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Índice do Fórum : Hist√≥ria & Monarquia
Monumentos Nacionais
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Out 26, 2018 20:51     Assunto : Monumentos Nacionais Responder com Citação
 
O Castelo Medieval de Segura (ruína)

Trago hoje o Castelo medieval de Segura (ruina) localizado na freguesia e povoação de Segura, concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, na margem direita do rio Erges.

in diversas fontes da net.

As origens da fortificação raiana de Segura são obscuras, a povoação apenas foi mencionada nos primeiros anos da monarquia. Entretanto, a sua posse definitiva pela Coroa só se efectuou em 1282.

A primeira referência sobre o Castelo data do reinado de D. Dinis (1279-1325), quando em 20 de Agosto de 1299 o soberano isentou os seus moradores dos impostos tradicionalmente pagos em Salvaterra do Extremo, com a condição de estes construírem um Castelo.

Vinte anos mais tarde, o monarca doou os domínios da vila e do Castelo à Ordem de Cristo que aqui instituiu uma comenda, prova de que nesta altura Segura já era um expressivo centro regional.

Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), o soberano doou os domínios da vila e do Castelo ao Frei Nuno Martins (1376). Nessa altura iniciou-se a edificação de uma barbacã, defesa que se articulava com um fosso.

Posteriormente, sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), encontra-se figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).

A povoação foi elevada a vila e sede de concelho em 1510, posição que desfrutou até 1836 quando foi anexada ao município de Salvaterra do Extremo.

No contexto da Guerra da Restaura√ß√£o da independ√™ncia a povoa√ß√£o e a fortifica√ß√£o readquiriram import√Ęncia estrat√©gica sobre a fronteira da Beira Baixa. Por essa raz√£o, as suas defesas foram reformuladas, sendo a vila dotada de uma muralha envolvente abaluartada.

Essa defesa foi insuficiente para deter a invas√£o francesa que por essa fronteira penetrou durante a Guerra Peninsular em 1807.

Posteriormente em 1846 foi extinto o governo militar, o que conduziu ao desmantelamento das defesas, absorvidas desde ent√£o pelo progresso urbano.

No início do século XX foi erguida a Torre do Relógio, hoje referida como uma lembrança do passado militar de Segura, embora sem conexão com o mesmo.

Os remanescentes do conjunto defensivo encontram-se classificados como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Decreto publicado em 8 de Maio de 1959.

Características do Castelo:

O que conhecemos do antigo Castelo em estilo gótico chegou-nos através da pena de Duarte de Armas, onde pode ser identificada a sua configuração medieval: De planta oval, protegido por duas muralhas, fosso e barbacã, as suas muralhas eram reforçadas por pelo menos seis torres.

Uma sólida torre de menagem erguia-se adossada ao perímetro interno das muralhas, dividida internamente em dois pavimentos.

Por ela sabemos que essa torre de menagem sofreu significativas altera√ß√Ķes ao longo dos s√©culos, bem como podemos avaliar a extens√£o dos tro√ßos de muralhas hoje desaparecidos.

Na altura, a povoação não possuía muralha e desenvolvia-se em plano inferior na encosta a Leste do Castelo. Estava organizada em torno de um eixo definido pela rua Direita, articulando as chamadas Porta de Baixo e Porta de Cima de configuração moderna em arco abatido.

Em relação à muralha abaluartada seiscentista, chegaram-nos três baluartes associados à primitiva barbacã. Estes apresentavam guaritas nos vértices.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Out 27, 2018 20:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Arouca, tamb√©m conhecido como Real Mosteiro de Arouca localizado na freguesia de Arouca, vila e concelho do mesmo nome da √Ārea Metropolitana do Porto e da Regi√£o do Norte, situado no extremo Nordeste do distrito de Aveiro.

in diversas fontes da net.

De acordo com as fontes documentais, foi fundado na primeira metade do s√©culo X como sendo um pequeno Mosteiro habitado por uma comunidade religiosa sob a invoca√ß√£o de S√£o Bento de N√ļrsia.

Recebeu carta de couto no século XII, período que definiu o carácter de centralidade deste cenóbio na vida política e administrativa da região. Desde 1154 passou a ser habitado apenas por religiosas.

A sua import√Ęncia revigorou-se com o padroado da Beata D. Mafalda de Portugal, ef√©mera rainha de Castela que aqui viveu entre 1220 e 1256. Filha de D. Sancho I e de D. Dulce de Arag√£o, em 1215 foi celebrado o contrato do seu casamento com D. Henrique de Castela. Diante do falecimento deste com 13 anos, D. Mafalda regressou a Portugal sem que o casamento se tivesse consumado mas com o t√≠tulo de rainha. O seu pai doou-lhe o Mosteiro de Arouca.

D. Mafalda faleceu a 1 de Maio de 1256 e encontra-se sepultada em Arouca.

Em termos materiais, foram muitas as dádivas do seu erário que transitaram para o domínio da instituição e terá sido por sua vontade que a comunidade monástica adoptou em 1226 a regra de São Bernardo de Claraval, sendo como Mosteiro cisterciense da ala feminina que se registaram os principais passos da sua história.

Ao longo da sua existência secular, o Mosteiro viveu períodos de grande desafogo económico que de algum modo, se reflectiram na procura de peças artísticas de grande qualidade boa parte das quais ainda se mantêm.

Na época moderna o conjunto foi reconstruído e ampliado desde o final do século XVII.

Um grande inc√™ndio destruiu grande parte do Mosteiro em 1725, tendo os trabalhos de reconstru√ß√£o se estendido at√© aos √ļltimos anos do s√©culo XVIII conferindo-lhe a sua actual fei√ß√£o.

Entre os artistas que contribuíram para o seu brilho, destacam-se Diogo Teixeira, Carlos Gimac e Miguel Francisco da Silva.

Mafalda foi beatificada em 1792.

Com a extin√ß√£o das ordens religiosas no pa√≠s (1834), o Convento e todo o seu patrim√≥nio passaram para o Estado. √Äs freiras que viviam no Convento manteve-se o direito de resid√™ncia at√© ao falecimento da √ļltima que ocorreu em 1886.

A partir de ent√£o os seus bens transitaram para a Fazenda P√ļblica, abrindo-se um per√≠odo de utiliza√ß√Ķes diversas deste amplo conjunto edificado. Manteve-se contudo o esp√≥lio art√≠stico, recolhido no Museu de Arte Sacra entretanto a√≠ instalado.

Da construção original apenas chegaram até nós algumas pedras aproveitadas numa parede do edifício dos séculos XVII e XVIII.

No presente, o IPPAR tem vindo a proceder a pequenas obras de recuperação e restauro indispensáveis e preparatórias da grande empreitada em agenda e que visa modernizar o Museu de Arte Sacra, implementar um modelo de gestão que garanta a qualidade e a continuidade dos serviços a prestar e dar novo impulso ao Centro de Estudos, constituído em torno do espólio documental de D. Domingos de Pinho Brandão.




Editado pela última vez por Beladona em Sex Nov 16, 2018 23:37, num total de 1 vez

 
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Mensagem Enviada: Sex Nov 16, 2018 23:30     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Pal√°cio Galveias, que no presente alberga uma das bibliotecas municipais de Lisboa.

in diversas fontes da net.

√Č um dos mais bonitos Pal√°cios nobres da Lisboa do s√©culo XVII e um dos melhores exemplos de uma casa nobre portuguesa seiscentista.

Está localizado na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, diante da Praça de Touros do Campo Pequeno e ao lado da sede da Caixa Geral de Depósitos.

Apesar de hoje em dia a sua localiza√ß√£o ser central em Lisboa, quando foi constru√≠do em meados do s√©culo XVII destinou-se a casa de campo dos Marqueses de T√°vora permanecendo na fam√≠lia at√© 1759, data em que confiscado pelo Estado no √Ęmbito do c√©lebre processo dos T√°voras.

Em 1801 foi adquirido por D. Jo√£o de Almeida de Melo e Castro, 5.¬ļ Conde das Galveias, recebendo na altura obras de restauro.

Uns anos mais tarde foi comprado por Braz Sim√£o.

Em 1928, entrou na posse da C√Ęmara Municipal de Lisboa, entidade que a√≠ veio a instalar a biblioteca municipal que ainda a√≠ se encontra.

Perfeitamente simétrico, assenta numa planta em U, de influência francesa, impondo-se pelo rigor do traçado.

Do exterior pode-se ver o port√£o her√°ldico ricamente trabalhado de tipo maneirista, sobre o qual se destacam as armas da cidade de Lisboa.

O átrio ou pátio nobre formando um quadrado, é uma imponente entrada para este imóvel.
Foi sujeito a obras de remodela√ß√£o que ficaram conclu√≠das dois anos depois de terem come√ßado, reabre ao p√ļblico em Junho de 2017 uma das mais bonitas bibliotecas da cidade.



 
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Mensagem Enviada: Sáb Nov 17, 2018 21:26     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas situado na freguesia de Salzedas, concelho de Tarouca. Pertencente à Ordem de Cister, data do século XII e o seu espaço foi doado pela mulher de D. Egas Moniz. Sofreu obras de ampliação nos séculos XVI, XVII e XVIII, nomeadamente ao nível da fachada e dos claustros.

in diversas fontes da net.

Nas margens do rio Torno ou Galhosa encontramos uma das jóias cistercienses do Norte de Portugal, a Abadia de Santa Maria de Salceta ou Salzedas.

Edif√≠cio de raiz rom√Ęnica assistiu a obras g√≥ticas, renascentistas, maneiristas, barrocas e neocl√°ssicas, deixando ao visitante um sedutor emaranhado de estilos.

Aproveitando, possivelmente um templo alti-medieval, os monges beneditinos constroem no início do século XII a Igreja primitiva de Salzedas.

No ano de 1163, D. Afonso Henriques doa o Couto de Algeriz (depois chamado de Salzedas) a D. Teresa Afonso vi√ļva de Egas Moniz para que esta o oferecesse aos cenobitas de Salzedas, dando deste modo, in√≠cio ao territ√≥rio do Mosteiro tarouquense.

Mais tarde em 1196, a comunidade religiosa coloca-se sob a alçada dos monges de Cister e no primeiro quartel do século XIII assiste à conclusão e a sagração da Igreja acontece no ano de 1225.

Ao entrarmos em Salzedas, embarcamos numa viagem pela história.

Junto √† recep√ß√£o a primitiva Farm√°cia com tecto em caixot√Ķes e pintados com as ervas profil√°cticas.

Ap√≥s passarmos a recep√ß√£o, entramos no claustro datado dos finais do s√©culo XVI, arquitectonicamente diferente dessa cent√ļria, com arcos de volta inteira assentes em colunas de fuste liso.

Continuando a nossa jornada entramos no claustro Seiscentista de abóbadas de ogiva, vemos a galeria superior fechada com janelas encimadas por frontão triangular.

Ao percorrermos as alas descobrimos o azulejo do s√©culo XVIII e acabamos por entrar na Sala do Cap√≠tulo, de planta quadrangular e ab√≥bada de nervuras revestida por silhares de azulejo padr√£o com excelente ac√ļstica.

Continuamos até ao corredor de acesso à sacristia, nas paredes revestidas a azulejo temos mais um momento mágico e logo à entrada para a hospedaria que dava guarida aos peregrinos de Santiago. A sacristia de tecto abobadado com ogivas apoiadas em duas colunas de estilo mudajar, tem um arcaz e contador e ao longo das alçadas cenas pintadas em quadros da vida de S. Bento e S. Bernardo.

Deixando a sacristia entramos na capela-mor e no corpo da Igreja do Mosteiro. Desde logo compreendemos a espacialidade cisterciense e a dimensão teológica da luz como símbolo da vitalidade e glória de Deus. A capela-mor apresenta em cada alçada três grandes janelas encimadas por concheado e cornija contracurvada, atribuindo ao espaço uma intensa luminosidade. Observamos logo o cadeiral em pau-santo, onde os frades assistiam à Eucaristia. O altar-mor é em talha de pau-santo marmoreada ladeado por dois anjos tocheiros que iluminam o Santíssimo Sacramento.

Partindo da cabeceira entramos no transepto cuja estrutura medievalera de quatro absidíolos. Hoje, apenas no lado Norte encontramos um intacto com arco em ogiva e profusamente siglado. Dos restantes ficaram-nos vestígios. As reformas dos Sécs. XVI, XVII e XVIII, destruíram a ábside e os absidíolos centrais e transformaram a Igreja. Ainda no lado Norte, encontramos a porta dos mortos entaipada que dava acesso ao antigo cemitério e uma escada em caracol do Séc. XII.

Embarcamos na nave central dividida em cinco tramos definidos por arcos torais. A pleno centro tem uma abóbada de arestas. Na nave central podemos admirar o coro-alto assente em arco em asa de cesto, sendo marcado por moldura de cantaria contracurvada e protegido por guarda de madeira. A Igreja é constituída por três naves escalonadas e comunicantes, nas laterais contemplam-se vários altares onde se destaca um do período barroco do lado Norte junto ao pórtico.

Debaixo do coro-alto encontramos uma cripta com v√°rios t√ļmulos e a pia baptismal. Dos t√ļmulos salientamos o de D. Teresa Afonso e os dos "Coutinhos Gomes" Marialva.

Abandonando o espa√ßo interior encontramos o p√≥rtico e j√° no adro da Igreja admiramos a fachada. Esta apresenta-se inacabada de estilo barroco e neocl√°ssico, composta por tr√™s corpos separados por pilastras e com al√ßado de dois n√≠veis. No corpo central, um √≥culo polilobado e os laterais ovais. As suas torres de lindos coruch√©us e minaretes nunca chegaram a concluir-se, ficando incompletas devido √†s convuls√Ķes que as invas√Ķes napole√≥nicas espalharam no pa√≠s.

Ao finalizar a viagem, no exterior apreciamos a magnificência do templo na imponente fachada que avistamos.


 
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Mensagem Enviada: Seg Nov 19, 2018 00:43     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Bas√≠lica S√© de Nossa Senhora da Assun√ß√£o mais conhecida por Catedral de √Čvora ou simplesmente S√© de √Čvora, apesar de iniciada em 1186 e consagrada em 1204, esta Catedral de granito s√≥ ficou pronta em 1250.

in diversas fontes da net.

√Č um monumento marcado pela transi√ß√£o do estilo rom√Ęnico para o g√≥tico marcado por tr√™s majestosas naves.

Nos s√©culos XV e XVI a Catedral recebeu grandes melhoramentos, datando dessa √©poca o coro-alto, o p√ļlpito, o batist√©rio e o arco da capela de Nossa Senhora da Piedade tamb√©m conhecida por Capela do Espor√£o, exemplar raro de arquitectura h√≠brida plateresca, datado de 1529.

Do per√≠odo barroco datam alguns ret√°bulos de talha dourada e outros melhoramentos pontuais nas decora√ß√Ķes sumptu√°rias. Ainda no s√©culo XVIII a Catedral foi enriquecida com a edifica√ß√£o da nova capela-mor patrocinada pelo Rei D.Jo√£o V, onde a exuber√Ęncia dos m√°rmores foi sabiamente conjugada com a austeridade romano-g√≥tica do templo.

Em 1930 por pedido do Arcebispo de √Čvora, o Papa Pio XI concedeu √† Catedral o t√≠tulo de Bas√≠lica Menor.

Nas d√©cadas seguintes foram efectuadas algumas obras de restauro, tais como a demoli√ß√£o das vestiarias do cabido do s√©culo XVIII (que permitiram p√īr a descoberto a face exterior e as ros√°ceas do claustro) e o apeamento de alguns ret√°bulos barrocos que desvirtuavam o ambiente medieval das naves laterais.

A fachada da Catedral é flanqueada por duas torres ambas do período medieval, sendo a torre do lado Sul a torre sineira da Catedral, cujos sinos há séculos marcam o passar das horas da cidade.

Flanqueando o portal há soberbas esculturas dos Apóstolos do século XIV.

O trecho arquitectónico mais emblemático do exterior é o zimbório, torre-lanterna do cruzeiro das naves erguida no reinado de D.Dinis que é o ex-libris da Catedral e um dos trechos mais conhecidos da cidade.

Além do pórtico principal há ainda mais duas entradas: A Porta do Sol virada a Sul com arcos góticos e a Porta Norte, reedificada no período barroco.

O interior da Catedral está distribuído em amplas três naves (trata-se da maior Catedral portuguesa).

Na nave central (a mais alta), est√° o altar de Nossa Senhora do Anjo (tamb√©m chamada na cidade Senhora do √ď) em talha barroca, com as imagens g√≥ticas da Virgem em m√°rmore policromado e do Anjo Gabriel. Ainda na nave central podem admirar-se o p√ļlpito (em m√°rmore) e o magn√≠fico √≥rg√£o de tubos (ambos do per√≠odo renascentista).

No transepto, abrem-se as antiquíssimas capelas de São Lourenço e do Santo Cristo (que comunicam com a Casa do Cabido) e as Capelas das Relíquias e do Santíssimo Sacramento, ambas decoradas com opulentos adornos de talha dourada.

Na nave esquerda junto à entrada, abre-se o batistério fechado por belas grades férreas do período renascentista.

No topo Norte do transepto está o belo portal renascentista (atribuído a Nicolau Chanteréne) da Capela dos Morgados do Esporão (que nela tinham sepultura).

O altar do século XVIII e capela-mor em mármore são de J. F. Ludwig mais conhecido por Ludovice o arquitecto do Convento de Mafra.

A edifica√ß√£o desta obra deveu-se √† necessidade de espa√ßo para os c√≥negos, visto que no s√©culo XVIII o esplendor das cerim√≥nias lit√ļrgicas exigia um maior n√ļmero de cl√©rigos. Assim, sacrificou-se a primitiva capela g√≥tica (cujo ret√°bulo de pintura se pode hoje admirar no Museu Regional de √Čvora). Nela se combinam m√°rmores brancos, verdes e rosa (provenientes de Estremoz, Sintra e Carrara (It√°lia).

Podem-se ainda admirar um belo Crucifixo da autoria de Manuel Dias chamado o Pai dos Cristos que encima a pintura de Nossa Senhora da Assunção (padroeira da Catedral), efectuada em Roma por Agostino Masucci, para além de estátuas alegóricas, dos bustos de São Pedro e São Paulo e ainda de um órgão de tubos da autoria do mestre italiano Pascoal Caetano Oldovini.

Nos claustros datados de cerca de 1325, h√° est√°tuas dos Evangelistas em cada canto. O claustro, constru√≠do por ordem do Bispo D.Pedro √© um belo exemplar g√≥tico, enriquecido com ros√°ceas de decora√ß√Ķes diversas. √Č ainda enobrecido pela capela funer√°ria do Bispo D.Pedro (fundador do claustro), cujo t√ļmulo g√≥tico ainda subsiste no centro da mesma.

Recentemente foram colocados na ala Sul do claustro dois t√ļmulos dos Arcebispos de √Čvora falecidos no s√©culo XX.

O coro é fruto das obras efectuadas no período manuelino. Tem um valioso cadeiral de madeira de carvalho onde estão esculpidas cenas mitológicas, naturalistas e rurais, datado de 1562.

O tesouro abriga pe√ßas de arte sacra nos dom√≠nios da paramentaria, pintura, escultura e ourivesaria. A mais curiosa √© uma Virgem (Nossa Senhora do Para√≠so) do s√©culo XIII de marfim cujo corpo se abre para se tornar num tr√≠ptico com min√ļsculas cenas esculpidas: A sua vida em nove epis√≥dios.

Entre outras pe√ßas podem-se ainda admirar a Cruz-Relic√°rio do Santo Lenho (s√©culo XIV), o B√°culo do Cardeal D.Henrique (que foi Arcebispo de √Čvora e Rei de Portugal) e a galeria dos Arcebispos, onde est√£o retratados todos os prelados eborenses desde 1540 at√© √† actualidade.

Tanto o tesouro como a galeria dos Arcebispos integram o Museu de Arte Sacra da Catedral aberto em 1983 aquando das comemora√ß√Ķes do 8¬ļ centen√°rio da S√©. O Museu encontra-se instalado desde 22 de Maio de 2009, no antigo Col√©gio dos Mo√ßos do Coro da S√©, edif√≠cio cont√≠guo √† S√© que depois de remodelado, alberga as colec√ß√Ķes de ourivesaria, paramentaria, pintura e escultura que comp√Ķem o valioso Tesouro da S√©.

V√°rios grandes eventos religiosos est√£o associados a este templo.

Diz-se que aqui foram benzidas as bandeiras da frota de Vasco da Gama em 1497.

No cruzeiro está a capela tumular de D. João Mendes de Vasconcelos emissário de D. Manuel à corte de Carlos V em Castela, na tentativa falhada de trazer de volta a Portugal Fernão de Magalhães que então preparava em Sevilha a primeira viagem de circum-navegação ao globo.


 
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Mensagem Enviada: Ter Nov 20, 2018 00:11     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Templo Romano de √Čvora localizado na freguesia da S√© e S√£o Pedro, no Largo Conde da Vila Flor.

in diversas fontes da net.

O Templo Romano de √Čvora faz parte do centro hist√≥rico da cidade, o qual foi classificado como Patrim√≥nio Mundial pela UNESCO e encontra-se rodeado pela S√© de √Čvora, pelo Tribunal da Inquisi√ß√£o, pela Igreja e Convento dos L√≥ios, pela Biblioteca P√ļblica e pelo Museu da cidade.

O Templo Romano encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo IGESPAR e é um dos mais famosos marcos da cidade e um símbolo da presença romana no nosso território.

Embora o Templo Romano de √Čvora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associa√ß√£o com a deusa romana da ca√ßa se originou de uma lenda criada no s√©culo XVII.

Na realidade, o Templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto que era venerado como um Deus durante e após o seu reinado.

O Templo foi constru√≠do no s√©culo I d.C. na pra√ßa principal (f√≥rum) de √Čvora - ent√£o chamada de Liberatias Iulia - e modificado nos s√©culos II e III.

√Čvora foi invadida pelos povos germ√Ęnicos no s√©culo V e foi nesta altura em que o templo foi destru√≠do, hoje em dia as suas ru√≠nas s√£o os √ļnicos vest√≠gios do f√≥rum romano na cidade.

As ru√≠nas do Templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de √Čvora durante a Idade M√©dia.

A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval e o Templo (transformado em torre) foi usado como um açougue do século XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do Templo ajudou a preservar os seus restos de uma maior destruição.

Finalmente depois de 1871, as adi√ß√Ķes medievais foram removidas e o trabalho de restaura√ß√£o foi coordenado pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti.

O Templo de √Čvora ainda est√° com a sua base completa (o p√≥dio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O formato da base √© rectangular e mede 15m x 25m x 3.5m de altura.

O lado Sul da base costumava ter uma escadaria agora em ruínas.

O pórtico do Templo que já não existe era originalmente um hexastilo.

Um total de catorze colunas de granito ainda estão de pé no lado Norte (traseiro) da base.

Muitas das colunas ainda têm os seus capitéis em estilo coríntio sustentando a arquitrave.

Os capitéis e as bases das colunas são feitos de mármore branco de Estremoz, enquanto que as colunas e a arquitrave são feitas de granito.

O Templo de √Čvora filia-se no grupo monumental existente na Estremadura espanhola em M√©rida, antiga capital da circunscri√ß√£o administrativa da Lusit√Ęnia.

Apesar da sua menor planimetria, no Templo eborense subsiste uma harmonia maior de linhas e perfis, conferindo-lhe uma mais equilibrada e graciosa beleza cl√°ssica.

Estilisticamente poder√° ainda integrar-se no n√ļcleo de outros santu√°rios similares existentes em Fran√ßa - nomeadamente na Maison Carr√©e de N√ģmes, ou no templo de Augusto e L√≠via em Vienne-sur-le-Rh√īne.

Escava√ß√Ķes recentes indicam que o Templo era cercado por um espelho de √°gua.


 
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Mensagem Enviada: Ter Nov 20, 2018 22:04     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Mosteiro de Santa Maria de Celas, popularmente referido apenas como Mosteiro de Celas, localizado na freguesia de Santo António dos Olivais, na cidade, concelho e distrito de Coimbra.

in diversas fontes da net.

O Mosteiro pertencente à Ordem de Cister, foi fundado pela Beata Sancha, filha de D. Sancho I por volta de 1213.

A infanta mandou construir uma igreja com um pequeno claustro e à sua volta diminutas celas. A evolução da comunidade religiosa determinou a expansão das dependências do Convento que conheceu vários períodos de restauro, especialmente nos séculos XVI e XVIII.

A igreja com traça de Gaspar Fernandes e João Português, foi concluída em 1529.

Extintas as ordens religiosas em 1834, foi permitido √†s monjas bernardas a sua continua√ß√£o at√© √† morte da √ļltima que ocorreu em finais do s√©culo XIX.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional.

Características do Mosteiro:

A actual disposição do conjunto data do século XVI.

A fachada do Mosteiro √© rasgada por um portal nobre quinhentista de v√£o rectangular enquadrado por pilastras com termina√ß√Ķes pinaculares. As pilastras s√£o rematadas por saliente cornija sobrepujada por front√£o triangular.

No lado direito abre-se um outro portal manuelino de menores dimens√Ķes encimado por janela polilobada.

O piso superior é marcado por galeria seiscentista coberta e rasgada por nove vãos gradeados.

À direita ficava a casa da abadessa (hoje escola primária), a cozinha e o refeitório. À esquerda podemos ver as ruínas das antigas hospedarias, do cartório conventual do século XVII e ao fundo um portão.

A igreja apresenta planta circular com cobertura abobadada em estilo manuelino.

A capela-mor est√° √† direita da entrada em linha oposta ao coro. O templo √© recoberto por uma bel√≠ssima ab√≥bada manuelina estrelada, com nervuras calc√°rias ornamentadas por chaves de flor√Ķes, ostentando a do fecho o escudo portugu√™s segurado por duas √°guias.

√Č de salientar o lambrim de azulejos da segunda metade do s√©culo XVIII e de fabrico coimbr√£o, versando cenas da Anuncia√ß√£o e da Visita√ß√£o.

Ladeiam o arco cruzeiro dois altares, o da Piedade e o de Cristo.

Nas paredes aparecem alguns quadros, com destaque para a magnífica Anunciação quinhentista (pintura em madeira atribuída à escola Flamenga) e a Coroação de Maria, Santa Isabel e "Ecce Homo" do século XVII.

A ousia setecentista apresenta grande arco com as armas de Portugal e de Cister.

O altar-mor de madeira dourada e marmoreado, ostenta esculturas da mesma altura de S. Bento e de S. Bernardo e uma pintura de Nossa Senhora. com o Menino.

Na sacristia encontra-se a predela de um retábulo em pedra, com baixo-relevo de S. Martinho com toda a probabilidade uma das obras que a abadessa encomendou no século XVI a João de Ruão.

O arco do coro setecentista, apresenta uma pequena abóbada manuelina com as armas dos Vasconcelos. Preenche o arco um interessante gradeamento em ferro forjado saído da oficina de Coimbra do século XVIII. O coro simples e espaçoso, ostenta um cadeiral de duas filas com alto espaldar, obra de finais do século XVI de Gaspar Coelho.

A porta do coro para a antec√Ęmara da sala do cabido deve-se a Nicolau de Chanterene e ostenta a data de 1526, mostrando as armas da abadessa D. Leonor de Vasconcelos e de D. Sancha.

A sala do cap√≠tulo apresenta cobertura de pedra em ab√≥bada de caixot√Ķes e revestindo as paredes azulejos seiscentistas sobre os p√©treos bancos corridos.

No arco do topo assenta em mísula a escultura de Cristo Ressuscitado, abrindo-se dos lados nichos albergando S. Bento e S. Bernardo.

No claustro em estilos rom√Ęnico-g√≥tico, o destaque s√£o as alas Sul e Oeste obra do s√©culo XIV, formada por 12 arcos plenos assentes em esbeltas colunas geminadas, contendo extraordin√°rios capit√©is historiados de temas cristol√≥gicos e hagiogr√°ficos, a par com uma decora√ß√£o de quimeras e motivos fitom√≥rficos.


 
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Mensagem Enviada: Qua Nov 21, 2018 23:28     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte da Barra de Aveiro, tamb√©m conhecido como Forte Pombalino, Forte Novo ou Castelo da Gafanha. Localizado numa ilha adjacente √† Ilha da M√≥ do Meio, freguesia da Gafanha da Nazar√©, concelho de √ćlhavo, distrito de Aveiro.

in diversas fontes da net.

A região das Gafanhas começou a ser habitada no século XVI ou XVII.

Um Farol e um pequeno Forte envolvente foram constru√≠dos junto √† foz do rio Vouga, integrando um esfor√ßo para facilitar a navega√ß√£o naquela barra que envolveu dragagens, remodela√ß√£o da linha da costa e o aumento de um banco de areia adjacente, conhecido desde ent√£o como Tri√Ęngulo de Concentra√ß√£o das Correntes.

O Forte nunca teve fun√ß√Ķes militares importantes, pois o assoreamento que progredia na foz do Vouga desde o s√©culo XV fez avan√ßar mais a linha da costa com interrup√ß√Ķes intermitentes do acesso ao mar. A situa√ß√£o veio a conhecer o seu estado presente com a abertura da Barra de Aveiro (fim do s√©culo XIX) que separou S√£o Jacinto da Barra Nova. A constru√ß√£o do Farol de Aveiro e de dois molhes do mar guardam a actual foz da Ria de Aveiro.

O Forte chegou ao s√©culo XX in√ļtil para a sua fun√ß√£o defensiva. Passou por essa raz√£o, a ser administrado pela Junta do Porto de Aveiro depois Junta Aut√≥noma do Porto de Aveiro e mais recentemente Administra√ß√£o do Porto de Aveiro.

O Forte encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico pelo Decreto-Lei n¬ļ 735 de 21 de Dezembro de 1974.

Nas √ļltimas d√©cadas o piso t√©rreo da fortifica√ß√£o foi usado como dep√≥sito de materiais e o Farol continua a desempenhar fun√ß√Ķes de sinaliza√ß√£o na navega√ß√£o interna.

Características do Forte:

O Forte foi construído com linhas defensivas e baluartes angulados típicos da altura. Os seus remanescentes são descritos como:

"...uma obra do tipo abaluartado, restando actualmente, uma pequena cortina de dois meios baluartes. Desde que deixou de ser necess√°ria a defesa do Rio Vouga, foram edificadas constru√ß√Ķes sobre a cortina e o meio baluarte Norte. Tamb√©m o espa√ßo existente entre os dois meios baluartes foi afectado.

No baluarte Sul foi erguida uma torre de sinalização mas nesse lado, ainda é visível parte da escarpa, cordão e três canhoeiras cortadas no parapeito.

Os dois meios baluartes remontam assim parece, a alturas diferentes.

O flanco Norte aparenta ser oblíquo à cortina, enquanto o do Sul é perpendicular.

Tamb√©m as linhas rasantes n√£o s√£o do mesmo √Ęngulo."

(Nogueira Gonçalves. Inventário Artístico de Portugal.)

Presentemente está em obras de conservação e pintura incluindo também a pintura da capela dedicada a Nossa Senhora dos Navegantes, venerada pelos homens do mar e seus familiares.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Nov 22, 2018 21:05     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval do Outeiro de Miranda, mais conhecido como Fortaleza do Outeiro, presentemente em ruínas. Localizado na povoação e freguesia do Outeiro, concelho e distrito de Bragança.

in diversas fontes da net.

Em posição dominante no alto do chamado Monte do Castelo, a cerca de um quilómetro a Leste do lugar do Outeiro, a meio caminho entre Bragança e Vimioso, esta fortificação tinha na Idade Média, a função de vigia da fronteira de Trás-os-Montes com o reino de Leão.

Embora sejam escassas as informa√ß√Ķes acerca da primitiva ocupa√ß√£o humana do local, os testemunhos arqueol√≥gicos evidenciam a sua ocupa√ß√£o durante a romaniza√ß√£o quando aqui teria existido o estabelecimento agr√≠cola de um particular.

A actual configura√ß√£o do Castelo remonta ao reinado de D. Dinis (1279-1325) quando ter√° sido reconstru√≠do. Nesta altura, Santa Maria do Octeyro √© apontada como par√≥quia (1287) e uma d√©cada mais tarde nas Inquiri√ß√Ķes de 1297, √© mencionada a povoa√ß√£o do Outeiro de Miranda.

Sob o reinado de D. Fernando I (1367-1383) e aquando da invasão de Henrique II de Castela no Verão de 1369, a povoação terá sido assaltada e tomada por um ardil, uma vez que uma petição dos habitantes à altura solicita ao soberano o reparo do seu Castelo.

Durante a crise de 1383-1385, a povoação e o Castelo apoiaram o partido de D. Beatriz. Acredita-se que tenham sido conquistados no Inverno de 1386 quando do cerco de Chaves pelas forças de D. João I (1385-1433).

Posteriormente visando reforçar o seu povoamento e defesa, o soberano concedeu isenção do pagamento de tributo a todos os que construíssem casas dentro da muralha do Castelo então terminado de reconstruir (1414) e alargou-lhe o termo do concelho (1418).

Datam dessa altura a reconstrução das muralhas do Castelo e o aumento da muralha da povoação.

Em 1443, o regente D. Pedro determinou ao alcaide do Castelo a entrega deste ao Duque de Bragan√ßa que passava a assumir essas fun√ß√Ķes.

Sob o reinado de D. Afonso V (1438-1481), o soberano concedeu dispensa aos moradores de guarnecer o Castelo do Outeiro de Miranda (1449). O seu filho e sucessor, D. João II (1481-1495), determinou a reconstrução de suas defesas dentro do corregimento das fortalezas de Trallos Montes (1493).

A fortificação do Outeiro encontra-se figurada por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), destacando-se o conjunto formado pela Torre de Menagem rectangular, adossada a um baluarte.

O rei D. Manuel I (1495-1521) concedeu-lhe Foral, tendo a vila se transferido do outeiro para o vale. Data desta fase o início do período de progressivo abandono e ruína do Castelo medieval.

No final do século XVII o Castelo foi assaltado por tropas espanholas no contexto da Guerra da Restauração.

O mesmo se repetiria cerca de um século mais tarde em 1762.

O concelho foi extinto em 1853, mantendo o velho Castelo abandonado fora do movimento de redescoberta dos monumentos medievais empreendido pelo Romantismo.

Tamb√©m alheio √† onda de restaura√ß√Ķes dos antigos monumentos militares promovida pelo Estado Novo portugu√™s no s√©culo XX, apenas veio a ser classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Decreto publicado em 20 de Outubro de 1955.

A interven√ß√£o do poder p√ļblico s√≥ se fez sentir entretanto, por ac√ß√£o da Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais (DGEMN), em 1993, atrav√©s de obras de beneficia√ß√£o.

Actualmente o monumento necessita de maiores pesquisas, principalmente arqueológicas.

Características do Castelo:

O Castelo do Outeiro de Miranda est√° na cota dos 812 metros acima do n√≠vel do mar, apresenta planta ovalada irregular org√Ęnica, com espessa muralha em pedra de granito abundante na regi√£o.

No interior identifica-se a ruína de uma construção rectilínea, com vão dintelado onde foi erguido um marco geodésico.

O acesso era efectuado por uma porta em arco pleno da qual são visíveis os seus vestígios.

No lado Sul, identificam-se ainda os restos de um baluarte.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Nov 23, 2018 20:24     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago a Igreja de Castro de Avel√£s, um pequeno templo na freguesia de Castro de Avel√£s, no concelho de Bragan√ßa. A sua import√Ęncia adv√©m do reaproveitamento da cabeceira mud√©jar do antigo e monumental mosteiro beneditino de S√£o Salvador constru√≠do no s√©culo XII ou XIII, e que entrou em ru√≠nas ap√≥s a sua extin√ß√£o no s√©culo XVI. Seria nessa altura, a mais influente comunidade monacal na regi√£o de Bragan√ßa.

In diversas fontes da net.

A Igreja foi construída junto a um antigo mosteiro clunicense, com imponente ábside e dois absidíolos em alvenaria de tijolo com arcaturas cegas sobrepostas, possivelmente anterior ao século XII, extinto em 1543 quando era já da regra e posteriormente demolido.

O Mosteiro filia-se na tradi√ß√£o rom√Ęnica mud√©jar da meseta duriense castelhana, sendo no nosso pa√≠s um exemplo raro, sen√£o mesmo exemplar √ļnico. Aqui se hospedou em Mar√ßo de 1387 o Duque de Lancaster, John of Gaunt com mil homens de armas que o acompanhavam, quando se encontrou com D. Jo√£o I no planalto de Babe.

Aqui poder√° ainda observar o t√ļmulo medieval de D. Nuno Martins de Chacim, o maior magnate da nobreza senhorial da segunda metade do s√©c. XIII, assim como vest√≠gios de antigos espa√ßos deste cen√≥bio.

A Igreja de Castro de Avel√£s √© um dos monumentos mais simb√≥licos do nordeste transmontano, ilustrando simultaneamente a arte rom√Ęnica e a vida monacal da regi√£o. De um ponto de vista estil√≠stico, s√£o indiscut√≠veis as influ√™ncias mudejares e leonesas.

A datação para a cabeceira tem vindo a ser sucessivamente avançada e os finais do século XII aparece como uma data consensual na sequência dos apoios de D. Afonso Henriques, mas investigação mais recente situa a obra no segundo quartel do século seguinte. Também não existe datação para o conjunto remanescente, mas salienta-se que foram identificados no local vestígios de um antigo estabelecimento da época romana.

A Igreja de planta composta com nave √ļnica, de constru√ß√£o seiscentista e cabeceira tripartida e escalonada de abside e absid√≠olos em rom√Ęnico mud√©jar. Interiormente, possui tectos em masseira e em c√ļpula, respetivamente e iluminada pelos v√£os laterais, axial e fresta da abside.

Nave rebocada e pintada terminada em cornija, com fachada principal de cunhais apilastrados e terminada em empena, coroados por pin√°culos e cruz central rasgada por
portal de verga recta encimado por cornija contracurvada e janela rectilínea.

As fachadas laterais são rasgadas por janela de capialço e a lateral direita, por porta travessa de verga recta. A cabeceira em alvenaria de tijolo, apresenta as paredes exteriores e interiores decoradas com um a três registos de arcaturas, de arcos de volta perfeita, separados e rematados por friso em dentes de serra.

No interior possui estructura do antigo p√ļlpito, no lado do Evangelho, dois ret√°bulos colaterais, de planta recta e um eixo e o ret√°bulo-mor em talha dourada de planta c√īncava e um eixo, todos do estilo barroco nacional. No absid√≠olo da Ep√≠stola, existe arca tumular dos s√©culos XIII e XIV, o qual deve ter sido concebido para integrar um arcoss√≥lio, talvez no exterior sul da anterior Igreja ou na parede interior norte, dado que as inscri√ß√Ķes se localizam na mesma face.

Todo este conjunto foi classificado como Monumento Nacional em 1910.


 
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