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Administrador
Regente


Mensagens: 230
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Enviada: Seg Nov 12, 2007 04:56 Assunto :
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| Pedro Reis escreveu: |
O processo de educação de um Príncipe está influenciado, por muitas mais coisas que unicamente o carácter de seu Pai. |
Da mesma forma poderá o mesmo carácter de um Príncipe estar sujeito às mesmas influências que haviam moldado o carácter do seu Pai.
(Tentando ao mesmo tempo responder à questão colocada no tópico...)
A título de exemplo: A dependerem tais influências de instituições, credos ou ideologias que em certos casos ultrapassam em muito a longevidade, preponderância e até mesmo peso político de certas dinastias... tornar-se-ão estas quase que inevitavelmente numa questão hereditária, corroborando assim os termos sobre os quais a presente questão foi colocada, dos ciclos viciosos...
Caberá à consciência de um presumível monarca avaliar tanto as influências pelas quais eventualmente se guiará ao longo do seu reinado, bem como qual o legado a deixar ao seu filho.
O que para bem desse monarca e sua descendência, convém ser do agrado do povo.
Ao invés, numa República, pouco existe a falar sobre o legado a deixar por um Presidente da República, pois que por muito amor que tenha à pátria, não será por certo para 'o que há-de vir' que ele irá trabalhar... ou terá fé nas probabilidades de 1/10.000.000 de que o Sr. que se segue seja amigo do peito?
Numa República, esses vícios que questiona começam no acto da eleição do Presidente e nos interesses que movem o apoio e financiamento da sua campanha para a Presidência, e que, partindo do princípio de que não se tratará de uma pessoa ingrata, durante o seu mandato com toda a certeza o eleito terá em conta os apoios que lhe foram concedidos.
Poderemos contrapor com o facto de que o Rei, apesar de não precisar de ser eleito, necessita implicitamente de certos tipos de apoio para se manter em funções...
Mas é um argumento que perde consistência quando o mesmo se aplica a todos os tipos de gestão... tornando-se assim num mal menor... proveniente da civilização.
Vícios...
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Sobre vícios bem mais positivos:
Poderemos considerar que a representatividade do país, tanto a nível nacional como internacional beneficiará em muito com um mandato muito mais prolongado que o de um Presidente da República, ou seja :
Durante os imensos anos que se deseja que um Monarca Reine, por certo, a sua exposição, o seu reconhecimento e a sua presença de longo termo, trarão benefícios para a nação, tanto em termos políticos como meramente de imagem.
Essa exposição prolongada viciará a opinião pública mundial (nós incluídos) na associação da figura do monarca à nação, bem como da nação ao monarca.
Existem benefícios para as nações monárquicas mais que provados quanto a essa representatividade... isto partindo do princípio de que o monarca terá como base certos ciclos viciosos que defendam os interesses da nação e tragam motivos de orgulho ao seu povo.
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Existirão sempre vícios, pois estão esses mesmos inerentes à própria condição humana, e eventualmente dependentes da mesma condição humana (ou animalesca) de outros...
Numa República, a título de exemplo, tem várias frentes e respectivos ciclos viciosos que pela sua quantidade e origem serão muito mais difíceis de identificar, controlar e combater que todos os eventuais vícios que um único monarca possa vir a ter ao longo da sua vida.
Descanse, pois comparativamente com outras formas de soberania, numa monarquia não existem menos ferramentas de controlo ou de punição de 'ciclos viciosos maus'... muito pelo contrário: é certamente mais difícil e complicada a existência de tais vícios, pois seria de fácil identificação o eventual culpado...
| Tygana escreveu: |
Um Rei é preparado para o seu cargo desde a sua infância...Não poderá esse facto gerar "vícios" na sua regência, caindo assim num ciclo vicioso? |
Pior que a República das Bananas, seria o Ducado ou Reino do Ananás...
Por culpa disso... para além de formação académica superior, o Príncipe herdeiro terá formação profissional, de personalidade e de carácter (coisas passadas de pai para filho, mas não só) que lhe permitirão ter conhecimento, experiência e prática em questões de regência que o irão dotar de uma aptidão única para o desempenho das funções inerentes ao cargo que virá a desempenhar.
O mesmo acontecerá com a sua descendência.
Tendo em conta aquilo que referi, julgo que esse facto se tornará eventualmente num bom ciclo vicioso... influenciando positivamente um dos princípios básicos da soberania: A competência.
Espero ter respondido à questão. _________________
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iznoguud
Regente


Mensagens: 2771
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Enviada: Seg Nov 12, 2007 16:06 Assunto :
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Lol... este é um caso bicudo...
Em primeiro lugar... TODOS nós temos os nossos próprios vícios.
A minha amiga os seus, eu os meus, o Pedro os dele e o Miguel os dele e por aí fora...
Nós somos, tal como o Pedro gosta muito de dizer, fruto da educação que nos foi dada e dos que nos rodeiam, com especial destaque para a família.
Logo é de esperar que cada um de nós tenha os seus condicionamentos.
O que é a actual visão que muitos ainda têm do homossexualismo, que não passa de um fruto da imposição social que a Igreja Católica impôs à forma de pensamento de todos nós?
Esta imposição de a homossexualidade ser errada, foi de tal forma vincada, que para a maioria dos homens de hoje qualquer acção por si tomada e que seja considerada enquanto efeminada pelos que o rodeiam (amigos ou não), por regra despoleta automaticamente por uma resposta por parte do visado que repudia da forma mais veemente que consegue essa posição enquanto defende a sua "masculinidade".
Este é um exemplo válido, como muito provavelmente seria aquele que o Pedro Reis logo a seguir aqui inseriria sobre os Ateus andarem a perseguir a Igreja Católica ou as demais Crenças...
Estamos por demais condicionados em relação à nossa forma de pensamento.
A diferença é que uns, não se conseguem libertar dos mesmos. ATENÇÃO que com isto não quero dizer que deixem de acreditar nos mesmos, mas apenas que não os conseguem reduzir ao que são... condicionamentos que devem ser tomam em consideração.
Já outros conseguem reduzir os seus condicionamentos aquilo que estes são e à importância relativa que devem ter. Dessa forma permanecendo abertos a um diálogo/debate/estudo sobre uma qualquer situação com aqueles que não partilham da nossa opinião.
| Administrador escreveu: |
...A título de exemplo: A dependerem tais influências de instituições, credos ou ideologias que em certos casos ultrapassam em muito a longevidade, preponderância e até mesmo peso político de certas dinastias... tornar-se-ão estas quase que inevitavelmente numa questão hereditária, corroborando assim os termos sobre os quais a presente questão foi colocada, dos ciclos viciosos...
Caberá à consciência de um presumível monarca avaliar tanto as influências pelas quais eventualmente se guiará ao longo do seu reinado, bem como qual o legado a deixar ao seu filho.
O que para bem desse monarca e sua descendência, convém ser do agrado do povo... |
O que nos leva a este ponto muito bem explicado pelo Miguel e o qual é totalmente verdade numa Monarquia plena e que se espera correcta.
Cabe a cada um de nós romper ou não com determinado preconceito/vício/ideia, mas no caso de um Rei, é igualmente de esperar que a educação da próxima geração mantenha em aberto as opções que há de modo a que a Monarquia não estagne e deixe de representar o presente e o futuro do Povo que rege.
Olha para ti... revê-te à imagem dos valores, preceitos e educação que os teus pais te deram... compara isso tudo com o mundo e a sociedade ao teu redor.
Agora pergunta-te...
- Tudo quanto o que os meus pais/sociedade me deram, é suficiente para responder a tudo que o mundo que me rodeia me "atire"?
- Concordo com tudo aquilo que aprendi e me foi passado pelos meus pais/sociedade?
- Irei o deverei eu passar aquilo com que eu possa não concordar aos meus filhos?
Todas estas perguntas, muito possivelmente já as fizeste a ti mesma e as irás fazer a cada nova situação.
É assim que as Sociedades mudam e avançam, ou regridem na opinião de outros. Mas pelo menos é assim que a maioria (regra geral) decide...
Dou-te os exemplos... há quanto tempo é que as mulheres votam em plena igualdade com os homens em Portugal e porque o passaram a fazer? há quanto tempo é que se vota pura e simplesmente em Portugal e porque é que se passou a fazê-lo? Porque não nos contentámos em ser Espanhóis ou Leoneses?
A resposta é simples... Passou-se a fazê-lo porque alguém não concordou com o que existia até então e conseguiu levar a sua avante.
A questão do voto levou o seu tempo a se espalhar pelo mundo e ainda há sítios onde as mulheres não são vistas em plena igualdade com o homem.
Há ainda aqueles na Europa ou no Ocidente, que não considera as Mulheres iguais ao Homem... para eles, nós estamos TODOS errados... e quem sabe se têm razão ou não?! Mas para mudarmos esta situação... eles terão de convencer a maioria... o que actualmente se torna bastante complicado.
Nós que somos monárquicos, estamos mais ou menos neste impasse... somos nós que temos de convencer os demais que um Portugal sob um Rei é melhor que o que temos agora.
Ou seja e para finalizar... da mesma forma que tu aos teus filhos irás passar tudo aquilo em que tu acreditas, mas que estes irão no fundo decidir se concordam com tudo isso, apenas com parte ou em nada.
Agora... enquanto aquilo em que tu acreditas seguir de pai para filho... irá tornar-se num "ciclo vicioso", com os seus benefícios ou desvantagens que não conseguimos controlar...
Caberá a alguém eventualmente lá para a frente o papel de descartar o que estiver "errado", quando o mesmo deixar de ser válido.
Eu perco-me com testamentos e escrevo demasiado para explicar questões... simples... isto sou eu que procuro transcrever literalmente a forma como penso... as minhas desculpas a todos
IzNo _________________
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Beladona
Regente


Mensagens: 2146
Local: Algarve
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Enviada: Seg Nov 12, 2007 18:00 Assunto :
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´No meu muito modesto entender, o rei é preparado para enfrentar uma vida pública e governativa, desde criança, há luz do seu tempo e sob os valores e princípios dos seus pais e professores, mas, os tempos mudam, as mentalidades e regras de tudo o que o irá rodear também, terá sempre de se actualizar nos seus conhecimentos a todos os níveis, para poder assim governar o melhor possível o seu país e povo, terá de ter consciência e responsabilidade apuradas, e rodear-se das pessoas o mais conscientes possíveis da realidade do país.
Mas como ser humano, não está imune a tudo o que é negativo no ser humano, pode ser uma vantagem pela prática da vida pública que tem, mas não o torna imune aos vícios. Seremos nós povo, que teremos de demonstrar publicamente das mais diversas maneiras que temos à disposição o nosso reconhecimento ou desagrado pela forma de governação existente.
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