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Data: Sex Jul 19, 2019 04:22
Índice do Fórum : Hist√≥ria & Monarquia
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Jul 08, 2019 20:54     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, tradicionalmente denominada como o Castelo da Póvoa, localizado na cidade da Póvoa do Varzim, no distrito do Porto.

in diversas fontes da net.

Pinho Leal em Portugal Antigo e Moderno (1876) diz que se sup√Ķe que este pequeno e antigo fortim tinha sido edificado pelos anos de 1400, no reinado de D. Jo√£o I. No final da √©poca quinhentista come√ßaram a desenvolver-se as actividades ligadas √† constru√ß√£o naval, na zona da Ribeira, zona em volta do "Forte do Torr√£o".

O fortim tinha sido edificado √†s expensas da C√Ęmara Municipal com a finalidade de proteger a florescente comunidade ligada √†s actividades mar√≠timas (mercadores, construtores navais e pescadores) do ataque de cors√°rios. Esse primitivo Forte ainda existia em 1685 quando estava guarnecido por um tenente, um condest√°vel e dois artilheiros nomeados pela autarquia.

No √ļltimo quartel do s√©culo XVII, diante da necessidade de uma melhor defesa do porto, o alcaide Jo√£o de Almeira R√™go julgou ser melhor a constru√ß√£o de uma fortaleza. A primeira pedra da actual fortifica√ß√£o foi lan√ßada em 1701, sob o reinado de D. Pedro II com projecto do sargento-mor engenheiro Sebasti√£o de Souza.

Os trabalhos pararam em 1703 por falta de verbas. Anos depois, chegou ao conhecimento de D. João V que o porto da Póvoa do Varzim não oferecia segurança dada a paralisação das obras da fortificação havida à muitos anos. O trabalhos foram retomados em 1738 quando D. Diogo de Sousa, filho de D. João de Sousa, Governador das Armas do Minho recebeu ordens daquele soberano para concluir a fortaleza.

Essas ordens foram expedidas uma vez que o monarca considerava esta fortifica√ß√£o costeira de grande import√Ęncia para o reino. Por ter sido D. Diogo de Sousa o governador que concluiu a fortaleza em 1740, as armas da sua fam√≠lia foram colocadas sobre o Port√£o de Armas a 22 de Outubro daquele ano, dia dos anos do soberano. Na inaugura√ß√£o estavam presentes o general de armas, outras autoridades militares e civis e o primeiro governador da fortaleza Francisco F√©lix Henriques da Veiga Leal naquela altura ainda nomeado interinamente.

O primeiro governador Veiga Leal, nomeado a 13 de Maio de 1738, desde logo n√£o consentiu na extrac√ß√£o dos arga√ßos que chegavam √† praia fronteira do castelo. Sendo esse um direito ancestral assegurado desde os forais de D. Dinis e D. Manuel I, a proibi√ß√£o levou a uma queixa formal dos moradores √† C√Ęmara Municipal, que por sua vez a conduziu ao monarca que pela Provis√£o de 20 de Dezembro de 1741, confirma que os moradores continuavam a ter posse e uso das praias e dos proveitos que da√≠ retiravam, como os arga√ßos ou a pesca na forma do foral da vila.

Apenas vários anos passados, em 1752, é que Veiga Leal é confirmado como governador em diploma escrito pelo punho de D. José I.

No século XIX, a fortificação conheceu alguma decadência tendo o seu terrapleno sido usado para corridas de touros, espectáculos de cavalos e acrobatas.

Em 1857, a C√Ęmara Municipal sugeriu que o im√≥vel se tornasse num mercado e subdelega√ß√£o da Alf√Ęndega, referindo que "o Castelo constitue uma pot√™ncia feudal que √© mister destruir-se.". Em 1859 sugeriu novamente que se tornasse esta√ß√£o fiscal da delega√ß√£o da Alf√Ęndega e escola prim√°ria da 2¬™ cadeira. Por volta de 1868 novo relat√≥rio informou que, como outras fortalezas do reino, esta quase n√£o tinha artilharia sendo considerada h√° anos com t√£o limitada import√Ęncia, que j√° se haviam constru√≠do casas na sua esplanada.

As suas dependências passaram então a ser o quartel da Guarda Fiscal, hoje denominada Brigada Fiscal da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Todos os anos até aos nossos dias, ocorre na fortaleza a procissão da Nossa Senhora da Conceição do Castelo, na noite de 7 para 8 de Dezembro.

A Brigada Fiscal deixou em Fevereiro de 2010 a fortaleza. Desde ent√£o o "castelo" est√° fechado. A C√Ęmara aguarda a transfer√™ncia do im√≥vel, protocolada com o Estado desde 1999. Existe um projecto da autoria do arquitecto Rui Bianchi da C√Ęmara Municipal, para a instala√ß√£o de bares e restaurantes no seu interior.

Características da Fortaleza:

A fortifica√ß√£o apresenta planta quadrangular com quatro baluartes nos v√©rtices: dois de frente para o mar (baluartes da Concei√ß√£o e de S√£o Francisco de B√≥rgia) e dois para terra (baluartes de S√£o Jos√© e S√£o Filipe e Diogo). Dos flancos dos primeiros seguem dois lan√ßos de muralha de 33 metros de comprimento, os quais se juntam em √Ęngulo saliente para o mar e assim formam uma bateria de 7 metros de largura e mais de 60 de extens√£o.

No terrapleno da fortificação foi edificada em 1743 uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição (Capela de Nossa Senhora da Conceição do Castelo) dita "Real Capela" onde foi instituída pelos jesuítas uma irmandade do Santíssimo Coração de Jesus que em tempos, contou com mais de 2.000 irmãos entre gentes da Póvoa e terras vizinhas.

Foi extinta por D. José e o Marquês de Pombal quando da expulsão da Companhia do país em 1761. Dela saía uma tradicional procissão de "Corpus Christi" que, ao sair pelo Portão de Armas acompanhada pelo capelão da fortaleza, era salvada pela artilharia.

Em estilo barroco, apresenta pequenas dimens√Ķes recoberta com ab√≥bada em cantaria. Nela destacam-se o ret√°bulo em talha dourada e o sacr√°rio, sendo a√≠ venerados ainda Santa B√°rbara padroeira da artilharia e uma imagem do Menino Jesus com o cora√ß√£o na m√£o, patrono da antiga congrega√ß√£o do Sant√≠ssimo Cora√ß√£o de Jesus.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Jul 09, 2019 20:23     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Port√£o do Mar de Porto-Pim, tamb√©m conhecido como Reduto da Patrulha, localizado na conflu√™ncia da rua do Pasteleiro com a travessa de Porto Pim, na freguesia das Ang√ļstias, cidade e concelho da Horta, na ilha do Faial, nos A√ßores. Integra o complexo das fortifica√ß√Ķes da Ba√≠a de Porto Pim.

in diversas fontes da net.

Erguido no s√©culo XVII, tinha como fun√ß√£o proteger o acesso ao Porto Pim primitivo porto da Horta. Integrava o conjunto de fortifica√ß√Ķes que fechavam aquele ancoradouro coordenadas pelo Forte de S√£o Sebasti√£o.

No contexto da Guerra da Sucess√£o Espanhola (1702-1714) encontra-se mencionado como "O Reduto da Patrulha." na rela√ß√£o "Fortifica√ß√Ķes nos A√ßores existentes em 1710".

Encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico pelo Decreto Regulamentar Regional n.¬ļ 13/84/A, de 31 de Mar√ßo e n.¬ļ 4 do artigo 58.¬ļ do Decreto Legislativo Regional n.¬ļ 29/2004/A, de 24 de Agosto.

Características do Portão do Mar:

Apresenta planta em "L" em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco nas fachadas voltadas para terra e de pedra aparelhada à vista nas fachadas viradas para o mar, nos cunhais e nas molduras dos vãos de uma fachada virada para terra.

Nas fachadas voltadas para o mar as juntas são pintadas de branco. Possui um só piso e cobertura em terraço onde se abrem dez (sete?) canhoneiras.

D√° acesso a uma rampa de varagem de embarca√ß√Ķes, atrav√©s de uma passagem que atravessa o im√≥vel e no √Ęngulo das duas fachadas voltadas para o mar implanta-se uma guarita de planta hexagonal.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Jul 10, 2019 20:02     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje as ruínas do Castelo de Atouguia da Baleia localizadas na freguesia e vila da Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche, distrito de Leiria.

in diversas fontes da net.

Na foz do rio de S√£o Domingos, a antiga povoa√ß√£o de Tauria (devido √†s manadas de touros selvagens na regi√£o) depois Touguia, foi um dos mais importantes portos do litoral portugu√™s na Idade M√©dia tendo recebido diversas Cartas de Foral. Devido ao assoreamento da costa que ligou a ent√£o ilha de Peniche ao continente perdeu para esta √ļltima a fun√ß√£o de sede do concelho.

Ocupada pelos seres humanos desde a pr√©-hist√≥ria, na Idade Antiga conheceu sucessivas ocupa√ß√Ķes ditadas pela import√Ęncia da sua primitiva enseada. Embora necessitando de pesquisa mais aprofundada, uma fortifica√ß√£o mu√ßulmana parece ter existido no local.

No contexto da Reconquista cristã da península Ibérica, quando da organização da expedição portuguesa contra Lisboa por D. Afonso Henriques (1112-1185) aí tendo aportado a frota dos cruzados sob o comando dos franceses Guilherme e Roberto de Corni, foram-lhes concedidas em 1158 os domínio de Tauria (povoação e couto) como reconhecimento pelo auxílio prestado na conquista daquela cidade. Visando incrementar o seu povoamento e desenvolvimento, o soberano entregou-lhe Foral em 1167, confirmado em 1218 por D. Afonso II (1211-1223) e novamente em 1510, sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521) (Foral Novo).

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325) a Atouguia ganhou uma feira anual no dia do seu orago S√£o Leonardo (6 de Novembro), alcan√ßando o auge do seu movimento mar√≠timo, onde a par da actividade pesqueira se desenvolveu a constru√ß√£o naval. Dada a atividade do fomento ao povoamento e √† defesa sob este reinado, acredita-se que as defesas da Atouguia e o seu Castelo tamb√©m tenham conhecido refor√ßo e melhorias face √† amea√ßa representada ao litoral portugu√™s pelos piratas oriundos do Norte de √Āfrica.

O genov√™s Manuel Pessanha (Emmanuele di Pezagna), contratado por D. Dinis como almirante para organizar a marinha portuguesa e combater a pirataria, aqui manteve a sua base de opera√ß√Ķes. Um decreto do mesmo soberano determinava a obrigatoriedade da nomea√ß√£o de 30 homens da Atouguia, com armas e bagagens durante seis semanas por ano, para a defesa deste porto e costas.

Posteriormente em 1373 no reinado de D. Fernando (1367-1383), foram aqui realizadas as Cortes Gerais o que comprova a sua import√Ęncia na altura.

Em 1448 D. Afonso V (1438-1481) concedeu a D. √Ālvaro Gon√ßalves de Ata√≠de pelos bons servi√ßos prestados ao reino, o t√≠tulo de 1¬ļ Conde de Atouguia.

A 11 de Fevereiro de 1526 deu √† costa naquele ponto uma baleia com mais de 20 m de comprimento, um verdadeiro ‚Äúmonstro marinho‚ÄĚ em plena √©poca dos Descobrimentos portugueses, o que rendeu √† vila o acr√©scimo do seu nome: Atouguia da Baleia. Um dos ossos do mam√≠fero marinho foi conservado como mem√≥ria na Igreja de S√£o Leonardo.

O progressivo assoreamento da foz do rio de S√£o Domingos e da enseada da Atouguia, que ligou a ilha de Peniche ao continente, levou ao desenvolvimento da povoa√ß√£o nesta √ļltima, elevada a vila em 1609 e transformada em concelho (1610), na altura da Dinastia Filipina por D. Filipe II (1598-1621). Na √©poca, a necessidade defensiva tamb√©m se deslocara para o chamado ‚ÄúCastelo da vila‚ÄĚ de Peniche.

Posteriormente no século XIX, o Concelho da Atouguia da Baleia foi extinto e incorporado como Freguesia no de Peniche, por D. Maria II (1826-1828; 1834-1853) a 6 de Novembro de 1836.

Chegaram at√© aos nossos dias apenas os restos de uma torre e das muralhas do antigo Castelo da Atouguia. Escava√ß√Ķes recentes puseram a descoberto trechos da muralha medieval da vila, o que refor√ßa a necessidade de pesquisa arqueol√≥gica complementar.

Os remanescentes encontram-se em vias de Classifica√ß√£o como Im√≥vel de Interesse P√ļblico, homologada por Despacho de 23 de Maio de 2005 pelo Minist√©rio da Cultura.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Jul 11, 2019 22:04     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Moreira do Rei presentemente em ruínas na Beira Alta, localizado na freguesia e vila de Moreira do Rei, concelho de Trancoso, distrito da Guarda.

in diversas fontes da net.

Implantado num afloramento gran√≠tico dominante sobre a antiga povoa√ß√£o e a regi√£o do vale do rio C√īa, n√£o foi abrangido pelas reformas g√≥ticas entre o meado do s√©culo XIII e o in√≠cio do XIV.

Abandonado pelos s√©culos, caiu em ru√≠nas, necessitando de maior aten√ß√£o por parte do poder p√ļblico na actualidade.

Acredita-se que a primitiva ocupação humana deste local remonte a um castro pré-histórico, posteriormente romanizado.

√Ä altura da Reconquista crist√£ da pen√≠nsula Ib√©rica, a regi√£o foi incorporada na primeira metade do s√©culo X pela expans√£o asturiana-leonesa. √Č deste momento a primeira refer√™ncia a um Castelo no local da futura Moreira do Rei, propriedade de D. Cham√īa Rodrigues (ou D. Fl√Ęmula Rodrigues), por ela doado em testamento juntamente com o Castelo de Trancoso e o Castelo de Terrenho, ao Mosteiro de Guimar√£es (960).

Nada se sabe acerca da fei√ß√£o desta primitiva edifica√ß√£o, que se acredita tenha sido arrasada pelas for√ßas de Alman√ßor no final desse mesmo s√©culo. A depreender pelos remanescentes do Castelo de Trancoso (uma vez que tamb√©m nada sabemos acerca do de Terrenho) e de outros coevos, acredita-se que se compusesse por uma estrutura defensiva rudimentar de pequenas dimens√Ķes, incapaz de efectiva resist√™ncia.

Devido √† sua localiza√ß√£o estrat√©gica, a povoa√ß√£o de Moreira do Rei tornou-se um p√≥lo regional importante na passagem da Alta para a Baixa Idade M√©dia. Nessa qualidade, quando na d√©cada de 1050, Fernando Magno procedeu √† conquista da regi√£o, esta foi uma das povoa√ß√Ķes que tomou (1055).

Aquando da nossa Independência e já sob o reinado de D. Afonso Henriques (1112-1185), a povoação recebeu do soberano Carta de Foral (sem data), quando teve lugar a reconstrução da sua estrutura defensiva. Evidências indicam que no interior do seu recinto neste período existiu uma fundição. Os domínios da vila e do Castelo pertenceram a D. Fernão Mendes de Bragança cunhado do soberano, tendo revertido para a Coroa após a sua morte.

D. Afonso II (1211-1223) confirmou o foral à vila (1217) que posteriormente, acolheu D. Sancho II (1223-1248) antes da sua partida para o exílio em Toledo (1247).

A vila e o Castelo perderam import√Ęncia a partir de meados do s√©culo XIII, considerando os estudiosos que, a aus√™ncia de reformas nas suas defesas sob D. Afonso III (1248-1279) e D. Dinis (1279-1325) √© um indicativo dessa perda a n√≠vel regional.

Uma tentativa de recuperação ocorreu durante o reinado de D. Manuel I (1495-1521), com a concessão de Foral Novo (1512) e a construção do pelourinho. Nesta fase, o senhorio da vila e o Castelo pertenceu à família Fonseca Coutinho e posteriormente, à da dos Marqueses de Castelo Rodrigo.

O Castelo chegou ao século XIX abandonado e em ruínas, processo agravado com o reaproveitamento das suas pedras pela população local. Em visita em meados do século, Alexandre Herculano registou o seu avançado estado de deterioração (Apontamentos de Viagem, 1853).

No in√≠cio do s√©culo XX, entre as d√©cadas de 1920 e de 1930 o padre J√ļlio C√©sar Gomes come√ßou uma campanha contra a demoli√ß√£o do Castelo para reaproveitamento dos seus materiais em constru√ß√Ķes particulares. Na altura existiam duas cisternas, uma no sop√© do cabe√ßo rochoso com cobertura abobadada e outra a Noroeste.

Os remanescentes do Castelo encontram-se classificados como Monumento Nacional por Decreto de 13 de Junho de 1932. Na d√©cada de 1940, entre 1942 e 1944, a interven√ß√£o do poder p√ļblico fez-se sentir atrav√©s da consolida√ß√£o, restauro e reconstru√ß√£o de alguns trechos das suas muralhas por parte da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Na actualidade, o monumento precisa de uma maneira geral, de maior atenção por parte das autoridades.

Características do Castelo:

No topo de um afloramento gran√≠tico, a cerca de 906 metros acima do n√≠vel do mar, o Castelo apresenta planta irregular org√Ęnica, em estilo rom√Ęnico. √Č formado por uma dupla cintura de muralhas:
Externamente o muro encontra-se incompleto, com alguns remanescentes a Leste, a Sul e a Norte, onde se rasgava uma porta.

Internamente, apresentam planta ovalada irregular, desprovidos de ameias/merl√Ķes, interrompido a Leste. Neste recinto a Noroeste, restou-nos a base da torre de menagem de planta rectangular, cuja porta deveria abrir-se em plano elevado, acedida por uma escada de madeira a julgar pelos remanescentes do seu encaixe.

A Nordeste, identifica-se a base de outra torre tamb√©m de planta rectangular. No centro da pra√ßa de armas de pequenas dimens√Ķes, abre-se na rocha um dep√≥sito quadrado.

Do mesmo modo que o Castelo não conheceu reformas góticas, a vila também não chegou a contar com uma muralha defensiva, diferentemente de outras na região e na raia.

No flanco Noroeste do Castelo, uma espécie de assento escavado na rocha viva é conhecido localmente como Cadeira de D. Sancho.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Jul 12, 2019 19:48     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de Santiago do Out√£o tamb√©m conhecido apenas como Forte do Out√£o, localizado na barra norte do rio Sado, no distrito de Set√ļbal.

in diversas fontes da net.

Integrou, no passado, a linha defensiva do trecho do litoral denominado hoje em termos de turismo como Costa Azul e que no s√©culo XVII se estendia de Albarquel a Sesimbra, completando a defesa da importante povoa√ß√£o mar√≠tima de Set√ļbal.

A mais antiga estrutura identificada no lugar do Out√£o √© uma atalaia ou torre de vigil√Ęncia da costa, erguida por ordem de D. Jo√£o I (1385-1433) em 1390. Posteriormente, aquando do reinado de D. Manuel (1495-1521) teria sido beneficiada.

Quando do reinado de D. Sebasti√£o (1568-1578) sofreu extensas obras de moderniza√ß√£o e amplia√ß√£o (1572) quando foi erguida uma muralha abaluartada em redor da primitiva torre a cargo do mestre das obras das fortifica√ß√Ķes Afonso √Ālvares.

Durante a crise da sucess√£o de 1580 juntamente com a vila de Set√ļbal, este Forte manteve-se fiel a D. Ant√≥nio prior do Crato.

Sob o comando de Mendo Mota, a sua guarnição de uma centena de homens, dispondo de 47 peças de artilharia de diversos calibres, resistiu às forças espanholas sob o comando do Duque de Alba de 22 a 24 de Julho.

Na altura da Dinastia Filipina os oficiais da Casa do Corpo Santo importante institui√ß√£o de Set√ļbal, requereram ao soberano a instala√ß√£o nas depend√™ncias deste Forte, de um farol para aux√≠lio √† navega√ß√£o (1625). As obras deste farol foram custeadas por aquela institui√ß√£o.

Diante da eclosão da Restauração da independência, a guarnição do forte manteve-se leal a D. Filipe III (1621-1640) até ao dia 8 de Dezembro de 1640.

No √Ęmbito da completa remodela√ß√£o da estrat√©gia defensiva do reino implementada sob o reinado de D. Jo√£o IV (1640-56) compreendida na defesa da barra de Set√ļbal, foram-lhe iniciadas novas e amplas obras de moderniza√ß√£o e refor√ßo. Nelas ter√° trabalhado Cosmander em 1642, vindo a pedra fundamental a ser lan√ßada em 30 de Julho de 1643 conforme placa epigr√°fica sobre a porta da Casa da Guarda no trecho da muralha do lado do mar:

A torre desta fortaleza de Santiago do Out√£o foi edificada por El Rei Dom Jo√£o o Primeiro e depois cercada de muro por El Rei D. Sebasti√£o e o seren√≠ssimo D. Jo√£o IV libertador da p√°tria, mandou acrescentar a fortaleza para a parte do mar e terra com magnific√™ncia e grandeza que hoje se v√™. D. Fernando de Menezes, Conde da Ericeira, lan√ßou-lhe a primeira pedra em XXV de Julho de MDCILIII e sendo governador dela Manuel da Silva Mascarenhas e das armas de Set√ļbal e sua comarca e superintendente da fortifica√ß√£o Jo√£o de Saldanha mandou p√īr aqui esta mem√≥ria ano de MDCILIX.

J√° a 4 de Agosto de 1644, o soberano advertia a Manuel da Silva Mascarenhas para que conclu√≠sse as obras com a maior brevidade. Contribu√≠ram para as obras de defesa da costa de Set√ļbal, neste per√≠odo os propriet√°rios das marinhas de sal e os navegantes da Casa do Corpo Santo, tendo as obras deste Forte sido conclu√≠das em 1657.

Diante da progressiva perda das suas fun√ß√Ķes defensivas diante da evolu√ß√£o dos meios da guerra, foi desartilhado no s√©culo XIX, tendo as suas instala√ß√Ķes sido utilizadas como pris√£o.

Posteriormente em 1890, sofreu obras de adaptação para residência de veraneio de D. Carlos (1889-1908) e sua esposa D. Maria Amélia de Orleans, obras essas a cargo do engenheiro Xavier da Silva.

Diante das virtudes naturais daquela vertente da serra da Arr√°bida (insola√ß√£o, maritimidade, pequena amplitude t√©rmica anual), apropriadas √† cura h√©lio-mar√≠tima como compreendido na altura, por iniciativa da benem√©rita rainha, procedeu-se √† adapta√ß√£o da real resid√™ncia de veraneio para sanat√≥rio, quando foram erguidas instala√ß√Ķes hospitalares no lugar das antigas casamatas (1900).

Iniciavam-se as opera√ß√Ķes do Sanat√≥rio Mar√≠timo do Out√£o, voltado para o atendimento das tuberculoses √≥ssea e ganglionar. Provisoriamente recebeu crian√ßas do sexo feminino, sendo o atendimento ampliado a crian√ßas do sexo masculino e, posteriormente ainda, a mulheres.

A partir de 1909, o Sanatório foi convertido em Hospital Ortopédico, função que conserva até aos nossos dias (Hospital Ortopédico Sant’Iago Outão).

Durante toda a d√©cada de 1950 foram efectuadas interven√ß√Ķes de consolida√ß√£o, restauro e beneficia√ß√£o das instala√ß√Ķes do Sanat√≥rio por parte da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais (DGEMN), o que se repetiu em 1986 e 1991.

No período de 1996-1997 o mesmo órgão atendeu às dependências da antiga Capela, que data da segunda metade do século XVII, em particular procedendo à recuperação do seu revestimento de azulejos.

As instala√ß√Ķes do antigo Forte abrigam ainda o Farol do Out√£o.

Características do Forte:
.
Esta fortificação marítima combina elementos da arquitectura militar tardo-medieval (abaluartada) gótica e maneirista, acompanhando a evolução da artilharia.

Apresenta planta poligonal irregular (org√Ęnica) onde se inscreve a torre medieval de tr√™s pavimentos, apresentando janelas de sacada e balc√Ķes com mata-c√£es nos cunhais.

Em torno da torre, no terrapleno com acesso pelo portão do lado Norte, erguem-se as antigas dependências de serviço do Forte, com dois e três pavimentos, entre os quais a capela, sob invocação de Santiago a Oeste.

Cobrindo o lado do mar, erguem-se três baluartes com plataformas para a artilharia.

Pelo lado de terra, observa-se uma tenalha com dois baluartes elevados e muro em talude. Nos √Ęngulos salientes dos baluartes elevam-se guaritas circulares cobertas.

 
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Mensagem Enviada: Sáb Jul 13, 2019 21:06     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje indo para os Açores trago o Farol de Gonçalo Velho localizado na Ponta do Castelo, na freguesia de Santo Espírito, concelho da Vila do Porto, na ilha de Santa Maria nos Açores.

in diversas fontes da net.

Embora a sua posição já se encontrasse referenciada no "Plano Geral de Alumiamento de 1883", o Farol apenas começou a funcionar a partir de 15 de Novembro de 1927. Tendo todos os faróis no arquipélago recebido os seus nomes conforme a localização onde foram instalados, este recebeu nome de Farol da Ponta do Castelo.

No dia 3 de Março de 1930 passou a designar-se por Farol de Gonçalo Velho. Pouco mais tarde em 1934 foi erguida uma segunda habitação por considerar-se que a lotação de dois Faroleiros era insuficiente para o seu funcionamento.

Passou por obras de reforma em 1953, datando de 1955 a construção da casa das máquinas e do depósito de combustível.

Em 1957 foi electrificado com a montagem de grupos electrog√©neos, passando a fonte luminosa a ser uma l√Ęmpada de 3000W/120V.

Em Junho de 1988 foi automatizado com um sistema projectado pela Direc√ß√£o dos Far√≥is, passando a l√Ęmpada a ser de Quartzline Holog√©nio 1000W/120V. Ainda nesse mesmo ano foi instalado um sistema de monitoriza√ß√£o do Farol das Formigas, constitu√≠do por um controlo remoto via r√°dio que permitia acompanhar se o farol nas Formigas estava aceso ou apagado.
Este entretanto, devido à sua pouca fiabilidade, foi abandonado no ano seguinte (1989).

Tendo tido características aeromarítimas, em 1990 foram cobertos os vidros que as permitiam.

Mais recentemente, a 21 de Novembro de 1991 passou a estar electrificado com energia da rede p√ļblica.

Este Farol é guarnecido por três Faroleiros.

Características do Farol:

Trata-se de um conjunto edificado integrado por um Farol e pelas habita√ß√Ķes dos faroleiros a 114 metros acima do n√≠vel do mar. √Č acedido por uma rampa para ve√≠culos, em cujo eixo foram abertos degraus para facilitar o acesso pedonal.

A torre do Farol apresenta planta quadrangular, elevando-se a catorze metros de altura, em alvenaria de pedra rebocada e caiada. √Č rematada por uma guarda em cantaria, sobre imposta cont√≠nua, que defende o terra√ßo em que se implanta a lanterna cil√≠ndrica, met√°lica, pintada de vermelho.

Est√° equipado com um aparelho di√≥ptrico‚Äďcatadi√≥ptrico girante de 3¬™ ordem Grande Modelo, com 500 mil√≠metros de dist√Ęncia focal. Com um per√≠odo de 13.4 segundos, possui um alcance de 25 milhas n√°uticas.

As habita√ß√Ķes, de planta rectangular, disp√Ķem-se em torno do corpo do farol.

√Č vis√≠vel num dos muros do farol, uma seta pintada de preto que indica a direc√ß√£o dos ilh√©us das Formigas.

Identificação
N¬ļ nacional: 680
N¬ļ internacional: D-2632

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Jul 14, 2019 20:40     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Paço/Solar de Calheiros, considerado como uma das mais representativas casas nobres do Minho e um dos mais importantes exemplares setecentistas da arquitectura civil portuguesa.

in diversas fontes da net.

O Solar re√ļne um acervo de lembran√ßas da hist√≥ria da fam√≠lia Calheiros desde 1450.

Situado a meia encosta, usufrui de uma vista deslumbrante sobre a vila de Ponte de Lima, uma janela aberta para o vale do rio Lima.

O solar do antigo apelido de Calheiros é na Quinta do Paço, que antigamente chamavam do Pinheiro na freguesia de Santa Eufémia de Calheiros, no concelho de Ponte de Lima.

A Honra de Calheiros foi confirmada por D. Afonso IV em Santarém aos 05 de Fevereiro de 1336 a favor de D. Martim Martins Calheiros, cuja honra lhe fora dada pelo Rei D. Dinis.

Posteriormente D. Sebasti√£o por senten√ßa de 12 de Novembro de 1566, ratificou os direitos e demarca√ß√Ķes daquela honra a favor de D. Diogo Lopes de Calheiros o ilustre autor do Memorial de Calheiros.

Ao fundo de uma carreira de seculares cupr√≠feras de dimens√Ķes gigantescas, abre-se um portal, com l√°pide num g√≥tico min√ļsculo, de 1450 que diz:

D'esta Antiga e Nobre Casa
Proced'os Calheiros:
Fidalgos: D'Solar

Sobrepuja a inscri√ß√£o uma pedra de armas, escudo direito e em cora√ß√£o com capacete e paquife singelo, ostentando o apelido dos CALHEIROS: - em campo azul, cinco vieiras ou conchas de prata, estendidas em preto, no p√© ou contra-chefe tr√™s estrelas de oiro em faxa de cinco pontas cada uma; timbre dois bord√Ķes de prata em aspa e os bord√Ķes ferrados de azul e atados com tor√ßal da mesma cor, sobreposta uma vieira das armas. Ainda ao lado do timbre faz-se notar a data de 1533, ano em que devia ter sido esculpido o braz√£o.

Dizem que os Calheiros tomaram o braz√£o dos Velhos, por serem a sua prole: n√£o √© assim, pois ambos descendem de D. Ayres Nunes origin√°rio da Galiza tendo por isso adoptado as Vieiras e Bord√Ķes de Santiago de Compostela.

O nome do ap√≥stolo era o grito de guerra nas frequentes algaras contra os Sarracenos e depois da vit√≥ria os ind√≥mitos guerreiros, empunhando o bord√£o dos peregrinos, iam agradecer ao padroeiro das Espanhas visitando o seu t√ļmulo, os laur√©is alcan√ßados e penitenciaram-se dos excessos cometidos.

Assim, um dos mais honrosos distintivos da armaria peninsular, como na Her√°ldica de Fran√ßa se considerava a Fl√īr de Liz, era entre n√≥s a Vieira Compostelana.

A Casa nunca deixou a família sendo apontada como uma das que conserva ainda esta nobre particularidade.

Senhores Imemoriais do Solar De Calheiros (reedificado em 1450), Senhores das Terras de Santo Estêvão de Geraz, Beiral do Lima e Reguengo do Castelo (5/1/1424), Senhores das Terras do Burral e Almoxarifado de Ponte de Lima (4/12/1453), Senhores das Devezas de Ponte de Lima (30/9/1454), Conde de Calheiros (20/3/1890).

Francisco Silva de Calheiros e Menezes é o actual representante da Família, chefe do nome de armas de Calheiros, Senhor do Solar de Calheiros e representante do Título de Conde de Calheiros.

Conde de Calheiros
Leonor Especial

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Jul 15, 2019 23:17     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Convento das Chagas de Vila Vi√ßosa no distrito de √Čvora no Alentejo.

in diversas fontes da net.

O Convento das Chagas de Vila Viçosa era feminino e pertenceu primeiro à província da Piedade e depois à província dos Algarves, da Ordem dos Frades Menores.

Em 1530, foi fundado por bula de Clemente VII com o título de Real Mosteiro das Chagas de Cristo a pedido do Duque de Bragança D. Jaime, para panteão das duquesas e para morada de religiosas clarissas.

Em 1534, o papa Paulo III confirmou a bula anterior e concedeu autorização para a fundação do Convento mais faustoso da vila, porque quase todas as professas provinham da melhor nobreza do Alentejo e do reino.

Foi sua primeira abadessa a madre Soror Maria de São Tomé, freira professa da Conceição de Beja, irmã de Dona Joana de Mendonça mulher de D. Jaime Duque de Bragança.

O Convento tinha sido anteriormente ocupado por freiras agostinhas que saíram para fundar o Convento de Santa Cruz de Vila Viçosa.

A instituição foi suportada com a anexação ao cenóbio das comendas de São Miguel de Baltar e Santo Estêvão da Chancelaria, com a sua igreja de São Bartolomeu da Margem.

Mas só depois de 1539 a comunidade se instalou.

No reinado de D. João V foi remodelado o edifício.

Em 1834, no √Ęmbito da "Reforma geral eclesi√°stica" empreendida pelo Ministro e Secret√°rio de Estado Joaquim Ant√≥nio de Aguiar, executada pela Comiss√£o da Reforma Geral do Clero (1833-1837) pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, col√©gios, hosp√≠cios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos at√© √† morte da √ļltima freira, data do encerramento definitivo.

Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.

Em 1905, foi encerrado pelo falecimento da √ļltima freira.

HIST√ďRIA CUSTODIAL E ARQUIV√ćSTICA

Em 1909, a 5 de Junho, a documentação do cartório do Convento das Chagas de Vila Viçosa foi incorporada no Arquivo da Torre do Tombo.

O Livro 4 "Livro da distribuição do Juízo da Provedoria da Comarca" datado de 1805-1834, foi retirado deste fundo por não lhe pertencer.

A documentação foi sujeita a tratamento arquivístico no final da década de 1990, efectuado por técnicos da Torre do Tombo e por investigadores externos. Foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas. Desta intervenção resultou o facto de cada ordem religiosa passar a ser considerada como grupo de fundos, e simultaneamente como fundo, constituído a partir da documentação proveniente da casa-mãe ou provincial, alteração esta que provocou a alteração de cotas nos fundos intervencionados.

Neste caso, o livro 4 "Livro da distribuição do Juízo da Provedoria da Comarca" datado de 1805-1834, foi retirado deste fundo por não lhe pertencer.

Foram efectuadas séries documentais segundo o princípio da ordem original sempre que possível (com base em índices de cartórios quando existentes), correspondendo à tipologia formal dos actos e que na generalidade, é documentação que se apresenta em livro. A documentação que se encontra instalada em maços foi considerada como uma colecção ao nível da série com a designação de 'Documentos vários', não tendo sido objecto de intervenção.

Este projecto deu origem à publicação da monografia designada 'Ordens monástico-conventuais: inventário', com a coordenação de José Mattoso e Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha.

 
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Mensagem Enviada: Ter Jul 16, 2019 20:44     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Pal√°cio e a Quinta dos Aciprestes que constituem o patrim√≥nio mais relevante de Linda-a-Velha. Por isso, o munic√≠pio de Oeiras adquiriu ‚Äď o, a fim de preservar o seu valor patrimonial, hist√≥rico e cultural, colocando-o ao servi√ßo da comunidade e albergando a sede da Funda√ß√£o Marqu√™s de Pombal.

in diversas fontes da net.

A actual Quinta dos Aciprestes aparece pela primeira vez, referida na respectiva carta de concess√£o como ‚ÄúHerdade da Ninha de Ribamar‚ÄĚ. Esta refer√™ncia ocorreu no ano de 1254 durante o reinado de D. Afonso III.

No ano de 1374 e por doação de D. Dinis, a Quinta dos Aciprestes entrou na posse do seu tesoureiro-mor, Pêro Salgado, como sendo a parte principal de um conjunto dos dois grandes casais do lugar, onde instituiu a Capela Perpetua e manteve os casais a administrar a Igreja.

Nos séculos XVII e XVIII, apareceram referências da Quinta dos Aciprestes em vários documentos.

Em finais do s√©culo XVII, no tempo de D. Francisco Miranda Soares existiram um conjunto de ‚Äúcasas nobres‚ÄĚ, ‚Äúcapela‚ÄĚ, ‚Äúterra de semeadura‚ÄĚ, ‚Äúvinha e horta‚ÄĚ.

Entretanto, a quinta foi ‚Äúsequestrada‚ÄĚ pela Fazenda Real, devido a d√≠vidas que os propriet√°rios tinham ao Estado e mais tarde, foi doada por D. Jos√© a D. Alexandre de Gusm√£o. Este habitou-a por apenas tr√™s anos. D. Alexandre de Gusm√£o, irm√£o do padre Bartolomeu de Gusm√£o (inventor da ‚ÄúPassarola‚ÄĚ), ocupou altos cargos, disputando-os com D. Sebasti√£o Jos√© de Carvalho e Melo (Marqu√™s de Pombal), chegando a ser secret√°rio de D. Jo√£o V.

D. Alexandre de Gusm√£o, construiu ent√£o, uma sumptuosa resid√™ncia, a qual recheou de in√ļmeras obras de arte e preciosidades de toda a ordem, ficando mais tarde conhecida como Pal√°cio da Quinta Grande. D. Alexandre de Gusm√£o habitou o Pal√°cio da Quinta Grande at√© 1753 ano da sua morte.

Em 1755, a mansão ficou bastante danificada com o terramoto, na altura em que a Quinta Grande passou para os herdeiros de D. Alexandre de Gusmão e com quem permaneceria durante pouquíssimo tempo, sendo depois vendida a D. Luiz da Cunha Manoel ministro de D. José.

Depois de 1760, foi doada várias vezes e ocupada por empresários, pelos Condes de Vila Real, de Rio Maior, da Ponte e em 1865, a Quinta Grande encontrava-se na posse do Visconde de Rio Seco. Nessa altura, era um Centro de Convívio de várias figuras da alta roda portuguesa que, ou se hospedavam no Palácio ou o frequentavam assiduamente.

√Č digno de notar que o nome pelo qual √© hoje conhecida, Quinta dos Aciprestes, s√≥ surgiu e lhe foi colocado em meados do s√©culo XIX.

Na década de 1960, a Quinta dos Aciprestes e o seu Palácio ainda se encontravam na posse dos descendentes ou parentes dos viscondes de Rio Seco. Foi então que a Quinta dos Aciprestes mudou de proprietário e sofreu uma transformação radical graças a um projecto de modernização do conhecido arquitecto Raul Lino. Do edifício inicial mantém-se apenas a capela, outrora dedicada a Nossa Senhora do Rosário, onde se destaca um altar em madeira policromada e painéis de azulejos do século XVIII.

Em 1981, a Quinta dos Aciprestes foi comprada por um construtor civil e só em 1992 é que a Quinta dos Aciprestes foi adquirida pelo Município de Oeiras, o qual procede a obras de remodelação e restauro, cedendo-a depois em 1994, em regime de comodato à Fundação Marquês de Pombal, onde desde então aqui estabeleceu a sua sede.

A Quinta dos Aciprestes é constituída pelo Palácio dos Aciprestes, que alberga a Galeria de Arte, o Salão Nobre e a Biblioteca; pelo Jardim dos Aciprestes; pelo Parque Infantil Dr. António João Eusébio; pelo Parque das Amendoeiras e pela Casa Alexandre Gusmão.


 
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Mensagem Enviada: Qua Jul 17, 2019 23:10     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Torre gótica da Lapela localizada junto ao rio Minho, na freguesia de Lapela, concelho de Monção, distrito de Viana do Castelo.

in diversas fontes da net.

A actual Torre foi erguida no século XIV.

Tal como um significativo n√ļmero de fortalezas nacionais, tamb√©m as origens da Torre da Lapela s√£o desconhecidas.

Constantemente se repete que um primitivo castelo foi mandado construir por D. Afonso Henriques para "defender as margens do rio" (ALVES, 1987, p.65), tarefa que entregou a D. Lourenço Abreu, capitão do seu exército e nobre da família dos Abreus, senhores de Valadares, Melgaço e Castro Laboreiro.

Os vest√≠gios materiais que se conservam contudo, datam de um per√≠odo bem posterior e as tradi√ß√Ķes da funda√ß√£o afonsina (ou outras perspectivas que recuam ainda mais √† primitiva edifica√ß√£o) n√£o podem ser por enquanto confirmadas.

O que é certo é que no século XIV, no reinado de D. Pedro ou já no do seu sucessor D. Fernando, teve lugar a construção da Torre actual, muito provavelmente no contexto das guerras peninsulares da segunda metade do século.

√Č uma poderosa constru√ß√£o vis√≠vel a grande dist√Ęncia e elevando-se a cerca de 35 metros sobre o leito do rio Minho.

O seu aparelho revela a solidez e a qualidade da obra com grandes silhares de rigorosa geometria.

A planta é quadrangular, como grande parte das torres góticas nacionais e desenha uma forma geométrica de quase 10 metros de lado, tendo as paredes três metros de espessura.

Uma √ļnica entrada permite o acesso ao interior. Ela encontra-se na fachada Norte em posi√ß√£o elevada (cerca de 6 metros acima do solo) e comp√Ķe-se de um arco simples, quebrado, de largas aduelas, em cujo v√©rtice foi adossado o bras√£o com as armas de Portugal, assinalando desta forma, o patroc√≠nio e o propriet√°rio da fortaleza.

Diante do portal, um pequeno parapeito rectangular assente sobre cachorrada de tr√™s modilh√Ķes bem salientes, estabelece a liga√ß√£o entre a entrada e a escadaria de ferro (originalmente de madeira) que levava ao solo. As restantes fachadas possuem tr√™s frestas sobrepostas, rasgadas axialmente nos al√ßados que denunciam a organiza√ß√£o interior em tr√™s pisos. Superiormente, a Torre √© coroada por uma linha de ameias com parapeito para vigia.

Obra de um g√≥tico evolu√≠do, a sua cronologia pela segunda metade do s√©culo XIV n√£o oferece d√ļvidas. O mesmo n√£o se pode dizer do castelo que a envolvia. Duarte d'Armas, nos in√≠cios do s√©culo XVI desenhou a fortaleza da Lapela com uma Torre de menagem (a actual) no centro de um p√°tio rodeado por muralhas e a que se associava um pa√ßo senhorial, com certeza a resid√™ncia do alcaide. Quer isto dizer que a sua localiza√ß√£o contrariava o modelo de castelo g√≥tico - em que a torre de menagem se associava preferencialmente a uma das portas - e aproxima-se extraordinariamente dos esquemas militares rom√Ęnicos. Neste sentido, teremos aqui o mais importante testemunho do castelo afonsino do s√©culo XII, embora apenas um rigoroso estudo dos vest√≠gios remanescentes possa confirmar esta perspectiva.

A √ļltima campanha de obras conhecida data do reinado de D. Manuel, monarca que refor√ßou a estrutura e a entregou a Lopes Gomes de Abreu, senhor das fortifica√ß√Ķes do Alto Minho interior.

A partir daqui, a história deste castelo é a de uma progressiva destruição. Após a restauração da Independência em 1640 e até aos inícios do século XVIII, a reformulação da praça de Monção obrigou à integração de muita pedra. Junto ao rio, comunicando facilmente com a actual sede do concelho, nada mais fácil que desmantelar-se o velho castelo medieval da Lapela, em benefício de uma vizinha fortaleza moderna e apta a responder às exigências da guerra.

O restauro parcial da estrutura aconteceu em 1940 por interm√©dio da DGEMN. No contexto das comemora√ß√Ķes nacionalistas do Estado Novo, a Torre da Lapela foi objecto de um restauro selectivo de impacto cenogr√°fico - como se comprova pela feitura de novas ameias - mas que descurou o estudo do local e da √°rea envolvente.

Na actualidade, a "Torre de Belém do Minho" como carinhosamente é designada no meio regional, aguarda ainda, por uma investigação arqueológica e por um projecto de valorização.

 
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