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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Set 07, 2019 20:42     Assunto : O Dr. Egas Moniz Responder com Citação
 
Trago hoje o médico e cientista Prof. Dr. António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, mais conhecido como Prof. Dr. ou só Dr. Egas Moniz, que nasceu em Estarreja, Avanca a 29 de Novembro de 1874 e morreu em Lisboa a 13 de Dezembro de 1955.

in diversas fontes da net.

O Dr. Egas Moniz foi um médico, neurologista, investigador, professor, político e escritor português.

Responsável pela criação da lobotomia, foi galardoado, como resultado, com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1949, partilhado com Walter Rudolf Hess.

Nascido António Caetano de Abreu Freire de Resende no seio de uma família aristocrática rural, a dos Viscondes de Baçar, seu tio paterno e padrinho, o padre Caetano de Pina Resende Abreu e Sá Freire, insistiria para que ao apelido (sobrenome) fosse adicionado Egas Moniz, em virtude de a família de Resende descender em linha directa de Egas Moniz, o mordomo de Dom Afonso Henriques.

Completou a instrução primária na Escola do Padre José Ramos, em Pardilhó, e o Curso Liceal no Colégio de S. Fiel, dos Jesuítas, em Louriçal do Campo, concelho de Castelo Branco.

Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, onde começou por ser lente substituto, leccionando anatomia e fisiologia.

Em 1911 foi transferido para a recém-criada Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa onde foi ocupar a cátedra de neurologia como professor catedrático.

Reformou-se em Fevereiro de 1944 fruto de uma depressão exacerbada, motivada pela existência de quóruns que questionavam a sua capacidade para leccionar, devido à dimensão desproporcional das suas orelhas.

Em 1950 é fundado no Hospital Júlio de Matos, o Centro de Estudos Egas Moniz do qual é presidente. O Centro de Estudos é em 1957 transferido para o serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria onde existe ainda hoje, compreendendo entre outros, o Museu Egas Moniz (onde se encontra uma restituição do seu gabinete de trabalho com as peças originais, vários manuscritos, entre outros).

O Dr. Egas Moniz contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir pela primeira vez dar visibilidade às artérias do cérebro. A Angiografia Cerebral, que descobriu após longas experiências com raios X, tornou possível localizar neoplasias, aneurismas, hemorragias e outras mal-formações no cérebro humano e abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral.

As suas descobertas clínicas foram reconhecidas pelos grandes neurologistas da altura, que admiravam a acuidade das suas análises e observações.

A 5 de Outubro de 1928 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Benemerência e a 3 de Março de 1945 com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'lago da Espada.

O Dr. Egas Moniz teve também papel activo na vida política. Foi fundador do Partido Republicano Centrista, dissidência do Partido Evolucionista; apoiou o breve regime de Sidónio Pais, durante o qual exerceu as funções de Embaixador de Portugal em Madrid (1917) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1918); viu entretanto o seu partido fundir-se com o Partido Sidonista.

Foi ainda um notável escritor e autor de uma notável obra literária, de onde se destacam as obras "A nossa casa" e "Confidências de um investigador científico". É também autor de um notável ensaio de crítica literária, "Júlio Dinis e a sua obra" (1924), onde demonstra que o escritor Júlio Dinis se inspirou em personagens reais oriundas de Ovar na criação das figuras principais dos seus romances "A Morgadinha dos Canaviais" e "Pupilas do Senhor Reitor".

O Dr. Egas Moniz também escreveu sobre pintura e reuniu uma notável colecção de pintura naturalista, actualmente aberta ao público na Casa-Museu Egas Moniz em Estarreja, onde se destacam obras de Silva Porto, José Malhoa e Carlos Reis, além de peças de louça, prata e mobiliário de variada proveniência, testemunho do seu grande interesse e apurado gosto pelas artes plásticas e decorativas.

Faleceu em Lisboa, a 13 de Dezembro de 1955.

Como investigador o Dr. Egas Moniz, contando com a preciosa colaboração do Dr. Pedro Almeida Lima gizou duas técnicas: a leucotomia pré-frontal e a angiografia cerebral. Deve-se ainda a este autor a descrição do trajecto da artéria carótida interna no interior do osso temporal, tomando o mesmo a designação de Sifão carotídeo ou Sifão de Egas Moniz.

O Dr. Egas Moniz foi proposto cinco vezes (1928, 1933, 1937, 1944 e 1949) ao Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina, sendo galardoado em 1949. A primeira delas acontece alguns meses depois de ter publicado o primeiro artigo sobre a encefalografia arterial e subsequentemente, ter feito no Hospital de Necker em Paris, uma demonstração da técnica encefalográfica. Este imediatismo não era uma coisa absolutamente ridícula pois na verdade, «a vontade de Alfred Nobel era precisamente a de galardoar trabalhos desenvolvidos no ano anterior ao da atribuição do Prémio».

A técnica desenvolvida pelo Dr. Egas Moniz, a operação ao cérebro denominada lobotomia, após forte controvérsia deixou de ser praticada na década de 1960. Familiares de pacientes que sofreram aquela intervenção cirúrgica exigiram que fosse anulada a atribuição do Prémio Nobel feita a Egas Moniz.

Publicações:

Alterações anátomo-patológicas na difteria, Coimbra, 1900.

A vida sexual (fisiologia e patologia), 19 edições, Coimbra, 1901.

A neurologia na guerra, Lisboa, 1917.

Um ano de política, Lisboa, 1920.

Júlio Diniz e a sua obra, 6 edições, Lisboa, 1924.

O Padre Faria na história do hipnotismo, Lisboa, 1925.

Diagnostic des tumeurs cérébrales et épreuve de l'encéphalographie artérielle, Paris, 1931.

L'angiographie cérébrale, ses applications et résultats en anatomic, physiologie te clinique, Paris, 1934.

Tentatives opératoires dans le traitement de certaines psychoses, Paris, 1936.

La leucotomie préfrontale. Traitement chirurgical de certaines psychoses, Turim, 1937.

Clinica dell'angiografia cerebrale, Turim, 1938.

Die cerebrale Arteriographie und Phlebographie, Berlin, 1940.
Ao lado da medicina, Lisboa, 1940.

Trombosis y otras obstrucciones de las carótidas, Barcelona, 1941.
História das cartas de jogar, Lisboa, 1942.

Como cheguei a realizar a leucotomia pré-frontal, Lisboa, 1948.

Die präfrontale Leukotomie, Archiv für Psychiatrie und Nervenkrankheiten, 1949.
Leonor Especial

 
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