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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Jul 26, 2010 23:17     Assunto : Responder com Citação
 
sequeira escreveu:
...Apenas quero continuar a ressalvar que, para já, e exceptuando uma percentagem muito pequena dos portugueses, a restauração do regime monárquico não é alternativa que se coloque, atenção, como hipótese de resolução dos nossos problemas.


Infelizmente, não são poucos os monárquicos. Pelo menos de entre aqueles que dão voz aos que defendem a monarquia, que não aceitam esta hipótese (permita-me que assim lhe chame Sequeira, por mais que concorde com a mesma).

A crença na presente capacidade de uma Monarquia servir de alternativa é tanta, que os mesmos se esquecem ou preferem não pensar nas opções desta quanto a assuntos do dia-a-dia que interessam aos Portugueses, quer ao reduzir tais assuntos a "fait-diverts" passageiros como a situações de pouco ou nenhum interesse ao movimento monárquico, o qual se quer conservador e estático (por mais que os mesmos afirmem não ser o caso).

Somos poucos e mal falados, os monárquicos que entendem que falta ainda algo (para não dizer muito) ao movimento monárquico para servir de algo mais do que de clubes de chá ou de quermesses. Realizam-se reuniões "abertas" a todos, mas que na realidade apenas se encontram abertas a alguns, recorrendo-se à posteriori a estratagemas para justificar o porquê de tais opções.

Eu chamo a tal de "politiquisses", as mesmas com que se acusam os presentes políticos de nada fazerem enquanto se reclama por algo mais. Assim e no fundo o presente Movimento Monárquico, não passa de mais um "partido", sem qualquer capacidade interventiva ou mobilizadora, o qual sobrevive mais por tradição do que por capacidade de resolver o que quer que seja.

Assim o ser-se monárquico, hoje, resume-se a uma de duas opções. A de ser ou parecer "bem" e a de lutar contra tudo e todos, mesmo outros monárquicos, por um Portugal melhor. Felizmente o nosso Sequeira e atrevo-me a dizer que este espaço fazem parte dos últimos e não dos primeiros.

sequeira escreveu:
Para a maioria, retirar o Presidente e colocar um Rei, provavelmente ainda com menos hipótese de intervenção na vida pública, não adianta absolutamente nada.


Infelizmente este é mais um dos diversos tabus com que o movimento monárquico se imbui. Pois devido a contextos históricos, torna-se complicado afirmar o que quer que seja sem que tal não vá depreender uma associação a uma posição do passado, ao mesmo tempo que atraiçoa outra posição do mesmo passado.

Assim, muitos monárquicos, aspiram a um Rei que reja mas que não governe, ao mesmo tempo que criticam os políticos (governantes ou não) pelas suas incapacidades sem pensar que sob uma Monarquia, por mais que o Rei reja e não governe, os políticos pouco ou nada conseguirão ser melhores que os actuais.

Mas, aparentemente, estamos perante outro dos anátemas monárquicos aos quais NINGUÉM deseja dar resposta ANTES que Portugal seja uma Monarquia.

sequeira escreveu:
A restauração a acontecer tem de assumir um carácter revolucionário, não propriamente um revolucionário do género pegar em armas, mas sim revolução nas cabeças do chamado povo da rua. Estas cabeças, como sabemos, proclamam sempre, em tempo de crise, que "o que era preciso era ALGUÉM que tomasse conta disto".


Era preciso uma Liderança Monárquica que desse o exemplo, que avançasse e não tivesse medo de se comprometer com tomadas de posições, no fundo que tivesse "os tomates no sítio". Indicando quer os porquês como as razões de ser de determinadas tomadas de posição. Tomadas de posição estas que viessem demonstrar aos Portugueses que, concordando ou não, estes tinham alguém que NÃO tinha receio de dizer aquilo que pensasse, politicamente correcto ou não. E que queria que os Portugueses o apoiassem precisamente por essa capacidade.

sequeira escreveu:
Portanto, no século XXI em que já não é possível " 40 conjurados", ou "uns quantos carbonários", ou "300 capitães" fazerem cair um regime, esta queda ou mudança terá sempre que ter por base um rosto, uma personalidade; nos anos 80 cheguei a pensar que Ramalho Eanes pudesse ser um bom Rei mas ainda não estávamos maduros para isso.


De facto não estamos em tempo para que 40 conjurados ou os demais exemplos dados, possam repetir os feitos de outrora.
Considero corajosa a exposição do Sequeira, ao sugerir a transição da República para a Monarquia através de uma figura carismática como a que foi o General Ramalho Eanes, devido ao papel do mesmo tanto no 25/4 como no 25/11 e posteriores presidências.

Em tempos, outras Repúblicas houve em que algo semelhante ocorreu. Fica aqui a sugestão, apesar de ser quase certa a quase total recusa dos actuais monárquicos em aceitar sequer considerar a mesma teoricamente.

sequeira escreveu:
Quando esse amadurecimento acontecer, o facto de haver um Chefe da Casa Real assumidamente na "pole position", mais uns quantos "challengers", hábitos adquiridos, controlo de instituições monárquicas, direitos sucessórios mais do que atribuídos, tudo isso será irrelevante se a tal personalidade que concite o entusiasmo do povo, da opinião pública, dos opinion makers, for estranha a esse meio e possa aceitar essa missão. Nesse caso, seja quem for, tenha ou não sangue azul, terá certamente a primazia.


Situação pela qual, precisamente pela quase inequívoca superioridade do Pretendente Presuntivo face a toda a presente oposição, que não se avance (quanto antes) com a realização de Cortes as quais de forma definitiva resolvessem esta questão. Creio que, por uma questão de necessidade, a "honra" pessoal daqueles que se apresentam enquanto Pretendente (em especial o Presuntivo), deveria estar em segundo plano SE estes, de facto, quiserem servir a Portugal e aos Portugueses e não apenas a si mesmos.

sequeira escreveu:
Veremos (eu provavelmente já não), mas os mais jovens sim...


Acha? Não sei SE estamos a caminhar para uma Monarquia. Sei que estamos a ganhar destaque, mas não sei SE tal implica uma maior proximidade de uma Monarquia ou a de mais uma reforma da República.

IzNoGuud
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Jun 20, 2011 23:45     Assunto : Responder com Citação
 
Peço aos nossos membros que voltem a pegar neste documento e nas opiniões aqui formuladas e que expressem as suas próprias opiniões quanto aquilo que tem sido aqui defendido por parte a parte.

Obrigado pelo vosso tempo e compreensão.

IzNoGuud
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Dez 18, 2011 21:54     Assunto : Responder com Citação
 
Acho este um estudo muito interessante sobre a Sucessão mas que também me levanta algumas questões como é o caso de afinal e supostamente se poder ter em conta a possibilidade de uma pretensão estrangeira tendo-me eu lembrado da possibilidade do ramo brasileiro dos Bragança poder apresentar-se como mais um pretendente à nossa coroa caso fosse como é lógico do interesse dos próprios.

Nesse caso e supondo que não estou a errar nas minhas contas quem seria presentemente o pretendente seria D. Pedro Carlos De Orléans e Bragança e Bourbon, filho primogénito de D. Pedro Gastão de Orléans e Bragança, estes sim descendentes directos de D. Pedro II que por sua vez foi o descendente de D. Pedro I do Brasil/IV de Portugal ou seja, a linhagem que não foi banida apesar de no presente segundo alguns monárquicos essa situação já estar ultrapassada e para outros essa situação ainda não ter sido resolvida devidamente por monárquicos e não pela República.

Beladona
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Seg Dez 26, 2011 11:06     Assunto : Responder com Citação
 
Beladona escreveu:
Acho este um estudo muito interessante sobre a Sucessão mas que também me levanta algumas questões como é o caso de afinal e supostamente se poder ter em conta a possibilidade de uma pretensão estrangeira tendo-me eu lembrado da possibilidade do ramo brasileiro dos Bragança poder apresentar-se como mais um pretendente à nossa coroa caso fosse como é lógico do interesse dos próprios.

Nesse caso e supondo que não estou a errar nas minhas contas quem seria presentemente o pretendente seria D. Pedro Carlos De Orléans e Bragança e Bourbon, filho primogénito de D. Pedro Gastão de Orléans e Bragança, estes sim descendentes directos de D. Pedro II que por sua vez foi o descendente de D. Pedro I do Brasil/IV de Portugal ou seja, a linhagem que não foi banida apesar de no presente segundo alguns monárquicos essa situação já estar ultrapassada e para outros essa situação ainda não ter sido resolvida devidamente por monárquicos e não pela República.

Beladona


Desculpem-me pela demora, mas esta questão levantada pela Beladona é, no meu entender, pertinente.

A leitura que eu fiz do documento do Sr. Dr. Augusto Ferreira do Amaral em tudo leva-me a crer que o mesmo defende que, em caso de interregno ou interrupção na linha de sucessão como é o presente caso, primeiro seja analisada onde recairia de novo a sucessão mediante a procura no(s) ramo(s) colateral(ais) daquele que seria o "parente" mais próximo do último detentor do título/cargo em questão.

E que somente depois é que se verificaria a questão quer da Nacionalidade do mesmo como de outras possíveis situações que pudessem vir a excluir o mesmo.

Se seguirmos assim este raciocínio, rápidamente se chega ao ponto em que não tendo el Rei D. Manuel II sucessão, o ramo colateral mais chegado do mesmo onde existe ainda descendência será o dos descendentes d'el Rei D. Pedro IV os quais continuaram no Brasil antes de se poder optar pela descendência do irmão deste, ou seja, da descendência do Infante D. Miguel.

Agora interessa ressalvar uma coisa. Estamos aqui perante uma nova dúvida.

Pois se de um ponto de vista de interpretação puramente legal, a sucessão recairia num cidadão estrangeiro. Resta agora fazer a pergunta de se devemos de oferecer a "Coroa", ou pelo menos a possibilidade desta, à pessoa em questão desde que esta tal como o indica o Sr. Dr. Augusto Ferreira do Amaral renuncie de todo e qualquer direito à sua Coroa natural (neste caso do Brasil) a favor da Coroa de Portugal ou não havendo, aparentemente, qualquer interesse por parte deste em pretender a Coroa de Portugal, passar-se para a Linha Colateral onde de facto há essa vontade perfeitamente definida?

Fica aqui feita a pergunta.
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