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Arnaldo
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Mensagem Enviada: Qua Ago 13, 2008 16:04     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECCIM, po que não?

ING.11/08/08 – I

Caro IzNoGuud,

1. O seu bom conselho para ler, criteriosa e directamente das fontes a informação disponível e daí tirar as respectivas ilações é para mim um ‘must’ e faço votos que outros possam, igualmente, seguir tão boa sugestão.
2. Quanto ao ‘Gabinete de Apoio’, lamento mas tal não existe. Nós, cooperativistas, cultivamos o espírito de entre-ajuda e, embora cada um de nós tenha projectos distintos, de acordo com a sua disponibilidade e área profissional, o certo é que dialogamos muito, mesmo quando a distância entre nós é oceânica.
3. Psicólogos, empregados comerciais, juristas, professores universitários, técnicos de contas, engenheiros mecânicos, emigrantes, técnicos do serviço social, linguistas, estudantes, etc., que fazem parte do nosso grupo (o plural resulta dos contactos que cada um mantém com colegas da sua área) permite-nos ganhar consciência de que pouco sabemos e muito dependemos uns dos outros.
4. As longas distâncias percorridas de comboio – na mão apenas a caneta, folhas soltas e os faxes que recebo em casa, mais os que vou coligindo da secretaria – alimentam as minhas horas de lazer, pelo que a informação que me é disponibilizada permite estar a par do que se passa em Lisboa e no país, com poucas horas de intervalo.
5. Num apontamento que me foi facultado (Forum Pátria) com o título ‘Monarquia Tradicional - síntese’ lê-se: “Que os poderes executivos e legislativos sejam totalmente independentes e separados, com um Chefe de Governo não responsável perante o parlamento, e com governos sem possibilidade de assumir poderes legislativos”.
6. Da ‘Acção Monárquica Tradicionalista’ transcrevo: “Por isso o Rei terá o poder de nomear livremente o Primeiro-Ministro – aconselhado embora pelo Conselho de Estado – e terá de ser o Comandante das Forças Armadas, já que estas são, face ao poder económico, o único poder capaz de proteger o Rei e o Povo do poder tiranizante e corruptor das forças oligárquicas” (Nota: entenda-se oligarquia=partido).
7. Nuno Cardoso, num apontamento ‘O Monárquico’ escreveu: “Nos nossos dias a Monarquia Tradicional apoiar-se-ia na independência do Rei e na legitimidade das Cortes. Um Rei apoiado no Conselho de Estado constituido por pessoas de elevada competência, com o poder de designar o Primeiro_Ministro fora dos contextos partidários”; isto poderá ser complementado pelo apontamento dos ‘Santos da Casa’ que reza assim: “há que recordar [ao País] os princípios, as vantagens , e a necessidade da Monarquia, para [o País] assim saber evitar o regresso à engrenagem sediça e desacreditada do sufrágio político, da balbúrdia dos partidos, da Democracia, enfim, ante-câmara do Comunismo”.

Saudações cooperativistas,

Nau

P.S.: Se conhecer textos mais precisos da “Monarquia Tradicional”, agradeço que mos recomende.
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Ago 13, 2008 16:17     Assunto : Re: cooperativismo Responder com Citação
 
Resposta a ING.11/08/08 – I

Arnaldo escreveu:
5. Num apontamento que me foi facultado (Forum Pátria) com o título ‘Monarquia Tradicional - síntese’ lê-se: “Que os poderes executivos e legislativos sejam totalmente independentes e separados, com um Chefe de Governo não responsável perante o parlamento, e com governos sem possibilidade de assumir poderes legislativos”.
6. Da ‘Acção Monárquica Tradicionalista’ transcrevo: “Por isso o Rei terá o poder de nomear livremente o Primeiro-Ministro – aconselhado embora pelo Conselho de Estado – e terá de ser o Comandante das Forças Armadas, já que estas são, face ao poder económico, o único poder capaz de proteger o Rei e o Povo do poder tiranizante e corruptor das forças oligárquicas” (Nota: entenda-se oligarquia=partido).
7. Nuno Cardoso, num apontamento ‘O Monárquico’ escreveu: “Nos nossos dias a Monarquia Tradicional apoiar-se-ia na independência do Rei e na legitimidade das Cortes. Um Rei apoiado no Conselho de Estado constituido por pessoas de elevada competência, com o poder de designar o Primeiro_Ministro fora dos contextos partidários”; isto poderá ser complementado pelo apontamento dos ‘Santos da Casa’ que reza assim: “há que recordar [ao País] os princípios, as vantagens , e a necessidade da Monarquia, para [o País] assim saber evitar o regresso à engrenagem sediça e desacreditada do sufrágio político, da balbúrdia dos partidos, da Democracia, enfim, ante-câmara do Comunismo”.


Ou seja, de modo a salvaguardar a capacidade interventiva do Rei. O meu amigo propõe a manutenção de um sistema como aquele que estava em vigor à altura de D. Carlos, com a premissa de que seja este a escolher a pessoa que melhor considere apta para Governar. Enquanto o Povo escolheria a composição do Parlamento (Casa do Povo).

Estarei errado?

IzNo
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nau
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Mensagem Enviada: Qua Ago 20, 2008 12:21     Assunto : cooprativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECIM, por que não?

TM.XXX – Monarquia do século XXI

1. Monarquia é Hereditariedade e Democracia: a primeira consiste no direito de sucessão, normal em qualquer lar português, mas que, na Instituição Monárquica, garante a representação da Comunidade numa Família por consenso popular, renovado por várias gerações; a segunda fundamenta-se no governo e administração do Povo, o qual, na impossibilidade de ser auscultado por cada acto do foro executivo, delega os seus direitos em representantes que, na Casa da Democracia, exercem tais funções por determinado periodo (legislatura).
2. Não existindo um herdeiro directo, o sucessor afigura-se a partir do ramo colateral, na mesma ordem que se transmite pela via da reprodução, dos pais aos descendentes, e desta o primogénito mais próximo no parentesco do ramo dinástico, desde que o mesmo primogénito se disponibilize para o efeito, de modo próprio. Eventuais imputabilidades ou meras condições incapacitantes (físicas ou legais) serão esclarecidas perante as Cortes, pois a estas cabe a função de aclamar ou derrogar o Presuntivo Herdeiro.
3. Dado que a efectivação das Cortes não é possível no decorrente interregno pelo facto do actual Parlamento ainda estar vinculado à Instituição Republicana, resta aos moárquicos – caso existam fundamentadas dúvidas quanto à legitimidade do Presuntivo Herdeiro ao direito de sucessão pela ordem de promogenitura – diligenciar para que se efectue uma convenção (Convenção Monárquica) em que as várias facções se revejam e acordem na política a prosseguir até ao acto aclamativo.
4. D.Duarte Pio, o Presuntivo Herdeiro, não sentirá qualquer motivação para patrocionar tal evento, tendo como certo que os contestatários apenas aproveitariam o ensejo para ganhar alguma visibilidade. Por outro lado, se a participação no mesmo fosse reduzida, de imediato o promotor seria assacado de fraco apoio popular e, em vez de um melhor entendimento entre monárquicos, contribuiria para o extremar de posições.
5. O Duque de Loulé (que se afigura como Pretendente por interposição) assaz comprometido com a aproximação pessoal a um videirinho italiano do qual, alegadamente, procurava obter apoio (eventualmente financeiro) em troca de contrapartidas pouco claras, nada fará a fim de não abalar ainda mais a sua combalida posição, a qual tem por base o facto do Presuntivo Herdeiro não ter nascido em solo pátrio, devido ao forçado exílio dos seus progenitores, esquecendo que, num compromisso político, este poderá delegar os seus direitos no filho primogénito, nado em Portugal, assumindo-se como natural Regente.
6. Da trapalhada de uma filha espúria do Rei D.Carlos I, basta frisar que não existe qualquer direito dinástico desta, nem tão pouco dos outros filhos varões e mais velhos do dito Rei que, pelo mesmo motivo, estão impossibilitados de assumir idêntico direito. A falta de coerência nas pretensões da referida filha espúria é agravada pelo facto desta ter ‘cooptado’ um cidadão italiano , isto é, tornado o dito cidadão herdeiro de direitos que não possuia e este, de modo abstruso, alegar consanguinidade, eventualmente por proceder de idêntica estirpe.
7. Dado que os custos de uma Convenção Monárquica (ou qualquer assembleia que se pretenda organizar) são muito elevados e os efeitos pouco promissores, suponho que a pendência com o Presuntivo Herdeiro se irá eternizar na base de que “será Rei de Portugal quem os Portugueses quizerem” em virtude dos próprios monárquicos negligenciarem o princípio hereditario. Que tal sermos um pouco mais pragmáticos, na linha sugerida pelo cooperativismo (diálogo e entre-ajuda) para atender às necessidades e aspirações das pessoas, através de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática?

Saudações cooperativistas,

Nau
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qui Ago 21, 2008 12:10     Assunto : Re: cooprativismo Responder com Citação
 
Resposta a TM.XXX – Monarquia do século XXI

nau escreveu:
1. Monarquia é Hereditariedade e Democracia: a primeira consiste no direito de sucessão, normal em qualquer lar português, mas que, na Instituição Monárquica, garante a representação da Comunidade numa Família por consenso popular, renovado por várias gerações; a segunda fundamenta-se no governo e administração do Povo, o qual, na impossibilidade de ser auscultado por cada acto do foro executivo, delega os seus direitos em representantes que, na Casa da Democracia, exercem tais funções por determinado periodo (legislatura).


Relativamente ao primeiro ponto, consenso esse que lhe é atribuido/confirmado nas Cortes.

Em relação ao segundo. O meu caro amigo assume que há uma impossibilidade de se auscultar o povo em situações que a estes poderiam ser atribuidas, remetendo todas as mesmas para os representantes destes.

Creio que percebendo a dificuldade do meu amigo em aceitar uma auscultação paralela ao Parlamento. Que o que falta definir por forma a não se violar este orgão de soberania, seria quando é que os Portugueses deveriam ou poderiam ser chamados a se pronunciarem sobre determinado ponto.

Sempre que tal acontecesse, seria em substituição do Parlamento, por forma a se manter a legalidade Democrática.

nau escreveu:
2. Não existindo um herdeiro directo, o sucessor afigura-se a partir do ramo colateral, na mesma ordem que se transmite pela via da reprodução, dos pais aos descendentes, e desta o primogénito mais próximo no parentesco do ramo dinástico, desde que o mesmo primogénito se disponibilize para o efeito, de modo próprio. Eventuais imputabilidades ou meras condições incapacitantes (físicas ou legais) serão esclarecidas perante as Cortes, pois a estas cabe a função de aclamar ou derrogar o Presuntivo Herdeiro.


Até ao lavar do cesto , ainda é vindima! e é tal o que se passa com as Cortes na Instituição Monárquica Portuguesa, por isso e apesar de existir um Pretendente Presuntivo, tal não é impeditivo de que não possam surgir outros Pretendentes.

Para além de que, as questões de imputabilidade, tal como muito bem o disse são (e apenas aí) esclarecidas nas Cortes e pelos integrantes destas e nunca antes (como se procura fazer).

Questiono-me sobre a primogenitura de outros descendentes de D. Pedro IV, os quais até ao momento não se manisfestaram face a uma pretensão à Coroa Portuguesa. Se estes seriam aceites caso assim se manifestassem (tal como aconteceu na França com os Bourbon)? Creio que não, por muito que a questão da Genealogia os preferisse.

nau escreveu:
3. Dado que a efectivação das Cortes não é possível no decorrente interregno pelo facto do actual Parlamento ainda estar vinculado à Instituição Republicana, resta aos moárquicos – caso existam fundamentadas dúvidas quanto à legitimidade do Presuntivo Herdeiro ao direito de sucessão pela ordem de promogenitura – diligenciar para que se efectue uma convenção (Convenção Monárquica) em que as várias facções se revejam e acordem na política a prosseguir até ao acto aclamativo.


Acho interessante o seu jogo de palavras Wink

1º Considero que a resolução da questão da Sucessão de D. Manuel II não implica Regimes, como se quer dar a entender, mas apenas a de definir uma continuidade (a qual até é do interesse da República, caso esta entre em "falência", tal como já deu a entender com a "abertura" do Dr. Salazar aquando da revogação das Leis da Proscrição e Banimento).

Ou seja, com a realização de Cortes, não se procura devolver o Regime Monárquico a Portugal e sim apenas decidir de forma definitva quem será o sucessor de D. Manuel II. Assim, o Parlamento não poderá invocar qualquer razão de cariz regimental por forma a impedir tal, visto que:

a) Não se está a comprometer o Regime Republicano, assegurado pela Constituição.

b) Se está a fazer um trabalho de Segurança Nacional ao se definir definitivamente a quem cabe a sucessão de D. Manuel II, último Rei de Portugal, na eventualidade de o Regime Republicano se vir, ou for, impedido de exercer as suas funções (por forma a impedir tal situação, D. João IV mudou a Corte para o Brasil e o Dr. Salazar preparou-se para uma invasão de Portugal na 2ª G.M. com uma eventual mudança do Governo para os Açores, logo há precedentes).

2º O meu caro amigo apenas refere a questão da primogenitura, mas esquece-se que a haver alguma dúvida a mesma não se prende a esta questão, mas sim a imputabilidades, ou como eu costumo dizer... tecnicalidades.

nau escreveu:
4. D.Duarte Pio, o Presuntivo Herdeiro, não sentirá qualquer motivação para patrocionar tal evento, tendo como certo que os contestatários apenas aproveitariam o ensejo para ganhar alguma visibilidade. Por outro lado, se a participação no mesmo fosse reduzida, de imediato o promotor seria assacado de fraco apoio popular e, em vez de um melhor entendimento entre monárquicos, contribuiria para o extremar de posições.


Pelo contrário! É de todo o interesse de D. Duarte Pio, o Presuntivo Herdeiro, o de por um ponto final nas dubialidades.

1º Tal situação implicaria que o mesmo não tem qualquer problema de vir a público cuimprir as regras pelas quais a Monarquia Portuguesa se rege.

2º Os "contestatários", vulgo termo para opositores, teriam o seu direito a falar (como seria de esperar). As suas reivindicações seriam (ou não) rebatidas. Mas dessa forma silenciadas por se terem cumprido os requisitos normais da Monarquia Portuguesa! A recusa ou suposta indiferença em se aceitar esta questão, levanta por si mais dúvidas/mal estar, que as que a realização de umas Cortes levantariam.

3º A pouca participação, se as regras fossem cumpridas, não seria justificação para nada. Visto que mesmo que os opositores viessem à posteriori denúnciar a sua participação/aceitação do mesmo evento. Este, por ter cumprido as regras que a Instituição Monárquica estipula, teria validade. A situação ficaria na mesma resolvida, fechada e seria aceite por todos aqueles que, apesar de não se reverem na pretensão de D. Duarte Pio, apenas o fazem precisamente por não se seguirem as regras estipuladas para a Sucessão de um Soberano em Portugal. Assim considero que este ponto, não é por si razão para a não realização de Cortes em Portugal.

nau escreveu:
5. O Duque de Loulé (que se afigura como Pretendente por interposição) assaz comprometido com a aproximação pessoal a um videirinho italiano do qual, alegadamente, procurava obter apoio (eventualmente financeiro) em troca de contrapartidas pouco claras, nada fará a fim de não abalar ainda mais a sua combalida posição, a qual tem por base o facto do Presuntivo Herdeiro não ter nascido em solo pátrio, devido ao forçado exílio dos seus progenitores, esquecendo que, num compromisso político, este poderá delegar os seus direitos no filho primogénito, nado em Portugal, assumindo-se como natural Regente.


Não entrando no caminho das suposições, pois considero irrelevante a situação que se pretende inculcar à pessoa em questão. Considero que SE o mesmo tiver alguma razão na sua pretensão, não será por este suposto acontecimento que o mesmo perderá a sua razão.

No entanto, o meu caro volta a brincar com as palavras recorrendo a subterfúgios Smile

Afirma que D. Pedro Folque recorre a imputabilidades por forma a negar o acesso ao Trono por parte de D. Duarte Pio. Usando como artifício a questão de que o mesmo poderá, simplesmente, "abdicar" da sua pretensão assumindo D. Afonso, seu filho, a mesma (o qual já nasceu em Portugal).

Tanto quanto me é dado a crer, esta suposta pretensão baseia-se antes na questão de que a República não teria competências/legitimidade para poder revogar Leis Monárquicas e não na questão do local de nascimento de D. Duarte Pio.

A título pessoal, considero que D. Pedro Folque está errado na sua assumpção, quanto muito que o mesmo poderá invocar que o Regime Republicano por ter ascendido ao poder através de um Golpe de Estado, não foi reconhecido pelos Monárquicos (enquanto Instituição) e como tal a Lei que revoga a Lei do Banimento, não teria validade (mantendo-se em vigor a Lei do Banimento, a qual agiria enquanto imputabilidade à pretensão de D. Duarte Pio).

nau escreveu:
6. Da trapalhada de uma filha espúria do Rei D.Carlos I, basta frisar que não existe qualquer direito dinástico desta, nem tão pouco dos outros filhos varões e mais velhos do dito Rei que, pelo mesmo motivo, estão impossibilitados de assumir idêntico direito. A falta de coerência nas pretensões da referida filha espúria é agravada pelo facto desta ter ‘cooptado’ um cidadão italiano , isto é, tornado o dito cidadão herdeiro de direitos que não possuia e este, de modo abstruso, alegar consanguinidade, eventualmente por proceder de idêntica estirpe.


Para além de considerar que esta, suposta, pretensão não tem qualquer ponto de apoio. Por razões óbvias (as tais imputabilidades)!

Vou lançar uma questão.

SE, e apenas SE, a Sra. em causa até fosse filha de D. Carlos I (e esquecendo por completo o Sr. Rosário Poidimani) esta por uma questão de primogenitura não estaria a seguir na linha de sucessão, apesar de ser "bastarda"?

Por certo que me dirão que a primogenitura, na Monarquia Portuguesa, implica algo do género:

a) A sucessão, preferêncialemente, pela via Varonil e Legitima.
b) Que não serão considerados sucessores por via ilegitima.
c) Em caso de faltar sucessão directa, esta passa ao Ramo Colateral mais próximo.

e por aí fora...

Ora... creio que "isto", não sejam mais que imputabilidades, as quais por estarem em "função" há tanto tempo, já assumiram um papel de "integradas/associadas" por inerência ao que se entende por primogenitura.

O que não é, quanto a mim, bem a mesma coisa.

nau escreveu:
7. Dado que os custos de uma Convenção Monárquica (ou qualquer assembleia que se pretenda organizar) são muito elevados e os efeitos pouco promissores, suponho que a pendência com o Presuntivo Herdeiro se irá eternizar na base de que “será Rei de Portugal quem os Portugueses quizerem” em virtude dos próprios monárquicos negligenciarem o princípio hereditario...


Uma vez mais, creio, que se procura por qualquer coisa onde se agarrar para que a não realização de Cortes tenha um qualquer "quê" de justificável. Uma vez mais, discordo!

nau escreveu:
Saudações cooperativistas,


Respeitosas saudações amigáveis,

IzNoGuud
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nau
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Mensagem Enviada: Dom Ago 24, 2008 14:29     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECIM, por que não?

TM.XXXI – Cortes Gerais

1. No berço, as Cortes Portuguesas seguiam o modelo das ‘aula’ ou ‘curia regia’ visigótica, formada por altos funcionários, nobres e dignatários do clero que, convocados pelo rei, funcionavam como conselho (consilium regis) deste para os assuntos judiciais e administrativos; no formato mais reduzido (cúria ordinária ou regular) ou numa versão mais ampla (com mais elementos e, sobretudo, procuradores locais, isto é, representantes das vilas ou cidades onde a função se realizava) que, pelas suas características de pompa e circunstância, soe dizer-se cúria extraordinária.
2. De uma forma clara e sagaz, Marcello Caetano avança com a seguinte interpretação: “... como a cada audiência se chama uma Corte, daí resultou que dispondo-se o rei atender em dias sucessivos, dentro de um certo periodo, os seus vassalos, a essa série de sessões destinadas a ouvir queixas e pedidos e a resolver solicitações e querelas se desse correntemente o nome de Cortes”
3. A regulariedade destas sessões apenas se verifica a partir do século XIII, com a integração crescente em número dos procuradores dos concelhos, registada no ano de 1245. A partir desta data, com alguma segurança, se poderá dizer que as Cortes eram formadas pelos altos dignatários do Clero, os mais ilustres membros da Nobreza e o terceiro braço – o Povo – tendo alguma expressão política até ao ano de 1641; entre 1481 e aquela data, as Cortes reuniram-se 15 vezes. Caminhava-se para o engrandecimento do Poder Real.
4. Segundo Mangoldo de Lautenbach “nenhum homem se pode fazer imperador ou rei a si mesmo” dado que o poder lhe será conferido pelo povo, na mesma linha de pensamento de Cícero que, a seu tempo, definiu a comunidade política como a res populi ou res publica. É o retomar da tese da soberania popular que culmina na revolução liberal. O papel das Cortes Constituintes (1820) foi deveras importante, quer na área da administração pública, quer na actividade económica.
5. Durante largo periodo exarcebaram-se paixões. Enquanto uns defendiam a legitimidade das representações no sufrágio geral, mas requerendo a condição de proprietário para ser elegível, outros avançavam com a vaga ideia peregrina de cidadãos. Proclamavam uns: “As leis devem ser feitas para a felicidade dos povos; para isto devem ser feitos por homens sábios e de probidade”. Reclamavam outros: “Nas eleições actuais tem havido menino (...) que tem arranjado um número imenso de votos [dando-se] ao trabalho de escrever listas, e espalhá-las por si, e por via de seus amigos a torto, e a direito”.
6. Não vos quero maçar com citações tão violentas para a vossa sensibilidade de ‘monarquicos.com’, mas esta é bem saborosa: “Eu falo por experiência, pois tendo-me várias pessoas rogado para lhes escrever suas listas, quando lhes procurava quem queriam nomear, sempre me deixavam essa escolha à minha vontade, dizendo que não sabiam quem haviam de votar nem tal lhes importava, e por isso sendo eu um só votante vim a dar não menos que os meus duzentos votos”.
7. Com isto vos quero dizer que não é preciso inventar “Monarquias à Moda do Minho”, mas sim formar criteriosos cidadãos; não é preciso descobrir ‘tecnicalidades’ para justificar vários Pretendentes, mas sim promover a figura do Presuntivo Herdeiro como mais-valia da Instituição (a Monarquia Portuguesa tem por base a Hereditariedade que não a eleitorite); por fim, embora a Caríssima Beladona considere tema apenas caro à minha pessoa, presumo que o robustecimento do espírito associativo poderá ser o único veículo para a difusão da ideia monárquica.

Saudações cooperativistas,

Nau

P.S.: Para a realização de quaisquer Cortes é necessário eleições gerais. Logo, aqueles que preferem a discussão de questões dinásticas e não a instauração da Monarquia têm que se limitar a uma “Convenção Monárquica”.
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Ago 25, 2008 10:49     Assunto : Re: cooperativismo Responder com Citação
 
Resposta a TM.XXXI – Cortes Gerais

nau escreveu:
1. No berço, as Cortes Portuguesas seguiam o modelo das ‘aula’ ou ‘curia regia’ visigótica, formada por altos funcionários, nobres e dignatários do clero que, convocados pelo rei, funcionavam como conselho (consilium regis) deste para os assuntos judiciais e administrativos; no formato mais reduzido (cúria ordinária ou regular) ou numa versão mais ampla (com mais elementos e, sobretudo, procuradores locais, isto é, representantes das vilas ou cidades onde a função se realizava) que, pelas suas características de pompa e circunstância, soe dizer-se cúria extraordinária.
2. De uma forma clara e sagaz, Marcello Caetano avança com a seguinte interpretação: “... como a cada audiência se chama uma Corte, daí resultou que dispondo-se o rei atender em dias sucessivos, dentro de um certo periodo, os seus vassalos, a essa série de sessões destinadas a ouvir queixas e pedidos e a resolver solicitações e querelas se desse correntemente o nome de Cortes”


Bases Históricas...

nau escreveu:
3. A regulariedade destas sessões apenas se verifica a partir do século XIII, com a integração crescente em número dos procuradores dos concelhos, registada no ano de 1245. A partir desta data, com alguma segurança, se poderá dizer que as Cortes eram formadas pelos altos dignatários do Clero, os mais ilustres membros da Nobreza e o terceiro braço – o Povo – tendo alguma expressão política até ao ano de 1641; entre 1481 e aquela data, as Cortes reuniram-se 15 vezes. Caminhava-se para o engrandecimento do Poder Real.


Indica-se que as Cortes apenas têm um caracter de expressão política até 1641, dando a entender que a partir de aí se tornaram num anacronismo.

nau escreveu:
4. Segundo Mangoldo de Lautenbach “nenhum homem se pode fazer imperador ou rei a si mesmo” dado que o poder lhe será conferido pelo povo, na mesma linha de pensamento de Cícero que, a seu tempo, definiu a comunidade política como a res populi ou res publica. É o retomar da tese da soberania popular que culmina na revolução liberal. O papel das Cortes Constituintes (1820) foi deveras importante, quer na área da administração pública, quer na actividade económica.


Creio que percebo o que Mangoldo de Lautenbach, possivelmente, queria dizer.

De facto, nenhum Homem se pode fazer Imperador ou Rei a si mesmo, nem Napoleão I que se coroou a si mesmo escapou a esta regra e assim não teria sido Imperador dos Franceses SE estes não o tivessem aceite como tal (o que levanta a questão de a sua "descendência" se poder apresentar perante os Franceses enquanto Pretendente ao Trono de França).

A título de curiosidade como se deverá, nesse caso, encarar o Coroar de um Rei ou Imperador, o qual na Europa Católica se tinha de sujeitar à figura do Papa? É o Povo que coroa? Se é o Povo que coroa, nesse caso para quê esta sujeição à Santa Sé a qual desde Carlos Magno se arroga a essa prerrogativa?

nau escreveu:
5. Durante largo periodo exarcebaram-se paixões. Enquanto uns defendiam a legitimidade das representações no sufrágio geral, mas requerendo a condição de proprietário para ser elegível, outros avançavam com a vaga ideia peregrina de cidadãos. Proclamavam uns: “As leis devem ser feitas para a felicidade dos povos; para isto devem ser feitos por homens sábios e de probidade”. Reclamavam outros: “Nas eleições actuais tem havido menino (...) que tem arranjado um número imenso de votos [dando-se] ao trabalho de escrever listas, e espalhá-las por si, e por via de seus amigos a torto, e a direito”.


Meu caro, o Homem não sendo divino está sempre sujeito a pecar.

Porque razão temos nós de trabalhar com "perfeições"? Se eu nem à figura de um Rei, o qual deve ser colocado à parte em algumas questões de modo a poder manter uma isenção (pelo menos aparente) por forma a poder exercer as funções para as quais foi incumbido, posso ou devo exigir uma "perfeição" por esta ser utópica e o Rei não passar de um Homem (ou Mulher) e dessa forma, falível?

Eu, quando debato ou discuto sobre o papel de um Rei ou da Governação, não falo de Super Homens, porque estes simplesmente não existem!

A política é até aquilo que se vê, um belo de um Pântano. Um vespeiro de intrigas e maldissências com as quais se procura fazer avançar uma posição, queimando o parceiro sem dó nem piedade.

Meu caro amigo eu serei talvez ingénuo ou porque não imberbe. Mas felizmente ainda tenho a minha consciência limpa por defender os meus valores, mesmo que em apoio de quem não o merece, e estes se manterem inalterados.

Bem sei o quanto o que acabei de dizer não passa de "ar exalado", visto conhecer (mesmo entre os monárquicos antigos ou mais recentes) aqueles que não têm a mínima limitação ou problema em se "venderem" ou agirem contra aquilo que afirmam defender, se é que defendem alguma coisa, apenas por forma a conseguirem o que pretendam. Dar-lhe-ia exemplos, mas estes são de tal forma aparentes que o meu caro amigo por certo que os conhecerá, por ventura até bem melhor que eu.

De volta ao comentário ao seu post, creio meu caro amigo. Que devemos almejar pelo melhor que há em "nós", Humanidade, mas que temos de nos preparar para o pior.

Por isso eu defender que as "Cortes" deveriam ser actualizadas, onde estas voltassem a ter algum significado. Se não, de nada valerá a pena ter Cortes e a suposta "confirmação" que estas dão à sucessão do Trono pois a mesma será, e terá sido desde há muito, um veiculo vazio de sentido onde aquele que tinha mais capacidades ou iniciativa tomava o seu lugar no mesmo (trono).

Eu, sinceramente, prefiro acreditar que as Cortes tinham significado e que aquele que ascendia ao Trono, o fazia por dever e não por ambição. Peço-lhe que não olhe a minha crítica enquanto desmoralização, mas antes como uma visão de como os Portugueses poderão olhar para a questão da Sucessão, quando os Monárquicos tanto fazem em a ocultar ou encobrir.

Creio que os Monárquicos ao agirem da forma como têm agido, apenas destroem aquilo que nos diferencia dos Republicanos e que é uma das, senão mesmo a, nossas melhores "armas".

nau escreveu:
6. Não vos quero maçar com citações tão violentas para a vossa sensibilidade de ‘monarquicos.com’, mas esta é bem saborosa: “Eu falo por experiência, pois tendo-me várias pessoas rogado para lhes escrever suas listas, quando lhes procurava quem queriam nomear, sempre me deixavam essa escolha à minha vontade, dizendo que não sabiam quem haviam de votar nem tal lhes importava, e por isso sendo eu um só votante vim a dar não menos que os meus duzentos votos”.


Wink O meu caro deve pensar que eu creio que "subversões" não existiram em todos os modelos governativos. Acha mesmo que a "isenção" de um Soberano é assim tão infalível quanto isso? Uma vez que este tem de nascer, crescer, aprender, viver e socializar e tudo isso implica um contacto com terceiros e que este contacto poderá, para não dizer fará, criar "laços" os quais poderão colocar em causa a mesma "isenção" do Monarca?

Foi por isso, entre outras razões, que na China e no Japão, a Família Imperial foi colocada (a grosso modo) entre Muros. Diz-me o meu caro amigo que devemos "emparedar" a nossa Família Real numa Cidade Proibida, ou Redoma de Vidro, para que estes não apanhem os vícios ou as influências de terceiros?

Não nos tornemos ainda mais extremistas, ou ingénuos, do que já somos actualmente!

Não há, de facto, perfeições. Ainda não atingimos a Divindade, somos apenas Homens e como tal devemos agir. Podendo apenas esperar tal resposta dos mesmos e admitir que estes possam errar.

Por isso defendo que um Rei, tem de poder ser capaz vir a público dizer que errou, que a sua opção não foi a melhor e apresentar-se perante os Portugueses para que estes lhe dêm ou não um novo voto de confiança. Não somos os Belgas, que "forçam" a que um Ministro assine em conjunto com o Rei as propostas de Lei, por forma a que se estas forem mal recebidas pelo Povo Belga, que quem se "queime" seja sempre o Ministro e não o Rei (que quando assinou devia estar a olhar para o lado e não viu o que assinou).

Igualmente não aceito que um Governante, seja arrogante o suficiente, para que quando errar de forma clara e inequívoca, não ter de vir a público admitir o seu erro e fazer "mea culpa". Se é incapaz de tal, é incapaz de Governar como deve ser, a meu ver. Há exemplos sobejamente conhecidos e recentes destes casos.

A "sensibilidade" do monarquicos.com, felizmente, não coloca palas aos integrantes do mesmo, pelo menos à sua Administração. Apesar do que, aparentemente, alguns possam pensar Wink

nau escreveu:
7. Com isto vos quero dizer que não é preciso inventar “Monarquias à Moda do Minho”, mas sim formar criteriosos cidadãos; não é preciso descobrir ‘tecnicalidades’ para justificar vários Pretendentes, mas sim promover a figura do Presuntivo Herdeiro como mais-valia da Instituição (a Monarquia Portuguesa tem por base a Hereditariedade que não a eleitorite); por fim, embora a Caríssima Beladona considere tema apenas caro à minha pessoa, presumo que o robustecimento do espírito associativo poderá ser o único veículo para a difusão da ideia monárquica.


Meu caro, sem deixar de concordar com parte do que afirma, não deixo de não concordar com o resto.

Concordo quando afirma que é preciso formar criteriosos cidadãos!
Discordo com a apelação a que não seja preciso descobrir "tecnicalidades" para justificar o que quer que seja!

Meu caro, o objectivo de "formar criteriosos cidadãos" é o de ter cidadãos que sigam os valores com os quais o Estado, e o Povo que este constitui, se identifiquem.

Como é que depois, pode alguêm vir avançar que devemos "fechar os olhos" à implementação desses mesmos valores que são invocados na "formação de criteriosos cidadãos" por forma a se "facilitar" determinada situação? É, para mim, um contra-senso!

A Lei é para se cumprir, por e para TODOS e sem olhar a quem, como se costuma dizer! Infelizmente, a Instituição Monárquica não é ou pode ser uma excepção, quer gostemos que não!

Da mesma forma, não se procura inventar “Monarquias à Moda do Minho”, mas sim apenas actualizar para um padrão de hoje, aquilo pelo qual se poderá entender como deve ser uma Monarquia no Século XXI que sirva os Portugueses. E se não devemos olhar a uma modernização do último Sistema Monárquico vigente em Portugal, defende o meu caro amigo que implementemos taco-a-taco o mesmo Modelo (super preparado para o Século XIX)?

nau escreveu:
P.S.: Para a realização de quaisquer Cortes é necessário eleições gerais. Logo, aqueles que preferem a discussão de questões dinásticas e não a instauração da Monarquia têm que se limitar a uma “Convenção Monárquica”.


Meu caro amigo, quais foram as eleições gerais na maioria das Cortes ao longo da história? Não houve, porque os modelos governativos da altura a isso não contemplavam?!

Então, se como diz estas deixaram de ter valor político em 1641, porque deveremos sequer ter Cortes?!

E se optamos por as ter, por forma a respeitar as regras e tradições seguidas pela Monarquia enquanto esta ainda governava em Portugal, então hoje, que estamos em República e com as subsequentes alterações que aconteceram devido a isso mesmo, porque razão teremos de nos limitar à forma como as Cortes eram convocadas quando ainda havia uma Monarquia em Portugal?

Meu caro, o que acabou de dizer, são "tecnicalidades" por forma a convocar (ou não) as Cortes. As mesmas "tecnicalidades" com as quais, aparentemente o meu caro amigo não se conforma.

Abraços respeitosos,

IzNoGuud
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nau
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Mensagem Enviada: Qua Ago 27, 2008 09:24     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
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CECIM, por que não?

ING. 25/8 – Convenção Monárquica

1. Meu Caro IzNoGuud, a sua pertinácia acerca das Cortes obrigou-me a reler a tese de mestrado de Isabel Graes, o trabalho de investigação de Duque Vieira e, finalmente, os comentários de Marcello Caetano acerca das Constituições Políticas Portuguesas. Como vezes sem conta tenho afirmado, detesto História e encontro-me a tropeçar, frequentemente, nesta.
2. O objectivo do meu anterior apontamento não era apresentar ‘bases históricas’, mas sim frizar que as Cortes Portuguesas, no berço, não passavam de um órgão consultivo (concilium regis) e aí, os problemas administrativos e/ou jurídicos eram despachados pelo rei, ouvido este e aquele, caindo em desagrado os autores cujas opiniões resultavam efeitos contrários aos esperados, pois as decisões certas eram sempre do rei.
3. A partir de 1641 as Cortes eram apenas uma formalidade, usadas para a aclamação do rei e pouco mais, dado que as funções administrativas e/ou jurídicas eram exercidas por funcionários (ministros, desembargadores, tesoureiros, etc.) que, no caso das coisas darem para o torto, eram simplesmente demitidos, chegando por vezes a perder a cabeça, como aconteceu no consulado do Marquês de Pombal durante o tempo em que este andou a reinar com a sua malta.
4. Só a partir da Revolução Liberal é que as Cortes Portuguesas se aproximaram do modelo Britânico (um bocado tardio, mas justificado pelos antecedentes) com base na fórmula consagrada por Thiers em 1830 – “o rei reina, mas não governa” – que confirma a tese da soberania popular, responsabilizando os Delegados do Povo pelos erros cometidos, logo estes punidos nas eleições para a legislatura seguinte, salvaguardando a figura do rei, como outrora acontecia com os conselheiros e/ou ministros caídos em desgraça.
5. Os exemplos que fiz questão de salientar por estes representarem fragilidades do sistema, foram ultrapassados com os controlos dos cadernos eleitorais e a privacidade exigida no preenchimento do boletim de voto. Porém, cada vez é maior o número dos putativos eleitores que não demonstram qualquer interesse em exercerem tal direito, por mais espectáculos promocionais que se organizem ou campanhas distribuidoras de prebendas que se multipliquem.
6. Nas dúvidas hereditárias funcionaram sempre as maquinações políticas, como se verificou com D. Sancho I, D. João I, D. Manuel I, Filipe I, D. Miguel I ( e não menciono D. João IV e D. Maria II por estes não serem de primeira), servindo as Cortes apenas para a teatralização do acto final, isto é, a aclamação.
7. A Hereditariedade obvia o aparecimento de facções quanto à figuração da própria comunidade (este o fundamento da Monarquia); as leis são normas imperativas (o Código Comercial de Veiga Beirão vigora há mais de um século, com as pertinentes adaptações); as Cortes (na versão Liberal) são a Assembleia da República do presente; organizar um acto eleitoral (só uma mesa de voto nas últimas eleições custou 5x65 Euros e há freguesias, nos grandes centros, que têm mais de dez mesas!) ... Convenção política é uma reunião onde as várias facções concertam as suas estratégias para uma unidade ... convencional.

Saudações cooperativistas,
Nau
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Ago 27, 2008 12:20     Assunto : Re: cooperativismo Responder com Citação
 
Resposta a ING. 25/8 – Convenção Monárquica

nau escreveu:
...Como vezes sem conta tenho afirmado, detesto História e encontro-me a tropeçar, frequentemente, nesta.


Desde já as minhas desculpas por o estar a fazer ler sobre uma temática da qual não gosta. Mas visto a Monarquia se basear por norma na tradição e esta na história, esta torna-se incontornável.

nau escreveu:
2. O objectivo do meu anterior apontamento não era apresentar ‘bases históricas’, mas sim frizar que as Cortes Portuguesas, no berço, não passavam de um órgão consultivo (concilium regis) e aí, os problemas administrativos e/ou jurídicos eram despachados pelo rei, ouvido este e aquele, caindo em desagrado os autores cujas opiniões resultavam efeitos contrários aos esperados, pois as decisões certas eram sempre do rei.


Smile Eu percebi o que o meu caro amigo procurava demonstrar, sei bem que as "Cortes" ao longo da história Nacional tiveram diversos papeis ou funções a si atribuídas, as quais permitiam uma maior ou menor "autonomia" das mesmas face ao papel do Rei.

nau escreveu:
3. A partir de 1641 as Cortes eram apenas uma formalidade, usadas para a aclamação do rei e pouco mais, dado que as funções administrativas e/ou jurídicas eram exercidas por funcionários (ministros, desembargadores, tesoureiros, etc.) que, no caso das coisas darem para o torto, eram simplesmente demitidos, chegando por vezes a perder a cabeça, como aconteceu no consulado do Marquês de Pombal durante o tempo em que este andou a reinar com a sua malta.


A partir de 1641 é encontrado um papel, definitivo, para as Cortes. Passando estas a não ser mais que um veiculo demonstrativo de uma continuidade secular.

Assim, as Cortes são reduzidas a um papel formal para a aclamação de um Rei em Portugal. Papel esse que, pelas regras Monárquicas, ainda hoje se mantêm.

nau escreveu:
4. Só a partir da Revolução Liberal é que as Cortes Portuguesas se aproximaram do modelo Britânico (um bocado tardio, mas justificado pelos antecedentes) com base na fórmula consagrada por Thiers em 1830 – “o rei reina, mas não governa” – que confirma a tese da soberania popular, responsabilizando os Delegados do Povo pelos erros cometidos, logo estes punidos nas eleições para a legislatura seguinte, salvaguardando a figura do rei, como outrora acontecia com os conselheiros e/ou ministros caídos em desgraça.


Procurou-se, nesta altura, igualmente "cristalizar" o papel do Rei reduzindo-o a um papel simbólico e até tradicional, da mesma forma como se procurou fazer com as Cortes.

Foi o preço a pagar na altura por um Liberalismo. Daí que os opositores a esta opção se tenham congregado junto aos Miguelistas e daí tenha resultado uma Guerra Civil.

Portugal, pelo menos alguns, optaram pelo Liberalismo, com o poder atribuído de forma crescente ao Povo e onde o Rei é reduzido a um papel formal o qual terá o dever de estancar exageros que se preparem para ser cometidos.

Esta escolha, com a qual concordo, teve a infelicidade (para gáudio dos nossos amigos Miguelistas) de não se precaver de situações onde os "políticos" ao invés de lutarem pelo melhor para a Nação prefeririam lutar apenas uns contra os outros.

Por isso, D. Carlos opta por tentar "salvar o barco" enquanto este ainda estava à tona. Recorrendo a um subterfúgio, ao qual podia recorrer, para "limpar a casa" e começar de novo.

Os "políticos" da altura, Monárquicos, juntaram-se aos Republicanos e deram origem aquilo que veio a ser o Regicídio. D. Carlos pagou com a vida a sua intervenção, o País pagou com o Regime e hoje, os monárquicos ainda lutam uns contra os outros por uma efémera superioridade face aos seus rivais, justificando a mesma de "...necessária para que o Movimento Monárquico possa avançar...".

Balelas!

Sou, confesso admirador de Regimes Democrático e Parlamentares. Portugal deixou, há muito, de ser feudo privado de alguém para passar a pertencer a todos e ao Rei cabe o papel de nos representar e servir de modelo.

No entanto e tendo plena consciência que não seria aceite um modelo que permitisse a manutenção de um Rei enquanto figura totalmente desligada da tomada de decisão, pois isso implicaria algumas escolhas que ninguém quer fazer. Opto assim, por dar os poderes ao Rei de este poder intervir em caso de necessidade, chamemos-lhe o que quisermos.

D. Carlos fez muito bem em agir, tal já deveria ter acontecido antes, e sabia ao que se arriscava. Foi assim, pelo menos ele, um Monarca no verdadeiro significado da palavra.

nau escreveu:
5. Os exemplos que fiz questão de salientar por estes representarem fragilidades do sistema, foram ultrapassados com os controlos dos cadernos eleitorais e a privacidade exigida no preenchimento do boletim de voto. Porém, cada vez é maior o número dos putativos eleitores que não demonstram qualquer interesse em exercerem tal direito, por mais espectáculos promocionais que se organizem ou campanhas distribuidoras de prebendas que se multipliquem.


Daí eu defender uma profunda reforma do sistema eleitoral, por forma a que os Portugueses não olhem aqueles em quem votaram fazer o que bem lhes entende em nome dos seus eleitores, tornando-se indiferente votar-se em a ou b, visto que todos seguem o mesmo exemplo.

Daí, igualmente, considerar que se deveria dar ainda mais formas de os Portugueses intervirem directamente nas tomadas de decisão. Sendo tal possível e não muito complicado de fazer, após um investimento inicial.

Não tenho dúvidas, que mesmo com tal sistema em vigor, a continuada desconfiança Lusa se manteria por algum tempo. Mas SE realmente esta funcionasse e os mesmos disse se desse conta, então acredito que adoptariam o mesmo sistema.

nau escreveu:
6. Nas dúvidas hereditárias funcionaram sempre as maquinações políticas, como se verificou com D. Sancho I, D. João I, D. Manuel I, Filipe I, D. Miguel I ( e não menciono D. João IV e D. Maria II por estes não serem de primeira), servindo as Cortes apenas para a teatralização do acto final, isto é, a aclamação.


Meu caro, que as façam! Com ou sem maquinações políticas, a Lei é bem clara. Um Rei de Portugal tem de ser aclamado pelas Cortes e são estas que definem quem é ou não elegível para tal função, a demora/recusa na realização de tal evento (ainda que em República) levanta mais questões do que as que cala.

Já demonstrei o quanto não interfere com o actual Regime a realização das mesmas, logo não aceito enquanto ponto válido a questão de que os nossos Parlamentares impediriam tal situação.

nau escreveu:
7. A Hereditariedade obvia o aparecimento de facções quanto à figuração da própria comunidade (este o fundamento da Monarquia); as leis são normas imperativas (o Código Comercial de Veiga Beirão vigora há mais de um século, com as pertinentes adaptações); as Cortes (na versão Liberal) são a Assembleia da República do presente; organizar um acto eleitoral (só uma mesa de voto nas últimas eleições custou 5x65 Euros e há freguesias, nos grandes centros, que têm mais de dez mesas!) ... Convenção política é uma reunião onde as várias facções concertam as suas estratégias para uma unidade ... convencional.


Uma vez mais entramos no campo das tecnicalidades.

A Hereditariedade não se torna implicativo de nada, uma vez que esta é forçada a cumprir pré-requisitos. Perdendo assim, parte da força que se lhe quer atribuir.

As Leis, com o passar do tempo, assumiram um papel de supremacia na constituição do Estado. O Estado passou mesmo a designar-se "Estado de Direito", por algum motivo!
No entanto, estas apenas servem enquanto linhas mestras para que uma escolha possa ocorrer e é aí que entra a questão da Hereditariedade, agora sub alternada à Lei.

Custos e formas como as últimas eleições ocorreram... É claro que custos haverá sempre, no entanto e precisamente por isso, é que devemos utilizar os meios que temos ao nosso dispor. Não são os Monárquicos os melhores para dar exemplos de abnegação social e cooperativista?

Grande parte dos custos das últimas eleições prendem-se ao valor que é pago a cada elemento das mesas eleitorais, para prestarem tal serviço.
Simplesmente apelemos ao voluntariado para tal entre os Monárquicos. Não há já estruturas montadas a nível Distrital sob a alçada das Reais Associações? Não há já núcleos Monárquicos na maioria das Cidades Portuguesas?

Apele-se ao voto por correspondência, internet ou real. Dêem-se possibilidades aos Portugueses de se inscreverem para participar nas "Cortes" ou na sua "Consulta Popular Monárquica".

Afinal, somos ou não somos diferentes dos Republicanos?

É que se vamos optar por reduzir tudo quanto significa ser Monárquico, por forma a satisfazer ou facilitar determinadas opções então era bom que tal fosse dito logo, olhos nos olhos, que assim creio que muita boa gente virava as costas e se desligava destas andanças!

Eu, meu caro, tenho pago o preço de não escolher o caminho mais fácil nestas circunstâncias, nem o facto de apregoar aos quatro ventos a minha escolha, me tem valido face às defesas dos valores que eu optei por defender por forma a procurar demonstrar o quão uma Monarquia no Século XXI pode ser válida.

Gostava de ver igual seriedade e ombridade na maioria de aqueles que atiram "postas de pescada" da penumbra onde se escondem.
Bem sei que não serão poucos aqueles que são válidos e com os quais poderemos contar para trabalhar, o meu caro disso saberá tão bem ou ainda melhor que eu. Mas, igualmente temos plena noção de quantos procuram manter as coisas como estão, estagnadas, por forma a fazer avançar as suas causas pessoais mais facilmente.

Há, assim, e plenamente estudado e verificado por quase todos. Formas de avançar e sair deste imbróglio em que nos metemos (ou meteram). Basta agora equacionar é se há vontade ou interessados em tal.

Eu, já me tenho apresentado para tal em inúmeras ocasiões.
O meu caro Nau, igualmente o tem feito com a defesa do Cooperativismo.
Outros igualmente o fizeram e fazem, não entrarei em nomes para não ferir susceptibilidades.

Mas não somos suficientes... faltam aqueles que nos vêm tomar uma opção.

Abraços Respeitosos,

IzNoGuud
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nau
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Mensagem Enviada: Qui Ago 28, 2008 16:51     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
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CECIM, por que não?

TM.XXXII – Instauração da Monarquia: estratégias

1. Nós, os cooperativistas, reiteramos a nossa fé nos princípios da cooperação, espírito de entre-ajuda e empreendimento comum de gestão democrática, procurando contribuir, de graça (dado que este forum é gratuito) com estratégias para a instauração da Monarquia, e apresentamos ao vosso intrépido espírito alguns planos de mérito incontestável.
2. Plano A: Um grupo de monárquicos pedirá ao Presidente Bush (este, no fim do mandato, dá tudo por tudo!) para os colocar na Lua (só ida, pois o regresso não é previsível) levando por bagagem um Trono desmontável destinado ao Rei Desconhecido. Será necessário um grupo pequeno (meia-dúzia, talvez) dado que a maioria dos monárquicos já se encontra na Lua.
3. Chegado o reduzido grupo à superfície lunar, as Cortes Gerais terão início, sem mais demoras. Atenção:não são necessárias munições de boca, pois as sessões contínuas deverão prolongar-se até ao próximo século. Os Pretendentes deslocar-se-ão pelo seu próprio pé, e o primeiro a chegar ocupará, de imediato, o referido Trono.
4. Enquanto se aguarda a chegada do Rei Desconhecido, os ilustres ‘procuradores’ das Cortes Gerais proclamarão a instauração da Monarquia – maior visibilidade não será possível em Portugal! Perante tal êxito, é provável que o candidato Republicano às eleições nos Estados Unidos se precipite a correr para a Lua, dando consistência ao projecto de IzNoGuud de reunir, no mesmo forum, Monárquicos e Republicano.
5. Plano B: Cansados de vários séculos de cristianismo (embora já se tenha conseguido que materalistas-dialéticos participem, activamente, nas Missas dominicais) é tempo de se solicitar, via internet, o auxílio a Bin Laden para que este descubra um descendente do Rei D. Sebastião nas areia de Alcácer-Quibir e apoie um Pretendente ao Trono de Portugal de origem islamita.
6. Se os monárquicos não conseguem amealhar 2,500 Euros para fundar uma cooperativa, o nosso ilustre sponsor deverá dispor de uns milhões de USDollars para a conversão total do país, não sendo necessário o envio de ‘imãs’ pois dirigentes espirituais não faltam por aí.
7. Plano C: Embora modesto, também tem as suas virtualidades. Basta convidar dirigentes e figuras gradas monárquicas a fundar um Partido Republicano, dando início, de imediato, às discussões acerca das reformas políticas a implementar, com largo e garantido apoio dos meios de comunicação - audio e video. Dentro de escassos meses teremos a Monarquia em Portugal.

Saudações cooperativistas,

Nau
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sex Ago 29, 2008 10:53     Assunto : Re: cooperativismo Responder com Citação
 
Resposta a TM.XXXII – Instauração da Monarquia: estratégias

Meu caro Nau, piadas à parte.

O certo é que estamos cá todos a fazer pela vida, uns com mais sucesso que outros é certo, mas todos cá nos encontramos.

Há quem esteja disponível para trabalhar, há quem esteja disponível para ajudar e há quem não esteja disponível para nada.

Com mais ou menos utopia pelo meio, o certo é que estamos presentes para debater e discutir projectos que não o nosso e isso já quer dizer algo.

Será suficiente? Aparentemente não, o que levanta a questão de que:

a) Ou o interlocutor não se sabe expressar.
b) A ideia não tem mérito.
c) O alvo da informação não está interessado no que a mesma diz.

Wink Eu faço mea culpa e admito que qualquer das 3 hipóteses. Embora levante o sobrolho à 2ª hipótese por razões óbvias.

Wink Eu faço mea culpa mas ainda não encontrei quem desmontasse a minha argumentação... vanitas vanitatum et omnia vanitas... mas ao menos eu ainda consigo afirmar, para desagrado de alguns, cogito ergo sum enquanto olho para a "maioria" silenciosa e penso ex nihilo nihil Wink

Algo, realmente, vai mal no Reino da Dinamarca...

Wink Divirta-se meu caro amigo. Eu estou cá para as nossas mui saudáveis discussões/debates quanto a isso estiver interessado.

IzNoGuud
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