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Índice do Fórum : Cooperativismo
CECIM, na prática

vm
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Mensagem Enviada: Seg Dez 03, 2007 15:58     Assunto : CECIM, na prática Responder com Citação
 
Caro Nau, tomei a liberdade de iniciar um tópico paralelo para se debater o aspecto prático e o progresso de um eventual Centro do tipo do que tem sido discutido no tópico principal deste sub-espaço.

Penso que a informação disponibilizada sobre o cooperativismo é deveras interessante e permite esboçar o que seria o arranque de tal estrutura.

As áreas de actuação do CECIM (ou outra estrutura de âmbito cooperativistica e monárquica) têm sido já amplamente apresentadas. Na minha óptica uma estrutura para criação e difusão de conteúdos poderia ter algum sucesso e garantir que a mensagem monárquica era passada à população.

Penso que os entraves à concretização de tal iniciativa são também significativos e de vária ordem, nomeadamente os interesses contrários à constituição de estruturas independentes de determinados interesses e que, ainda por cima, se consigam manter economicamente viáveis e com eventual poder de investimento nas acções que determinarem relevantes.

O espiríto cooperativista, para mim assenta no combinar das ambições pessoais e vontades individuais dos membros da cooperativa. Também em política são, frequentemente estas mesmas características que levam os grandes líderes a fazer a diferença. Aliás, relembro o exemplo histórico de um república que bastante admiro, Roma! Esta viveu, durante séculos das ambições individuais e de famílias que procuravam a glória e a rqueza enqauanto ao serviço à República. Se já percebemos que muitos monárquicos é isso que procuram, tal como muitos políticos (talvez mesmo a maioria), porque não tirar partido dessa aparente desvantagem, transformando-a em algo positivo e que beneficia verdadeiramente o país e a causa?

Editado pela última vez por vm em Qua Dez 05, 2007 11:34, num total de 1 vez

 
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nau
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Mensagem Enviada: Ter Dez 04, 2007 08:50     Assunto : CECIM, por que não - XX Responder com Citação
 
CECIM, por que não?


Caro VM,

1. Agradeço a sua intervenção neste espaço que estava a ficar demasiado solitário.
2. De facto, o objectivo do CECIM é difundir o ideal cooperativo: livre adesão, espírito democrático (Equidade), independência (Liberdade), preocupações sociais (Solidariedade), objectivos económicos (sem persecução doentia do lucro) e benefício pessoal dos cooperadores.
3. Conforme frizei nos primeiros apontamentos, o cooperativismo em Portugal tem sido etiquetado como um movimento de esquerda mas, segundo António Sérgio “[o cooperativismo] pretende abolir o antagonismo de interesses, tornar possíveis as relações amigáveis em todas as circunstâncias do nosso viver comum, assentar a sociedade sobre o auxílio mútuo, suprimir as barreiras profissionais e de classe (...) instaurar uma civilização mais nobre, que mereça apelidar-se de civilização cristã”.
4. António Sérgio, fiel aos seus princípios monárquicos, sempre se preocupou com os problemas sociais da comunidade portuguesa e lutou para que os critérios de justiça, auxílio mútuo, respeito pelo próximo, etc., imperassem neste rectângulo ibérico que empobrece (material e espiritualmente) “numa apagada e vil tristeza”.
5. Não são os partidos políticos que irão dinamizar as reformas essenciais para a nossa sociedade, porquanto os partidos políticos são, por natureza, instituições conservadoras e agências de emprego para os seus apaniguados. O associativismo (quando praticado na versão sublime do espírito cooperativo) facultará a informação técnica para a formação e educação dos seus membros, pois é na acção concertada que se limam arestas e, num franco diálogo, se constrói o futuro.
6. Desenganem-se aqueles que pensam ser através da mudança das instituições políticas que se redimirá Portugal – assim nasceu e estrebucha a República. Não é com engenhosos esquemas e “monarquias à moda do Minho” que se alicia gente válida! É posível que, através do cooperativismo, os monárquicos se tornem mais pragmáticos e sensíveis às preocupações da população em geral.
7. O SPP que subscrevi num outro apontamento (palavras de Isabel II, Parlamento de Otawa, 1999) é a resposta à iditotia dos três Poderes (Legislativo, Executivo, Judicial) porquanto o Povo elege os seus delegados para o Parlamento, deste emerge o governo e o Soberano todos representa: o fundamento da Instituição Monárquica é a Democracia e o Soberano é o símbolo da Instituição.

Saudações cooperativistas,

Arnaldo (Nau)
 
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vm
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Mensagem Enviada: Qua Dez 05, 2007 11:32     Assunto : Responder com Citação
 
Em relação ao ponto 3, gostava apenas de fazer uma pequena divagação.
O cooperativismo como aqui apresentado, assenta no principio do benefício mútuo dos que dele participam, procurando simultaneamente vantagens pessoais e para a cooperativa como um todo (de onde, de resto resultam as vantagens pessoais).
Assim sendo, parece-me que o coorporativismo acaba por se assemelhar ao cooerativismo, na medidade em que também ele procura reunir entidades/individuos com iguais objectivos sob uma estrutura comum, fazendo-se depois representar em estruturas superiores onde as várias corporações dialogam e se relacionam.

Estarei longe da verdade?
 
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nau
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Mensagem Enviada: Qua Dez 05, 2007 13:38     Assunto : CECIM, por que não? - XXI Responder com Citação
 
CECIM, por que não?


Caro VM,

Como tem presente, o corporativismo é uma doutrina político-económica baseada no agrupamento das forças de produção em
Corporações sob a fiscalização do Estado, enquanto que o cooperativismo é um sistema associativo, de adesão livre e voluntária, de controlo democrático pelos sócios, autónomo, com preocupações para com a comunidade, fundada no princípio do combate ao Capitalismo – quer Liberal, quer Estatal.

Saudações cooperativistas,

Arnaldo (Nau)

P.S.: peço desculpa pelo estilo telegráfico, mas estou de viagem.
 
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vm
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Mensagem Enviada: Qui Dez 06, 2007 11:10     Assunto : Responder com Citação
 
Exacto, talvez se pudesse dizer que o cooperativismo enquanto um corporativismo espontaneo e democrático!

Em relação ao CECIM, a sistematização de ideias talvez fosse interessante. Os cinco associados que indicou noutro post como uma boa base para começar poderiam aqui apresentar-se! Deixo aqui o desafio!

As possíveis cooperativas/associações monárquicas foram já propostas no tópico principal do CECIM. Pessoalmente renovo o meu favor à estrutura de difusão de conteúdos!

Abraço
 
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nau
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Mensagem Enviada: Qui Dez 06, 2007 15:03     Assunto : CECIM, por que não? - XXII Responder com Citação
 
CECIM, por que não?


Caro VM,

1. O cooperativismo, não é uma versão do corporativismo porquanto o primeiro é um tipo de associativismo, baseado na liberdade de adesão, controlo democrático pelos sócios, preocupações sociais, etc., enquanto o segundo, isto é, as corporações, são conjunto de pessoas da mesma profissão que têm regras, direitos, deveres, privilégios que lhes são comuns.
2. Como sistema político-económico, as corporações mantêm-se como agrupamentos de classes, mas tanto as produtoras (industriais, artesanto, etc.) como as culturais, científicas, etc., existem sob fiscalização e total orientação do Estado.
3. As unidades cooperativas, com o mínimo ideal de cinco sócios e o máximo ideal de oito, estabelecidas por iniciativa dos seus membros, espraiam-se por várias actividades – agrícolas, cultura, consumo, crédito, ensino, etc..
4. As corporações são de filiação compulsória e toda a sua actividade obedece ao plano económico definido pelo Estado.
5. A cooperativa poderá nascer como uma unidade de consumo; procurando bons fornecedores poderá motivar e/ou formar com estes uma outra cooperativa (fornecedora); a cooperativa comercial poderá necessitar de transportes regulares para os seus produtos e motivar as transportadoras a formarem com ela e/ou independentemente uma outra cooperativa de transportes, etc..
6. As cooperativas acima mencionadas inter-agindo, poderão organizar-se em Federações, para melhor coordenarem as suas actividades e estabelecerem cooperativas de crédito, para financiar as suas actividades, etc..
7. Como vê, Caro VM, todo este castelo existe pela determinação dos seus sócios que, na entre ajuda, procuram estabelecer uma sociedade mais justa, pela qual continuarei a pugnar no “CECIM, por que não”.

Saudações cooperativas,

Arnaldo (Nau)
 
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longair
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Mensagem Enviada: Ter Jun 10, 2008 11:04     Assunto : Responder com Citação
 
Porque não Centro de Estudos Democraticos de Intervenção Monarquica(CEDIM), e quanto ao estado que poderá ser nada mais que um fiel da balança, regulador mas nunca dominador, os partidos politicos ou existem para formar e informar, protegendo o que constitue a base de força deste Pais, ou então esfumam-se, divisão politica Smile serei maniaco desconfiado mas adoro a base começar por uma camara baixa(deputados), uma alta(senadores), e várias ramificações de conselheiros, religiosos, culturais, lideres, notaveis, sendo essas mesmas ramificações de apoio á opinião no caso do senado, uma ramificação autonoma onde a lei é aplicada e regida mais uma vez com a opinião dos conselhos, e um governo onde existem dois chacelers, um do interior e outro do exterior, cabendo a cada um a condução dos diversos ministérios com apoio de ministros e secretários de estado, as forças paramilitares estariam sobre a égide da lei, as militares do Rei ou Rainha a quem os tais chanceleres teriam que responder, no caso dos legistas( a ramificação autonoma) formar-se-iam em corporação e se elegiam entre pares para os diversos estágios de liderança e correcção da mesma, no caso da camara baixa seria o povo a os eleger, da mesma seria eleito o senado(camara alta) os conselheiros seriam convidados pelo Rei aos lugares correspondentes( o caris dos mesmos seriam mais de opinar, pensar, intervir de modo a mostrar outras facetas que das basses podem emanar) o apoio a governação seria eleito pelos chaceleres, cada um elegia a sua equipa, mas ambos seriam eleitos pelo povo através da camara baixa, e seria o Rei a os chamar após eleição popular pois são a escolha do povo para estarem ao pé do Rei na governação, e o Rei seria como o Nau ja mencionou Smile, no caso do senado(camara alta) os legistas(ramificação autonoma) poderiam sempre intrevir e regular pois no fundo o governo seria a camara alta(senado) e os chacelers os governantes e o Rei responde perante a Lei(ramificação autonoma). Os Chanceleres não passam de gestores mais a sua equipa, pois a piscina para eles nadarém quem lhes dá é o senado( camara alta) e a lei( ramificação autonoma).
_________________
C. Longair
 
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