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nau
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Mensagens: 418

Mensagem Enviada: Sáb Mar 06, 2010 15:11     Assunto : O que divide Responder com Citação
 
Caro IzNoguud,

1. Tenho lido, sempre com a atenção devida e muito agrado, os seus comentários mas, por razões de indisponibilidade, devo salientar apenas aquilo que nos divide, ficando para altura mais oportuna as questões relativas às estratégias políticas de D. João VI, à popularidade de D. Miguel (ler Camilo) ou à saga das duas Coreias.

2. Incontestavelmente, a Lei tem várias leituras possíveis, sendo curial não esquecer que a mesma existe para servir a Comunidade e não o contrário. A cultura latina segue a tendência codificatória (napoleónica) isto é, a última versão anula a precedente, enquanto a anglo-saxónica enriquece o Direito pela acumulação das disposições legislativas, usadas de acordo com as circunstâncias e, sobretudo, o bom-senso. O racionalismo (exacerbado no século XVIII) é importante numa função esquematizável; desumaniza-se sem uma tradição enriquecedora.

3. Quando as decisões do parlamento contrariavam as expectativas do rei inglês, o "speaker" - isto é, o mensageiro que, de viva voz, transmitia as decisões parlamentares - era a vítima das iras do frustrado destinatário. Nos nossos dias, após a eleição do "speaker" pelos seus pares, este é levado à força para o cadeirão que lhe está reservado, manifestando o eleito assim o seu descontentamente, tal como outrora faziam os angustiados predecessores. Os direitos conquistam-se por actos deliberados (é importante salvaguardar a memória) de sustentação judiciosa. A lei é apenas uma formalidade contingencial.

4. Também os grandes senhores dos tempos medievais, quando se sentiam igualmente prejudicados pelas decisões parlamentares, deslocavam-se à dita assembleia, com grande número de sequazes, armados de razões contundentes, o que, à cautela, deu origem à disposição de ser vedado o acesso a todos aqueles que batessem a porta daquele forum com armas na mão.

5. Um bem humorado membro do parlamento poderia, para criar embaraços aos trabalhos em curso na assembleia e/ou para irritar um seu colega da oposição desprevenido, alegar que o mesmo deveria ser expulso por, num recôndito bolso, forro do casaco ou carteira, possuir uma arma de defesa pessoal. Porém tal não é expectável na velha Albion por uma questão de bom-senso. Isto quer dizer, no Reino Unido há leis tão antigas como a idade do Parlamento que poderão ser invocadas para sustentar uma petição, uma ocorrência, um projecto que seja relevante para o bem da Comunidade. O acto político congemina-se e dinamiza-se independentemente de qualquer regra formal e consoante o interesse que possa suscitar na Comunidade.

6. O bom-senso (e não só) impede-me de afirmar que, por ser monárquico, não aceito as leis promulgadas pela República; por simpatizar com a rainha Dona Carlota Joaquina (e não é o caso) dar morras à Constituição de 1820; ou não aceitar as decisões das Cortes convocadas por D. Miguel por estas serem o espelho das maquinações da Igreja. Para mim não é a Lei que é importante; importante são os interesses da Comunidade, tal como foi o banimento imposto em Évora Monte para consolidar a vitótria da facção liberal, ou o banimento à Casa de Bragança decretado após a implantação da República.

7. Falar das convulsões ocorridas no país sem ter presente os interesses em conflito (no início do século XIX: a velha guarda, os "afrancesados", o anquilosado clero, a descrépita e ruralizada nobreza, a ascendente burguesia deslumbrada pelo poder, etc.; no fim do século XIX: a velha "guarda", os "afrancesados", o anquilosado clero, a emburguesada nobreza, etc.) é ter visões distorcidas da realidade. O que importa é fomentar o aparecimento de cidadãos criteriosos, pois estes não terão qualquer interesse em sustentar lutas no topo da instituição (fatalidade republicana), totalmente orientados para a gestão do bem comum, possível desde que o bom-senso, de facto, prevaleça.

Nau

P.S.: Uma revolução em Portugal é impensável - quando muito, uma rebelião contra a ordem estabelecida, comme d'habitude. Sugiro que os vários pretendentes, juntamente com os candidatos republicanos, se submetam ao sufrágio universal para a Presidência da República. Quem ganhar que mude ou mantenha o regimen. Genial!
 
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nau
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Mensagem Enviada: Sáb Mar 06, 2010 15:12     Assunto : O que divide Responder com Citação
 
Caro IzNoguud,

1. Tenho lido, sempre com a atenção devida e muito agrado, os seus comentários mas, por razões de indisponibilidade, devo salientar apenas aquilo que nos divide, ficando para altura mais oportuna as questões relativas às estratégias políticas de D. João VI, à popularidade de D. Miguel (ler Camilo) ou à saga das duas Coreias.

2. Incontestavelmente, a Lei tem várias leituras possíveis, sendo curial não esquecer que a mesma existe para servir a Comunidade e não o contrário. A cultura latina segue a tendência codificatória (napoleónica) isto é, a última versão anula a precedente, enquanto a anglo-saxónica enriquece o Direito pela acumulação das disposições legislativas, usadas de acordo com as circunstâncias e, sobretudo, o bom-senso. O racionalismo (exacerbado no século XVIII) é importante numa função esquematizável; desumaniza-se sem uma tradição enriquecedora.

3. Quando as decisões do parlamento contrariavam as expectativas do rei inglês, o "speaker" - isto é, o mensageiro que, de viva voz, transmitia as decisões parlamentares - era a vítima das iras do frustrado destinatário. Nos nossos dias, após a eleição do "speaker" pelos seus pares, este é levado à força para o cadeirão que lhe está reservado, manifestando o eleito assim o seu descontentamente, tal como outrora faziam os angustiados predecessores. Os direitos conquistam-se por actos deliberados (é importante salvaguardar a memória) de sustentação judiciosa. A lei é apenas uma formalidade contingencial.

4. Também os grandes senhores dos tempos medievais, quando se sentiam igualmente prejudicados pelas decisões parlamentares, deslocavam-se à dita assembleia, com grande número de sequazes, armados de razões contundentes, o que, à cautela, deu origem à disposição de ser vedado o acesso a todos aqueles que batessem a porta daquele forum com armas na mão.

5. Um bem humorado membro do parlamento poderia, para criar embaraços aos trabalhos em curso na assembleia e/ou para irritar um seu colega da oposição desprevenido, alegar que o mesmo deveria ser expulso por, num recôndito bolso, forro do casaco ou carteira, possuir uma arma de defesa pessoal. Porém tal não é expectável na velha Albion por uma questão de bom-senso. Isto quer dizer, no Reino Unido há leis tão antigas como a idade do Parlamento que poderão ser invocadas para sustentar uma petição, uma ocorrência, um projecto que seja relevante para o bem da Comunidade. O acto político congemina-se e dinamiza-se independentemente de qualquer regra formal e consoante o interesse que possa suscitar na Comunidade.

6. O bom-senso (e não só) impede-me de afirmar que, por ser monárquico, não aceito as leis promulgadas pela República; por simpatizar com a rainha Dona Carlota Joaquina (e não é o caso) dar morras à Constituição de 1820; ou não aceitar as decisões das Cortes convocadas por D. Miguel por estas serem o espelho das maquinações da Igreja. Para mim não é a Lei que é importante; importante são os interesses da Comunidade, tal como foi o banimento imposto em Évora Monte para consolidar a vitótria da facção liberal, ou o banimento à Casa de Bragança decretado após a implantação da República.

7. Falar das convulsões ocorridas no país sem ter presente os interesses em conflito (no início do século XIX: a velha guarda, os "afrancesados", o anquilosado clero, a descrépita e ruralizada nobreza, a ascendente burguesia deslumbrada pelo poder, etc.; no fim do século XIX: a velha "guarda", os "afrancesados", o anquilosado clero, a emburguesada nobreza, etc.) é ter visões distorcidas da realidade. O que importa é fomentar o aparecimento de cidadãos criteriosos, pois estes não terão qualquer interesse em sustentar lutas no topo da instituição (fatalidade republicana), totalmente orientados para a gestão do bem comum, possível desde que o bom-senso, de facto, prevaleça.

Nau

P.S.: Uma revolução em Portugal é impensável - quando muito, uma rebelião contra a ordem estabelecida, comme d'habitude. Sugiro que os vários pretendentes, juntamente com os candidatos republicanos, se submetam ao sufrágio universal para a Presidência da República. Quem ganhar que mude ou mantenha o regimen. Genial!
 
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Mensagem Enviada: Sáb Mar 06, 2010 15:25     Assunto : O que nos divide Responder com Citação
 
Caro IzNogud,

1. tenho lido, sempre com a atenção devida e muito agrado, os seus comentários mas, por razões de indisponibilidade, devo salientar apenas aquilo que nos divide, ficando para altura mais oportuna as questões às estratégias políticas de D. João VI, à popularidade de D. Miguel (ler Camilo) ou à saga das duas Coreias.

2. Incontestavelmente, a Lei tem várias leituras possíveis, sendo curial não esquecer que a mesma existe para servir a Comunidade e não o contrário. A cultura latina segue a tendência codificatória (napoleónica) isto é, a última versão anula a preceente, enquanto a anglo-saxónica enriquece o Direito pela acumulação das disposições legislativas, usadas de acordo com as circunstâncias e, sobretudo, o bom-senso. O racionalismo (exacerbado no século XVII) é importante numa função esquematizável; desumaniza-se sem uma tradição enriquecedora.

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Mensagem Enviada: Sáb Mar 06, 2010 15:35     Assunto : O que divide Responder com Citação
 
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3. Quando as decisões do parlamento contrariavam as expectativas do rei inglês, o "speaker" - isto é, o mensageiro que, de viva voz, transmitia as decisões parlamentares - era a vítima das iras do frustrado destinatário. Nos nossos dias, após a eleição do "speaker" pelos seus pares, este é levado à força para o cadeirão que lhe está reservado, manifestando o eleito assim o seu descontentamento, tal como outrora faziam os angustiados predecessores. Os direitos conquistam-se por actos deliberados (é importante salvaguardar a memória) de sustentação judiciosa. A lei é apenas uma formalidade contingencial.

4. Também os grandes senhores dos tempos medievais, quando se sentiam igualmente prejudicados pelas decisões parlamentares, deslocavam~se à dita assembleia, com grande número de sequazes, armados de razões contundentes, o que, à cautela, deu origem à disposição de ser vedado o acesso a todos aqueles que batessem à porta daquele forum com armas na mão.

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Mensagem Enviada: Sáb Mar 06, 2010 15:43     Assunto : O que divide Responder com Citação
 
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5. Um bem humorado membro do parlamento poderia, para criar embaraços aos trabalhos em curso na assembleia e/ou para irritar um seu colega da oposição desprevenido, alegar que o mesmo deveria ser expulso por, num recôndito bolso, forro do casaco ou carteira, possuir uma arma de defesa pessoal. Porém tal não é expectável na velha Albion por uma questão de bom-senso. Isto quer dizer,no Reino Unido há leis tão antigas como a idade do Parlamento que poderão ser invocadas para sustentar uma petição, uma ocorrência, uma projecto, desde que seja relevante para o bem da Comunidade. O acto político congemina-se e dinamiza-se independentemente de qualquer regra formal e consoante o interesse que possa suscitar na Comunidade.

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Mensagem Enviada: Sáb Mar 06, 2010 15:52     Assunto : O que divide Responder com Citação
 
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6. O bom-senso (e não só) impede-me de afirmar que, por ser monárquico, não aceito as leis promulgadas pela República; por simpatizar com a rainha Dona Carlota Joaquina (e não é o caso) dar morras à Constituição de 1820; ou não aceitar as decisões das Cortes convocadas por D. Miguel por estas serem o espelho das maquinações da Igreja. Para mim não é a Lei que é importante; importante são os interesses da Comunidade, tal como foi o banimento imposto em Évora Monte para consolidar a vitória da facção liberal, ou o banimento da Casa de Bragança decretado após a implantação da República.

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nau
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Mensagem Enviada: Sáb Mar 06, 2010 16:03     Assunto : O que divide Responder com Citação
 
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7. Falar das convulsões ocorridas no país sem ter presente os interesses em conflito (no início do século XIX: a velha guarda, os "afrancesados", o anquilosado clero, a decrépita e ruralizada nobreza, a ascendente burguesia deslumbrada pelo poder, etc.; no fim do século XIX: a velha "guarda", os "afrancesados", o anquilosado clero, a emburguesada nobreza, etc.) é ter visões distorcidas da realidade. O que importa é fomentar o aparecimento de cidadãos criteriosos, pois estes não terão qualquer interesse em sustentar lutas no topo da instituição (fatalidade republicana), totalmente orientados para a gestão do bem comum, possível desde que o bom-senso,de facto, prevaleça.

Nau

P.S.: Uma revolução em Portugal é impensável - quando muito, uma rebelião, comme d'habitude. Sugiro que os vários pretendentes, juntamente com os candidatos republicanos, se submetam ao sufrágio universal para a Presidência da República. Quem ganhar que mude ou mantenha o regimen. GENIAL!
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Mar 08, 2010 16:53     Assunto : Responder com Citação
 
Eu gostava de perguntar ao nosso caro Nau se estamos, uma vez mais, perante um erro por parte daqueles que fazem o favor de transcrever os seus pensamentos para o www.monarquicos.com visto que, o texto que surge exposto a 06 de Março às 15:12, aparece depois partido em diversos textos, igualmente expostos a 6 de Março mas a começar às 15:25 e a prolongar-se até às 16:03.

Peço-lhe, já que tem de recorrer a terceiros para colocar os seus textos, que se tenha a atenção de os entregar os mesmos a uma única pessoa que o faça OU no caso de lhe ser mais fácil entregar a várias pessoas... ao menos que estas ANTES de colocarem os textos, procurem ver se mais ninguém (do mesmo "grupo") o fez antes.

Pois a ideia com que estou a ficar é a de que o meu caro Nau participa, pois acha que há matéria a discutir e a debater, enquanto que o seu "grupo" de associados (que se presta a postar aqui as suas opiniões) se resume a fazer um mero "trabalho de casa", visto que para todos os efeitos nem se dá ao trabalho de ler quer aquilo que posta, quer aquilo que já foi postado.

Desculpe-me o desabafo, mas se os posts do meu caro Nau SÃO por demais interessantes e merecem toda a nossa atenção. Algumas vezes a forma como é exposto denota quer desinteresse (pela própria mensagem como por este espaço e membros do mesmo) quer por vezes uma quase incompreensão dos mesmos ao se postarem textos os quais se referem a outros espaços sem que seja dada essa informação, levando a que se perca tempo precioso à procura das potenciais referências que são aludidas apenas para que se procure confirmar SE os mesmos textos fazem uma alusão a comentários feitos neste ou noutros espaços.

Peço-lhe assim, igualmente, que SE se referir a outros espaços que por favor os apresente, assim como que se faça uma citação dos textos que estão a ser comentados por forma a que dessa forma se simplifique a leitura a quem se debruça ao estudo dos textos do meu caro Nau.

Dessa forma, tanto o meu caro valoriza este espaço, como aqueles de onde retira os seus textos e os autores dos mesmos (concorde ou não com estes).

Falo é claro de referências que foram feitas ANTES das últimas feitas a textos da minha autoria no Facebook, uma vez que essas estão perfeitamente frisadas..

IzNoGuud
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sex Mar 19, 2010 15:26     Assunto : Responder com Citação
 
Aproveitando para pegar nos textos do nosso caro Nau, sobre os quais ainda não me tinha debruçado.

Nau escreveu:
2. De facto, meu Caro IzNoguud, o seu entendimento quanto à Monarquia Social está correcto; mas no que respeita ao adjunto predicativo cooperativista (Monarquia Social Cooperativista)... aí é que a porca torce o rabo. Lamento dizer-lhe: enganarou-se.


Entendo a Monarquia Social e o porquê da necessidade desta, mas não compreendo o porquê de uma Monarquia Social Cooperativista... Boa onda!

Acredito que sim, afinal ainda não depreendi qual a mais valia que esta última traria aos Portugueses.

Nau escreveu:
O cooperativismo não é uma doutrina totalitária, nem sequer socialista! Nem tão pouco liberal!


Isso resta ao meu caro provar. Eu, sinceramente acredito na sua palavra. Mas, igualmente sinceramente, não denoto o valor que o meu caro atribui ao Cooperativismo visto que por mais que o aplicássemos continuaríamos sob uma Economia de Mercado. A qual traria resultados óbvios...

Nau escreveu:
3 Como cooperativista defendo a entre-ajuda, o diálogo e o consenso;


Creio que não é preciso ser-se cooperativista para se defender o mesmo. A não ser que sejamos "cooperativistas" sem o saber (deve ser como ser-se Monárquico ou Republicano... metade das pessoas não sabe o que é, ou sequer dá por isso lol).

Nau escreveu:
...como democrata pugno por uma Monarquia Social por esta obviar, no topo da institução, a promiscuidade entre chefes a prazo e a função democrática.


Eu como democrata observo que a Monarquia, por pugnar no topo da instituição contra a promiscuidade entre chefes a prazo e a função democrática, permite uma melhor implementação da mesma democracia conforme esta é por todos desejada.
No entanto, apesar de tal poder servir para alguns, enquanto razão para que se seja monárquico, não é só por si o motivo que faz de mim um monárquico.

A instituição monárquica consegue servir melhor de elo entre o passado, presente e previsível futuro para todo um Povo. Servindo de mote para que cada um na sua individualidade ao pugnar por um objectivo, o sinta em si como elemento de todo um Povo junto numa demanda por um futuro melhor.

Nau escreveu:
...A tónica social prenuncia o fim das élites (quer de Direita, quer de Esquerda) através do aumento em número dos cidadãos criteriosos, estes motivados pelo associativismo.


A tónica social prenuncia, de facto, o fim das elites. Mas tal apenas SE a mesma Sociedade se der conta de que o presente modelo IMPEDE que todos possamos avançar em torno de um objectivo comum, avançando presentemente cada um virado para os objectivos pessoais e introvertidos dos mesmos.

Nau escreveu:
4. todos os esquemas políticos - burgueses, demagógicos ou tecnocráticos - apenas procuram assegurar a continuidade dos possidentes parasitários, dos oportunistas e/ou de minorias profissionais da política que, não podendo ser erradicados da Comunidade, serão contidos (volto a repetir) pelo aumento em número dos cidadãos criteriosos, i.e., aqueles que sabem o que melhor lhes convém e, nessa conformidade, se organizam para a defesa dos seus interesses.


O cooperativismo não deixa de ser apenas mais um "esquema" político. E de tudo aquilo que o meu caro nos tem apresentado a favor do Cooperativismo, sinceramente, nada vejo que possa vir a mudar alguma coisa.

Nau escreveu:
5. Tenho tido sempre o cuidado de chamar a atenção das pessoas para o facto do colectivismo (meios de produção comuns a todos os membros da Comunidade) nada ter que ver com o cooperativismo (acção concertada entre várias pessoas para determinados fins) pelo que o aspecto jocoso da viatura pessoal ser partilhada por todos (colectivismo) ou apenas por um número restrito de pessoas (cooperativismo) só é possível nos momentos em que o meu Caro IzNoguud se encontra bem humorado e, sobretudo, mal informado.


Lol... O humor sempre vez bem à saúde,no entanto a defesa de meios de produção e a aposta na auto-suficiência ao mesmo tempo que se promove a preferência pelos produtos nacionais é, de facto, uma mais valia e de uma capital importância HOJE, como sempre o foi, mas estes objectivos ou projectos para serem implementados não precisam que nos convertamos ao Cooperativismo, somente que passemos a dar ouvidos ao bom-senso e ao interesse Nacional.

Nau escreveu:
Parafraseando os Antigos, também o grande Homero, por vezes, dormitava.


Presumo que o problema fosse saber quando é que este dormitava...

Nau escreveu:
6. No colectivismo (doutrina totalitária) há sempre uma minoria dirigente (tecnocratas políticos) que estabelece e fiscaliza os programas de produção e distribuição na Comunidade - a propriedade, teoricamente, é de todos. No cooperativismo, os membros associados por determinação própria vão disponibilizando os meios necessários para cada empreendimento que tenham concertado entre si (por isso o capital da cooperativa é variável) tornando a massa associativa solidariamente responsável pelos resultados obtidos - os êxitos serão distribuidos em função e juntamente com os fundos disponibilizados;


Smile Na pior das hipóteses... caímos numa "Ditadura", isto no caso de se subverter os princípios cooperativistas (o que até já aconteceu pela Europa fora... e não só). Na melhor das hipóteses, os Portugueses repartem-se por N cooperativas, todas com âmbitos distintos por forma a que não exista uma competitividade entre as mesmas, e esperamos que estas produzam "lucro" suficiente para que todos fiquem satisfeitos com aquilo que têm.
Desculpe-me... ainda estou a dormir Wink

Nau escreveu:
...os desaires serão, obviamente por todos suportados - o que os torna unha com carne.


Afinal também há competitividade entre as cooperativas! O que vai implicar que, bem lá no fundo, não se passe da mesma Economia de Mercado que hoje temos e onde, ao invés de serem "Sociedades Anónimas", entre outros grupos não conhecidos de "investidores", a ficarem com os lucros. Serão os nossos conhecidos "cooperativistas", arrisco-me até a afirmar de "Tycoons" do Cooperativismo.
Isto é claro que SE saltarmos o necessário tempo, em economia de mercado, para que atinjamos um "finalmente" e lá teremos nós as tais minorias dirigentes que estabelecem e fiscalizam a produção e distribuição (afinal de contas serão, estes, os sócios da mesma cooperativa... de sucesso).

E pensar que eu sonho com Cortes, ou o seu equivalente... bem que podia estar a sonhar com "efectivos" (pelo menos teria mais possibilidade de rentabilização).

Nau escreveu:
7. O cooperativismo combate, efectivamente, quer o capitalismo liberal (mercados desregulados), quer o capitalismo de Estado (mercados burocratizados).


E ainda me há-de dizer onde é que o "seu" cooperativismo se afasta disto.

Nau escreveu:
Segundo parece, o meu Caro IzNoguud defende uma instituição monárquica nos moldes emburguesados europeus, com visões cosmésticas.


Então permita-me que lhe diga que está errado Smile

Nau escreveu:
...Sou mais terra-a-terra e defendo a dita instituição política mas pugnando pela reforma das mentalidades, possível através do cooperativismo, pois este motiva os cidadãos criteriosos a discutirem entre si os meios e os esforços adequados para satisfacção das necessidades das pessoas envolvidas, sendo uma alternativa eficaz - quer à tendência burocratizante (socialista, comunista ou social-fascista), quer ao engodo desenvolvimentista pseudo liberal (timocrático, fascista, corporativista ou meramente partidocrático).


Defendo PRECISAMENTE a MESMA COISA, mas consigo dispensar pelo meio o Cooperativismo que defende.


IzNoGuud
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