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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Qua Mai 15, 2019 22:52     Assunto : Dona Am√©lia Augusta Eug√©nia Napoleona de Beauharnais Responder com Citação
 
Trago hoje a que foi a segunda esposa de D. Pedro IV Rei de Portugal e I Imperador do Brasil, a Sra. D. Amélia Augusta Eugénia Napoleona de Beauharnais (Amélie Auguste Eugénie Napoléone de Beauharnais) que nasceu em Milão a 31 de Julho de 1812 e morreu em Lisboa a 26 de Janeiro de 1873, Duquesa de Leuchtenberg.

in diversas fontes da net.

D. Am√©lia foi a quarta filha do General Eug√©nio de Beauharnais e de sua esposa, a Princesa Augusta da Baviera. O seu pai era filho de Josefina de Beauharnais e do seu primeiro marido, o Visconde Alexandre de Beauharnais. Quando Josefina se casou novamente com Napole√£o Bonaparte, Eug√©nio foi adoptado como filho e feito Vice-Rei da It√°lia. A m√£e de Am√©lia era filha do Rei Maximiliano I Jos√© da Baviera e de sua primeira consorte, a Princesa Augusta Guilhermina de Hesse-Darmstadt. Entre os irm√£os de Am√©lia estavam Josefina de Leuchtenberg, Rainha consorte de √ďscar I da Su√©cia, e Augusto de Beauharnais, Pr√≠ncipe consorte de D. Maria II de Portugal (enteada de D. Am√©lia). Napole√£o III foi o seu primo-irm√£o.

Depois da queda de Napole√£o em 1814, Eug√©nio, tendo assumido o t√≠tulo de Duque de Leuchtenberg, fixou resid√™ncia em Munique, mas ap√≥s a sua morte a fam√≠lia ficou em situa√ß√£o incerta sem grandes perspectivas para o futuro. Embora fossem nobres, o seu parentesco com Napole√£o n√£o facilitava o seu tr√Ęnsito entre as cortes e o reconhecimento da sua nobreza. O surgimento da possibilidade de casar D. Am√©lia com o Imperador do Brasil pareceu √† m√£e, Augusta, a melhor alternativa para garantir as pretens√Ķes da Casa de Leuchtenberg a um status r√©gio.

Ap√≥s a morte da sua primeira esposa a Arquiduquesa austr√≠aca Maria Leopoldina, em Dezembro de 1826, D. Pedro I do Brasil incumbiu o Marqu√™s de Barbacena de lhe ir buscar √† Europa uma segunda esposa. A sua tarefa n√£o foi f√°cil, e v√°rios factores complicaram a busca. Em primeiro lugar, D. Pedro tinha estipulado quatro condi√ß√Ķes para aceitar uma nova consorte: Ela deveria ser de bom nascimento, bela, virtuosa e culta. N√£o eram muitas as princesas dispon√≠veis que satisfaziam todos os requisitos. Al√©m disso, a imagem do Imperador na Europa n√£o era boa, o seu envolvimento com a Marquesa de Santos era not√≥rio e dificilmente alguma candidata deixaria as cortes europeias para se casar com quem tinha fama de infiel, assumindo al√©m disso cinco enteados. Para piorar a situa√ß√£o, o antigo sogro de D. Pedro, o Imperador austr√≠aco Francisco I, n√£o tinha o genro em bom conceito e divergia das suas ideias pol√≠ticas, e aparentemente agiu para boicotar um novo casamento a fim de garantir que os seus netos herdassem o trono brasileiro se sobrevivessem √† inf√Ęncia.

Ap√≥s enfrentar a recusa de oito princesas, o que tornara o embaixador objecto do esc√°rnio nas cortes, Barbacena, em concord√Ęncia com o Imperador, baixou as expectativas e passou a buscar uma noiva apenas "bela e virtuosa". Surgiu enfim D. Am√©lia como uma boa possibilidade, mas o seu encontro n√£o se deveu a Barbacena, e sim ao Visconde de Pedra Branca, ministro em Paris, a quem ela tinha sido indicada. N√£o tinha uma linhagem particularmente distinguida por parte de m√£e e seu pai, enteado de Napole√£o Bonaparte, em muitos lugares n√£o tinha a sua nobreza reconhecida justamente pelo √≥dio que o ex-imperador franc√™s suscitara em boa parte da Europa. Entretanto, era o seu √ļnico "defeito". A Princesa era muito bela, alta, bem proporcionada, com um rosto delicado e cabelos alourados. O Marqu√™s de Resende, enviado para confirmar a formosura da jovem, escreveu ao Imperador cobrindo-a de elogios e dizendo que ela tinha "um ar de corpo como o que o pintor Correggio deu nos seus quadros √† Rainha de Sab√°". Era tamb√©m, muito culta e sens√≠vel. Uma not√≠cia do London Times da altura afirmou que ela era uma das princesas mais bem educadas e preparadas da Alemanha.

O casamento foi rapidamente arranjado. A conven√ß√£o matrimonial foi assinada em Inglaterra a 30 de Maio de 1829, ratificada a 30 de Junho em Munique pela m√£e e tutora da noiva, a Duquesa de Leuchtenberg. A 30 de Julho daquele ano, foi confirmado no Brasil, o tratado do casamento de Sua Majestade com D. Am√©lia. Ao confirmar-se o casamento, D. Pedro rompeu definitivamente a sua liga√ß√£o com a Marquesa de Santos e instituiu como prova de boas inten√ß√Ķes, a Ordem da Rosa cujo lema √© "Amor e Fidelidade". A cerim√≥nia do casamento, realizada por procura√ß√£o em Munique na capela do Pal√°cio de Leuchtenberg, a 2 de Agosto daquele ano, foi singela contando com poucos convidados, j√° que D. Am√©lia insistiu em doar a um orfanato de Munique a substancial dota√ß√£o enviada por D. Pedro para uma celebra√ß√£o faustosa. O noivo foi representado pelo Marqu√™s de Barbacena. D. Am√©lia tinha apenas dezassete anos e o seu marido trinta.

A mãe da noiva previu as dificuldades pelas quais a sua filha passaria, e providenciou que ela fosse preparada. Além de um bom dote e enxoval, aconselhou-a, recomendando que demonstrasse os seus sentimentos e deixasse de lado a timidez para não desestimular o marido, que fosse amorosa com os enteados, e sobretudo que se mantivesse fiel como Imperatriz aos interesses brasileiros. Além disso, incumbiu o cientista Carl Friedrich von Martius de, durante a sua viagem, instruí-la sobre a nação que governaria, e a Condessa de Itapagipe, de introduzi-la no conhecimento da personalidade do seu esposo, da língua portuguesa e dos costumes da corte brasileira.

D. Amélia de Leuchtenberg chegou ao Rio de Janeiro a 15 de Outubro de 1829 na fragata Imperatriz, vinda de Ostende na Bélgica, bem antes da data prevista. Diz a tradição que ao saber que o navio se aproximava, D. Pedro embarcou num rebocador para encontrá-lo fora da barra, e ao ver que a beleza da esposa correspondia às suas altas expectativas, desfaleceu de emoção.

Acompanhavam-na a bordo o Marqu√™s de Barbacena e a pequena D. Maria da Gl√≥ria, a futura D. Maria II de Portugal, em favor de quem o pai renunciara aos seus direitos ao trono portugu√™s em 1828. Barbacena, que na mesma viagem tinha recebido a miss√£o de levar D. Maria para os cuidados de seu av√ī o Imperador Francisco I, no meio do trajecto soube da usurpa√ß√£o do trono portugu√™s por D. Miguel irm√£o de D. Pedro, e decidiu em vez de a levar para Viena lev√°-la para Inglaterra, que considerou um lugar mais seguro. Ap√≥s concluir os acordos do enlace imperial, foi busc√°-la novamente, embarcando-a de volta para o Brasil junto da comitiva de D. Am√©lia, onde se encontrava tamb√©m o irm√£o da noiva, Augusto de Beauharnais, 2.¬į Duque de Leuchtenberg. Pouco depois do primeiro encontro do casal, os filhos do primeiro casamento de D. Pedro conheceram a sua madrasta ainda no navio que a trouxera, para almo√ßarem todos juntos.

No dia seguinte, ao meio-dia, sob uma forte chuva D. Am√©lia desembarcou, sendo recebida com uma solene prociss√£o. Em seguida dirigiu-se com o seu esposo, √† Capela Imperial para receberem as ben√ß√£os nupciais. A beleza da Imperatriz deslumbrou todos, real√ßada por um longo vestido branco e um manto bordado a prata segundo a moda francesa. Depois da cerim√≥nia houve uma celebra√ß√£o p√ļblica com fogos de artif√≠cio, e a corte foi servida com um grande banquete de Estado.

Em Janeiro de 1830, ocorreu a apresentação formal da nova Imperatriz à corte, com um baile em que todas as damas se vestiram com a cor rosa sua preferida. Somente no dia seguinte ao baile o casal iniciou a sua lua-de-mel, passando seis semanas na fazenda do padre Correa, na serra da Estrela, local onde futuramente se ergueria a cidade de Petrópolis.

Em seu redor, encontraram o clima na corte pesado, por conta de problemas causados pelo notório Chalaça, amigo íntimo do Imperador. Barbacena aproveitou para livrar-se do antigo desafecto, recomendando que ele partisse para a Europa, no que contou com o apoio irrestrito da nova imperatriz, ansiosa para apagar tudo o que pudesse lembrar o passado aventuresco de seu esposo. Ela já tinha mostrado atitudes firmes anteriormente, recusando-se desde o início a receber na corte a Duquesa de Goiás, filha de D. Pedro com a Marquesa de Santos, e exigindo que ela fosse mandada para um colégio na Suíça.

Ao instalar-se no Pal√°cio de S√£o Crist√≥v√£o, percebendo a falta de protocolo que reinava, D. Am√©lia imp√īs √† corte como l√≠ngua oficial o franc√™s e o cerimonial de uma corte europeia. Procurou actualizar a moda e a culin√°ria, redecorou o pal√°cio e renovou os servi√ßos de mesa e pratarias, tentando refinar os costumes. Em parte teve sucesso, e a eleg√Ęncia da Imperatriz, sempre impecavelmente vestida, tornou-se famosa no estrangeiro.

O seu relacionamento com os seus enteados foi segundo relatos, muito positivo. Tendo cativado imediatamente o afecto do marido, a sua bela apar√™ncia, o seu bom senso e a sua gentileza no trato conseguiram o mesmo das crian√ßas. Dedicou-se a assegurar que recebessem uma boa educa√ß√£o e tivessem um bom ambiente familiar. Um viajante franc√™s registrou pouco ap√≥s o casamento: "Parece que a imperatriz continua a exercer a sua influ√™ncia sobre as crian√ßas de D. Pedro. Os felizes resultados j√° s√£o aparentes, j√° fez consider√°veis reformas no pal√°cio, e a ordem come√ßa a reinar; a educa√ß√£o das princesas √© supervisionada e dirigida pela Imperatriz pessoalmente", o mesmo cuidado recebendo o herdeiro do trono, o pequeno D. Pedro de Alc√Ęntara. Prova-o o facto de que ele em breve passou a cham√°-la de "mam√£e". D. Am√©lia sempre lhe manifestou carinho, e at√© √† sua morte manteve correspond√™ncia com ele, tentando instru√≠-lo e apoi√°-lo. Sobrevivem cerca de seiscentas cartas que trocaram. D. Pedro II retribuiria a gentileza solicitando a sua ajuda para casar as suas pr√≥prias filhas e visitando-a em Lisboa em 1871.

Tamb√©m foi importante a sua presen√ßa para resgatar a popularidade de seu marido e anim√°-lo num momento dif√≠cil do novo imp√©rio, mas o entusiasmo gerado pelo casamento entre a popula√ß√£o durou pouco. Jos√© Bonif√°cio aconselhou-a no sentido de que fizesse o marido reconciliar-se com o povo, mas nada adiantou. A precariedade da situa√ß√£o econ√≥mica e a turbul√™ncia pol√≠tica precipitaram uma crise incontorn√°vel, e em 7 de Abril de 1831 D. Pedro abdicou, deixando o trono para o seu filho D. Pedro de Alc√Ęntara.

D. Amélia seguiu com D. Pedro, agora com o título de Duques de Bragança, de navio para a Europa. Encontrava-se grávida de três meses e sofreu muito com enjoos. O primeiro porto a ser alcançado foi o do Faial no arquipélago dos Açores. Após se reabastecer, o navio seguiu viagem rumo a Cherburgo em França, chegando ali a 10 de Junho de 1831. Foram recebidos com honras de monarcas reinantes, com uma salva de 21 tiros de canhão e um destacamento de cinco mil soldados da Guarda Nacional. A Prefeitura da cidade ofereceu-lhes um palácio para que se acomodassem, mas a 20 de Junho D. Pedro seguiu para Londres, deixando para trás D. Amélia, à qual se reuniu D. Maria da Glória em 23 do mesmo mês.

Em seguida, D. Am√©lia estabeleceu resid√™ncia em Paris com D. Maria da Gl√≥ria e D. Isabel Maria a Duquesa de Goi√°s, que acabaria adotando por filha. No dia 30 de Novembro de 1831 a Imperatriz deu √† luz a princesa Maria Am√©lia de Bragan√ßa seu √ļnico rebento. O pai expressou a sua felicidade em carta ao pequeno D. Pedro II nos seguintes termos: "A Divina Provid√™ncia quis diminuir a tristeza que sente o meu cora√ß√£o paterno pela separa√ß√£o de V.M.I. [Vossa Majestade Imperial] dando-me mais uma filha e, √† V.M.I., mais uma irm√£ e s√ļbdita".

Enquanto isso, D. Pedro I empreendia uma encarniçada luta contra o seu irmão D. Miguel I pelo trono português em nome de sua filha D. Maria da Glória. Com a notícia da vitória do Duque de Bragança em Lisboa, D. Amélia partiu com a sua filha e a sua enteada para Portugal, chegando à capital a 22 de Setembro de 1833. Com D. Miguel derrotado e exilado de Portugal, D. Pedro e a sua família estabeleceram-se inicialmente no Palácio do Ramalhão e mais tarde, no Palácio Real de Queluz.

A vida agitada de D. Pedro minou a sua sa√ļde que contraiu tuberculose e faleceu a 24 de Setembro de 1834. D. Am√©lia respeitou as disposi√ß√Ķes testament√°rias do finado, que desejava ter a sua filha ileg√≠tima com a Marquesa de Santos, D. Maria Isabel bem educada na Europa, como estava sendo a sua outra filha a Duquesa de Goi√°s, mas apesar do convite feito para que lhe enviasse a menina, a Marquesa declinou. D. Pedro tamb√©m estipulara dotes para outros dos seus filhos adulterinos que foram concedidos √†s expensas da heran√ßa de D. Am√©lia e da sua pr√≥pria filha, expressando o seu respeito pelo amor que D. Pedro dedicara a toda a sua prole leg√≠tima ou n√£o.

D. Am√©lia n√£o voltou a casar; mudou-se para o Pal√°cio das Janelas Verdes e dedicou-se a obras de caridade e √† educa√ß√£o da filha, que demonstrou possuir grande intelig√™ncia e pendor para a m√ļsica, ocasionalmente visitando a Baviera com a sua menina. Apesar de estabelecidas em territ√≥rio luso, elas n√£o eram consideradas parte da fam√≠lia real portuguesa. D. Am√©lia solicitou ent√£o ao governo brasileiro o reconhecimento dela e de sua filha como membros da fam√≠lia imperial brasileira, com direito a uma pens√£o, mas D. Pedro II ainda era menor de idade e o Brasil era governado por uma Reg√™ncia que temia uma poss√≠vel influ√™ncia da Imperatriz-vi√ļva nos neg√≥cios de Estado e mesmo, a sua ades√£o a fac√ß√Ķes pol√≠ticas que pudessem vir a prejudicar o governo. Assim, recusou-se o reconhecimento de D. Maria Am√©lia como uma princesa brasileira e proibiu-se a ela e √† sua m√£e de colocarem os p√©s no pa√≠s. Entretanto, com a maioridade de D. Pedro II que mantinha boas rela√ß√Ķes com elas, a situa√ß√£o mudou, e em 5 de Julho de 1841 m√£e e filha foram reconhecidas como membros da fam√≠lia imperial brasileira.

Por infelicidade, logo ap√≥s noivar com o Arquiduque Maximiliano da √Āustria no in√≠cio de 1852, a Princesa Maria Am√©lia passou a mostrar os sintomas da tuberculose. A doen√ßa fez com que ela e a sua m√£e mudassem para o Funchal na Ilha da Madeira, em busca de ares mais salubres, l√° chegando a 31 de Agosto. Todavia, a princesa n√£o resistiu e faleceu aos vinte e dois anos de idade a 4 de Fevereiro de 1853. A sua morte repercutiu profundamente sobre a m√£e, que visitou o t√ļmulo da filha todos os anos no dia 4 de Fevereiro at√© ela mesma falecer, financiou a constru√ß√£o de um hospital no Funchal chamado "Princesa Dona Maria Am√©lia" ainda existente, e legou as suas propriedades na Baviera ao Arquiduque Maximiliano, "a quem [ela] ficaria feliz em ter como genro se Deus tivesse conservado a sua amada filha Maria Am√©lia".

Após a morte da filha, D. Amélia voltou a residir em Lisboa, onde morreu a 26 de Janeiro de 1873 aos sessenta anos. De acordo com o estabelecido no seu testamento, sua irmã a Rainha da Suécia, foi a sua principal herdeira, mas legou para o Brasil muitos documentos pertencentes a D. Pedro, hoje preservados no Arquivo Histórico do Museu Imperial de Petrópolis. Os seus restos mortais jazem na cripta do Monumento à Independência do Brasil em São Paulo, trasladados para o Brasil em 1982. Até aí o corpo de D. Maria Amélia repousou ao lado do corpo do irmão de D. Pedro I, D. Miguel, no Panteão dos Braganças em Lisboa.

Em 2012 os restos mortais da Imperatriz, bem como de D. Pedro I e de sua primeira esposa D. Leopoldina, foram exumados pela primeira vez da Cripta Imperial por uma equipa de cientistas liderada pela historiadora e arque√≥loga Valdirene do Carmo Ambiel em conjunto com especialistas da Faculdade de Medicina da USP. O processo foi cercado de sigilo, e apenas em 2013 veio a p√ļblico. Descobriu-se que o corpo de Am√©lia estava mumificado com v√°rios √≥rg√£os preservados. Os exames realizados revelaram que ela sofria de grave escoliose, uma deforma√ß√£o na coluna espinhal, e osteoporose, um enfraquecimento dos ossos. Media entre 1,60 m e 1,66 m de altura e tinha perdido v√°rios dentes. O vestido que usava era preto, j√° que desde a morte de seu esposo D. Pedro, ela guardara luto. As causas da mumifica√ß√£o ainda n√£o foram bem esclarecidas, mas descobriu-se que o seu corpo sofreu um processo de conserva√ß√£o ap√≥s a morte, com a inocula√ß√£o de subst√Ęncias arom√°ticas como c√Ęnfora e mirra. Tamb√©m deve ter contribu√≠do o lacramento herm√©tico do caix√£o, impedindo a invas√£o de microrganismos que decomp√Ķem a mat√©ria org√Ęnica. Ap√≥s os estudos, o corpo recebeu um novo tratamento para a sua conserva√ß√£o, semelhante ao usado na altura do seu falecimento.

Descendência:

Com D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal:

D. Maria Am√©lia de Bragan√ßa (1831 ‚Äď 1853).


 
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