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Índice do Fórum : Hist√≥ria & Monarquia
Monumentos Nacionais
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Set 05, 2019 19:56     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago a Capela da Boa Nova, tamb√©m conhecida por Santu√°rio de Nossa Senhora da Boa Nova que fica situada na freguesia de Terena (S√£o Pedro), concelho de Alandroal, distrito e arquidiocese de √Čvora.

in diversas fontes da net.

Trata-se de um Santu√°rio mariano bastante antigo, julgando-se que possa resultar da cristianiza√ß√£o de cultos pag√£os, visto que nas imedia√ß√Ķes da vila de Terena subsistem as ru√≠nas do templo do deus Endov√©lico. As refer√™ncias hist√≥ricas a este santu√°rio remontam ao s√©culo XIII, uma vez que nas Cantigas de Santa Maria, do Rei D. Afonso X de Castela, existem algumas composi√ß√Ķes dedicadas a Santa Maria de Terena:

"Assi com'oi dizer a quen m'aquest'a contado,
En riba d'Aguadiana, a un logar muit'onrrado,
E Terena chamam i, logar mui sant'aficado,
U muitos miragres faz a Sennor de dereitura.
Afonso X, o Sábio, Cantigas de Santa Maria, Séc. XIII, Cantiga 224"

O templo é obra do século XIV, possuíndo a característica de ser um raro exemplar português de igreja-fortaleza que chegou praticamente intacto aos nossos dias. A origem da invocação Senhora da Boa Nova parece estar ligada à lenda da Fermosíssima Maria (Dona Maria,Rainha de Castela), a filha do Rei D. Afonso IV de Portugal que se deslocou à corte portuguesa para solicitar a seu pai que auxiliasse o marido na Batalha do Salado.

Reza a lenda que a Rainha se encontrava neste local, nas imedia√ß√Ķes de Terena, quando recebeu a boa not√≠cia, da√≠ tendo nascido a invoca√ß√£o Boa Nova.

O culto mant√©m-se bastante vivo, sendo este santu√°rio palco de uma grande romaria que se celebra no primeiro fim-de-semana posterior √† P√°scoa. A import√Ęncia desta romaria na regi√£o √© de tal import√Ęncia que a Segunda-Feira de Pascoela (dia principal da festa) √© o feriado municipal do concelho do Alandroal.

O Santu√°rio de Nossa Senhora da Boa Nova foi classificado Monumento Nacional em 1910.

O Santu√°rio √© uma j√≥ia da arquitectura religiosa do s√©culo XIV, igreja-fortaleza de planta cruciforme, rara em Portugal [segundo a defini√ß√£o de M√°rio Chic√≥, ver o Mosteiro de Flor da Rosa e a Igreja de Vera Cruz de Marmelar], constru√≠do em forte cantaria gran√≠tica, coroado e ameias mu√ßulmanas. Nas fachadas norte, sul e poente, abrem-se p√≥rticos de arcos ogivais, g√≥ticos e estreitas frestas medievais, encimados por balc√Ķes defensivos, com matac√£es (por onde se jorravam l√≠quidos a ferver, em caso de ataque), decorados com pedras de armas reais portuguesas.

O conjunto da fachada principal é ainda enobrecido por singelo campanário, acrescentado no século XVIII.

O templo era originalmente do padroado da Ordem de Avis, teve depois como donat√°rios os Condes de Vila Nova (de Portim√£o).

Contrastando com o aspecto pesado exterior, o interior surpreende-nos pela singeleza das linhas g√≥ticas e pelo aspecto amplo da nave, de planta de cruz grega, coberta por ab√≥badas de arcos quebrados. Os al√ßados da nave foram decorados no s√©culo XIX por rodap√© escaiolado e pinturas murais realizadas pelo pintor Silva Rato de Borba, representando santos da devo√ß√£o popular alentejana. O p√ļlpito de alvenaria, √© da mesma √©poca e levanta-se volumoso no transepto da igreja. Os altares colaterais, de S√£o Br√°s e Santa Catarina, s√£o de talha dourada do s√©culo XVIII.

Mais interessante é a decoração do presbitério, cuja abóbada está coberta de pinturas fresquistas representando os reis da primeira dinastia até D. Afonso IV e diversas cenas do Apocalipse de São João, obra mandada fazer pelos Condes de Vila Nova, Comendadores da Ordem de Avis.

O ret√°bulo maneirista, do s√©culo XVI, conserva entalhados bel√≠ssimas t√°buas de estilo maneirista flamenguizante representando a Anuncia√ß√£o e Assun√ß√£o da Virgem, o Pres√©pio, o Pentecostes e a Ressurrei√ß√£o de Cristo. Ao centro, em maquineta dourada exp√Ķe-se a veneranda imagem de Nossa Senhora da Boa Nova, de roca e com o Menino Jesus ao colo.

Nesta capela conservou-se acesa durante s√©culos a l√Ęmpada votiva dos Duques de Bragan√ßa.

Subsistem ainda no espaço algumas campas antigas e aras votivas do Deus Endovélico, provenientes do templo de São Miguel da Mota, também na freguesia de Terena.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Set 06, 2019 21:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Santuário de São Torcato, situado no vale central da freguesia de São Torcato (Guimarães), desenvolvendo-se à sua volta toda a povoação.

in diversas fontes da net.

O templo de estilo h√≠brido, com elementos cl√°ssicos, g√≥ticos, renascentistas e rom√Ęnticos, encontra-se todo constru√≠do em cantaria de pedra de granito da regi√£o, sendo uma obra-prima do neomanuelino, cuja constru√ß√£o se iniciou em 1871 e estende-se at√© aos dias de hoje.

O gosto ecl√©tico surge dentro do contexto da √©poca, com predom√≠nio de elementos decorativos neorom√Ęnicos. Possui dimens√Ķes consider√°veis.

A fachada é constituída por duas torres e um corpo central.

Em planta, o templo tem a forma típica da cruz latina. No interior da Igreja encontra-se o corpo incorrupto de São Torcato Félix.

No exterior do Santu√°rio, encontra-se um adro o qual possui ao fundo de frente para o Santu√°rio, um parque enfeitado com frondosas tileiras e pl√°tanos.

Para aceder a este parque (denominado popularmente por Parque do Mosteiro), utiliza-se uma enorme escadaria, a qual dá ligação ao templo.

No parque podemos também encontrar dois coretos bem como duas grandes fontes de água.


 
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Mensagem Enviada: Sáb Set 07, 2019 20:50     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte da Praia da Consolação localizado na freguesia de Atouguia da Baleia, concelho de Peniche, distrito de Leiria.

in diversas fontes da net.

Foi erguido no contexto da Guerra da Restaura√ß√£o da nossa independ√™ncia, por iniciativa de D. Jer√≥nimo de Ata√≠de, 6.¬ļ Conde de Atouguia e senhor de Peniche no ano de 1641 para refor√ßo da defesa da enseada sul de Peniche, cruzando fogos com a Pra√ßa-forte de Peniche. A obra ficou terminada em 1645, tendo sofrido obras de amplia√ß√£o em 1665.

No contexto da Guerra Peninsular em 1800 a leste desta fortificação, foi erguida uma bateria com 15 canhoneiras para novo reforço da defesa da enseada.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1978.

Características do Forte:

Fortificação marítima em posição dominante sobre um pequeno promontório, apresenta planta estrelada, com quatro baluartes triangulares e cinco plataformas onde ficavam dispostas as bocas de fogo.

Exteriormente é rodeada por um fosso ultrapassado por uma ponte.

O portão de armas, encimado por uma lápide com uma inscrição epigráfica alusiva à fundação e edificação do Forte e pelo escudo nacional coroado, é de arco de volta perfeita, com moldura de aparelho rusticado ladeado por duas pilastras.


 
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Mensagem Enviada: Dom Set 08, 2019 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de S√£o Filipe de Set√ļbal, tamb√©m conhecido como Castelo de S√£o Filipe, localizado em posi√ß√£o dominante sobre um outeiro fronteiro √† litoral cidade de Set√ļbal, dominando a margem esquerda da foz do rio Sado e o oceano Atl√Ęntico.

in diversas fontes da net.

O local de Set√ļbal foi ocupado desde a pr√©-hist√≥ria, sucessivamente por fen√≠cios, cartagineses, romanos e mu√ßulmanos.

Porto atl√Ęntico privilegiado, a primeira estrutura defensiva deste importante burgo foi uma muralha iniciada ao tempo do Rei D. Afonso IV (1325-57) e conclu√≠da no reinado seguinte sob D. Pedro I (1356-67), com a fun√ß√£o de conter os assaltos de piratas e de cors√°rios oriundos normalmente do Norte de √Āfrica.

O projecto de uma fortifica√ß√£o moderna para a defesa deste trecho do litoral remonta ao s√©culo XIV, com a constru√ß√£o do Forte de Santiago do Out√£o, destinado ao controle da entrada da barra do rio e acesso ao burgo medieval. Visando ampliar essa defesa, no reinado de D. Jo√£o III (1521-1557), Br√°s Dias recebeu Regimento no cargo de administrador das obras da Pra√ßa e Castelo de Set√ļbal (31 de Julho de 1526). As dificuldades financeiras, que levaram inclusive ao abandono das posi√ß√Ķes ultramarinas no Norte de √Āfrica (Pra√ßa-forte de Azamor, Pra√ßa-forte de Arzila, Pra√ßa-forte de Alc√°cer-Ceguer e Pra√ßa-forte de Safim), ter√£o atrasado o desenvolvimento desses trabalhos.

Retomado na altura da dinastia Filipina, a sua relev√Ęncia √© demonstrada pelo facto de que o pr√≥prio soberano D. Filipe I (1580-1598) assistiu em pessoa em 1582, ao lan√ßamento da pedra fundamental da nova fortifica√ß√£o, com tra√ßa do arquitecto e engenheiro militar italiano Filippo Terzi (1520-1597). Este engenheiro teria trabalhado nessas obras at√© meados de 1594, quando assinou uma planta e corte da fortifica√ß√£o (8 de Julho de 1594) remetida ao Conselho de Guerra espanhol. Com o seu falecimento, foi designado para as obras o engenheiro militar e arquitecto cremonense Leonardo Torriani que as teria dado como conclu√≠das em 1600.

No contexto da Restaura√ß√£o da independ√™ncia, sob o reinado de D. Jo√£o IV (1640-1656), o Governador das Armas de Set√ļbal, Jo√£o de Saldanha, executou a amplia√ß√£o desta defesa pela adi√ß√£o de uma bateria baixa entre 1649 e 1655. Acredita-se que esta nova estrutura visava cobrir a defici√™ncia da artilharia em cobrir o acesso fluvial ao porto.

No século XVIII a Capela no seu interior adquiriu o seu revestimento de azulejos assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes (1736). Durante o consulado pombalino (1750-1777) não teria ficado imune ao terramoto de 1755 e foi utilizada como Escola de Artilheiros.

Em meados do s√©culo XIX um inc√™ndio destruiu a Casa do Comando, ent√£o resid√™ncia do Governador das Armas de Set√ļbal.

No s√©culo XX a partir da d√©cada de 1940 passou a ser objecto de interven√ß√Ķes de conserva√ß√£o e restauro a cargo da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Data de 1964 o projecto de adapta√ß√£o da estrutura √†s fun√ß√Ķes da actual pousada, filiada √† Rede Pousadas de Portugal. Sofreu novos danos causados pelo sismo de 1969, tendo a recupera√ß√£o sido conclu√≠da no ano seguinte.

Características do Forte:

A então moderna estrutura projectada por Terzi em estilo maneirista, incorporava os avanços impostos pela artilharia da altura.

Em alvenaria de pedra e tijolo, revestida por cantaria de pedra, apresenta planta poligonal irregular estrelada (org√Ęnica) com seis baluartes e guaritas prism√°ticas cobertas por c√ļpulas nos √Ęngulos salientes e cercada por um fosso. Pelo lado de terra, a defesa √© completada por uma segunda muralha (contra-escarpa) exterior ao fosso.

No seu interior, acessado por um Port√£o de Armas a Oeste nas muralhas defendido por dois baluartes, um √°trio d√° acesso a um t√ļnel de alvenaria de pedra, com uma larga e suave escadaria com degraus em dois lances. Esta por sua vez, √© coberta por uma ab√≥bada e o patamar entre os seus lances d√° acesso √†s casamatas.

No seu final no terrapleno, encontram-se os edifícios de serviço: A Casa de Comando (antiga residência do Governador das Armas) e a Capela à esquerda desse mesmo.

A pequena Capela de São Filipe orago do Forte, apresenta planta rectangular, coberta por abóbada de berço.

O seu portal exibe front√£o ornado com volutas e uma torre sineira entre pilastras.

O seu interior é completamente revestido por azulejos nas cores azul e branco, onde se destacam painéis com cenas da vida daquele santo católico, assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes (1736).

A bateria baixa, estrutura datada do século XVII, formou-se num baluarte com o formato trapezoidal que se estende em direcção ao mar.


 
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Mensagem Enviada: Seg Set 09, 2019 23:04     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de Vera Cruz de Marmelar situada em Vera Cruz, Portel, √Čvora.

in diversas fontes da net.

As origens da funda√ß√£o da Igreja-Mosteiro de Vera Cruz de Marmelar s√£o bem remotas, uma vez que o actual templo ter√° sido constru√≠do sobre anteriores funda√ß√Ķes.

A freguesia de Vera Cruz, anteriormente designada Marmelar ou pelo menos conhecida como o lugar de S. Pedro de Marmelar em documentos do Século XIII, é uma povoação bem antiga e histórica, tendo este Monumento acompanhado os seus passos ao longo dos séculos.

Em 1268 D. Afonso III quis ter um apoio militar-religioso na zona alentejana entre o concelho de √Čvora e o de Beja e pediu ao seu amigo e colaborador Jo√£o Peres de Aboim, senhor de Portel, que apadrinhasse a funda√ß√£o de um mosteiro da Ordem do Hospital de S. Jo√£o de Jerusal√©m, em Vera Cruz do Marmelar, sendo o seu fundador e primeiro prior, Frei Afonso Pires Farinha, que tamb√©m havia sido companheiro de armas do rei portugu√™s (foi seu conselheiro e testamenteiro).

Segundo a lápide que se encontra na sacristia da igreja de Vera Cruz, a construção do mosteiro, iniciada por Frei Afonso Pires de Farinha em 1268, prolongou-se por 20 anos.

Foi reedificada no corpo da nave em meados do s√©culo XVI, a expensas do comendador Crist√≥v√£o da Cunha, mant√©m a abside medieval, constitu√≠da por tr√™s capelas rom√Ęnicas de cantaria lavrada, em grande parte recuperada de um primitivo templo visig√≥tico, sendo de admitir que a√≠ tenha existido uma primitiva constru√ß√£o.

SANTO LENHO (VERA CRUZ) ‚Äď Venera-se nesta igreja a mais antiga rel√≠quia do Santo Lenho do Pa√≠s, que ter√° sido trazida da Terra Santa, por Frei Afonso Pires de Farinha, numa das suas v√°rias peregrina√ß√Ķes aos Lugares Santos da Palestina, segundo alguns historiadores, incorporado na 7.¬™ Cruzada chefiada por S. Lu√≠s, rei de Fran√ßa e por Eduardo Plantageneta, rei de Inglaterra.

A santa rel√≠quia, inicialmente destinava-se √† S√© de √Čvora, mas um ins√≥lito prod√≠gio for√ßou a sua perman√™ncia no mosteiro dos frades hospital√°rios de Marmelar.

Chama-se ‚ÄúSanto Lenho‚ÄĚ √† cruz onde Jesus Cristo foi crucificado e que por volta de 326, a m√£e do imperador Constantino, Santa Helena, encontrou numas escava√ß√Ķes que mandou executar no s√≠tio do calv√°rio em Jerusal√©m.

A partir deste ‚Äúachamento‚ÄĚ da ‚ÄúVera Cruz‚ÄĚ, multiplicaram-se as ‚Äúrel√≠quias‚ÄĚ ‚Äď fragmentos extra√≠dos dessa Cruz e que foram levados para muitas partes do mundo.

O Santo Lenho trazido para o Mosteiro de Marmelar tornou-se mais conhecido a partir da vit√≥ria dos crist√£os contra os mouros, na batalha do Salado em 1340, onde esta santa rel√≠quia empunhada pelo Prior da Ordem do Hospital (Crato), √Ālvaro Gon√ßalves Pereira, teve um papel determinante juntamente com 100 cavaleiros e mil pe√Ķes eborenses chefiados pelo alferes Gon√ßalo Esteves Carvoeiro, segundo reza a l√°pide que se encontra √† entrada da capela do SS. Sacramento, na S√© de √Čvora.

Foi depois da estrondosa vit√≥ria do Salado que a rel√≠quia do Santo Lenho foi dividida em duas partes ficando uma em Vera Cruz do Marmelar e a outra foi destinada √† S√© de √Čvora.

O Santo Lenho de Vera Cruz, guardado num precioso relic√°rio de prata dourada, mandado fazer por Nuno √Ālvares Pereira, despertou grande devo√ß√£o, n√£o s√≥ entre o povo simples que ali acorria em grande n√ļmero e que ainda hoje continua a acorrer, mas tamb√©m em nobres e reis, como foi o caso de D. Dinis (que o pediu emprestado por algum tempo) e D. Afonso V (em 1450 criou uma guarda de 40 homens para o Santo Lenho).

Outra pe√ßa not√°vel √© a cruz processional, rom√Ęnica, do s√©culo XIII, de prata e esmalte pol√≠cromos, que pertenceu aos Templ√°rios portugueses.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Set 10, 2019 19:53     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Convento do Carmo de Lisboa. Um antigo Convento da Ordem dos Carmelitas da Antiga Observ√Ęncia que se localiza no Largo do Carmo e foi erguido sobranceiro ao Rossio (Pra√ßa de D. Pedro IV), na colina fronteira √† do Castelo de S√£o Jorge na cidade e distrito de Lisboa.

in diversas fontes da net.

O conjunto, que já foi a principal igreja gótica da capital, e que pela sua grandeza e monumentalidade concorria com a própria Sé de Lisboa, ficou em ruínas devido ao terramoto de 1755, não tendo sido reconstruído.

Tornou-se um dos principais testemunhos da catástrofe ainda visíveis na cidade. Actualmente as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo.

√Č poss√≠vel que a ru√≠na do Convento do Carmo e do vizinho Convento da Trindade aquando daquele terramoto, esteja na origem da express√£o popular: "cair o Carmo e a Trindade".

O Convento do Carmo foi fundado por D. Nuno √Ālvares Pereira, o Condest√°vel em 1389. Foi ocupado inicialmente, por frades carmelitas provindos do Convento de Nossa Senhora do Carmo de Moura no Alentejo, chamados por D. Nuno para ingressar no Convento de Lisboa em 1392. Em 1404, D. Nuno doou os seus pr√≥prios bens ao Convento e em 1423, ele mesmo ingressou no Convento como religioso, per√≠odo em que as suas obras estariam conclu√≠das. O Condest√°vel de Portugal escolheu ainda a Igreja do Convento como sua sepultura, embora em 1953, tenha sido transladado para a Igreja do Santo Condest√°vel em Campo de Ourique a si dedicada. D. Nuno √Ālvares Pereira foi canonizado como S√£o Nuno de Santa Maria pelo Papa Bento XVI a 26 de Abril de 2009.

No dia 1 de Novembro de 1755, o grande terramoto e o subsequente incêndio que vitimou a cidade de Lisboa, destruíram boa parte da igreja e do convento consumindo-lhe o recheio. No reinado de D. Maria I iniciou-se a reconstrução de uma ala do Convento já em estilo neogótico, mas os trabalhos foram interrompidos em 1834 aquando da extinção das ordens religiosas.

Desse primeiro período reconstrutivo são testemunho os pilares e os arcos das naves, verdadeiro testemunho de arquitectura neogótica experimental de cariz cenográfico.

Em meados do s√©culo XIX, imperando o gosto rom√Ęntico pelas ru√≠nas e pelos antigos monumentos medievais, optou-se por n√£o continuar a reconstru√ß√£o do conjunto, deixando o corpo das naves da igreja a c√©u aberto e criando assim, um id√≠lico cen√°rio de ru√≠na, que tanto agradava aos estetas oitocentistas e que ainda hoje encanta os visitantes.

A parte habit√°vel do Convento foi convertida em instala√ß√Ķes militares em 1836.

Foi aqui no Quartel do Carmo, sede do Comando-Geral da GNR, que o Presidente do Conselho do Estado Novo, Marcelo Caetano, se refugiou dos militares revoltosos, durante a Revolução dos Cravos. O cerco deste aquartelamento foi dirigido pelo capitão Salgueiro Maia.

No Largo do Carmo em frente ao Convento, encontra-se o Chafariz do Carmo do s√©culo XVIII, desenhado por √āngelo Belasco e decorado com quatro golfinhos.

Características do Convento:

O conjunto apresenta raiz no g√≥tico mendicante, com certa influ√™ncia do estaleiro do Mosteiro de Santa Maria da Vit√≥ria da Batalha, que havia sido fundado pelo Rei D. Jo√£o I e que tamb√©m estava em constru√ß√£o na altura. Ao longo dos s√©culos recebeu acrescentos e altera√ß√Ķes, adaptando-se aos novos gostos e estilos arquitect√≥nicos.

A fachada da igreja do Convento tem um portal de várias arquivoltas lisas com capitéis decorados. A rosácea que encima o portal está destruída. A fachada sul da igreja é sustentada por cinco arcobotantes, adicionados em 1399 após um desabamento durante a construção da igreja.

O interior apresenta três naves e cabeceira com uma capela-mor e quatro absidíolos. O tecto da nave da igreja desapareceu com o terramoto, e só os arcos ogivais transversais que o sustentavam são visíveis hoje.

O corpo principal da igreja e o coro, cujo telhado resistiu ao terramoto, foram requalificados e abrigam hoje um Museu Arqueol√≥gico com uma pequena mas interessante colec√ß√£o. Do paleol√≠tico e neol√≠tico portugu√™s destacam-se as pe√ßas provenientes de escava√ß√Ķes de uma fortifica√ß√£o pr√©-hist√≥rica perto da Azambuja (3500 a.C. - 1500 a.C.).

O n√ļcleo de t√ļmulos g√≥ticos inclui o de D. Fernando Sanches (in√≠cio do s√©culo XIV), decorado com cenas de ca√ßa ao javali, e o magn√≠fico t√ļmulo do rei D. Fernando I (1367-1383), transferido de um convento em Santar√©m para o museu. Destaca-se tamb√©m uma est√°tua de um rei do s√©culo XIII (talvez D. Afonso Henriques), al√©m de pe√ßas romanas, visig√≥ticas e at√© duas m√ļmias peruanas.


 
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Mensagem Enviada: Qua Set 11, 2019 20:54     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Museu da Cidade e Palácio Pimenta localizado no Campo Grande, na cidade e distrito de Lisboa. Encontra-se instalado nas dependências e jardins do Palácio Pimenta.

in diversas fontes da net.

O Museu da Cidade √© um dos cinco n√ļcleos que constituem o novo Museu de Lisboa (a par com o Museu de Santo Ant√≥nio, o Teatro Romano, a Casa dos Bicos e o Torre√£o Poente do Terreiro do Pa√ßo).

O Palácio foi erguido por iniciativa do rei D. João V em meados do século XVIII para a sua amante Madre Paula, uma freira do Mosteiro de São Dinis em Odivelas.

O Museu da Cidade foi criado a 15 de Julho de 1909, data da aprovação da proposta do vereador republicano Tomás Cabreira. Inicialmente instalado nos Paços do Concelho, passou pelo Carmo e pelos palácios Galveias e Mitra até que em 1979, foi finalmente instalado no Palácio Pimenta no Campo Grande.

O seu espólio apresenta em exposição permanente a história da cidade de Lisboa desde os tempos pré-históricos, passando pelos Romanos, os Visigodos e os Mouros, até aos nossos dias. Conta com azulejos, desenhos, pinturas, maquetas e documentos históricos.

Entre as peças destacam-se pinturas que representam a cidade antes do terramoto de 1755, um óleo do século XVII de Dirk Stoop que representa o Terreiro do Paço. O tema do terramoto é representado por pinturas da cidade devastada e vários planos da reconstrução.

H√° tamb√©m um grande cartaz colorido celebrando a Revolu√ß√£o de 1910 e a proclama√ß√£o da Rep√ļblica e uma maqueta detalhada da cidade na d√©cada de 1950.

Algumas das antigas dependências do palácio também podem ser visitadas, incluindo a cozinha decorada com painéis de azulejos azuis e brancos que representam peixes, flores e animais de caça.

Uma das salas √© dedicada ao Aqueduto das √Āguas Livres, com detalhes dos planos arquitect√≥nicos para a sua constru√ß√£o e gravuras e aguarelas da constru√ß√£o terminada.

 
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Mensagem Enviada: Qui Set 12, 2019 20:12     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Palácio da Mitra, vulgarmente conhecido como Palácio dos Arcebispos que é uma antiga residência de veraneio, primeiro dos Arcebispos, e depois dos Patriarcas de Lisboa, situando-se na freguesia de Santo Antão do Tojal, em Loures.

in diversas fontes da net.

O primitivo Palácio foi mandado construir pelo arcebispo D. Fernando de Vasconcelos, cerca de 1554 (sendo este arcebispo também o responsável pela construção da Igreja Matriz de Santo Antão do Tojal).

Este Palácio por sua vez, veio substituir uma primitiva casa do século XIII e que pertencia à Mitra de Lisboa.

No século XVIII, o primeiro patriarca de Lisboa D. Tomás de Almeida, mandou reconstruí-lo em estilo barroco ao gosto da ltura. O arquitecto responsável pela actual traça foi o italiano Canaveri, que nele trabalhou até 1732.

O edif√≠cio apresenta-se em forma de U; na fachada de estilo italiano, encontram-se tr√™s m√°rmores de Carrara, representando as est√°tuas de S√£o Bruno de Col√≥nia (o fundador da Cartuxa), a Rainha Santa Isabel e a Imaculada Concei√ß√£o. No interior, a t√≠pica azulejaria portuguesa do s√©culo XVIII em azul e branco, caracteriza-se pela riqueza tem√°tica e grande qualidade pict√≥rica (representa√ß√Ķes das esta√ß√Ķes do ano, cenas campestres, venat√≥rias ou de pesca, figuras mitol√≥gicas; nas cozinhas surgem representados temas culin√°rios). Alguns dos azulejos foram mais tarde trasladados para o Pa√ßo Patriarcal de S√£o Vicente de Fora e encontram-se hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.

O Pal√°cio inclui ainda dois pombais, um aqueduto com dois quil√≥metros destinado a abastecer dois chafarizes um dos quais monumental, tudo constru√ß√Ķes tamb√©m do s√©culo XVIII.

Ao longo do s√©culo XX tem vindo a sofrer v√°rias obras de restauro custeadas pela Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais; actualmente, encontram-se sediadas no Pal√°cio da Mitra as instala√ß√Ķes da Casa do Gaiato.

O conjunto formado por Pal√°cio, aqueduto, pombais, chafarizes, capela e ainda o monumental port√£o da entrada encontra-se protegido como Im√≥vel de Interesse P√ļblico, pelos decretos n.¬ļ 30 762 de 26 de Setembro de 1940 e 32 973 de 18 de Agosto de 1943.

Pela Portaria n.¬ļ 740-AH/2012, publicada no Di√°rio da Rep√ļblica de 24 de Dezembro de 2012 √© alterada a classifica√ß√£o para Monumento de Interesse P√ļblico (MIP), alargada a Zona Especial de Protec√ß√£o (ZEP) e mudada a designa√ß√£o do monumento a proteger para ‚ÄúPal√°cio da Mitra, aqueduto, pombais, chafarizes, igreja, monumental port√£o de entrada e toda a √°rea murada da antiga quinta‚ÄĚ


 
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Mensagem Enviada: Sex Set 13, 2019 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de C√°rquere que √© um mosteiro localizado em Resende, Viseu. Tornou-se Monumento Nacional a 16 de Junho de 1910, pelo Decreto de 16-06-1910, DG n.¬ļ 136, de 23-06-1910. √Č tamb√©m conhecida por Igreja de Santa Maria de C√°rquere e Igreja Matriz de Nossa Senhora-C√°rquere.


in diversas fontes da net.


Santa Maria de Cárquere vem referido na Crónica de 1419 como local da cura milagrosa de D. Afonso Henriques. Egas Moniz da casa de Ribadouro teria pedido ao conde D. Henrique, que o deixasse ser o aio da descendência que esperava de D. Teresa, independentemente de vir a ser um filho varão ou uma filha.


Nasceu então D. Afonso Henriques mas, segundo a "lenda", o infante recém nascido apresentava uma má formação nas pernas que fazia temer o pior: "Quando veio o tempo que a Rainha houve seu filho grande e fermoso mais que não podia mais ser moço da sua idade, senão tam soomente que tinha as pernas encolheitas, em guisa que todos dezião, assi mestres como os outros, que nunqua mais podia ser são delas".


Recebendo Egas Moniz a incumbência que tinha rogado ao conde ao ser nomedao aio encarregado da educação do infante, ficou muito sensibilizado pela maleita do recém nascido: "E, quando Egas Monis vio tam bella criatura e o vio assim tolheito, ouve dela mui grande doo, pero, confiando em Deus que lhe poderia dar saude, tomou o moço e feze-o criar tam bem e tam honradamente como se fizera se fora são".


Então, quando a criança tinha cinco anos, o "milagre" aconteceu e Santa Maria "apareceu ao aio dizendo-lhe que buscasse um lugar onde existia uma igreja inacabada que lhe era dedicada e aí fizesse vigília e no altar colocasse a criança que seria curada.


Egas Moniz assim procedeu e a criança foi curada. Diz-se então que por força deste milagre, foi construído nesta igreja o Mosteiro por D. Henrique: "E por este milagre que asi aconteçeo foi depois feito em esta igreja o mosteiro de Cárcere".


A primeira refer√™ncia √† Lusit√Ęnia foi feita nas Hist√≥rias de Pol√≠bio Apiano reata-nos que Oxthracai, maior cidade dos lusitanos, foi destru√≠da em 152 a.C. Apesar das fronteiras da Lusit√Ęnia n√£o coincidirem perfeitamente com as de Portugal de hoje, os povos que habitaram aquela regi√£o s√£o uma das bases etnol√≥gicas dos portugueses do centro e sul.


A povoa√ß√£o de C√°rquere sempre pertenceu √† prov√≠ncia Lusit√Ęnia cujo limite norte era precisamente o rio Douro ‚ÄúA Durio, Lusitania incipit‚ÄĚ (Plinio IV). Segundo, e posteriormente √† leitura e an√°lise da inscri√ß√£o na ponte romana de Alc√Ęntara (situada nas margens do rio Guadiana a pouco mais de meia centena de quil√≥metros de Badajoz e Elvas), toda a prov√≠ncia (da Lusit√Ęnia) divide-se em tr√™s circunscri√ß√Ķes, as de Emerita, Pax e Scallabis. Cont√©m ao todo 46 povoa√ß√Ķes, entre os quais 5 col√≥nias, um munic√≠pio de cidad√£os Romanos, 3 com os antigos direitos Latinos e 26 que s√£o tribut√°rias.


Um grupo de arque√≥logos (entre os quais Jorge de Alarc√£o) reuniu-se num Semin√°rio em Paris no Centre National de Recherche Scientifique a 8 e 9 de Dezembro de 1988 e procurou definir os limites da Lusit√Ęnia no tempo dos Romanos. Esses limites resultaram tamb√©m nos limites dos tr√™s conventi em que a Lusit√Ęnia se dividia. Eis das conclus√Ķes o que nos interessa:


Definiu-se que um dos conventi Conventus Emeritensis (em Portugal) seria dividido por uma linha saindo a sul de Ammaia (S. Salvador de Aramenha, Marvão) que, caminhando para norte, iria passar no final sudoeste da Serra da Estrela e continuaria em linha recta até ao rio Douro a oeste de Cárquere (Resende), de modo a incluir a zona dos Paesuri.


Segundo este investigador Cárquere seria então território dos Paesuri no entanto crê-se também na possibilidade de pertencer a um outro povo de nome Coilarni.


C√°rquere √© apontada como a capital dos Paesuri (Alarc√£o, 1988 e 1900), apresentando-se como centro de import√Ęncia superior √† de Lamego, todavia segundo igual autor C√°rquere poderia ser tamb√©m um vicus (povoado civil geralmente situado nas proximidades de uma unidade administrativa concreta) o que n√£o parece deveras verificar-se devido ao n√ļmero de ep√≠grafes funer√°rias ali encontradas (Alarc√£o 1900).


Joaquim Caetano Pinto em ‚ÄúResende Monografia Do Seu Concelho‚ÄĚ classifica a est√Ęncia de C√°rquere como ‚Äúa mais importante de quantas se encontram nas margens do rio Douro nacional, logo ap√≥s √† de Num√£o.‚ÄĚ


O Mosteiro de Santa Maria de Cárquere era masculino e pertencia aos Cónegos Regulares de Santo Agostinho, a data da fundação do Mosteiro permanece incerta, porém em 1099, a igreja terá sido reconstruída. Sabe-se que o Mosteiro de Cárquere ficou sob a dependência do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.


Em 1146, morreu D. Egas Moniz de Ribadouro, deixando ao Mosteiro significativo legado em testamento.


A remota origem do Mosteiro de Santa Maria de C√°rquere propicia especula√ß√Ķes quanto √† sua edifica√ß√£o: na √©poca per√≠odo suevo-visig√≥tica (s√©c. VI/VII), durante a reconquista crist√£ aos mouros (s√©c. IX-XI), a funda√ß√£o do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra de C√≥negos Regrantes de Santo Agostinho em 1131.


A lenda associa o Mosteiro de Santa Maria de C√°rquere √† cura do infante D. Afonso, futuro primeiro rei de Portugal. O Conde D. Henrique seria o respons√°vel pela sua constru√ß√£o em agradecimento a Nossa Senhora de C√°rquere pela cura realizada nas pernas de D. Afonso Henriques. Milagre que, segundo alguns historiadores, foi um meio de encobrir a verdadeira filia√ß√£o de D. Afonso Henriques. Em 1279, por bula do papa Nicolau III, os c√≥negos regulares que habitavam o Mosteiro, foram confirmados como imediatos √† S√© Apost√≥lica. No √Ęmbito dos privil√©gios recebidos, foi-lhes dada a faculdade para elegerem o seu prior. Em 1511, por carta do papa Le√£o X, foi excomungado D. Jo√£o, abade de S√£o Salvador de Travanca da Ordem de S√£o Bento, por motivo de n√£o querer largar e entregar o Mosteiro de Santa Maria de C√°rquere a Francisco Suzarte, familiar do papa J√ļlio II, do qual recebera uma bula dando-lhe o Mosteiro em comenda, por morte de Diogo Coelho prior de C√°rquere. Em 1541, D. Jo√£o III doou o Mosteiro de Santa Maria de C√°rquere ao Col√©gio de Coimbra dos Padres da Companhia de Jesus.


Em 1561, por breve do papa Pio IV, o cardeal D. Henrique anexou-lhe as rendas da mesa prioral, com a condi√ß√£o de n√£o se reduzir o n√ļmero de c√≥negos para a celebra√ß√£o do of√≠cio divino.


O Padre Mestre Sim√£o, querendo ter um mosteiro em Lisboa, preferiu trocar Santa Maria de C√°rquere pelo de Santo Ant√£o o Velho, da Ordem dos C√≥negos de Santo Ant√£o de Fran√ßa, que o bispo de Lisboa, D. Ambr√≥sio Pereira, c√≥nego regrante de Santa Cruz tinha em comenda. O Padre Mestre Sim√£o pediu ao rei que solicitasse ao n√ļncio Alo√≠sio Lipomano, a uni√£o do Mosteiro de Santo Ant√£o √† Companhia de Jesus. D. Ambr√≥sio tomou posse do priorado-mor de C√°rquere, reformou-o no espiritual e no temporal com o acordo do prior castreiro e dos seus c√≥negos, e para a reforma√ß√£o mandou vir dois c√≥negos de Santa Cruz, renunciando o priorado-mor no tesoureiro D. Ant√≥nio Nogueira, e confiando-lhe a uni√£o √† Congrega√ß√£o. Recolheu-se no Mosteiro de Grij√≥, falecendo em 1559, e foi sepultado no Mosteiro de C√°rquere, no lado esquerdo da capela-mor.


Em 1561 com o falecimento de D. António Nogueira, o Mosteiro passou definitivamente para a posse dos Padres da Companhia de Jesus.


Em 1562, pela bula ¬ęAd Apostolicae Dignitatis¬Ľ do papa Pio IV, foram concedidos ao Col√©gio dos Jesu√≠tas de Coimbra todos os benef√≠cios e bens do Mosteiro de C√°rquere logo que vagasse o cargo de prior-mor.


Em 1576, o papa Gregório XIII mandou extinguir o Mosteiro de Santa Maria de Cárquere e aplicar as rendas da mesa conventual ao referido colégio.


Mais tarde, seria instalado no Mosteiro um hospício para gente pobre.


Em 1578, por bula de Greg√≥rio XIII, foi confirmada a bula de Pio IV, ficando o Mosteiro de C√°rquere e seus bens subordinados ao Col√©gio de Coimbra, com a condi√ß√£o de n√£o se reduzir o n√ļmero de dois c√≥negos para a celebra√ß√£o do of√≠cio divino.


Em 1848 a 25 de Janeiro, por of√≠cio do Minist√©rio do Reino foram expedidas circulares aos governadores civis do Porto, Braga, Coimbra e √Čvora, sobre os documentos e preciosidades dos cart√≥rios dos extintos conventos, especialmente dos C√≥negos Regulares de Santo Agostinho e da Ordem de S√£o Bento. Pedido que viria a ser reiterado pelo mesmo Minist√©rio a 4 de Maio do mesmo ano.


Em 1862 a 3 de Dezembro, por of√≠cio do Minist√©rio da Fazenda solicitava-se que o requerido pelo Minist√©rio Reino, relativamente aos documentos anteriores a 1600, existentes nos cart√≥rios das reparti√ß√Ķes de Fazenda dos Distritos do Porto, Braga, Viana e Coimbra, fosse entregue a Augusto Soromenho.


Em 1863 a 17 de Janeiro, foi produzida uma c√≥pia da Portaria do Minist√©rio do Reino de 26 de Dezembro de 1862, para os governadores civis receberem e fazerem entrar na Torre do Tombo os cart√≥rios dos cabidos do Porto, Braga, Guimar√£es e Lamego, assim como os dos extintos conventos que se achassem nas reparti√ß√Ķes de Fazenda do Porto, Braga, Viana do Castelo e Coimbra.


Em 1871 a 1 de Abril, proveniente da Direc√ß√£o-Geral dos Pr√≥prios Nacionais, o √ļnico documento deste fundo foi entregue ao Arquivo da Torre do Tombo.


No final da década de 1990, foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas.


No reinado de D. Manuel recebeu importantes obras de renovação arquitetónica.


Em 1910 foi classificada como Monumento Nacional.


Num plano recuado, contíguo à cabeceira do templo está a ducentista torre sineira quadrangular, terminada por ameias, o que lhe confere uma estrutura arquitetónica militar.


A cabeceira foi remodelada nos finais do século XIII/ começos do século XIV, enquanto o corpo do templo seria objeto de renovação no reinado de D. Manuel I.


Para além das sólidas e austeras dependências conventuais contíguas à igreja, Nossa Senhora de Cárquere deixa ver na fachada de granito um portal manuelino moldurado e desenhando um arco de querena que repousa em colunelos capitelizados.


Acima deste portal abre-se um óculo, sendo a empena rematada por uma estrutura triangular.


O interior conserva pareda ambi√™ncia rom√Ęnica, ao mesmo tempo que mostra os acrescentos do per√≠odo g√≥tico e do reinado manuelino, nomeadamente nas ab√≥badas nervuradas, nos diversos arcos e colunas capitelizadas, sobressaindo ainda a rutilante e grandiosa decora√ß√£o de talha dourada barroca.


Cont√≠gua √† sacristia da igreja est√° a capela funer√°ria dos senhores de Resende, guardando no seu espa√ßo diversos t√ļmulos desta importante fam√≠lia local.


Edificada nos s√©culos XIII-XIV a capela-mor √© coberta por uma ab√≥bada de ogivas de cruzaria, contrastando com a exuber√Ęncia dourada da talha barroca da sua composi√ß√£o retabular.


Duas imagens de maior qualidade ressaltam do espólio deste templo. A primeira é uma escultura miniatural da padroeira em marfim, a segunda peça é uma escultura gótica do século XIV, em pedra calcária e alusiva a Nossa Senhora a Branca.

 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sáb Set 14, 2019 19:55     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Palácio Sinel de Cordes que é um Palácio situado no Campo de Santa Clara, em São Vicente de Fora, Lisboa.


in diversas fontes da net


O Pal√°cio foi edificado no s√©culo XVIII pela fam√≠lia Sinel de Cordes, Nobreza e Burguesia de ascend√™ncia Flamenga, √† qual pertenceram Cavaleiros da Ordem de Cristo, Familiares do Santo Of√≠cio da Inquisi√ß√£o de Lisboa e Fidalgos Cavaleiros da Casa Real, a qual a√≠ se instalou depois do Terramoto de 1755, saindo da zona da actual Pra√ßa Lu√≠s de Cam√Ķes na Encarna√ß√£o onde vivia.


No s√©culo XIX, a fam√≠lia vendeu o Pal√°cio, que foi comprado por Jos√© Correia Godinho da Costa, 1.¬ļ Visconde de Correia Godinho, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal Militar. Foi nessa altura que ter√£o sido introduzidas algumas modifica√ß√Ķes arquitect√≥nicas como a balaustrada e as est√°tuas que ainda hoje se v√™em no topo (neocl√°ssicas, semelhantes √†s que decoram os nichos dos arcos de acesso ao Pal√°cio da Ajuda), e a decora√ß√£o neog√≥tica na escadaria que acede ao piso nobre.

O Pal√°cio foi novamente vendido mais tarde, tendo sido a sede da Lega√ß√£o do Reino de It√°lia, √©poca em que sofreu um violento inc√™ndio que destruiu grande parte do interior. Foi reconstru√≠do, e foram introduzidas novas altera√ß√Ķes.

Posteriormente, foi comprado pelo Estado Português e aí se instalou uma escola primária, a qual funcionou até 2007 e mais uma vez, o edifício foi adaptado aos novos usos.

No piso nobre h√° v√°rios sal√Ķes, espa√ßosos e com grandes janelas das quais se v√™ o Pante√£o Nacional e mais ao longe o Rio Tejo.

No piso inferior existe uma cozinha e um refeitório, cujas portas dão para um pátio exterior.

A partir de Março de 2012 tornou-se a sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa.

 
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