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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Out 03, 2019 20:06     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de São Cristóvão, uma Igreja localizada no topo das Escadinhas de São Cristóvão em Lisboa. Devido à forte necessidade de preservação, a Igreja entrou para a lista bienal do World Monuments Watch.


in diversas fontes da net.


Situada no Largo de São Cristóvão, na antiga freguesia de São Cristóvão e São Lourenço, em Lisboa, a Igreja paroquial de invocação do mártir São Cristóvão de Lícia, que se ergue na velha Mouraria de Lisboa, em sítio dominante na textura da Costa do Castelo de São Jorge, e que ocupa (segundo a tradição mais ou menos aceite) o local onde existiu uma antiga Ermida de Santa Maria de Alcamim, coeva da Reconquista cristã, é um dos raríssimos edifícios da capital que foi milagrosamente poupado pelo terremoto de 1755 na quase totalidade dos seus acervos artísticos. Nas traseiras, seguindo o Beco de São Francisco à esquerda da entrada, encontra-se o pequeno Largo da Achada com uma curiosa casa medieval.


A anterior Igreja foi constru√≠da no 1¬ļ quartel do s√©culo XIII e tomou o nome de Santa Maria de Alcamim. H√° not√≠cia que durante o reinado de D. Jo√£o I, este doa o padroado da igreja a D. Martinho de Miranda, que seria bispo de Coimbra, e aos sucessores do seu morgado.


Durante o reinado de D. Manuel I a Igreja sofreu um incêndio que a deixou totalmente destruída, tendo sido reedificada outra, mais ampla. Em 1551, segundo Cristóvão Rodrigues de Oliveira, a Igreja tem um prior e cinco beneficiados, rendendo 225 cruzados e cada benefício tem 80 cruzados; tem várias capelas e missas por sufrágio, que rendem 155 cruzados; no templo estão sediadas as confrarias do Santíssimo, São Cristóvão e São Sebastião e a de Nossa Senhora dos Prazeres, que rendem de esmolas 45 cruzados. Em 1610 é restaurada e em 1671-72 dá-se a conclusão das obras. Entre 1699 e 1703, é executada a pintura das telas da Igreja por Bento Coelho da Silveira (1630-1708). Em 1701 é igualmente executada a pintura do tecto em brutesco por Estêvão Amaro Pinheiro, Miguel dos Santos e Lourenço Nunes Varela. O Terramoto de 1755 causou poucos estragos, apenas nas torres, mantendo-se a fachada maneirista da Igreja característica do século XVII.


A 10 de Setembro de 1758, nas Memórias paroquiais, assinadas pelo pároco Joaquim Salter de Mendonça, é referido que a paróquia fica junto à Costa do Castelo; a Igreja tem oito altares, o mor, com o Santíssimo Sacramento, e os colaterais de Nossa Senhora dos Prazeres, com uma imagem antiga, e o de São Cristóvão; no corpo da igreja, o Crucificado, onde surge uma Sagrada Família, e o de São Miguel, ladeado por São Sebastião e São Francisco Xavier; no lado da Epístola, os altares de Nossa Senhora da Esperança, o de Santo António, ladeado por São João Baptista e São Mamede, e o de Nossa Senhora da Conceição, ladeado por Santa Catarina e São Marcos; o pároco é prior apresentado pelos morgados de Miranda, D. José de Meneses, tendo de renda 500 a 600$000; tem cinco beneficiados com o mesmo rendimento do prior, sendo apresentados por este; tem as Irmandades do Santíssimo, a de São Miguel e Almas e a de Nossa Senhora da Conceição.


Penetrando no seu espa√ßo, observamos quanto o im√≥vel √© revelador das directrizes art√≠sticas operadas a partir do reinado de D. Afonso VI, quando, sob novos influxos de gosto √≠talo-franc√™s, merc√™ da influ√™ncia r√©gia de D. Maria Francisca Isabel de Sab√≥ia, a cultura portuguesa abria-se mais ao figurino do Barroco internacional. Ecos art√≠sticos romanos, designadamente berniniescos, eram nesta altura enfim, aceites e reinterpretados, ao inv√©s das severas programa√ß√Ķes est√©ticas da gera√ß√£o precedente. Embora ainda tradicionalista no que se refere √† estrutura geral, o templo de S√£o Crist√≥v√£o constitui, desta nova conjuntura art√≠stica protobarroca, um excelente testemunho do esp√≠rito renovador que se empreendia.


Bastante decorado interiormente, apresenta os espaços livres das paredes revestidos por quadros a óleo sobre tela, emoldurados a talha dourada.


As capelas têm os arcos emoldurados a cantaria e são revestidas por silhares de azulejos policromados formando xadrez.


Os altares possuem banqueta e frontal de mármore branco e rosa e, ao fundo, revestimento a talha dourada com colunas pseudo-salónicas, envolvidas em parras e uvas.


O tecto da nave tem pintura ornamental exuberante, apresentando 15 quadrelas desenvolvendo-se em torno do painel central, composto por figuração de anjos ao redor de uma custódia barroca.


Os quadros a óleo sobre tela são atribuídos à oficina de Bento Coelho da Silveira.


Nas actuais capelas mortu√°rias (corpo S.), encontram-se, embutidas na parede e sob um arco, os t√ļmulos da fam√≠lia Miranda, contendo inscri√ß√£o g√≥tica.


No portal da fachada N. existe a seguinte inscrição:
"CHRISTOPHORUM / SENET ONERI SEDES TENET IPSE / SONANTEM / EST ONERI SEDES UTRAOP RVQS VO."


Junto á Capela-Mor existem 2 lápides, uma no lado esquerdo e outra no direito com a seguinte inscrição:


" ESTA CAPELLA HE DA / IRMANDADE DO SANTI- / SSIMO SACRAMENTO / DESTA IGREJA E A FIZE / RAM A SVA CVSTA OS IR- / MAOS DELLA E SE ACA- / BOU NO ANNO DE 1671". " A QUAL CAPª LHES DERAO / OS RDOS POR E BENDOS DES- / IGRA COM AS CLAVSV- / LAS E CONDOCOES DA / ESCRITRA FTA NAS NOT- / TAS DO TAM AVRELIO DE / MIRANDA EM OS 13 DE SETBRO DE 1672 ANNOS".


Os quadros a óleo sobre tela são atribuídos à oficina de Bento Coelho da Silveira.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Out 06, 2019 19:50     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio da Azambuja (em ruínas), também conhecido como Palácio das Obras Novas, em Azambuja, distrito de Lisboa.

in diversas fontes da net.

Por detrás da paisagem está uma ruína enigmática e majestosa de um Palácio neoclássico, outrora uma residência real com a nobreza inerente dos augustos proprietários, servido por uma avenida de palmeiras que nos conduz a uma viagem poética pelo tempo, o ambiente campestre e fluvial deixam adivinhar o nobre passado deste monumento devotado ao esquecimento...

O Pal√°cio das Obras Novas como tamb√©m √© conhecido, funcionou como um posto de controlo do tr√°fego de embarca√ß√Ķes, de pessoas e de mercadorias, que transitavam atrav√©s da Vala Real.

Na Foz da Vala Real existem as ruínas de um edifício dos finais do século XVIII, princípio do XIX, designado por Palácio das Obras Novas. Esta designação está provavelmente associada ao facto de se tratar de um conjunto de Obras Novas, nomeadamente uma rede de canais para o enxugo dos campos de Azambuja e Santarém. Procedeu-se à construção da Vala Nova, hoje Vala Real, de Azambuja por ordem do Marquês de Pombal, iniciadas no reinado de D. José e concluídas no tempo de D. Maria.

O Pal√°cio das Obras Novas funcionou como um posto de controlo do tr√°fego de embarca√ß√Ķes, de pessoas e de mercadorias, que transitavam atrav√©s da Vala Real.

Por outro lado, destacou-se ainda na importante tarefa de funcionar como entreposto e estalagem de apoio à antiga carreira de vapores que estabelecia o circuito entre Lisboa e Vila Nova de Constança.

Actualmente este edifício encontra-se em ruínas, nomeadamente no que diz respeito ao interior. Relativamente à fachada e restante parte exterior, foi graças a uma recente intervenção de restauro, que este se encontra num razoável estado de conservação.

A sua envergadura e o encanto natural da zona envolvente, com destaque para uma extensa alameda ladeada por palmeiras, ajudam a compreender os motivos que levaram várias figuras da nobreza, entres os quais, o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe, a passarem ali alguns períodos de descanso, dedicando-se às actividades cinegéticas que a respectiva zona tinha para oferecer aos seus visitantes.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Out 07, 2019 22:49     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a lindíssima Quinta das Lágrimas localizada na margem esquerda do Mondego, na freguesia de Santa Clara, na cidade e concelho de Coimbra, no distrito do mesmo nome.

in diversas fontes da net.

Ocupa uma área de 18,3 hectares em torno de um palácio do século XIX requalificado actualmente como hotel de luxo. Nos seus jardins acumulam-se memórias desde o século XIV, tanto nos elementos construídos como nas árvores, nas lendas populares e na sua própria história.

Neles se encontram as chamadas Fonte dos Amores e Fonte das L√°grimas. A Quinta e as duas citadas fontes s√£o c√©lebres por terem sido cen√°rio dos amores do pr√≠ncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e da fidalga D. In√™s de Castro, tema de in√ļmeras obras de arte ao longo dos s√©culos.

A área da então denominada "Quinta do Pombal" foi um couto de caça da Família Real Portuguesa desde pelo menos o século XIV.
O documento mais antigo que refere a propriedade data de 1326, ano em que Santa Isabel de Aragão, Rainha de Portugal mandou fazer um canal para levar a água de duas nascentes para o Convento de Santa Clara. Ao sítio de onde saía a água chamou-se "Fonte dos Amores", por ter presenciado a paixão de D. Pedro, neto da soberana, por D. Inês de Castro, fidalga galega que servia de dama de companhia à esposa de D. Pedro, D. Constança.

Esta fonte ainda tem um acesso por um arco ogival g√≥tico, datado do s√©culo XIV. A outra fonte da quinta, ligeiramente mais distante da primeira em rela√ß√£o ao convento, foi denominada por Lu√≠s de Cam√Ķes em "Os Lus√≠adas", como "Fonte das L√°grimas", referindo que a mesma nascera das l√°grimas vertidas por D. In√™s ao ser assassinada a mando de D. Afonso IV. O sangue de D. In√™s ter√° ficado preso √†s rochas do leito, ainda rubras ap√≥s seis s√©culos e meio...

"As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As L√°grimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as L√°grimas s√£o √°gua e o nome amores"

Os Lusíadas, canto III.

Ao longo dos séculos, a Quinta passou a ser propriedade da Universidade de Coimbra e de uma ordem religiosa.

Em 1650 foi murada, fizeram-se os caminhos e taludes que suportam a terra e as árvores da mata, e construiu-se o grande tanque que recebe a água da Fonte das Lágrimas e a encaminhava através de um canal, para alimentar as mós de um lagar de azeite.

Em 1730 a Quinta foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, que mandou construir um palácio. Data desse período a actual designação de Quinta das Lágrimas.

Em 1813 Arthur Wellesley, ent√£o ainda Visconde de Wellington, comandante das tropas luso-brit√Ęnicas que defendiam o reino das for√ßas francesas de Napole√£o Bonaparte, foi h√≥spede na Quinta, a convite do seu ajudante-de-campo, Ant√≥nio Maria Os√≥rio Cabral de Castro seu ent√£o propriet√°rio. Wellington plantou, na ocasi√£o, duas sequ√≥ias ("Sequoia sempervirens") perto da "Fonte dos Amores" e ergueu-se uma l√°pide com a c√©lebre estrofe de "Os Lus√≠adas" que situa a hist√≥ria de D. Pedro e D. In√™s na Quinta.

Por volta de 1850, Miguel Os√≥rio Cabral e Castro, filho de Ant√≥nio, mandou construir o frondoso jardim rom√Ęntico que ainda hoje cerca a Quinta,, com lagos serpenteantes e esp√©cies vegetais ex√≥ticas de v√°rios lugares do mundo, numa esp√©cie de museu vegetal. O seu sobrinho, D. Duarte de Alarc√£o Velasquez Sarmento Os√≥rio, bisav√ī dos actuais propriet√°rios, fez construir junto √† entrada da mina mandada fazer pela Rainha Santa uma porta em arco e uma janela neo-g√≥ticas, que d√£o acesso √† mata da Quinta.

O século XIX testemunhou várias visitas reais, como a de D. Miguel de Portugal e a do Imperador do Brasil D. Pedro II (1872).

O pal√°cio original foi destru√≠do por um violento inc√™ndio em 1879, sendo reconstru√≠do ao estilo dos antigos solares rurais portugueses, com biblioteca e capela. Na √°rea ao redor do pal√°cio ainda podem ser vistos os restos das antigas edifica√ß√Ķes rurais tais como o espigueiro, o armaz√©m e o lagar de azeite.

Os espa√ßos da Quinta e do Pal√°cio foram recuperados nas d√©cadas de 1980 e d√©cada de 1990 pelo arquitecto Jos√© Maria Caldeira Cabral (Arquivo do Arquitecto Caldeira Cabral).. Em 1995 foi inaugurado o Hotel Quinta das L√°grimas, integrante da rede da cadeia Relais & Ch√Ęteaux, considerado como um dos melhores do pa√≠s. O seu restaurante o Arcadas, possui uma estrela no Guia Michelin.

Em 2004, o arquitecto Gon√ßalo Byrne, Grande Pr√©mio da Academia de Belas-Artes de Paris, desenhou uma nova ala, com um centro de reuni√Ķes e um spa.

Em 2006, a arquitecta paisagista Cristina Castel-Branco iniciou o restauro dos jardins, doados à Fundação Inês de Castro.

Na sua interven√ß√£o foi recriado um jardim medieval, restaurados os muros da mata, os canais da "Fonte das L√°grimas" e da "Fonte dos Amores", plantadas cortinas de vegeta√ß√£o, uma alameda de sequ√≥ias, um jardim japon√™s (no interior do hotel), e constru√≠do o Anfiteatro "Colina de Cam√Ķes", que obteve o Primeiro Pr√©mio Nacional de Arquitectura Paisagista (2008).

Abertos ao p√ļblico os jardins da Quinta das L√°grimas, mantidos pela Funda√ß√£o In√™s de Castro, s√£o membros da Associa√ß√£o Portuguesa dos Jardins e S√≠tios Hist√≥ricos.


 
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Mensagem Enviada: Ter Out 08, 2019 20:13     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja Matriz e Paroquial de Válega, também conhecida como Igreja de Nossa Senhora do Amparo, localizada na freguesia de Válega, concelho de Ovar, distrito de Aveiro.


in diversas fontes da net.


O padroado da Igreja de Válega pertenceu até 1150 a particulares. Desde essa data e até 1288 pertenceu ao Mosteiro de São Pedro de Ferreira após o que, e até 1583, passou a pertencer ao bispo e ao cabido da Sé do Porto. Posteriormente ficou a pertencer em exclusivo ao cabido que o manteve até 1833.


O templo terá sido fundada primitivamente no lugar do Seixo Branco, onde não restam vestígios, passando em época não posterior ao século XV para o lugar da Espinha, no local hoje designado por Adro Velho.


Em meados do século XVIII a sua implantação veio a localizar-se onde se encontra actualmente, tendo as obras se iniciado em 1746, e vindo a consumir mais de um século.


No s√©culo XX, entre 1923 e 1958, realizaram-se trabalhos de conserva√ß√£o por iniciativa J. O. Lopes e sua esposa, M. J. O. Lopes, em que se destacou a constru√ß√£o do actual tecto de caixot√Ķes de madeira ex√≥tica. Data desse per√≠odo ainda em 1942, a coloca√ß√£o do painel de azulejos figurando a Senhora do Amparo, no topo externo da capela-mor, assinados pelo atelier de Jorge Cola√ßo e executados pela F√°brica Lusit√Ęnia, em Lisboa.


Entre 1959 e 1960 teve lugar a campanha patrocinada por António Maria Augusto da Silva, comendador da Ordem de Benemerência, que compreendeu o revestimento por placas de mármore das paredes interiores da capela-mor, do sub-coro e dos lambris gerais, o revestimento na fachada principal nas paredes interiores da nave e na parte superior do arco triunfal, com azulejos polícromos figurados da Fábrica Aleluia de Aveiro, e os vitrais das janelas assinados por S. Cuadrado de Madrid.


Finalmente, em 1975 teve lugar o revestimento dos alçados laterais e posterior com azulejos da Fábrica Aleluia, desenhados pelo arquitecto Januário Godinho.


O templo n√£o se encontra classificado.


De planta retangular, apresenta frontaria com torre sineira adossada pelo lado esquerdo.


No seu interior destacam-se a pia baptismal em pedra de Ançã, datada do início do século XVI, e o retábulo principal, datado do século XVIII.


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Out 09, 2019 23:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Paço Episcopal do Porto fica localizado no Terreiro da Sé no Porto.


in diversas fontes da net.


Atribui-se com frequência a iniciativa da construção do Paço Episcopal do Porto ao bispo D. Fr. João Rafael de Mendonça, que implicou a demolição total do antigo Paço e a encomenda deste novo projecto.


No entanto, a construção da obra ir-se-ia prolongar durante vários anos e o bispo não chegaria a vê-la completa. Ainda assim, muitos trechos do traçado original foram alterados e outros terminados à pressa em prejuízo do conjunto global, estrutura, clareza e unidade arquitectónica.


Porém, é consensual a influência de Nicolau Nasoni no alçado da frontaria, projectando-se em duas fachadas facilmente reconhecidas, a de ocidente e a de sul.


Deste bloco de digna imponência, majestosa e elegante mas não pesada, rasgam-se dezenas de janelas barrocas. Perto da Sé Catedral, sobre penhascos colossais, a fachada principal ficou a mais baixa.


Forem feitas várias obras de reconstrução do Paço, tendo sido uma das mais importantes aquela efectuada pelo bispo D. Luís Pires, ao qual se deve o mérito de aumentar e organizar a importante biblioteca. A mais profunda remodelação seria durante a idade barroca, da iniciativa do Cabido da Sé.


Actualmente este Paço pertence ao Estado e foi recentemente recuperado.


No eixo da composi√ß√£o ergue-se o conjunto port√£o-janela de honra. O bras√£o de armas em pedra, sobrep√Ķe-se ligeiramente ao friso do entablamente que decora a frontaria e acima do beirado eleva-se um front√£o curvo e ornamentado, como coroamento do monumental eixo. O bras√£o √© flanqueado de larga decora√ß√£o.


Sobre as lojas, para as quais se abrem cinco portas almofadadas e sete janelas baixas e gradeadas, avistam-se as 24 janelas do andar nobre, 12 de cada lado, unidas verticalmente duas a duas, alternando-se os ornamentos: uns festivos e outros menos ornamentados; cada uma destas janelas abre para varandins guarnecidos de ferro forjado e desenho delicado.


O interior √© composto por amplos sal√Ķes, alguns exuberando excelentes pe√ßas de mobili√°rio, muitas salas, muitos quartos caracter√≠sticos da √©poca anterior √† sofrida expropria√ß√£o.


No fundo do vest√≠bulo desenvolve-se a escadaria nobre, com decora√ß√£o mural bem posterior √† do in√≠cio do projecto, embora surpreendentemente concordantes no seu conjunto, tectos, lanternim, patamares, corrim√Ķes, a entrada do andar nobre √© um verdadeiro portal palaciano

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Out 10, 2019 19:26     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Monforte, tamb√©m conhecido como Castelo de Monforte de Rio Livre em Tr√°s-os-Montes, localizado na freguesia de √Āguas Frias, povoa√ß√£o de Monforte, concelho de Chaves, distrito de Vila Real.


in diversas fontes da net.


O Castelo ergue-se sobre uma das escarpas da serra do Brunheiro, em posi√ß√£o dominante sobre a povoa√ß√£o e a ribeira de √Āguas Livres.


A primitiva ocupação humana deste local remonta a um castro pré-histórico, conforme testemunhos arqueológicos. Aquando da Invasão romana da Península Ibérica, devido à proximidade da estrada romana que ligava Astorga a Braga foi reocupado, conforme o testemunho de duas aras, uma das quais dedicada ao deus Larouco.


Monforte de Rio Livre veio a integrar o território português logo que se constituiu a nacionalidade. A mais antiga referência ao Castelo medieval remonta ao século XII, num documento que cita um nobre tenente (tenens) do Castelo. O julgado de Rio Livre foi instituído em 1267. Em 1273 a povoação recebeu foral de D. Afonso III (1248-1279), quando devem ter-se iniciado as obras de reforma do conjunto que, em sua maior parte, chegou até aos nossos dias. Este soberano alçou a vila a cabeça de território, dentro do mesmo processo de organização da fronteira setentrional que deu origem, por exemplo, ao Castelo de Montalegre. Institui-lhe ainda uma feira de dois dias.


Os trabalhos de edificação prosseguiram no reinado de seu filho e sucessor D. Dinis (1279-1325), vindo a estar concluídos em 1312, quando apresentava uma sólida torre de menagem e muros reforçados por três torres. Nesse período se documenta a presença de um alcaide na localidade e se verifica um forte crescimento do espaço urbano da vila, com a ampliação da muralha da vila.


A vila recebeu foral passado por D. Afonso IV (1325-1357).


Quando da eclos√£o da crise de 1383-1385 a vila e o Castelo tomaram o partido de D. Beatriz, vindo a aceitar D. Jo√£o I (1385-1433) no contexto da campanha empreendida por este soberano no Norte de Portugal. Visando incrementar o seu povoamento e defesa a pedido do alcaide D. √Ālvaro Gon√ßalves de Ata√≠de, este monarca instituiu na vila um couto para cinquenta homiziados (salvo traidores ou aleivosos) (1420). Acredita-se que seja deste per√≠odo a constru√ß√£o da barbac√£ e do fosso que cercavam o Castelo no in√≠cio do s√©culo XVI, conforme figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), que observou contar a vila "X ou XII vizinhos e todas as outras casas sam derrybadas e feytas em pardieiros". Para atender a esse estado de coisas, a vila recebeu o Foral Novo de D. Manuel I (1495-1521).


No contexto da Guerra da Restauração da independência, o Conselho de Guerra de D. João IV (1640-1656) determinou a modernização das defesas de Monforte, adaptando-as aos tiros da artilharia. Desse modo, foram erguidos um meio-baluarte e outras estruturas, a leste da torre de menagem medieval.


Os domínios de Monforte de Rio Livre foram mantidos pela Casa do Infantado instituída pelo Infante D. Francisco, filho de D. Pedro II (1667-1706) e irmão de D. João V (1706-1750).


Uma planta do século XVIII documenta o estado de ruína da sua fortificação, quando habitariam a vila cerca de 381 habitantes.


Em in√≠cios do s√©culo XIX, no bojo do conjunto nacional de obras de beneficia√ß√£o das fortifica√ß√Ķes, foi artilhada com quatro pe√ßas.


Com a extinção do Concelho (6 de Novembro de 1853), o Castelo foi abandonado, assim como a povoação.


O Castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado a 5 de Janeiro de 1950, quando se fez sentir a interven√ß√£o do poder p√ļblico atrav√©s de obras de consolida√ß√£o e recupera√ß√£o. Mais recentemente, na d√©cada de 1990, promoveu-se uma nova campanha de beneficia√ß√£o, quando se efectuou uma pequena investiga√ß√£o arqueol√≥gica.


Actualmente, a zona envolvente do Castelo é palco, anualmente no verão, de uma concorrida recriação da feira medieval com trajes, jogos e artigos de época.


Actualmente o Castelo esta em ruínas abandonado o que é pena deixarmos os nossos monumentos nacionais cheios de historia ficarem num estado lastimável, haja alguém que faça alguma coisa por este Castelo.


Características do Castelo:


O Castelo medieval com muralhas em granito abundante na regi√£o, resiste em condi√ß√Ķes razo√°veis. Nelas se rasgam duas portas, pelas quais se acede ao p√°tio de armas:


- A Porta da Vila a Oeste, em arco quebrado mais larga, comunicando com a vila medieval.


- A Porta da Traição a Sul, em arco de volta perfeita, com vão mais estreito.


O topo das muralhas √© percorrido por um adarve por onde se acede atrav√©s de uma porta, o interior da Torre de Menagem. Esta apresenta planta quadrangular, coroada por uma fileira de m√≠sulas tripartidas, estando dividida internamente em tr√™s pavimentos, iluminados por frestas rasgadas nas paredes. √Č acedida ao n√≠vel do pavimento intermedi√°rio, por uma porta elevada em arco de volta perfeita.


No pavimento inferior abre-se a cisterna com tecto abobadado.


Da antiga muralha da vila onde se rasgavam primitivamente três portas, resta apenas a chamada Porta do Galeão.


 
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Mensagem Enviada: Sex Out 11, 2019 21:08     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo de Torre de Coelheiros no Alentejo, localizado na freguesia de Torre de Coelheiros, cidade e concelho de √Čvora e distrito de √Čvora.


in diversas fontes da net.


Mais propriamente um solar, acredita-se que a Torre de Coelheiros foi construída por volta de 1357, por iniciativa de Fernão Gonçalves, meirinho-mor do Rei D. Afonso IV (1325-1357), com a função de paço senhorial.


No s√©culo XX, por falta de conserva√ß√£o, partes da edifica√ß√£o ru√≠ram (1920). Considerada como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Decreto publicado em 18 de Julho de 1957, actualmente a edifica√ß√£o encontra-se compreendida no conjunto da Escola Prim√°ria e da Junta de Freguesia. Por essa raz√£o, encontra-se em boas condi√ß√Ķes de conserva√ß√£o.


Segundo informação cronológica do sítio do SIPA:


"1357 - Constitui√ß√£o do morgado da Quinta da Fonte dos Coelheiros, segundo diploma concedido a D. Maria Anes e D. Fern√£o Gon√ßalves Cogominho, cavaleiro fidalgo e meirinho-mor (ESPANCA, 1966); 1387 - doa√ß√£o do morgado a Rodrigues √Ālvares Pimentel (bastardo de √Ālvaro Gon√ßalves Pimentel, cavaleiro da Ordem de Avis) por D. Jo√£o I; 1395, 22 de Janeiro - institui√ß√£o do morgado da Quinta da Fonte de Coelheiros por D. Fern√£o Gil Cogominho e sua mulher D. Maria Anes (BARATA, 1904); 1395 - prov√°vel ano da constru√ß√£o da torre. s√©c. 17 e 18 - constru√ß√£o de um corpo de planta rectangular incorporando ligeiramente a torre na sua face."


Características do Castelo:


Típico solar medieval, a edificação da torre é actualmente ladeada por dois corpos rectangulares compostos por pavimento térreo e sobrado.


A torre, de planta quadrangular, em alvenaria de pedra, atinge 15 metros de altura, coroada por merl√Ķes em estilo mourisco. √Č completada por cunhais, seteiras e mata-c√£es aparelhados em cantaria de granito.


O corpo lateral a norte, em melhor estado de conservação, é coroado por uma larga chaminé com remate cupular, e conserva ainda nas janelas em granito, algo da tipologia solarenga tardo-medieval.


O corpo a oeste aparenta ser de construção setecentista e encontra-se degradado, tendo ruído parte dos muros.

 
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Mensagem Enviada: Sáb Out 12, 2019 22:15     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Real Mosteiro de Santa Maria, localizado na povoação de Vila Garcia, freguesia de Fornos de Maceira Dão, município de Mangualde, no Distrito de Viseu.


in diversas fontes da net.


Este Mosteiro foi fundado por Sueiro Teodoniz em 1161, primeiramente na possessão de Moimenta, obedientes à regra da Ordem de São Bento.


Desde cedo entretanto, abra√ßaram a regra da Ordem de Cister, tornando-se obedientes ao Mosteiro de Alcoba√ßa. Poucos anos mais tarde, em 1173, foi transferido para Fornos de Maceira D√£o. D. Afonso Henriques foi seu protector, pelas prerrogativas e grandes coutos com que o dotou. Nos anos seguintes o seu patrim√≥nio aumentou muito, merc√™ das doa√ß√Ķes que os fi√©is lhe iam oferecendo.


Em 1560, o Cardeal D. Henrique determinou que os bens dos extintos conventos das freiras Bernardas e de S. Jo√£o do Vale de Madeiros lhe fossem anexados.


Com a Extin√ß√£o das ordens religiosas masculinas em 1834, os coutos de Maceira D√£o passaram a integrar o concelho de Mangualde. Em 1837 a C√Ęmara Municipal deliberou no sentido da sua administra√ß√£o.


Na década de 1960, o conjunto foi adquirido por uma família de Pombal, que passou a explorar a propriedade, embora não dispondo de recursos para a conservação do imóvel histórico. Na altura já se encontrava sem recheio, revestimento ou ornamentos. Retábulos, altares e imagens já haviam sido dispersos.


Em prec√°rias condi√ß√Ķes de conserva√ß√£o, os seus v√°rios espa√ßos t√™m servido como dep√≥sito de alfaias e produtos agr√≠colas, e mesmo como abrigo para galinhas.


Encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n¬ļ 5/2002, publicado no Di√°rio da Rep√ļblica n¬ļ 42 de 19 de Fevereiro de 2002, por iniciativa da Associa√ß√£o Cultural Azurara da Beira.


Insere-se em zona de interesse paisagístico.


Características do Mosteiro:


Apresenta arquitectura com elementos em estilo maneirista e barroca dos séculos XVII e XVIII. Entre eles destacam-se:


- A torre medieval, erguida entre os séculos XII e XV, dividida internamente em três pisos de adega e celeiro, ainda hoje relativamente bem conservada.


-As edifica√ß√Ķes mon√°sticas do s√©culo XVIII em que se destacavam no piso t√©rreo, o claustro com fonte, a sala do cap√≠tulo, o refeit√≥rio, a cozinha, a adega, e, no piso superior, os aposentos do Abade, a biblioteca, a enfermaria e as celas.


- A Igreja de Nossa Senhora da Assunção do século XVIII, que se destaca por apresentar uma singular frontaria em tronco de cilindro com as armas reais sobre a entrada.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Out 13, 2019 19:55     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Montalegre localizado na vila, freguesia e concelho do mesmo nome, distrito de Vila Real.


in diversas fontes da net.


No topo de um monte granítico, de onde se descortinam as serras do Gerês (a Oeste) e do Larouco (a Leste) e o curso do rio Cávado (a Norte), o Castelo domina a povoação, a poucos quilómetros da fronteira com a Galiza. Juntamente com o Castelo da Piconha, próximo de Tourém, e o Castelo de Portelo, em Sendim (Padornelos), integrava o conjunto defensivo das Terras de Barroso.


Acredita-se que o povoamento humano do local remonte a um castro pré-histórico, sucessivamente ocupado por Romanos (conforme testemunho de moedas e lápides recuperadas na área), Suevos desde 411 d.C. e anexado pelos Visigodos em 585.


Posteriormente foi atacado pelos muçulmanos várias vezes, na época da Reconquista cristã da península Ibérica, desde os meados do século VIII. Veio a integrar os domínios do Gallaeciense Regnum até à independência do Reino de Portugal. Desde esse momento faz parte de Portugal até ao presente.


Territ√≥rio compreendido nos dom√≠nios do reino de Portugal desde a sua independ√™ncia, a povoa√ß√£o recebeu Carta de Foral de D. Afonso III (1248-1279) a 9 de Junho de 1273, tornando-se cabe√ßa das chamadas Terras de Barroso, √©poca em que a constru√ß√£o do Castelo deve ter sido iniciada, atravessando o reinado de D. Dinis (1279-1325) ‚Äď que garantiu √† vila substanciais privil√©gios em 1289, visando o seu povoamento -, para ser conclu√≠da, em 1331 no de D. Afonso IV (1325-1357), conforme inscri√ß√£o epigr√°fica no sop√© da torre sul.


Na altura da crise de 1383-1385, a vila e o Castelo tomaram partido por D. Beatriz, para serem incorporados ap√≥s a batalha de Aljubarrota, pelas for√ßas de D. Jo√£o I (1385-1433) no contexto da campanha a Chaves e ao norte de Portugal. Nesse contexto, as terras de Barroso foram oferecidas ao Condest√°vel D. Nuno √Ālvares Pereira.


Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação e o seu Castelo encontram-se figuradas por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), vindo a receber o Foral Novo em 1515. Um acrescento à inscrição epigráfica na torre sul informa-nos que obras de reparo foram concluídas pelo licenciado Manuel Antunes de Viana em 1580.


No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, recuperado o seu valor estratégico-defensivo na raia, o Castelo recebeu obras de modernização visando adaptá-lo aos então modernos tiros da artilharia.


O terramoto de 1755 não causou maiores danos ao Castelo do que os da queda de uma das ameias, conforme consta das Memórias Paroquiais de 1758. De acordo com esta fonte, resposta ao inquérito-geral formulado pelo Padre Luís Cardoso a todas as freguesias do reino após o terramoto, o então pároco de Montalegre, Padre Baltazar Pereira Barroso, juntamente com os padres Bento Gonçalves dos Santos e José Pereira Carneiro, datada de 19 de Março de 1758, informam que a fortificação, formada por quatro torres ligadas por uma muralha, era defendida por uma muralha externa e uma contramuralha com fosso. Nas muralhas rasgavam-se três portas (a norte, a oeste e a sul) e um postigo (entre as portas oeste e sul). Sobre as muralhas, erguia-se uma estacada defensiva.


Posteriormente outro autor, Américo Costa, descreveu a estrutura também recorrendo às "Memórias Paroquiais de 1758" como fonte:


A torre de menagem, situada ao norte, tem na base 30 a 40 p√©s em quadrado, 68 a 70 p√©s de altura. A de leste mede 30 p√©s de largura e 58 a 60 de altura, tendo quase todas as pedras marcadas com sinais diversos. A torre do sul tem 15 p√©s de base e 50 de altura; √© maci√ßa at√© dois ter√ßos da altura; na base do lado sul, tem a seguinte inscri√ß√£o: "A. Alf. 4.¬ļ Anno de 1331. Reformou o Ld.¬ļ Manuel Antunes de Viana. Anno de 1580". A do poente mede 15 p√©s de largura na base e 35 de altura; √© maci√ßa at√© tr√™s quartos da altura.


Em 1758, no terreiro interior das torres levantava-se a casa do governador do Castelo. O P. Baltazar refere-se ainda à cisterna, a fornos de cozer pão e a diversas escadas que do terreiro dão acesso às torres; descreve o revelim existente junto da porta do norte por onde se entrava para o terreiro, e pormenoriza o dispositivo defensivo desta porta que era a principal entrada da fortaleza. Alude às tarimbas dos soldados, às casas de oficiais e sargentos e às cavalariças então existentes junto do Castelo. O segundo e o quarto andares da torre de menagem que eram de madeira, estavam em ruínas. Em igual estado se encontravam os sobrados, os telhados e a estacaria dos muros e contramuros das torres de sueste e sul. A de sudoeste, a mais pequena das quatro, servia para guardar a pólvora.


No s√©culo XX, o conjunto foi classificado como Monumento Nacional por Decreto de 23 de Junho de 1910. A partir da d√©cada de 1980, a ac√ß√£o do poder p√ļblico manifestou-se por uma campanha de interven√ß√£o e restauro, que culminou na d√©cada de 1990 com a instala√ß√£o de um n√ļcleo museol√≥gico.


Características do Castelo:


Erguido na cota de 980 metros acima do nível do mar, o Castelo, de planta quadrangular, é formado por quatro torres ligadas por muralhas fechando a praça de armas. No centro desta, abre-se uma cisterna.


A torre de menagem a norte em estilo g√≥tico, ergue-se a 27 metros de altura, coroada por balc√Ķes de matac√£es, m√≠sulas e ameias pentagonais.


As salas interiores apresentam abóbada de cantaria.


A Torre Furada a sul, apresenta planta quadrada. A Torre do Relógio e a Torre Pequena também a Sul, apresentam ambas planta rectangular.


Externamente, a estrutura era defendida por duas linhas de muralhas conforme o desenho de Duarte de Armas hoje demolidas. A leste e a sul, desenvolveu-se a vila medieval.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Out 14, 2019 19:18     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Aqueduto da √Āgua de Prata, conhecido tamb√©m por Aqueduto da √Āgua da Prata ou Aqueduto da Prata, ou Aqueduto de √Čvora em √Čvora.


in diversas fontes da net.


O Aqueduto √© uma complexa obra de engenharia hidr√°ulica renascentista com o objectivo de abastecer a cidade de √Čvora com √°gua. O Aqueduto transporta √°gua desde nascentes situadas na Gra√ßa do Divor, que "t√™m o seu primeiro principio na Herdade das Figueiras de Lobo" at√© √† cidade de √Čvora percorrendo cerca de 18 Km. √Č parte integrante do Centro Hist√≥rico de √Čvora inclu√≠do na Lista do Patrim√≥nio Mundial da UNESCO e est√° classificado como Monumento Nacional desde 1910. O Aqueduto √© um dos poucos desta √©poca que continua a funcionar na actualidade, contribuindo para o abastecimento da cidade. Devido √† forte necessidade de preserva√ß√£o, o Aqueduto entrou para a lista bienal do World Monuments Watch.


Come√ßou a ser constru√≠do em 1531, tendo sido inaugurado a 28 de Mar√ßo de 1537, tem uma extens√£o que percorre cerca de 18 Km desde a Gra√ßa do Divor at√© ao seu destino final, a cidade de √Čvora. Foi mandado edificar por ordem do Rei D. Jo√£o III e foi projectado e constru√≠do pelo arquitecto r√©gio Francisco de Arruda. Segundo medi√ß√Ķes realizadas no in√≠cio s√©c. XVII (1606), o antigo canal adutor quinhentista media 16.646 varas, que s√£o 8.323 bra√ßas, o equivalente a 18.310,60 metros.


O desenvolvimento vivido pela cidade no fim da idade m√©dia, levou a que √Čvora detivesse grande import√Ęncia na estrutura urbana nacional. O Rei D. Jo√£o I (1385 - 1433) classificou-a como segunda cidade do Reino e o Rei D. Afonso V (1438 - 1481) escolheu-a para quartel-general das suas campanhas militares. No s√©culo XVI a cidade adquire um prest√≠gio ainda maior, assistindo ao seu expoente m√°ximo em termos de riqueza, import√Ęncia pol√≠tica, econ√≥mica e cultural dessa √©poca. Neste s√©culo a corte passou a permanecer longas temporadas em √Čvora a partir do reinado de D. Manuel I, tendo como consequ√™ncia a constru√ß√£o do Pa√ßo Real, de in√ļmeros pal√°cios e casas abastadas de nobres, assim como conventos, igrejas, col√©gios e outros edif√≠cios. √Č tamb√©m deste s√©culo a funda√ß√£o da Universidade de √Čvora pelo Cardeal D. Henrique.


Nas primeiras d√©cadas do s√©culo XVI o abastecimento de √°gua pot√°vel a √Čvora era manifestamente insuficiente, principalmente nos meses de ver√£o. Com a agravante de que a falta de √°gua facilitava o aparecimento de peste com as suas tr√°gicas e mortais consequ√™ncias. √Č importante considerar que a cidade de √Čvora tinha sofrido nas d√©cadas anteriores tr√™s epidemias de peste com tr√°gicas repercuss√Ķes (1495, 1509, 1523).


Apesar da falta de provas cient√≠ficas consistentes, considera-se a possibilidade de ter existido um outro aqueduto, mais ou menos sobreposto ao Aqueduto quinhentista durante a ocupa√ß√£o romana, quando √Čvora se chamava Ebora Liberalitas Iulia.


Ap√≥s uma espera de quatro d√©cadas e duas v√£s tentativas a obra foi finalmente concretizada em tempo reduzido. Nos anos 30 do s√©culo XVI D. Jo√£o III mobilizou importantes recursos t√©cnicos, humanos e financeiros para dotar a cidade com o mais extenso e complexo projecto de engenharia hidr√°ulica do seu tempo. Para a constru√ß√£o do Aqueduto tamb√©m foi solicitado o contributo financeiro da nobreza de √Čvora com 691.640 rs., atrav√©s do imposto das rendas da casa real para lan√ßamento do "grandioso cano".


A descri√ß√£o mais antiga que se conhece do aqueduto √© do tempo do reinado de D. Filipe I de Portugal e consta no Regimento do Aqueduto da √Āgua da Prata datado do ano de 1606:


“…a primeira água que entra no cano Real, é nas minas onde ele tem o seu princípio, que está na herdade de Rui Lopes Lobo, além da igreja de nossa Senhora da Graça do Divor […] estas minas têm dois canos apartados em dois braços muito bem feitos […] tem três palmos de largura, e seis de alto, com as paredes de pedra e cal, coberto por cima de grandes pedras bem lavradas […] e como a água há-se ir ao nível, vão os canos em terra alta por baixo dela, às vezes em 25 palmos, e em partes em 30 palmos […] estes canos […] a certos passos tem luminárias para dar claridade a quem os visitar por dentro, tirando-lhe as pedras que as cobrem …"


Ao longo dos seus quase cinco s√©culos de exist√™ncia o Aqueduto sofreu alguns restauros, altera√ß√Ķes, acrescentos e demoli√ß√Ķes. Em consequ√™ncia dos danos que sofreu com a Guerra da Restaura√ß√£o foi alvo de remodela√ß√Ķes no s√©culo XVII. Sempre mantendo o seu tra√ßado original, foi tamb√©m objecto de sucessivas beneficia√ß√Ķes nos s√©culos XIX e XX. Originalmente levava a √°gua at√© √† Pra√ßa do Giraldo, ent√£o conhecida como Pra√ßa Grande.


Foi um dos sete aquedutos classificados como Monumento Nacional por decreto de 23 de Junho de 1910.


A parte integrante do Centro Hist√≥rico de √Čvora est√° inclu√≠da na Lista do Patrim√≥nio Mundial da UNESCO[3] desde 1986.


Actualmente √© poss√≠vel percorrer o trajecto do Aqueduto a p√© ao longo de um caminho pedestre que faz parte dos percursos ambientais de √Čvora (que s√£o um conjunto de itiner√°rios tra√ßados sobre infra-estruturas existentes √† volta da cidade de √Čvora).


O caminho est√° limpo, sinalizado e de f√°cil acesso para pessoas de todas as idades. Oferece a oportunidade de apreciar a paisagem envolvente, incluindo aspectos como as esp√©cies vegetais, utiliza√ß√Ķes do solo, organiza√ß√£o da paisagem e vegeta√ß√£o natural.


A paisagem que acompanha o Aqueduto entre as Muralhas Fernandinas de √Čvora e as nascentes, num vale pr√≥ximo da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Gra√ßa do Divor (Gra√ßa do Divor, √Čvora), apresenta uma diversidade que passa por grandes √°reas de pastagens e cultura de cereais em mosaico com bosquetes, bem como montados puros e mistos de sobreiro (Quercus suber) e azinheira (Quercus rotundifolia).


Apesar da presen√ßa humana poder ser observada por toda a regi√£o, ainda √© poss√≠vel encontrar alguns elementos que facilitam a leitura da paisagem, como por exemplo, a orienta√ß√£o do relevo, as pequenas varia√ß√Ķes de altitude, o tipo de solo, a geologia ou as influ√™ncias mediterr√Ęnicas. Em algumas encostas, afloramentos rochosos e enclaves de dif√≠cil acesso ainda existem manchas de vegeta√ß√£o natural e seminatural, cuja ac√ß√£o antropozoog√©nica √© quase nula ou reduzida. De considerar que parte do caminho est√° limitado por muros que impedem a observa√ß√£o pormenorizada de alguma da flora e agrupamentos vegetais.


A partir da Rua C√Ęndido dos Reis tem-se uma vis√£o sobre 9 km de Aqueduto.


O nome do Aqueduto eborense √© "√Āgua da Prata" e n√£o o costumeiramente referido "√Āgua de Prata". Apesar de por vezes se remontar o dito nome do Aqueduto √† sua onerosa constru√ß√£o (ter√° custado muitas pratas), a verdadeira raz√£o est√° ligada √†s √°guas cristalinas e puras da fonte da Prata onde se inicia.


 
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