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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Dom Mar 29, 2009 14:34     Assunto : Do Português de Olivença à Canonização de Nun'Álvares Responder com Citação
 
carlosluna@iol.pt escreveu

Jornal "PÙBLICO", 27 de Março de 2009, "Jornada do Português de Olivença"

DO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA À CANONIZAÇÃO DE NUN´ÁLVARES

«A elevação do Condestável à dignidade dos altares da Igreja Católica pelo Vaticano não pode ser ignorada por Portugal» «Para que servem os órgãos de Comunicação do Estado, se não abordam as questões de interesse nacional?»

General José Alberto Loureiro dos Santos (nota à margem do texto: este general é o melhor especialista em estratégia em Portugal. Não é muito conservador, tendo tido a confiança do chamado Bloco Central, isto é, do PSD e do Partiodo Socialista) Nestes tempos de pouca auto-estima nacional, está fora de moda dizermo-nos patriotas, afirmarmos o orgulho de sermos portugueses, termos vontade de projectar para o exterior os valores, personagens e acontecimentos que nos distinguem positivamente. Apesar disto, surpreende não ter sido aproveitado um acontecimento recente, que revela bem um dos trunfos em que deveríamos apostar, não apenas para nos destacarmos internacionalmente, mas também para unir bandeiras entre os portugueses - uma "jornada do português" em Olivença, efectuada no dia 28 de Fevereiro de 2009.

Deu um tom oficial à "jornada" a participação do Presifdente da Junta da Extrermadura espanhola, Guillermo Fernandez Vara, um oliventino de gema. Provocou uma onda de emoção nos cerca de 200 assistentes, ao lembrar que, "na sua casa paterna, o Português era a língua dos afectos". Uma herança que preserva, tendo consciência de que constitui uma especificidade cultural da Região de Olivença, da qual poderá retirar muitas vantagens. Um encontro em que participaram numerosos especialistas em assuntos linguísticos, especialmente da língua portuguesa, tanto de nacionalidade portuguesa como espanhola. Mostrou que o Português está a renascer entre os oliventinos, com a Região Autónoma da Extremadura a considerar o seu ensino como actividade de importância estratégica para os extremenhos. Ouviram-se intervenções, além dos presidentes das câmaras de Olivença e de Barrancos, de professores universitários portugueses e espanhóis, do director(espanhol) do Instituto dos Direitos Humanos e consultor do Conselho da Europa e de uma representante do nosso Instituto Camões.

Foi bem destacado o papel da lìngua Portuguesa no mundo e a sua crescente atracção para todos os países que desejam ou precisam de tartar e conviver com uma comunidade de cerca de 240 milhões de falantes do Português.

A jornada foi promovida e organizada por uma associação oliventina, Além Guadiana, que tem por principais objectivos fazer reviver o português e outros aspectos culturais portugueses nas terras de Olivença, como mais-valia que caracteriza os oliventinos e os identifica face aos espanhóis. Uma comunidade específica de ligação cultural entre os dois países vizinhos, com potencial para ser uma área dinamizadora das melhores relações entre Portugal e Espanha.

É lamentável que, a este evento, "efectuado com o sancionamento das autoridades espanholas máximas a nível local e regional", com a cobertura de numerosos e importantes órgãos de comunicação do País vizinho, a um acontecimento destes, durante o qual, pela primeira vez desde 1801, a língua portuguesa se manifestava (oficialmente) em Olivença, não tivesse havido um meio de comunicação social português de nível nacional que desse atenção e noticiasse. A televisão pública não se apercebeu? A Rádio Difusão Portuguesa não considerou importante? Provavelmente, deixaram-se distrair por outros acontecimentos, a maioria dos quais não teria, Para Portugal e CPLP, um centésimo da importância deste. Para que servem os órgãos de comunicação do Estado, se não abordam as questões de interesse nacinal?

Outro evento a que convém estar atento é a canonização de Nuno Àlvares Pereira, no próximo dia 26 de Abril.(...)

(NOTA: que me desculpem os leitores, mas, tendo tido de passar tudo letra por letra e palavra por palavra em tempo de serviço, não vou transcrever o resto do texto, tão extenso como o já apresentado, por falta de tempo; limitei-me ao que a Olivença diz respeito;se alguém o quiser fazer, animo-o a isso!!!! Carlos Luna)

Olivença, Portuguesa

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No tocante a um texto sobre Olivença há tempos escrito no "Público" (29-I-09) é instante declarar o que segue.

Olivença não é apenas uma questão por resolver para qualquer português que se preze, sim, também, para qualquer homem que considere a prioridade e intangibilidade de princípios éticos e morais na política e nas relações internacionais. Toda a arte que existe em Olivença, lembremos, v.g., o castelo edificado por D. Dinis e o Manuelino, é portuguesa; e se, durante um bocado de uma tarde de Verão, por exemplo, penetrarmos para além do rosto de um oliventino, criança que seja, concluímos que não são rostos de espanhóis os que contemplamos. Podem já não ser bem portugueses – mas de espanhóis (estremenhos, castelhanos, valencianos, andaluzes…), isso não são de certeza absoluta. E não serão bem portugueses, porque dois séculos de imperialista ocupação assim o determinaram.

Mais. Há já bons pares de anos, decidi ir até à ponte destruída sobre o Guadiana e, logo ao lado do lugar onde estacionei a auto-vivenda, uma placa indicava "Finca Portugal". Por que será uma tal placa?

«Olivença é uma pérola portuguesa incrustada na Extremadura», dizia, há pares e pares de anos, "El Pais", ou no seu suplemento cultural ("Babelia") ou no de viagens ("El Viajero"). Conservo o xis castelhano em Extremadura. Não guardei o periódico para o citar com rigor. Quanto à identificação do rosto não carece ser hiperestésico para o concluirmos. Ademais, alguém suficientemente familiarizado com a Europa, desde a Grécia a todos os países nórdicos, está, a fortiori, tranquilo ao afirmá-lo. Ou seja: seria estupendo que o jornalista (Nuno Pacheco) fosse mais perspicaz, informado, sabedor e viajado. Não estou a ser diminutivo e desejo-lhe o máximo de felicidades. Mas por que não se recorda daquilo que, ainda há tempos, a esse respeito, no "Público", dizia o senhor general Loureiro dos Santos, esse excelente colaborador? Sim, porque o "Público" tem colaboradores à altura de uma civilização ou de uma cultura, como (ordem alfabética), v.g., Carlos Fiolhais, Cintra Torres, Santana Castilho ou Vasco Pulido Valente – sem
>> demérito para outros mais e da… nulidade ou vulgaridade que também escreve no seu espaço.

Não obstante, há dias em que o "Público" surge como um estupendo jornal. Ironizando – repito: ironizando – apetece perguntar ao jornalista quanto lhe foi pago pelo inimigo para escrever um tal texto. É que o ângulo que apresenta confunde-se com o texto oficial que, na altura da visita, me foi fornecido. Aliás, nada me espantava que tal texto persistisse em Olivença. Foi uma tão dolorosa experiência que nunca mais voltei a essa terra portuguesa. Por que é que uma mutilação territorial, espiritual (a arte portuguesa lá está) não há-de ser uma mutilação ontológica?

E, já que falámos de espiritualidade e arte, quero deixar claro que esta espiritualidade não é a de que se reclamavam fauves, futuristas, cubistas, expressionistas…, porque essa potente vitalidade dos movimentos de vanguarda e a sua belicista militância sabemos a que conduziu. Não posso deixar de lembrar Hugo Grócio: «Uma flagrante injustiça poderá, com o tempo, tornar-se um direito?».

Para melhor esclarecimento e actualização da questão deve acrescentar-se mais. Em 12-IX-1997, no próprio dia do sétimo centenário do Tratado de Alcanizes, em Stª Maria de Aguiar, o então ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, D. Federico Trillo, afirmou que «na questão de Olivença a Espanha não tem defesa». Acabado o momento das comunicações, e quando estava acompanhado pelos Drs. Almeida Santos e António Vitorino, dirigi-me a D. Federico Trillo e, na presença dos referidos senhores, disse-lhe: «Muchísimas gracias por sus palabras D. Federico».

7-III-09
Por: J. A. Alves Ambrósio

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LEI DA JUNTA DA EXTREMADURA ESPANHOLA SOBRE A PONTE DA AJUDA OLIVENÇA-ELVAS

(19-Março-2009)
De: carlosluna@iol.pt

Meus senhores Junto um Decreto da Junta da Extremadura espanhola de 19 de Março de 2009 que é, penso, contraditória com a Lei Portuguesa. Apesar de tudo, NÃO É TÃO MÁ COMO PROMETIAM OS JORNAIS ESPANHÓIS (recordar, no final, o que quero dizer)

Jueves, 19-Marzo-2009 (Lei da Junta Extremadura

De: carlosluna@iol.pt

LEI DA JUNTA DA EXTREMADURA ESPANHOLA SOBRE A PONTE DA AJUDA OLIVENÇA-ELVAS

(19-Março-2009)

CONSEJERÍA DE CULTURA Y TURISMO
DECRETO 52/2009, de 13 de marzo, por el que se declara el Puente Ajuda de Olivenza como Bien de Interés Cultural, con categoría de Monumento. (2009040055) Mediante Orden del Consejero de Cultura, de 6 de septiembre de 2004 (DOE de 11 de septiembre de 2004), se acuerda la incoación de expediente de declaración de Bien de Interés Cultural para el Puente Ajuda de Olivenza.

Esta incoación fue notificada al Ayuntamiento de Olivenza, al
Ministerio de Fomento y al Registro General de Bienes de Interés Cultural, del Ministerio de Cultura, donde se procedió a practicar anotación preventiva del expediente de declaración con el n.º A-RI-51-0011235-00000. Se han cumplimentado todos los trámites previstos en los artículos 7 y siguientes de la Ley 2/1999, de 29 de marzo, de Patrimonio Histórico y Cultural de Extremadura, y se han solicitado los informes de las Instituciones Consultivas a que se refiere el art. 4.1 de la Ley citada. De ellos, se ha recibido informe favorable de la Universidad de Extremadura.

En consecuencia, de acuerdo con lo establecido en el artículo 7.1.13 del Estatuto de Autonomía de Extremadura y en el artículo 9.1 de la Ley 2/1999, de 29 de marzo, de Patrimonio Histórico y Cultural de Extremadura, a propuesta de la Consejera de Cultura y Turismo, y previa deliberación del Consejo de Gobierno de la Junta de Extremadura, en sesión celebrada el día 13 de marzo de 2009, D I S P O N G O :

Artículo 1. Declaración Bien de Interés Cultural con categoría de Monumento. Se declara Bien de Interés Cultural con categoría de Monumento el Puente Ajuda en la localidad de Olivenza, según la descripción y ubicación que se recoge en el Anexo de este Decreto. La delimitación y justificación del entorno de protección quedan asimismo definidas en el Anexo.

Artículo 2. Publicaciones. Se procederá a publicar en el Diario Oficial de Extremadura y en el Boletín Oficial del Estado el presente Decreto, y notificar al Ayuntamiento de Olivenza y al resto de interesados el Decreto. Artículo 3. inscripción en los Registros. Se inscribirá en el Registro de Bienes de Interés Cultural de Extremadura y notificará al Ministerio de Cultura esta declaración para su inscripción en el Registro de Bienes de Interés Cultural del Estado.

Jueves, 19 de marzo de 2009
NÚMERO 54 7314
Disposición final única. Entrada en vigor.

El presente Decreto entrará en vigor el mismo día de su publicación en el Diario Oficial de Extremadura.

Mérida, a 13 de marzo de 2009.

El Presidente de la Junta de Extremadura,
GUILLERMO FERNÁNDEZ VARA
La Consejera de Cultura y Turismo,
LEONOR FLORES RABAZO

A N E X O

1. DESCRIPCIÓN DEL BIEN.

En 1363, bajo el reinado de Pedro I de Portugal, comienza la construcción del puente. Desde sus inicios los periodos de construcción, destrucción y reconstrucción del mismo han sido incesantes, como corresponde a un importante punto estratégico de comunicaciones entre dos naciones a menudo rivales. En 1510 D. Manuel I el Afortunado, retorna el proyecto tras la muerte del anterior rey y concluye los 450 m del “puente de Olivenza” con 19 arcos de diferente forma y tamaño, que unían Olivenza en la época.

En 1644 se construyó a cada lado del puente un fortín en las elevaciones inmediatas. Los fortines y el puente fueron tomados por tropas castellanas el año siguiente, sitiando Olivenza a continuación.

No pudiendo conquistar la villa el marqués de Leganés, general de Felipe IV, decide retirarse, no sin antes minar varios arcos del puente. Tras el “Tratado de Paz” en Lisboa de 1686 las fronteras volvieron a su forma primitiva instaurándose un impuesto local llamado “Real del Puente” que en la práctica no se utilizó para la reconstrucción del mismo como estaba previsto hasta los años 1700 a 1704, fecha en que los ingenieros Manuel Megía de Silva y José de Vasconcellos trabajaron en él.

Portugal aliada de Austria, Holanda e Inglaterra por el Tratado de Methuen, decide apoyar al archiduque Carlos en contra de Felipe de Anjou, apoyado por Francia y la mayor parte de España. En esta nueva guerra, sufre el puente su destrucción definitiva, pues en 1709 hizo volar el Marqués del Bay los seis arcos centrales. En 1715 se firma el Tratado de Utrech, quedando la frontera hispano-portuguesa como antes de la guerra, hasta el año 1801, cuando tras la escaramuza conocida como “Guerra de las Naranjas” se firma el Tratado de Badajoz, pasando la frontera a estar delimitada por el río Guadiana. Respecto al aspecto general de la vista en alzado del puente, a pesar del abigarramiento geométrico propio de los puentes medievales a cuyo estereotipo la presente obra corresponde bastante fielmente, se puede hablar de un puente horizontal, formado por arcos de medio punto, consta de ocho vanos del lado portugués y cinco del lado español, faltando seis arcos entre ambas partes y estando cinco pilas correspondientes muy destruidas. La planta general total es de unos 450 metros de longitud. La entrada al puente desde el lado portugués se halla ampliamente aboquillada y acabando en el lado español casi recto.

Jueves, 19 de marzo de 2009
NÚMERO 54 7315

El material empleado en su construcción ha sido mampuesto de cuarcitas y pizarras con guijos interpuestos del mismo material y trabados con mortero. Las pilas son de planta hexagonal merced a los grandes tajamares triangulares, más apuntados aguas arriba que aguas abajo. Tienen sillares periféricos de idéntica piedra que las bóvedas de los arcos, estando rellenos de cantos y argamasa que conforman un relleno compacto, a juzgar por lo bien que han resistido el paso del tiempo los restos de las pilas rotas existentes. Los cubre tajamares son de “hormigón” como el interior de las pilas, formando ambos un solo cuerpo, estando recubiertos de placas de poco espesor de igual piedra que las pilas y cogidas únicamente con argamasa por lo que faltan un gran número. La nariz frontal forma con una sola piedra de forma especial.

Así pues se trata de un puente construido en la alta Edad Media, de una longitud extraordinaria, muy superior a la época, de rasante horizontal en su mayor parte y de una muy cuidada ejecución hasta el punto en que podríamos incluirlo como puente renacentista. Una magnífica obra, de alto valor como patrimonio cultural en el ámbito de la arquitectura civil que merece por derecho propio no sólo ser conservada, sino su declaración como Bien de Interés Cultural.

2. DELIMITACIÓN DEL ENTORNO AFECTADO.

Como ámbito de protección del puente, se delimita el comprendido en el siguiente trazado:

Un triángulo cuyo vértice es el desvío de la actual carretera EX-105 hasta el puente. Desde este vértice el triángulo sigue el margen derecho de dicha carretera hasta el actual puente internacional de la EX-105, de allí sigue el trazado del río hasta un punto aguas arriba del antiguo puente distante del mismo mil metros (un kilómetro), de donde vuelve al vértice inicial. La protección será integral en la zona de dominio público del margen del río (excepción hecha del puente moderno), y paisajístico en lo demás. Las coordenadas establecidas para esta delimitación como entorno de protección del puente son: COORDENADAS-UTM (European Datum 1950) HUSO 29 PUNTOS HUSO X Y 1 29 658788 4293621 2 29 659845 4294207 3 29 659006 4293041
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OS JORNAIS ESPANHÓIS E A LEI (ANTES DE ESTA SER CONHECIDA).

PÉSSIMA INFORMAÇÃO E MUUUITA IGNORÂNCIA....

"EL PERIÓDICO EXTREMADURA", 14-Março-2009 (Ponte da Ajuda)

De: carlosluna@iol.pt

.ESTA EN OLIVENZA Y SE CONSTRUYO COMO PASO FRONTERIZO A PORTUGAL.

La Junta declara el puente de Ajuda Bien de Interés Cultural

Hecho en el siglo XVI, se destaca que es una "notable" obra de ingeniería.Originariamente tenía tres alturas y pasadizos, visibles aún entre las ruinas.

14/03/2009 EFE

El Consejo de Gobierno de la Junta de Extremadura aprobó ayer la declaración del puente de Ajuda, en Olivenza, como Bien de Interés Cultural con categoría de monumento.

El puente fue construido en los primeros años del siglo XVI y erigido sobre el río Guadiana en la raya fronteriza de España y Portugal.

Según el informe de la Junta de Extremadura, el puente es una "notable" obra de ingeniería desde el punto de vista civil y militar, de "magnífica" resolución constructiva y realizado en mampostería regular de piedra enlucida, sobre arcos de medio punto y pilares y estribos de sillería.

LONGITUD La longitud total de esta obra de ingeniería es de 325 metros y se asentaba sobre 19 arcos reforzados con sólidos estribos y tajamares de planta triangular, rematados en "punta de diamante".

La construcción fue destruida parcialmente a consecuencia de voladuras. Originalmente, la obra constaba de tres alturas con ventanas, saeteras, rastrillo y fuertes puertas para su cierre y seguridad.

En la parte central del puente había una estructura defensiva sobreelevada, formando un castillete llamado Fortín de San Antonio o Torre del puente .

PASADIZOS También disponía de diversos pasadizos abiertos en el cuerpo principal, aún visibles entre las ruinas del puente, que aseguraban la comunicación del baluarte con los extremos de ambas orillas del río Guadiana, por debajo del tablero de paso superior.

Además, según consta en el informe, el puente de Ajuda es una de las escasas muestras de fortificación sobre puente que quedan en toda la Península Ibérica, según recordó el Ejecutivo autonómico en nota de prensa.

HOY,
BADAJOZ, 13 Março 2009

PONTE DA AJUDA aprobado por el Consejo de Gobierno de la Junta Puente Ajuda se convertirá en Bien de Interés Cultural
EUROPA PRESS | HOY.es

Panorámica de Puente Ayuda, desde la parte portuguesa. / HOYEl

Consejo de Gobierno de la Junta de Extremadura ha aprobado hoy la declaración del Puente de Ajuda, en Olivenza, como Bien de Interés Cultural con categoría de monumento. Construido a principios del siglo XVI y erigido sobre el río Guadiana en la raya de España y Portugal, el puente es una "notable" obra de ingeniería desde el punto de vista civil y militar, de "magnífica" resolución constructiva y realizado en mampostería regular de piedra enlucida, sobre arcos de medio punto y pilares y estribos de sillería.

Con una longitud total de 325 metros, se asentaba sobre 19 arcos reforzados con sólidos estribos y tajamares de planta triangular, rematados en "punta de diamante". Destruido parcialmente a consecuencia de voladuras, la obra constaba originalmente de tres alturas con ventanas, saeteras, rastrillo y fuertes puertas para su cierre y seguridad. En la parte central del puente había una estructura defensiva sobreelevada, formando un castillete llamado 'Fortín de San Antonio' o 'Torre del Puente', y diversos pasadizos abiertos en el cuerpo principal, aún visibles entre las ruinas, que aseguraban la comunicación del baluarte con los extremos de ambas orillas por debajo del tablero de paso superior.

El Puente de Ajuda es una de las escasas muestras de fortificación sobre puente que quedan en toda la Península Ibérica, según recordó el Ejecutivo autonómico en nota de prensa.

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Jornal "ALENTEJO POPULAR"
(Beja), 19-Março-2009)

UMA "BOA" NOTÍCIA (DE NOVO, A PONTE DA AJUDA) (UM PRESENTE ENVENENADO?)

Haja alegria! A Junta da Extremadura (espanhola) resolveu declarar, em 13 de Março de 2009, a Ponte da Ajuda, do século XVI, como "Bem de Interesse Cultural". Sem grandes comentários, salvo alguns elogios à beleza da Ponte primitiva, às particularidades da sua
>> avançadíssima engenharia ("se destaca que es una "notable" obra de ingeniería"), e, claro, ao seu pretenso papel de ligação entre as margens do Guadiana.

Perante uma tal deliberação, fica-se sem saber o que dizer. Basta ler que "el puente fue construido en los primeros años del siglo XVI y erigido sobre el río Guadiana en la raya fronteriza de España y Portugal", para se perceber que algo não está bem. Será possível ignorar, num documento oficial, que a Ponte construída no século XVI não estava em raia nenhuma, porque, sendo então Olivença indiscutivelmente portuguesa, a fronteira não passava por ali?

Sabe-se, por outro lado, que desde 1801, existe uma "Questão de Olivença", e que Portugal não reconhece a legalidade do exercício da soberania espanhola. A própria Ponte da Ajuda é tida como monumento nacional português, e como tal declarada em lei (24 de Janeiro de 1967).

Salvo se a memória é muito curta, o que não é de acreditar, convém recordar as polémicas de 1994, 1999, e 2003, para não citar outras, para demonstrar que a posição de Portugal não mudou sobre o problema da Ponte. Mesmo tendo aceitado que a Câmara de Olivença poderia recuperar a velha ponte, decisão bastante polémica, mas tomada em finais de 1999, reafirmou-se a portugalidade da Ponte e a obrigação de as obras serem aprovadas pelo IPPAR (português, naturalmente), o que deu origem a um incidente, quando a Espanha começou obras sem essa autorização.

Ultimamente, a perspectiva da declaração de "Bem de Interesse Cultural" do Português de Olivença por parte da Junta da Extremadura foi considerada como algo de positivo, uma medida no sentido de algum "degelo" e acalmia em torno da problemática de Olivença.

Talvez a Junta da Extremadura esteja com a melhor das intenções, e é bom, talvez, presumir que assim seja. Mas seria bom que se apercebesse que esta decisão viola todos os princípios defendidos pelas autoridades, políticas e culturais, de Portugal, e que pode ser vista como uma "pequena" provocação, e até como, debaixo do manto politicamente correcto do "interesse cultural", o que dificulta a contestação, disfarçar outras intenções.

Distracção, talvez. Ninguém quer ser desmancha prazeres, nem sabotar "sinais" de abertura, e, por isso, evitar-se-á reacender demasiado as velhas polémicas. Mas não se peço o silêncio.

Em resumo, esta foi, sem dúvida, uma decisão muito, muito polémica. E mostra que há que ter bom senso, e meditar bem no que se diz ou decide, para evitar passos à retaguarda. Não se podem fazer afirmações algo irreflectidas. Infelizmente, não foi este o caso...

Aguardemos...

Carlos Eduardo da Cruz Luna

Estremoz, 14 de Março de 2009

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EIS O TRECHO DE UM TRATADO QUE O RAMÓN ROCHA, ALCAIDE DE OLIVENÇA
ATÉ 2005, CONHECE....

^ Instrumento de ratificación del Convenio y Protocolo adicional entre España y Portugal para regular el uso y aprovechamiento hidráulico de los tramos internacionales de los ríos Limia, Miño, Tajo, Guadiana y Chanza y sus afluentes, firmado en Madrid el 29 de mayo de 1968.. Article III states: El aprovechamiento hidráulico de las siguientes zonas de los tramos internacionales de los restantes ríos mencionados en el artículo primero será distribuido entre España y Portugal de la forma siguiente:

[...]

E) Se reserva a Portugal la utilización de todo el tramo del río Guadiana entre los puntos de confluencia de éste con los ríos Caya y Cuncos, incluyendo los correspondientes desniveles de los afluentes en el tramo.

__________


Jornal "LINHAS DE ELVAS",
19-Março-2009

PONTE DA AJUDA CLASSIFICADA "BEM DE INTERESSE CULTURAL" POR ESPANHA

O Conselho do Governo da Junta da Extremadura espanhola aprovou a declaração da antiga Ponte da Ajuda, situada sobre o Rio Guadiana entre Elvas e Olivença, como "Bem de Interesse Cultural" na cattegoria de monumento, no dia 13 de Março, de acordo com o jornal "Hoy".

"A Ponte da Ajuda é uma das escassas mostras de fortificação sobre uma ponte que restam na Península Ibérica", recordou o executivo extremenho em nota de imprensa divulgada pelo "Hoy".

Em Portugal, a Ponte de Nossa Senhora da Ajuda em Elvas, é classificada como Imóvel de Interesse Público por decreto de 1967.

No sítio da Internet do antigo IPPAR (actual IGESPAR - Instituto de Gistão do Património Arquitectónico e Arquelógico), o monumento é definido da seguinte forma:" Extensa e monumental ponte renascentista, arruinada desde o século XVIII, de estrutura com visível influência clássica, encontra-se num importante ponto estratégico de passagem do rio Guadiana e permitia a circulação viária entre Elvas e Olivença.(...)

Foi edificada no reinado de D. Manuel I,(...)

Destruída por causa de cheias em finais de Quinhentos, encontrava-se arruinada em 1640 tendo sido reconstruída após a Restauração, sendo novamente alvo de destruição e de recuperação resultante da guerra que se seguiu. Palco de várias disputas territoriais e político-militares, acabou por ser parcialmente destruída na Guerra da Sucessão de Espanha em 1709.

Tinha originalmente dezanove arcos,(...)e restam cinco arcos na margem esquerda e oito na margem direita, sendo ainda visíveis os remanescentes pegões arruinados no Guadiana.(...)

Em 1903, por ocasião de encontro com do Rei D. Carlos com o Rei Afonso XIII de Espanha em Vila Viçosa, ficou o Governo do Reino, a pedido dos locais, de efectuar a reconstrução da ponte, o que não acabou por não suceder.

Em 1990, durante a cimeira Luso-Espanhola do Algarve, foi acordada novamente a reconstrução da ponte, com fins pedonais, e a construção de uma outra travessia rodoviária. Em 1995 foi apresentado um projecto de reconstrução que tem sofrido várias vissicitudes que culminaram com a suspensão da obra iniciada, nesse âmbito, em meados de 2003 pela Direcção-Geral de Estradas do Ministério do Fomento espanhol."(...)

O QUE DIZ O IPPAR (futuro IGESPAR) sobre a Ponte da Ajuda em Elvas-Olivença

Pesquisa de Património - Detalhe

Identificação

Designação Ponte de Nossa Senhora da Ajuda

Outras Designações

Categoria / Tipologia Arqueologia / Ponte

Inventário Temático -

Localização

Divisão Administrativa Portalegre / Elvas / Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso

Endereço / Local

Rua -

Elvas

0000-000 -

Protecção

Situação Actual Classificado

Categoria de Protecção IIP Imóvel de Interesse Público

Decreto 47 508, DG 20, de 24-01-1967

ZEP -

Zona "non aedificandi" -

Abrangido em ZEP ou ZP -

Património Mundial -

Descrições

Nota Histórico-Artistica Extensa e monumental ponte renascentista, arruinada desde o século XVIII, de estrutura com visível influência clássica, encontra-se num importante ponto estratégico de passagem do rio Guadiana e permitia a circulação viária entre Elvas e Olivença.

Situada num ponto estratégico de passagem do Rio Guadiana, é certamente, pela sua dimensão e qualidade construtiva, um dos marcos da construção civil, viária, do século XVI, constituindo ainda hoje um importante marco paisagístico de carácter histórico-patrimonial.

Foi edificada no reinado de D. Manuel I, em zona onde há notícia ter sido construída em 1360 uma outra ponte em pedra, num período em se efectuaram importantes trabalhos em Olivença, como a reparação das suas muralhas, a construção da Igreja da Madalena, da Santa Casa da Misericórdia e do Portal das Casas Consistoriais. Destruída por causa de cheias em finais de Quinhentos, encontrava-se arruinada em 1640 tendo sido reconstruída após a Restauração, sendo novamente alvo de destruição e de recuperação resultante da guerra que se seguiu.

Palco de várias disputas territoriais e político-militares, acabou por ser parcialmente destruída na Guerra da Sucessão de Espanha em 1709.

Tinha originalmente dezanove arcos, na sua maioria de volta perfeita, possuindo no entanto em cada extremidade arcos abatidos, tal como deveria ser o central, mais espaçado do que os restantes de forma a transpor em amplitude a maior profundidade do leito do rio. Restam cinco arcos na margem esquerda e oito na margem direita, sendo ainda visíveis os remanescentes pegões arruinados no Guadiana. Os pilares, quadrangulares, possuem talhamares em ambos os seus lados e são de pedra bem aparelhada, com o embasamento feito com silhares graníticos. O seu tabuleiro era horizontal em toda a extensão e tem cerca de 450m de comprimento por 5m de largura, encontrando-se a cerca de 10m do ponto mais profundo do leito.

Bem localizada, sobre o pegão de arranque do sexto arco da margem direita, está uma torre arruinada que possuiria três pisos e que certamente serviria para controle do ponto de passagem e fortificação em caso de conflito.

Em 1903, por ocasião de encontro com do Rei D. Carlos com o Rei Afonso XIII de Espanha em Vila Viçosa, ficou o Governo do Reino, a pedido dos locais, de efectuar a reconstrução da ponte, o que não acabou por não suceder.

Em 1990, durante a cimeira Luso-Espanhola do Algarve, foi acordada novamente a reconstrução da ponte, com fins pedonais, e a construção de uma outra travessia rodoviária. Em 1995 foi apresentado um projecto de reconstrução que tem sofrido várias vissicitudes que culminaram com a suspensão da obra iniciada, nesse âmbito, em meados de 2003 pela Direcção-Geral de Estradas do Ministério do Fomento espanhol.

Uma das questões então levantadas, para além de outras, nomeadamente no âmbito da avaliação da intervenção patrimonial, passava então pela protecção da população mais densa a nível mundial de um narciso em vias de extinção, o narcissus cavanillesii, que se encontra protegido por normas internacionais e que é uma espécie endémica extremamente rara da Península Ibérica e do Norte de África, só existindo duas populações conhecidas em Portugal, sendo a mais numerosa a que se encontra no tabuleiro da ponte da Ajuda, com 11 mil indivíduos, de acordo com os estudos efectuados para a EDIA pelos biólogos do Jardim Botânico de Lisboa.

Este facto levou à integração do sítio Juromenha-Guadiana na listagem da Rede Natura 2000. (JAM)

Bibliografia

Título El enclave de Olivenza

Local Cáceres

Data 1994

Autor(es) SANCHEZ, Rosa Maria

Título Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses

Local Lisboa

Data 1988

Autor(es) VITERBO, Francisco M. de Sousa

Título Chancelarias Portuguesas - D. Pedro I

Local Lisboa

Data 1984

Autor(es) MARQUES, A. H. de Oliveira

Título Crónica do Felicíssimo Rei D. Manuel

Local Coimbra

Data 1949

Autor(es) GÓIS, Damião de

Título Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local Lisboa

Data 1948

Autor(es) ALMEIDA, João de

Título História de Portugal Restaurado

Local Porto

Data 1947

Autor(es) ERICEIRA, Conde de

Jornal "ALENTEJO POPULAR", 19 de Março de 2009 (jornal progressista)

UMA "BOA" NOTÍCIA (DE NOVO, A PONTE DA AJUDA) (UM PRESENTE ENVENENADO?)

Haja alegria! A Junta da Extremadura (espanhola) resolveu declarar, em 13 de Março de 2009, a Ponte da Ajuda, do século XVI, como "Bem de Interesse Cultural". Sem grandes comentários, salvo alguns elogios à beleza da Ponte primitiva, às particularidades da sua avançadíssima engenharia ("se destaca que es una "notable" obra de ingeniería"), e, claro, ao seu pretenso papel de ligação entre as margens do Guadiana.

Perante uma tal deliberação, fica-se sem saber o que dizer. Basta ler que "el puente fue construido en los primeros años del siglo XVI y erigido sobre el río Guadiana en la raya fronteriza de España y Portugal", para se perceber que algo não está bem.

Será possível ignorar, num documento oficial, que a Ponte construída no século XVI não estava em raia nenhuma, porque, sendo então Olivença indiscutivelmente portuguesa, a fronteira não passava por ali?

Sabe-se, por outro lado, que desde 1801, existe uma "Questão de Olivença", e que Portugal não reconhece a legalidade do exercício da soberania espanhola. A própria Ponte da Ajuda é tida como monumento nacional português, e como tal declarada em lei (24 de Janeiro de 1967).

Salvo se a memória é muito curta, o que não é de acreditar, convém recordar as polémicas de 1994, 1999, e 2003, para não citar outras, para demonstrar que a posição de Portugal não mudou sobre o problema da Ponte. Mesmo tendo aceitado que a Câmara de Olivença poderia recuperar a velha ponte, decisão bastante polémica, mas tomada em finais de 1999, reafirmou-se a portugalidade da Ponte e a obrigação de as obras serem aprovadas pelo IPPAR (português, naturalmente), o que deu origem a um incidente, quando a Espanha começou obras sem essa autorização.

Ultimamente, a perspectiva da declaração de "Bem de Interesse Cultural" do Português de Olivença por parte da Junta da Extremadura foi considerada como algo de positivo, uma medida no sentido de algum "degelo" e acalmia em torno da problemática de Olivença.

Talvez a Junta da Extremadura esteja com a melhor das intenções, e é bom, talvez, presumir que assim seja. Mas seria bom que se apercebesse que esta decisão viola todos os princípios defendidos pelas autoridades, políticas e culturais, de Portugal, e que pode ser vista como uma "pequena" provocação, e até como, debaixo do manto politicamente correcto do "interesse cultural", o que dificulta a contestação, disfarçar outras intenções.

Distracção, talvez. Ninguém quer ser desmancha prazeres, nem sabotar "sinais" de abertura, e, por isso, evitar-se-á reacender demasiado as velhas polémicas. Mas não se peça o silêncio.

Em resumo, esta foi, sem dúvida, uma decisão muito, muito polémica. E mostra que há que ter bom
>> senso, e meditar bem no que se diz ou decide, para evitar passos à retaguarda. Não se podem fazer afirmações algo irreflectidas. Infelizmente, não foi este o caso...

Aguardemos...

Carlos Eduardo da Cruz Luna

Estremoz, 14 de Março de 2009
 
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