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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Mai 06, 2019 21:49     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Torre medieval de Refóios, também conhecida como Torre das Malheiras e Torre de Malheiros, localizada na freguesia de Refóios do Lima, vila e concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

A torre de Refoios do Lima é um dos melhores (e mais precoces) exemplos conservados de uma tipologia específica de habitação senhorial conhecida por domus fortis . Caracteriza-se por uma torre isolada, "inspirada nas torres de menagem dos castelos", e foi utilizada "sobretudo por pequenas linhagens, em processo de ascensão social", datando os primeiros exemplos ainda do século XII (ALMEIDA e BARROCA, 2002, pp.103-105).

Infelizmente, não se conhece ainda suficientemente bem a história desta torre, não tendo sido possível identificar a estirpe que promoveu a sua construção, nem sequer a data mais ou menos específica em que tal empreitada teve lugar.

No s√©culo XII, D. Afonso Henriques doou as terras de Refoios a D. Mem Afonso - em 1124 segundo Fr. Ant√≥nio Brand√£o, ou j√° em 1157 de acordo com Jos√© Mattoso (Cf. SILVA, 1995, pp.50 e 71, nota 20). N√£o se sabe todavia, se foi a partir desse acto que se edificou a torre, uma vez que as opini√Ķes mais consensuais situam o seu aparecimento s√≥ na Baixa Idade M√©dia. Tamb√©m a lenda que a liga √† figura de D. Afonso de Ancemondes, companheiro do Conde D. Henrique e patrocinador do mosteiro de Refoios do Lima, deve ser encarada com grandes reservas, uma vez que n√£o est√° provada qualquer interven√ß√£o deste nobre na sua exist√™ncia.

S√£o muitas as opini√Ķes contr√°rias acerca da sua cronologia exacta. Durante anos, pensou-se que dataria do final do s√©culo XIV an√°lise defendida por Carlos de Azevedo, que identificou algumas semelhan√ßas com a vizinha Torre da Giela (AZEVEDO, 1969, p.165, a partir de GUERRA, 1925). O facto desta √ļltima datar j√° do s√©culo seguinte, na sequ√™ncia da institui√ß√£o do viscondado de Cerveira, certamente obrigou a arrastar a cronologia da de Refoios e assim a encontramos catalogada, em 1987 como poss√≠vel estrutura quatrocentista (ALMEIDA, 1987, p.116).

Mais recentemente, as investiga√ß√Ķes de Jos√© Cust√≥dio Vieira da Silva levaram a recuar estas propostas, situando-a ainda na primeira metade do s√©culo XIII antes das Inquiri√ß√Ķes de 1258. As analogias construtivas para com as Torres de Penegate (especialmente o "aparelho pseudo-is√≥domo e a inexist√™ncia de janelas ou balc√£o com matac√£es") e de Barbosa (SILVA, 1995, pp.50-51 e 170) colocam a domus fortis de Refoios num estado evolutivo ainda n√£o plenamente g√≥tico, o que contraria a tardia data√ß√£o proposta pelos anteriores autores.

Com efeito, a Torre apresenta uma s√©rie de caracter√≠sticas que podemos considerar "arcaicas". De planta quadrangular, e de relativa baixa altura, √© uma estrutura maci√ßa de dois pisos, com acesso por porta √ļnica elevada. Esta, de arco apontado composto por largas aduelas, abre-se na fachada Sul e a ela se acede atrav√©s de escadaria encostada ao al√ßado, formando um patim quadrangular sem protec√ß√Ķes laterais (que dever√£o ter substitu√≠do o primitivo acesso de escada de madeira eventualmente recolh√≠vel). Os andares s√£o exteriormente marcados por estreitas frestas, rasgadas axialmente nos panos mur√°rios e o coroamento √© feito por ameias quadrangulares. O sistema de aparelho utilizado refor√ßa estas caracter√≠sticas pr√©-g√≥ticas, ao recorrer a fiadas relativamente irregulares, com silhares n√£o muito bem aparelhados.

N√£o existe aqui, qualquer sinal de refinamento est√©tico (como as janelas e os balc√Ķes) caracter√≠sticos dos s√©culos da Baixa Idade M√©dia ao inv√©s, a simplicidade e o aspecto maci√ßo mais facilmente recordam as torres de menagem dos castelos rom√Ęnicos (isoladas no interior de p√°tios muralhados) que propriamente, os pa√ßos g√≥ticos da nobreza fundi√°ria nacional.

Na Idade Moderna eventualmente no século XVII, construíram-se edifícios anexos mais baixos e de carácter essencialmente agrícola.

Recentemente transformados numa pequena unidade de turismo de habita√ß√£o, estes edif√≠cios mantiveram a torre como principal elemento do conjunto edificado, refor√ßando desta forma a sua import√Ęncia hist√≥rica, mas tamb√©m a sua relev√Ęncia cenogr√°fica na vasta √°rea envolvente.

√Č classificada como Im√≥vel de Interesse P√ļblico pelo IPPAR desde 1996.

Muito bem conservada, est√° inserida dentro de uma quinta. O conjunto encontra-se ainda classificado como casa de Turismo de Habita√ß√£o pela Direc√ß√£o Geral de Turismo, sendo uma das atrac√ß√Ķes de destaque da regi√£o.

Os seus proprietários são representantes do título de Conde de Almada e senhores do Paço de Lanheses.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Mai 07, 2019 23:28     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Fontalva no Alentejo, localizado no chamado Monte Velho de Fontalva, freguesia de Barbacena, concelho de Elvas, distrito de Portalegre.

in diversas fontes da net.

Embora existam poucas informa√ß√Ķes dispon√≠veis sobre esta fortifica√ß√£o, na margem direita da ribeira de Fontalva, acredita-se que foi erguida sobre os vest√≠gios de um antigo castro pr√©-romano, sucessivamente ocupado por Romanos e posteriormente por Mu√ßulmanos, o que carece de aprofundamento nas pesquisas.

Os restos da actual estrutura remontam ao final do século XV ou mesmo ao início do XVI, sob o reinado de D. João III (1521-1557) quando foi adaptado a residência com as características de um Solar.

Em m√£os de particulares, em algum momento do s√©culo XIX ou da primeira metade do XX, foram demolidas diversas constru√ß√Ķes que se lhe adossavam aos muros, externamente pelos lados Norte, Leste e Noroeste e internamente pelo Sul.

Encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Decreto publicado em 29 de Setembro de 1977.

Na segunda metade do s√©culo XX visando adaptar o im√≥vel rural a fins tur√≠sticos, foi erguida uma sala de refei√ß√Ķes no piso superior do lado Oeste.

Recentemente, esses trabalhos t√™m prosseguido √† revelia do poder p√ļblico com a reabilita√ß√£o de pavimentos, a recupera√ß√£o de alvenarias e de rebocos, a caia√ß√£o, instala√ß√£o de coberturas, portas e janelas, √°gua encanada, electricidade e aquecimento central.

Características do Castelo:

Erguido em posição dominante no alto de um monte na cota de 337 metros acima do nível do mar, apresenta planta pentagonal irregular, flanqueado por cinco cubelos nos vértices, mais dois flanqueando o portão de entrada em arco semicircular que se rasga na muralha Leste. Esta porta é encimada pela pedra de armas da família Silva, sobrepujada por uma troneira cruzetada e esta por sua vez, por uma cruz num nicho.

A Porta da Traição rasga-se a Sudoeste.

Tanto a muralha, percorrida por um adarve, quanto os cubelos s√£o ameados.


 
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Mensagem Enviada: Qua Mai 08, 2019 20:32     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte da Feira (em recuperação) localizado na vila e freguesia da Malveira, no concelho de Mafra, distrito de Lisboa.

in diversas fontes da net.

Tornou-se numa das fortifica√ß√Ķes outrora integrantes das chamadas Linhas de Torres Vedras. Foi inicialmente denominado de Reduto de Valtij√£es. Em 1810 encontra-se denominado como Forte da Malveira e em 1895 com o nome actual.

A toponímia remonta a uma feira anual instituída por D. Maria I a 14 de Dezembro destinada à compra e venda de gado na região.

No contexto da Guerra Peninsular, o n√ļcleo urbano da Malveira restringia-se a uma √°rea junto √† Ermida de Nossa Senhora dos Rem√©dios. Entretanto, a √°rea anexa ao local onde seria implantado o Forte era utilizada para a referida feira.

Em posi√ß√£o dominante sobre o vale Baralhas, integrava o denso conjunto de fortifica√ß√Ķes que controlava o n√≥ das comunica√ß√Ķes da Malveira/Venda do Pinheiro, onde se cruzavam as estradas que ligavam Mafra a Lisboa e Torres Vedras a Lisboa. Erguido em 1809 com o n√ļmero de obra 66¬ļ.

Na altura do conflito, encontrava-se guarnecido por 350 homens das milícias portuguesas, contando com quatro peças de artilharia do calibre 9, com alcance de cerca de 2200 metros.

Administrativamente encontrava-se compreendida no distrito n¬ļ 6 com o quartel-general em Mafra, e jurisdi√ß√£o daquela cidade at√© ao oceano Atl√Ęntico.

A √°rea foi objecto de recupera√ß√£o e inaugurada ao p√ļblico a 13 de Agosto de 2002.

Através de uma campanha de prospecção arqueológica, graças aos esforços conjuntos da Junta de Freguesia da Malveira, da Direcção de Infra-estruturas do Exército e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), com fundos do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, em 2010-2011 foi possível identificar uma construção complexa que integra estruturas em alvenaria e madeira nas áreas mais importantes da fortificação, a saber: entrada, paiol e canhoneiras.

Foi reaberto ao p√ļblico a 7 de Julho de 2011 dentro do escopo do projecto "Rota Hist√≥rica das Linhas de Torres".

Características do Forte:

O Forte apresenta planta com o formato de um polígono estrelado com sete pontas, com seis canhoneiras no lado oposto à entrada, defendido por um fosso com cerca de quatro metros de profundidade.

O paiol ao centro do conjunto, apresenta planta rectangular, erguido em aparelho de pedra revestido por argamassa e recoberto por telhado de duas √°guas, revestido por uma estrutura de terra com camadas compactadas.

O acesso ao seu interior era feito por uma rampa.


 
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Mensagem Enviada: Qui Mai 09, 2019 17:55     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria da Flor da Rosa, também conhecido como Mosteiro da Ordem do Hospital de Flor da Rosa, localizado na freguesia de Flor da Rosa, concelho do Crato, distrito de Portalegre.

in diversas fontes da net.

Considerado o mais importante exemplo de Mosteiro fortificado existente na península Ibérica, nele está instalada no presente, uma das unidades das Pousadas de Portugal.

Mandado construir em 1356 por D. √Ālvaro Gon√ßalves Pereira, primeiro Prior do Crato e pai do Santo Condest√°vel D. Nuno √Ālvares Pereira e que foi, segundo historiadores o local de nascimento deste.

Em 1232 o Rei D. Sancho II doou a povoa√ß√£o do Crato √† Ordem dos Hospital√°rios. Foi em 1340 que a sede da Ordem do Hospital foi alterada de Le√ßa do Bailio ou de Belver para o Crato, tendo logo o Prior do Crato D. √Ālvaro Gon√ßalves Pereira, decidido fundar uma capela na localidade.

Com o crescimento da Ordem é então erguido este Mosteiro, casa-mãe da Ordem em Portugal e fundado em 1356. A partir do século XVI, a Ordem do Hospital passou a denominar-se como Ordem de Malta, nome que ainda hoje conserva.

Actualmente o Mosteiro abriga o t√ļmulo do fundador, uma pousada da Enatur e o N√ļcleo de Escultura Medieval do Museu Nacional de Arte Antiga.

Características do Mosteiro:

Este Mosteiro √© composto por tr√™s edifica√ß√Ķes distintas: A igreja-fortaleza de estilo g√≥tico, um pa√ßo-acastelado g√≥tico, j√° com altera√ß√Ķes quinhentistas, e as restantes depend√™ncias conventuais j√° renascentistas e mud√©jares. Todo o conjunto tem sido alterado ao longo dos s√©culos, nomeadamente nos s√©culo XVI e XVII e mais tarde no s√©culo XX, onde houve uma maior preocupa√ß√£o de preserva√ß√£o do plano original g√≥tico.

De facto j√° no tempo do Rei D. Manuel I o espa√ßo mon√°stico √© alargado para um maior n√ļmero de aposentos, transformando-o num Pa√ßo Real e com o grande terramoto de 1755 e um temporal devastador em 1897 que se fez sofrer na √°rea, o conjunto teria sofrido grandes desgastes.

O Mosteiro da Ordem do Hospital da Flor da Rosa foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e na d√©cada de 1940 come√ßaram as obras de restauro. Mais tarde, em 1991 iniciam-se os trabalhos de reconvers√£o para Pousada de Portugal pelo Arquitecto Jo√£o Lu√≠s Carrilho da Gra√ßa, aberta ao p√ļblico em 1995 e transformando-se este legado patrimonial numa das mais aclamadas Pousadas do Pa√≠s, a Pousada Flor da Rosa.

Em Julho de 2009, ap√≥s um conjunto alargado de ac√ß√Ķes de investiga√ß√£o, recupera√ß√£o e valoriza√ß√£o realizados neste Mosteiro de Santa Maria da Flor da Rosa, mais concretamente na ala n√£o afecta √† pousada, o monumento √© aberto ao p√ļblico com uma √°rea de acolhimento e interpreta√ß√£o onde s√£o disponibilizados diferentes servi√ßos de apoio que permitir√£o, quer uma melhor compreens√£o de toda a hist√≥ria deste local, quer as condi√ß√Ķes adequadas de recep√ß√£o. O que permitiu a instala√ß√£o do N√ļcleo de Escultura Medieval do Museu Nacional de Arte Antiga e uma exposi√ß√£o de escultura de Jo√£o Cutileiro na nave da igreja.


 
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Mensagem Enviada: Sex Mai 10, 2019 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Anta de Pavia, transformada em Capela de S√£o Dinis, √© um monumento nacional localizado na vila de Pavia, em Mora, no distrito de √Čvora.

in diversas fontes da net.

√Č uma das Antas mais importantes de Portugal, tendo o seu recinto e c√Ęmara 4,30 metros de di√Ęmetro, 3,30 metros de altura e um capelo com o volume de 3 X 2,60 metros.

A Anta foi erguida entre o IV e o III milénio a.C., tendo sido transformada numa Capela dedicada a São Dinis ou São Dionísio no século XVII.

A transformação do local em monumento cristão terá recebido influências da Anta-Capela de São Brissos no concelho de Montemor-o-Novo.

Foi objecto de escava√ß√Ķes arqueol√≥gicas no segundo quartel do s√©culo XX realizadas por Virg√≠lio Correia.

Encontra-se classificada como monumento nacional pelo Instituto Português do Património Arquitectónico desde 1910.


 
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Mensagem Enviada: Sáb Mai 11, 2019 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de Nossa Senhora do Rosário, mais conhecido como Forte São Francisco de Chaves, localizado na cidade do mesmo nome, freguesia de Stª Maria Maior (Chaves), concelho de Chaves, distrito de Vila Real.

in diversas fontes da net.

Juntamente com o Forte de S√£o Neutel, este Forte em posi√ß√£o dominante na colina da Pedisqueira, vizinho ao rio T√Ęmega e √† antiga ponte romana, destinava-se a defender a cidade na fronteira da Galiza na altura da Guerra da Restaura√ß√£o.

O Forte remonta a um Convento franciscano ‚Äď o Convento de Nossa Senhora do Ros√°rio - erguido no in√≠cio do s√©culo XVI que lhe deu a designa√ß√£o.

De acordo com uma escritura celebrada com Frei Rodrigo de Morais em 1446, terá sido o arquitecto Mestre Joanes de Cibrão que projectou a abóbada do Convento.

No contexto da Guerra da Restaura√ß√£o da Independ√™ncia, reconhecendo-se a import√Ęncia da posi√ß√£o estrat√©gica da cidade junto √† fronteira, imp√īs-se a moderniza√ß√£o das suas defesas medievais. Visando evitar que as colinas vizinhas fossem ocupadas por baterias de artilharia inimiga, estas posi√ß√Ķes foram guarnecidas.

Na colina da Pedisqueira onde existia o antigo Convento franciscano, optou-se por envolv√™-lo com muralhas abaluartadas, transformando-o num Forte. Os trabalhos desenvolveram-se sob as ordens do Governador das Armas da Prov√≠ncia de Tr√°s-os-Montes D. Rodrigo de Castro, Conde de Mesquitela entre 1658 e 1662. Os trabalhos de defesa de Chaves foram completados com a constru√ß√£o de novos panos de muralha ligando o Forte aos antigos muros medievais, refor√ßados ou reconstru√≠dos na ocasi√£o, envolvendo-se os bairros que se haviam expandido extra-muros medievais. A defesa foi estendida √† antiga ponte romana sobre o T√Ęmega, cujo acesso na margem oposta, tamb√©m foi fortificado com a constru√ß√£o do Revelim da Madalena.

No in√≠cio do s√©culo XIX aquando da Guerra Peninsular, Chaves e as suas defesas n√£o estavam em condi√ß√Ķes de defesa. Ap√≥s diversos embates com as tropas napole√≥nicas sob o comando do General Soult, as tropas portuguesas sob o comando do General Francisco da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, recuaram para pontos estrat√©gicos, deixando a cidade com uma pequena guarni√ß√£o sob o comando do Tenente-coronel Pizarro. Estas for√ßas, assim como a de milicianos que enfrentou o inimigo, foi aprisionada e depois libertada.

O Forte de São Francisco foi utilizado como quartel-general dos franceses na ocasião e nessa qualidade, foi alvo da contra-ofensiva do General Silveira em Março de 1809. Após seis dias de violentos combates a guarnição francesa rendeu-se, e Chaves foi libertada.

Posteriormente, foi cen√°rio ainda de lutas aquando das Guerras Liberais e mais tarde ainda em 1910, quando da Proclama√ß√£o da Rep√ļblica Portuguesa.

Perdida a sua fun√ß√£o defensiva ap√≥s abrigar por quase setenta anos o 10¬ļ Batalh√£o de Ca√ßadores, as depend√™ncias do Forte foram abandonadas entrando em processo de ru√≠na.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n¬į 28.536, publicado em 22 de Mar√ßo de 1938.

A interven√ß√£o do poder p√ļblico atrav√©s da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais (DGEMN) registou-se a partir de 1957, quando lhe foram efectuadas obras de conserva√ß√£o. Diversas etapas de consolida√ß√£o, limpeza, desobstru√ß√£o, repara√ß√£o e reconstru√ß√£o tiveram lugar nas d√©cadas seguintes, at√© que a 16 de Janeiro de 1989, o Forte de S√£o Francisco foi cedido, a t√≠tulo prec√°rio, √† C√Ęmara Municipal de Chaves.

Na segunda metade da d√©cada de 1970, as depend√™ncias do Forte serviram como alojamento provis√≥rio para fam√≠lias retornadas das ex-col√≥nias portuguesas de √Āfrica.

Em 1994 as dependências do Forte foram requalificadas como uma unidade hoteleira, empreendimento promovido pela Sociedade Forte de S. Francisco, Hoteis, Ldª, com projecto do Arquitecto Pedro Jalles. O Forte de São Francisco Hotel inaugurado em Maio de 1997 encontra-se classificado com quatro estrelas. Disponibiliza cinquenta e três quartos aos visitantes, bar e restaurante, quadra de ténis, piscina e sauna.

Características do Forte:

O Forte apresenta planta simples no formato estrelado, com quatro baluartes nos vértices no sistema Vauban. As muralhas, com espessura de um metro, variam entre quatro a vinte metros de altura e são revestidas em granito.

O acesso principal √© feito atrav√©s de um port√£o no lado Sul atrav√©s de uma ponte levadi√ßa sobre o fosso, actualmente aterrado. Existem acessos secund√°rios pelo lado Leste e pelo lado Oeste, todos conduzindo atrav√©s de t√ļneis para a Pra√ßa de Armas.

Entre as edifica√ß√Ķes no interior do Forte destaca-se a antiga Capela de S√£o Francisco que abrigou por tr√™s s√©culos at√© 1942, o t√ļmulo de D. Afonso, primeiro Duque de Bragan√ßa restaurada e bem preservada.


 
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Mensagem Enviada: Dom Mai 12, 2019 22:23     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Vila do Touro localizado na povoação e freguesia do mesmo nome, concelho do Sabugal, distrito da Guarda.

in diversas fontes da net.

No alto de uma eleva√ß√£o sobranceira ao vale da ribeira do Boi no ponto da sua conflu√™ncia com o rio C√īa, √© um dos cinco castelos erguidos no concelho al√©m dos de Alfaiates, Vilar Maior, Sabugal e Sortelha. Do alto das suas muralhas avistam-se localidades como as de Abitureira, Arrifana, Bara√ßal, Guarda, Martim P√™ga, Pega, Sabugal e Seixo do C√īa.

A primeira ocupação humana do local remonta à pré-história provavelmente à Idade do Bronze, com continuidade na Idade do Ferro a julgar pelos vestígios arqueológicos abundantes na região. Do período romano na povoação é testemunho apenas uma epígrafe encontrada próximo à Abitureira referindo a sua toponímia Tauria, que em português significa da grande elevação.

Na altura da Reconquista cristã da península Ibérica, a região foi conquistada pela nossa Coroa nos fins do século XII. Na altura, os seus domínios foram doados pelo concelho da Guarda à Ordem dos Templários a quem se atribui o estabelecimento da povoação que veio a constituir termo próprio. Lindeiro ao reino de Leão sob o reinado de D. Afonso II (1211-1223) e visando incentivar o seu povoamento e defesa o Mestre da Ordem, D. Pedro Alvito concedeu à povoação o seu foral (1 de Dezembro de 1220).

Embora n√£o haja mais informa√ß√Ķes (acredita-se que seja contempor√Ęneo do Castelo de Castelo Mendo), datar√° desse per√≠odo o in√≠cio da constru√ß√£o da sua defesa: Povoa√ß√£o raiana, a sua fortifica√ß√£o era fronteira √† iniciada em Caria Talaya na margem oposta do rio C√īa, em territ√≥rio do reino de Le√£o hoje a actual freguesia de Ruvina em territ√≥rio portugu√™s.

A defesa casteleira entretanto, aparentemente não passou da construção das muralhas, uma vez que sucedeu um conflito pela posse das terras na região entre a Ordem e o Concelho da Guarda que se opunha à criação do Concelho da Vila do Touro.

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), com a assinatura do Tratado de Alcanizes (1297), a Vila do Touro perdeu o seu car√°cter fronteiri√ßo e consequentemente, a sua import√Ęncia estrat√©gica. Esse motivo, somado √† extin√ß√£o da Ordem do Templo (1319), levou a que a fortifica√ß√£o jamais fosse conclu√≠da, resumindo-se ao circuito das muralhas. O soberano n√£o confirmou o foral √† vila e nem concedeu aten√ß√£o √† sua defesa, que mergulhou no esquecimento, embora se tenha mantido sede do Concelho entre o in√≠cio do s√©culo XIII e o in√≠cio do s√©culo XIX.

A primeira Igreja Matriz templária sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, passou para a Ordem de Cristo.

D. Manuel I (1495-1521) concedeu-lhe o Foral Novo (1510), mas a sua fortificação continuou mergulhada no esquecimento.

O conselho de Vila do Touro foi extinto durante as Reformas Liberais em 1836 juntamente com o de Alfaiates.

Na altura da Guerra da Restauração, os moradores da vila ergueram um reduto para a própria defesa.

As ruínas da muralha medieval não se encontram classificadas pelo património português e actualmente encontram-se em mau estado de conservação, com uma porta em arco gótico desmoronada, sendo identificáveis alguns troços e blocos das antigas muralhas a Norte e a Oeste encobertos pela vegetação.

No recinto da praça de armas existem diversos pedregulhos.

Património templário, reclamam um estudo mais aprofundado inclusive de pesquisa arqueológica.

Características do Castelo:

Erguido na cota dos 800 metros acima do nível do mar, as muralhas do Castelo apresentam planta poligonal irregular, ainda podendo ser identificado no solo pelos seus alicerces o seu traçado integral.

Associadas a esses vest√≠gios outros, de algumas cal√ßadas que est√£o relacionadas com as comunica√ß√Ķes entre a povoa√ß√£o e as pra√ßas militares de Sortelha, Sabugal, Alfaiates e Guarda.

Uma das vias mais importantes ligava-a a Alfaiates, dali seguindo por Panoias até à Guarda. Dela restam vários troços e algumas pontes sobre as ribeiras da Lourença e de Pega.

Acredita-se que a ponte sobre a ribeira da Lourença remonte à altura de fundação do Castelo.


 
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Mensagem Enviada: Seg Mai 13, 2019 20:35     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Forte de Santa Catarina, também conhecido como Castelo de Santa Catarina e Castelo de Santo António, localizado na freguesia das Lajes do Pico, concelho do mesmo nome, na ilha do Pico nos Açores.

in diversas fontes da net.

Em posi√ß√£o dominante sobre este trecho do litoral, foi uma fortifica√ß√£o destinada √† defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e cors√°rios outrora frequentes nesta regi√£o do oceano Atl√Ęntico.

√Č o √ļnico exemplar da arquitectura militar na ilha que subsistiu at√© aos nossos dias.

Uma lei portuguesa datada de 15 de Maio de 1574, determinou que em todas as cidades, vilas e outros portos de mar do reino houvesse √† venda p√≥lvora, chumbo e outras muni√ß√Ķes e nelas se constru√≠ssem postos de vigia. Estes postos tinham como fun√ß√£o dar aviso √†s popula√ß√Ķes da aproxima√ß√£o de cors√°rios e piratas ent√£o em grande n√ļmero nas √°guas portuguesas em busca do apresamento e saque das naus das √ćndias e do Brasil. Eram ainda frequentes os ataques √†s povoa√ß√Ķes do litoral em busca de v√≠veres, riquezas e de escravos.

Na ilha do Pico, para guarnição desses postos de vigia, o Concelho das Lajes foi dividido em Companhias como o atestam por exemplo na Freguesia de São João, a divisão em Companhia de Baixo e Companhia de Cima.

Nas Lajes do Pico existiram os postos de vigia da Lagoa, da Barra, do Calhau do Sold√£o e de Santa Catarina.

No contexto da Guerra da Sucess√£o Espanhola (1702-1714) encontra-se referido como "O Forte de Santa Catharina sobre a Bahia." na rela√ß√£o "Fortifica√ß√Ķes nos A√ßores existentes em 1710".

No contexto da Revolução Francesa (1789), com a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder (1799) e pouco mais tarde a eclosão da Guerra Peninsular (1807-1814), temendo uma possível invasão do reino e dos seus domínios cuidou-se do reforço da defesa.

Nesse contexto, o primitivo Forte de Santa Catarina √† entrada do porto das Lajes do Pico, foi ampliado ou reconstru√≠do, dando lugar a um Forte de modestas dimens√Ķes com cerca de 22 por 34 metros. Nas suas muralhas rasgavam-se sete canhoneiras: uma na muralha virada a Sul, outra na virada a Norte e cinco voltadas a Oeste sobre o mar. Nos v√©rtices voltados ao mar, erguiam-se duas guaritas. No lado Sul, adossado √† muralha, erguia-se uma edifica√ß√£o com a fun√ß√£o de Casa do Comando/Quartel da Tropa e Casa da Palamenta/Armaz√©m da p√≥lvora.

Para as suas obras foi lançado um imposto de 3% sobre os géneros importados.

No ano de 1830, o concelho possuía dezanove Companhias de Ordenanças.

A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 refere-o e informa que "Tem um quartel arruinado" e que "As muralhas e parapeitos acham-se arruinados.". A seu respeito observa ainda:

"Como obra defensiva pode desde j√° desprezar-se pela pouca import√Ęncia militar que tem a Ilha; entretanto conviria que este forte fosse entregue √° Camara Municipal da Villa para tratar da sua conserva√ß√£o como obra √ļtil para o Concelho, visto que os alojamentos t√™m servido e podem servir de quartel a qualquer for√ßa militar que ali v√° em servi√ßo e por ser este o ponto fortificado indicador do porto principal da Ilha."

Em 1885 as suas dependências passaram a abrigar um forno de cal e junto à muralha Norte foi erguido um novo armazém para apoiar aquele forno.

O conjunto chegou ao final do século XX em ruínas de que subsistiam apenas a torre de vigia, as canhoneiras e um barracão. No seu interior encontravam-se os vestígios do forno de cal instalado no final do século XIX.

Encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico pelo Decreto n.¬ļ 95/78 de 12 de Setembro, publicado no Di√°rio da Rep√ļblica, I S√©rie, n.¬ļ 210.

Gra√ßas √† doa√ß√£o da propriedade por parte dos herdeiros de Manoel da Rosa e Maria da Concei√ß√£o Machado e Rosa e dos de Lu√≠sa Am√©lia da Silveira, ap√≥s interven√ß√£o de consolida√ß√£o e restauro por iniciativa da C√Ęmara Municipal das Lajes do Pico, o Forte foi requalificado e reinaugurado a 26 de Agosto de 2006. O espa√ßo comp√Ķem-se de um posto municipal de informa√ß√£o tur√≠stica, loja de produtos regionais e livraria, jardim p√ļblico e miradouro, √°rea de anima√ß√£o e espect√°culos ao ar livre (anfiteatro) e instala√ß√Ķes sanit√°rias.

Em 2011 o Forte foi distinguido com o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista na categoria de obra e sub-categoria de Desenho Urbano.

A premia√ß√£o organizada pelo jornal Arquitecturas, destacou o trabalho realizado pela empresa Arquitectos Paisagistas Associados Lda., que conta com a assinatura dos arquitectos Lu√≠s Cabral, Vasco Sim√Ķes, Rui Pinto e Ana Teresa Robalo e dos engenheiros Francisco Salpico, Nelson Capote e Jos√© Rosendo.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Mai 14, 2019 19:16     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de S√£o Domingos da Baralha ou Forte da Baralha localizado entre o cabo Espichel e a ponta do Cavalo em posi√ß√£o dominante sobre a ba√≠a da Baleeira pr√≥ximo de Sesimbra, no distrito de Set√ļbal.

in diversas fontes da net.

Integrou no passado, a linha defensiva do trecho do litoral denominado hoje em termos de turismo como a Costa Azul e que no s√©culo XVII se estendia de Albarquel a Sesimbra, completando a defesa da importante povoa√ß√£o mar√≠tima de Set√ļbal.

No √Ęmbito da completa remodela√ß√£o da estrat√©gia defensiva do reino implementada sob o reinado de D. Jo√£o IV (1640-56), compreendida na defesa da costa de Set√ļbal, esta fortifica√ß√£o mar√≠tima foi iniciada somente no reinado de D. Afonso VI (1656-67). Contribu√≠ram para os trabalhos de fortifica√ß√£o deste trecho do litoral na altura, os propriet√°rios das marinhas de sal e os navegantes da Casa do Corpo Santo, tendo as obras deste Forte, como as do Forte de Santiago do Out√£o e as do Forte de Albarquel sido conclu√≠das sob o reinado de D. Pedro II (1667-1706).

Considerado na altura como a primeira defesa da costa da Arrábida, este Forte e a Capela no seu interior sob a invocação do Senhor Jesus dos Navegantes, encontram-se actualmente abandonados e em ruínas.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Mai 15, 2019 22:56     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Viana do Alentejo localizado na vila, freguesia e concelho do mesmo nome, distrito de √Čvora.

in diversas fontes da net.

Aproximadamente equidistante das cidades de √Čvora e de Beja, o Castelo ergue-se no sop√© Sul do monte de S. Vicente, em posi√ß√£o dominante sobre a parte antiga da vila. √Č considerado, juntamente com o Castelo do Alvito, um dos mais not√°veis conjuntos arquitect√≥nicos fortificados do final do per√≠odo g√≥tico. O seu nome Viana do Alentejo, liga-se ao t√≠tulo nobili√°rquico da fam√≠lia Meneses, primeiros Condes de Viana que se destacaram nas campanhas portuguesas de Marrocos no s√©culo XV.

Acredita-se que a antiga ocupa√ß√£o deste local remonte √† altura da Invas√£o romana da Pen√≠nsula Ib√©rica a julgar pelos testemunhos arqueol√≥gicos encontrados nas redondezas, em particular no s√≠tio de Paredes 38¬į 20‚Ä≤ N 7¬į 58‚Ä≤ W e no local da ermida de Nossa Senhora d'Aires, onde foram identificados restos das edifica√ß√Ķes de uma necr√≥pole com l√°pides funer√°rias e de moedas romanas da √©poca dos primeiros imperadores. As invas√Ķes dos povos germ√Ęnicos e posteriormente de Mu√ßulmanos mantiveram a explora√ß√£o agr√≠cola da regi√£o que perdurava quando foi alcan√ßada pelas lutas da Reconquista crist√£, quando entrou na nossa posse na altura da conquista das vizinhas √Čvora e Beja.

Os dom√≠nios do Castelo, primitivamente integrantes de uma herdade denominada "Foxem" da propriedade da C√Ęmara Municipal de √Čvora, foram por esta doados nos primeiros anos da segunda metade do s√©culo XIII a Eg√≠dio Martins, mordomo da C√ļria no tempo de D. Afonso III (1248-1279) mantendo-se na posse dos seus descendentes.

Ap√≥s o falecimento de D. Martim Gil senhor destes dom√≠nios, o Rei D. Dinis (1279-1325) tomou posse dos mesmos passando Carta de Foral √† povoa√ß√£o (1313) documento onde √© denominada como Viana-de-a-par-de-Alvito, regulando-lhes as rela√ß√Ķes e doando cem libras para as suas obras da fortifica√ß√£o. Iniciaram-se assim as obras da constru√ß√£o do Castelo e da muralha da vila.

No ano seguinte (1314), a vila e os seus domínios foram doados pelo soberano ao seu filho, o futuro D. Afonso IV com a cláusula de o não trespassar a ninguém salvo à esposa a Infanta castelhana D. Beatriz, o que ele efectivamente fez em 1357 poucos dias antes de falecer.

Sob o reinado de D. Jo√£o II (1481-1495), estas defesas foram remodeladas uma vez que o soberano, tendo reunido as Cortes em √Čvora a 12 de Novembro de 1481, depois transferiu-as para Viana, onde vieram a encerrar-se a 7 de Abril de 1482. Na ocasi√£o, o soberano utilizou o Castelo de Viana como resid√™ncia tempor√°ria. Facto semelhante repetiu-se em 1489, tendo Viana de Alvito sido escolhida como palco para as grandes festividades realizadas por ocasi√£o das bodas do seu filho o pr√≠ncipe D. Afonso, com a infanta D. Isabel de Castela em Janeiro e Fevereiro de 1491, para o que foram tamb√©m efectuadas remodela√ß√Ķes na Igreja Matriz.

Esses trabalhos tiveram continuidade sob o reinado do seu sucessor D. Manuel I (1495-1521) com obras sob a direcção dos arquitectos Martim Lourenço, Diogo e Francisco de Arruda.

No Castelo, destaca-se a construção de um novo pano de muralhas devidamente ameado.

Nos séculos seguintes entretanto, foram desaparecendo os pontos de referência do Castelo, notadamente os fossos envolventes e as pontes pelas quais se acedia ao Castelo.

O Castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado a 23 de Junho de 1910. A interven√ß√£o do poder p√ļblico entretanto, s√≥ se fez sentir na d√©cada de 1940, com obras a cargo da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais, tendo-se efectuado trabalhos de consolida√ß√£o e restauro nas muralhas e nas ameias.

Características do Castelo:

O Castelo de estilo gótico, apresenta além de volumes trecentistas, adornos em estilo manuelino e mudéjar, fruto dos diversos períodos construtivos.

Em linhas gerais conserva planta pentagonal irregular, constitu√≠da pela articula√ß√£o de cinco cortinas de muralhas amparadas por cubelos cil√≠ndricos nos v√©rtices delimitando o terreiro. O topo destas √© percorrido por adarve e os cubelos s√£o arrematados por coruch√©us de alvenaria. O maior destes cubelos foi convertido em Torre de Menagem. As fachadas a Sul, Leste, Oes-nordeste e Noroeste s√£o arrematadas por merl√Ķes e ameias. Nas cortinas a Sul e a Noroeste rasgam-se, respectivamente a Porta da Matriz e a da Miseric√≥rdia, esta √ļltima abrindo-se directamente para o n√°rtex do templo.

Intramuros o Castelo completa-se com as edifica√ß√Ķes das igrejas da Miseric√≥rdia e da Matriz, da antiga C√Ęmara Municipal e da Capela de Santo Ant√≥nio, valorizados pela harmonia dos jardins envolventes.


 
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