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Mensagem Enviada: Ter Out 23, 2007 12:40     Assunto : Entrevista ao Dr. Francisco Louçã Responder com Citação
 
Com o intuito de dar a conhecer e esclarecer os monárquicos sobre os pontos de vista das mais variadas vertentes políticas, ideológicas e culturais de uma forma responsável e imparcial, apresentamos a entrevista ao Dr. Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda sobre questões relacionadas com o regime, economia, questões sociais e políticas da actualidade.

Esta entrevista inclui-se no esforço que o monarquicos.com tem vindo a realizar sobre a formação de bases de conhecimento sobre o pensamento dos políticos actuais e cujo contributo, em forma de entrevista, visa a apreciação do actual estado do movimento monárquico, bem como da avaliação e estudo de práticas, condutas e políticas a seguir e/ou evitar pelo mesmo.

A mesma poderá ser consultada no nosso site em :

http://www.monarquicos.com/?artigo=142
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Editado pela última vez por Administrador em Sex Nov 02, 2007 12:24, num total de 1 vez

 
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vm
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Mensagem Enviada: Ter Out 23, 2007 13:04     Assunto : Responder com Citação
 
Parabéns pela iniciativa!

A bem da verdade, se já não gostava do homem, depois de ler a entrevista ainda passei a gostar menos. Acho que ficou claro que é impossível conseguir o apoio de determinados quadrantes e partidos na luta pela restauração. Aliás parece-me mesmo que estes tudo farão para prejudicar qualquer esforço nesse sentido.

Louçã para mim é um intelectual-populista, pode parecer uma classificação curiosa, mas de facto ele escolhe um cnjunto de causas que sabe serem do interesse de uma parte da população (nunca da maioria) e defende-as com um espirito de superioridade frequentemente arrogante como se as suas posições fossem as unicas válidas. Tal como ele acha absrda a monarquia, eu acho absurdo o BE, nem vou dizer as razões para não ofender algumas susceptibilidades!
 
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Pedro Reis
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Local: Santa Cruz
Mensagem Enviada: Ter Out 23, 2007 13:19     Assunto : Responder com Citação
 
vm escreveu:
A bem da verdade, se já não gostava do homem, depois de ler a entrevista ainda passei a gostar menos. Acho que ficou claro que é impossível conseguir o apoio de determinados quadrantes e partidos na luta pela restauração. Aliás parece-me mesmo que estes tudo farão para prejudicar qualquer esforço nesse sentido.


Estes ao menos nós sabemos quem são!!! O pior são os outros que caminham entre nós!!!!
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Ter Out 23, 2007 23:13     Assunto : Responder com Citação
 
vm escreveu:
...Acho que ficou claro que é impossível conseguir o apoio de determinados quadrantes e partidos na luta pela restauração. Aliás parece-me mesmo que estes tudo farão para prejudicar qualquer esforço nesse sentido.


Caro VM, o Dr. Louçã é Republicano convicto e como tal defende a sua Dama. Não temos de ver ou pensar apenas na questão de uma restauração. As perguntas que foram feitas sobre a Monarquia e possibilidade de uma eventual interacção entre um Regime Monárquico com um Partido como o Bloco de Esquerda, foram feitas apenas com o intuito de frisar a visão do Dr. Louçã e por conseguinte do BE sobre este ponto.
Mas como bem sabemos, ao tentarmos servir Portugal, não nos podemos limitar a questões de Regime e aí entra enquanto posição política válida e com representação na Assembleia aquela representada pelo BE.

A qual devemos tentar compreender e até estudar, de modo a procurarmos nesta o que de válido possa ter.
Dou como exemplo o valoroso trabalho efectuado pelo Prof. Nuno Cardoso da Silva ao lado do Dr. Garcia Pereira. Em que uma Monarquia "Social" se encontra com uma Esquerda bem à esquerda.

Um abraço,

IzNoGuud
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vm
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Mensagem Enviada: Qua Out 24, 2007 00:21     Assunto : Responder com Citação
 
Em certos aspectos acredito que seja possivel encontrar pontos em comum, sem dúvida, mas na questão de regime aí aco complicado porque os principios sobre os quais assentam partidos como o BE, PCP e MRPP são incompatíveis com os defendidos pelos monárquicos. mesmo alguns quadrantes do PS são radicalmente contra, por principio, a monarquia.

Garcia Pereira é uma figura muito especial da nossa política que até vai dizndo bastantes verdades. Louçã enfim, tem o mérito de ter colocado o BE no Parlamento e pouco mais. Conteudo...muito pouco! (provavlemente de forma propositada para não assutar os seus eleitores)
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Out 24, 2007 09:26     Assunto : Responder com Citação
 
vm escreveu:
Em certos aspectos acredito que seja possivel encontrar pontos em comum, sem dúvida,...


É um começo e uma questão de princípio que tem de partir de ambos os lados... preferencialmente sem preconceitos Wink

vm escreveu:
...mas na questão de regime aí aco complicado porque os principios sobre os quais assentam partidos como o BE, PCP e MRPP são incompatíveis com os defendidos pelos monárquicos...


Discordo... Acho que, tal como a maioria dos Portugueses, os Comunistas incluídos, têm uma ideia errada do que é a Monarquia e como tal dever-se-ia procurar elucidar os mesmos quanto ao que se entende por Monarquia.
Tenha-se me conta de que para a grande maioria dos Portugueses acredita que uma Monarquia corresponde a:

-Rei que manda de forma Absolutista (Monarquia como apresentada nos contos de fadas... aposto que metade se lembra do Shrek e a outra metade da Cinderela, quando são confrontados com o termo Monarquia).

Infelizmente... creio que nem os próprios Monárquicos sabem ou têm uma definição (definitiva) sobre o que é a Monarquia.
Aposto que a minha definição não é a mesma que a tua ou a do nosso amigo Pedro Reis... mas isso não nos impede de trabalhar em conjunto.

Ninguém, para além dos políticos, sabe ou tem a vaga ideia de que a última Monarquia era Parlamentar/Constitucional... ou sequer o que isso quer dizer.

O Dr. Louçã, como me deixou bem expresso, não aceita que ninguém possa estar acima dele... Situação com a qual nem eu discordo, nem eu acho nada de mais.

Eu, que sou Monárquico convicto, não aceito mais que um "Primus inter Pares". Um Rei que seja um "Primeiro entre Iguais". Isto apesar de eu ter plena consciência de que há Monárquicos, onde possivelmente tu e o Pedro Reis se inserem que não defendem esta "minha" opção.

Como minha defesa, apenas posso afirmar que Portugal, não é mais aquele Estado-Nação que sobrevivia graças à força de uns quantos. Mas é agora um Estado representativo dos desejos e opções de uma população de mais 10.000.000 de Portugueses (e estes espalhados pelo Mundo... olhe-se a visão de D. Carlos sobre a Comunidade Portuguesa no Brasil como exposta no livro do Sr. João Franco).

Daí, na minha opinião, a visão do Estado Novo sobre o Portugal Ultramarino... já se caminhava para este conceito, mas ainda o mesmo não estava arraigado às consciências (talvez mais internacionais que nacionais).
Portugal, no Estado Novo, já estava a se tornar no conceito do Portugal Mundial... só que ainda se "limitava" este conceito ao espaço físico controlado por Lisboa (Império Português) e não aos Portugueses onde quer que estivessem.

Actualmente, é cada vez mais tida em conta, ou procurada integrar-se as opções e opiniões dos Portugueses espalhado pelo Mundo em paralelo com as dos Portugueses residentes neste jardim à beira mar plantado.
Olhe-se para o facto de cada vez mais, estes puderem exercer direitos de cidadania até à relativamente pouco tempo limitados aos residentes em Portugal (eleições).

vm escreveu:
...mesmo alguns quadrantes do PS são radicalmente contra, por principio, a monarquia.


Mesmo alguns quadrantes do CDS o são e o que é que isso implica? Nada para além de que há Portugueses, e não num número pequeno, que são Republicanos.

Temos muito trabalho pela frente meus caros, não nos esqueçamos disso.

vm escreveu:
Garcia Pereira é uma figura muito especial da nossa política que até vai dizndo bastantes verdades. Louçã enfim, tem o mérito de ter colocado o BE no Parlamento e pouco mais. Conteudo...muito pouco! (provavlemente de forma propositada para não assutar os seus eleitores)


Opiniões meu caro... O Dr. Louçã, através da união de diversos movimentos, conseguiu o BE.
Conseguiu colocar este no Parlamento, concorde-se ou não com as posições do mesmo. Mas recorde-se sempre, que HÁ Portugueses que defendem e apoiam essas mesmas posições.

Eu, tanto discordo de posições do BE, em especial quando este surgiu, como concordo com algumas das posições por estes expressas.
O mesmo posso dizer em relação a quase todos os Partidos e incluso alguns políticos. Actualmente defendo mais visões apresentadas por Políticos do que por Partidos (sinceramente, creio que nunca defendi uma posição de princípio de um "grupo amorfo").

Um abraço,

IzNoGuud
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nau
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Mensagem Enviada: Qui Dez 27, 2007 18:59     Assunto : Entrevista Francisco Louçã Responder com Citação
 
Re: Entrevista Francisco Louçã


1. Não resisto a fazer alguns comentários soltos à admirável e curiosa entrevista de Francico Louçã: admirável porquanto, ao longo desta, o simples leitor forçosamente se admira não encontar respostas substanciais às perguntas que foram dirigidas ao entrevistado; curiosa, visto que, palavras arrancadas a ferros com tanta insensibilidade só é possível por parteira não diplomada pelo socialismo revolucionário.
2. Forçoso é dizer-se que a culpa não é da parteira (entrevistador) mas da parturiente (entrevistado) dado que esta se limitou a dar resposta a um questionário ao qual não se dignou prestar um pouco da sua magnífica erudição política, restringindo-se a preencher os espaços disponíveis com cautelosas e triviais respostas, apenas para condescender, num dos seu mais piedosos momentos de inspiração, ao pedido que lhe fora endereçado, beneficiando displicentemente da imposição da fotografia e da publicidade gratuita (que, dificilmente, os políticos prescindem) num espaço vocacionado para a discussão de ideias, embora considerando este espaço negligenciável.
3. Não foi a magreza esguia ou o rosto comprido, com proeminência maxilar de cariz obstinado, que lhe deu visibilidade, mas o tom agressivo do seu discurso patético que faz escola no movimento político em que está inserido. De facto, a sua voz cava, ondulante, projectada contra assembleias ocasionais são meras demonstrações de força – força verbal que não, necessariamente, força de ideias: poder e extensão.
4. O seu baptismo público foi aos 16 anos, na Igreja do Rato, onde se evidenciou pela irreverência para com as autoridades policiais, das quais beneficiou o recolhimento gratuito e o aplauso da população estudantil que detectou neste a sanha de um futuro chefe – os bufos apanharam o chico! A partir daí, a radicalização foi total, a par da sua meritória e cuidada preparação académica na área das ciências económicas.
5. Ás perguntas do entrevistador: “Em relação à IVG. Acha que após dois referendos os Portugueses ficaram bem servidos quanto a esta questão, ao nível da elaboração das próprias perguntas quanto aos conteúdos das diversas campanhas? Ou seja, que hoje os Portugueses estão mais esclarecidos e conscientes do que se tratou nestes referendos?” e “Apesar da grande maioria dos Portugueses professar uma crença, aceita que a existência de símbolos religiosos apenas dessa mesma crença possa ser considerada como discriminação para com aquelas que não professam ou revejam na mesma?”. Respostas loquazes do entrevistado: “Sim” e “Concerteza”, respectivamente.
6. Pergunta do entrevistador: “Qual a opinião do Sr. sobre o presente estado da Nação”. Resposta desproporcionada do entrevistado em relação às anteriores: “Vivemos uma crise social grave”. Nem o Gato Fedorento poderia ter sido tão arguto! Num outro passo, à pergunta do entrevistador “Enquanto político acha que se podem reduzir as diferenças entre Monarquia e República enquanto regimes políticos, a uma questão quase de foro partidário, estilo esquerda e direita?”. Resposta jactante: Não, acho que é uma questão de respeito pela igualdade entre cidadãos. Eu não sou súbdito de ninguém!”. Ora a igualdade é perante a Lei, pois os homens não são todos iguais (física e moralmente ou em aptidão), nem quanto às necessidades.
7. “Eu não sou súbdito de ninguém” preconceito mal contido e extemporâneo vindo de um homem que se sente realizado no meio dos camaradas que, nalgumas acepções, significa “pessoa que vive no mesmo quarto que outra”; “soldado ao serviço particular dum ofocial”; “pagem, peão, amásio ou amásia”

Arnaldo (Nau)
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sex Dez 28, 2007 10:44     Assunto : Re: Entrevista Francisco Louçã Responder com Citação
 
nau escreveu:
Re: Entrevista Francisco Louçã


1. Não resisto a fazer alguns comentários soltos à admirável e curiosa entrevista de Francico Louçã: admirável porquanto, ao longo desta, o simples leitor forçosamente se admira não encontar respostas substanciais às perguntas que foram dirigidas ao entrevistado; curiosa, visto que, palavras arrancadas a ferros com tanta insensibilidade só é possível por parteira não diplomada pelo socialismo revolucionário...


Na minha opinião e com todo o respeito pelo Dr. Francisco Louçã, eu acho que as respostas algo parcas do Dr. Louçã são originadas por um pequeno pormenor que terá desagradado ao mesmo e que terão motivado as respostas telegráficas deste. Pormenor esse o de me ter apresentado enquanto Monárquico e a entrevista ser para um Site Monárquico.

Por acaso, não estava à espera que o Dr. Louçã avançasse com esta opção, que no entanto não deixa de ser válida. Apesar de na minha opinião pessoal eu levar para uma saída algo... "preconceituosa" do Dr. Louçã face a outras opções políticas, situação que eu nunca pensei que o Dr. Louçã pudesse seguir, por este ser um acérrimo defensor da luta contra os preconceitos, sejam estes quais forem.

No entanto e apesar de parcas, quanto à dimensão das mesmas, creio que as respostas do Dr. Louçã são por demais interessantes pois denotam aspectos que talvez não nos apercebêssemos da visão política deste, sendo que eu desde logo questionei o Dr. Louçã em relação a uma segunda entrevista, tendo na altura sido recusada a mesma.

Mas ainda tenho esperanças de conseguir uma nova entrevista, visto achar que o Dr. Louçã e as suas visões políticas têm muito que pode e deve ser debatido por todos os Portugueses, incluindo os Monárquicos.

IzNoGuud
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Pedro Reis
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Mensagem Enviada: Sex Dez 28, 2007 12:45     Assunto : Re: Entrevista Francisco Louçã Responder com Citação
 
iznoguud escreveu:
Por acaso, não estava à espera que o Dr. Louçã avançasse com esta opção, que no entanto não deixa de ser válida. Apesar de na minha opinião pessoal eu levar para uma saída algo... "preconceituosa" do Dr. Louçã face a outras opções políticas, situação que eu nunca pensei que o Dr. Louçã pudesse seguir, por este ser um acérrimo defensor da luta contra os preconceitos, sejam estes quais forem.


Mas existem dúvidas acerca da esquerda radical ser preconceituosa?! Embarassed Laughing

Então, mas os elequentes discursos cheios de estereótipos, lugares comuns e ódio de classes não são por si já fortes indícios do quão preconceituoso este cavalheiro é? Rolling Eyes

Ele é só um acérrimo defensor da luta seja lá contra o que fôr, mas no fundo alimenta essa luta com outros preconceitos; que lhe são inerentes, enquanto indivíduo; e meramente contraditórios aos que ataca.

Um defensor da democracia, da liberdade e do pluralismo não baseia o seu argumentário num lacónico: "acho um disparate". Disparate é achar-se no poder do julgamento sobre a opção ideológica de outros seus concidadãos. Isso é que é um disparate. É preconceito de se achar melhor informado e em melhor posição para julgar, sem mais nem demoras.

No fundo, e como opinião pessoal, não o vejo muito diferente daquilo ou das pessoas que critica, apenas se lhes opõe, mas no fundo usa de armas iguais.

A direita, os patrões, os poderes ocultos, a Igreja, etc são expressões suas frequentemente usadas, mas ainda ninguém descobriu a quem é que o Sr. se refere ou acerca do quê mesmo! Só revelam preconceito! A direita é má, os patrões são maus, os poderes ocultos, que não os de esquerda maçonicos, são maus, a Igreja é má e o etc é de todos o mais vil, mas ainda ninguém percebeu no meio de tanto mal é o que é que o Dr. Louça traz de bom....ou melhor dizendo, ainda ninguém percebeu sequer o que é que ele traz, de todo!!!

P.S. (Para que conste das actas. Eu sou preconceituoso, com muito orgulho e carinho! Cool )
 
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Berquó
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Mensagem Enviada: Sex Dez 28, 2007 15:15     Assunto : Responder com Citação
 
Ainda bem que li esta entrevista do Doutor Francisco Louçã porque é um bom pretexto para dizer umas coisas que me vão na cabeça e que constituem o motivo porque o Doutor Francisco Louçã está desactualizado e portanto, errado.

Percebi que o que move o Doutor Francisco Louçã contra a monarquia é sobretudo a ideia da igualdade entre os cidadãos. Isto decorre expressamente das suas palavras e de ter afirmado que não é súbdito de ninguém. Ora não podia estar mais de acordo. Precisamente por isso é que sou monárquico. No meu pensamento e no constitucionalismo contemporâneo ninguém é juridicamente súbdito de ninguém. Quando muito do ponto de vista terminológico alguns países poderão adoptar essa expressão. Mas não tem qualquer intuito personae. É que efectivamente no constitucionalismo contemporâneo não há um titular de um orgão de soberania que seja Chefe de Estado. O Chefe de Estado é o titular originário do poder politico: o povo. Em república o Presidente, por exemplo em Portugal, tem poderes de chefia do Estado com os quais discordo totalmente: a dissolução parlamentar e o veto. Já a chefia das Forças Armadas, como sabemos, está muito mais próximo de um poder meramente simbólico. Ora é precisamente com este carácter simbólico e representativo do monarca que eu concordo. Simboliza e representa muito melhor o país pelas razões que entram pelos olhos dentro. Donde esta ideia de um monarca ter súbditos, na actualidade, para além da questão puramente terminológica, está completamente ao arrepio do constitucionalismo contemporâneo; mesmo em países de forte pendor consuetudinário, e/ou com Leis Constitucionais avulsas.

Caríssimo Pedro Reis, respondendo ao seu amável post da minha entrevista, não dei lição alguma, antes foi um desabafo, tal como agora, que o nosso amigo Paulo Especial quis ter a amabilidade de proporcionar e os meus amigos a bondade de aturar.

Um abraço


Berquó
 
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