|
| Autor |
Mensagem |
|
|
|
Beladona
Moderadora


Mensagens: 1705
Local: Algarve
|
Enviada: Ter Jan 26, 2010 00:36 Assunto : Nem mais uma 'burqa' em França?
|
|
in: DN de 25-01-2010
Nem mais uma 'burqa' em França?
por LUMENA RAPOSO
Decisão
Parlamento recebe amanhã a proposta da Comissão de Informação e deve pronunciar-se esta semana.
"Uma coisa é certa: nos locais abertos ao público, a proibição do véu integral [burqa] será absoluta", afirmou André Gerin. Esta declaração do deputado comunista e presidente da missão de informação sobre a prática do uso do véu integral em França indicia a decisão que será tomada, esta semana pelo Parlamento, sobre o controverso assunto.
Criada em 2009 e após longos meses de debates, a Comissão parlamentar apresenta amanhã as suas conclusões à Assembleia Nacional sobre o uso da burqa em França, país onde menos de duas mil mulheres optaram por utilizar o véu integral.
A proibição da burqa conta com o apoio do Governo francês e do Presidente Nicolas Sarkozy. Este não hesitou em afirmar que a burqa não é "bem-vinda".
A questão não deixa, porém, de ser extremamente sensível num país que conta com a maior comunidade muçulmana da Europa: são entre cinco e seis milhões de muçulmanos, na sua maior parte oriundos do Norte de África.
A referida proibição coloca ainda delicados problemas jurídicos. É que se, por um lado, a interdição do uso da burqa em locais abertos ao público - transportes, edifícios governamentais, etc. - é um dado adquirido, já o mesmo não se pode dizer em relação à rua. Fontes parlamentares afirmam que avançar para uma tal proibição significa correr o risco de uma censura constitucional ou de uma condenação por parte do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
De qualquer modo, e em nome da laicidade, a proibição do uso da burqa deverá ocorrer em dois momentos. Num primeiro tempo, os deputados devem votar uma resolução, sem alcance jurídico, estabelecendo que o véu integral será "proibido no território da República", de acordo com a proposta apresentada pela missão parlamentar. No segundo momento, a resolução é seguida por uma lei, segundo a qual será proibido a qualquer pessoa apresentar-se com o rosto dissimulado. A propósito, André Gerin afirma que "o rosto descoberto no espaço público é um elemento essencial à ordem pública".
E assim, quase seis anos após ter banido das escolas públicas o uso do véu islâmico e outros sinais religiosos ostentatórios, a França prepara-se para banir a burqa - internacionalmente conhecida com a guerra do Afeganistão - do seu território, uma decisão que recebe a aprovação de 57% da população.
Malek Chebel, o tradutor francês do Alcorão, é um dos que condenam a burqa - termo que nunca encontrou no livro sagrado dos muçulmanos, diz - mas que também não aceita a sua proibição. Em sua opinião, o que está em causa é o "lugar do islão em França, na Europa e no mundo". E avança: "A mulher que usa burqa não reage ao islão mas ao lugar do islão na sociedade ocidental."
Ontem, numa conferência na Universidade Católica, o cardeal--patriarca de Lisboa, sem referir a situação em França, afirmou que "a guerra aos símbolos religiosos é, hoje, na Europa, um sinal preocupante". D. José Policarpo sustentou que "se o Estado é laico, a sociedade não o é", adiantando que se tem assistido, "nos últimos tempos, a correntes de pensamento numa dupla direcção".
|
|
|
|
|
|
|
|
Valdez
Monárquico


Mensagens: 731
Local: Alentejo Profundo
|
Enviada: Ter Fev 02, 2010 17:49 Assunto : 1º ministro Australiano também a por ordem na casa
|
|
Finalmente um político sem papas na língua. Será que ele não quer vir para a Europa?
É com esta frontalidade que muita gente devia falar....
Discurso do 1º Ministro Australiano à comunidade Muçulmana
Aos Muçulmanos que querem viver de acordo com a lei do Sharia Islâmico foi-lhes dito muito recentemente para deixarem a Australia, no âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face aos eventuais ataques terroristas.
Aparentemente, o Primeiro-Ministro John Howard chocou alguns muçulmanos australianos declarando que apoiava agências-espiãs encarregadas de supervisionar as mesquitas da nação.
Citação:
"OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.
A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.
A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!
A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.
Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.
ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: O DIREITO de PARTIR. Se não são felizes aqui, então PARTAM.
Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou". _________________ "A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores"
Platão
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Beladona
Moderadora


Mensagens: 1705
Local: Algarve
|
Enviada: Qui Fev 04, 2010 18:19 Assunto :
|
|
in: DN de 04-02-2010
Negada cidadania a homem que força mulher a usar véu
por PATRÍCIA VIEGAS
França
Marroquino não pode ser francês porque recusa valores da laicidade e igualdade, tão queridos à República Francesa.
A França vai recusar a nacionalidade a um marroquino que obriga a mulher a andar coberta com um véu islâmico da cabeça aos pés. A decisão foi ontem confirmada aos microfones da rádio Europe 1 pelo primeiro-ministro francês. "Eu vou assinar o decreto. A lei diz há muito que é possível recusar a naturalização a quem não respeitar os valores da República", disse François Fillon. O chefe do Governo usou os mesmos argumentos que já tinham sido apresentados pelo ministro do Interior, da Integração e da Identidade Nacional, Éric Besson.
"Na verdade, trata-se de um religioso radical que impõe o uso da burqa e uma separação entre homens e mulheres, que recusa apertar a mão às mulheres. Se este senhor não mudar de atitude, então não há lugar para ele neste país, não merece a nacionalidade. Ele rejeita os princípios da laicidade e da igualdade homem-mulher".
Esta é a primeira vez que a naturalização pela via do casamento é recusada por este motivo. Há dois anos, uma marroquina casada com um francês e com três filhos franceses viu-lhe recusada a nacionalidade por usar burqa. Mas nessa altura o argumento utilizado foi o da não-assimilação. A decisão veio do Conselho de Estado, máxima jurisdição administrativa, o qual sublinhou que uma "prática radical da religião é incompatível com os valores essenciais da comunidade francesa e nomeadamente da igualdade entre sexos".
A França lançou em Outubro um debate sobre a identidade nacional e o ministro Besson, um ex--socialista, nascido em Marrocos, tem sido um dos seus principais impulsionadores. Fortemente criticada pela oposição de esquerda, esta iniciativa vai na mesma linha da proposta de lei que o Governo de direita quer apresentar sobre a proibição do uso integral do véu. As mulheres muçulmanas usam essencialmente três tipos: o hijab, que cobre apenas os cabelos, o niqab, que tapa boca e nariz, deixando só os olhos à mostra, a burqa, que tapa tudo, incluindo os olhos que são cobertos com uma renda muito fina.
A França é o país europeu com a maior comunidade muçulmana, ou seja, cinco milhões de pessoas. A maioria é oriunda de países magrebinos, como sejam Marrocos ou a Argélia. As leis aprovadas em prol da laicidade, um dos valores mais importantes e fundamentais para os franceses, não estão, por isso, isentas de polémica.
O actual chefe do Estado e ex- -ministro das Finanças e do Interior de França, Nicolas Sarkozy, é um acérrimo defensor desses valores da República. Em 2003, a lei Sarkozy impôs aos candidatos à naturalização o conhecimento dos direitos e dos deveres conferidos pela nacionalidade francesa. No ano seguinte outra lei proibiu o uso de símbolos religiosos nas escolas públicas. O hijab está entre os símbolos proibidos.
Há quatro anos uma actualização da lei Sarkozy precisou que práticas como a poligamia ou a mutilação de órgãos genitais eram exemplos de uma má assimilação. A França usa um modelo de integração segundo o qual têm que ser os imigrantes a adaptar-se à sua língua, história, estilo de vida. E não o contrário.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Enviar Mensagens Novas: Proibido. Responder Tópicos Proibido. Editar Mensagens: Proibido. Excluir Mensagens: Proibido. Votar em Questionários: Proibido.
|
|
|
|