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Índice do Fórum : Movimentos Políticos
Conversas entre dois Monárquicos
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Ter Nov 24, 2009 14:35     Assunto : Conversas entre dois Monárquicos Responder com Citação
 
Venho aqui apresentar uma conversa, que tenho mantido, com o Sr. José Andrade a qual considero importante para ser debatida por TODOS.
Assim e com a devida autorização passo para aqui a mesma, até agora.

José Andrade escreveu:
INSTITUIÇÂO CASA REAL

Nenhuma Instituição pode exercer a sua função sem ter as condições adequadas.
A função da Casa Real Portuguesa é de uma transcendente importância política e patriótica no actual momento histórico.
Essa importância, já seria indiscutível, mesmo sem o assumir do objectivo da restauração do Regime Monárquico, mas perante esse objectivo e a sua oportunidade de concretização, passa a determinante.
A imagem que passa e que se generalizou, da Instituição Casa Real, é a da carência de condições.
No debate monárquico, essa é a justificação, para a desmotivação, para a ausência de coordenação e para a inércia.
Desta justificação, resulta uma penalização gravíssima, que recai sobre toda a Família Real e em especial sobre a personalidade de D. Duarte Pio de Bragança.
Uma situação insustentável e lamentável.
A sujeição da Família Real e de D. Duarte a esta imagem pública, resultado da ausência de condições, deveria ser a principal preocupação de todos os monárquicos.
A carência e inconsistência orgânica da Instituição Casa Real, é uma prova da incoerência dos monárquicos portugueses e da sua descrença. D. Duarte é mais uma vez a principal vítima, pois é sobre ele que recai toda esta imagem negativa.
Criar uma Instituição Casa Real, dota-la dos meios necessários, é assim a prioridade.
A Família Real, é a referência essencial para todas as famílias de um povo.
A Família Real, é a referência essencial para os valores a defender e a preservar.
A Família Real, é a referência essencial para os problemas que afligem e preocupam a sociedade.
A Família Real, é a referência para o nosso orgulho e para a nossa distinção.
A família Real, é a garantia da união de um povo e a referência da sua história.
A Família Real, é a garantia de unidade nacional e dos desígnios do futuro.

Não assumir toda esta importância é apenas e simplesmente, abdicar da sua função.
A Família Real portuguesa não pode abdicar, porque Portugal precisa dela.
Esta exigência monárquica e de muitos patriotas, mesmo não monárquicos, tem de ser ouvida, tem de ser resolvida.
D. Duarte, não pode mais sujeitar-se a ser uma figura insípida da nossa história, mas compete aos monárquicos e às suas Organizações, oferecerem-lhe as condições indispensáveis para que a sua vocação, a sua obrigação, a sua vontade, se possa exprimir.
Portugal precisa de D. Duarte, precisa de D. Afonso seu filho e todos os portugueses precisam deles.
Ser monárquico não é aplaudir ou bajular, é uma afirmação na sociedade, uma postura permanente. Esta também é uma exigência essencial, que deverá generalizada como mentalidade monárquica.
O serviço público da Família Real, é um acto político, que tem de ser entendido, como a mais importante das acções permanentes da sociedade portuguesa.
A Família Real está impedida de exercer este serviço público.
A imagem de D. Duarte foi enormemente desgastada pela ausência das suas condições para o exercício das suas funções históricas e políticas.
Não sabemos, não é dada nenhuma indicação, sobre a formação e educação do Príncipe das Beiras, seu herdeiro. A educação e formação de um Príncipe é uma questão de Estado prioritária nas monarquias e deveria em Portugal, ser uma questão prioritária da preocupação monárquica.
Um Príncipe é uma figura pública, desde o dia que nasce.
A sua educação, não é uma matéria exclusiva de seus pais, mas sim da Instituição Casa Real e de toda a população.
Um Príncipe moderno, simpático, culto, mundano, desportista, interessado e participativo, nos fenómenos sociais relevantes, é um objectivo e esperança essencial.
A juventude portuguesa precisa de uma referência assim…
Tudo isto é função da Instituição Casa Real.

Almeirim, Novembro de 2009-11-13
José Andrade


Paulo Especial escreveu:

Exmo. Sr. José Andrade,

Antes de mais, um muito obrigado por me ter vindo trazer as suas opiniões relativamente a esta questão a qual ambos consideramos da máxima importância.

Posso dizer que concordo, talvez quase plenamente, com aquilo que o Sr. afirma.

MAS, há sempre um mas, outras situações se levantam.

O Sr. José Andrade faz a seguinte afirmação, "...Ser monárquico não é aplaudir ou bajular, é uma afirmação na sociedade, uma postura permanente. Esta também é uma exigência essencial, que deverá generalizada como mentalidade monárquica.
O serviço público da Família Real, é um acto político, que tem de ser entendido, como a mais importante das acções permanentes da sociedade portuguesa.
A Família Real está impedida de exercer este serviço público..."

Eu, enquanto Monárquico, Português e em especial enquanto defensor da Pretensão do Sr. D. Duarte Pio, sempre me pautei por aplaudir aquilo que era feito de bom e em apontar o dedo aquilo que eu considero ser mal feito, procurando apresentar propostas alternativas mais correctas (do meu ponto de vista) ao invés de ser daqueles que criticam apenas por criticar.

Creio que temos todos de ter ser capazes de avaliar o trabalho que está a ser feito e de ajudar a melhorar este por forma a que consigamos atingir os nossos objectivos, que são a implantação de uma Monarquia em Portugal.

Infelizmente e pelo que tenho denotado, o Movimento Monárquico Português (pelo menos aquele que se centra na pessoa do Sr. D. Duarte Pio e que corresponderá a cerca de 90% da totalidade). Não olha com bons olhos que os Monárquicos venham a público quer questionar as opções destes, quer exigir uma maior transparência e qualidade.

O que para a maioria dos Portugueses quer dizer, de uma forma muito clara, aquilo que realmente será o Movimento Português e que assim vem minar todo e qualquer trabalho que seja efectuado em prol de um maior conhecimento, esclarecimento e propaganda da Causa a que ambos servimos.

Igualmente não deixo de concordar com o Sr. José Andrade relativamente ao papel, fundamental, da Casa Real Portuguesa.

Infelizmente, é a mesma (e eu aqui cedo voluntariamente este título à família do Sr. D. Duarte Pio) que, pelo que tenho denotado, insiste em se colocar nas posições inconfortáveis nas quais se coloca e por uma questão de "honra", que não deveria caber aquele que se propõe a representar e governar TODOS os Portugueses de uma forma isenta, sem cabimento e desproporcionada.

O primeiro DEVER da Família Real Portuguesa é SERVIR a Portugal e aos Portugueses, mesmo que para tal a mesma se tenha de SACRIFICAR em prol destes.

El Rei D. Carlos não teve qualquer problema em arriscar a sua vida em tal propósito.
Porque então deveremos exigir menos daquele que se apresenta enquanto Pretendente ao Trono de Portugal?

Creio, de facto, que o Sr. D. Duarte Pio se encontra a ser mal aconselhado. A alternativa, nos aspectos político e sociais, seria tremenda para o crescimento da Causa Monárquica em Portugal.

E assim, não me impeço... para não dizer que quase que me sinto obrigado, a expor a minha posição crítica (demonstrando e justificando o porquê de tal) ao mesmo tempo que apresento a minha ligação a esta pretensão. Demonstrando que a mesma, apesar de estar a cometer erros quanto a mim gravíssimos, continuar a merecer o meu completo e inequívoco apoio.

Sr. José Andrade, a ver vamos.

Por mais que o Sr. . Duarte Pio seja, de facto, o sucessor d'el Rei D. Manuel II por N factores. Este, tal como o Sr. seu pai (Sr. D. Duarte Nuno o qual tenho na mais alta consideração), deveriam procurar SANEAR esta situação o mais rapidamente o possível.

Situação que, apesar de estarmos em República, poderia e até deveria (no meu entender) de ser resolvida por forma a que então possamos TODOS agir conforme aquilo que o Sr. José Andrade escreveu e a que eu subscrevo tal como disse, quase na íntegra.

Infelizmente e talvez por não ter havido à altura qualquer oposição significativa à Pretensão do Sr. D. Duarte Nuno. Esta pretensão deixou-se "adormecer na forma", passando a assumir que a questão estava de facto resolvida (ainda para mais com o reconhecimento tácito de todas as Casas Reais Europeias para não dizer Mundiais).

Infelizmente não está. Pois Portugal à muito que era um Estado de Direito, Direito esse que tem implicações quer para a População no geral mas em especial para aqueles que nos representam (e quem mais do que aquele que se apresenta enquanto possível Chefe de Estado?).

A questão das "obrigações" ditadas para que o, então, Sr. D. Duarte Nuno (por mais que a maioria dos Monárquicos Portugueses até aceitassem esta pretensão) pudesse de facto ascender a Sucessor d'el Rei D. Manuel II implicavam alterações nas "Leis" que regem a Sucessão em Portugal, nomeadamente na revogação da Lei do Banimento. E assim, para além de uma tentativa de "aclamação" em 1932, a qual considero sem qualquer valor. Tal revogação implicavam uma disposição nesse sentido do Governo, o que era complicado por o mesmo se encontrar à altura sob uma República.

Assim, toda esta questão fica em "águas de bacalhau" até 1950. Ano no qual o Governo Português (sob uma República) revoga explicitamente a Lei do Banimento (para além da Lei da Proscrição), abrindo assim a porta para que esta questão fosse LEGITIMAMENTE resolvida.

Infelizmente, nesta altura do "Campeonato" e uma vez mais dada a inexistência à altura de qualquer oposição de monta. Opta-se por se manter o "status quo" no qual a "Sucessão" a El Rei D. Manuel II é algo... tácito.

Só que tal posição veio a ser questionada à posteriori, com mais ou menos razão ou sentido (é, sinceramente, totalmente indiferente). Pelo que e conforme está preconizado, TODAS as Pretensões (por mais estapafúrdias que estas possam ser) terão de ser avaliadas pelas Cortes (ou seu equivalente moderno) para que estas se pronunciem, então, quanto à Sucessão d'el Rei D. Manuel II.

Só que, agora, após TODOS estes anos. O Sr. D. Duarte Nuno e posteriormente o Sr. D. Duarte Pio entenderam que "aceitar" submeterem-se a tal situação implicaria uma "perca de face", ou seja de Honra. Pelo que insistem em NÃO aceitar qualquer compromisso que possa resolver esta questão (para mim sem qualquer dúvida quanto ao resultado).

O que aliado às políticas que têm sido emitidas pela Casa de Bragança e em especial pelos "eminentes" Monárquicos que lideram a Causa Monárquica em prol da Casa de Bragança, apenas tem vindo a desacreditar e destabilizar a imagem daquele que deveria de ser o próximo Monarca Português caso alguma vez viéssemos a ter uma Monarquia.

Pergunto assim ao Sr. José Andrade:

1º O que perdia o Sr. D. Duarte Pio pelo facto de se fazerem Cortes ou o seu equivalente, ainda que estivéssemos em República, com o intuito de resolver de uma vez por todas a questão da Sucessão?

2º O que perdia o Sr. D. Duarte Pio pelo facto deste passar a ter em conta as posições mais críticas de aqueles monárquicos, e não só, que questionam determinadas políticas ou posições tomadas pela Família Real?

E agora pergunto, o que teria o Sr. D. Duarte Pio a ganhar SE aceitasse incorporar todas estas... sugestões na sua forma de actuar?

A honra e a lealdade são valores muito menosprezados e até esquecidos nos dias de hoje. Acredito que o Sr. D. Duarte Pio até aja na maioria das vezes em concerto com os mesmos, apoiando assim decisões políticas (sugeridas pelo seu Conselho) as quais deixam muito a desejar. No entanto convém não esquecer de que o primeiro dever de um Monárquico (e de um Português) é o de SERVIR a Portugal e aos Portugueses.

Eu creio que, pela parte que me toca, tenho feito o meu dever para com o Sr. D. Duarte Pio e para com os Valores, Liberdades e Deveres a estes associados para que Portugal e os Portugueses possam, no futuro, ter uma Pátria melhor e mais preparada para Futuro que a passos largos se aproxima.

Sem outro assunto de momento e abaixo me subscrevendo com toda a atenção.

Paulo Especial
Administrador do espaço monarquicos.com


José Andrade escreveu:
Caro Paulo Especial

Não me revejo na Causa Real, nem nas Reais Associações, por inúmeros motivos, mas essencialmente pela inépcia e pelo seu imobilismo.
Também porque não perfilho, de uma Inucidade de representação, que dispenço em absoluto e que entendo ser um grave erro de D. Duarte.
Como vê também considero absolutamente inaceitável a relutancia monárquica para com a critica. Vou até mais longe...essa atitude é inibitória da cultura de exigencia, a única via possivel para que entre os monárquicos exista uma "massa critica" consistente e activa.
Sem essa massa critica, apenas haverá a bajulação bacoca e a prisão de D. Duarte numa redoma, que o impede totalmente de ter a Imagem. o Discurso e a Atitude necessária.
Tudo resulta de uma formula absolutamente obsoleta de assumir a representatividade do ideal monárquico....as consequencias são evidentes, na ausencia de um discurso consistente, quantas as vezes contarditório, sem objectividade...a ausência do cumprimento adequado da função da Familia Real...ausência de uma estratégia de implantação, muito menos de restauração.
A Causa Real e as Reais Associações, são meros centros de manutenção de pequenos privilégios, de pequenas importâncias, são uteis na preservação de uma nostalgia...mas numa base associativa nunca será possível criar um Movimento de Restauração.

Por isso há que avançar e dar o passo em frente.

Sem entrar em grandes explicações, que terei muito gosto em dar, no prosseguimento dos nossos contactos...vou-lhe enviar um outro texto a que chamei Movimento Monarquico de Restauração...
Depois de o ler...sugiro-lhe que pondere...a organização a curto prazo de uma Convenção Monarquica...com base num Manifesto...com um objectivo de concluir sobre a criação de um verdadeiro Movimento de Restauração.


José Andrade escreveu:
O Movimento de Restauração da Monarquia
A Instituição Casa Real e o seu Chefe D. Duarte Pio de Bragança, ao terem condições de exercício das suas funções, criam uma dinâmica da restauração.
O Movimento unificador surgirá, com um objectivo político, sustentado pela credibilidade de um discurso, da presença activa na sociedade da Família Real, em sintonia com o crescente sentimento monárquico popular.
O Movimento de Restauração, não é assim nenhuma estrutura orgânica em particular, mas essencialmente uma crescente onda de motivação monárquica.
A Instituição Casa Real motiva, a população responde e organiza-se.
A Instituição Casa Real, não pode impor, nem privilegiar essas diferentes formas de organização, da resposta popular.
A Instituição Casa Real, responde à adesão, às novas motivações e ansiedades. Unifica e coordena.
O Movimento de Restauração, não é assim nenhuma estrutura única, nenhuma organização pré-concebida, mas o somatório das respostas da sociedade civil, à atitude e à mensagem política da Instituição Casa Real.
O Movimento de Restauração, não dispensa nenhuma Organização existente, nem nenhuma das que venham a surgir.
Estas Organizações são os instrumentos da mobilização e da acção.
Como outros instrumentos terão de ser criados ou utilizados, como Jornais, Internet, Televisão e Rádio…
A Unificação do discurso, da estratégia, da acção, da atitude e até da mentalidade, é tarefa exclusiva da Instituição Casa Real.
Os únicos Porta-vozes do Movimento de Restauração, são aqueles que merecem a confiança e a delegação dessa responsabilidade, do Chefe da Casa Real.
Todas as Mensagens, toda a Imagem, é uma consequência da responsabilidade exclusiva da Instituição Casa Real.
Como o Movimento de Restauração, não é nenhuma estrutura orgânica, ele permite e estimula, uma enorme variedade de outras formas de participação e afirmação monárquica. Ou seja, a indispensável afirmação generalizada, que viabilizará o seu objectivo.
Assim a Causa Real e as Reais Associações serão reconhecidas pelo seu trabalho no passado e continuarão a ter uma importância decisiva no futuro.
Assim, os outros Movimentos se sentirão motivados porque encontrarão eco, na sua determinação.
Temos todos de assumir, que é pela generalizada motivação, que o objectivo da restauração poderá ser viabilizado.
Por isso novos Movimentos ou Núcleos, formais ou informais, pequenos ou grandes, sectoriais ou profissionais, regionais ou locais, terão de ser enquadrados e estimulados.
A Unidade, é garantida pelo objectivo, pelo discurso único, pela estratégia, pelo dinamismo, pela convicção no ideal, pelo reconhecimento da Instituição Real.
A Instituição Casa Real, tem assim de ser construída numa perspectiva mais abrangente do que a já de si complexa função de permitir e apoiar a função da Família Real.
Ela terá de ser pensada e funcionalmente instituída, como a entidade unificadora e coordenadora de todo o Movimento de Restauração.
Que esta proposta seja ponderada, discutida ou criticada…não é apenas um desejo de um convicto monárquico é uma expressão de uma profunda ansiedade, de quem tem a experiência de uma vida de luta política e social.
José J. Lima Monteiro Andrade


Paulo Especial escreveu:
Exmo. Sr. José Andrade,

Li com grande atenção os mails que me mandou e surgiram-me algumas questões.

Primeiro relativamente aos textos da minha autoria que terão levado o Sr. José Andrade a confiar em mim, dado o conteúdo do seu Manifesto algo... revolucionário para o meio no qual nos encontramos ter algumas diferenças de monta relativamente aquilo que eu defendo, por mais que no seu geral se aproxime deste.
No entanto creio que no facebook ainda não escrevi nada de monta que possa levar a tal interpretação e assim pergunto ao meu Sr. José Andrade de onde é que conhece os meus textos?

Segundo, sendo que a minha visão relativa à forma como devemos encarar tanto a questão da sucessão como a questão da (re)implantação de uma Monarquia serem sobejamente conhecidos no meio monárquico graças às minhas exposições nesse sentido nos mais diversos espaços nos quais participo ou participei, sendo que em alguns destes a incapacidade dos seus participantes em aceitar que alguém possa questionar a estrutura, capacidade de resposta e hierarquia do presente movimento monárquico tenha levado a que a minha "voz" fosse silenciada e até denegrida, sinónimo muito revelador da capacidade crítica da maioria dos nossos correlegionários (muitos dos quais, suponho, que o rodeiam dado o leque aparente de "amizades" patentes nos seu espaço nesta rede Social a título de exemplo). Tal leva-me a perguntar quanto ao percurso que o Sr. José Andrade tem tido enquanto monárquico por forma a que tal me possa ajudar a avaliar a motivação e até, talvez, aquilo que levou o Sr. José Andrade a sustentar o seu pensamento monárquico?

Peço-lhe que me desculpe pelo meu pedido, o qual acredito que possa parecer... estranho (permita-me chamar-lhe assim), no entanto com 77 anos de "tradição" monárquica a qual impele para o "pensamento único", situação que até compreendo parcialmente mas que creio ser totalmente desadequada para o presente momento no qual nos inserimos. Leva-me a fazer esta questão?

Terceiro, dado precisamente a aparente facilidade do meu Sr. José Andrade em navegar no meio monárquico no qual nos inserimos. Pelo menos e aparentemente de uma forma mais fácil e menos "perseguida" ou até criticada comparativamente à minha situação. Pergunto-lhe assim e desculpando-me pela minha ousadia, o porquê do Sr. José Andrade não avançar, por si próprio, com uma Convenção Monárquica (a qual subscrevo quanto à sua importância) nos mesmos moldes que me aconselhou a tentar organizar?

Aproveito para o convidar a participar, caso não o faça já, e a divulgar esta sua proposta para uma Convenção Monárquica no espaço que Administro (www.monarquicos.com).

Despeço-me com toda a atenção e esperando que o Sr. José Andrade compreenda a minha posição e não leve a mal as minhas dúvidas.

Paulo Especial


José Andrade escreveu:
Caro Paulo Especial

Há frontalidade, com frontalidade se responde.
Agradeço-a, porque só essa atitude faz sentido em mim.
Não tinha lido nada seu, apenas li um seu comentário na página da Causa Real, do qual concluí ser monarquico. Foi por essa razão que entrei em contacto consigo.
Escrevo o que penso, sou independente, gosto de partilhar. Por isso lhe escrevi.
Talvez a estranhesa seja precisamente por isso...é já tão raro o pensamento independente e também as convicções.
Não fiz qualquer interpretação, nem juízo sobre o que escreveu...apenas acreditei na sua afirmação monarquica.
O facto de acreditar na sua afirmação e na sua palavra, não implica da minha parte nenhuma outra confiança particular, pois acredito na manifestação de todos.
O facto de lhe enviar textos meus, que já foram publicados, apenas pressupõe que da minha parte possa haver interesse sobre o seu conteúdo e sobre as ideias ou propostas expressas. Não implicam nem estratégias, nem intenções, são partilhas e formas de contributo pessoal, que apenas têm a ver com a minha consciencia, com as minhas convicções e também com o meu caracter.
Sobre a tentiva de avaliação sobre a minha militância e convicção monárquica... se ela é condicionante da sua análise das ideias ou das propostas...é uma questão sua, a que não posso responder...se ela implica alguma desconfiança...então também é um sentimento seu, e não meu...por isso lhe escrevi.
Mas reafirmo-lhe... sou independente e preservo a minha independencia de pensamento, de atitude e de acção.
Se não lhe satisfaz esta resposta...sugiro-lhe então que faça uma pesquiza na Internet e talvez encontre alguma informação e também algumas surpresas.

Não escrevi nenhum Manifesto...apenas lhe transmiti a minha opinião e expressei as minha convicções...não falei em nome de ninguém, mas nunca abdiquei da minha luta pelos meus ideiais, numa atitude activa, a que tenho direito e dever de consciência.
Não me preocupam as suas divergências...preocupa-me sim a inercia, a inepcia e a divisão entre monárquicos.
Todos temos direito à nossa opinião, o respeito por ela é um dever de cada um...só assim me sei relacionar.
Porque não me criticam? Sabe se não o fazem? Eu não preocupo minimamente com isso. Se o fazem em privado, se não o fazem em publico, se não têm coragem ou consistencia para o fazer? Se estão á espera que eu me canse, se acham que eu não tenho impacto ou audiência? Nada disso me preocupa, apenas são simtomas, que me permitem análises.

Quanto à ultima questão sobre a proposta de uma Convenção Monarquica...sabe eu converso com muita gente e com muitos monarquicos....dessas conversas resulta sugestões e ideias...esta penso que é uma boa ideia.

Se entende que ela é boa, vamos conversar sobre ela. Se entende que a deve publicar como sendo minha...não ponho qualquer reserva, se bem que também não faço nenhuma questão de assumir sobre ela protagonismo pessoal.

Uma Convenção Monárquica só tem sentido se for um passo siginficativo e decisivo para a criação de um verdadeiro Movimento de Restauração. Esta é a minha opinião, que pode publicar quando quiser e que assumo como postura e com toda a determinação.

Suscitará entusiasmos? Mobilizará interesse e motivação?
Não sei, mas eu dei e continuarei a dar o meu contributo.
Tenho certezas quanto às resistências...mas também esperança no que respeita *a convicções monarquicas de muitos.
Continuarei...a usar a minha independencia para tentar unir e motivar.
Vamos ver.

Espero ter respondido com toda a clareza...não tenho qualquer pretensão em alterar posturas e posições de quem quer seja.
Ao contactar consigo, fi-lo na minha sincera boa fé. Continuo a pensar que fiz bem.

Os meus melhores cumprimentos

José Andrade


Paulo Especial escreveu:
Smile

Meu caro José Andrade,

A sua resposta... satisfez a minha "curiosidade" e, pelo que depreendo, fez-me perceber de que não estarei tão só como os meus detractores gostam de dar a entender.

Gostei, de facto, da sua proposta para uma Convenção. Tenho igualmente defendido e procurado (por inúmeras vezes) reunir os monárquicos (indiferentemente das suas visões ou posições pessoais) as quais encontram, repetidamente, entraves (quase que em exclusivo sempre do mesmo lado e pelas mesmas razões).

Assim e uma vez mais, lhe afiançarei de que estou disponível para participar em TUDO aquilo que possa promover a união entre os monárquicos.

Em todo o caso e visto o meu caro não me dizer se, por acaso, até já conhece o "meu" espaço e as minhas ideias... sugeriria-lhe assim a que fosse dar um "passeio", a seu tempo, pela minha "casa" (www.monarquicos.com e www.monarquicos.com/forum).

Talvez lhe sugerisse a leitura de alguns tópicos das secções Actualidade Monárquica (estes mais de cariz social), Movimentos Políticos e porque não... as entrevistas, as quais revelam em alguns casos... situações bastante interessantes.

Sem outro assunto de momento, despeço-me com toda a atenção.

Paulo Especial


José Andrade escreveu:
Já entrei no seu espaço e já li alguma coisa...já o tenho até referenciado nos meus favoritos para a ele ter acesso com regularidade


Paulo Especial escreveu:

Então... irei dar-lhe algum tempo para que o meu caro possa... "digerir" aquilo que eu, entre outros, por lá fazemos e aquilo que eu, entre outros, defendemos seja a nível de Valores e Liberdades individuais, seja destes a nível Estatal/Regimental.

Peço-lhe que tenha em conta de que a defesa dos valores e liberdades, com as quais os Monárquicos regra geral se identificam, implicam Direitos... mas igualmente Deveres.

Daí, poder haver (e acredito que hajam) "coisas" que "mexam" (permita-me que lhes chame assim) com o Sr.

SE, após este tempo (o qual deixarei ao seu critério) o Sr. José Andrade achar que temos então capacidade para procurarmos avançar com a sua ideia... então diga-me coisas.

Paulo Especial


José Andrade escreveu:
Como reparou...eu não fiz, nem faço propaganda das minhas acções...apenas publico o que entendo que devo publicar...mas já agora vou-lhe começando a dar algumas indicações...dois Blogs que asseguro entre outros...mas que podem vir a merecer a sua atenção
http://desafiodemudanca.blogspot.com
http://desafiodealmeirim.blogspot.com

José Andrade


Paulo Especial escreveu:
Agradeço-lhe imenso pelos seus links, estes são... interessantes e demonstram bastante interesse em áreas que igualmente mexem comigo.

Já agora gostava de lhe fazer uma pergunta, se não se importar.

Em tempos tivemos o Serviço Militar Obrigatório tal como tivemos o Ano Cívico (penso que se chamava assim), este último ainda no Estado Novo.

Pelo que sei, tem havido uma crescente lacuna de mão de obra para a Agricultura, e como é sabido. Para além de ser... complicado atrair jovens para a Agricultura, por N razões sobejamente conhecidas.

Fico a pensar SE não seria interessante reintroduzir o Ano Cívico, ou seu equivalente no qual entre as diversas opções se poderia introduzir um Serviço Agrícola Obrigatório no qual os Jovens estariam "forçados" a ajudar (algum tempo) quer na Agricultura, quer na limpeza das Matas por forma a dar uma "consciência" a estes e os aproximar das temáticas em causa.

Creio que a falta de ligação, para além de questões económicas, entre os Jovens e a nossa Terra é que têm feito com que haja esta crescente separação entre os Portugueses e a terra que produz (ou deveria produzir) o seu sustento.

O que acha o Sr. José Andrade desta minha ideia?

Paulo Especial


José Andrade escreveu:
A falta de ligação dos Jovens ao Mundo Rural e a toda a sua prolemática...é uma consequência política gravíssima de uma mentalidade citadina que é corrosiva de muitos valores da identidade portuuesa.
O Mundo Rural português é hoje uma reserva de Identidade portuguesa, nos valores, na vivencia e convivencia, na cultura tradicional, na paisagem ambiental e até urbana.
Esta reserva também está a ser muito diminuida.
Nos ultimos anos a situação têm-se agravado exponencialente...a morte da Agricultura (pela PAC e consequente Globalização); o abandono de actividades económicas tradicionais; das Pescas; a emigração para as Cidades...
A questão é um dos mais graves problemas politicos nacionais.
A actual Oligarquia partidária é dominada por forças políticas filiadas em outras organizações internacionais...as suas ideologias materialistas e esta sua associação internacional conduzem-nos pura e simplesmente à extinção como Nação.
Esse é o objectivo.
O problema ideologico actual é ...ou a cedencia à standarização ou a exigência da diferenciação.
Obviamente que só a segunda perspectiva tem sentido para os monárquicos e o regime monárquico é a unica resistencia possivel para este caminho de dissolvencia.

A prevenção contra os incendios florestais deveria ser como diz uma preocupção nacional. O exercito e a força aérea, deveriam assumir um papel fundamental nessa defesa...por isso acho que tem todo o sentido o que defende.

Para melhor percepcionar esta minha opinião...eu já a defendia quando era Presidente da CAP- Confederação dos Agricultores de Portugal e Vice- Presidente do COPA- Confederação das Organizações de Produtores Agricolas da União Europeia.

Cumprimentos

José Andrade


José Andrade escreveu:
Leia este artigo...gostava de ouvir os seus comentários

Jornal Monárquico....
http://cascais-digital.blogspot.com/

José Andrade


Paulo Especial escreveu:
Caro José Andrade,

Irei apresentar-lhe a resposta à primeira metade do seu texto, recorrendo à forma de escrita usada nos fóruns (com citações, as quais não sei se no facebook igualmente funcionam).

José Andrade escreveu:
Nem sempre o discurso da unidade, é verdadeiro e sincero.
A unidade será sempre uma consequência natural, perante um objectivo concreto, em que todos os membros acreditam, em que todos nele, estão determinados, em que não há qualquer suspeição sobre a vontade de todos na sua concretização.
Em muitas organizações, os apelos à unidade, são apelos falsos, feitos por aqueles que assumindo as responsabilidades de liderança, não querem ou não podem responder, às pressões de exigência de outros membros.


Concordo em pleno com esta sua afirmação.

1º Qual é o nosso objectivo concreto? Transformar a Monarquia enquanto alternativa Regimental viável para Portugal.

2º Como o fazer? Através de acções que demonstrem o interesse, capacidade e vontade dos Monárquicos. Através de organismos/instituições/grupos os quais apliquem, de facto, os valores e liberdades pelas quais desejamos que o Portugal Monárquico se reja. Através de uma capacidade de diálogo intra e extra Movimento Monárquico para que então TODOS, possamos decidir em plenitude e legalidade aquilo que desejamos oferecer aos Portugueses.

3º O que tal implicará da nossa parte? Capacidade de resposta, de encaixe, vontade em aceitar a diferença, em saber puxar aquilo que de melhor pudermos ir buscar aos que nos rodeiam por forma a que JUNTOS consigamos ter respostas fidedignas e o mais importante viáveis (e o mais simples o possível) que possamos apresentar aos Portugueses.

4º Infelizmente a constante violação dos Direitos, Deveres e Liberdades que se EXIGEM aos nossos Líderes, a incapacidade destes em comunicar quer com os outros monárquicos quer com os demais Portugueses (a incapacidade de falar perante os media é gritante) e em especial a intrangigência de alguns de entre aqueles que se apresentam enquanto Líderes dos Monárquicos apenas danifica mais a imagem da Monarquia.

José Andrade escreveu:
Os dirigentes agarrados aos seus pequenos poderes e às suas pequenas importâncias, ou aqueles que estão ao serviço de terceiros, têm sempre a tentação de acusar de divisionistas, todos os que levantam questões, todos os que se apresentam numa postura mais exigente.


Uma vez mais lhe dou o meu mais pleno acordo.
A procura de uma maior visibilidade em detrimento da Causa, Valores e Liberdades a esta associados ou da União dos Monárquicos é, de facto, uma das principais "doenças" de que padecem muitos dos monárquicos que presentemente se apresentam enquanto Líderes, alguns dos quais sem sequer o serem.
De outros vícios, igualmente vai vivendo o Movimento Monárquico. Vícios estes que temos procurado combater no www.monarquicos.com e que por isso mesmo tem-se procurado colocar à parte um grupo de monárquicos de visões próprias mas que, genéricamente, procura apresentar simplesmente um exemplo do que seria uma aplicação REAL dos Valores e Liberdades Monárquicas, com os Deveres a estes associados.

José Andrade escreveu:
É assim essencial, distinguir como se chega á Unidade numa Organização, ou num Movimento.


Concordo plenamente e creio que a distinção tem de ser, forçosamente, feita através da Honra (hoje tão esquecida), do Compromisso (a verdadeira capacidade para que se consiga trabalhar com aqueles que não pensam como nós), do Valor (a adesão aos Valores e Liberdades Monárquicas, com os Direitos e Deveres a estes associados implicam CORAGEM para avançar e dar a cara por um Projecto que a todos nos deve UNIR) e da Lealdade (para com os Portugueses e Portugal antes de TODO o resto).

José Andrade escreveu:
A Unidade é uma resultante, não dos apelos, mas das condutas, das atitudes, das mensagens e das acções para a concretização do objectivo.


Nada mais posso dizer para além de que é a verdade e que no www.monarquicos.com nos temos batido SEMPRE para que a Causa Monárquica AVANCE com a Unidade entre TODOS os Monárquicos enquanto Objectivo inicial.

José Andrade escreveu:
Muitas das suspeições levantadas perante os alegados divisionismos, feitas pelos apelos à unidade, são falsidades, protagonizadas por quem não quer nem sabe responder às exigências dos outros ou dos momentos. Muito mais grave, quando é feita por aqueles que estão numa determinada organização ao serviço de outros ou de outras organizações.


Suspeitas e acusações que são feitas ao bom nome de aqueles que APENAS procuram com o súor do seu trabalho, amador, apresentar uma ALTERNATIVA diferente daquela que tem sido a imagem de marca do Movimento Monárquico. Uma imagem que procure servir de exemplo para que os Monárquicos desejem reestruturar o Movimento Monárquico por dentro, antes de se avançar para o nosso Objectivo. Dar uma Monarquia a Portugal.

José Andrade escreveu:
A UNIDADE é essencial e determinante, para a restauração do Regime Monárquico, a UNIDADE como resultante de uma estratégia mobilizadora, a UNIDADE á volta de um projecto credível na sua viabilidade, a UNIDADE motivada pela mensagem coerente e permanente, a UNIDADE que resulta da resposta adequada e do dinamismo, a UNIDADE personalizada pela referência dominante, que no nosso caso é o Rei, D. Duarte de Bragança.


Concordo com tudo... mas apesar da minha lealdade para com o Sr. D. Duarte Pio de Bragança. Não posso reconhecer a este a Título de Rei de Portugal enquanto as Cortes ou seu equivalente não se pronunciarem sobre tal.
As "Leis" que regem a Sucessão da Coroa Portuguesa a isso obrigam, o Estado de Direito que é Portugal (Monárquico ou Republicano) a isso obrigam, a opção Monárquica resultante das Guerras Liberais a isso obriga.
Sim, que o Sr. D. Duarte Pio seja o Rei de Portugal se assim os Portugueses o desejarem... mas apenas SE os Portugueses o desejarem e nunca antes.

José Andrade escreveu:
Este esclarecimento, sobre a minha preocupação profunda para com este conceito de unidade, no movimento de restauração da monarquia, é assim um esclarecimento inequívoco para todos aqueles que perante a leitura deste texto, sejam tentados a fazer insinuações ou acusações, com o objectivo de inibir a apreciação e a ponderação, sobre as questões levantadas.


É bom saber que há, ainda ou finalmente, quem se preocupa com a necessária reforma do presente Movimento Monárquico.

José Andrade escreveu:
O nosso objectivo, que assumimos com total convicção e determinação, é o de tentar criar uma “Massa Critica” consistente, coerente, exigente e credível, que sirva as Instituições e o Rei, na sua patriótica acção.

Temos a perfeita noção, que sem esta premissa, dificilmente se poderão consensualizar estratégias, objectivos e o próprio discurso, que permitirá a credibilidade generalizada e a consistência exigível. Sem esta premissa, dificilmente será ultrapassada a fase embrionária de todo um Movimento, que tem cada vez mais responsabilidades acrescidas perante a actual degradação política nacional, perante a descrença popular para com o actual regime.


Concordo em pleno.
Que o Sr. D. Duarte Pio e demais "Pretendentes" se coloquem à disposição das Cortes para que estas julguem as suas Pretensões.
Que se convoquem as Cortes ou o seu equivalente, que se resolva a Sucessão para que possamos apresentar aos Portugueses um Rei que a TODOS represente.
Que os Monárquicos ACEITEM o resultado destas Cortes ou seu equivalente.
E então que se avance para com o nosso Objectivo.

APENAS desta forma poderemos avançar SEM percalços.

De resto, apenas nos restará avançar SEM um Rei para uma Monarquia e esperar que APÓS uma nova instauração da Monarquia as Cortes escolham aquele que será o novo Rei de Portugal.

São estas as alternativas que os Monárquicos têm... de resto apenas resta a República.

Paulo Especial

P.S. - Diga-me o que pensa até agora...


José Andrade escreveu:
Jose Andrade 22/11 às 17:46 Denunciar
http://www.oribatejo.pt/2009/11/a-unidade-monarqui ca-a-uniao-dos-monarquicos-uma-premissa-essencial/
A Unidade Monárquica, a União dos monárquicos – Uma premissa essencial | O Ribatejo
Fonte: www.oribatejo.pt
A unidade será sempre uma consequência natural, perante um objectivo concreto, em que todos os membros acreditam, em que todos nele, estão determinados, em que não há qualquer suspeição sobre a vontade de todos na sua concretização.


Paulo Especial escreveu:
O objectivo é o de dar a Portugal e aos Portugueses uma alternativa Regimental (política) viável. A monarquia.

Mas para que esta tenha a hipótese de se firmar e ganhar raízes, aquele (que for o primeiro) que vier a desempenhar o cargo de Rei de Portugal terá de ser uma pessoa a toda a prova e que para além de subscrever os valores e direitos assumidos enquanto tal pela Monarquia, seja uma pessoa com um especial carisma e afecto por parte dos Portugueses para além de que não poderá ter "esqueletos no armário".

Eu acredito que o Sr. D. Duarte Pio conseguiria reunir todas estas condições. MAS o facto de que alguns, acreditando que não seja o Sr. D. Duarte Pio, de entre aqueles que o rodeiam gostavam de "saltar" por cima de situações por forma a que a Coroa Portuguesa fosse, de imediato, entregue ao Sr. D. Duarte Pio levam a que existam "dúvidas" quanto aos motivos e reais interesses do Sr. D. Duarte Pio e pior que isso, quanto à legitimidade do mesmo em se apresentar enquanto Pretendente (Presuntivo ou não).

Neste momento, a figura do nosso Pretendente Presuntivo NÃO PODE ter quaisquer dúvidas, sob a pena de estar a danificar a imagem do Movimento Monárquico e de dar sustentabilidade para o surgimento de novas Pretensões baseadas, precisamente, nessas questões.

Estou errado?

Paulo Especial


José Andrade escreveu:

Começo por lhe dizer que concordo em absoluto com o último paragrafo.
O pretendente não pode ter quaisquer dúvidas.
Os monárquicos e as suas organizações também não.
Todo o Movimento monárquico está paralisado, precisamente por existirem essas inúmeras dúvidas e a imagem da monarquia é desastrosa como uma consequência directa.
É preciso sistematizar este debate. Fazer a sua hierarquização relativamente aos objectivos dos monárquicos.
Se a prioridade é a restauração do regime monárquico...então é por essa prioridade que devemos começar.
Esta a minha prioridade...

Nunca será possível criar uma dinamica de restauração, sem a afirmação na sociedade portuguesa de uma Instituição Casa Real, do seu Chefe numa postura permanente de intervenção e cativação popular.
Esta tem de ser a primeira das afirmações dos monárquicos.
Criar a Instituição Casa Real, dota-la de condições para o exercício das suas funções.

Aqui levantam-se desde logo muitas duvidas e muitas reservas....este é portanto para mim o início do debate monárquico...que se me apresenta como urgente.

É esta uma proposta radicalmente diferente.

Enquanto não houver uma Instituição ( Instituição Casa Real ) unificadora da pretenção monárquica, com uma liderança objectiva e determinada, com todas as condições para o exercício moderno das suas funções ( uma acessoria eficaz)....estaremos apenas a discutir banalidades, que não me mobilizam.

Enquanto não tivermos um Chefe da Casa Real, confiante, empenhado e determinado, que acredita nos seus apoiantes, estaremos apenas a ser nostálgicos e ingénuos.

Enquanto esse Chefe, não tiver a possibilidade de ter um Conselho representativo sectorial e regionalmente, estará fechado numa redoma impeditiva da sua percepção das questões, dos problemas e limitado para o exercício da sua função.

Enquanto as organizações monárquicas não perceberem que são instrumentos de apoio a uma estratégia que terá de ser consensualizada numa Convenção anual, nunca será possivel a motivação generalizada.

Enquanto se mantiver a presunção de alguma Organização de monárquicos, no sentido de assumir a representação monárquica, estamos apenas a ser selectivos e a lançar suspeições.

Enquanto não se generalizar o objectivo, de que a implantação monárquica só poderá acontecer através do apoio generalizado em todo o país e entre os emigrantes, através de inumeras formas de organização, que não passam necessáriamente por um unico modelo, nem por uma unicidade imposta através de um modelo ( ainda por cima permissivo) de organização...nunca poderemos aspirar a qualquer sentimento generalizado de convicção.

Será isto possível? Será possível discutir as questões nesta perspectiva? Será possivel caminhar para a Unidade, através de um objectivo? Será que D. Duarte percebe isto? Será que não há muita gente influente no meio monárquico que prefere a discussão pequena, como forma de justificar os seus erros de aconselhamento? Ou os seus pequenos interesses pessoais, quantas vezes ridiculos?

Só através da criação de um verdadeiro Movimento de Restauração da Monarquia...que una todos, em volta da Instituição Casa Real, que mobilize a acção de acordo com as estratégias coerentes, consistentes e consensualizadas, que motive todas as formas de organização dos monárquicos...poderemos ser uma esperança para os portugueses.
É disto que Portugal precisa, pelo menos é a minha opinião.

Haverá outros pretendentes...
Não tenho dúvidas sobre a legitimidade de D. Duarte e de sua Família...mas mais que isso, não tenho dúvidas sobre que é ele e sua família que reunem uma indiscutivel maioria dos monarquicos e até dos portuguese...não tenho duvidas, que D. Duarte até tem um perfil adequado ao actual momento, atravé da sua simplicidade e facilidade de estimular o sentimento popular...não tenho duvidas que através do exercício das suas funções patrióticas a Familia Real, chefiada por D. Duarte tinha todas as condições de uma esmagadora mobilização.

Assim para mim...o Herdeiro Presumptivo, é aquele que é legitimo e que tem muito mais condições de alcançar o objectivo da Restauração. Não tenho dúvidas sobre essa questão e considero que inclui-la agora no debate monarquico, seria mais uma achega na desmotivação, na desmobilização e como desvio face ao essencial.
A sua futura investidura com Rei, é um problema posterior...uma questão constitucional, a que terá obviamente que se sujeitar. Penso que também já estar a acontecer essa discussão pública promovida através do Instituto da Democracia Portuguesa.

As minhas dúvidas passam...pela vontade dos monárquicos que o rodeiam e aconselham...pela sua capacidade e pela sua mentalidade.

Passam também pela sua actual motivação...será que ele poderá acreditar nas suas hostes?
Passam também pelos seus compromissos...

Só uma Convenção Monarquica ... poderá permitir respostas capazes e eficazes...perante as dúvidas e no enraizamento das vontades.

Só uma Convenção Monarquica poderá originar a dinamica capaz de criar um verdadeiro Movimento de Restauração do Regime Monarquico, Constitucional e Democrático.

Cumprimentos

José Andrade


Paulo Especial escreveu:

Meu caro, tem muita razão e é de facto URGENTE unificar todos os Monárquicos.

O problema é que TAL implica uma coisa MUITO SIMPLES.

A aceitação da realização de Cortes, ou seu equivalente, e que o Sr. D. Duarte Pio aceda a se "submeter" a estas.

APÓS tal situação, da qual não tenho a mínima dúvida de que o Sr. D. Duarte Pio seria o escolhido. ENTÃO e apenas aqui, conseguiremos avançar para aquilo que o meu caro (e eu há já bastante tempo igualmente o tenho feito e sofrido por isso mesmo as "agruras" de tal) aqui apresenta.

Pois SÓ assim é que conseguiremos ter a LEGITIMIDADE, para além da LEGALIDADE, para podermos juntar TODOS os monárquicos sem qualquer margem para dúvidas, sem "esqueletos no armário", sem divisionismos parvos.

A questão de quem é ou deverá ser Rei, de facto, pode ficar para DEPOIS de uma restauração. Mas a questão da Sucessão NÃO pode esperar tanto tempo. Tem de ser resolvida para ontem por forma a que possamos avançar.

Pediria ao meu caro para contactar o Sr. D. Duarte Pio e para apresentar as nossas visões sobre esta questão, ou quanto muito para lhe pedir por um contacto da minha parte por forma a que eu possa tentar alertar o Sr. D. Duarte Pio desta situação.

Paulo Especial


José Andrade escreveu:

Meu Caro Paulo

Não tenho qualquer dúvida que D. Duarte aceitará submeter-se a Cortes ou a Camara dos Representantes ou parlamento, outra qualquer que vier a estar estabelecida pela Constituição do Regime Monárquico. Se não tiver é porque não defende uma Monarquia Constitucional e tanto quanto tenho entendido das suas inumeras intervenções é isso que defende para Portugal.

Mas se isso é uma reserva de alguns, que não a minha, então isso só me dá razão quando quero convencer os monárquicos e as suas organizações a fazer uma Convenção Monárquica, ond essa questão tem todo o cabimento e onde certamente D. Duarte terá oportunidade de responder a todos inequivocamente.

Eu não contacto o D. Duarte com a frequência e com a facilidade que sugere, ao pedir-me para o contactar.
De resto esse é um outro problema...a que respondo através da minha proposta de criar a Instituição Casa Real. Essa Instituição é construirá a Agende de D. Duarte e competirá ao seu Gabinete dar respostas a todas as solicitações e pedidos de audiência. Enquanto isso não acontecer, estamos perante a tal redoma bloqueadora, a que alguns chama a prisão do Rei.

Não considero que as respostas políticas de um Presumptivo Herdeiro, devam ser dadas em particular....elas devem mercer da sua parte uma análise profunda, socorrendo-se de uma boa acessoria e do parcer do seu Conselho e depois dar origem a pronunciamentos publicos.
Esta mensagen de D. Duarte terá também de ser uma fonte de unidade monárquica.
Falta construir todo este edifício para a sua acção e também para a nossa ao serviço do ideal monárquico.

Temos actualmente um grande equivoco...uma estrutura que se auto assume como sua representação oficial, caracterizada pela inacção e pela inépcia politica. Fixa em questões menores, reveladoras de uma mentalidade retrograda e de uma aconselhamento desastroso, que têm ferido muito a imagem de D. Duarte, a sua motivação e de todos os monárquicos.
O exemplo mais recente é a questão jurídica da Ordem de S. Miguel da Ala...uma situação reveladora de uma mentalidade ultrapassada e de uma incapacidade total.
Uma situação que nunca teria acontecido se D. Duarte tivesse um Conselho Permanente, representaivo e de qualidade.

Vamos falando

José Andrade


Espero que esta conversa consiga lançar o debate sobre esta questão que a TODOS importa.

IzNoGuud
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Patena
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Mensagem Enviada: Ter Nov 24, 2009 19:24     Assunto : Responder com Citação
 
Eu juro que tentei ler. Não consegui.
Vou voltar a tentar.
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PauloPatena
 
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longair
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Mensagem Enviada: Qua Nov 25, 2009 03:41     Assunto : Responder com Citação
 
Eu li, interessante apesar de haver algo não muito do meu agrado, gostei de ler Mr. Green
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C. Longair
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Nov 25, 2009 09:36     Assunto : Responder com Citação
 
Vamos lá pessoal... opinem (mais em concreto).

O que é que concordam e o que é que discordam e porquê (muito importante este último)?

IzNoGuud
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longair
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Mensagem Enviada: Qua Nov 25, 2009 10:41     Assunto : Responder com Citação
 
Concordo com quase tudo mas o quase tudo da minha parte, vai "bater" no D. Duarte, o que foi dito, escrito, trocado em escrita, pode ser uma realidade sem D. Duarte, para mim D. Duarte é so mais um para a Monarquia, não o Monarca que aceitarei, agora a Instituição é Casa Real ou Causa Real, Portugal ainda não é um Reino para existir uma Casa Real aos modos de uma instituição, estou mais de acordo na união em volta da Ideia Monarquica, primeiro, que em volta do/a possivel futuro/a Rei/Rainha em primeiro Mr. Green
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Nov 25, 2009 12:55     Assunto : Responder com Citação
 
longair escreveu:
Concordo com quase tudo mas o quase tudo da minha parte, vai "bater" no D. Duarte, o que foi dito, escrito, trocado em escrita, pode ser uma realidade sem D. Duarte, para mim D. Duarte é so mais um para a Monarquia, não o Monarca que aceitarei, agora a Instituição é Casa Real ou Causa Real, Portugal ainda não é um Reino para existir uma Casa Real aos modos de uma instituição, estou mais de acordo na união em volta da Ideia Monarquica, primeiro, que em volta do/a possivel futuro/a Rei/Rainha em primeiro Mr. Green


Creio que deveria SEMPRE haver uma clarificação das situações.

Não tenho qualquer problema com que o Sr. D. Duarte Pio REPRESENTE a Casa Real ENQUANTO as Cortes ou seu equivalente não forem realizadas.

No entanto das duas uma, ou esperamos por uma REIMPLANTAÇÃO da Monarquia em Portugal para que façamos as Cortes... e nesse caso SE vamos TODOS trabalhar em conjunto NÃO podemos andar a mexer em questões que metam em causa a SUCESSÃO, uma vez que esta AINDA estará em aberto.

Ou optamos por DECIDIR, quanto antes, relativamente a esta questão. Ou seja, realizando Cortes ou o seu equivalente para que seja DECIDIDO então QUEM será o Sucessor d'el Rei D. Manuel II.

Tal opção permitiria que TODOS se pudessem apresentar e expor os PORQUÊS das suas Pretensões, sejam estas mais ou menos correctas, cabendo então às Cortes o papel de JULGAR as mesmas de acordo com a Legislação Portuguesa competente.

APÓS tal decisão, a qual seria INQUESTIONÁVEL, todos os Monárquicos estariam "obrigados" a trabalhar em Conjunto ou a sair de cena.

É tão simples quanto isto (na minha opinião).

IzNoGuud
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Valdez
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Mensagem Enviada: Qua Nov 25, 2009 12:57     Assunto : re Responder com Citação
 
O que está aqui escrito reveste-se de particular importancia por confirmar aquilo que venho afirmando à muito tempo, ou seja que o reino de faz de conta está moribundo.

O Sr. Duarte Pio esteve na ribalta enquanto fazia rir os republicanos, desde que se armou em rei e começou a confrontar os poderes democraticamente eleitos de uma forma provocatória aquela chama de lamparina a azeite vê-se de dia para dia a afroxar, o que estas conversas vem confirmar.

Também a cada vez mais fraca mobilização em eventos organizados pelo Sr. Duarte Pio.

São pequenas coisas que se notam a desaparecer todos os dias, tal como a chama da lamparina até que chegará o dia que se extinguem naturalmente.

Resta-nos esperar!
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longair
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Mensagem Enviada: Qua Nov 25, 2009 13:20     Assunto : Responder com Citação
 
Sr Izno, so não concordo com :

Não tenho qualquer problema com que o Sr. D. Duarte Pio REPRESENTE a Casa Real ENQUANTO as Cortes ou seu equivalente não forem realizadas.

De resto, estou de acordo com tudo Mr. Green

Sr Valdez, não há duvida nenhuma que os reis faz de conta, de historias faz de conta, para reinos faz de conta, provocados por pretendentes faz de conta, em nada clarificam a ideia/causa Monarquica como um dos possiveis caminhos para Portugal se achar a si mesmo Mr. Green
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Valdez
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Mensagem Enviada: Qua Nov 25, 2009 16:14     Assunto : re Responder com Citação
 
Caro Longair

Em relação ao futuro rei creio que Fernando Pessoa deixou tudo muito claro na sua Mensagem


Fernando Pessoa que foi para além de grande poeta um iniciado e astrólogo que soube sentir a pátria, o seu estado de alma. No nosso entender ele contribuiu para a descoberta e antevisão do nosso futuro através da sua “Mensagem”

O último poema da mensagem correspondente à 3ª parte (O Encoberto) é precisamente o 5º poema intitulado “ Nevoeiro” curioso é a simbologia a 3ª parte é a ultima parte de uma trilogia, se pensar-mos na trilogia cristã o reino do pai à, 4 mil anos o solstício de primavera dava-se sobre o Egipto, à 2 mil anos na era do filho o solstício dava-se sobre Roma e agora volvidos mais dois mil anos, dá-se sobre a península Ibérica. Por esse motivo as festas de espírito Santo em Tomar e nos Açores.

O facto de ser o 5º poema remete-nos imediatamente para o 5º Império que esteve sempre bem presente ao longo da nossa história nas tradições e na bandeira representado pelos escudetes.

Este poema reflecte o estado a que os nossos políticos levaram o nosso povo:

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.


Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a hora!

É fácil pela leitura do poema que dispensa explicações, entender que chegamos ao ponto de dizer que é a nossa hora enquanto povo, de reagirmos de cumprir o destino de ser português!

O destino de Portugal é fundar o 5º Império e o 5º Império o que é? Quanto a mim é uma nova forma de governar e fazer politica que vai trazer aos povos a “Pax in Excelsis”

No segundo poema dos símbolos do Encoberto Pessoa dá-nos a receita para nos libertarmos:

Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até a mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz –
Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!

Só através da mobilização e da manifestação do descontentamento e da acção sobre as forças maléficas (o poder actual) o bem se pode impor.

No 3º Aviso sobre o desejado o poeta escreve:

Screvo meu livro à beira mágoa.
Meu coração não tem que ter.
Tenho os meus olhos quentes de água
Só tu, Senhor, me dás viver.

Aqui o poeta identifica o desânimo e o choro que vai na alma dos portugueses!

Só te sentir e te pensar
Meus dias vácuos, enche e doura.
Mas quando quererás voltar?
Quando é o Rei? Quando é a hora?

O poeta aqui identifica o tal sentido da hora de mudança com a vinda do Rei. Quando chega a hora do rei e da mudança, interroga-se.
Quando virás a ser o Cristo
De aquém morreu o falso Deus,
E a despertar do mal que existo
A Nova Terra e os Novos Céus?

O poeta aqui pergunta quando serás a luz, o escolhido, quando acabará a mentira do falso rei. Quando nos livrarás do mal em que vivemos e quando irás trazer a nova esperança e vida?

Quando virás, ó encoberto
Sonho das eras português
Tornar-te mais que o sopro incerto
De um grande anseio que Deus fez?

O poeta aqui pergunta, quando é que apareces para o povo te conhecer?

Mas afinal quem é o encoberto, o Rei que todos procuramos para realizar o sonho da alma pátria e cumprir Portugal?

O ENCOBERTO:

Que símbolo fecundo
Vem na aurora ansiosa?
Na Cruz Morta do Mundo
A Vida que é a Rosa
Que símbolo divino
Traz o dia já visto
Na Cruz, que é o destino
A Rosa que é o Cristo.
Que símbolo final
Mostra o Sol já desperto
Na Cruz morta e fatal
A Rosa do encoberto


A Vida que é a Rosa; A Rosa que é o Cristo; A Rosa do encoberto, as rosas multiplicam-se dando origem a um rosário ou campo de rosas. O símbolo da rosa identifica o rei verdadeiro!

Outras características que identificam o rei desejado:

As Ilhas afortunadas:

São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas se vamos despertando,
Cala a voz, e há só o mar.

Calma

Que costa é que as ondas contam
E não se pode encontrar
Por mais naus que haja no mar?
O que é que as ondas encontram
E nunca se vê surgindo?
Este som de o mar praiar
Onde é que está existindo?

Ilha próxima e remota,
Que nos ouvidos persiste,
Para a vista não existe.
Que nau, que armada, que frota
Pode encontrar o caminho
À praia onde o mar insiste,
Se à vista o mar é sozinho?

O rei verdadeiro nasceu ou vive numa ilha próxima e remota.

Haverá rasgões no espaço
Que dêem para o outro lado
E que, um deles encontrado,
Aqui onde há só sargaço,
Surja uma ilha velada,
O país afortunado ( de fortuna- palavra de origem Italiana- a Identificar com grande precisão o país)
Que guarda o rei desterrado
Em sua vida encantada? ( repare-se neste ponto de interrogação, como se o poeta tivesse visto algum acontecimento que pudesse perturbar a vida encantada do rei)

Rasgões no espaço, refere-se a vinda do Rei desterrado de avião.


O desejado:

Onde quer que entre sombras e dizeres
Jazas remoto, sente-te sonhado

O assunto do rei verdadeiro estavam aparentemente enterrado, mas alguém sonhava com o Desejado!

E ergue-te do fundo de não – seres
Para o teu novo fado!

O facto de não ser uma situação normal não impede de cumprir o destino, como Desejado! E este não seres a identificar bem a situação que todos conhecemos.

Vem Galaaz com a pátria, erguer de novo,
Mas já no auge da suprema prova
A alma penitente do teu povo
À eucaristia Nova

Galaaz é o fiel cavaleiro, aquele a quem foi confiada a missão, vem erguer a pátria e celebra com o teu povo um novo compromisso, uma forma diferente de fazer e viver a vida!


Mestre da paz, ergue o teu gládio ungido,
Excalibur do Fim, em jeito tal
Que sua Luz ao mundo dividido
Revele o santo Graal!

Revela ao povo a tua força e a tua bondade de forma tal que as pessoas divididas, vejam a verdade, o santo Graal!


Pode não passar tudo de uma estranha coincidencia, mas que bate tudo certo demais é bem verdade e os detalhes que Fernando Pessoa dá numa data em que seria impossivél saber e prever o que nos está a acontecer é no minimo estranho.
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Nov 25, 2009 17:02     Assunto : Responder com Citação
 
Basear uma posição em... "Astrologia" ou em Livros "Místico-Esotéricos" NÃO é, quanto a mim, a melhor forma de justificar uma posição... para além de a desacreditar, não sei, ainda mais.

IzNo
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