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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Mai 20, 2019 21:48     Assunto : Dom Fernando II Responder com Citação
 
Trago hoje o que foi o nosso Rei o Sr. D. Fernando II, baptizado Fernando Augusto Francisco António de Saxe-Coburgo-Gota-Koháry que nasceu a 29 de Outubro de 1816 e morreu a 15 de Dezembro de 1885, foi o Príncipe e posteriormente Rei pelo seu casamento com a Rainha D. Maria II em 1836.

in diversas fontes da net.

De acordo com as leis portuguesas, D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota-Koháry tornou-se Rei de Portugal jure uxoris, apenas após o nascimento do primeiro príncipe que foi o futuro D. Pedro V. Dado D. Maria II ser a regente, D. Fernando evitava sempre que possível a política preferindo envolver-se com a arte.

D. Fernando II foi regente do reino por quatro vezes: Durante as gravidezes de D. Maria II, depois da sua morte em 1853 e quando o seu segundo filho o Rei D. Luís I e a Rainha consorte D. Maria Pia de Saboia se ausentaram de Portugal para assistirem à Exposição de Paris em 1867.

Ele ficou conhecido na História como "O Rei-Artista".

Era o primogénito do Príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, irmão do Duque D. Ernesto I e do Rei D. Leopoldo I dos Belgas e de sua esposa D. Maria Antónia de Koháry. Tinha três irmãos mais novos: Augusto, Vitória e Leopoldo.

O Príncipe cresceu em vários lugares: Nas terras da sua família na actual Eslováquia e nas cortes austríacas e germânicas.

Em 1835 tendo D. Maria II enviuvado aos 16 anos do seu primeiro marido o Princípe D. Augusto de Beauharnais, D. Fernando foi escolhido para novo esposo da soberana.

As negociações do casamento foram dirigidas por D. Francisco de Almeida Portugal Conde de Lavradio, tendo o contrato matrimonial sido assinado a 1 de Dezembro de 1835 com o Barão de Carlowit em representação do Duque reinante de Saxe-Coburgo e o Barão de Stockmar em representação do Príncipe D. Fernando seu pai.

De acordo com a tradição portuguesa, enquanto marido de uma Rainha reinante, D. Fernando só tomaria o título de Rei após o nascimento de um herdeiro (foi este o motivo pelo qual o primeiro marido da rainha D. Augusto de Beauharnais nunca foi Rei. D. Fernando foi portanto, príncipe de Portugal até ao nascimento do futuro D. Pedro V em 1837.

A 1 de Janeiro de 1836, casa-se D. Maria II por procuração e assina o decreto nomeando D. Fernando marechal-general do Exército, posto reservado ao próprio Rei na sua função de Comandante Supremo do Exército.

D. Fernando saiu de Coburgo, atravessou a Bélgica e embarcou em Oostende para Lisboa onde chegou a 8 de Abril. A cerimónia do casamento realizou-se no dia seguinte. A nomeação de D. Fernando enquanto marechal-general gerou polémica entre os liberais mas, uma vez que essa dignidade já houvera sido conferida ao príncipe D. Augusto, o governo não podia deixar de comprometer-se com a Rainha.

Foi eleito a 4 de Maio de 1836 presidente da Academia Real das Ciências.

D. Fernando evitou envolver-se na panorâmica política preferindo dedicar-se às artes. Por ocasião da fundação da Academia de Belas-Artes de Lisboa a 25 de Outubro de 1836, D. Fernando e a Rainha declaram-se seus protectores. Após uma visita ao Mosteiro da Batalha (que se encontrava abandonado no quadro da extinção das ordens religiosas), D. Fernando passou a dedicar parte das suas preocupações à causa da protecção do património arquitectónico português edificado, tendo impulsionado cultural e financeiramente, a par do estímulo à acção desenvolvida por sociedades eruditas, projectos de restauração e manutenção respeitantes não só à Batalha, mas também ao Convento de Mafra, Convento de Cristo em Tomar, ao Mosteiro dos Jerónimos, Sé de Lisboa, e Torre de Belém. Como amante da pintura que era, colaborou com algumas gravuras da sua autoria na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865).

Em 1869, Fernando casou-se pela segunda vez morganaticamente com Elise Hensler, feita Condessa d'Edla que era uma cantora de ópera e mãe solteira, a quem deixaria como herança o Palácio da Pena, cuja construção foi da sua inteira responsabilidade e entregue ao engenheiro alemão Wilhelm Ludwig von Eschwege.

Em 1862, houve uma revolta na Grécia contra o Rei Oto I e ofereceu-se o trono grego a D. Fernando II, mas este recusou.

Em 1868, uma revolução expulsou aRainha D. Isabel II de Espanha e a sua família e o governo provisório espanhol não desejando estabelecer uma república, ofereceu a coroa a D. Fernando II então com quarenta e nove anos. D. Fernado também rejeitou esta proposta.

O seu corpo jaz ao lado de D. Maria II sua primeira esposa, no Panteão Real da Dinastia de Bragança no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.


 
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