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iznoguud
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Mensagem Enviada: Ter Dez 22, 2009 11:52     Assunto : A Revolução Mental, por Diogo Mayo Responder com Citação
 
A Revolução Mental



Portugal não quer e não está preparado para uma Transição Monárquica. É necessário reconhecer que fora dos meios pró-monarquicos, Rei e Monarquia são verbo morto. Ponto.

Um século de Regime Republicano feito da anarquia in extremis dos 16 anos da I Républica (participação na I Grande Guerra, 8 presidentes e 45 governos!!), 40 anos de provincialismo e perificidade auto-consentidos e retranca sob a égide do Estado Novo de Salazar e as andanças, decorrentes e subsequentes, ao 25 de Abril de 1974 conjuntamente com o longo exílio dos nossos Reis e o desaparecimento das gerações de Portugueses que viveram "no tempo Monarquia" ditaram o virar de costas entre Portugal e os seus 800 anos de História Monárquica.
Referendar os portugueses quanto à forma do regime seria neste momento um erro crasso. Não é expectável que um Povo opte por aquilo que desconhece. Pessoalmente evito tiros no pé, portanto faço votos para que o referendo não aconteça nos tempos imediatos.

Desse modo, o primeiro trabalho sério e balizado dos monárquicos organizados deverá ser o da re-apresentação da Monarquia a Portugal e o de arredar a ideia de Monarquia como forma de Estado vetusta e anacrónica.
Recordo a nível de curiosidade e como exercício de cronologia que Salazar e el Rei Dom Manuel II nasceram no mesmo ano de 1889. Ao passo que em 1932 Salazar iniciaria uma carreira política que, tal qual um reinado, duraria até à sua morte em 1970, por seu lado, em 1933, a vida daquele que foi o último Rei de Portugal finava-se no exilio em Londres. Curiosa ironia da História que dois homens nascidos no mesmo ano e predestinados a responsabilidades tão diversas, vejam afinal, os seus percursos de vida tão revolucionados. De tudo isto especulo que, muito provavelmente, no caso de não terem sucedido os acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, Portugal teria chegado aos anos 70 do século passado pela mão do rei Dom Manuel II. Assim tivesse sido, e o Rei tivesse gerado progenitura, (digamos nos anos 30) quem sabe, em 2010, não seria ainda Rei de Portugal um filho de Dom Manuel II (a actual Rainha de Inglaterra, que nasceu em 1926, corresponde à geração de qualquer hipotético filho que o Rei de Portugal pudesse ter tido). Daqui constato que entre 1910 e a actualidade saltou-se apenas um hipotético titular na numeração dos Reis de Portugal. O tempo da Monarquia não vai afinal tão longínquo quanto longínqua vai a sua memória.

É este pois o grande cavalo de batalha que os monárquicos deverão alimentar junto ao Povo: um intenso revival do sentimento monárquico: Monarquia, ao contrário de Républica que começa a não significar coisa nenhuma, representa passado, presente e futuro. É uma instituição que encerra em si os genes de Portugal e da portugalidade. É um canal no tempo que comunica directamente a 1143 e ao nascimento da Nação. É um sábio com 900 anos. É o estandarte que em todos os grandes momentos da história assinalou a presença de Portugal no Mundo. A relevância da Pessoa Real não lhe advêm da coroa ou do trono onde se senta mas sim do peso e da responsabilidade histórica que consigo transporta. Esse peso é Portugal, esse peso somos nós, é nossos pais e nossos avós.

Iniciei este texto por dizer que Portugal não quer transitar para Monarquia. Nesta fase tenho necessidade de me emendar: nem quer é a nação outra coisa, PORTUGAL QUER DESESPERADAMENTE TRANSITAR PARA MONARQUIA. Não está, porém, ciente disso. Vejamos factos:

-Ao contrário de países profundamente republicanos como sejam a França (a Revolução de 1789 ficou profundamente inscrita nas mentalidades) e a Itália (cuja constituição em Pátria Una é recente - século XIX - e portanto não permite à Instituição Monárquica gozar do prestígio que só o peso histórico confere), em Portugal existe uma profunda e generalizada simpatia popular, carinho ouso dizer, pelos membros da actual Família Real. Esse carinho, não tenho dúvidas exponenciar-se-á nos anos próximos mêrce de três jovens Príncipes que Portugal saberá amar no século XXI como amou outros, da mesma família, em séculos passados.

-A inclinação monárquica nacional é inata e verifica-se pela curiosidade -sem paralelo em nenhum país europeu - que temos em relação ao bê-a-bá das monarquias estrangeiras. Destaco o facto da quase totalidade da nossa imprensa e orgãos de comunicação social dedicarem a título permanente ou frequente páginas e rúbricas aos acontecimentos quotidianos das casas reais estrangeiras. Caso surpreendente e de estudo sociológico é o casamento, em 2003, do Príncipe das Astúrias; que sendo espanhol "não é da nosso conta"; que protagonizou durante meses as conversas de café entre nós e cujo dia da cerimónia monopolizou as três televisões nacionais de sinal aberto - RTP, SIC e TVI que bateram records de audiências transmitindo ininterruptamente e em directo os acontecimentos de Madrid. Nesse dia Portugal sonhou com um sonho alheio.
.
-A um país de "estrutura familiar", como Portugal, em que os laços de sangue e as afectividades actuam como elementos chancelares na sociedade, um modelo de Família Real que se propaga no tempo pela sucessão dos filhos aos pais institui-se como referência e modelo para os cidadãos. A observação da Família Real e dos seus rituais tem a capacidade de estimular e revigorar a própria noção de nacionalidade que nessa família tem um dos seus mais válidos emblemas. As famílias reais corporizam os estados que chefiam e desse modo amenizam a imagem dura do aparelho governativo tornando-o mais intelígivel para todos.
.
Pegar nesta e noutra argumentação, saber fazer a sua apresentação e planear a sua decorrente transmissão entre os portugueses é empreender o ressuscitar do Ideário Monárquico. Cabe a cada monárquico, na sua corrente ideológica própria, da esquerda à direita, religioso ou ateu, jovem ou velho... fazer o equílibrio próprio que permita passar a imagem da Monarquia e da Família Real como um plano e um pacto para o futuro. É necessário demonstrar que a Monarquia é um regime aberto a todos - um enorme casa, com um enorme telhado e cuja entrada se faz por diversas portas - e que se readapta sempre que necessário no sentido de acompanhar o processo histórico e as mudanças de consciência e de pensamento. Tudo isto porque é um regime humanista. A acção do Rei resulta de largos anos de aprendizagem e da sensibilidade extrema que este desenvolve para auscultar o seu País e o seu Povo. O upgrade do Regime Monárquico é diário porque é um regime sensitivo, em nada burocratizado e de resposta maquinal como o são as Républicas. A Monarquia não é hermética, não é estanque, não é estagnada, não é anacrónica e não é rígida. Abrir os olhos das massas para esta alternativa, que é tão preemente como viável, é um trabalho intelectual, é o desbravar de uma bruma psicológica que desde há 100 anos tolda o pensamento dos portugueses, é um apelo ao orgulho pátrio, à portugalidade e à ousadia que é afinal uma caracterítica tão portuguesa. É relembrar de onde vimos para poder então tomar o caminho a seguir em diante. É a Revolução Mental!

Diogo de Figueiredo Mayo

IzNoGuud escreveu:
O presente texto e imagem foram retirados do espaço "O Elogio da Monarquia", sendo que os mesmos podem ser visualizados no seguinte endereço http://oelogiodamonarquia.blogspot.com/2009/12/rev olucao-mental.html, igualmente foram mantidas as opções originais de formatação, daí existirem partes do texto em "Bold" e coloridas/itálico.

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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Dez 26, 2009 21:30     Assunto : Responder com Citação
 
Caros amigos,

Tomo a liberdade de citar e passar a comentar o texto da autoria de Diogo Mayo, que gentilmente aqui foi colocado pelo caro iznoguud, retirado por sua vez do blog: http://oelogiodamonarquia.blogspot.com/2009/12/rev olucao-mental.html

Diogo Mayo escreveu:


Portugal não quer e não está preparado para uma Transição Monárquica. É necessário reconhecer que fora dos meios pró-monarquicos, Rei e Monarquia são verbo morto. Ponto.


Diogo Mayo escreveu:


Referendar os portugueses quanto à forma do regime seria neste momento um erro crasso. Não é expectável que um Povo opte por aquilo que desconhece. Pessoalmente evito tiros no pé, portanto faço votos para que o referendo não aconteça nos tempos imediatos.


Concordo, mas muito por culpa dos monárquicos e dos que os representam que não sabem ter a “força motriz”, sensibilidade, e o respeito por todos os não monárquicos, pró e neutros.

Diogo Mayo escreveu:


Desse modo, o primeiro trabalho sério e balizado dos monárquicos organizados deverá ser o da re-apresentação da Monarquia a Portugal e o de arredar a ideia de Monarquia como forma de Estado vetusta e anacrónica.


Concordo. Pois não temos monárquicos unidos nem organizados e também por termos as demonstrações monárquicas que temos é que estamos na situação em que estamos no presente.

A reapresentação de uma Moderna Monarquia deveria de se centrar a meu ver na preocupação de promover com realidade a Monarquia como regime com os seus prós e contras e não única e exclusivamente ter a preocupação de alcandorar ao trono e impondo um pretenso pretendente por muito crível que este possa ser.

Diogo Mayo escreveu:


De tudo isto especulo que, muito provavelmente, no caso de não terem sucedido os acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, Portugal teria chegado aos anos 70 do século passado pela mão do rei Dom Manuel II.


Se não tivessem acontecido os infaustos acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, seria talvez, não o príncipe D. Manuel, mas sim o príncipe D. Luís Filipe, aliás, um seu sucessor que supostamente nos governaria. Mas tudo não passará de uma suposição pois na altura a Monarquia não estaria lá muito nas boas graças pelo menos de certa camada da população.

Diogo Mayo escreveu:


É este pois o grande cavalo de batalha que os monárquicos deverão alimentar junto ao Povo: um intenso revival do sentimento monárquico: Monarquia, ao contrário de Républica que começa a não significar coisa nenhuma, representa passado, presente e futuro. É uma instituição que encerra em si os genes de Portugal e da portugalidade. É um canal no tempo que comunica directamente a 1143 e ao nascimento da Nação. É um sábio com 900 anos. É o estandarte que em todos os grandes momentos da história assinalou a presença de Portugal no Mundo. A relevância da Pessoa Real não lhe advêm da coroa ou do trono onde se senta mas sim do peso e da responsabilidade histórica que consigo transporta. Esse peso é Portugal, esse peso somos nós, é nossos pais e nossos avós.


Concordo.

Diogo Mayo escreveu:


...em Portugal existe uma profunda e generalizada simpatia popular, carinho ouso dizer, pelos membros da actual Família Real. Esse carinho, não tenho dúvidas exponenciar-se-á nos anos próximos mêrce de três jovens Príncipes que Portugal saberá amar no século XXI como amou outros, da mesma família, em séculos passados.


A “actual Família Real” não existe pois desde o falecimento de D. Manuel II não houve mais nenhuma aclamação real que seja do meu conhecimento. Existe somente a “Representação” da Família Real portuguesa nas pessoas de D. Duarte Pio e sua excelentíssima família.

Diogo Mayo escreveu:


-A inclinação monárquica nacional é inata e verifica-se pela curiosidade -sem paralelo em nenhum país europeu - que temos em relação ao bê-a-bá das monarquias estrangeiras. Destaco o facto da quase totalidade da nossa imprensa e orgãos de comunicação social dedicarem a título permanente ou frequente páginas e rúbricas aos acontecimentos quotidianos das casas reais estrangeiras. Caso surpreendente e de estudo sociológico é o casamento, em 2003, do Príncipe das Astúrias; que sendo espanhol "não é da nosso conta"; que protagonizou durante meses as conversas de café entre nós e cujo dia da cerimónia monopolizou as três televisões nacionais de sinal aberto - RTP, SIC e TVI que bateram records de audiências transmitindo ininterruptamente e em directo os acontecimentos de Madrid. Nesse dia Portugal sonhou com um sonho alheio.


As histórias entre príncipes e princesas foram sempre muito sonhadas e “romanceadas” pela generalidade da população desde a mais tenra idade até às idades mais maduras a diversos níveis. Sendo estas noções muito apoiadas por diversas revistas de estilo “cor-de-rosa”. Eu não chamaria a estes tipos de “curiosidade e interesse” um verdadeiro apoio ou gosto pelo regime monárquico, mas sim o sonho das vivências muitas vezes, supostamente faustosas e empoladamente fantasiosas destas Famílias.

Diogo Mayo escreveu:

.
-A um país de "estrutura familiar", como Portugal, em que os laços de sangue e as afectividades actuam como elementos chancelares na sociedade, um modelo de Família Real que se propaga no tempo pela sucessão dos filhos aos pais institui-se como referência e modelo para os cidadãos. A observação da Família Real e dos seus rituais tem a capacidade de estimular e revigorar a própria noção de nacionalidade que nessa família tem um dos seus mais válidos emblemas. As famílias reais corporizam os estados que chefiam e desse modo amenizam a imagem dura do aparelho governativo tornando-o mais intelígivel para todos.


“…um modelo de Família Real que se propaga no tempo pela sucessão dos filhos aos pais…”

Em Monarquia parte-se sempre deste pressuposto…mas não é forçoso que o seja sempre, pode haver situações que modifiquem este princípio.

. As famílias reais corporizam os estados que chefiam e desse modo amenizam a imagem dura do aparelho governativo tornando-o mais intelígivel para todos.

Será segundo e conforme…

Diogo Mayo escreveu:

.
Pegar nesta e noutra argumentação, saber fazer a sua apresentação e planear a sua decorrente transmissão entre os portugueses é empreender o ressuscitar do Ideário Monárquico. Cabe a cada monárquico, na sua corrente ideológica própria, da esquerda à direita, religioso ou ateu, jovem ou velho... fazer o equílibrio próprio que permita passar a imagem da Monarquia e da Família Real como um plano e um pacto para o futuro.


Caberia a cada monárquico o dever moral de dar a todos o exemplo daquilo que gostaria que fosse o regime monárquico assim como ter sempre em atenção o interesse de uma maior abertura e compreensão que levariam a uma maior união entre pelo menos todos os monárquicos. Presentemente como estamos e é patente publicamente, não é isso que demonstramos, muito pelo contrário.

Diogo Mayo escreveu:


É necessário demonstrar que a Monarquia é um regime aberto a todos - um enorme casa, com um enorme telhado e cuja entrada se faz por diversas portas - e que se readapta sempre que necessário no sentido de acompanhar o processo histórico e as mudanças de consciência e de pensamento. Tudo isto porque é um regime humanista. A acção do Rei resulta de largos anos de aprendizagem e da sensibilidade extrema que este desenvolve para auscultar o seu País e o seu Povo. O upgrade do Regime Monárquico é diário porque é um regime sensitivo, em nada burocratizado e de resposta maquinal como o são as Républicas. A Monarquia não é hermética, não é estanque, não é estagnada, não é anacrónica e não é rígida. Abrir os olhos das massas para esta alternativa, que é tão preemente como viável, é um trabalho intelectual, é o desbravar de uma bruma psicológica que desde há 100 anos tolda o pensamento dos portugueses, é um apelo ao orgulho pátrio, à portugalidade e à ousadia que é afinal uma caracterítica tão portuguesa. É relembrar de onde vimos para poder então tomar o caminho a seguir em diante. É a Revolução Mental!

Diogo de Figueiredo Mayo


Belas palavras estas que o autor escreveu, mas será que o que se passa na realidade factual é mesmo isto?

Noto amiúde e por exemplo, que há monárquicos que por receio de diversa ordem não escrevem em determinados espaços como por exemplo o monárquicos.com por recearem ser ostracizados só porque este espaço abriu as portas a todas as posições monárquicas…Poderia dar muito mais exemplos idênticos.

O monárquicos.com volto a referir , por abrir as portas a todas as posições monárquicas ser considerado anti-monárquico e dando uma má visibilidade da monarquia portuguesa, etc., etc.

Por isso, e muito pessoalmente acho, que é fácil escrever belos textos, tentar passar uma ideia democrática da Monarquia. Mas a Monarquia em Portugal, devido a interesses vários que não os afectos à Monarquia mas isso sim, afectos a várias posições e pretensões monárquicas que vão desde a faixa etária mais antiga de monárquicos aos mais jovens não estão a passar para a generalidade da população portuguesa uma boa imagem de liberdade e democracia do que se esperaria de um regime monárquico moderno que a todos rspeite como muito bem diz.

O autor do texto diz que é “…necessário demonstrar que a Monarquia é um regime aberto a todos…”, pessoalmente concordo desde que praticado…

Desde que as diversas posições monárquicas sejam respeitadas…

Desde que não haja exclusões por, para alguns monárquicos, umas posições serem ridículas e outras por qualquer outra razão que não seja por ser a pretensão do Sr. D. Duarte Pio.

Pessoalmente acho que só umas Cortes poderão colocar no seu devido lugar as diversas posições existentes e aclamar um novo Rei mesmo que estejamos em República…

É efectivamente desejável uma “Revolução Mental” especialmente em todos os monárquicos portugueses. Uma Revolução na sua postura para com todas as visões e pretensões monárquicas, respeito, união, humildade e realmente, praticar o que se apregoa.

Portugal e os portugueses merecem, pois já viveram tempo mais que suficiente em opressão, ditadura e "abafamento" cultural e crítico, entre outras coisas mais…

Com consideração

Beladona
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Dez 28, 2009 14:32     Assunto : Responder com Citação
 
Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
Portugal não quer e não está preparado para uma Transição Monárquica. É necessário reconhecer que fora dos meios pró-monarquicos, Rei e Monarquia são verbo morto. Ponto.


Diogo Mayo escreveu:
Referendar os portugueses quanto à forma do regime seria neste momento um erro crasso. Não é expectável que um Povo opte por aquilo que desconhece. Pessoalmente evito tiros no pé, portanto faço votos para que o referendo não aconteça nos tempos imediatos.


Concordo, mas muito por culpa dos monárquicos e dos que os representam que não sabem ter a “força motriz”, sensibilidade, e o respeito por todos os não monárquicos, pró e neutros.


Igualmente concordo.

Os Portugueses não se encontram preparados para uma mudança de Regime, visto como já foi dito, desconhecerem aquilo que seria de esperar de uma Monarquia.

Tal em boa parte resulta, igualmente como já foi dito, em boa parte da culpa dos próprios monárquicos os quais insistem em querer misturar coisas que não são para misturar e até de querer sobre simplificar as coisas.

Nem um Referendo à República, como o Sr. Paulo Teixeira Pinto afirma e se calhar com mais razão que todos nós, ou à Monarquia é o mesmo que um Referendo/Cortes para a resolução/definição da questão da Sucessão.

Nem se pode ou deve querer simplificar a questão da Monarquia, apenas com o intuito de se procurar implantar esta. Deixando para a posteriori de tal momento a definição de TUDO aquilo que interessa desde já decidir, sob a pena de os Portugueses se sentirem enganados (como acontece com a maioria dos actuais políticos) e assim retirar o necessário voto de confiança à instituição que é a Monarquia.

Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
Desse modo, o primeiro trabalho sério e balizado dos monárquicos organizados deverá ser o da re-apresentação da Monarquia a Portugal e o de arredar a ideia de Monarquia como forma de Estado vetusta e anacrónica.


Concordo. Pois não temos monárquicos unidos nem organizados e também por termos as demonstrações monárquicas que temos é que estamos na situação em que estamos no presente.

A reapresentação de uma Moderna Monarquia deveria de se centrar a meu ver na preocupação de promover com realidade a Monarquia como regime com os seus prós e contras e não única e exclusivamente ter a preocupação de alcandorar ao trono e impondo um pretenso pretendente por muito crível que este possa ser.


Concordo com ambos, no entanto vou ao ponto de defender (tal como já aconteceu e até foi proposto/tentado em tempos por pequenos núcleos de monárquicos, onde nos procurámos inserir). O começo de trabalhos de campo em "universos" limitados por forma a que se consiga estudar quer o impacto ao longo dos tempos da apresentação da "ideia" do que é uma monarquia, quer do estudo da procura daquelas que serão as melhores formas de rentabilizar os nossos recursos na aposta de "publicidade" e marketing que consiga atrair mais Portugueses para a Monarquia.

Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
De tudo isto especulo que, muito provavelmente, no caso de não terem sucedido os acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, Portugal teria chegado aos anos 70 do século passado pela mão do rei Dom Manuel II.


Se não tivessem acontecido os infaustos acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, seria talvez, não o príncipe D. Manuel, mas sim o príncipe D. Luís Filipe, aliás, um seu sucessor que supostamente nos governaria. Mas tudo não passará de uma suposição pois na altura a Monarquia não estaria lá muito nas boas graças pelo menos de certa camada da população.


Bah... tecnicalidades sem qualquer interesse para o momento actual. Para além da clara diferença de que, supostamente, não estaríamos a passar pelo presente momento de interregno.

Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
É este pois o grande cavalo de batalha que os monárquicos deverão alimentar junto ao Povo: um intenso revival do sentimento monárquico: Monarquia, ao contrário de Républica que começa a não significar coisa nenhuma, representa passado, presente e futuro. É uma instituição que encerra em si os genes de Portugal e da portugalidade. É um canal no tempo que comunica directamente a 1143 e ao nascimento da Nação. É um sábio com 900 anos. É o estandarte que em todos os grandes momentos da história assinalou a presença de Portugal no Mundo. A relevância da Pessoa Real não lhe advêm da coroa ou do trono onde se senta mas sim do peso e da responsabilidade histórica que consigo transporta. Esse peso é Portugal, esse peso somos nós, é nossos pais e nossos avós.


Concordo.


O conceito que aqui se apresenta, é um conceito algo complicado de explicar às demais pessoas. Isto na minha opinião.

Não deixo de concordar plenamente com aquilo que aqui é dito. Mas igualmente tenho a percepção que tal não deixa de ser algo... críptico para a maioria dos Portugueses.

1º Porque se no passado a História de Portugal podia, e era, confundida com a história dos seus Reis, tal como acontecia com as demais monarquias. No entanto e com o passar dos tempos, este conceito altera-se e a Historia de Portugal passa a ser mais e mais confundida com a história do seu Povo, tal como uma vez mais acontece com a maioria das Monarquias, sendo que o Rei passa a ser o "fiel repositório" da História deste Povo. Papel que um Presidente de uma República é incapaz de efectuar por faltar a necessária continuidade existente numa qualquer Monarquia.

2º A História de Portugal compreende em si tanto a Monarquia com os seus séculos de existência, como a República com (pelo menos) o seu século (em 2010). Logo todo e qualquer FUTURO Rei ao procurar representar a História do seu Povo e da sua Nação, estará obrigado a ter de incorporar igualmente esta "passagem" pela República.

Tal acontece nas demais Monarquias com passagens por Repúblicas.

Logo creio que é um erro da nossa parte quando os monárquicos procuram dividir a História de Portugal entre o período monárquico e o republicano. Ainda para mais quando toda e qualquer restauração/implantação de uma Monarquia em Portugal obriga, pelo menos é essa a intenção dos actuais monárquicos, um desejo nesse sentido por parte dos Portugueses que leve a uma transição pacífica e democrática.

Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
...em Portugal existe uma profunda e generalizada simpatia popular, carinho ouso dizer, pelos membros da actual Família Real. Esse carinho, não tenho dúvidas exponenciar-se-á nos anos próximos mêrce de três jovens Príncipes que Portugal saberá amar no século XXI como amou outros, da mesma família, em séculos passados.


A “actual Família Real” não existe pois desde o falecimento de D. Manuel II não houve mais nenhuma aclamação real que seja do meu conhecimento. Existe somente a “Representação” da Família Real portuguesa nas pessoas de D. Duarte Pio e sua excelentíssima família.


Eu considero esta situação enquanto que... "espinhosa".

A Família Real Portuguesa "termina", no conceito no qual a maioria das pessoas se reveria, com a morte d'El Rei D. Manuel II e das Sras. suas Mãe e Esposa.

No entanto este conceito é, forçosamente numa monarquia, abrangente o suficiente para que o mesmo possa ser "carregado" para outros membros da Família que esteja associada à Coroa de uma Nação.

Assim é perfeitamente plausível e inclusive aceite que o Sr. D. Duarte Nuno tenha "recebido" na sua pessoa e na da sua Família o "estatuto" de Família Real Portuguesa. Em especial quando mais ninguém se apresentava enquanto Pretendente ao Trono de Portugal.

Sendo que convém não esquecer de que em Monarquia, ou esta está perfeitamente definida ou a mesma encontrar-se-á em representação. No caso Português ambos os conceitos, na minha opinião, misturaram-se.

Sendo que o não esclarecimento desta situação mediante a realização das necessárias circunstâncias para que a mesma ficasse, em definitivo, fechada não aconteceram.

Aqui faço um MEA CULPA, pois tenho sido algo crítico relativamente às opções quer do Sr. D. Duarte Nuno, como do Sr. D. Duarte Pio e em especial d'El Rei D. Manuel II. A minha perfeita definição quanto à questão da Sucessão em nada interfere quanto à minha capacidade crítica relativamente às actuações dos Senhores em causa, sendo que uma reanálise de posições tomadas à época pelo Sr. D. Duarte Nuno, me fizeram reavaliar as opções deste e aceitar então o porquê da não prosseguição das situações que fechariam em definitivo a questão da Sucessão durante a sua vida. No entanto, tais posições não são expansíveis quer para o Sr. D. Duarte Pio como para el Rei D. Manuel II, os quais continuo a olhar de forma crítica quanto a este assunto.

Já a prossecução desta situação, por diversos decénios, sem qualquer oposição levanta agora a difícil questão de como é que tal situação possa ser resolvida sem que haja uma "perda" de face de parte a parte. Esquecendo os Senhores envolvidos nesta questão que antes da Honra pessoal a cada um, está em jogo Portugal e o futuro dos Portugueses.

Assim se me perguntarem SE o Sr. D. Duarte Pio é o representante da Casa Real Portuguesa? É claro que a minha resposta será a de um SIM sem a mínima margem para dúvidas.

E se me perguntarem como é que essa opção se poderá conjugar com a minha defesa da necessidade da realização de Cortes ou seu equivalente, para que a questão da Sucessão seja finalizada? A minha defesa igualmente é fácil de dar. Portugal terá uma Família Real (Oficial/Escolhida) e quanto muito, no caso da Pretensão do Sr. D. Duarte Pio ser preterida, uma Família Real (Não Oficial) como acontece com outras Nações onde existem representantes de diversas Dinastias, sendo a França um exemplo perfeito deste caso.

Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
-A inclinação monárquica nacional é inata e verifica-se pela curiosidade -sem paralelo em nenhum país europeu - que temos em relação ao bê-a-bá das monarquias estrangeiras. Destaco o facto da quase totalidade da nossa imprensa e orgãos de comunicação social dedicarem a título permanente ou frequente páginas e rúbricas aos acontecimentos quotidianos das casas reais estrangeiras. Caso surpreendente e de estudo sociológico é o casamento, em 2003, do Príncipe das Astúrias; que sendo espanhol "não é da nosso conta"; que protagonizou durante meses as conversas de café entre nós e cujo dia da cerimónia monopolizou as três televisões nacionais de sinal aberto - RTP, SIC e TVI que bateram records de audiências transmitindo ininterruptamente e em directo os acontecimentos de Madrid. Nesse dia Portugal sonhou com um sonho alheio.


As histórias entre príncipes e princesas foram sempre muito sonhadas e “romanceadas” pela generalidade da população desde a mais tenra idade até às idades mais maduras a diversos níveis. Sendo estas noções muito apoiadas por diversas revistas de estilo “cor-de-rosa”. Eu não chamaria a estes tipos de “curiosidade e interesse” um verdadeiro apoio ou gosto pelo regime monárquico, mas sim o sonho das vivências muitas vezes, supostamente faustosas e empoladamente fantasiosas destas Famílias.


Neste caso igualmente concordo com a Beladona. Não se pode fazer uma correlação clara, como o Sr. Diogo Mayo procura fazer, pois senão igualmente teríamos de efectuar outras correlações e procurar estabelecer conexões entre as mesmas, no caso de existirem.

Sendo que SE em Portugal e nas palavras do Sr. Diogo Mayo "A inclinação monárquica nacional é inata e verifica-se pela curiosidade -sem paralelo em nenhum país europeu - que temos em relação ao bê-a-bá das monarquias estrangeiras...", em Portugal igualmente também é inata (por exemplo) a falta de cultura associada à "média" do Cidadão Nacional, assim como a iliteracia ou falta de desejo de simplesmente ler relativamente à igual média dos restantes Países Europeus.

O que é que podemos, se é que podemos, retirar desta situação?

Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
-A um país de "estrutura familiar", como Portugal, em que os laços de sangue e as afectividades actuam como elementos chancelares na sociedade, um modelo de Família Real que se propaga no tempo pela sucessão dos filhos aos pais institui-se como referência e modelo para os cidadãos. A observação da Família Real e dos seus rituais tem a capacidade de estimular e revigorar a própria noção de nacionalidade que nessa família tem um dos seus mais válidos emblemas. As famílias reais corporizam os estados que chefiam e desse modo amenizam a imagem dura do aparelho governativo tornando-o mais intelígivel para todos.


“…um modelo de Família Real que se propaga no tempo pela sucessão dos filhos aos pais…”

Em Monarquia parte-se sempre deste pressuposto…mas não é forçoso que o seja sempre, pode haver situações que modifiquem este princípio.

. As famílias reais corporizam os estados que chefiam e desse modo amenizam a imagem dura do aparelho governativo tornando-o mais intelígivel para todos.

Será segundo e conforme…


Concordo com aquilo que o Sr. Diogo Mayo e até a Beladona aqui escrevem.

No entanto convém não esquecer de que o Conceito de Família Real não é imutável, ainda menos sob um Regime Monárquico e que assim este ao mesmo tempo que serve (e deve servir) de exemplo para o Povo que representa, não deve deixar de representar os Valores e Liberdades (para além de Deveres) que estão associados ao Estado.

Dessa forma, já a grande maioria dos Reinos Europeus optaram por deixar cair a discriminação que ocorria na selecção daquele que seria o Príncipe/Princesa Real, passando a optar pela ordem de nascimento ao invés do género dos mesmos.

E esta "simples" mudança correspondeu uma verdadeira mudança de mentalidades.

Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
Pegar nesta e noutra argumentação, saber fazer a sua apresentação e planear a sua decorrente transmissão entre os portugueses é empreender o ressuscitar do Ideário Monárquico. Cabe a cada monárquico, na sua corrente ideológica própria, da esquerda à direita, religioso ou ateu, jovem ou velho... fazer o equílibrio próprio que permita passar a imagem da Monarquia e da Família Real como um plano e um pacto para o futuro.


Caberia a cada monárquico o dever moral de dar a todos o exemplo daquilo que gostaria que fosse o regime monárquico assim como ter sempre em atenção o interesse de uma maior abertura e compreensão que levariam a uma maior união entre pelo menos todos os monárquicos. Presentemente como estamos e é patente publicamente, não é isso que demonstramos, muito pelo contrário.


Uma vez mais concordo com ambos.

SE o Sr. Diogo Mayo indica e bem que cabe a cada Monárquico o papel de passar a imagem de uma Monarquia NOVA para o Futuro de Portugal.

Igualmente não posso deixar de concordar com a nossa Beladona, quando esta indica que são precisamente os Monárquicos que procuram DENEGRIR e/ou IMPEDIR o trabalho efectuado neste sentido por outros Monárquicos, apenas por não se reverem no ideário destes.

Assim é necessário que as "NOVAS" gerações de Monárquicos sejam capazes de ROMPER com estas opções e até posições das "VELHAS" Gerações de Monárquicos. Idades à parte é claro!

Beladona escreveu:
Diogo Mayo escreveu:
É necessário demonstrar que a Monarquia é um regime aberto a todos - um enorme casa, com um enorme telhado e cuja entrada se faz por diversas portas - e que se readapta sempre que necessário no sentido de acompanhar o processo histórico e as mudanças de consciência e de pensamento. Tudo isto porque é um regime humanista. A acção do Rei resulta de largos anos de aprendizagem e da sensibilidade extrema que este desenvolve para auscultar o seu País e o seu Povo. O upgrade do Regime Monárquico é diário porque é um regime sensitivo, em nada burocratizado e de resposta maquinal como o são as Républicas. A Monarquia não é hermética, não é estanque, não é estagnada, não é anacrónica e não é rígida. Abrir os olhos das massas para esta alternativa, que é tão preemente como viável, é um trabalho intelectual, é o desbravar de uma bruma psicológica que desde há 100 anos tolda o pensamento dos portugueses, é um apelo ao orgulho pátrio, à portugalidade e à ousadia que é afinal uma caracterítica tão portuguesa. É relembrar de onde vimos para poder então tomar o caminho a seguir em diante. É a Revolução Mental!...


Belas palavras estas que o autor escreveu, mas será que o que se passa na realidade factual é mesmo isto?

Noto amiúde e por exemplo, que há monárquicos que por receio de diversa ordem não escrevem em determinados espaços como por exemplo o monárquicos.com por recearem ser ostracizados só porque este espaço abriu as portas a todas as posições monárquicas…Poderia dar muito mais exemplos idênticos.

O monárquicos.com volto a referir , por abrir as portas a todas as posições monárquicas ser considerado anti-monárquico e dando uma má visibilidade da monarquia portuguesa, etc., etc.

Por isso, e muito pessoalmente acho, que é fácil escrever belos textos, tentar passar uma ideia democrática da Monarquia. Mas a Monarquia em Portugal, devido a interesses vários que não os afectos à Monarquia mas isso sim, afectos a várias posições e pretensões monárquicas que vão desde a faixa etária mais antiga de monárquicos aos mais jovens não estão a passar para a generalidade da população portuguesa uma boa imagem de liberdade e democracia do que se esperaria de um regime monárquico moderno que a todos rspeite como muito bem diz.


Não quero entrar na defesa ou contra-ataque dentro do movimento monárquico, quer face ao monarquicos.com quer contra outras facções do mesmo.

O que acontece é visível aos olhos de todos, tal como são as tentativas de silenciamento de TODOS aqueles que não se coadunam em parte ou até na sua totalidade, com as posições da maioria.

Assim e apesar de concordar com as palavras do Sr. Diogo Mayo, na sua quase totalidade, igualmente creio que cabe aos monárquicos da facção maioritária o papel de procurarem dialogar com aqueles que não se revêm na mesma e quanto muito de procurarem perceber/compreender aquilo que leva estas a se distanciarem dos mesmos.

Esse papel não deveria de ser feito por um espaço o qual APENAS procura ser isento e demonstrar a aplicação daqueles que serão os Valores e Liberdades que TODOS desejamos de ver na Monarquia NOVA Moderna de que o Sr. Mayo fala. Mas é, precisamente, o que acontece!

Diogo Mayo escreveu:
O upgrade do Regime Monárquico é diário porque é um regime sensitivo, em nada burocratizado e de resposta maquinal como o são as Républicas.


Não quero deixar, no entanto, de pegar nesta pequena frase do Sr. Diogo Mayo, a qual quanto a mim espelha aquilo que se DESEJA para uma NOVA Monarquia e não aquilo que acontecia no final da Monarquia Portuguesa e que em boa parte SUSTENTOU a razão para a actuação de alguns Republicanos.

A Monarquia É, no caso de não se proceder a uma PROFUNDA reestruturação de toda a máquina estatal, tão burocrática quanto uma República. Convém não nos esquecermos disso.

E daí a URGENTE necessidade de que os monárquicos, de hoje, procurem o mais depressa o possível por estudar e projectar por formas de corrigir este erro que os Regimes estão passíveis.

Beladona escreveu:
O autor do texto diz que é “…necessário demonstrar que a Monarquia é um regime aberto a todos…”, pessoalmente concordo desde que praticado…

Desde que as diversas posições monárquicas sejam respeitadas…

Desde que não haja exclusões por, para alguns monárquicos, umas posições serem ridículas e outras por qualquer outra razão que não seja por ser a pretensão do Sr. D. Duarte Pio.

Pessoalmente acho que só umas Cortes poderão colocar no seu devido lugar as diversas posições existentes e aclamar um novo Rei mesmo que estejamos em República…


Totalmente de acordo com a nossa cara Beladona.

Beladona escreveu:
É efectivamente desejável uma “Revolução Mental” especialmente em todos os monárquicos portugueses. Uma Revolução na sua postura para com todas as visões e pretensões monárquicas, respeito, união, humildade e realmente, praticar o que se apregoa.


A isto chamar-se-ia de revolução de "mentalidades" a qual não corresponderá, no seu conteúdo, aquilo a que o Sr. Diogo Mayo procura defender.

Beladona escreveu:
Portugal e os portugueses merecem, pois já viveram tempo mais que suficiente em opressão, ditadura e "abafamento" cultural e crítico, entre outras coisas mais…


Bingo!

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O Corvo
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Mensagem Enviada: Qua Jan 11, 2012 12:06     Assunto : Responder com Citação
 
Meus Caros,

Primeiramente quero dizer que os texto e opiniões expressados neste tópico são reveladores de uma grande lucidez de pensamento e de uma boa análise social do nosso país.

Não obstante, e como já foi aqui referido, é necessário divulgar a causa monárquica, pois, como todos nós sabemos, não basta nós sabermos que somos uma boa solução para o país, a restante população tem que o saber também para que as coisas evoluam.

Vivemos, como todos sabemos, numa época de tumulto social e económico em que a nossa própria soberania e independência estão em causa, mesmo que não seja como no passado por uma ameaça militar, mas sim por via económica e política. Não encontrarão em mim um monárquico tão acérrimo como tantos outros, mas sim alguém que vê a monarquia como uma alternativa válida e eficaz para a situação e conjuntura actuais, sendo assim a solução que julgo melhor para o nosso Povo, e isto sim é a minha maior preocupação. Julgo que se está a tornar imperativa uma maior pro-actividade por parte dos movimento monárquico em relação à população e à divulgação dos seus ideais. Esta é uma altura em que a população procura alternativa políticas e ideológicas perante o fracasso evidente das doutrinas vigentes e é uma oportunidade de divulgação que não deve, a meu ver, ser ignorada.

Mais do que a ideia de divulgar a monarquia em contraste com as demais doutrinas e filosofias políticas, deve-se fazê-lo neste momento, perante a conjuntura, com sentido patriótico, com a noção clara que se alguma vez houve altura desde a implantação da República que a Monarquia seja mais necessária é AGORA.

Assim sendo lanço um apelo a todos os monárquicos, especialmente aqueles que mais se têm envolvido na divulgação desta nobre causa e que estão neste momento a encabeçar certas acções e grupos monárquicos para que sejam criativos, arrojados e empenhados, hoje mais do que nunca, na divulgação do que é a Monarquia, do que pode trazer para o país e em que medida pode inverter esta situação.

As pessoas estão à espera que lhes seja dada uma boa ideia e uma boa alternativa e nós temos a obrigação de corresponder.
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Jan 18, 2012 16:17     Assunto : Responder com Citação
 
O Corvo escreveu:
Meus Caros,

Primeiramente quero dizer que os texto e opiniões expressados neste tópico são reveladores de uma grande lucidez de pensamento e de uma boa análise social do nosso país.


Obrigado pela parte que me toca.

O Corvo escreveu:
Não obstante, e como já foi aqui referido, é necessário divulgar a causa monárquica, pois, como todos nós sabemos, não basta nós sabermos que somos uma boa solução para o país, a restante população tem que o saber também para que as coisas evoluam.


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O Corvo escreveu:
Vivemos, como todos sabemos, numa época de tumulto social e económico em que a nossa própria soberania e independência estão em causa, mesmo que não seja como no passado por uma ameaça militar, mas sim por via económica e política.


É uma verdade nua e crua a que aqui acaba de expor. No entanto há também outras situações que devem ou deveriam de ser colocadas em cima da mesa e que se tem procurado evitar falar ou simplesmente deixado para os nossos políticos sem que seja pedida uma "clarificação" aos Portugueses.

É certo e sabido que a estrondosa maioria das Nações Europeias perdeu toda, ou quase, a capacidade de ser um "jogador" da arena política internacional. Sendo que os poucos casos onde isso ainda acontece, acontece quer a "reboque" de outras Potências, por "tradição" ou por ainda terem algum impacto económico nos "teatros" em questão.

Daí que a criação de uma Comunidade Económica Europeia, que se baseava na criação de regras comuns por forma a se criar aquele que seria um "bloco" comercial Europeu capaz de fazer frente às maiores potências económicas mundiais tenha sido, quanto a mim, das melhores respostas que os políticos Europeus fizeram. E daqui até à União Europeia tenha sido um "pulinho", igualmente previsível e quanto a mim uma vez mais... "correcto".

Mas agora é aqui que a "porca torce o rabo", pois o que se pretende da UE não foi pensado, tendo-se deixado ao "deus dará" ou seja às "visões" dos nossos políticos.

Ora estes têm feito de tudo para que a UE caminhe no sentido da criação de uns Estados Unidos da Europa na melhor "clonagem" do modelo Norte Americano, esquecendo-se no entanto que a Europa tem muito tempo e que os Povos que a compõem têm as suas histórias e diferenças perfeitamente definidas. Sendo por isso, na minha opinião, que se tivesse optado por um modelo Confederado Europeu no melhor exemplo da Suíça.

Simplesmente porque dessa forma, manter-se-ia a especificidade Nacional e Popular de cada Estado, uma Soberania ainda que limitada mas sempre seria maior que uma Soberania aparente que é o que ocorrerá no modelo Federal ao mesmo tempo que se cederia ao Estado Central Europeu certas competências para a formulação de políticas, em especial dos Negócios Estrangeiros, comuns que procurassem beneficiar à UE.

O resto terá de momento de ficar para depois...

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O Corvo
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Mensagem Enviada: Qui Jan 19, 2012 10:30     Assunto : Responder com Citação
 
Bons dias,

Concordo plenamente com o que disse IzNoGood, existem várias temáticas que não são abordadas pelo nível de incómodo que geram. A meu ver, como também falou, estamos numa crise de soberania e independência nacional e torna-se intolerável a passividade perante este cenário. Como também disse, os países que hoje constituem a União Europeia são países de identidade histórica e cultural muito vincada e enraizada, o que nos leva a apelidar esses "Estados Unidos da Europa" como uma medida contra-natura e desadequada relativamente aos povos europeus e aos seus legados nacionais.

Todo este imperialismo através da compra de dívida soberana, o poder do financiador sobre o financiado e a destruição de economias inteiras com base em especulações emitidas por agências de rating que também são accionistas, constituem uma mistura explosiva que ameaça rebentar com a nossa independência e identidade, princípios de enorme valor para o nosso povo e, em especial, para todos os monárquicos.

Julgo que esta é uma situação que não podemos permitir que aconteça, especialmente mediante os moldes de actuação dos sucessivos governos relativamente a assuntos que relacionados com a União Europeia, que é a decisão unilateral sem consulta do Povo ou da Própria Assembleia da República.
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qui Jan 19, 2012 16:31     Assunto : Responder com Citação
 
O Corvo escreveu:
Não encontrarão em mim um monárquico tão acérrimo como tantos outros, mas sim alguém que vê a monarquia como uma alternativa válida e eficaz para a situação e conjuntura actuais, sendo assim a solução que julgo melhor para o nosso Povo, e isto sim é a minha maior preocupação.


Plenamente de acordo.

O Corvo escreveu:
Julgo que se está a tornar imperativa uma maior pro-actividade por parte dos movimento monárquico em relação à população e à divulgação dos seus ideais.


Este creio que tem sido o cerne da questão. A falta de coordenação dentro do Movimento Monárquico, a falta de abertura para que seja feita uma muito necessária reforma do mesmo e por fim, e apenas na minha opinião pessoal, a realização de Cortes ou de um seu equivalente por forma a que um Rei de Portugal, ainda que sem trono, seja encontrado de forma legal, legítima e de acordo com as regras da Sucessão do Trono de Portugal por forma a que os monárquicos não tenham quaisquer dúvidas que os levem a não participar ou a não dar o seu máximo.

O Corvo escreveu:
Esta é uma altura em que a população procura alternativa políticas e ideológicas perante o fracasso evidente das doutrinas vigentes e é uma oportunidade de divulgação que não deve, a meu ver, ser ignorada.


Estamos perante o que tem sido uma descomunal, na minha opinião, perda de uma oportunidade inigualável.

O Corvo escreveu:
Mais do que a ideia de divulgar a monarquia em contraste com as demais doutrinas e filosofias políticas, deve-se fazê-lo neste momento, perante a conjuntura, com sentido patriótico, com a noção clara que se alguma vez houve altura desde a implantação da República que a Monarquia seja mais necessária é AGORA.


0clap 0clap 0clap 0clap

O Corvo escreveu:
Assim sendo lanço um apelo a todos os monárquicos, especialmente aqueles que mais se têm envolvido na divulgação desta nobre causa e que estão neste momento a encabeçar certas acções e grupos monárquicos para que sejam criativos, arrojados e empenhados, hoje mais do que nunca, na divulgação do que é a Monarquia, do que pode trazer para o país e em que medida pode inverter esta situação.


Infelizmente a descoordenação, a procura de protagonismo, a pura inveja e/ou a pura incapacidade de reconhecer que podem haver ideias válidas oriundas de quem não pensa como nós, a divisão entre os monárquicos tem sido... atroz.

O Corvo escreveu:
As pessoas estão à espera que lhes seja dada uma boa ideia e uma boa alternativa e nós temos a obrigação de corresponder.


Pura verdade.
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qui Jan 19, 2012 16:47     Assunto : Responder com Citação
 
O Corvo escreveu:
Concordo plenamente com o que disse IzNoGood, existem várias temáticas que não são abordadas pelo nível de incómodo que geram.


Daí a enorme dificuldade que existe em conseguir promover a reforma do Movimento Monárquico, pois se de um lado se parte de pressupostos os quais impedem qualquer diálogo, do outro a insistência em se procurar ostracizar quem defende a necessidade de reformas, por norma faz extremar as posições e opiniões vinculadas por estes últimos.

O Corvo escreveu:
A meu ver, como também falou, estamos numa crise de soberania e independência nacional e torna-se intolerável a passividade perante este cenário. Como também disse, os países que hoje constituem a União Europeia são países de identidade histórica e cultural muito vincada e enraizada, o que nos leva a apelidar esses "Estados Unidos da Europa" como uma medida contra-natura e desadequada relativamente aos povos europeus e aos seus legados nacionais.


Infelizmente os monárquicos fecharam-se na opção de "independência a todo o custo" sem se darem conta do que tal implica ou quais os resultados de tal opção. Não deixa de ser uma opção viável, no entanto é uma opção que nos reduzirá ao papel de um Lichenstein ou uma S. Marino.

Podemos e, quanto a mim, devemos de andar de mãos dadas com a UE mas as diferenças entre abraçarmos o Projecto Federal ou um Projecto Confederal são enormes apesar de poderem não parecer.

A vantagem do modelo Confederal é que cada Estado Membro mantém a sua independência no nível interno e parcial no externo, pois neste último pelo bem de todos, entrega parte da sua soberania ao Grupo.

Há uma perda de soberania? Implicitamente é claro que há! Mas nada com a qual não possamos lidar, pois se formos a ver, realmente, se somos ou não soberanos... a partir do momento em que importamos mais do que o que exportamos, em que temos de pedir dinheiro emprestado e, pior ainda, temos de nos sujeitar a obrigações impostas pelas instituições internacionais responsáveis pelos fundos a que temos de recorrer... então, não já não somos soberanos pois dependemos de outros e dependemos de outros há tanto tempo que já ninguém questiona tal facto.

O Corvo escreveu:
Todo este imperialismo através da compra de dívida soberana, o poder do financiador sobre o financiado e a destruição de economias inteiras com base em especulações emitidas por agências de rating que também são accionistas, constituem uma mistura explosiva que ameaça rebentar com a nossa independência e identidade, princípios de enorme valor para o nosso povo e, em especial, para todos os monárquicos.


A UE não quer assumir o papel político que, de forma crescente, tem vindo a preencher não permitindo assim que quer as classes políticas europeias tenham uma visão de fundo do que se espera num futuro a médio prazo como o de serem incapazes de transmitir aos europeus a ideia do que se pretende e do custo que tal implica, assim como os benefícios.

Assim desta forma é inconcebível que a UE se submeta passivamente a agências de rating de uma Nação estrangeira e que é, para todos os efeitos, um forte concorrente comercial da própria UE!

O Corvo escreveu:
Julgo que esta é uma situação que não podemos permitir que aconteça, especialmente mediante os moldes de actuação dos sucessivos governos relativamente a assuntos que relacionados com a União Europeia, que é a decisão unilateral sem consulta do Povo ou da Própria Assembleia da República.


Daí a tentativa de com o Projecto Novo Rumo se procurar lançar a ideia de uma Democracia Directa ou Semi Directa para Portugal.

IzNoGuud
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Mensagem Enviada: Sex Jan 20, 2012 11:27     Assunto : Responder com Citação
 
Caro IzNoGood,

Julgo que foi à questão nevrálgica do Movimento Monárquico em Portugal: Divisão. Nunca um movimento pode congregar a população se por si for fragmentado. Invejas? Protagonismos? Eu acrescentaria também sectarismo e interesse próprio e, assim sendo, neste momento os monárquicos não se estão a comportar de maneira diferente que os políticos republicanos que tanto criticam. Dos poucos que somos por este país, divididos não vamos passar de fóruns e tertúlias, não lhes tirando o devido mérito e importância.

Relativamente à celebração de umas Cortes ou algo dessa índole de forma a escolher um Rei, digo-lhe que me encontro dividido. Por um lado vejo as possibilidades que dai advém, no sentido de unir os monárquicos em torno de um único Monarca, mesmo que seja sem trono. No entanto também isso acarreta, quanto a mim, um problema e um dúvida. O problema que daí pode advir será a contestação a essas mesmas Cortes. Do que tenho vindo a estudar e a observar da Causa Monárquica em Portugal, tenho visto mais contestação que concertação. D. Duarte Pio, descendente de D. Miguel por parte paterna e da linhagem real de Bragança por parte materna, tem sido contestado devido à Lei do Banimento que interditaria o seu acesso ao trono português. Não obstante, não deixa de ser quem tem um parentesco mais sólido em relação à família real portuguesa. D Pedro de Loulé também tem ascendência real mas os duardistas afirmam que a família deste jurou fidelidade a Bragança e reconheceu esta última como a legítima linhagem real, algo do qual o próprio D. Pedro se desmarca dizendo que não se sente obrigado a cumprir o que antepassados seus disseram ou prometeram, algo que levanta várias noances. O Sr. Poidimani, e os seus apoiantes que me desculpem, é alguém que não considero sequer uma opção pois, como já foi dito enumeras vezes, o senhor é estrangeiro. Assim sendo, nada nos garante que o que saia eventualmente de umas Cortes seja sinónimo de união e não rotura.

A Dúvida é: será que essa sede de protagonismo, esse alimentar de egos que já foi referido pelo IzNoGood, não afecta também os nossos pretendentes ao trono? É que todos mantém uma posição muito cordial e correcta até se tocar no assunto da sucessão em que puxam de todo o seu arsenal de argumentos e árvores genealógicas para se auto-legitimarem. Até agora não vi um único pretendente com uma atitude isenta, de maior preocupação com o povo do que com a sucessão, com um discurso do género "sou desta família sim senhor mas, se a monarquia voltar a Portugal para bem do seu Povo, as Cortes ou a Assembleia decidirão que será o legítimo Rei à luz de uma análise cuidada das genealogias e da legislação vigente até 1910 em relação à matéria". Se algum dos pretendentes teve esta postura peço-vos que me corrijam e digo-vos que ficarei muito feliz que o façam.

Que uma Monarquia Democrática estruturada, forte e sólida seria melhor para Portugal, eu julgo que sim. Não obstante, à luz do estado em que está a causa Monárquica, não considero que o seja neste momento. Muito trabalho tem que ser feito, com muito sentido de união e dever e não de sectarismo ou auto-publicitação.

A posição ou estatuto não fazem o Homem, o Homem faz a posição ou estatuto. Julgo que existem muitos monárquicos que deveriam meditar seriamente sobre estas palavras.


P.S.: Tenho achado o fórum muito parado, especialmente tendo em conta a situação que o país atravessa e a oportunidade de mostrar trabalho e de fazer algo pelo Povo que esta constitui para o Movimento Monárquico Português.
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O Corvo
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Mensagem Enviada: Sex Jan 20, 2012 11:38     Assunto : Responder com Citação
 
Começo por pedir desculpa pois tenho vindo a trata-lo por IzNoGood e só agora reparei que é IzNoGuud.

No que toca à Confederação em vez de Federação concordo plenamente consigo. Julgo que a Europa tem que se definir e afirmar de uma vez por todas, até mesmo para não dar azo a situações do género "Merkozi". Não obstante, não deixo de ver com melhores olhos uma situação que tem vindo a ser defendida há largos anos pelo Senhor D.Duarte que é precisamente uma Confederação Lusófona. Geograficamente não se torna tão plausível como a europeia mas política, social e culturalmente sim. Resta saber o que os restantes países lusófonos têm a dizer sobre este possível projecto que tem sido falado essencialmente por portugueses.

Julgo que, não obstante de uma Confederação Lusófona, se deve manter um estreito contacto com a Europa, por todas as razões que já conhecemos. Não devemos pairar no "branco" ou "preto", devemos abraçar mais o cinzento e tornar as nossas posições mais equilibradas.


(Nota: Onde posso encontrar mais informação sobre o Projecto Novo Rumo?)
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