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Francisco da Silveira
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Mensagens: 16
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Enviada: Sáb Mai 26, 2012 17:16 Assunto : 20º Aniversário da Real Associação de Aveiro
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Real Associação do distrito de Aveiro
20º Aviversário
A Real Associação de Aveiro comemorou no passado dia 19 de Maio do corrente ano o seu 20º Aniversário com um jantar no qual estiveram presentes cerca de duas centenas de associados, tendo o mesmo sido abrilhantado pelo fadista D. José da Câmara e com o lançamento de fogo de artifício.
Como vem sendo hábito desde 2007, durante o jantar foram distinguidos os sócios que completaram 15 anos de filiação, tendo-lhes sido oferecido um estojo com a respectiva placa em prata devidamente personalizada.
Como convidado de honra esteve presente o Exmº. Senhor Dom Pedro Folque de Mendoça, VI Duque de Loulé, tendo sido obsequiado com uma salva em prata alusiva à efeméride.
Tomo a liberdade de transcrever a intervenção do Exmº. Senhor Pedro Gonçalves, Presidente da Real Associação do distrito de Aveiro.
Em meu nome pessoal e em representação da Real Associação de Aveiro quero, antes demais, agradecer .................................................. .................................................. .................................................. .................................
Hoje é dia de festa, festa esta toldada pelo presente de sabor amargo que é a crise instalada no nosso país, exigindo enormes sacrifícios ao povo português e, em muitos casos, atirando-o simplesmente para a miséria.
Hoje é dia de festa, por tal motivo não é local nem dia próprio para se falar da mesma. Porém, não posso deixar de frisar o quão triste e doloroso é para todos nós, os que lutamos pela restauração da monarquia em Portugal, que tenhamos de estar, até ao esgotamento da nossa infinita paciência, à espera que os monárquicos se decidam, lá do Olimpo de uma orgulhosa suficiência que por vezes atinge os raios da ignorância, pelo reconhecimento da necessidade imperiosa e urgente de um diálogo honesto, que promova a conciliação e a convergência de esforços e de vontades.
Hà praticamente 102 anos foi abolida a monarquia em Portugal; tempo demasiado para manter vivo o ideal monárquico na mente e no coração da maioria do povo português; tempo que, inexoravelmente, quase tudo apaga, podendo colocar em risco as nossas aspirações em ver restaurada a monarquia, caso, de um momento para o outro, seja feito um referendo sobre tal matéria. Uma eventual votação fortemente desfavorável seria o fim do sonho que acalentamos desde sempre, seria como que um adeus definitivo à monarquia.
Por tal motivo, parece-me descabida a pretensão que certo sector monárquico menos responsável propaga, sugerindo a realização de um referendo nacional sobre o regime a adoptar para Portugal, sem que o movimento monárquico esteja fortemente implantado no nosso país, sem que se tenha previamente elucidado o povo português sobre o que é a monarquia, quais as diferenças entre os dois regimes possíveis para Portugal e as vantagens daquele que defendemos. A concretizar-se o referendo no estado actual seria um suicídio!
Assim, urge colocar de parte tanta inércia, comodismo e amadorismo gritantes, já para não falar em competências, se não queremos ver passar mais outros 102 anos sem sequer se vislumbrar uma ténue esperança do retorno do regime monárquico a Portugal. Urge percorrer o país promovendo e dinamizando a organização, a informação e a doutrinação monárquica dirigida a todos os portugueses, pondo de parte a problemática da sucessão, potencialmente geradora de conflitos e divisões, já que esta decisão deverá legalmente competir a futuras Cortes ou órgão equivalente.
Urge estarmos preparados!
Mas urge também que o movimento monárquico participe activamente na vida pública, tornando perfeitamente audíveis as suas posições sobre os problemas que hoje em dia a todos afectam, monárquicos ou não, apresentando soluções adequadas. Urge que falemos a uma só voz!
É inconcebível que o movimento monárquico português, tendo em conta o estado deplorável a que chegou o nosso país, não aproveite o lamaçal no qual todos estamos atolados, terreno propício à assimilação de novas ideias, para lançar uma acutilante ofensiva em prol da restauração da monarquia em Portugal.
Escuta-se um silêncio confrangedor, pouco dignificante para um movimento que diz representar a alternativa válida e credível ao actual regime.
A nada ser feito, perde-se uma grande oportunidade, quem sabe se a última, e a república agradece!
Deixemo-nos de quezílias, de vaidades, de perder tempo com o supérfluo, quantes vezes ridículo ou no limiar deste, e vamos em frente!
Viva Portugal, viva a Monarquia!
Francisco da Silveira
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