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nau
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Mensagem Enviada: Dom Ago 31, 2008 07:47     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECIM, por que não?

TG18 – Revelações

1. Através do nosso astrólogo privativo, tomámos conhecimento de importantes revelações acerca da instauração da Monarquia em Portugal, prevista para dentro de pouco tempo.
2. O Parlamento convidou todos os membros do Governo, Procuradores das Autarquia, os Bastonários das várias Corporações (Ordem dos Engenheiros, Ordem dos Médicos, Ordem dos Economistas, etc.) para uma sessão conjunta na qual foi proposta que esta se transformasse em Cortes Constituintes. Decorria o Ano da Graça de 2008...
3. Logo na primeira sessão a afluência foi grande, aparecendo o Cavaleiro Francisco Louçã, com elmo de pluma vermelhusca e viseira a cair frequentemente para a esquerda e sobre os óculos, a murmurar: “Tudo isto é um disparate, um autêntico disparate! Só espero poder vencer por pontos o Índio Geronimo!”
4. Jerónimo de Sousa, continuando a jogar a bisca com os camaradas da CGTP, vai dizendo (bem alto e em bom som) que República ou Monarquia tanto lhe faz, pois a luta contra o capitalismo oligopolista vai continuar, na defesa das conquistas da Revolução de Abril, sempre a favor das classes trabalhadoras.
5. Manuel Alegre, num improviso repentista, declama: “Vem a turba sobre nós a ferro e fogo, melhor será é dar às de vila-diogo. Nota: este Diogo é, certamente, Freitas do Amaral que, bastante mais magro , vai andando por aí sempre repetindo que não se revê no actual CDS.
6. O Dr. Sócrates (licenciado no último Sábado para não dar azo à má-língua que o fizera engenheiro a um Domingo) vai declarando: “No Centro é que é bom. Com o Avô Cantigas e/ou o Santo Guterres ainda vamos lá ... nem que tenha de pedir uma ajudita ao vizinho sapateiro” – possivelmente para este lhe dar corda aos sapatos.
7. Marques Mendes, assumindo a estatura de Sá-Carneiro, não baixa os braços e vai dizendo: “O Rotativismo é que está a dar ... vamos a isto; os homens ‘gandes’ não se medem aos palmos (talvez ao milímetro)”.

Saudações cooperativistas,

Nau

P.S.: IzNoGuud, conseguidas as Cortes Gerais que tanto tinha almejado, vai avançando: “e por que não uma Convençãozita Monárquica?”
 
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nau
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Mensagem Enviada: Seg Set 01, 2008 12:43     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECIM, por que não?

TM.XXXIII – As Cortes Portuguesas

1. Algum consenso já foi conseguido acerca desta matéria: 1º. As Cortes medievas existiram como um conselho do rei (consilium regis); 2º. As Cortes eram convocadas pelo rei – o regente e/ou o presuntivo herdeiro – havendo uma aparente excepção na crise dinástica de 1383 – 1385.
2. A partir de 1641, motivado pelo engrandecimento do poder do rei (a administração pública passou a ser delegada a ministros, desembargadores, tesoureiros, etc., tudo em nome do rei: “Estais preso, em nome do Rei!”; “Aqui d’El-Rei que me matam!”) as Cortes limitavam-se à aclamação do soberano – “Morreu o Rei; Viva o Rei.”
3. Após a Revolução Liberal, a convocação e a dissolução das Cortes passou a ser uma formalidade: o Governo (que espelha a facção maioritária das Cortes, isto é, do Parlamento) solicita a pertinente função ao rei e este subscreve-a.
4. A Assembleia da República dos nossos dias vem na esteira das Cortes, pelo que a convocação destas (mesmo pelo Presuntivo Herdeiro) seria um absurdo. Ninguém aceitaria que o PS (PSD, PCP, etc.) convocasse eleições gerais para resolver problemas de foro interno – a titularisação do Presuntivo Herdeiro ser importante para a República, só na óptica ... dos monárquicos
5. As disputas partidárias (mesmo quando tomam proporções nacionais como aconteceu nas confrontações PS/PCP na fase pós Revolução de Abril) são resolvidas nos órgãos partidários, nos congressos ou nas convenções – e estas sempre que se torna indispensável o acordo entre facções, do mesmo partido.
6. A consulta dos Cadernos Eleitorais (caso se pretendesse um acesso a todo o eleitorado) teria que ser solicitada ao Ministério da Administração Interna e justificada por largo número de assinaturas que, certo, seria transformada em petição dirigida à ... Assembleia da República.
7. A “magia” poderia conseguir a obtenção dos Cadernos Eleitorais mas a duplicação destes e o endereçamento postal aos eleitores custaria uma pequena fortuna (e, como toda a literatura partidária, acabaria no lixo). Logo, a solução seria uma “convençãozita monárquica” (que também tem os seus custos) sempre contestada por A e por B quando uma destas se achasse em minoria. Que tal uma aposta no associativismo ... ?

Saudações cooperativistas,

Nau Evil or Very Mad :evil
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Set 01, 2008 14:09     Assunto : Re: cooperativismo Responder com Citação
 
Resposta a TM.XXXIII – As Cortes Portuguesas

nau escreveu:
1. Algum consenso já foi conseguido acerca desta matéria: 1º. As Cortes medievas existiram como um conselho do rei (consilium regis); 2º. As Cortes eram convocadas pelo rei – o regente e/ou o presuntivo herdeiro – havendo uma aparente excepção na crise dinástica de 1383 – 1385.
2. A partir de 1641, motivado pelo engrandecimento do poder do rei (a administração pública passou a ser delegada a ministros, desembargadores, tesoureiros, etc., tudo em nome do rei: “Estais preso, em nome do Rei!”; “Aqui d’El-Rei que me matam!”) as Cortes limitavam-se à aclamação do soberano – “Morreu o Rei; Viva o Rei.”
3. Após a Revolução Liberal, a convocação e a dissolução das Cortes passou a ser uma formalidade: o Governo (que espelha a facção maioritária das Cortes, isto é, do Parlamento) solicita a pertinente função ao rei e este subscreve-a.
4. A Assembleia da República dos nossos dias vem na esteira das Cortes, pelo que a convocação destas (mesmo pelo Presuntivo Herdeiro) seria um absurdo. Ninguém aceitaria que o PS (PSD, PCP, etc.) convocasse eleições gerais para resolver problemas de foro interno – a titularisação do Presuntivo Herdeiro ser importante para a República, só na óptica ... dos monárquicos


Vai-me dizer, que demorou todo este tempo para me vir dizer que Cortes = Parlamento?!

Se, afinal de contas, o que temos estado a falar sobre eventuais inclusões de Organismos na mesma, Ordem dos Advogados, Médicos, etc. são apenas a sua versão do que considera que deveriam ser as Cortes e não o que estas são, nos dias de hoje, ainda e apesar de estarmos em República.

Creio que tenhamos estado a verbalizar para Inglês ver.

Pois, pelo que acabou de escrever no seu último post. Parlamento = Cortes, não correspondendo de todo ao que o meu caro amigo tem defendido ao longo de diversos posts aqui.

Meu caro, esta questão, que tanto para si quanto para mim assume um papel secundário, para não dizer pior. Assume para a maioria dos monárquicos, no entanto, um papel de destaque e importância acima da sua real importância, creio.

Sendo que é por isso, que tenho procurado resolver a mesma, ou quanto muito procurar por forma desta poder ser enquadrada, pelos que nos lêem, de uma forma que demonstre a sua real situação.

O meu caro diz-me que, estamos em República e que o Parlamento está associado ao Regime, sendo que por isso o mesmo se encontra impossibilitado de ordenar assuntos relativos à Monarquia, precisamente por esta não estar vinculada na Constituição.

E dá-me o exemplo de um Partido efectuar Eleições Gerais para resolver um assunto de foro interno.

Meu caro, dou-lhe outro exemplo.

Após umas eleições, quando é constituído um Governo por uma "facção" diferente daquela que estava em funções anteriormente, esta tem ou não tem de respeitar os compromissos com os quais a anterior legislatura se comprometeu?

Tem de honrar tais compromissos, pois foi um Governo de Portugal que os subscreveu!

Da mesma forma se passam com a questão da Sucessão em Portugal.
É certo que o País se encontra em Regime Republicano.
É certo que esta forma de Regime se encontra salvaguardada pela Constituição.
No entanto, e ao contrário do que os Republicanos possam pensar, a Monarquia foi governo em Portugal por muitos séculos e apesar desta estar afastada do poder e assim, podem os monárquicos invocar o princípio da sucessão da Real Família Portuguesa por forma a forçar que o Parlamento se pronuncie sobre este ponto.

Tal imposição, em nada interfere com o facto de a Nação ser uma República ou de a Republica estar protegida pela Constituição. O que se procurará fazer é indicar-se quem é a cabeça da Monarquia em Portugal de uma forma que possa ser aceite por todos.

A Monarquia, como o meu caro amigo passa a vida a dizer, não é a República onde os seus representantes máximos são eleitos. A Monarquia tem, forçosamente, uma e apenas uma cabeça! E é esta que está em questão neste preciso momento.

Apenas temos de agir dessa forma.

Questione-se o Tribunal Constitucional sobre SE ao se pedir ao Parlamento para se pronunciar sobre este caso, se se estará a violar de alguma forma o que está prescrito no texto da actual Constituição ou se se coloca em risco o Regime Republicano em Portugal.

Consoante a resposta deste Tribunal, poderemos então avançar para convocar umas Cortes ou não. E se não, teremos de procurar por outra forma de actuação por forma a que possamos fazer avançar a nossa causa.

Pois SE vamos ficar parados à espera que o texto da Constituição seja alterado, o mais certo é existir alguém do BE ou PCP que diga que mudar tal alínea viola as bases fundamentais do mesmo e por aí em diante.
Se me dizem, como alguns constitucionalistas o dizem, que TUDO pode ser alterado desde que se cumpram determinados critérios, então NADA poderá ser considerado enquanto perigo à manutenção da República, conforme consagrada no presente texto da Constituição, visto que nada está escrito em pedra.

Meu caro amigo, haja-se. Seja ou não, mais ou menos, irrelevante, utópico ou irreal.

Mas não será com Revoluções que lá iremos e nesse caso, não será com o cooperativismo que conseguiremos fazer qualquer coisa pela Monarquia, pois a acontecer, acontecerá em República e os beneficiados serão os Republicanos e a forma de Regime por estes seguida.

nau escreveu:
6. A consulta dos Cadernos Eleitorais (caso se pretendesse um acesso a todo o eleitorado) teria que ser solicitada ao Ministério da Administração Interna e justificada por largo número de assinaturas que, certo, seria transformada em petição dirigida à ... Assembleia da República.
7. A “magia” poderia conseguir a obtenção dos Cadernos Eleitorais mas a duplicação destes e o endereçamento postal aos eleitores custaria uma pequena fortuna (e, como toda a literatura partidária, acabaria no lixo). Logo, a solução seria uma “convençãozita monárquica” (que também tem os seus custos) sempre contestada por A e por B quando uma destas se achasse em minoria...


Uma vez mais, limita-se a apelar ao que já existe enquanto forma de justificativo para a tomada de decisão.

Meu caro há, se se der ao trabalho de despender algum tempo sobre o assunto, outras formas de conseguir aquilo a que nos propomos. Agora, a questão é saber se tais formas seriam aceites ou viáveis. Mas isso implica um desejo de tal acontecer por parte dos monárquicos e seus movimentos, o que para além de alguns poucos, parece não acontecer.

E assim, damos resposta à pergunta que se faz por norma, sobre o porquê de a Monarquia, Cooperativismo, etc. não avançarem para a frente.

Chama-se letargia e medo de se arriscar a errar ou a passar pelo ridículo por forma a se avançar. Olhe-se para Arquimedes, Edison, irmãos Wright, Sikorski, etc..

Abraços,

IzNoGuud
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nau
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Mensagem Enviada: Qua Set 03, 2008 07:39     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECIM, por que não?

TM.XXXIV – As Cortes Portuguesas

1. Para mim, parece tão óbvio a Monarquia ser um regimen com um chefe vitalício e hereditário que jamais me passou pela cabeça que se pudesse contestar o princípio fundamental com base em decisões políticas dirimidas pelo tempo e por outras decisões, também políticas, que clarificaram, em definitivo, quem deverá suceder ao último soberano reinante.
2. A história pátria, bem como o parecer dos genealogistas, acrescida da reiterada determinação dos membros do ramo visado em assumirem as suas responsabilidades dinásticas, motivaram a opção da maioria dos monárquicos. Por outro lado, há mais de 70 anos que ficou claro que um trisneto de D. Miguel, casado com uma prima do ramo com quem o dito Rei se tinha desavindo, seria o herdeiro da Coroa Portuguesa.
3. A hereditariedade, como fundamento da Monarquia, foi adoptado por obviamente evitar que o símbolo vivo da comunidade que, à semelhança da Bandeira e do Hino representa o núcleo da mesma, isto é, a Família, seja o produto de maquinações partidárias, utilizado para apoiar ou contrariar a facção maioritária verificada na Casa da Democracia – ou seja, o Parlamento – em contravenção com a vontade popular, manifestada em cada legislatura.
4. Pretendentes à chefia do Estado é uma prática republicana e através desta se procura inculcar aos eleitores e/ou conduzir estes para opções que, como atrás foi denunciado, apenas procuram viciar o jogo partidário. Logo, a Monarquia é um regimen mais democrático do que a República, pois não organiza quermesses para a angariação de chefes a prazo, como alguns cripto-republicanos parece quererem impôr à Monarquia. Os monárquicos não procuram “Pretendentes” - nos que hesitam e talvez avancem, nos Brasis, nas areias de Alcácer-Quibir, nos esquemas obscuros italianos. O Presuntivo Herdeiro só poderá ser contestado nas Cortes e estas apenas terão lugar quando a Monarquia for instaurada em Portugal.
5. A maior parte das constituições políticas existentes tomam por base um sistema bicameralista, o que não é o caso da Lei Fundamental em vigor que apenas se apoia num Parlamento (Assembleia da República), sendo as outras funções políticas exercidas por um corpo de magistrados sob a designação de Tribunal Constitucional. Na Monarquia Portuguesa do século XXI, a Casa da Democracia (Parlamento) sofrerá apenas alguns ajustamentos no processo eleitoral, pelo que os representantes do Povo terão os seus nomes expressos ou riscados dos respectivos boletins eleitorais pelos pertinentes votantes.
6. A reunião conjunta de membros do Governo e do Parlamento (donde provém o primeiro), extensiva a procuradores Autárquicos, bastonários das várias Corporações (Ordem dos Médicos, Ordem dos Engenheiros, Ordem dos Economistas, etc.), bem como a representantes da diáspora portuguesa e de valores da civilização Lusíada, dão lugar à Assembleia Magna da Monarquia (as Cortes) que, convocadas pelo Rei, realizam-se em qualquer parte do território nacional (e porque não nos CPLP?) sendo as suas deliberações apenas sujeitas a posterior aprovação do(s) Parlamento(s).
7. A ineficiência dos Parlamentos adoptados pelas várias Constituições Portuguesas (desde o tempo da Revolução Liberal) é motivada pela inanidade da maior parte dos cidadãos, pelo que é essencial cultivar o espírito associativo na comunidade, sendo o Cooperativismo uma das melhores vias (na minha opinião) para o efeito, dado que um cidadão criterioso será sempre um potencial monárquico.

Saudações cooperativistas,

Nau

P.S.1: a Assembleia da República jamais se pronunciará acerca do Herdeiro da Coroa Portuguesa pois, ao fazê-lo, estaria a dar um importante trunfo aos seus adversários; talvez seja essa a razão pela qual os cripto-republicanos ciclicamente retomam o assunto – dividir é enfranquecer.

P.S.2: de facto, o Cooperativismo no seio dos monárquicos tem sido irrelevante, embora o número das cooperativas em Portugal seja superior a 4000 (1985).
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Set 03, 2008 14:46     Assunto : Re: cooperativismo Responder com Citação
 
Resposta a TM.XXXIV – As Cortes Portuguesas

nau escreveu:
1. Para mim, parece tão óbvio a Monarquia ser um regimen com um chefe vitalício e hereditário que jamais me passou pela cabeça que se pudesse contestar o princípio fundamental com base em decisões políticas dirimidas pelo tempo e por outras decisões, também políticas, que clarificaram, em definitivo, quem deverá suceder ao último soberano reinante.


Jamais lhe passou a si pela cabeça, mas não a outros. E creio que estes "outros" deverão ter tanta oportunidade de apresentarem as suas ideias/visões/propostas perante a totalidade dos monárquicos e sem que os tentem calar, para não dizer amordaçar, quanto aqueles que pensam como o meu caro amigo.

Felizmente o meu caro amigo, tem sido ímpar, na sua abertura e interesse em debater e dialogar sobre temáticas as quais a maioria dos mais "empedernidos" e facciosos monárquicos pura e simplesmente ignoraria à espera que estas questões se esfumassem no éter.

Já agora lhe lanço a questão... se para a questão da sucessão é assim tão inexpressiva a posição político-legal, como o meu caro amigo tem aventado, porque então é que houve tanta preocupação ao longo dos tempos em legislar sobre a mesma?

A sucessão caberia sempre a um descendente de D. Afonso Henriques, pela linha o mais directa possível com a única salvaguarda de que a mesma seria escolhida na premissa da manutenção da independência Nacional, como parece ter sido o caso de D. João I Mestre de Avis.

nau escreveu:
2. A história pátria, bem como o parecer dos genealogistas, acrescida da reiterada determinação dos membros do ramo visado em assumirem as suas responsabilidades dinásticas, motivaram a opção da maioria dos monárquicos. Por outro lado, há mais de 70 anos que ficou claro que um trisneto de D. Miguel, casado com uma prima do ramo com quem o dito Rei se tinha desavindo, seria o herdeiro da Coroa Portuguesa.


Se tivesse ficado claro, não teriam existido quaisquer dúvidas. O que não implica que as mesmas tenham ou não razão!

O que acontece é que a sucessão ainda está em aberto e devido a isso mesmo, muita coisa ainda pode acontecer. O que apenas vem fragilizar, quanto a mim, a posição Monárquica em Portugal.

O que não inviabiliza que, tal como aconteceu na França, um qualquer descendente de D. Pedro IV, o qual estivesse num igual ou superior patamar que a Sra. Mãe do actual Presuntivo Herdeiro, com a ressalva de que o mesmo seria descendente por parte de D. Pedro IV por parte do Pai e não da Mãe como acontece actualmente, não possa optar por renunciar aos seus direitos à Coroa Imperial Brasileira, obter uma cidadania Portuguesa e apresentar-se enquanto Pretendente ao Trono de Portugal.

A questão da nascença em território Português seria facilmente contornável no espaço de uma geração e depois em que ficaríamos?

Teríamos um trineto de D. Miguel, o qual se casou com uma Prima descendente de D. Pedro IV e outro descendente de D. Pedro IV por parte do Pai.
Qual dos dois estaria mais perto familiarmente de D. Manuel II e o que diriam então as regras da Hereditariedade e Genealogia?

É uma questão que, felizmente, nem sequer se põe. Mas a indefinição da questão da sucessão, que por muito que o meu caro afirme, não passa de um "acordo de cavalheiros" com as devidas implicações. Vem limar a instituição Monárquica em Portugal e por isso eu crer que é crucial fechar esta porta o mais depressa possível.

Ou seja, a Monarquia Portuguesa enfiou-se num buraco por sua própria e auto recriação, buraco este do qual agora não consegue sair.

Uma coisa é certa. Se não tivesse existido uma Lei do Banimento, ninguém teria dúvidas, etc. etc. etc..

nau escreveu:
3. A hereditariedade, como fundamento da Monarquia, foi adoptado por obviamente evitar que o símbolo vivo da comunidade que, à semelhança da Bandeira e do Hino representa o núcleo da mesma, isto é, a Família, seja o produto de maquinações partidárias, utilizado para apoiar ou contrariar a facção maioritária verificada na Casa da Democracia – ou seja, o Parlamento – em contravenção com a vontade popular, manifestada em cada legislatura.


Ora muito bem e deve ser por isso que no decorrer da nossa Monarquia, a seguir a D. Fernando tivemos D. Beatriz casada com D. João de Castela enquanto Soberana de Portugal (o que implicaria a perda da independência de Portugal), mas que pelas regras da Hereditariedade seria a Legítima Herdeira.

Terá sido igualmente por isso que tivemos D. João I Mestre de Avis e não D. João de Portugal, filho de D. Pedro I e D. Inês de Castro, ou que a seguir a D. João II em vez de D. Manuel I tivémos D. Jorge Duque de Coimbra, visto termos recorrido a Bastardos porque é que estes foram aceites nuns casos e noutros não?

Tudo isto apenas com o pretexto de demonstrar, que se de facto o princípio da hereditariedade é um fundamento da Monarquia. Que nem este escapa a "outras" questões e que por isso, procurar-se justificar uma posição baseando-se apenas neste princípio não será quanto a mim suficiente para tal. Mas isto é uma posição pessoal minha e apenas isso.

nau escreveu:
4. Pretendentes à chefia do Estado é uma prática republicana e através desta se procura inculcar aos eleitores e/ou conduzir estes para opções que, como atrás foi denunciado, apenas procuram viciar o jogo partidário. Logo, a Monarquia é um regimen mais democrático do que a República, pois não organiza quermesses para a angariação de chefes a prazo, como alguns cripto-republicanos parece quererem impôr à Monarquia. Os monárquicos não procuram “Pretendentes” - nos que hesitam e talvez avancem, nos Brasis, nas areias de Alcácer-Quibir, nos esquemas obscuros italianos. O Presuntivo Herdeiro só poderá ser contestado nas Cortes e estas apenas terão lugar quando a Monarquia for instaurada em Portugal.


Lol... então presumo que se devam considerar os exemplos que tivemos ao longo da história enquanto curiosidades sem qualquer interesse ou valor. Meu caro, é certo que apenas as "Cortes" podem "fechar" esta questão. Já o ponto de que estas apenas podem ter lugar após uma Monarquia ter sido instaurada em Portugal, ainda está aberto a discussão.

Eu creio, na minha ignorância, que tal não é o facto.
O meu caro diz que é... gostava então de lhe perguntar sobre quais serão as formas pelas quais uma Monarquia pode, hoje, ser implantada em Portugal. Por forma a que os Monárquicos possam repensar as suas estratégias.

nau escreveu:
5. A maior parte das constituições políticas existentes tomam por base um sistema bicameralista, o que não é o caso da Lei Fundamental em vigor que apenas se apoia num Parlamento (Assembleia da República), sendo as outras funções políticas exercidas por um corpo de magistrados sob a designação de Tribunal Constitucional. Na Monarquia Portuguesa do século XXI, a Casa da Democracia (Parlamento) sofrerá apenas alguns ajustamentos no processo eleitoral, pelo que os representantes do Povo terão os seus nomes expressos ou riscados dos respectivos boletins eleitorais pelos pertinentes votantes.


Está tal situação prevista ou o meu caro amigo fala de aquilo que deseja?

nau escreveu:
6. A reunião conjunta de membros do Governo e do Parlamento (donde provém o primeiro), extensiva a procuradores Autárquicos, bastonários das várias Corporações (Ordem dos Médicos, Ordem dos Engenheiros, Ordem dos Economistas, etc.), bem como a representantes da diáspora portuguesa e de valores da civilização Lusíada, dão lugar à Assembleia Magna da Monarquia (as Cortes) que, convocadas pelo Rei, realizam-se em qualquer parte do território nacional (e porque não nos CPLP?) sendo as suas deliberações apenas sujeitas a posterior aprovação do(s) Parlamento(s).


Agora volta à ideia de que, afinal de contas, as Cortes e o Parlamento não serão de facto a mesma coisa.

Se não são a mesma coisa, porque mesmo é que teremos de esperar por uma instauração de uma Monarquia? Não pode o Presuntivo Pretendente avançar e convocar as mesmas, aceitando (ou não) participar nestas os elementos das entidades acima mencionadas?

E se for possível, peço-lhe que se alonge na seguinte frase "...representantes da diáspora portuguesa e de valores da civilização Lusíada...". Estamos a falar de representantes das nossas comunidades e de mais quem?

nau escreveu:
7. A ineficiência dos Parlamentos adoptados pelas várias Constituições Portuguesas (desde o tempo da Revolução Liberal) é motivada pela inanidade da maior parte dos cidadãos, pelo que é essencial cultivar o espírito associativo na comunidade, sendo o Cooperativismo uma das melhores vias (na minha opinião) para o efeito, dado que um cidadão criterioso será sempre um potencial monárquico.


Eu tinha a percepção de que a ineficiência de que fala se prendia antes de mais à má qualidade dos Políticos que temos tido, aliado a que estes perdem mais tempo a pensar no seu umbigo do que no bem da Nação. A inanidade da maior parte dos cidadãos impede aquilo que os Ingleses diziam de nós, que era que precisávamos de uma revolução a cada 10 anos para entrarmos nos eixos.

nau escreveu:
P.S.1: a Assembleia da República jamais se pronunciará acerca do Herdeiro da Coroa Portuguesa pois, ao fazê-lo, estaria a dar um importante trunfo aos seus adversários; talvez seja essa a razão pela qual os cripto-republicanos ciclicamente retomam o assunto – dividir é enfranquecer.


Mas tal "problema" pode ser, creio eu, resolvido. Acreditando que o Parlamento PODE pronunciar-se, apenas não o faz por o assim desejar. Simples, nesse caso ter-se-ia de se FORÇAR o Parlamento a se pronunciar sobre o mesmo.

nau escreveu:
P.S.2: de facto, o Cooperativismo no seio dos monárquicos tem sido irrelevante, embora o número das cooperativas em Portugal seja superior a 4000 (1985).


Qual tem sido o impacto destas na Nação?

IzNo
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nau
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Mensagem Enviada: Qui Set 04, 2008 03:11     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECIM, por que não?

TG19 – Hino da Liberdade, uma sugestão

1. O Sol nasce em Portugal,
tal como a Democracia,
renovado, triunfal,
para todos, novo dia.

Dos arcanos da história
abre-se porto seguro,
novas promessas de glória
no rumo para o futuro.

Eia avante Portugal.
Eia avante Plebeidade.
Arraial
arraial
pela nossa Liberdade!

Solidários somos nós,
no presente e no porvir:
p’lo legado dos Avós;
pela herança a transmitir.

Na senda da equidade
muito há a percorrer;
p’lo crisol da Liberdade
é lutar, sem esmorecer.

Mas tudo renova e muda
pela força da razão,
p’lo ‘spírito d’entre-ajuda,
p’la via da co’p’ração.

Eia avante Portugal.
Eia avante Plebeidade.
Arraial
Arraial
Pela nossa liberdade!
Pela nossa liberdade!

2. Diverti-me imenso. Todos malharam e a chacota não tinha fim. O nosso músico, instado a martelar qualquer coisa ao piano, declarou que “aquilo” não tinha pés nem cabeça e os mais cordatos sugeriram que, como o sapateiro, não passasse da chinela, isto é, que me dedicasse à doutrina cooperativista da qual, confessadamente, já pouco liam.

3. A minha mulher, para picar o colega que é republicano, sugeriu que o quarto verso da primeira quadra fosse alterado – “Para todos, Monarquia” – e o estribilho refundido para “Eia avante mocidade” por não gostar da palavra ‘plebeidade’. Aqui, a purista saiu a campo a defender a sua área. Para alguns a lição foi enfadonha, digo, exemplar, e desistiram das emendas, continuando no gracejar à porfia.
4. A excepção à regra foi assumida pelo nosso ‘astrólogo’ que, a partir “Dos arcanos da história” puxou a brasa à sua sardinha; meteu Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e outros numa overdose do oculto que se esbateu apenas com a introdução do ‘Vai alta a Lua na mansão da morte / Já meia-noite, devagar, soou...” cantada e acompanhada ao piano com soturnidades românticas.
5. O objectivo destes versos foi demonstrar “when there’s a will there’s a way”, o que tanto dá para a doutrina cooperativista, como para uma lírica qualquer – o importante é participar, avançar com ideias, reconstruir, verso a verso o exposto, como fora sugerido, recentemente, por IzNoGuud, tendo por motivo a Liberdade, a Equidade, a Solidariedade.
6. Suponho que JTMB não precise estar ao volante da sua viatura, numa manhã de trânsito complicado, para escrever um verso (uma linha que seja!) tomando por inspiração a alegada kinetic energy do seu amigo valdevinos. Por outro lado, Salah-Adin, embora necessite da autorização da sua mãezinha, sem dúvida que, mesmo em árabe vernáculo, poderá escrever umas linhazitas ...
7. A lista seria longa da plêiade (só sete?) neste forum, mas aqui deixo o repto aos membros recentemente inscritos no ‘monarquicos.com’ a dar um arzito da sua graça – já que o mesmo é de borla – é aproveitar as férias para dar uma volta na ‘poesia’, embora continuando a pensar que o cooperativismo só é bom ... para os cooperativistas!

Saudações da praxe,

Nau
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qui Set 04, 2008 16:49     Assunto : Responder com Citação
 
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Os meus Parabéns aos Poetas, tanto os Monárquicos quanto os Republicanos que se prontificaram a participar em semelhante iniciativa.

Efectivamente, quando hé vontade há uma forma e o meu caro acabou de demonstrar tal perante os presentes.

A todos e uma vez mais...

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IzNoGuud
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Set 04, 2008 17:44     Assunto : Responder com Citação
 
Caro Nau,

Isso é que foi obra!!!!! Os meus Parabéns aos Artistas!!!!!

Sim senhor, uma grande lição de Cooperação entre monárquicos e republicanos...são um exemplo!!!!!

Não posso deixar é de, e apesar de não ter contribuído em nada, de manifestar o meu agrado ao sugerido pela Sra. sua espôsa que acho soar melhor, mas sou só eu uma ignorante nas lides desta tão nobre arte...peço desculpa a todos, pela minha ousadia.

Com elevada consideração por todos os participantes.

Beladona
 
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nau
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Mensagem Enviada: Dom Set 07, 2008 08:51     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECIM, por que não?

TM.XXXV – Sejamos claros

1. Casa da Democracia é o nome próprio do Parlamento (Parlamento = Casa da Democracia), órgão legislativo e genitor do Executivo. As Cortes são a eventual reunião das instituições democráticas (Parlamento, Autarquias, Corporações), convocadas e presididas pelo Rei.
2. Auscultar o cidadão por cada acto do Governo não é prático e tornaria a gestão deste morosa, bem como ineficaz.
3. O Povo escolhe os seus delegados ao Parlamento por sufrágio universal e estes são soberanos, logo responsáveis perante os seus eleitores, por cada legislatura.
4. Democracia é Governo e Administração do Povo, presumindo-se que todas as decisões sejam tomadas por maioria.
5. Actos análogos ao sufrágio universal na persecução de consensos maioritários são rotinas democráticas, desde que os objectivos sejam o bem-comum.
6. Logo, a eleição do Presidente da República é um acto anti-democrático por criar uma figura política que apenas serve para apoiar ou contrariar a maioria verificada no Parlamento.
7. Acima das lutas partidárias, apenas existem os símbolos, Bandeira, Hino e Rei, acumulando este último, como fundamento da comunidade (Pai, Mãe e Futuro), funções protocolares.

Saudações Cooperativistas,

Nau

P.S.: quando o Presidente da República é eleito pelo Parlamento a situação é demais abstrusa, por um parceiro virar a mandante
 
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nau
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Mensagem Enviada: Dom Set 07, 2008 09:06     Assunto : cooperativismo Responder com Citação
 
CENTRO DE ESTUDOS COOPERATIVOS DE INSPIRAÇÃO MONÁRQUICA

CECIM, por que não?

TC – 0

1. Há cerca de um ano facultaram-me este espaço a que entusiasticamente me dediquei, de tudo escrevendo, na esperança de acender a chama do associativismo no seio dos monárquicos.
2. Nenhum tema foi tabu, mas a Ideia Monárquica tornou-se uma constante, ao ponto de Amigos e Colaboradores aconselharem a mudança do designativo para: “CEMIC – Centro de Estudos Monárquicos de Inspiração Cooperativista”.
3. A frustração é grande porquanto ninguém se propõe dar continuidade ao assunto: Diogo Ventura refugiou-se em Olivença; VM amuou. Chefes monárquicos a quem possa meter uma cunhazita pelo cooperativismo não encontrei: Pedro Reis é demasiado inteligente para ser um bom político; IzNoGuud, demasiado diletante para impor um rumo; JTMB, demasiado emocional para motivar as hostes; Rapunzel ...
4. Resta-me apresentar as minhas desculpas a todos que me apoiaram (chamando a atenção para casos momentosos; facultando material de interesse pertinente) e também àqueles que tiveram a pachorra de me ler.
5. Publicamente, agradeço ao Tio Luis as perspicazes observações e conselhos; à Tia Gertrudes, os excertos de poemas catrapiscados da excelente antologia cultivada pela Caríssima Beladona (espero que me continue a mimar com o referido néctar, mas não esqueça que o mesmo deverá ser enviado pelo correio e para o novo endereço – a casa de St. Albans foi encerrada.
6. Permitam-me que dirija também um agradecimento muito especial ao Caro IzNoGuud que, ultrapassando as suas funções de moderador, tudo fez para dar relevo aos assuntos aqui focados. Muito e muito obrigado.
7. Termino socorrendo-me dos Antigos: Mal com os cooperativistas por mor dos monarquicos; mal com os monárquicos por mor dos cooperativistas. Bom é acabar.

Saudações da praxe,

Nau
 
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