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Data: Sáb Nov 17, 2018 01:39
Índice do Fórum : Entrevistas Monarquicos.com
Entrevista a Pedro Reis
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nau
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Mensagem Enviada: Qua Out 31, 2007 16:54     Assunto : Responder com Citação
 
Caro Pedro Reis,

1. Hesitei em fazer o comentário à sua entrevista por esta ser longa, posto que bem estruturada, mas suscitar uma série de questões que obrigam a pensar, e o pensar dá cá uma trabalheira do caneco.
2. A primeira parte não dá luta pois defende princípios que nos são gratos, com muita clareza mas, um pouco mais adiante, dicordo, totalmente, com o sufrágio directo e universal que só se deverá verificar para os Deputados do Parlamento, e este de acordo com o fundamento da Democracia exposto, hoje mesmo, aos jovens monárquicos do espaço “Discussão Geral”.
3. Também discordo com o sistema bicamarário, mas revejo-me no municipalismo, nas associações cívicas (sejam corporativas ou não), em tudo o que mexe com o diálogo e o espírito de solidariedade. O PM (bem como todos os Ministros) deverão ser membros do Parlamento, como no Reino Unido, e proveniente da tendência maioritária. O Rei terá funções meramente protocolares.
4. Os restantes passos, salvaguardadas as reservas acima apontadas, demonstram bom senso e só merecem ... parabéns. Obrigado pela corajosa intervenção. Nos tempos de hoje, opinar é sinónimo de exposição a críticas. Todos nós precisamos de alguém que vá dando a cara pela construção da Monarquia Social que não precisa de unicidade mas de acção concertada. Este espaço, incluindo o entrevistador, está de parabéns.

Cordiais saudações,

Arnaldo (Nau)
 
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Pedro Reis
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Local: Santa Cruz
Mensagem Enviada: Qui Nov 01, 2007 10:45     Assunto : Responder com Citação
 
JTMB escreveu:
Caro IzNo

Está então combinado vens também para a minha mesa.


Um abc

Zé Tomaz


Não sei porquê, mas está-se-me a parecer a única mesa de jeito e que vai acabar em discussão e gargalhadas!! A cereja em cima do bolo era sentar lá, também, o Valdez e o Nuno da Câmara Pereira! Laughing Laughing
 
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Pedro Reis
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Mensagens: 586
Local: Santa Cruz
Mensagem Enviada: Qui Nov 01, 2007 10:52     Assunto : Responder com Citação
 
Caros Miguel e Arnaldo

Deste lado a crítica é sempre bem-vinda e obrigado por saberem criticar.

Não tenho tido muito tempo para participar em fóruns, mas tenho lido os conteúdos deste....ainda havemos de falar sobre o sistema bicamarário e muitas outras coisas. Simplesmente não tenho o tempo e sabe Deus os golpes de rins que tive de fazer com a entrevista....

Um Abraço e Obrigado a todos.
 
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JTMB
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Local: Estoril
Mensagem Enviada: Qui Nov 01, 2007 13:15     Assunto : Responder com Citação
 
Pedro Reis escreveu:

Não sei porquê, mas está-se-me a parecer a única mesa de jeito e que vai acabar em discussão e gargalhadas!! A cereja em cima do bolo era sentar lá, também, o Valdez e o Nuno da Câmara Pereira! Laughing Laughing


E serão bem vindos desde que venham por bem. Por mim até gostava que isso acontecesse até porque o NCP podia depois cantar uns fados com aquela voz maravilhosa que Deus lhe deu. Duvido que queiram vir.


Um abc

ZT
_________________

 
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nau
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Mensagem Enviada: Sex Nov 02, 2007 14:24     Assunto : Pedro Reis Responder com Citação
 
Asstº.: Entrevista Pedro Reis



1. Ja tenho à mão o texto completo da entrevista de Pedro Reis, o que me permite um comentário mais objectivo ao que o entrevistado e entrevistador se propuseram. Começarei pela imagem, isto é, a figura que se projecta (física e mental), passando de seguida à ideologia, isto é, o conjunto de ideias que dá corpo à teoria, aos princípios assumidos ou simplesmente a um estado de espírito.
2. Para tecer os meus comentários terei de utilizar um método, que poderá ser o dialéctico, analisando o conteúdo, na base social e económica, não distorcendo a linha de pensamento que lhe é própria, e salientado o que mais me impressionou.
3. Embora os temas que serviram de base ao discurso tenham sido propostos pelo entrevistador, o desenvolvimento dado, as palavras utilizadas, a construção das proposições, em suma, a atitude assumida demonstra uma preocupação, cuidada, em passar a mensagem
4. Qual o público alvo. Numa base económica: as classes desfavorecidas? a classe média (de pensamento amorfo) dos nossos dias? a classe alta (académica, de quadros dirigentes, políticos, intelectuais)?. Numa base etária: os jovens/mancebos? os trintões? os de idade média? as pessoas idosas? Numa base puramente política: os correligionários? os antagonistas (monárquicos ou republicanos)? Numa base de manifestação de sentimentos (atitude): contestatária e agressiva? reaccionária ou passadista? meramente doutrinária?
5. Comecemos pela figura física que projecta: trintão; traços fortes de pessoa determinada, voluntariosa; desgravatado para a fotografia ou para a transmissão da ideia de homem activo, trabalhador; confiança na força física e capacidade mental; presença impositiva adequada à direcção de pessoas e, quiçá, deputado monárquico.
6. Discurso cauteloso, mas experimentado nas lides do contraditório, mais extensivo do que exaustivo; combativo mas excerbável; em suma, um homem sem rancores – apenas quem mas faz, mas paga!
7. Chatice! Estou no fim do tempo de antena e ainda não passei do retrato. Todos nós temos fantasias (sejam metafísicas ou racionais) mas o sete para mim tem o aliciante pitagórico que só confessarei no final do meu apontamento. Por agora,

Cordiais saudaçoes,

Arnaldo (Nau)
 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sáb Nov 03, 2007 13:49     Assunto : Responder com Citação
 
Caro Arnaldo (Nau)

Interessante o seu comentário ao nosso caríssimo entrevistado. Estou com curiosidade da continuação da sua análise.

Com consideração

Beladona
 
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Pedro Reis
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Local: Santa Cruz
Mensagem Enviada: Dom Nov 04, 2007 02:47     Assunto : Responder com Citação
 
Eu também!! Cool Laughing
 
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nau
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Mensagem Enviada: Qua Nov 07, 2007 10:47     Assunto : Entrevista Pedro Reis Responder com Citação
 
Re.: Entrevista Pedro Reis



a) Porquê uma Monarquia para Portugal?

1. A base do argumento do entrevistado foi axiomática-dedutiva, admitindo como verdadeiras certas proposições (“Chefia hereditária, não sufragada, tende a ser super-partidária”) e, a partir delas, por meio de um encadeamento lógico, chegar a proposições mais gerais: “educados desde petizes para desempenhar um papel na vida política”; “Chefia de Estado (...) realmente unificadora e uma presença constante”.
2. A doutrina é exposta de forma clássica, mais extensiva – isto é, em discurso folgado – sem exaustão, ou seja, sem carreamento de novas ideias ou sobrecarga de imagens subjectivas (histórico-expletivas), vulgares nas orações laudatórias. O público-alvo será, practicamente, indiferenciado, porquanto as teses utilizadas são familiares aos ouvidos dos jovens; pouco controversas para os mais velhos; não incisivas para espíritos exigentes. A atitude pessoal é meramente doutrinária.
3. Para um céptico, o supra-partidarismo do Rei é pouco provável, dado que a característica opinativa é inerente a todo o ser humano. Por outro lado, a permanência no cargo por largos anos, tende a criar laços de familiaridade com os membros das várias facções , dando origem a atitudes paternalistas e intimidatórias para os chefes partidários mais jovens, numa motivação mais conservadora.
4. Na mesma linha do parágrafo anterior, a educação do Príncipe depende da qualidade do ensino em Portugal (esta, segundo a informação bem como as provas que têm chegado ao meu conhecimento, é muito má) e do carácter do protagonista, eventualmente corruptível por ambientes cortesãos.
5. A Família Real, como referência numa sociedade moderna, não tem sido um bom exemplo e, no caso particular do Reino Unido, os escândalos são uma constante, pelo menos no reinado de Isabel II, em que os herdeiros, particularmente os netos, se comportam como meninos ricos, com atitudes deploráveis.
6. Como Instituição unificadora, a Monarquia não tem sido muito diferente dos fastos republicanos e, os desaires (antigos ou recentes) verificados nos dois regimes, são o resultado de vicissitudes pontuais.
7. Conforme sublinhei, os parágrafos precedentes (3, 4, 5 e 6) veículam a normal postura de um céptico (sendo todos os argumentos expostos rebatíveis por um contraditorio pouco elaborado) trazida à colação apenas para demonstrar que a atitude do entrevistado é doutrinária, mas não contestária-agressiva. Passemos à segunda pergunta. Entretanto,

Cordiais saudações,

Arnaldo (Nau)

P.S.: Estava tentado a debruçar-me sobre a entrevista de David Garcia, mas os correligionários deste Forum esgotaram o assunto.
 
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nau
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Mensagem Enviada: Sáb Nov 10, 2007 09:19     Assunto : Entrevista Pedro Reis Responder com Citação
 
Re: Entrevista de Pedro Reis


II – Diferença entre Monarquia e República: influência da chefia.

1. Mantendo o método argumentativo verificado no anterior apontamento, sublinha a ausência de clientelismo na Monarquia e a perversão republicana nos critérios de “selecção” do candidato à Chefia dado que, em vez do eventual mérito pessoal, o “aspecto” partidário é determinante o que resulta o “afastamento” do eleitorado da classe política, “ lamentável” por ser um “sufrágio uninominal, directo e universal”.
2. Considera que o Chefe de Estado “a prazo” não traduz a opinião maioritária do eleitorado, caracterizando-o como “estilo penso rápido”. Por outro lado, o Rei está mais próximo da “população”, sendo a arbitragem deste suprapartidária, logo mais eficaz na obtenção de consensos.
3. A diferença entre clientelismo e cortesanismo é possível ser apenas de grau – um mais económico, o outro mais do tipo adulativo – ambos inerentes ao género humano. Quanto à persecução do mérito na selecção do candidato presidencial é, de facto, duvidosa porquanto o critério se baseia, iniludivelmente, nos jogos partidários.
4. A preferência do entrevistado pelo sufrágio uninomimal (que apenas se deverá verificar como um dos métodos na eleição dos Deputados para o Parlamento) fragiliza as suas objecções quanto à “Chefia a prazo” (que tinha sido uma das “imagens” fortes da sua argumentação) e escorrega, precisamente, no artifício habitual armadilhado pelos repulicanos.
5. Embora afirme que a eleição do Chefe de Estado “não traduz a opinião maioritária do eleitorado” por ser “estilo penso rápido” (outra “imagem” forte) duvido ser essa a principal objecção, dado que o sufrágio em si ofende o Fundamento da Democracia.
6. A apologia do chefe hereditário e vitalício é limitada à suposta maior proximidade deste à “população” (aqui a palavra Povo é evitada pela conexão com o Terceiro Estado) e sublinhada a imparcialidade da sua arbitragem nos conflitos partidários, logo consensos mais largos e perduráveis.
7. A avaliação do tipo de influências verificadas nas instituições políticas em confronto, sugeridas pelo entrevistador, com base no periclitância da “Chefia a prazo” e a vitalicidade do chefe hereditário, resvala para o sufrágio presidencial, negligenciando a oportunidade de denunciar este como um ultraje à soberania do Parlamento. Lapso limperdoável que me conduz à questão seguinte e, enquanto preparo o respectivo apontamento,

Cordiais saudações,

Arnaldo (Nau)
 
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nau
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Mensagem Enviada: Qua Nov 14, 2007 13:03     Assunto : Entrevista Pedro Reis - III Responder com Citação
 
Re: Entrevista Pedro Reis


III – Que Monarquia defende (...) que divisão de poderes?


1. Partindo do princípio que “a sociedade portuguesa é corporativa”, defende o sistema bicamarário; uma das câmaras compreendendo as pessoas arregimentadas nas suas diferentes profissões e a outra meramente partidária, insistindo nos círculos uninominais; distribuição de cargos e representatividade dentro dos esquemas vigentes.
2. A câmara corporativa, denominada Câmara Alta, igualmente compreenderia representantes regionais, sindicatos, etc., além dos elementos nomeados pelo Rei, sob proposta dos Parlamentos ou do Governo, não ultrapassando estes membros 1/3 do total da referida câmara.
3. Quanto à justiça propõe a inovação (chefia, entenda-se) por indicação do Rei e sufrágio (regional/universal), numa co-responsabilização do Rei e do Povo.
4. A escolha o PM seria da esfera do Rei (“livre escolha do PM?), com base nos resultados eleitorais, “nunca permitindo governos minoritários”; a participação do Rei na condução da pasta dos negócios estrangeiros é sublimada; a remuneração da Chefia de Estado verificar-se- ia pela livre gestão da lista civil.
5. A regionalização, isto é, a descentralização da função administrativa é defendida, com maior relevo para as assembleias municipais, permitindo relativo aligeiramento das estruturas políticas.
6. “A sociedade portuguesa é corporativa” porém nunca foi tão baixo como nos nossos dias o espírito associativo, evidente na fraca participação dos membros das diferentes corporações nas actividades destas. As corporações como conjunto de pessoas da mesma profissão têm objectivos e actividades específicas, variáveis de corporação para corporação; logo, confiná-las num mesmo espaço, atribuindo-lhes funções diferentes daquelas para as quais se encontram vocacionados é, aparentemente, um absurdo. O mesmo se aplica aos tribunais que, como órgão corporativo que são, deverão ter vida própria e actuar nessa conformidade, apenas dependente do Parlamento, à semelhança dos outros órgãos do Estado.
7. A função do Rei, nos nossos dias é, meramente, protocolar e a nomeação do governo é ... protocolar - apenas uma observação: quanto mais os governos correspondem a uma maioria multipartidária, por razões óbvias, mais democráticas são. De facto, a regionalização poderá aumentar o sentido de responsabilidade e imprimir maior eficiência na gestão das várias comunidades ou áreas nacionais pelo que me parece curial a sua defesa. Nada mais havendo a objectar, segue-se a outra questão; entretanto,

Cordiais saudações,

Arnaldo (Nau)
 
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