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Índice do Fórum : Cooperativismo
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vm
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Mensagem Enviada: Qua Out 17, 2007 12:54     Assunto : Responder com Citação
 
Tenho seguido o debate sobre o cooperativismo com algum interesse porque também acabo por me ver envolvido em situações semelhante s a algumas aqui apresentadas. Pessoalmente acho o cooperativismo um conceito interessante mas fico com uma impressão pouco positiva sore a generalidade das cooperativas ao ver o panorama nacional na matéria.
Analisando as cooperativas agrícolas por exemplo, é deplorável ver como estas frequentemente, se não mesmo quase sempre, falham na modernização e adopção de novas técnicas, recursos e meios por se encontrarem fechadas sobre si mesmas devido aos hábitos adquiridos com os anos, direcções nem sempre atentas e uma falta de espirito inovador que consiga combater os problemas da agricultura nacional numa escala mais local.

A minha grande questão, e aqui devo sublinhar que não sou perito em cooperativas e o meu conhecimento se baseia apenas nas relações profissionais que tenho com algumas e nas semelhanças que apresentam com outras formas de associativismo, é a seguinte:

1. Até que ponto as cooperativas são eficientes na definição de políticas de gestão, especialmente quando os mercados são exigentes (ou as condições políticas, caso a cooperativa seja de âmbito político)

e

2. Até que ponto o principio de partilha de funções e ganhos em que penso se assenta o cooperativismo permite a real atribuição de responsabilidades adequadas aos seus membros, não se caindo no amadorismo ou na atribuição de funções com base em factores que não os da competência.

Por outro lado o capitalismo dito selvagem em que medida é controlado pelo cooperativismo? Não serão apenas as companhias tradicionais substituidas pelas cooperativas? E não serão as empresas tradicionais mais eficientes na criação de riqueza? Talvez esteja então o problema no Estado e na sua definição da distribuição da riqueza, nomeadamente através das políticas fiscais. Enfim apenas algumas questões e divagações!

Abraço
 
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nau
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Mensagem Enviada: Qui Out 18, 2007 02:27     Assunto : Responder com Citação
 
CECIM, por que não?

Caro VM,

1. Tem toda a razão. As cooperativas definham pelo acomodatismo de algumas direcções que teimam em não se renovar – vão estando. Por outro lado, a massa associativa que, num condomínio privado, deveria assumir as suas obrigações com regularidade, alega outros prementes interesses e, à boa maneira lusa, vai criticando (em surdina) tudo o que se faz e nada, de concreto, propõe.
2. A cooperativa é uma família, ou antes, uma “irmandade”: todos devem participar nos trabalhos desta e, dado que o Capital é variável, a Direcção poderá sempre aumentar os investimentos consoante os planos de actividades que estabelecer e de acordo com as necessidades dos seus membros.
3. Vulgarmente a cooperativa transforma-se numa corporação pois, em vez do espírito de entre-ajuda, prevalece um conjunto de pessoas que gerem os negócios como se de uma Repartição Pública se tratasse, isto é, a cooperativa paga-lhe o ordenado e o empregado defende o seu posto de trabalho, nem sempre com muito entusiasmo.
4. Segundo a Recomendação 193 da OIT , a cooperativa é uma “associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais, por meio de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática”. Se a cooperativa com que trabalha não se verificarem estes princípios, esta nada tem de cooperativa pois não passa de uma corporação, isto é, uma Repartição Pública – existe mas não funciona.
5. Tratando-se de uma cooperativa agrícola, num meio em que todos se conhecem, importa saber qual o objectivo principal:
- produção agrícola? agro-pecuária? etc.
- como é definida a sua actividade (recolha, transformação, armazenagem, escoamento de bens e produtos)?
- aquisição de alfaias e/ou animais destinados às explorações dos seus membros ou à sua actividade própria?
- usufruto comum das instalações ou serviços; apoio técnico, económico, financeiro, comercial ou administrativo?
- gestão de águas de rega, obras e equipamentos?
- e tipo de património: prédios rústicos, instalações fabris; unidades de armazenagem, conservação ou manipulação de produtos.
- e personalidade jurídica (ver estatutos).
- e capacidade para contrair empréstimos ou realizar outras operações financeiras.
- e montante do Capital mínimo?
- e como está prevista a entrada de novos membros - subscrição de capital, quotas, obrigações, etc.

6. Caso não esteja familiarizado com as técnicas de análise financeira e dos resultados constantes dos relatórios oficiais, é conveniente pedir o parecer de um técnido qualificado, a fim de se aperceber das razões da estagnação da cooperativa.
7. Finalmente, trocar opiniões com alguns dos membros da cooperativa; verificar interesse destes em dinamizar as suas actividades; possibilidade de organizar um núcleo duro para se candidatar à Direcção nas próximas eleições.
8. Não esqucer que o objectivo da cooperativa é a entre-ajuda, logo não precisa de ser a Padeira de Aljubarrota, de pá em riste, mas sim um cooperante responsável e, se possível, partilhe, connosco, as suas experiências.
9. Quanto á eficiência das cooperativas, sem dúvida que esta depende da capacidade dos seus membros, procurando-se na entre-ajuda superar a dificuldade que o agricultor isolado teria no acesso a novas tecnologias e na colocação dos seus produtos. A cooperativa é uma das linhas de combate ao Capitalismo selvagem dado que escapa ao controlo financeiro deste; supera as empresas convencionais por não ter “empregados”, mas sim membros empenhados no progresso da sua cooperativa.
10. As políticas fiscais e a redistribuição da riqueza são do foro governamental. Se me permite, voltarei ao assunto, no âmbito dos desafios que se apresentam à sociedade portuguesa.

Cordiais saudações cooperativistas,

Arnaldo (Nau)
 
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vm
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Mensagem Enviada: Ter Out 23, 2007 16:26     Assunto : Responder com Citação
 
Escrevo aqui na sequência de um outro tópico, sobre associativismo de inspiração monárquica.
Como já disse no outro tópico, penso que a intervenção junto da comunidade pode representar uma forma de chegar junto das pessoas e ao mesmo tempo mostrar que muitos monárquicos estão de facto interessados em fazer algo pelo país como cidadãos activos.
Embora tenha já percebido que muitos monárquicos online são apenas isso e nada mais fazem pelo país do que vir aqui escrever, acho que são muitos os que podem contribuir para mudar a imagem que a população tem dos monárquicos e até aumentar os nossos números e capacidade de organização.

Na prática em que medida e em que áreas poderíamos nós lançar projectos, de espirito monárquico (mesmo que não declarado) em que fossemos úteis? Consigo lembrar-me, de repente, defesa civil especialmente na vertente de equipas comunitárias (e aqui acho que o espirito cooperativista encaixa que nem uma luva), apoio social e desenvolvimento regional.

O que me dizem?
 
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nau
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Mensagem Enviada: Ter Out 23, 2007 21:07     Assunto : Responder com Citação
 
Caro VM,

1. A sua sugestão é bem-vinda; espero que mereça o apoio geral.
2. Também lembro os projectos pendentes:
- Prelo Real – Livreiros e Editores, SCRL;
- RUS – Real Universidade Senior, SCRL;
- RRL – Real Radiodifusão Lusitana, SCRL.
Já agora (e por que não) a velha LTM – Liga dos Trabalhadores Monárquicos?
3. O Prelo Real poderia funcionar numa pequena loja (deram-me, como exemplo, a Livraria Petronius, em Lisboa, numa rua perpendicular à Rua do Ouro.
A RUS necessita, pelo menos, de quatro salas e era interessante que funcionasse com professores jubilados (línguas: francês, inglês, alemão, latim; novas tecnologias: informática; história: nacional e universal; etc.). Não esquecer que os idosos são também votantes e carecem de espaços adequados para se encontrarem.
Finalmente, a RRL; existe uma firma britânica (ou norte-americana?) que fornece projectos chave na mão. Para começar, um pequeno emissor em Lisboa, articulado à RUS e ao Prelo Real seria ouro sobre azul.

Cordiais saudações cooperativistas,

Arnaldo (Nau)

P.S.: todos os projectos acima referidos são auto-sustentáveis

Nota do Administrador: Apaguei um post repetido... Ass: IzNoGuud
 
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vm
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Mensagem Enviada: Qui Out 25, 2007 14:47     Assunto : Responder com Citação
 
Em relação às cooperativas acima citadas gostaria de perguntar se estas terão fins lucrativos.
Sinceramente acho uma excelente ideia e de facto com os avanços tecnológicos, muitos dos objectivos acima indicados podem ser concretizados sem um esforço financeiro demasiadamente pesado.
Pessoalmente acho que o Prelo e a Radiodifusão poderiam ser agrupadas num unico projecto, criando uma Imprensa Real, SCRL ou algo semelhante. Dessa forma evitava-se a duplicação de esforços e meios podendo existir uma interacção mais profunda entre os diferentes meios de comunicação.
Em relação à RUS, porque não um Centro de Estudos, que promovesse cursos, workshops, congressos mas para toda a população e não apenas os 'séniores'.

Quanto à Liga dos Trabalhadores Monárquicos, essa ideia é excelente. Trazer a monarquia para o dia-a-dia e preocupações dos trabalhadores é fundamental (atenção que quando falo de trabalhadores falo de todos e não só do operariado!!). De facto esse conceito não é novo e deveria ser ressuscitado pois bem que poderia servir a Causa muito eficientemente.

Em relação à Defesa Civil, que referi em cima, penso que é algo que poderia ser interessante, mesmo que fora do âmbito monárquico e não muito complicado de colocar em prática. Não penso em algo como os bombeiros voluntários que se dedicam ao salvamento 'pesado' mas sim a equipas que, ans suas comunidades se organizam para levar a cabo missões de resposta nos primeiros momentos após um desastre. Estas equipas, autónomas mas ligadas por um sistema de coordenação e comunicações podem desempenhar um papel fundamental na preparação dos cidadãos, prevenção de desastres e resposta antes que as autoridades consigam pôr no terreno os meios necessários. Em caso de sismo, e ele virá, estas equipas comunitárias podem fazer toda a diferença. Tive já a oportunidade de pertencer a organizações que promoviam este tipo de projectos e devo sublinhar que das equipas muitas vezes são promovidas iniciativas fora do seu âmbito mas de grande relevância social e cultural. Convido os membros deste fórum a levar a sério esta ideia e colaborar na sua colocação em prática.
Os principios cooperativistas, pelo que entendo deles, adaptam-se perfeitamente aos objectivos a que estas unidades se propõem. Consigo ainda garantir desde já o apoio técnico de diversas entidaes que podem fornecer elementos e materiais importantes para o desenvolvimento do projecto.

Já agora aproveito para propor uma reunião de trabalho para se discutirem estas matérias. Acho que pessoalmente tudo avança mais rapidamente. Sinceramente também não sei até que ponto as iniciativas indicadas pelo colega Nau estão já em marcha. Enfim fica a minha disponibilidade.
 
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nau
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Mensagem Enviada: Sex Out 26, 2007 14:58     Assunto : CECIM - VIII Responder com Citação
 
CECIM, por que não?


Caro VM,

1. O seu entusiasmo, bom-senso e energia tocam-me profundamente; fico igualmente surpreendido com o seu conhecimento em certas áreas que são importantes e, colocadas ao serviço da divulgação da doutrina monárquica, uma mais-valia.
2. Sou um homem dos paradoxos. Tenho o meu tempo todo ocupado e muito tempo livre. O segredo reside no facto de estar apoiado por olhos e ouvidos de Bons Amigos que tornam o diâmetro do círculo onde me desloco incomensurável. Tenho uma Xantipa (que é uma fera, mas muito querida) e uma fillha “problemática” (mas adorável); embora as distâncias (geográficas) entre nós sejam frequentes (quando nos encontramos é uma festa!) mantemo-nos sempre em contacto através de números telefónicos que são só nossos - é bom, nos momentos de desalento, ouvir uma voz amiga a qualquer hora, seja dia ou noite cerrada.
3. Para onde vá, estou praticamente com as mãos a abanar (apenas a pasta com o nécessaire, o PC, o telefone e o vade mecum) pois, seja qual for o destino, encontro tudo na ordem habitual, providenciado pela minha Xantipa; e as redes de vizinhança funcionam de tal forma que, pressurosamente, nos informam quem, quando e onde nos procuraram, após a chegada de qualquer um de nós.
4. Orgulho-me de ser pai de algumas cooperativas mas a nenhuma pertenço pois seria imoral subscrever princípios de trabalho e entre-ajuda que, à partida, não poderia satisfazer. Mas trabalho em vários projectos, incluindo o do ensino à distância (que também poderá ser útil à RUS) e disponho de vários gadgets/programas – sistema organizativo da biblioteca compreendido, mas ainda não operacional, que me obriga a depender da memória e dos bons ofícios de pessoas Amigas, sempre que estendo o braço e não encontro o livro que pretendo consultar.
5. O seu desafio é importante mas (há sempre um mas!) o número de participantes activos neste forum parece ser reduzido (a minha experiência no CECIM o confirma) pelo que será necessário ir buscar gente de fora, bem seleccionada, pois há muitos monárquicos “afrancesados” que, como vulgarmente os cidadãos da Gália, embora numa discussão tenham concordado com o essencial, no fim acrescentam um “mas” reticente; de certo que são do tipo parisiense ou talvez bretão nortenho e este apenas por ainda não se ter apercebido da matéria em discussão.
6. Na minha opinião, à partida, o número de sócios de uma cooperativa deverá ser o estabelecido por lei (5 para as do tipo cultural) que se multiplicam , consoante as actividades para que estão vocacionadas, mantendo laços de entre-ajuda e até sócios fundadores comuns. As grandes cooperativas , embora mais confortáveis em termos de capital, não exercitam tão bem o espírito cooperativo, pois caiem na mão de cliks directivas e a apatia da gente lusa faz o resto.
7. O ideal será arranjar um espaço físico (emprestado, se possível), criar um núcleo duro (5 será o sificiente) e, a partir daí, construir o edifício, pedra a pedra. Os desânimos serão constantes mas, desde a primeira reunião, tente estabelecer um plano a longo, médio e curto prazo, registando as sugestões construtivas de cada um. Break a leg!

Cordiais saudações cooperativistas,

Arnaldo (Nau)
 
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Mensagem Enviada: Sex Out 26, 2007 20:25     Assunto : Responder com Citação
 
Em relação à radio-difusão, porque não começar com um pequeno sistema de produção de conteúdos e procurar distribui-los junto de rádios regionais, frequentemente carentes de conteúdos de qualidade mas que conseguem shares interessantes, especialmente entre determinados sectores da sociedade. O mesmo princípio podia também aplicar-se aos jornais locais... Enfim uma pequena divagação, ou brainstorming se preferirem!
 
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nau
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Mensagem Enviada: Sáb Out 27, 2007 19:39     Assunto : Responder com Citação
 
CECIM, por que não?


Caro VM,

1. A ideia parece-me boa, devido ao elevado número de emissores que, de certo, existem nos meios rurais. Talvez os Admnistradores deste Forum, com a experiência que têm no sector, possam dar uma mãozinha.
2. Por meu lado, tenho um amigo que trabalhava na Rádio Canadá e, recentemente, foi para Detroit(?); talvez o consiga contactar através dos antigos vizinhos. Veremos.

Cordiais saudações cooperativistas,

Arnaldo (Nau)
 
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Mensagem Enviada: Sáb Nov 03, 2007 16:27     Assunto : CECIM, por que não - IX Responder com Citação
 
CECIM, por que não?


1. Os monárquicos dão o (bom) exemplo: só compro o que é nacional! Unidade contra o perigo amarelo, explordor da mão de obra infantil, e não só!
2. Nós, monárquicos e cooperativistas, apresentámos algumas sugestões e o êxito foi tão grande que até o INSCOOP teve que fechar as portas ao Domingo por não ter capacidade de receber tantos “actos de constituição”, conforme determina o artº 88 do Código Cooperativo.
3. A “Realcoop Consumo, CRL (Real Cooperativa dos Consumidores Motivados), como o primeiro passo para a “Real Federação de Cooperativas”, marca passo. Somos poucos, embora sejam necessários apenas cinco sócios...
4. Assim, limitemo-nos a ver etiquetas ...

Cordiais saudações,

Arnaldo (Nau)
 
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nau
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Mensagem Enviada: Sex Nov 09, 2007 09:47     Assunto : CECIM, por que não? -X Responder com Citação
 
CECIM, por que não?

Falar claro.

1. Este é um espaço destinado a estudar o cooperativismo, que não a discutir a política monárquica, mas não podemos deixar de reconhecer que o desnorteamento desta última está a comprometer o franco desenvolvimento da primeira.
2. As causas do desnorteamento atrás referido poderão ser resumidas como segue:
a) Desconhecimento dos Fundamentos da Democracia e da articulação desta com a Instituição Monárquica;
b) Recorrente empolação passadista a qual só desperta interesse naqueles que sobre esta se debruçam;
c) Fraca sensibilidade para os problemas sociais;
d) Excessivo misticismo que se confunde com expectativas messiânicas ou milagrosas impossíveis de se realizarem sem o recurso ao trabalho, e trabalho duro!
3. Muitos dos indivíduos que se julgam monárquicos têm uma noção deturpada do que consiste a Democracia, bem como do princípio de um homem/um voto. Recapitulemos:
I – Na Democracia, o ideal seria que o cidadão comum pudesse ser tido e ouvido em todos os actos do governo mas, devido à multitude da comunidade, isso inviabilizaria a dinâmica governamental. Logo, o cidadão comum escolhe, periodicamente, através do voto, os Deputados para o Parlamento e, de entre estes, a tendência maioritária enformará o governo.
II – O princípio generalizado um homem/umvoto foi adoptado no Novo Mundo (século XVIII) em contraposição ao sistema elitista do Velho Continente que circunscrevia o direito de voto apenas aos possidentes. Na falta de um chefe natural e hereditário, o mesmo princípio foi utilizado na esolha de alguém que servisse de cúpula para a jovem democracia norte-americana, viciando os fundamentos apresentados em (I).
III – O Presidente da República eleito por uma facção do eleitorado, além de viciar o jogo democrático introduzindo uma figura que servirá para apoiar ou contrariar a maioria verificada no Parlamento, apenas representa a vitória de uma facção contra as restantes e nunca se afigura como Povo na sua plenitude.
4. Sempre que um monárquico sublinha a importância que a Monarquia teve na construção de Portugal esquece que esse património histórico (cheio de altos e baixos momentos) tanto pertence a monárquicos como a não monárquicos. Logo, é pouco provável que o “passadismo” seja um bom meio para o aliciamento de adeptos para a Instituição Monárquica.
5. Na falta de uma política de coesão e solidariedade, os monárquicos adoptam os princípios da doutrina social da Igreja Católica que, pelas mesmas razões expostas no paráfrafo anterior, os torna completamente indiferenciáveis dos não monárquicos.
6. Na vertigem dos tempos modernos, a preocupação do homem comum é disfrutar o que de melhor tem a vida, com manifesto horror às doenças, à falta de bens materiais (emprego incluido), à periclitância da paz e da segurança na sociedade. As interpretações do Universo numa base não científica e promessa de uma vida melhor após a morte, poucos atrai. A construção de uma sociedade mais justa só é possível com trabalho e um pouco mais de inteligência, isto é, não comprometendo o futuro.
7. O cooperativismo não é a panaceia universal e, na óptica dos parágrafos 4 e 5, pouco o poderia diferenciar dos sectores não monárquicos porém, se considerarmos a hipótese das cooperativas nascerem com a matriz proposta neste espaço, os sócios serão pequenas famílias que, no entrecruzamentos dos projectos, se multiplicam. Precisamos apenas de projectos (Cultural? Solidariedade? Consumo? Etc.) e cinco sócios ...

Cordiais saudações cooperativistas,

Arnaldo (Nau)
 
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