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Tygana
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Mensagem Enviada: Dom Nov 11, 2007 13:33     Assunto : O facto de um Rei ser apartidário não o excluirá de ser alvo dos seus próprios interesses e valores, afectando consequentemente a figura imparcial que deveria ser para o povo e pelo povo? Responder com Citação
 
Como seres humanos que somos, não há perfeições. Cada um de nós escolhe o eu caminho, mais materialista ou espiritual, que influenciará sempre os que estão ao seu redor, existindo sempre o bem e o mal...
Sociedades, Regimes, Governos, etc....nunca poderão ser perfeitos.
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Tygana / Tatiana

"Uma coisa é achar que se está no caminho certo, a outra é achar que esse é o único."
 
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Pedro Reis
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Mensagem Enviada: Dom Nov 11, 2007 18:29     Assunto : Responder com Citação
 
O que não invalida que um Pai queira sempre o melhor para o seu filho e trabalhe para isso.
 
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Tygana
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Mensagem Enviada: Dom Nov 11, 2007 19:56     Assunto : Responder com Citação
 
Smile

Claro que não invalida, mas o que quero referir é que também um Pai pode pensar que algo será melhor para o seu filho e não o ser, como também existe aqueles não se importam minimamente com os seus filhos.

Só querendo com isto dizer, mesmo que um Rei tenha de ser Imparcial, não quer dizer que o seja.

Não estou aqui a criticar ninguém nem valores, só me estou a pronunciar do mesmo..comparando também como qualquer outro tipo de regência, só podemos é confiar e acreditar...que seria para e pelo melhor do nosso povo.
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Pedro Reis
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Mensagem Enviada: Dom Nov 11, 2007 23:33     Assunto : Responder com Citação
 
Garantidamente esse será, senão o único, o maior móbil, pois que não está em jogo a reeleição ou uma futura posição num instituto público para complementar a reforma.

Não acha que nas questões que se prendem como o trono o "eu" do Rei há muito tempo que está subjugado aos "eus" do Estado e que o melhor interesse do país será simultaneamente o seu e que ambas as coisas são indissociáveis?
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Nov 12, 2007 15:33     Assunto : Responder com Citação
 
Tygana escreveu:
...Claro que não invalida, mas o que quero referir é que também um Pai pode pensar que algo será melhor para o seu filho e não o ser, como também existe aqueles não se importam minimamente com os seus filhos.

Só querendo com isto dizer, mesmo que um Rei tenha de ser Imparcial, não quer dizer que o seja...


é claro que em primeiro lugar um Rei, é um Ser Humano e que enquanto Ser Humano sofre das mesmas falhas que os demais.

Agora, o que se procura destacar numa Monarquia, é que o Soberano e a sua eventual descendência, são educados de uma forma a poderem prestar esta função que lhes é proposta da melhor maneira.
Ou seja, são educados para serem isentos, mas igualmente para formarem uma opinião pessoal sobre todas as questões, de modo a que SE forem chamados a intervir, estes hajam com um propósito delineado.

Vê isto desta forma...

1º Cabe a um Rei, o papel de ser isento... mas de ter uma opinião pessoal.

2º Em determinadas circunstâncias, o Rei seria chamado a intervir... dois exemplos práticos seriam o da decisão de viabilidade ou não de um Governo, como aquando da saída do Sr. Durão Barroso para a Presidência da Comissão Europeia, e aquando da demissão de um Governo, tal como ocorreu no caso do Governo sob o Sr. Santana Lopes.

3º Caberia aos Portugueses, tal como numa família os filhos podem e devem reclamar das decisões dos seus pais, embora saibam que as decisões competem a estes. O papel de se pronunciar sob a acção do Rei... afinal, é esperado que este seja capaz de saber o que os Portugueses desejam... mas igualmente deve ter a coragem de ir contra a vontade dos mesmos SE considerar que a sua tomada de posição melhor beneficia os Portugueses.
Podes ver enquanto exemplo a posição d'El-Rei D. Carlos em relação ao Governo do Sr. João Franco, que apesar de ter seguído uma posição a qual a maioria dos Portugueses provavelmente condenaria, mas que achou ser a melhor e que hoje com o devido distanciamento se considera, tanto quanto eu saiba, como a melhor opção a seguir na altura.

Desculpa o testamento lol

IzNo
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Tygana
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Mensagem Enviada: Ter Set 30, 2008 19:34     Assunto : Responder com Citação
 
Iznoguud escreveu:
1º Cabe a um Rei, o papel de ser isento... mas de ter uma opinião pessoal.

2º Em determinadas circunstâncias, o Rei seria chamado a intervir... dois exemplos práticos seriam o da decisão de viabilidade ou não de um Governo, como aquando da saída do Sr. Durão Barroso para a Presidência da Comissão Europeia, e aquando da demissão de um Governo, tal como ocorreu no caso do Governo sob o Sr. Santana Lopes.

3º Caberia aos Portugueses, tal como numa família os filhos podem e devem reclamar das decisões dos seus pais, embora saibam que as decisões competem a estes. O papel de se pronunciar sob a acção do Rei... afinal, é esperado que este seja capaz de saber o que os Portugueses desejam... mas igualmente deve ter a coragem de ir contra a vontade dos mesmos SE considerar que a sua tomada de posição melhor beneficia os Portugueses.
Podes ver enquanto exemplo a posição d'El-Rei D. Carlos em relação ao Governo do Sr. João Franco, que apesar de ter seguído uma posição a qual a maioria dos Portugueses provavelmente condenaria, mas que achou ser a melhor e que hoje com o devido distanciamento se considera, tanto quanto eu saiba, como a melhor opção a seguir na altura.


Sim, concordo com a prespectiva referida Smile
É sempre bom ir "ouvindo" opinioes e prespectivas.

Cumprimentos
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Out 01, 2008 08:48     Assunto : Responder com Citação
 
Tygana escreveu:
Sim, concordo com a prespectiva referida Smile
É sempre bom ir "ouvindo" opinioes e prespectivas.

Cumprimentos


Não esperando que esta temática tivesse "secado" tão inesperadamente, não queria deixar de aproveitar o "renascer" da mesma para indicar que eu e creio que o Pedro, apenas estamos a falar das nossas próprias imagens para aquilo que deverá ser uma Monarquia. A qual se poderá considerar que não se desviará muito dos pontos que aqui expusemos.

MAS, e ainda é um grande mas, não podemos afirmar com toda a certeza relativamente à forma como as "coisas" se processariam visto que, creio, ainda não existir definida uma forma de governo definitiva para o após restauração.

Daí existirem correntes monárquicas que se definem enquanto defensoras de um regresso ao Constitucionalismo, outras que defendem um Liberalismo, Cartelismo, Integralismo, sendo que há mesmo a chamada por muitos de "República Coroada" enquanto Sistema Governativo Laughing

É relativamente fácil falar sobre as nossas visões pessoais e diversas situações nas quais nos revemos. Sendo que estas, inclusivé, serão algo parecidas como podes ver relativamente aquilo que o Pedro e eu expusemos.
Mas, apesar dessa parecença tanto eu quanto o Pedro discordamos em questões, quanto a mim fundamentais, relativamente à forma como um Regime Monárquico PÓS Restauração se deveria comportar.

Daí a enorme importância em "ouvir" opiniões e perspectivas alheias por forma a procurarmos por um consenso o mais abrangente o possível.

IzNo
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