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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Set 03, 2019 20:07     Assunto : Infanta e Monja Dona Mafalda Sanches de Portugal Responder com Citação
 
Hoje trago a infanta e monja D. Mafalda Sanches de Portugal da Ordem de Cister que nasceu em 1195/ ou 1196 e morreu em Amarante a 1 de Maio de 1256

in diversas fontes da net.

D. Mafalda Sanches de Portugal foi infanta de Portugal e rainha de Castela por um breve período de tempo, sendo ainda considerada beata pela Igreja Católica, e venerada sob o nome de Rainha Santa Mafalda.

Foi educada por D. Urraca, filha de Egas Moniz.

Rainha de Castela:

D. Mafalda Sanches de Portugal era filha do rei D. Sancho I de Portugal e de D. Dulce de Aragão, tendo recebido em herança o nome da avó, a rainha D. Mafalda de Saboia. Em 1215, D. Mafalda Sanches de Portugal casou-se com D. Henrique I de Castela; como ambos eram muito jovens, o casamento não foi consumado, e foi dissolvido no ano seguinte.

Querelas com D. Afonso II de Portugal, seu irmão:

Por morte de D. Sancho I de Portugal, D. Mafalda Sanches de Portugal deveria receber, segundo as disposições testamentárias do pai, o castelo de Seia com o resto do termo da vila, e todos os rendimentos aí produzidos, podendo usar o título de rainha enquanto senhora desse mesmo castelo; recebia também o Mosteiro de Bouças.

Isto gerou uma luta com o seu irmão D. Afonso II de Portugal, que desejando centralizar o poder, obstou à prossecução do testamento do pai, impedindo a infanta-rainha de receber os títulos e os créditos a que tinha direito - de facto D. Afonso II temia que esta pudesse passar a eventuais herdeiros o vasto património que o testamento lhe legava, criando assim um problema à soberania do rei de Portugal e dividindo quase o país ao meio.

O testamento previa também terras e castelos para as suas irmãs D. Teresa e D. Sancha, tendo-se formado um partido de nobres afectos às infantas, liderado pelo infante D. Pedro (que se acolheu a Leão sob a protecção de D. Teresa então rainha de Leão, e tomou algumas praças transmontanas), mas que acabaria por sair derrotado; só com a morte de D. Afonso II, o seu filho D. Sancho II resolveu o problema, concedendo os rendimentos dos castelos às tias, nomeando os seus alcaides de entre os nomes que estas propusessem, pedindo-lhes apenas que renunciassem ao título de rainhas - assim se estabeleceu enfim a paz no reino em 1223.

Mais tarde, tornou-se monja cisterciense revitalizando o Mosteiro feminino de Arouca. Faleceu no Mosteiro de Rio Tinto nas proximidades do Porto. Quando o seu corpo foi mais tarde exumado para ser trasladado para a abadia de Arouca, foi descoberto incorrupto, o que gerou uma onda de fervor religioso em torno do corpo da infanta.

A 27 de Junho de 1793 foi beatificada pelo Papa Pio VI, acompanhando assim aos altares as suas irmãs D. Teresa e D. Sancha, já declaradas beatas no início desse século. É festejada no dia 2 de Maio pela Igreja Católica.
Leonor Especial

 
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