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Patena
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Mensagem Enviada: Qua Jun 17, 2009 17:53     Assunto : Infanta de Espanha reconhece existência de D. Maria Pia de Bragança Responder com Citação
 
Meus caríssimos companheiros monárquicos,

Parece que já não vale mesmo a pena continuarem a querer «tapar o Sol com a peneira». Eis que acaba de ser dada à estampa mais uma obra fabulosa – trata-se de uma rigorosa investigação e cuidada biografia sobre D. Eulália de Borbón, Infanta de Espanha – e na qual são publicadas inúmeras cartas românticas do Rei D. Carlos I de Portugal à sua amante da Casa Real Espanhola. Logo no primeiro capítulo da obra biográfica (intitulado «O amante secreto») desta famosa Infanta de Espanha, é também dada conta a existência inequívoca de D. Maria Pia de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança como filha do monarca português.

Recomendo a compra e a leitura atenta da obra (ao menos desfazem-se as confusões que pairam na cabeça de todos aqueles que acham que o Ramo Miguelista é alguma coisa na Casa Real de Portugal). Deixo-vos, então, a sugestão: “La Infanta Republicana: Eulalia de Borbón, la oveja negra de la dinastia”, de José María Zavala, Edição Plaza & Janes.



Excertos da obra:

“[…] de repente, casi sin quererlo, localicé una pequeña carpeta, en cuyo encabezamiento leí: «Conde de Barcelos». Aquel título me desconcertó. Pregunté y nadie supo decirme quién diablos era aquel conde de Barcelos que firmaba sus cartas, redactadas en un torpe castellano, mezclado a veces con expresiones en francés, con un simple «Carlos». Empecé a leer algunas de ellas y, a medida que me sumergí en su contenido, llegué al convencimiento de que aquel personaje anónimo para mí había sido uno de los grandes amantes y confidentes de la infanta Eulalia.”

“[…] el firmante de esas cartas, el rey Carlos I de Portugal, como supe luego, cayó fulminado en el terrible atentado de la plaza del Comercio, en Lisboa.”

“[…] Ambos fueron infieles a sus cónyuges, empezando por el propio Carlos, que dejó por el mundo una hija ilegítima, María Pía de Sajonia-Coburgo Braganza, nacida menos de un año antes de su asesinato, el 13 de marzo de 1907, y fallecida el 6 de mayo de 1995. Conocida también por Hilda de Toledano, la hija bastarda de Carlos I de Portugal contrajo matrimonio en tres ocasiones: la primera, con Francisco Javier Bilbao Batista, un cubano fallecido en 1932; a continuación, con el italiano Giuseppe Manlio Blais, muerto en 1983, y finalmente con el portugués Antonio da Costa Amado-Noivo, cuarenta y cinco años más joven que ella.”

“[…] No en vano Amelia de Orleáns era hija de la condesa de París, que era hija a su vez del duque de Montpensier y de la infanta Luisa Fernanda, hermana de la madre de Eulalia. Por lo tanto, la infanta Eulalia era prima carnal de la madre de la reina Amelia de Portugal. Pero don Carlos pasaba intencionadamente por alto en sus cartas esos lazos familiares.”

“[…] El rey de Portugal estuvo siempre perdidamente enamorado de Eulalia de Borbón. Sintió el flechazo ya con veinte años, cuando aún era príncipe heredero. Fue en la Feria de Sevilla, donde, al principio, surgió el amor platónico, no correspondido por la infanta. Carlos de Braganza volcó en la pintura su pasión de juventud. Lo hizo en dos bellos retratos de Eulalia al pastel, uno de los cuales envió al Museo de Arte Moderno de Madrid, llevándose él mismo el otro al palacio de Ajuda, su residencia portuguesa, donde pudo contemplarlo hasta poco antes de su muerte.”
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PauloPatena
 
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Paulino B. Fernandes
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Mensagem Enviada: Qua Jun 17, 2009 18:16     Assunto : Re: Infanta de Espanha reconhece existência de D. Maria Pia de Bragança Responder com Citação
 
Caro Companheiro
Que excelente contribuição.
Um abraço e
. ::clap:: ::clap:: ::clap:: ::clap::
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Saúdo todos os Monárquicos independentemente das suas posições relativamente aos problemas da Causa.
 
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Paulino B. Fernandes
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Mensagem Enviada: Qua Jun 17, 2009 18:26     Assunto : Re: Infanta de Espanha reconhece existência de D. Maria Pia de Bragança Responder com Citação
 
As minhas desculpas ao Paulo e a todos os Companheiros, mas ::clap:: ::clap:: ::clap::
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Luzíadus
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Mensagem Enviada: Qua Jun 17, 2009 23:51     Assunto : Responder com Citação
 
Ate nós reconhecemos uma D.Maria Pia de Bragança, a Rainha D.Maria Pia.....

agora o que Espanha reconhece e deixa de reconhecer pra mim passa me ao lado, e não me interessa, tudo o que vem de Espanha pra mim não tem valor algum...

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www.principadodafuzeta.com.pt
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qui Jun 18, 2009 06:33     Assunto : Responder com Citação
 
Sinceramente não encontrei nada que indicasse que a Infanta em causa tivesse reconhecido quem quer que fosse.

Apenas posso ler, no excerto exposto, que o autor do Livro em questão ao apresentar el Rei D. Carlos, indica que este foi assassinado no Terreiro do Paço e que, supostamente, teve uma filha chamada D. Maria Pia. O que é totalmente diferente daquilo que é dado a entender.

IzNoGuud
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Patena
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Mensagem Enviada: Qui Jun 18, 2009 13:43     Assunto : Responder com Citação
 
Luzíadus escreveu:
Ate nós reconhecemos uma D.Maria Pia de Bragança, a Rainha D.Maria Pia.....

agora o que Espanha reconhece e deixa de reconhecer pra mim passa me ao lado, e não me interessa, tudo o que vem de Espanha pra mim não tem valor algum...


Caro Luziadus,

Na nossa história tivemos duas Maria Pia:

A Rainha Dona Maria de Sabóia e a Infanta Dona Maria Pia de Saxe-Coburgo-Gotha Bragança
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PauloPatena
 
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Patena
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Mensagem Enviada: Qui Jun 18, 2009 13:46     Assunto : Responder com Citação
 
iznoguud escreveu:
Sinceramente não encontrei nada que indicasse que a Infanta em causa tivesse reconhecido quem quer que fosse.

Apenas posso ler, no excerto exposto, que o autor do Livro em questão ao apresentar el Rei D. Carlos, indica que este foi assassinado no Terreiro do Paço e que, supostamente, teve uma filha chamada D. Maria Pia. O que é totalmente diferente daquilo que é dado a entender.

IzNoGuud


Caro IzNoGuud,

Quais supostamente ? No texto referido nem sequer existe plausibilidade, existem sim afirmações:

“[…] Ambos fueron infieles a sus cónyuges, empezando por el propio Carlos, que dejó por el mundo una hija ilegítima, María Pía de Sajonia-Coburgo Braganza, nacida menos de un año antes de su asesinato, el 13 de marzo de 1907, y fallecida el 6 de mayo de 1995. Conocida también por Hilda de Toledano, la hija bastarda de Carlos I de Portugal contrajo matrimonio en tres ocasiones: la primera, con Francisco Javier Bilbao Batista, un cubano fallecido en 1932; a continuación, con el italiano Giuseppe Manlio Blais, muerto en 1983, y finalmente con el portugués Antonio da Costa Amado-Noivo, cuarenta y cinco años más joven que ella.”

Só não vê quem não quer ver, algo a que ja estamos habituados 0001
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PauloPatena
 
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Paulino B. Fernandes
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Mensagem Enviada: Qui Jun 18, 2009 20:33     Assunto : Responder com Citação
 
Caro IzNo
Se ler com atenção, verá que se encontra tudo o que devemos conhecer.
Procuraremos ser mais explicitos e reproduzir melhor o livro, importante, e uma excelente descoberta realizada pelos atentos serviços da Casa Real.
Mas, na verdade, até estou de acôrdo: Hoje não há qualquer dúvida sobre quem é e o que representa Dona Maria Pia.~
Cordialmente,
PF
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qui Jun 18, 2009 22:23     Assunto : Responder com Citação
 
Aos Senhores Patena e Paulino,

Patena escreveu:
Caro IzNoGuud,

Quais supostamente ? No texto referido nem sequer existe plausibilidade, existem sim afirmações:

“[…] Ambos fueron infieles a sus cónyuges, empezando por el propio Carlos, que dejó por el mundo una hija ilegítima, María Pía de Sajonia-Coburgo Braganza, nacida menos de un año antes de su asesinato, el 13 de marzo de 1907, y fallecida el 6 de mayo de 1995. [b]Conocida también por Hilda de Toledano...[...]

Só não vê quem não quer ver, algo a que ja estamos habituados 0001


Precisamente pelo que é apresentado aqui que mantenho aquilo que disse.

É dado a entender que D. Carlos teve uma filha ilegítima, assim como é dado a entender (e é sabido de todos) que ambos (pelo menos relativamente ao Rei D. Carlos) mantiveram relações extra-conjugais.

No entanto, do texto que eu li e voltei a ler. Denoto que quem faz tal afirmação é o escritor e não a Senhora sobre qual o livro trata. O que implica uma enorme diferença, pois não sabemos se (sendo o objectivo do livro a vida da Senhora em causa) o autor se deu ao trabalho de aprofundar e até onde aprofundar a pesquisa relativa à vida d'El Rei D. Carlos.

Basta dizer que indo à wikipedia se encontram textos nos quais a Sra. Hilda Toledano é tida enquanto filha deste, sem que no entanto tal seja de facto aceite visto as provas até hoje expostas não confirmarem para além de qualquer dúvida a mesma questão, conforme já expus em diversas situações as quais nunca me foram respondidas de forma satisfatória.

Não estou aqui a fazer qualquer apologia relativamente à Sra. Hilda Toledano. Somente a questionar a interpretação que os Srs. se encontram a fazer.

IzNoGuud
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Paulino B. Fernandes
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Mensagem Enviada: Sáb Jun 20, 2009 18:25     Assunto : Responder com Citação
 
Caro IzNo,

As visões são várias, as interpretações também, mas algumas estão fundamentadas, são conhecidas e já se tornaram indiscutíveis.
Apenas para não alimentar confusões em torno da senhora D. Maria Pia de Saxe-Coburgo-Gotha e
Bragança ao insistir em chamar-lhe “Sra. Hilda Toledano”. O Paulo sabe que já foi aqui diversas vezes discutido e devidamente fundamentado
que “Hilda de Toledano” se tratou apenas de um pseudónimo literário e
jornalístico utilizado pela Infanta «encoberta» de Portugal (e tal aconteceu
apenas durante um período da sua vida, tendo depois a senhora retomado o uso
do seu nome civil).

Que não agrade que o Rei D. Carlos tenha deixado uma descendente que
contestou e invalidou as pretensões do Ramo Miguelista (banido e
proscrito )até posso entender, mas alimentar uma confusão em torno do nome da senhora D. Maria Pia parece-me exagerado.

Além da documentação existente, Mário Soares, Humberto Delgado,
Francisco de Sousa Tavares, Fernando Luso Soares, Jean Pailler, e
até mesmo o reputadíssimo historiador A.H. de Oliveira Marques e
os Tribunais portugueses, lhe reconheceram a validade do nome “Maria Pia” (o mesmo nome próprio que teve a Sua Avó paterna, D. Maria Pia de Sabóia).


Cordialmente,

PF
Com Gabinete de Comunicação da Casa Real
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