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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Dez 08, 2018 00:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de São Miguel Arcanjo, também conhecido como Forte do Morro da Nazaré ou simplesmente Forte da Nazaré, localizado na vila, freguesia e concelho da Nazaré.

in diversas fontes da net.

Este Forte ergue-se em posição dominante sobre a praia da Nazaré, afamado e tradicional ponto de pesca, santuário e balneário no nosso litoral.

A primitiva defesa do local remonta ao reinado de D. Sebastião (1557-1578) que ali determinou erguer uma fortificação para a defesa do povoado piscatório no monte da Pederneira (1577), por cujo porto era escoada a madeira do Pinhal d’El Rey (Pinhal de Leiria) e cujos estaleiros já possuíam importância económica de vulto na altura.

Essas obras entretanto, só ganhariam impulso durante a Dinastia Filipina, quando o Rei D. Filipe II (1598-1621) por volta do ano 1600, determinou reconstruir a primeira fortaleza de acordo com a planta do falecido engenheiro militar e arquitecto Giovanni Vicenzo Casale. Ainda em construção, um corsário holandês entrou no porto da Pederneira e apresou uma embarcação portuguesa com carga de madeira de pinho e uma nau de Biscaia que transportava ferro, vinho e armas (1611).

Necessitando de reparos no início do século XVII na altura da Guerra da Restauração da Independência a Coroa determinou a sua modernização e ampliação (1644) foi quando adquiriu a sua actual apresentação.

Após as suas peças de artilharia terem sido removidas para a Praça-forte de Cascais, a partir de 1807 foi ocupado pelas tropas napoleónicas durante a Guerra Peninsular, com um destacamento de 50 soldados das forças do general Junot.

Este efectivo foi expulso pela população local no ano seguinte, tendo-se destacado na ocasião um grupo de seis estudantes que, com a farda do Batalhão Académico de Coimbra, tentaram convencer os invasores que tinham recebido reforços. Indo a Cascais num batel à procura de armamento, lograram repelir os reforços inimigos que, da Praça-forte de Peniche, acorriam em socorro da guarnição do Forte.

Posteriormente os invasores franceses voltaram à região, matando os seus habitantes e incendiando casas e embarcações nas povoações da Nazaré, de Pederneira e do Sítio, em represália.

A partir de 1855 a sede do Concelho foi transferida da Pederneira para a Nazaré.

No alvorecer do século XX em 1903 foi instalado um farol nas suas dependências com a função de auxílio à navegação naquele trecho do litoral.

Entre 1907 e 1941 registaram-se trabalhos de restauração no monumento.

Embora actualmente bem conservada, a estrutura encontra-se ameaçada de desabamento em virtude do avançado processo erosivo que a solapa pelo lado do mar.

Características do Forte:

Fortificação marítima em estilo maneirista, apresenta planta irregular orgânica (adaptada ao promontório rochoso sobre o qual assenta) com um baluarte em cada vértice.

As muralhas em aparelho de pedra irregular com cantaria nos vértices apresentam contrafortes abrigando oito dependências que atendiam as funções de Quartel da Tropa, Casa do Comando, Paiol e Armazéns. No segundo piso, localiza-se a Praça de Armas.

Encimando o portão monumental sob um lintel, destaca-se uma imagem em baixo-relevo de São Miguel Arcanjo patrono do Forte e uma inscrição: "El-Rey Dom Joam o Quarto – 1644" ambas actualmente bastante desgastadas.

No ano de 1901 ou de 1902, iniciou-se um processo para a expropriação do Forte, tendo-se em seguida procedido à reconstrução parcial de um baluarte danificado, para nele instalar o Farol da Nazaré (1903) activo até hoje com um alcance luminoso de quinze milhas náuticas, completado por um sinal sonoro de aviso em dias de nevoeiro intenso.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Dez 09, 2018 21:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de São João Baptista de Esposende também conhecido como Castelo de São João Baptista e Forte de Esposende, localizado na freguesia das Marinhas, cidade e concelho de Esposende no distrito de Braga.

in diversas fontes da net.

Forte de marinha, tinha originalmente a função de guarnecer a foz do rio Cávado.

Foi construído entre 1699 e 1704, sob o reinado de D. Pedro II de (1667-1706), tendo sofrido posteriormente alguns cortes na sua estrutura.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1982.

Junto a este Forte ergue-se o Farol de Esposende.

Características do Forte:

O Forte originalmente apresentava planta no formato estrelado, com um baluarte em cada vértice com a respectiva guarita de planta hexagonal.

No seu terrapleno erguem-se as edificações de serviço.


 
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Mensagem Enviada: Dom Dez 09, 2018 21:34     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Convento das Chagas que fica situado na Vila do Alto Alentejo intimamente ligada à Casa de Bragança - Vila Viçosa, distrito de Évora no Alentejo e sub-região do Alentejo Central.

in diversas fontes da net.

Este Convento possui um singular e elegante cenóbio no monumental Terreiro do Paço. Trata-se do Convento das Chagas de Cristo, casa religiosa fundada em 1514 por D. Jaime o 4.º Duque de Bragança.

O objetivo de D. Jaime era o de transformar o interior da igreja conventual em panteão familiar da parte feminina da Casa de Bragança.

Posteriormente, outros membros desta real casa nobre assumiram o seu papel de mecenas e apoiaram esta casa religiosa que foi entregue às monjas da ordem feminina de Santa Clara.

Em 1530 foi fundado por bula de Clemente VII, com o título de Real Mosteiro das Chagas de Cristo a pedido do Duque de Bragança D. Jaime, para panteão das duquesas e para morada de religiosas clarissas.

Em 1534, o papa Paulo III confirmou a bula anterior, e concedeu autorização para a fundação do Convento mais faustoso da vila, porque quase todas as professas provinham da melhor nobreza do Alentejo e do reino.

Foi sua primeira abadessa a madre Soror Maria de São Tomé, freira professa da Conceição de Beja, irmã de Dona Joana de Mendonça mulher de D. Jaime Duque de Bragança.

Em 1535 chegaram ao convento as primeiras oito freiras clarissas provenientes do Mosteiro de N. Sra. da Conceição de Beja. .

O padroado do cenóbio manteve-se na Casa de Bragança até ao século XIX, altura em que foi anexado pela Fazenda Nacional.

Mais tarde, o Rei D. Carlos voltaria a adquiri-la para a Casa de Bragança.

Em 1932 o exilado D. Manuel II doou o convento ao Arcebispado de Évora.

As suas instalações foram utilizadas para diversos fins, estando presentemente a sofrer importantes obras de restauro e reintegração.

Como é norma na Ordem das Clarissas, o portal principal da igreja localiza-se na parede lateral, espaço que assume o maior protagonismo arquitectural. Vários e desnivelados elementos compõem a sua estrutura. O portal revela uma linguagem renascentista, interpretada com regionalismos particulares, constituído por pilastras ladeando um arco de volta perfeita marcado por frontão ressaltado e medalhões antropomórficos nas cantoneiras.

Lateralmente impõe-se um janelão retangular. No lado oposto, o corpo dos coros e da nave é marcado por contraforte dividindo dois monumentais arcos cegos. Contígua sobressai a torre de quatro sinos encimada por vertical coruchéu hexagonal e marcado por quatro pináculos.

A nave única e ampla, apresenta uma cobertura de abóbadas ogivais nervuradas e artesoadas, filiando-se na arte manuelina e revelando uma profusa decoração classicista de emblemática franciscana, rodeada por motivos fitomórficos, zoomórficos e de pequenas cabeças de anjos.

As paredes apresentam-se revestidas por azulejos do século XVII, realçando a beleza de pinturas narrando episódios da vida de S. Francisco de Assis.

No espaço da nave surgem quatro altares de talha dourada, os dois colaterais seiscentistas, enquanto os restantes laterais são obra barroca do século XVIII e encontram-se enquadrados por silhares de azulejos.

O arco do triunfo da capela-mor é emoldurado com clássicos motivos em mármore branco, sendo a cobertura da cabeceira realizada por abóbada manuelina polinervurada.

No século XIX, as paredes e o tecto da capela-mor receberam pinturas neoclássicas. O retábulo-mor é de talha dourada do século XVII, apresentando uma tela com o episódio da "Incredulidade de S. Tomé", para além de um sacrário triangular com um relevo da "Ressureição de Cristo".

Os mais espantosos apontamentos arquitectónicos do cenóbio revelam-se nos dois coros. A Capela de S. João Batista - mostrando o seu belo retábulo quinhentista de "S. João em Patmos" e bons apontamentos de azulejos e de frescos na abóbada - estabelece a ligação à sacristia e ao claustro, partindo deste pátio o acesso ao admirável coro baixo - panteão das mais ilustres senhoras da Ordem das Clarissas e da Casa de Bragança, sob as quais se encontra a cripta das abadessas.

Este coro baixo é obra do século XVII e apresenta abóbada manuelina de aresta sustentada por coluna central, estrutura alterada pela decoração rocaille da segunda metade do século XVIII.

O acesso ao monumental coro alto é realizado por um antecoro profusamente decorado. Esta ala conventual é de maiores dimensões do que a igreja, estando coberta por uma abóbada de berço pintada com motivos barrocos do século XVII.

O claustro do século XVI foi reformulado no século seguinte. A claustra é formada por dois andares e cada galeria está dividida em cinco tramos contrafortados.

O piso inferior é preenchido por uma dupla colunata de arcos de volta perfeita, enquanto o andar superior é ritmado por aberturas retangulares duplas e separadas por pilastras em mármore.

Na parte superior do claustro foram edificadas outras dependências, enquanto o espaço interno das galerias claustrais possui pequenas capelas revelando sepulturas, altares, pinturas murais e outras decorações.


 
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Mensagem Enviada: Seg Dez 10, 2018 20:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Torre de Centum Cellas, também conhecida como Centum Cellæ, Centum Celli, ou Centum Cœli, antigamente também denominada como Torre de São Cornélio. Localizada no monte de Santo Antão, freguesia do Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, distrito de Castelo Branco.

in diversas fontes da net.

Trata-se de um singular monumento lítico actualmente em ruínas que ao longo dos séculos vem despertando as atenções de curiosos e estudiosos, suscitando as mais diversas lendas e teorias em torno de si.

Uma das tradições por exemplo, refere que a edificação teria sido uma prisão com uma centena de celas (donde o nome), onde teria estado cativo São Cornélio (donde o nome alternativo).

Sobre a sua primitiva função, acreditava-se que pudesse ter sido um prætorium (acampamento romano). Entretanto, campanhas de prospecção arqueológica na zona envolvente efectuadas na década de 1960 e na década de 1990, indicam tratar-se mais apropriadamente de uma uilla, sendo a torre representativa da sua pars urbana, estando ainda grande parte da pars rustica por escavar.

No contexto da invasão romana da Península Ibérica, a villa seria da propriedade de um certo Lúcio Cecílio (em latim: LVCIVS CÆCILIVS), um abastado cidadão romano negociante de estanho (metal abundante na península Ibérica) que a teria erguido pelos meados do século I. De acordo com os testemunhos arqueológicos, foi destruída em meados do século III por um grande incêndio e reconstruída posteriormente.

Na época medieval sobre os seus restos construiu-se uma capela sob a invocação de São Cornélio que as lendas associavam ao local, mas que caiu em ruínas e desapareceu por completo pelo século XVIII.

É possível que no período medieval a estrutura de Centum Cellas tenha tido algum papel na consolidação e defesa da fronteira oriental do reino de Portugal com o de Leão ficando na mesma linha de defesa que a Egitânia e a Guarda fundada em 1199, tendo inclusivamente recebido foral de D. Sancho I em 1188 onde surge referenciada como Centuncelli.

Assim o parece ter entendido Pinho Leal ao referir que na passagem do século XIII para o XIV, a Torre teria sido reconstruída para servir de atalaia, enquanto os restantes anexos caíam em ruínas (Portugal Antigo e Moderno) – tese actualmente considerada como improvável.

Em 1198 a sede do concelho foi transferida para a vizinha povoação de Belmonte, conhecendo Centum Cellas a partir de então um lento processo de declínio.

Encontra-se classificada como Monumento Nacional pelo Decreto nº 14 425, de 15 de Outubro de 1927, publicado no Diário do Governo nº 136.

Características da Torre:

Trata-se de um edifício de planta rectangular com três pisos (cerca de doze metros de altura) e sem qualquer cobertura.

Possui múltiplas aberturas de dimensões variadas.

Dois frisos separam o primeiro do segundo e este do terceiro piso.



 
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Mensagem Enviada: Qua Dez 12, 2018 01:18     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago a Igreja da Ordem Terceira do Carmo de Tavira que fica situada junto do Convento do Carmo, na freguesia de Santa Maria.

In diversas fontes da net.

O início da construção da Igreja data de 1744, tendo sido mandada construir pelos membros da Ordem Terceira do Carmo. A sua fachada porém, só foi acabada de construir em 1792. Com um pórtico do estilo barroco, a planta deste templo é em cruz latina. Na arquitectura do seu interior predomina o estilo rococó.

Ao longo da sua única nave distribuem-se seis capelas laterais: A primeira do lado do Evangelho, é dedicada ao Profeta Elias, fundador da Ordem do Carmo, à sua frente fica o retábulo da capela dedicada a Santa Teresa de Ávila, seguem-se-lhes, fronteiros um ao outro os retábulos gémeos de Santo Alberto e de Santa Efigénia, respectivamente do lado do Evangelho e do lado da Epístola. Por fim e junto à porta, situam-se os retábulos de Santo António e de Nossa Senhora da Conceição. Os dois retábulos colaterais ao arco triunfal são da invocação do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Angústias. Na Capela-Mor, destaca-se o conjunto retabular principal, bem como a pintura do forro da abóbada com arquitectura fingida e a tela central com a representação de Nossa Senhora do Carmo, a entregar o escapulário a São Simão Stock. A autoria das pinturas existentes devem-se a José Ferreira da Rocha e a Joaquim José Rasquinho.

O bispo de Faro, Dom Inácio de Santa Teresa, encontra-se aqui sepultado.


 
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Mensagem Enviada: Qui Dez 13, 2018 00:42     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Capela do Senhor da Pedra localizada na freguesia de Arcozelo, concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

in diversas fontes da net.

Foi erguida sobre um rochedo junto ao mar em 1686.

Acredita-se que a origem do culto na Capela do Senhor da Pedra possa ter origem num antigo culto pagão de carácter naturalista dos povos pré-cristãos, cujas divindades eram veneradas em plena natureza, tendo posteriormente sido convertido ao Cristianismo.

A romaria ao Senhor da Pedra é uma das mais tradicionais tanto de Vila Nova de Gaia como da freguesia de Gulpilhares. Realiza-se anualmente nas praias do Senhor da Pedra no domingo da Santíssima Trindade e prolonga-se até à terça-feira seguinte.

Características:

Apresenta planta hexagonal.

Internamente possuiu um altar-mor e dois retábulos laterais de talha dourada em estilo barroco/rococó. Conta ainda com diversas estátuas religiosas, com destaque para a imagem de Cristo crucificado.

De cada lado da entrada da Capela encontra-se um painel de azulejos monocromático de cor azul, com as seguintes inscrições:

Do lado esquerdo:

"O LOCAL ONDE SE LEVANTA ESTA CAPELA DO SENHOR DA PEDRA É CERTAMENTE O MAIS ANTIGO LUGAR DE CULTO DA FREGUESIA ANTES DE NELE SE CELEBRAR CRISTO SERIA ALTAR PAGÃO".

Do lado direito:

"A ORIGEM DO GRUPO POPULACIONAL DE GULPILHARES REMONTA À MAIOR ANTIGUIDADE COMO BEM SE DEMONSTRA COM O NOTÁVEL ESPÓLIO ARQUEOLÓGICO QUE NESTA REGIÃO TEM SIDO ACHADO".

Diz a tradição que a capela do Senhor da Pedra ora pertence ao mar como à terra. Vista do mar é sem dúvida, um ponto de referência para os pescadores.

Anualmente é visitada por centenas de pessoas que são atraídas pela sua “magia” sendo conhecida também por “casa dos milagres”.

Os antigos acreditam que a imagem de Cristo terá ido ali parar vinda do mar. “Que num belo dia pousou sobre aquela pedra onde mais tarde, veio a ser erguida a capela”. Daí o seu nome “Senhor da Pedra”.

Dizem que esta é a única igreja virada de costas para o mar.

Existem relatos estranhos sobre visitas à Capela e é sabido por todos os habitantes que as suas traseiras são palco de bruxarias e feitiçarias.

Lenda do Senhor da Pedra:

Reza a lenda que quando os habitantes de Gulpilhares se preparavam para construir uma ermida ao Senhor da Pedra no terreiro conhecido por arraial, era frequente aparecerem sobre os rochedos junto ao mar um certa luz.

Todas as noites essa mesma luz misteriosa reaparecia fazendo os habitantes acreditar que seria um sinal do Céu.Por este motivo, desistiram da construção da ermida no arraial e resolveram construir a Capela no sítio onde a luz costumava aparecer ou seja, em cima de um rochedo à beira-mar.

Nesse rochedo atrás da capela, existe incrustada uma marca semelhante a uma pegada de boi. Os habitantes desta terra acreditam ser de um boi bento (boi que afagava o menino Jesus na manjedoura) que por ali passara.


 
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Mensagem Enviada: Sex Dez 14, 2018 01:19     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Portelo presentemente em ruínas, também conhecido como Castelo do Portelo, localizado no lugar do Coto de Sendim, freguesia de Padornelos, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real.

in diversas fontes da net.

Em posição dominante sobre uma penedia rochosa na base da vertente Oeste da serra do Larouco na fronteira com a Galiza, juntamente com os castelos da Piconha, Montalegre, Monforte de Rio Livre e Chaves, assegurava a defesa dos acessos aos vales do rio Cávado e rio Tâmega, na Idade Média.

Complementarmente, defendia as terras do Couto Misto, actualmente em território da Galiza.

Acredita-se que a primitiva ocupação humana deste local remonte a um castro pré-histórico romanizado dominando a via natural do trânsito entre os vales dos rios Cávado e Salas, sobre os quais desfruta de uma ampla panorâmica.

Desconhecem-se quaisquer documentos ou testemunhos que permitam traçar uma história do Castelo medieval que se acredita remonte à altura da Reconquista cristã da península Ibérica em algum momento entre o século XI e o século XII.

Na altura de D. Manuel I (1495-1521) encontra-se figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509) com a sua planta e vista. Por esta última depreende-se que a torre de menagem já se encontrava em ruínas, exibindo rachaduras pelo alçado Norte.

A aldeia de Sendim apresenta-se a Sudoeste afastada do Castelo.

Destruído na altura da Guerra da Restauração em fins do século XVII, encontra-se presentemente muito arruinado, designadamente por tentativas recentes de florestação na área.

Apesar do expressivo significado histórico do monumento regional e nacional, as suas ruínas não se encontram classificadas e nem sinalizadas.

Embora pouco reste das suas antigas muralhas, do seu local desfruta-se de um excelente enquadramento paisagístico.

O seu acesso é pedonal por caminho carreteiro a partir do lugar de Coto de Sendim.

Características do Castelo:

Na cota dos 1259 metros acima do nível do mar, em estilo românico, característico das construções militares dos séculos XI e XII, é um Castelo de pequenas dimensões, com planta rectangular, ao centro do qual se erguia isolada a torre de menagem.


 
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Mensagem Enviada: Sáb Dez 15, 2018 00:48     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Muralha medieval de Seda, vulgarmente conhecida como Castelo de Seda no Alentejo, localizada na localidade e freguesia de Seda, concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre.

in diversas fontes da net.

O monumento é impropriamente designado como Castelo, uma vez que consiste nos remanescentes de um troço da Muralha urbana, o que caracteriza Seda como uma povoação fortificada.

O primitivo povoamento humano desta região remonta a época pré-histórica, de que são testemunho cerca de uma dezena e meia de antas ali identificadas.

A presença romana na região é testemunhada pela ponte de Vila Formosa erguida entre o século I e o século II e marcos miliários de uma estrada.

Alguns autores admitem que a primitiva fortificação da povoação remonte a um castro dos Lusitanos, ocupado por tropas romanas que sobre ele teriam erguido uma fortificação, o que não se encontra comprovado.

No contexto da Reconquista cristã da península Ibérica, a região foi conquistada pelas forças de D. Afonso Henriques (1185-1211) em 1160 vindo a ser doada pelo soberano aos cavaleiros da Ordem dos Templários que o haviam auxiliado na empreitada. Datará dessa altura o início da primitiva cerca da povoação.

Sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279) Seda foi entregue aos cavaleiros da Ordem de Avis (1271) na pessoa do seu Mestre Frei Fernão Soeiro que lhe outorgou foral.

D. João I (1385-1433) concedeu-lhe Carta de Foral (30 de Outubro de 1427) elevando-a a vila, privilégio renovado na altura de D. Manuel I (1495-1521) que lhe concedeu o Foral Novo (1 de Outubro de 1510).

A sua importância é atestada pelo facto de que em 1527 passou a sede de concelho sob a jurisdição da Ordem de Avis privilégio extinto em 1836.

Chegou até aos nossos dias um troço da Muralha medieval, reforçada por cubelos em precário estado de conservação. Esses vestígios encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 26 de Fevereiro de 1982.

Características da Muralha:

O conjunto consistiu numa Muralha urbana da qual subsistem troços de Muralha em alvenaria de xisto à fiada, argamassada em cal, sem ameias, unindo três cubelos de planta circular e os vestígios de um quarto. Estes vestígios encontram-se entre hortas e quintais das habitações da rua do Castelo do lado Leste e numa encosta abrupta que já é propriedade agrícola praticamente devoluta.


 
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Mensagem Enviada: Dom Dez 16, 2018 01:42     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o Forte de São Teodósio da Ponta do Cavalo, também conhecido como Forte da Ponta do Cavalo ou Forte do Cavalo. Ergue-se em posição dominante a Oeste da baía de Sesimbra, no distrito de Setúbal.

in diversas fontes da net.

Integrou no passado, a linha defensiva do trecho do litoral denominado hoje em termos de turismo como Costa Azul e que no século XVII se estendia de Albarquel a Sesimbra, completando a defesa da importante povoação marítima de Setúbal.

A ideia de uma fortificação neste local para a defesa do porto de Sesimbra remonta à altura da Restauração da nossa Independência, proposta pelo padre Simão Falónio que a imaginou em taipa (1640).

Ela só se materializaria entretanto no âmbito da completa remodelação da estratégia defensiva do reino implementada sob o reinado de D. João IV (1640-1656) compreendida na defesa da barra de Setúbal.

Assim, sob a invocação de São Teodósio foi iniciada a construção do Forte em 1648 e inaugurado em 1652, com projecto atribuído ao engenheiro militar e arquitecto Sebastião Pereira de Frias conforme inscrição epigráfica originalmente registada numa lápide sobre o portão da torre-cisterna:

"Reinando D. João IV em Portugal e mandando as armas o príncipe D. Theodósio e as armas de Setúbal e seu partido Nunes da Cunha, se destinou esta fortaleza de São Theodósio, sendo capitão mor Francisco de Mattos Machado, vedores o juiz de fora Francisco Salgado de Moraes, Manoel Carvalho de Vargas, Manoel Farto do Olival, António Martins da Silva, Engenheiro Sebastião Pereira de Frias, Anno de 1652."

O príncipe D. Teodósio veio a falecer no ano seguinte três anos antes do soberano.

Sofreu danos decorrentes do terramoto de 1755.

No século XIX encontrava-se guarnecido e artilhado à altura da Guerra Peninsular aquando da primeira invasão francesa sob o comando do general Junot (mil oitocentos e sete-oito). Abandonado pela guarnição em 1822, voltou a ser guarnecido posteriormente quando das Guerras Liberais.

Só em 1895 começaram as obras de instalação do actual farol na chamada Bateria Alta começando este a operar no ano seguinte sinalizando a entrada do porto de Sesimbra.

No último quartel do século XX a pedido da Direcção-Geral de Faróis foram executadas obras de reconstrução e de adaptação pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) (1976).

Considerado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n°95/78, publicado em 12 de Setembro de 1978, foram-lhe efectuadas novas obras de recuperação e beneficiação em 1981-1983, 1986 e 1991.

Actualmente afecto ao Ministério da Defesa Nacional (Marinha de Portugal), as suas dependências são utilizadas como residência do faroleiro.

Características do Forte:

Esta fortificação marítima erguida em alvenaria de pedra e tijolo, apresenta planta poligonal irregular em estilo maneirista.

O acesso faz-se por um portão simples de volta inteira, no interior da Praça de Armas ergue-se uma torre de planta circular com terraço. É ladeada por edifícios recentes, onde actualmente habita o faroleiro.

Nas extremidades erguem-se dois baluartes com muralhas em talude onde se abriam primitivamente as canhoneiras. No ângulo saliente a Oeste observa-se uma guarita prismática.

A fortificação prolongava-se primitivamente para Leste. Este trecho da edificação foi destruído quando da construção do porto de abrigo e da respectiva estrada que lhe dá acesso.

Das antigas dependências da Capela de Nossa Senhora da Conceição hoje em ruínas no perímetro do Forte, subsiste somente a imagem da padroeira em madeira policromada, transferida no final do século XIX para a Igreja de Nossa Senhora do Castelo (Sesimbra).


 
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Mensagem Enviada: Seg Dez 17, 2018 00:44     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o belo Palácio Hotel do Buçaco, ou Palácio Real que se localiza na Mata Nacional do Buçaco, freguesia do Luso, concelho da Mealhada, distrito de Aveiro.

In diversas fontes da net.

Considerado como o último legado dos reis de Portugal constitui-se em um conjunto arquitectónico, botânico e paisagístico único na Europa, onde está instalado atualmente o Palace Hotel do Bussaco, categorizado como um dos mais belos e históricos hotéis do mundo.

O edifício foi projectado no último quartel do século XIX pelo arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos. Contou ainda com intervenções em diferentes fases, dos arquitectos Nicola Bigaglia, Manuel Joaquim Norte Júnior e José Alexandre Soares.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1996.

O edifício do actual hotel em estilo neomanuelino, está decorado com painéis de azulejos, frescos e quadros alusivos à Epopeia dos Descobrimentos portugueses, todos eles assinados por alguns dos grandes mestres das artes.

A estrutura exibe perfis da Torre de Belém lavrados em pedra de Ançã, motivos do claustro do Mosteiro dos Jerónimos, alguns arabescos e florescências do Convento de Cristo, alegando um gótico florido com episódios românticos em contraste com uma austera severidade monacal.

No seu interior destacam-se notáveis obras de arte de grandes mestres portugueses da altura, desde a colecção de painéis de azulejos do mestre Jorge Colaço evocando Os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, graciosas esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, telas de João Vaz ilustrando versos da epopeia marítima de Luís Vaz de Camões, frescos de António Ramalho e pinturas de Carlos Reis. O mobiliário inclui peças portuguesas, indo-portuguesas e chinesas realçadas por faustosas tapeçarias. Destaque ainda para o tecto mourisco, o notável soalho executado com madeiras exóticas e a galeria real.

Os jardins e parque envolvente, o Convento de Santa Cruz do Buçaco, o Deserto monacal, o Sacromonte simbolizando Jerusalém e a paixão de Cristo com os seus passos da Via Sacra, a Cruz Alta, as inúmeras ermidas e capelas, formam o mais vasto conjunto arquitectónico construído pela Ordem dos Carmelitas Descalços, o Vale dos Fetos e os seus lagos, a Fonte Fria com a cascata artificial de forte influência italiana pela mão de Maria Pia e os miradouros românticos, são algumas das atracções que se podem ver.

Completando tudo o que foi exposto, a existência também do Museu Militar do Buçaco que convida a uma incursão no historial da Guerra Peninsular, com destaque para a batalha do Buçaco na qual, em 1810, as tropas anglo-lusas lideradas pelo Duque de Wellington derrotaram o exército napoleónico.


 
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