuchos, em Faro, foi classificado como monumento de interesse público de acordo com a portaria n.º 24/2014, publicada no Diário da República e assinada pelo Secretário de Estado da Cultura.

Os frades capuchos da Província da Piedade instalaram-se em 1529 em Faro, mas só mais tarde ocuparam o actual Convento de Santo António dos Capuchos construído em 1620 em terrenos ribeirinhos próximos do centro urbano.

A igreja anexa ao convento só foi inaugurada em 1622. Os frades ocuparam o conjunto formado pela igreja e pelo Convento, mantendo a sua actividade em Faro até à extinção das Ordens Religiosas em 1834.

“A classificação da Igreja e do antigo Convento de Santo António dos Capuchos que passou por um longo processo de pareceres técnicos e audiências públicas, reflecte os critérios constantes da Lei do Património Cultural, nomeadamente quanto ao seu valor estético, à sua concepção arquitectónica, urbanística e paisagística, bem como o que o monumento reflecte do ponto de vista da memória colectiva” refere a direcção regional da Cultura do Algarve.

Foi ainda demarcada uma zona especial de protecção que visa assegurar a salvaguarda do monumento na evolução do tecido urbano, garantindo o seu enquadramento e as perspectivas da sua contemplação.


 
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