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Índice do Fórum : Hist√≥ria & Monarquia
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Out 16, 2019 21:46     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Paço Episcopal Bracarense, também conhecido apenas como Paço Arquiepiscopal, localizado na freguesia da Sé, no centro histórico da cidade de Braga, no distrito do mesmo nome.


in diversas fontes da net.


O Paço é o Palácio dos Arcebispos de Braga. Ao longo dos séculos, a adição de novos edifícios resultou num extraordinário conjunto urbano multi-arquitectónico.


O edifício mais antigo do conjunto está voltado para o Jardim de Santa Bárbara, sendo conhecido como Paço Medieval de Braga. Foi erguido em fins da Idade Média por iniciativa dos arcebispos D. Gonçalo Pereira e D. Fernando da Guerra nos séculos XIV e XV.


√Č uma edifica√ß√£o s√≥bria com a apar√™ncia de uma fortifica√ß√£o, que se destaca pela solidez do aparelho regular de blocos gran√≠ticos, v√£os de janelas em arco ogival, encimado por ameias.
Actualmente encontra-se ocupado pelo Arquivo Distrital de Braga.


Os edifícios com as fachadas voltadas para o Largo do Paço, são obra dos arcebispos D. Manuel de Sousa, D. Agostinho de Jesus e D. Rodrigo de Moura Teles.
O conjunto pode dividir-se em três alas:


Ala Poente:
Erguida por iniciativa de D. Agostinho de Jesus (1587-1609), conforme o atesta o seu bras√£o de armas, inscrito no varandim virado para o Largo D. Jo√£o Peculiar (de onde este arcebispo contemplava as prociss√Ķes) e no centro da galeria sustentada por colunas.


No brasão central do edifício pode ler-se a inscrição latina: "D Agostinho de Jesus, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas".


Ala Nascente:
√Č formada por dois edif√≠cios:
O do lado da rua do Souto foi erguido por iniciativa de D. Rodrigo de Moura Teles, conforme o atestam as suas armas. Tinha a função de Casa da Guarda.


O do lado interior deve-se a D. Manuel de Sousa (1544-1549) e tinha a fun√ß√£o de abrigar os v√°rios cart√≥rios e os arquivos eclesi√°sticos. Posteriormente abrigou o Tribunal da Rela√ß√£o. A√≠ funcionou tamb√©m, durante muitos anos, o Tribunal de Primeira Inst√Ęncia Civil. Tem sobre a porta de entrada, por baixo do bras√£o dos Sousas, uma inscri√ß√£o latina que se traduz por "Para ilustrar a cidade, e haver um tribunal permanente, onde se administre a justi√ßa e n√£o inst√°vel como dantes, D. Manuel de Sousa, pai e senhor da cidade e grande sacerdote da Justi√ßa mandou construir este c√©lebre edif√≠cio".


Ala Norte:
Foi edificado também por D. Rodrigo de Moura Teles.


Por baixo do bras√£o de armas deste arcebispo, encontra-se a inscri√ß√£o latina: "√ď domus antiqua quam dispari domino dominaris", ano de 1709. A express√£o pode ser traduzida como "√ď casa antiga! Quanto √© diferente o Senhor que te possui", frase proferida por Frei Bartolomeu dos M√°rtires quando ali chegou. Ainda acrescentou modestamente, recordando os seus antecessores: "Como √© indigno o que hoje vem ocupar o vosso lugar", frase latina que se deve a C√≠cero.


O edifício voltado para a praça do Município foi erguido por D. José de Bragança no início do século XVIII, com projecto da autoria do arquitecto André Soares, em estilo barroco.


Este edifício foi consumido por um incêndio a 16 de Abril de 1866, vindo a ser reconstruído sob a orientação do arquitecto Manuel Fernandes de Sá durante a década de 1930.


Actualmente nele se encontra instalada a Biblioteca P√ļblica de Braga.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Out 17, 2019 19:47     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Santu√°rio de Nossa Senhora da Abadia que fica situado na freguesia de Santa Maria do Bouro em Amares.


in diversas fontes da net.


Situado na encosta de uma montanha, em Santa Maria de Bouro, no concelho de Amares, na freguesia de Santa Maria do Bouro, est√° a cerca de 4 km do Antigo Mosteiro de Santa Maria de Bouro, actualmente uma Pousada de Portugal.


À sua volta impera uma natureza deslumbrante, oxigenada pelos plátanos enormes que marginam o terreiro que dá acesso ao adro do grande Santuário e a vegetação do ribeiro que se escapa entre agrestes serranias, quebrando o silêncio religioso de um recanto de oração e lazer.


O Santuário de Nossa Senhora da Abadia é um Santuário mariano do século XVIII que impressiona pela imponente fachada, assim como pelo seu estado de conservação. O interior do templo setecentista, tem três naves, separadas por arcadas de volta inteira assentes em colunas toscanas.


Nas naves laterais podem-se admirar v√°rios altares, todos muito bem decorados e preservados.


O altar principal deslumbra pela sua grandiosidade, assim como pela beleza da sua talha dourada e imagens. Perto deste altar localiza-se um órgão dos finais do século XVIII.


Este templo é mantido pela paróquia de Santa Maria do Bouro.


Considerado por muitos o mais antigo santuário mariano, que teria sido construído entre os séculos VII e VIII. Apesar do anterior Santuário, recolhimento religioso chamado Mosteiro das Montanhas, que existia naqueles arredores por volta do ano 883, não existir qualquer vestígio.


A fama segunda a lenda, ressurge quando a imagem da Virgem Maria que lá estava e desaparecida há muito, escondida pelos ermitas na altura da invasão árabe, teria sido encontrada num penedo por Frei Lourenço e seu companheiro Paio Amado após o aparecimento de uma luz misteriosa a indicar a sua localização.


Após esta descoberta, foi fundado o Mosteiro de Santa Maria do Bouro, onde habitavam os monges que zelavam e tornaram ainda mais grandioso o Santuário.


Junto ao santu√°rio realizam-se v√°rias festas, romarias e prociss√Ķes, sendo destas festividades, as mais importantes: a peregrina√ß√£o do concelho, sempre realizada no √ļltimo domingo de Maio e a romaria no dia 15 de Agosto, o dia da Assun√ß√£o de Nossa Senhora.


 
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Mensagem Enviada: Sex Out 18, 2019 19:47     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria do Bouro, no presente uma Pousada, localizado no antigo Convento de Santa Maria do Bouro, na freguesia de Santa Maria do Bouro, concelho de Amares, distrito de Braga. Integra a rede Pousadas de Portugal com a classificação de "Pousada Histórica Design".


in diversas fontes da net.


Na origem do actual edifício está uma construção que terá sido habitada por eremitas cujo orago era São Miguel.


Em 1148 D. Afonso Henriques doou o couto à Ordem de São Bento. Em 1195 o Mosteiro deixa a regra beneditina passando a reger-se pela de Cister sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção. Os vários edifícios monacais desenvolviam-se lateralmente à igreja de três naves, tendo como referência o claustro central.


Durante a crise de 1383-1385 o abade do Mosteiro juntou 600 homens em defesa da fronteira da Portela do Homem, conseguindo suster o avan√ßo das tropas galegas. Como reconhecimento pelo seu papel D. Nuno √Ālvares Pereira agraciou o abade com o t√≠tulo de Capit√£o-Mor e Guarda das Fronteiras dando-lhe a prerrogativa de poder levantar ex√©rcito, sempre que considerasse necess√°rio.


Apesar de ter prosperado rapidamente graças ao apoio real, à sua localização, e à actividade dos frades, o Mosteiro veio a entrar num processo de degradação a partir do século XV, a que não terá sido alheia a instauração do regime dos abades comendatários chegando ao século XVI em estado de quase ruína.


Nos finais do s√©culo XVI, com a cria√ß√£o da Congrega√ß√£o Aut√≥noma Portuguesa, iniciaram-se as obras de recupera√ß√£o incluindo novas decora√ß√Ķes em talha e azulejos, que prosseguiram at√© meados do s√©culo XVII. Invocando as suas origens, a fachada da igreja, sujeita a profundas remodela√ß√Ķes, exibe as imagens de S√£o Bernardo e S√£o Bento com a virgem ao centro. Por sua vez na fachada do Convento que se desenvolve perpendicularmente √† igreja, encontram-se entre as varandas superiores cinco est√°tuas de personagens importantes na hist√≥ria do pa√≠s e do pr√≥prio Convento, com pequenas inscri√ß√Ķes anexas:


"O conde D. Henrique (sup√Ķe-se que o seja apesar de ser designado ALFONSUS em vez de HENRICUS), D. Afonso Henriques (sob o reinado do qual foi fundado o Mosteiro, diz a inscri√ß√£o), D. Sebasti√£o (que suprimiu a comenda do Convento), o cardeal D. Henrique (que fundou a Congrega√ß√£o Aut√≥noma), e D. Jo√£o IV (o restaurador da monarquia portuguesa).
√Č reconquistada a pujan√ßa de outrora com 34 monges habitando o Mosteiro e com obras de recupera√ß√£o e expans√£o do edif√≠cio.


No início do século XVIII, foi construído um novo refeitório e cozinha, bem como uma nova ala a oeste do claustro, tendo sido para aí transferido o novo acesso ao Mosteiro.


Em 1834 com a extin√ß√£o das ordens religiosas masculinas o mosteiro foi abandonado vindo depois a ser vendido em hasta p√ļblica a particulares.


O Convento encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico desde 1958 (Decreto 42007, DG 265 de 6 de Dezembro de 1958). Em 2005 foi estabelecida uma Zona Especial de Protec√ß√£o em torno do monumento (Portaria n.¬ļ 1277, D.R., 2¬™ S√©rie, n.243 de 21 de Dezembro de 2005).[4] (Apesar da designa√ß√£o oficial da classifica√ß√£o se referir ao im√≥vel como "Convento", as Ordens que o ocuparam - a de S√£o Bento e a de Cister - tinham votos monacais, com clausura e pr√°tica da vida contemplativa pelo que a designa√ß√£o mais adequada seria "Mosteiro").


N√£o obstante as diferentes obras de restauro, amplia√ß√£o e decora√ß√£o, h√° dados seguros, baseados nomeadamente em escava√ß√Ķes efectuadas, de que o modelo planim√©trico do edif√≠cio se ter√° conservado "sem grandes roturas" ao longo dos s√©culos.


Em 1986 parte do Mosteiro √© adquirido pela C√Ęmara Municipal de Amares(por 200 contos).
A classificação de Pousada Histórica Design dada pelas Pousadas de Portugal reflecte a intervenção no conjunto: Sobre um Convento em ruínas foi realizada uma obra arquitectónica que, baseando-se na herança patrimonial do passado, a reconstruiu à luz das necessidades dos dias de hoje.


O edif√≠cio mant√©m a imagem natural que ostentava nos √ļltimos anos, sem qualquer telhado de cobertura vis√≠vel do exterior, e com as janelas da fachada apenas com vidro e sem caixilharia aparente, refor√ßando a ideia de algo parado no tempo. V√™em-se mesmo as ervas crescendo nas coberturas(estas foram revestidas a terra de onde saem plantas como as que antigamente se agarravam ao travejamento em ru√≠nas).


O claustro foi mantido sem a inclusão de vidros de protecção. No interior foi mantida a estrutura original das dependências, com decoração apelando a materiais simples e sóbrios. Nalgumas salas sucessivas foram retiradas as portas para criar um espaço contínuo, deixando apenas os respectivos vãos, tendo sido usadas algumas dessas mesmas portas como painéis decorativos colocados nas paredes.


Manteve-se na fachada posterior a grande chaminé de granito do antigo refeitório, funcionando o restaurante no espaço da antiga cozinha.


Parte do sistema hidráulico montado pelos monges de cister foi preservado, sendo possível observar e ouvir, em vários locais, a água que atravessa o Mosteiro.


A Pousada oferece 32 quartos, restaurante, bar e esplanada, bem como piscinas para adultos e para crianças.


 
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Mensagem Enviada: Seg Nov 25, 2019 18:28     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio do Raio, também conhecido como Casa do Mexicano, localizado na freguesia de São José de São Lázaro, cidade e concelho de Braga, distrito do mesmo nome.

in diversas fontes da net.

√Č um dos mais not√°veis edif√≠cios da arquitectura civil da cidade, em estilo barroco joanino.

Na fachada sobressai a exuber√Ęncia da decora√ß√£o, desde logo da porta central ricamente trabalhada e tamb√©m das 11 janelas divididas pelos dois pisos. Os ornatos s√£o assim√©tricos, dando ao edif√≠cio uma din√Ęmica e um dramatismo que s√£o comuns na obra do arquitecto Andr√© Soares.

A obra teve depois uma segunda campanha nos finais do s√©culo XIX, altura em que foram colocados os azulejos que d√£o o tom azul √† fachada, bem como uma porta de vidros coloridos que separa o √°trio da caixa de escadas. √Č desta altura tamb√©m a pintura dos tectos e da caixa de escadas, atribu√≠da a Jos√© Maria Pereira J√ļnior mais conhecido por Pereira C√£o.

O Palácio, erguido entre 1754-1755 por encomenda de João Duarte de Faria poderoso comerciante de Braga, com projecto do arquitecto bracarense André Soares.

O im√≥vel foi vendido em 1853 por Jos√© Maria Duarte Peixoto a Miguel Jos√© Raio, visconde de S√£o L√°zaro, ficando desde ent√£o conhecido como o "Pal√°cio do Raio". O visconde, nascido em Braga fizera fortuna no Brasil. Em 1863, abriu a rua em frente ao Pal√°cio, para permitir uma melhor vis√£o da sua casa e poder construir duas habita√ß√Ķes para as suas filhas.

Com o seu falecimento em 1882, devido a dificuldades económicas os herdeiros entregaram o Palácio ao Banco do Minho no dia 28 de Dezembro de 1882 que por sua vez, o revendeu a 1 de Outubro de 1883 à Santa Casa de Misericórdia, que nela instalou alguns serviços do Hospital de São Marcos.

Voltou à posse da Misericórdia de Braga que está a realizar obras de restauro profundas.

Encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico desde 1956.

Restaurado em 2015, ser√° o Centro Interpretativo das Mem√≥rias da Miseric√≥rdia de Braga, recebendo o esp√≥lio da institui√ß√£o e dos cuidados de sa√ļde na regi√£o. Para isso foi integralmente reabilitado para acolher o n√ļcleo museol√≥gico, bem como o acervo documental da institui√ß√£o.

Do seu acervo far√£o parte, m√°quinas e aparelhos usados nos cuidados m√©dicos, bem como outros utens√≠lios dos antigos hospitais. A iniciativa tem um or√ßamento de 4,2 milh√Ķes de euros a ser usados na reabilita√ß√£o integral do edif√≠cio.

 
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Mensagem Enviada: Ter Nov 26, 2019 21:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Capela ou Ermida de São Jorge localizada na freguesia de Calvaria de Cima, concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria.

in diversas fontes da net.

A Capela está situada na área envolvente ao Campo Militar de São Jorge, onde se deu a Batalha de Aljubarrota (1385), está hoje integrada no Centro de Interpretação Batalha de Aljubarrota (CIBA), mantido pela Fundação Batalha de Aljubarrota.

Foi primeiramente conhecida como Ermida de São Jorge, uma vez que aqui existiu um ermitão. Este tinha o cuidado de manter à porta do templo uma bilha de água para satisfazer os peregrinos que ali passavam.

A hist√≥ria da capela est√° intimamente ligada √† afirma√ß√£o da dinastia de Avis e √† figura do condest√°vel D. Nuno √Ālvares Pereira, que a mandou erguer em agradecimento pela vit√≥ria t√£o relevante para si e para a hist√≥ria do Reino de Portugal.

De acordo com a inscrição epigráfica no seu interior, ergue-se onde, no dia da batalha (14 de Agosto de 1385), o condestável tinha depositado o seu estandarte. Esse local não foi escolhido por mero acaso, uma vez que nas manobras de posicionamento dos exércitos, a hoste sob o seu comando tinha encontrado esta "pequena elevação com visibilidade técnica sobre o campo de batalha".

As obras iniciaram-se em 1393, sete anos após a batalha e na sua origem, a Capela não foi de invocação a São Jorge, mas sim da Virgem Maria.

Encontra-se classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910.

Em 1928 o arquitecto suíço Ernesto Korrodi construiu um alpendre de planta retangular adossado à sua fachada principal.

Nos trabalhos de 1940, tentando evidenciar o seu anterior aspecto, colocou-se a descoberto a porta lateral norte em arco quebrado, que se presume ser um dos poucos elementos originais do conjunto.

Em 2004 sofreu nova intervenção de conservação e restauro.

Exemplar de arquitectura religiosa.

Acredita-se que o templo conserva o essencial da sua anterior tra√ßa, com uma nave √ļnica de planta rectangular e capela-mor de planta quadrangular.

Foi primeiramente edificada certamente de acordo com o estilo tardo-Gótico que então despontava no país. No entanto, durante o século XV e presumivelmente, nas primeiras décadas do século XVI, o templo foi intervencionado.


 
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Mensagem Enviada: Qua Nov 27, 2019 18:07     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Pal√°cio de Dom Manuel, situado em √Čvora, capital do distrito de √Čvora, no Alto Alentejo.

in diversas fontes da net.

Este Palácio foi outrora conhecido por Paço Real de S. Francisco, foi mandado construir por D. Afonso V, que desejava ter na cidade um Paço Real fora do Castelo para se instalar.

O Paço, habitado por vários monarcas portugueses, entre os quais D. Manuel I, D. João III e D. Sebastião, perdeu-se definitivamente no ano de 1895, tendo sido mandado destruir em 1619, aquando da visita de D. Filipe III ao país, que mandou destruir o Palácio em prol da comunidade.

O Pa√ßo era segundo cr√≥nicas da altura, um dos edif√≠cios mais not√°veis do reino, tendo como principais constru√ß√Ķes o claustro da renascen√ßa, a Sala da Rainha, o refeit√≥rio e a biblioteca r√©gia, sendo esta uma das primeiras do pa√≠s.

Actualmente, o que resta do Pal√°cio √© apenas a Galeria das Damas, representante ex√≠mia do estilo manuelino, mas com tra√ßos da renascen√ßa e que sobreviveu devido √† sua utiliza√ß√£o para Trem Militar. Esta comp√Ķe-se de um piso t√©rreo, de planta rectangular, onde subsiste a Galeria, um pavilh√£o fechado e o alpendre.

No piso superior existem dois sal√Ķes e um vest√≠bulo de estilo mourisco. Do lado de fora existe o torre√£o, este √© constitu√≠do por dois andares e terminando num pin√°culo hexagonal com uma porta manuelina.

O pa√ßo, para al√©m de ter sido uma das maiores obras arquitect√≥nicas do pa√≠s, teve tamb√©m uma enorme import√Ęncia hist√≥rica, pois foi nele que Vasco da Gama foi investido no comando da esquadra da Descoberta do caminho mar√≠timo para a √ćndia e foi tamb√©m no pal√°cio que Gil Vicente representou sete dos seus autos, dedicados √†s rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina de √Āustria.

 
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Mensagem Enviada: Qui Nov 28, 2019 18:05     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago o conjunto da Capela e Casa dos Coimbras localizados na freguesia de S√£o Jo√£o do Souto, concelho de Braga, distrito do mesmo nome.

in diversas fontes da net.

O Palacete dos Coimbras, erguido no século XVI como residência para eclesiásticos, foi adquirida por D. João de Coimbra, provisor da Mitra de Braga.

Em 1525, D. João de Coimbra determinou edificar uma Capela privada, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, que ficaria conhecida como Capela dos Coimbras. Teve traça da autoria dos mestres biscainhos, construtores do Palácio dos Biscainhos.

Em 1906, o Palacete dos Coimbras é demolido devido à reformulação urbana daquela zona, tendo-se criado o Largo São João do Souto. Mas os elementos arquitectónicos manuelinos são preservados e em 1924, o edifício é reconstruído do lado oposto da rua em continuidade com a Capela.

Durante muitos anos viveu na casa o Dr Eugénio Bacelar Ferreira e a sua família, família tradicional composta por 15 filhos. O Dr Eugénio Bacelar Ferreira chegou a ser Secretário do Governo Civil de Braga.

O conjunto encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Actualmente na Casa dos Coimbras, est√° instalado um bar/restaurante.

A Casa dos Coimbras possui as janelas e algumas das portas do antigo Palacete, tendo no entanto sido alterado o formato do edifício manuelino.

A Capela apresenta o formato de uma torre quadrangular, dividida em dois espaços distintos:

- O galilé, com ornamentos manuelinos da autoria de Filipe Odarte.

- A parte interior da autoria de Jo√£o de Ru√£o, possui o tradicional altar-mor e as armas de D. Jo√£o de Coimbra.

A Capela é coberta por uma abóbada de nervuras, e as paredes possuem imagens em azulejos, alusivas ao Génesis.


 
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Mensagem Enviada: Sex Nov 29, 2019 21:12     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Santu√°rio de Nossa Senhora da Abadia que fica situado na freguesia de Santa Maria do Bouro, Amares.

in diversas fontes da net.

Situado na encosta de uma montanha em Santa Maria do Bouro, no concelho de Amares, na freguesia de Santa Maria do Bouro.
Est√° a cerca de 4 km do Antigo Mosteiro de Santa Maria do Bouro, actualmente uma Pousada de Portugal.

À sua volta impera uma natureza deslumbrante, oxigenada pelos plátanos enormes que marginam o terreiro que dá acesso ao adro do grande santuário e a vegetação do ribeiro que se escapa entre agrestes serranias, quebrando o silêncio religioso de um recanto de oração e lazer.

O Santuário de Nossa Senhora da Abadia é um santuário mariano do séc XVIII que impressiona pela imponente fachada, assim como pelo seu estado de conservação. O interior do templo setecentista, tem três naves separadas por arcadas de volta inteira assentes em colunas toscanas.

Nas naves laterais podem-se admirar v√°rios altares, todos muito bem decorados e preservados.

O altar principal deslumbra pela sua grandiosidade, assim como pela beleza da sua talha dourada e imagens. Perto deste altar localiza-se um órgão dos finais do século XVIII.

Este templo é mantido pela paróquia de Santa Maria do Bouro.

Considerado por muitos o mais antigo Santuário mariano, que teria sido construído entre os séculos VII e VIII. Apesar do anterior Santuário, recolhimento religioso chamado Mosteiro das Montanhas, que existia naqueles arredores por volta do ano 883, não existir qualquer vestígio. A fama, segunda a lenda, ressurge quando a imagem da Virgem Maria que lá estava e desaparecida há muito, escondida pelos ermitas na altura da invasão árabe, teria sido encontrada num penedo por Frei Lourenço e seu companheiro Paio Amado após o aparecimento de uma luz misteriosa a indicar a sua localização.

Após esta descoberta, foi fundado o Mosteiro de Santa Maria do Bouro, onde habitavam os monges que zelavam e tornaram ainda mais grandioso o Santuário.

Junto do Santu√°rio realizam-se v√°rias festas, romarias e prociss√Ķes, sendo destas festividades as mais importantes: A peregrina√ß√£o do concelho, sempre realizada no √ļltimo domingo de Maio e a romaria no dia 15 de Agosto, o dia de Assun√ß√£o de Nossa Senhora.


 
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Mensagem Enviada: Sáb Nov 30, 2019 20:55     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Torre de Belém, um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa. Localizada na margem direita do rio Tejo na freguesia de Belém, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.

in diversas fontes da net.

O monumento destaca-se pelo nacionalismo impl√≠cito, visto que √© todo rodeado por decora√ß√Ķes do Bras√£o de armas de Portugal, incluindo inscri√ß√Ķes de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais caracter√≠sticas remetem principalmente √† arquitectura t√≠pica de uma √©poca em que o pa√≠s era uma pot√™ncia global (a do in√≠cio da Idade Moderna).

Classificada como Patrim√≥nio Mundial pela Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para a Educa√ß√£o, a Ci√™ncia e a Cultura (UNESCO) desde 1983, foi eleita como uma das Sete Maravilhas de Portugal a 7 de Julho de 2007.

Originalmente sob a invocação de São Vicente de Saragoça, padroeiro da cidade de Lisboa, designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo, esta fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projectado na altura de D. João II (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais e na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.

O cronista Garcia de Resende foi o autor do seu risco inicial, tendo registado:

"E assim mandou fazer ent√£o a (‚Ķ) Torre e baluarte da Caparica defronte de Bel√©m, em que estava muita e grande artilharia; e tinha ordenado de fazer uma forte fortaleza onde ora est√° a formosa Torre de Bel√©m, que El-Rei D. Manuel, que santa gl√≥ria haja, mandou fazer; para que a fortaleza de uma parte e a torre da outra tolhessem a entrada do rio. A qual fortaleza eu por seu mandado debuxei, e com ele ordenei a sua vontade; e tinha j√° dada a capitania dela √Ālvaro da Cunha seu estribeiro-mor, e pessoa de que muito confiava; e porque el-Rei D. Jo√£o faleceu, n√£o houve tempo para se fazer" (RESENDE, Garcia de. Cr√≥nica de D. Jo√£o II, 1545.),

A estrutura s√≥ viria a ser iniciada em 1514, sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), tendo como arquitecto Francisco de Arruda. Localizava-se sobre um afloramento rochoso nas √°guas do rio, fronteiro √† antiga praia de Bel√©m, e destinava-se a substituir a antiga nau artilhada, ancorada naquele trecho, de onde partiam as frotas para as √ćndias. As suas obras ficaram a cargo de Diogo Boitaca, que √† √©poca, tamb√©m dirigia as j√° adiantadas obras do vizinho Mosteiro dos Jer√≥nimos.

Concluída em 1520, foi o seu primeiro alcaide Gaspar de Paiva, nomeado para a função no ano seguinte.

Com a evolução dos meios de ataque e defesa, a estrutura foi gradualmente perdendo a sua função defensiva original. Ao longo dos séculos foi utilizada como registo aduaneiro, posto de sinalização telegráfico e farol. Os seus paióis foram utilizados como masmorras para presos políticos durante o reinado de D. Filipe II de Espanha (1580-1598), e mais tarde, por D. João IV (1640-1656). O Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. Sebastião de Matos de Noronha (1586-1641), por coligação à Espanha e fazendo frente a D. João IV, foi preso e mandado como recluso para a Torre de Belém.

Sofreu v√°rias remodela√ß√Ķes ao longo dos s√©culos, principalmente a do s√©culo XVIII que privilegiou as ameias, o varandim do baluarte, o nicho da Virgem voltado para o rio, e o claustrim.

Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 10 de Janeiro de 1907, é considerada como Património Mundial pela UNESCO desde 1983. Naquele mesmo ano integrou a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.

O monumento reflecte influ√™ncias isl√Ęmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradi√ß√£o medieval das torres de menagem, ensaiando um dos primeiros baluartes para artilharia no pa√≠s.

Parte da sua beleza reside na decora√ß√£o exterior, adornada com cordas e n√≥s esculpidos em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos √†s navega√ß√Ķes. O interior g√≥tico, por baixo do terra√ßo, que serviu como armaria e pris√£o, √© muito austero.

A sua estrutura comp√Ķe-se de dois elementos principais: A Torre e o baluarte. Nos √Ęngulos do terra√ßo da Torre e do baluarte, sobressaem guaritas cil√≠ndricas coroadas por c√ļpulas de gomos, ricamente decorada em cantaria de pedra.

A Torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte, a saber:

Primeiro andar - Sala do Governador.
Segundo andar - Sala dos Reis, com tecto elíptico e fogão ornamentado com meias-esferas.
Terceiro andar - Sala de Audiências
Quarto andar - Capela
Quinto andar - Terraço da torre

A nave do baluarte poligonal, ventilada por um claustrim, abre 16 canhoneiras para tiro rasante de artilharia. O terrapleno, guarnecido por ameias, constitui uma segunda linha de fogo, nele se localizando o Santuário de Nossa Senhora do Bom Sucesso com o Menino, também conhecida como a Virgem do Restelo por "Virgem das Uvas".
Leonor Especial


 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Ter Dez 03, 2019 11:47     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja Matriz de Carrazedo de Montenegro, Valpaços, em Vila Real.

in diversas fontes da net.

A Igreja de Carrazedo de Montenegro √© o edif√≠cio com maior destaque na aldeia de Carrazedo, emergindo entre os telhados das constru√ß√Ķes de r√©s-do-ch√£o e 1¬ļ andar. Tem o adro delimitado.

Descrição :

Igreja de grandes dimens√Ķes com planta rectangular de uma s√≥ nave. A fachada √© imponente no trabalho de cantaria de granito ao estilo barroco tardio e √© flanqueada por duas altas torres sineiras. Uma arcada tripla d√° acesso ao interior. Por cima, tem uma s√©rie de cinco janelas e uma balaustrada.

No interior tem um coro sustentado por colunas de madeira. Na capela-mor existe uma inscrição na parede exterior que diz:

"Dom Pedro da Cunha do Conselho del Rei nosso Senhor sendo Comendador mandou faser esta capella 1577."

Guarda, na dependência de uma das torres duas imagens de granito - um anjo e a Virgem - provável trabalho do séc. 15.

√Čpoca de Constru√ß√£o :

Séc. 16 (capela-mor) / séc. 18 (nave e frontaria)

Cronologia :

1577 - data da inscrição referindo D. Pedro da Cunha, do Conselho del Rei, como tendo ordenado a construção da capela-mor.

1746 / 1752 - obra de ampliação com a construção da nave e frontaria.

Tipologia : Arquitectura religiosa, barroca. Igreja construída no séc. 16 e profundamente remodelada no séc. 18, em estilo barroco.

Características Particulares :

√Č um edif√≠cio de grande dimens√£o com um trabalho de cantaria de granito ao estilo barroco de grande qualidade.
Leonor Especial


 
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