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o que divide ...
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nau
Monárquico
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Mensagem Enviada: Sáb Out 10, 2009 14:44     Assunto : o que divide ... Responder com Citação
 
1. Monarquia é o regimen político da comunidade que tem por Chefe de Estado um monarca, afirmando-se a dinastia sempre que o chefe impositivo transmite ao presuntivo herdeiro o mesmo estatuto, obviando disputas no topo da instituição.
2. Quanto mais democrática é a comunidade, menos interventiva será a figura do Chefe de Estado que, na moderna monarquia, consolida-se como motivadora de consensos e símbolo da comunidade, a par da bandeira e do hino. O Presidente da República, em qualquer das versões até agora ensaiadas, é o produto do viciado jogo partidário, apenas servindo para apoiar ou contrariar as maiorias apuradas em cada legislatura.
3. Todos os membros da comunidade são iguais perante a lei; o monarca não está acima desta, tal como o chefe da instituição republicana – ou os membros do Parlamento, os magistrados judiciais, os agentes da autoridade, etc. – mas tem estatuto particular, apenas no exercício das suas funções. Porém, é bom ter presente que não é a lei que garante a Liberdade, a Equidade, a Solidariedade, mas sim o conceito assumido e partilhado de plena cidadania, na versão sublime de cidadão criterioso, dado que a lei (norma obrigatória por força coerciva do Estado) serve apenas os possidentes (fartos cabedais impõem vontades), os oportunistas (audácia e corrupção entrecruzam-se), os prevaricadores musculados (a força dispensa argumentos), as facções vitoriosas (vai victis).
4. Democracia é sinónimo de Governo e Administração do Povo. Logo, ao Povo cabe optar quer pela instituição monárquica, quer pela instituição republicana e todo o diferendo a este respeito deverá ser esclarecido na Casa da Democracia (Parlamento). Porém, intoxicada pela propaganda burguesa que, desde o final do século XIX, suporta as instituições idênticas à vigente, pouca clarificação será possível por esta via, no meio do clamor de ultrajados fieis que, no reviralho, jurariam o seu indefectível apoio às novas instituições. Resta aos monárquicos aperceberem-se que a genealogia determina; o princípio hereditário impõe e a lei posteriormente corroborará a legítima aclamação de 1932, unindo forças para explicar à comunidade o fundamento do regimen deposto em 1910, desmontando cabalas, evidenciando preconceitos, desmascarando cripto-republicanos sornosos.
5. O sistema parlamentar de tradição vintista (com arregimentação partidária) não é perfeito, todavia indispensável, quer no centralismo-democrático (assembleias múltiplas sem arregimentação partidária), quer nos regimenes musculados (sistema parlamentar mono-partidário). As facções – naturais em qualquer comunidade – caracterizam-se pelas soluções políticas assumidas para a gestão dos interesses comuns. Tendo presente tal arquétipo, a formação de um partido monárquico é um contra-senso pelas opções divergentes possíveis (socialista, comunista, neo-liberal, etc.) que ab ovo o maniatariam, justificando-se plenamente a existência de associações cívicas (Causa Real?), porém de pouca expressão no seio da gente lusa, por excesso de individualismo, falta de sentido prático, resquícios de clubismo e vaidades pessoais.
6. A monarquia é um sistema político lógico, moderno e simples: as funções do monarca são protocolares - não governa, nem administra; a renovação verifica-se através do direito de sucessão natural dos pais para os filhos, por via da geração. Não há vacaturas (característica republicana) mas interregnos e estes resumen-se à aclamação do presuntivo herdeiro (presuntivo herdeiro significa o primeiro em linha no quadro genealógico) que, após a morte do últim soberano reinante (D. Manuel II) teve lugar em 1932, sem qualquer oposição ou alternativa assumida. Morreu o Rei. Viva o Rei!
7. As democracias enrobustecem-se (liberdade/equidade) através do espírito associativo (solidariedade) e por via do aumento do número de cidadãos criteriosos pelo que, em vez de esquemas políticos de ineditismo duvidoso (monarquias à Moda do Minho) ou de Conselhos de Sábios, de Tecnocratas ou do Raio-que-os-parta (a eles), basta apostar no cooperativismo que suscita o trabalho concertado em pequenos grupos autónomos (APC=amizade, proximidade, capacidade) na luta contra o Capitalismo – quer o capitalismo selvagem (mercados desregulados), quer o capitalismo de Estado (centralismo-económico) – através da propriedade partilhada. Aqueles que almejam por um movimento de massas, qualquer liga de trabalhadores monárquicos poderá satisfazer tal veleidade. Entretanto, recuso a latente e insidiosa carneirada que tem por objectivo transformar cidadãos válidos em meros pensionistas do Estado.
Nau

P.S.: este apontamento não procura dar azo a quaisquer polémicas; apenas celebrar o dia 5 de Outubro, mas do recuado ano de 1139, suposta data da fundação do Reino de Portugal. O que nos une engrandece; o que divide enfraquece.
 
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longair
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Local: Odivelas/VFX
Mensagem Enviada: Dom Out 11, 2009 03:11     Assunto : Responder com Citação
 
0clap 0clap 0clap 0clap Mr. Green




Ps: á exepção dos pontos 4 e 6 que ainda estão um pouco confusos desde 1932, pois não foi o povo que aclamou seja la quem for, foi um grupo que em nada representou o Povo Portugues na altura e hoje em dia o Povo pouco ou nada se apercebe do que é realmente Monarquia Smile Mr. Green
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C. Longair
 
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nau
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Mensagem Enviada: Qua Out 14, 2009 11:46     Assunto : O que divide Responder com Citação
 
1. De facto, o que nos divide são as torres (as torres de marfim) que vamos erguendo na dinâmica de Mário Beirão - ... lá vamos, que o sonho é lindo ... – e, realistas por convicção política, pouco objectivos somos na persecussão desses ideais.
2. Todo o projecto requer bestunto e acção concertada, isto é, muita ponderação e diálogo que, nitidamente, falta entre os monárquicos, pois estes, armados em franco-atiradores, tudo criticam e pouco realizam, enquanto que uma minoria, de fraca consistência nos seus arremedos de doutrina política, fazem a atoarda do costume. O que nos une engrandece; o que divide enfraquece.
3. Ser monárquico não é uma variante de empenhamento clubístico, mas a assunção dos princípios democráticos: o Governo e a Administração ao Povo pertencem; os delegados eleitos por sufrágio universal exercem tais funções em nome do Povo e por este são julgados no término de cada legislatura
4. Logo, acima da Casa da Democracia (Parlamento) onde residem os delegados do Povo no decurso de cada legislatura apenas existem os símbolos da comunidade – a Bandeira, o Hino e o Rei – sendo o Rei, pelo consenso de várias gerações, vitalício e designado por via hereditária.
5. Tal designação tem por fundamento a genealogia (quadro em que é estabelecido a linhagem de uma família) transmitindo-se o direito de sucessão dos pais ao primogénito, sempre que este assuma claramente tal responsabilidade, ou ao ramo colateral (na falta de herdeiro directo) pela via da geração, isto é, segundo o mesmo preceito natural.
6. A hereditariedade sobreleva qualquer lei que ofenda o princípio da instituição monárquica (particularmente as de origem sectária) pois é a hereditariedade que possibilita a plena democracia, sendo a alternativa a eleição do chefe da comunidade a prazo (Presidente da República) que apenas serve para apoiar ou contrariar a maioria verificada em cada legislatura.
7. Logo que um criterioso cidadão se tenha apercebido do fundamento da instituição monárquica, prontamente abandonará as veleidades dos cripto-republicanos, procurando participar na gestão da comunidade segundo as opções pessoalmente assumidas: socialistas, comunistas, neo-liberais, etc.. E porque não ensaiar as soluções preconizadas pelo cooperativismo?
Nau
 
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nau
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Mensagem Enviada: Sáb Out 17, 2009 09:19     Assunto : O que nos divide Responder com Citação
 
Para que serve a Monarquia?

1. No dia 5 do corrente, respondendo a um desafio de Luziadus, a Caríssima Beladona afirmava: “A Monarquia para mim é tudo o que deveria ser Portugal!”. Mais adiante, na mesma intervenção: “Não poderemos darmo-nos ao luxo de ser simplesmente bons; temos de ser excepcionais” (in D.Duate de Bragança entrevistado pelo 24H).
2. Subjectividade e exigência são predicados dos espíritos superiores, mas a enfatização demasiadamente elaborada de princípios doutrinários nada esclarecem e poucos serão, através destas asserções, os aliciados ou, simplesmente, convencidos.
3. Num apontamento de Manuel Abrantes de Soveral (in “O Monárquico”, 12.07.0Cool este pontifica: “A Monarquia é o garante da unidade orgânica e identidade do seu Povo/Nação”; proseguindo: “A Monarquia é o regime dos princípios e das boas práticas”.
4. Na mesma linha, Mário Neves arredonda: “O Rei é o garante da preservação dos valores morais da Nação”, rematando com um comentário digno de nota: “Ser monárquico é um sentimento positivo; o republicano é, normalmente, anti-monárquico” (in “O Monárquico”, 28.08.0Cool.
5. Conforme tive a oportunidade de afirmar num outro apontamento, Monarquia é um regimen político lógico, moderno e simples: as funções do monarca são meramente protocolares; o Governo e a Administração ao Povo peertencem, sem tutelas viciosas de chefes a prazo. O monarca é designado por via hereditária, tendo por fundamento a genealogia, obviando disputas na chefia do Estado.
6. A Monarquia não é o reduto dos valores da comunidade, apenas o sistema que garante a ausência de chefes sectários no topo da instituição, amestrados em apoiar ou contrariar as maiorias apuradas no Parlamento – Casa da Democracia.
7. Logo, não basta afirmar que a Monarquia é mais democrática do que a República. O importante é aumentar o número de cidadãos criteriosos que possam confirmar tal realidade. O asssociativismo motiva o diálogo e este o trabalho concertado – assim se desespoleta a almejada revolução, numa dinâmica similar à do Cooperativismo.
Nau

P.S.: não é a Monarquia que torna o cidadão criterioso, mas este que viabiliza a plena Democracia, sinónimo da moderna instituição monárquica.
 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sáb Out 17, 2009 20:41     Assunto : Re: O que nos divide Responder com Citação
 
Caro Nau

nau escreveu:
Para que serve a Monarquia?

1. No dia 5 do corrente, respondendo a um desafio de Luziadus, a Caríssima Beladona afirmava: “A Monarquia para mim é tudo o que deveria ser Portugal!”. Mais adiante, na mesma intervenção: “Não poderemos darmo-nos ao luxo de ser simplesmente bons; temos de ser excepcionais” (in D.Duate de Bragança entrevistado pelo 24H).
2. Subjectividade e exigência são predicados dos espíritos superiores, mas a enfatização demasiadamente elaborada de princípios doutrinários nada esclarecem e poucos serão, através destas asserções, os aliciados ou, simplesmente, convencidos.
3. Num apontamento de Manuel Abrantes de Soveral (in “O Monárquico”, 12.07.0Cool este pontifica: “A Monarquia é o garante da unidade orgânica e identidade do seu Povo/Nação”; proseguindo: “A Monarquia é o regime dos princípios e das boas práticas”.
4. Na mesma linha, Mário Neves arredonda: “O Rei é o garante da preservação dos valores morais da Nação”, rematando com um comentário digno de nota: “Ser monárquico é um sentimento positivo; o republicano é, normalmente, anti-monárquico” (in “O Monárquico”, 28.08.0Cool.
5. Conforme tive a oportunidade de afirmar num outro apontamento, Monarquia é um regimen político lógico, moderno e simples: as funções do monarca são meramente protocolares; o Governo e a Administração ao Povo peertencem, sem tutelas viciosas de chefes a prazo. O monarca é designado por via hereditária, tendo por fundamento a genealogia, obviando disputas na chefia do Estado.
6. A Monarquia não é o reduto dos valores da comunidade, apenas o sistema que garante a ausência de chefes sectários no topo da instituição, amestrados em apoiar ou contrariar as maiorias apuradas no Parlamento – Casa da Democracia.
7. Logo, não basta afirmar que a Monarquia é mais democrática do que a República. O importante é aumentar o número de cidadãos criteriosos que possam confirmar tal realidade. O asssociativismo motiva o diálogo e este o trabalho concertado – assim se desespoleta a almejada revolução, numa dinâmica similar à do Cooperativismo.
Nau

P.S.: não é a Monarquia que torna o cidadão criterioso, mas este que viabiliza a plena Democracia, sinónimo da moderna instituição monárquica.



1. e 2. No meu post de resposta ao caro Luzíadus a que se refere e de uma maneira geral, a minha subjectividade referente ao aparente é propositada, pois não acho de primordial importância ser-se objectiva para uma qualquer pretensão na situação em que nos encontramos onde não temos nenhum rei aclamado dentro das normas legais.

Se o caro amigo se refere ao meu subjectivismo como sendo o meu próprio pensamento não podendo ser imposto a outrem, é isso mesmo que eu pratico ao afirmar amiúde que é só o meu pensamento, nunca impondo nada a ninguém mas não deixando de dar a minha opinião.

Quanto à minha exigência a que também tem a gentileza de se referir, no que concerne ao caro Luzíadus suponho que o mesmo terá já as suas ideias e posições muito bem definidas assim como o meu caro amigo, além disso estamos a dialogar num espaço de cariz monárquico no qual se subentende, apesar de estarmos abertos a todas as posições, opções e visões no que se refere tanto ao regime republicano como monárquico, e que na sua maioria quem nele participa será por assim dizer monárquico e como tal já com as suas próprias opiniões e até posições. Pois para as dúvidas dos que querem saber mais de monarquia ou colocar questões sobre a mesma, há lugares específicos neste espaço para tirar dúvidas às pessoas.

Quando se refere que posições digamos tão radicais como as que eu mencionei não esclarecem nem aliciam ou convencem as pessoas. Permita-me discordar. Sempre dentro como é norma pessoal, da minha forma de ver as coisas.

Acho, que numa sociedade já com hábitos de vivência em liberdade, onde se pode dizer o que se pensa sem temores, onde se pode eleger os que nos governam, onde cada vez mais se vive numa sociedade multicultural, etc., etc., não será impondo-se, praticamente forçando, uma única pretensão real, por muito forte e com todos os pregaminhos familiares que possa ter, que esta possa ser considerada dentro do verdadeiro respeito pelas liberdades adquiridas pela população a preço elevado como é sabido de todos. Parecendo fazer crer que a população não tem inteligência para saber escolher, depois é claro de informada com isenção de tudo o que deverá de saber para dar a sua opinião.

O que a grande maioria dos monárquicos tem feito, é isolar a monarquia e eles próprios isolarem-se das realidades dos nossos dias, vivendo ainda no tempo e pensamento da monarquia de há cem anos atrás. Isto sim, a meu ver é que afuguenta as pessoas de hoje.

A cada vez maior instrução e cultura da população dá muito trabalho a quem nos governa ou aos que nos querem fazer imposições que nos dias de hoje são métodos obsoletos por serem anti-democráticos.

3. e 4. Quando cita do blog "O Monárquico" do caro Diogo Dantas o apontamento do Dr. Manuel Abranches de Soveral que suponho faz ainda parte dos órgãos dirigentes da Real do Porto, o que o caro Nau teve a gentileza de citar deste investigador de História, não está muito longe do que eu penso embora dito por outras palavras só acrescentando, referindo-me a: "...A Monarquia é o regime dos princípios e boas práticas", estes são, digo eu, "predicados" que poderão ser vistos como "segundo" e "conforme" a que se referem. Lá entramos nós de novo no subjectivo ou aparente, pois o que são bons princípios e boas práticas para uns, poderão não ser coincidentes no seu todo para com outros.

Embora como é lógico, o regime monárquico tenha coisas positivas e por isso o desejarmos, mas não nos ceguemos por ser monárquico é forçosamente melhor. Temos todos nós, digo eu, de o fazer melhor que outro regime.

Quanto ao que cita de Mário Neves (o Fidelíssimo?), não importa quem, só a opinião interessa e esta é como costumo dizer e de novo, subjectiva, o que quer dizer ele com: "O Rei é o garante da preservação dos valores morais da Nação”?

Numa sociedade plural onde todos são "gente" e cujas posições e opções terão de ser tidas em conta, o que são valores para uns não o serão forçosamente para outros.

Pessoalmente e a título de exemplo, não me revejo em muitos dos valores morais católicos, o que para outros serão imprescindíveis e não deixo de ser monárquica por isso, ou uma pessoa civilizada e com valores.

Diz também este Sr.: “Ser monárquico é um sentimento positivo; o republicano é, normalmente, anti-monárquico”.

Lol, desculpe-me, mas faz-me rir esta observação. Faz-me lembrar uma situação que se passou comigo há algum tempo, quando numa determinada situação social uma senhora em conversa com outra se sai com esta "pérola" alto e bom som para eu ouvir, e referindo-se a mim: "Ai coitadinha! Deve de ser uma pessoa muito triste e infeliz por não ser católica!"

...pode crer meu caro Nau por pouco não entornei o que tinha na mão devido à gargalhada que dei, é que não me consegui conter.

Mas voltando à citação. O facto de se ser monárquico ou republicano não é forçosamente ser bom e positivo ou mau respectivamente. Teremos nós monárquicos em Monarquia de fazer por isso e não será por certo separando as pessoas em "clãs" do género: eu sou bom pois sou monárquico tu és republicano não prestas. Ou, eu sou bom, pio e caridoso porque sou católico, tu se não és não prestas e és uma péssima pessoa só digna de desconfianças...E quando o citado diz que "o republicano é, normalmente, anti-monárquico"...é lógico que por princípio e normalmente o será...

5., 6., 7. e PS. Concordo com as suas afirmações na generalidade.

Com consideração e feliz por o continuar a ter entre nós.

Beladona
 
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nau
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Mensagem Enviada: Ter Out 20, 2009 13:13     Assunto : o que nos divide Responder com Citação
 
Caro Longair,

1. Das duas, uma: ou o Povo escolhe o Chefe de Estado de X em X anos; ou o Povo aceita o princípio hereditário suportado pelo consenso de várias gerações.
2. A primeira hipótese, como é óbvio, corresponde à instituição republicana que – por sufrágio universal ou colégio restrito – elege um chefe a prazo, representando este apenas a facção que nele votou.
3. A segunda hipótese, como é evidente, corrresponde à instituição monárquica que, por respeito aos princípios democráticos, obvia disputas sectárias no topo da comunidade onde permanecem apenas os símbolos desta – a Bandeira, o Hino e o Rei.
4. Forçoso é abrir aqui um parêntesis para salientar que a Democracia é o Governo e Administração do Povo, ambas as funções realizadas através de delegados com residência na Casa da Democracia (Parlamento/Corporações de Vereadores), em cada legislatura.
5. Durante o referido periodo (legislatura) não são previstos sufrágios da mesma jaez, dado que só no fim de cada mandato é que os delegados do Povo deverão ser julgados, através do voto, pela gestão realizada.
6. A genealogia claramente estabelece o presuntivo herdeiro – directo ou proveniente do ramo colateral – sempre na linhagem e primogenitura assumida quando da morte do soberano reinante. Morreu o Rei. viva o Rei!.
7. A derrogação do presuntivo herdeiro só poderá ter lugar na Casa da Democracia pelo que, para todos os efeitos, o título hereditário recai no actual Duque de Bragança, D. Duarte Pio, servindo as contestações realizadas por minorias para pôr em causa os fundamentos da própria instituição monárquica – incongruência? distracção? interesses particulares? estratagemas de cripto-republicanos?
Um abraço,

Nau
 
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nau
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Mensagem Enviada: Ter Out 20, 2009 13:57     Assunto : o que divide Responder com Citação
 
Caro Longair,

1. Fechei o último apontamento com uma séria de interrogações; dou início a este com algumas conjecturas: quando o partido socialista ganha eleições (legislativas e/ou autárquicas) os outros partidos abdicarão das suas actividades políticas? Admitindo vários pretendentes ao trono, caso seja possível a escolha de um deles, os restantes abdicarão das suas veleidades?
2. Democracia significa Governo e administração do Povo através de delegados eleitos por sufrágio universal para esse único objectivo. A eleição de chefes a prazo (Presidente da República) não será uma contravenção grave ao princípio democrático?
3. Sempre que a pluridade dos votantes atinge um número igual ou superior à metade do todo mais um voto, a maioria tem o direito de pôr em prática o seu plano, mas a actividade do grupo de malfeitores decidida por essa via deverá ser considerada também democrática?
4. Na dúvida que o FCPorto (o Benfica, o Sporting, o Cascalheira, etc.) tenha o maior número de adeptos, será curial que a direcção do clube exija à Assembleia da República que certifique tal facto? Claro que, na óptica de alguns desportistas de bancada, tal problema seria muito mais relevante do que a artificial questão dinástica.
5. Se o presuntivo herdeiro for pouco brilhante (em relações humanas ou capacidade intelectual) convocam-se eleições ou respeita-se o fundamento da instituição monárquica? Sendo o monarca igual a qualquer membro da comunidade, sempre que apresente ideias contrárias à maioria sufragada deverá ser exigida a sua substituição e/ou condicionada a actuação deste?
6. Se consideramos democracia a participação dos cidadãos nos actos específicos de interesse colectivo; se, apesar das similitudes democráticas, somos levados a condenar a actividade de malfeitores; se não confundimos angústias clubísticas quanto à sua expressão numérica com fundamentos políticos; se compreendemos que toda a pessoa humana tem características ou insuficiências próprias – porquê contestar diletantemente princípios e postergar de modo nefelibata a discussão dos problemas que afrontam a comunidad?
7. Monarquia é o regimen mais democrático do que a República, por não permitir que no topo da comunidade existam chefes a prazo para apoiar ou contrariar as maiorias apuradas na Casa da Democracia. O presuntiivo hedeiro é designado pela linhagem, que não por actos eleitorais ou esquemas sectários. O associativismo é uma boa via para a discussão dos problemas sociais que preocupam a gente lusa. O que une engrandece; o que divide enfraquece.
Um abraço,

Nau
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Ter Out 20, 2009 20:55     Assunto : Responder com Citação
 
Caro Nau, desculpe-me a "demora" a chegar a este tópico. Mas estive fora do País, o que me dificultou um pouco o acesso ao mesmo Embarassed

Mas creio que o mesmo tem SIGNIFICATIVA importância para que tenha a devida atenção de TODOS os monárquicos e não só, que nos visitam.

nau escreveu:
1. Monarquia é o regimen político da comunidade que tem por Chefe de Estado um monarca, afirmando-se a dinastia sempre que o chefe impositivo transmite ao presuntivo herdeiro o mesmo estatuto, obviando disputas no topo da instituição.


Totalmente de acordo, no entanto levanto aqui uma ressalva.

E quando não acontece tal "transmissão", uma vez que em Portugal esta era feita sob uma premissas algo condicionantes?

nau escreveu:
2. Quanto mais democrática é a comunidade, menos interventiva será a figura do Chefe de Estado que, na moderna monarquia, consolida-se como motivadora de consensos e símbolo da comunidade, a par da bandeira e do hino. O Presidente da República, em qualquer das versões até agora ensaiadas, é o produto do viciado jogo partidário, apenas servindo para apoiar ou contrariar as maiorias apuradas em cada legislatura.


Totalmente de acordo, daí perceber a opção d'El Rei D. Carlos em optar por agir activamente na busca de uma estabilidade política e promotora de um desenvolvimento real, tanto ao nível económico quanto social em conluio com o Sr. João Franco.

nau escreveu:
3. Todos os membros da comunidade são iguais perante a lei; o monarca não está acima desta, tal como o chefe da instituição republicana – ou os membros do Parlamento, os magistrados judiciais, os agentes da autoridade, etc. – mas tem estatuto particular, apenas no exercício das suas funções. Porém, é bom ter presente que não é a lei que garante a Liberdade, a Equidade, a Solidariedade, mas sim o conceito assumido e partilhado de plena cidadania, na versão sublime de cidadão criterioso, dado que a lei (norma obrigatória por força coerciva do Estado) serve apenas os possidentes (fartos cabedais impõem vontades), os oportunistas (audácia e corrupção entrecruzam-se), os prevaricadores musculados (a força dispensa argumentos), as facções vitoriosas (vai victis).


Igualmente de acordo, daí ser de EXTREMA necessidade que o Chefe de Estado não esteja ISENTO de poder ser investigado, tal como qualquer outro cidadão, pelas Instituições a cargo da Justiça. Tendo, no entanto, que ser acautelada devido às funções exercidas pelo mesmo.

nau escreveu:
4. Democracia é sinónimo de Governo e Administração do Povo. Logo, ao Povo cabe optar quer pela instituição monárquica, quer pela instituição republicana e todo o diferendo a este respeito deverá ser esclarecido na Casa da Democracia (Parlamento). Porém, intoxicada pela propaganda burguesa que, desde o final do século XIX, suporta as instituições idênticas à vigente, pouca clarificação será possível por esta via, no meio do clamor de ultrajados fieis que, no reviralho, jurariam o seu indefectível apoio às novas instituições. Resta aos monárquicos aperceberem-se que a genealogia determina; o princípio hereditário impõe e a lei posteriormente corroborará a legítima aclamação de 1932, unindo forças para explicar à comunidade o fundamento do regimen deposto em 1910, desmontando cabalas, evidenciando preconceitos, desmascarando cripto-republicanos sornosos.


Uma vez mais concordo com a essência do que aqui o meu caro expôs.

No entanto DISCORDO plenamente com a "subversão", perdoe-me que assim lhe chame, às Regras instituídas para a "eleição" (ou aclamação se assim o preferir) de um Rei de Portugal.

O facto de em 1932 estarmos, Portugal, em República NÃO implicam o abandono das mesmas.

Estas são, no meu entender, arregimentais encontrando-se assim debaixo do âmbito da Lei.

Assim a "aclamação" do Sr. D. Duarte Nuno em 1932, terá sido (no meu entender) ilegal por mais que a genealogia possa ter dado a este a Presuntividade da sua Pretensão.

Por mais "Rei" que o Sr. D. Duarte Nuno pudesse ser da maioria dos Monárquicos, este não o era de facto, mesmo que descontemos com o factor República, podendo APENAS arvorar-se a ser de jure, precisamente pela adesão da MAIORIA dos Monárquicos à sua Pretensão.

Mas TAL em nada impede que a mesma APENAS seja, mais, uma Pretensão e para todos os efeitos assim deva ser tratada (por mais de jure que a mesma seja.

nau escreveu:
5. O sistema parlamentar de tradição vintista (com arregimentação partidária) não é perfeito, todavia indispensável, quer no centralismo-democrático (assembleias múltiplas sem arregimentação partidária), quer nos regimenes musculados (sistema parlamentar mono-partidário). As facções – naturais em qualquer comunidade – caracterizam-se pelas soluções políticas assumidas para a gestão dos interesses comuns. Tendo presente tal arquétipo, a formação de um partido monárquico é um contra-senso pelas opções divergentes possíveis (socialista, comunista, neo-liberal, etc.) que ab ovo o maniatariam, justificando-se plenamente a existência de associações cívicas (Causa Real?), porém de pouca expressão no seio da gente lusa, por excesso de individualismo, falta de sentido prático, resquícios de clubismo e vaidades pessoais.


Lol... Concordo uma vez mais com a essência, no entanto discordo plenamente com a não necessidade de um Partido Monárquico nos dias de hoje.

O meu caro esquece-se de que o Movimento Monárquico Português NÃO pretende a instauração de uma Monarquia em Portugal pela força, mas sim pelo pleno desejo dos Portugueses.

E que enquanto esse desejo não é culminado, um Partido Monárquico pode e deve aproveitar os momentos eleitorais para apresentar quer uma visão política, que no caso Monárquico implicará quase sempre uma visão de SALVAÇÃO NACIONAL, quer para apresentar a existência de um Movimento Monárquico e se possível apresentar a "doutrina" do mesmo.

Em especial quando se encontra perfeitamente definido que ASSIM que uma Monarquia fosse instaurada em Portugal. O PPM, enquanto Partido generalista de cariz Monárquico, automaticamente cessaria de existir.

nau escreveu:
6. A monarquia é um sistema político lógico, moderno e simples: as funções do monarca são protocolares - não governa, nem administra; a renovação verifica-se através do direito de sucessão natural dos pais para os filhos, por via da geração. Não há vacaturas (característica republicana) mas interregnos e estes resumen-se à aclamação do presuntivo herdeiro (presuntivo herdeiro significa o primeiro em linha no quadro genealógico) que, após a morte do últim soberano reinante (D. Manuel II) teve lugar em 1932, sem qualquer oposição ou alternativa assumida. Morreu o Rei. Viva o Rei!


Incorrecto na minha opinião.

Está tudo correcto até à parte da morte d'el Rei D. Manuel II. Pois o que o meu caro AQUI expõe é a situação NORMAL de sucessão numa Monarquia, o que NÃO aconteceu aquando da morte d'El Rei D. Manuel II.

Pois para além de a "aclamação" do Sr. D. Duarte Nuno não ter qualquer valor pelas razões que já tenho apresentado por diversas vezes. O simples facto deste ser, à altura, o único Pretendente em NADA vem alterar que havia todo um conjunto de situações que importava cumprir.

Numa analogia perguntava ao meu caro Nau sobre quem era, então o Rei/Rainha aquando do falecimento d'El Rei D. Fernando?

Para todos os efeitos seria D. Beatriz, então casada com o Rei de Castela e colocando de parte a questão da perda de Independência, ainda por cima quando a mesma NÃO seria consumada conforme se viu à posteriori com o falecimento de D. João I de Castela.

Assim TODAS as acções que foram interpostas contra a aclamação desta podem ser consideradas enquanto uma Traição, não? Em especial quando D. Beatriz seria, já, Rainha de Jure de Portugal.

nau escreveu:
7. As democracias enrobustecem-se (liberdade/equidade) através do espírito associativo (solidariedade) e por via do aumento do número de cidadãos criteriosos pelo que, em vez de esquemas políticos de ineditismo duvidoso (monarquias à Moda do Minho) ou de Conselhos de Sábios, de Tecnocratas ou do Raio-que-os-parta (a eles), basta apostar no cooperativismo que suscita o trabalho concertado em pequenos grupos autónomos (APC=amizade, proximidade, capacidade) na luta contra o Capitalismo – quer o capitalismo selvagem (mercados desregulados), quer o capitalismo de Estado (centralismo-económico) – através da propriedade partilhada. Aqueles que almejam por um movimento de massas, qualquer liga de trabalhadores monárquicos poderá satisfazer tal veleidade. Entretanto, recuso a latente e insidiosa carneirada que tem por objectivo transformar cidadãos válidos em meros pensionistas do Estado.


O meu caro procura sempre questionar as minhas "sugestões" para a resolução da questão monárquica Portuguesa e esquece-se que ao contrário daquilo que está aqui a dizer. A Monarquia, enquanto conceito, SEMPRE que se "fechou em copas" caiu ou saiu a perder, sendo conhecidos diferentes casos de tal. Já quando a Monarquia de reveste de uma capacidade de adaptação e modernidade esta sai refrescantemente renovada e mantém-se...

Eu e mais alguns monárquicos, APENAS estamos a tentar RENOVAR o Movimento Monárquico Português... e sinceramente, creio que estamos a consegui-lo Wink

IzNoGuud
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Ter Out 20, 2009 22:38     Assunto : Re: O que divide Responder com Citação
 
nau escreveu:
1. De facto, o que nos divide são as torres (as torres de marfim) que vamos erguendo na dinâmica de Mário Beirão - ... lá vamos, que o sonho é lindo ... – e, realistas por convicção política, pouco objectivos somos na persecussão desses ideais.


Smile

nau escreveu:
2. Todo o projecto requer bestunto e acção concertada, isto é, muita ponderação e diálogo que, nitidamente, falta entre os monárquicos, pois estes, armados em franco-atiradores, tudo criticam e pouco realizam, enquanto que uma minoria, de fraca consistência nos seus arremedos de doutrina política, fazem a atoarda do costume. O que nos une engrandece; o que divide enfraquece.


A pergunta que se faz forçosamente é, entre o escolher em seguir a maioria que se encontra a defender uma visão defenestrada daquilo que são os princípios e valores da ideia que é a Monarquia ou optar por uma minoria que se agarra aos valores e princípios dessa mesma ideia de aquilo que é a Monarquia?

É essa a "desunião" que existe entre os Monárquicos Portugueses.

Uma desunião que SEMPRE que se tenta lutar contra a mesma, estas tentativas esbarram em paredes nas quais a ÚNICA opção de escolha é a de aceitar a tal visão defenestrada daquilo que são os valores e princípios da ideia que é a Monarquia.

Isso NÃO é desunião, são pessoas que querem alguma "coisa" a que chamam por conveniência de Monarquia mas que sinceramente, não me parece que seja aquilo que é, ou deveria ser, uma Monarquia.

nau escreveu:
3. Ser monárquico não é uma variante de empenhamento clubístico, mas a assunção dos princípios democráticos: o Governo e a Administração ao Povo pertencem; os delegados eleitos por sufrágio universal exercem tais funções em nome do Povo e por este são julgados no término de cada legislatura


0clap 0clap 0clap

TOTALMENTE de acordo, mas pelo que conheço esta não será a visão da tal "maioria" do Movimento Monárquico a qual pretende que de facto se exerça tudo isso que o meu caro aqui expôs, mas que na realidade olham para tal apenas enquanto algo... sofrível para que possam continuar em frente com as suas vidas e opções.

Eu, de facto, NÃO me identifico com "essa" "maioria".

nau escreveu:
4. Logo, acima da Casa da Democracia (Parlamento) onde residem os delegados do Povo no decurso de cada legislatura apenas existem os símbolos da comunidade – a Bandeira, o Hino e o Rei – sendo o Rei, pelo consenso de várias gerações, vitalício e designado por via hereditária.
5. Tal designação tem por fundamento a genealogia (quadro em que é estabelecido a linhagem de uma família) transmitindo-se o direito de sucessão dos pais ao primogénito, sempre que este assuma claramente tal responsabilidade, ou ao ramo colateral (na falta de herdeiro directo) pela via da geração, isto é, segundo o mesmo preceito natural.


0clap 0clap 0clap

Uma vez mais, totalmente de acordo meu caro. Mas PRECISAMENTE por precaução é que determinadas situações NUNCA devem ocorrer e SE ocorreram, então será por uma razão MUITO FORTE.

nau escreveu:
6. A hereditariedade sobreleva qualquer lei que ofenda o princípio da instituição monárquica (particularmente as de origem sectária) pois é a hereditariedade que possibilita a plena democracia, sendo a alternativa a eleição do chefe da comunidade a prazo (Presidente da República) que apenas serve para apoiar ou contrariar a maioria verificada em cada legislatura.


TAL deveria ser a norma. Mas SE ou QUANDO acontece, conforme eu já afirmei no meu anterior comentário, pode-se ou deve-se presumir que TAL aconteceu por razões da MÁXIMA importância.

Uma vez que a Monarquia, enquanto instituição, não iria procurar criar entraves à sua própria continuação.

Assim, vejo a Lei do Banimento enquanto situação de EXTREMA importância. A qual retirava, ad eternum, a descendência do Sr. D. Miguel da Linha de Sucessão.

É claro que N situações levaram ao facto de que a Linha Dinástica Portuguesa se extinguisse sendo que a MAIORIA, mas não a totalidade, dos Monárquicos Portugueses se virasse então para a TAL Linhagem Banida.

Tal APENAS restringia esta de ASSUMIR as suas funções enquanto sucessora da Linhagem extinta. Mas tal restrição APENAS se manteria enquanto a mesma continuasse Banida (daí a importância da revogação implícita da mesma Lei em 1950).

Com esta revogação, já a presente Linhagem podia de jure para além de de facto apresentar-se enquanto SUCESSORA da extinta Linhagem desde que se cumprissem os necessários pró-formas que uma Aclamação implicam.

Estes AINDA não aconteceram, o que eu considero a título pessoal de um perfeito absurdo... mas isso sou eu.

nau escreveu:
7. Logo que um criterioso cidadão se tenha apercebido do fundamento da instituição monárquica, prontamente abandonará as veleidades dos cripto-republicanos, procurando participar na gestão da comunidade segundo as opções pessoalmente assumidas: socialistas, comunistas, neo-liberais, etc.. E porque não ensaiar as soluções preconizadas pelo cooperativismo?
Nau


Discordo... mas eu prefiro deixar ao meu caro o exercício do Cooperativismo, preferencialmente com as exposições dos necessários exemplos práticos que possamos analisar nos dias de hoje Smile

IzNoGuud

P.S. - Estou a ler, faseadamente os posts e respostas do meu caro Nau (para que estas não deturpem as minhas respostas e percepções daquilo que o meu caro procura aqui dizer) e sinceramente a adorar as mesmas. Estas são... muito elucidativas Smile
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longair
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Local: Odivelas/VFX
Mensagem Enviada: Qui Out 22, 2009 09:00     Assunto : Re: o que nos divide Responder com Citação
 
nau escreveu:
Caro Longair,

1. Das duas, uma: ou o Povo escolhe o Chefe de Estado de X em X anos; ou o Povo aceita o princípio hereditário suportado pelo consenso de várias gerações.
2. A primeira hipótese, como é óbvio, corresponde à instituição republicana que – por sufrágio universal ou colégio restrito – elege um chefe a prazo, representando este apenas a facção que nele votou.
3. A segunda hipótese, como é evidente, corrresponde à instituição monárquica que, por respeito aos princípios democráticos, obvia disputas sectárias no topo da comunidade onde permanecem apenas os símbolos desta – a Bandeira, o Hino e o Rei.
4. Forçoso é abrir aqui um parêntesis para salientar que a Democracia é o Governo e Administração do Povo, ambas as funções realizadas através de delegados com residência na Casa da Democracia (Parlamento/Corporações de Vereadores), em cada legislatura.
5. Durante o referido periodo (legislatura) não são previstos sufrágios da mesma jaez, dado que só no fim de cada mandato é que os delegados do Povo deverão ser julgados, através do voto, pela gestão realizada.
6. A genealogia claramente estabelece o presuntivo herdeiro – directo ou proveniente do ramo colateral – sempre na linhagem e primogenitura assumida quando da morte do soberano reinante. Morreu o Rei. viva o Rei!.
7. A derrogação do presuntivo herdeiro só poderá ter lugar na Casa da Democracia pelo que, para todos os efeitos, o título hereditário recai no actual Duque de Bragança, D. Duarte Pio, servindo as contestações realizadas por minorias para pôr em causa os fundamentos da própria instituição monárquica – incongruência? distracção? interesses particulares? estratagemas de cripto-republicanos?
Um abraço,

Nau


Nos pontos 1, 2, e 3 a resposta esta na Holanda como passou de uma republica para uma Monarquia, pontos 4 e 5 podem funcionar em qualquer regime seja Monarquico ou republicano, pontos 6 e 7, portugal teve varias dinastias reinantes, de quase todas existe um actual representante vivo (acho) e se se refere á ultima como a unica a usar o Titulo de Rei então não se esqueça da linha dos Bragança do Brasil que essa sim é muito mais directa como herdeira presuntiva do Reino de Portugal, mas e não for esse o caso então se morreu o Rei, Viva o Rei, morreu uma Dinastia Viva a Nova Dinastia e mesmo assim se não se conseguir promover esse caso, volto ao mesmo, em face de 3 ou 4 possiveis Monarcas para Portugal, deixemos o Povo escolher quem quer como seu rei, pois é o Povo que é Rei de uma Nação, não o contrário, é o Povo quem faz e desfaz Smile
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C. Longair
 
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