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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Dez 03, 2019 21:29     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Universidade de Évora que foi fundada em 1 de Novembro de 1559 pelo Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora e mais tarde Rei de Portugal, a partir do Colégio do Espírito Santo.

in diversas fontes da net.

A Universidade de Évora foi instituída por bula do Papa Paulo IV, como Universidade do Espírito Santo e entregue à Companhia de Jesus que a dirigiu durante dois séculos. Em 1759 foi encerrada por ordem do Marquês do Pombal, aquando da expulsão dos Jesuítas.

Voltou a ser reaberta em 1973, por decreto do então ministro da Educação, Dr. José Veiga Simão. No mesmo local onde a antiga Universidade fora fechada, foi criado o Instituto Universitário de Évora (IUE).

Em 1975 foi criada a Escola Superior de Estudos Sociais e Económicos Bento de Jesus Caraça pelo Decreto-Lei n.º 513/75, de 20 de Setembro, procurando substituir o Instituto Superior Económico e Social de Évora (ISESE), fundado em 1964 - por iniciativa da Companhia de Jesus e da Fundação Eugénio de Almeida - que suspendeu as actividades lectivas na sequência do 25 de Abril de 1974.

Em 1976, a Escola Superior de Estudos Sociais e Económicos Bento de Jesus Caraça é extinta e os seus alunos são integrados no recém-criado Departamento de Economia do IUE.

Em 1979, o Instituto Universitário de Évora dá lugar à nova Universidade de Évora.
Leonor Especial

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Dez 04, 2019 21:20     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Igreja de São Francisco em Évora, uma Igreja de arquitectura gótico-manuelina.

in diversas fontes da net.

A Igreja construída entre 1480 e 1510 pelos mestres de pedraria Martim Lourenço e Pero de Trilho e decorada pelos pintores régios Francisco Henriques, Jorge Afonso e Garcia Fernandes, está intimamente ligada aos acontecimentos históricos que marcaram o período de expansão marítima de Portugal. Isso fica patente nos símbolos da monumental nave de Abóbada ogival: A cruz da Ordem de Cristo e os emblemas dos Reis fundadores D. João II e D. Manuel I.

Segundo a tradição, nesta Igreja foi sepultado Gil Vicente em 1536.

Segundo a tradição, o Convento de São Francisco de Évora terá sido a primeira casa da Ordem Franciscana em Portugal, tendo sido fundada no século XII. Segundo os cânones da Regra de São Francisco, a anterior Igreja monástica tinha três naves, com capelas comunicantes entre si. Neste primeiro edifício realizaram-se várias cerimónias importantes, tais como o casamento de D. Pedro I com D. Constança Manuel. Desse período restam alguns vestígios, como atestam as frestas trilobadas que ladeiam o pórtico principal.

A Igreja seria remodelada no final do século XV, tendo-se construído o magnífico templo que hoje subsiste e que é uma das mais impressionantes Igrejas portuguesas. Respeitando os limites originais, as três naves foram substituídas pela nave única subsistente, coberta pela arrojada abóbada gótico-manuelina que atinge vinte e quatro metros de altura.

O Convento de São Francisco viveu então os seus momentos áureos, quando a corte do Rei D. Afonso V se começou a instalar no espaço conventual durante as suas estadias em Évora. Desta forma, a Igreja de São Francisco foi elevada à categoria de Capela Real, daí os múltiplos emblemas régios de D. João II e D. Manuel I. Nessa altura, recebeu o Mosteiro o título de Convento de Ouro, tal a riqueza com que a Família Real o decorava.

A estes anos de esplendor (que de alguma forma contrariavam a espiritualidade franciscana (de pobreza e simplicidade), seguiu-se um período menos glorioso, acentuado pela perda da independência (em 1580). Neste período construiu-se a curiosa Capela dos Ossos, para que a comunidade reflectisse a propósito da efemeridade da vida humana.

No século XVIII construíram-se vários retábulos de talha dourada e de mármore (grande parte deles subsidiados pelos donatários das respectivas capelas, onde tinham sepultura privada). No século XIX uma nova crise se abateria sobre o Convento: A extinção das ordens religiosas em 1834. Toda a parte monástica foi nacionalizada, tendo-se nela instalado o Tribunal da cidade, até cerca de 1895, data em que sob grave ruína, se demoliu praticamente toda a parte conventual (dormitórios, parte do claustro, etc.). Salvou-se porém a magnífica Igreja porque em 1840, para ali se transferiu a sede da freguesia de São Pedro.

Destacam-se em toda a Igreja as características da arquitectura gótico-manuelina, particularmente nas ameias e torres das fachadas, no pórtico principal e na magnífica abóbada da nave.

Nave da igreja:

Na extensa nave do templo, abrem-se dez capelas laterais, compostas por retábulos de talha dourada e policromada (século XVIII) e de estuques (século XIX). Alguns são provenientes da Igreja do Convento da Graça, de onde foram salvos da ruína. No Baptistério está a pia baptismal da antiga Igreja de São Pedro e uma curiosa representação do Baptismo de Cristo no Jordão em cortiça, proveniente do antigo convento de Santa Mónica.

Capela-Mor:

O retábulo da capela-mor substituiu um conjunto de pintura renascentista (presentemente disperso pelos Museus de Évora e da Arte Antiga. O retábulo actual é da segunda metade do século XVIII em mármore, obra que contrasta com o ambiente manuelino do espaço. Nele se expõem as grandes imagens de São Francisco e São Domingos, como era hábito nas igrejas franciscanas. Nos alçados da capela estão duas belíssimas janelas marmóreas renascentistas, de onde a Família Real assistia aos ofícios religiosos (no século XVI) e um grande órgão de tubos setecentista (de Pascoal Caetano Oldovini). O cadeiral dos monges está decorado com representações de vários santos franciscanos. Os altares colaterais têm ainda várias pinturas do período renascentista.

Capela da Ordem Terceira:

Particularmente majestoso é o conjunto artístico da Capela da venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (constituída por leigos), nela se conjugam harmoniosamente todo o esplendor da talha barroca do período joanino com os azulejos e telas representativos de temáticas franciscanas.

Capela de São Joãozinho:

Pequena dependência renascentista de abóbada nervurada, outrora independente do templo franciscano, erguida na face norte do transepto. Foi a primitiva sede da Santa Casa da Misericórdia de Évora e sob a sua portada está a escultura do anjo da Anunciação em mármore do século XVI.

Sala do Capítulo:

Da destruição da parte conventual salvou-se a antiga sala do capítulo, que no século XIX foi transformada em Capela do Senhor dos Passos da Casa dos Ossos (imagem de grande devoção local, representando o sofrimento de Cristo no caminho do calvário). O camarim onde se expõe a imagem é a maquete da capela-mor da Sé de Évora, tendo sido construída por ordem de J. F. Ludwig, mais conhecido por Ludovice, o arquitecto que a projectou no século XVIII.

A Capela dos Ossos:

A Capela dos Ossos é uma das curiosidades deste grande monumento, sendo um dos ex-libris da cidade de Évora. A capela foi construída nos séculos XVI e XVII, no lugar do primeiro dormitório dos frades. A sua construção partiu da iniciativa de três frades franciscanos que queriam proporcionar uma melhor reflexão acerca da brevidade da vida humana. A capela é constituída por ossadas provenientes das sepulturas da Igreja do convento e de outras igrejas e cemitérios da cidade. As paredes e parte das abóbadas da capela estão revestidas de milhares de ossos humanos, que ilustram a ideia dos monges fundadores, expressa na frase que encima o pórtico da capela: Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos.

A Igreja é ainda rica em estatuária religiosa e pintura renascentista e barroca, patente nas capelas e demais dependências que chegaram aos nossos dias.
Leonor Especial


 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qui Dez 05, 2019 20:34     Assunto : Responder com Citação
 
Combate de Campo (25 de Março de 1811) foi um combate ocorrido em Campo Maior, Portugal, entre acavalaria avançada anglo-portuguesa do brigadeiro-general Robert Ballard Long, do exército britânico comandado por William Carr Beresford, e as forças francesas lideradas pelo general-de-divisão Latour-Maubourg.

In diversas fontes da net.

Bem-sucedidos de início, alguns dos cavaleiros Aliados perseguiram as forças francesas. Devido a informações erradas - as quais referiam que as tropas francesas tinham sido capturadas -, Beresford deu ordem de imobilização às suas forças, o que permitiu que os franceses escapassem e recuperassem um conjunto de peças de artilharia. O resultado da batalha foi a vitória anglo-portuguesa e reconquista de Campo Maior.

Durante o Inverno de 1810–1811, o exército francês do marechal André Massena manteve um cerco ao exército anglo-português de Lord Wellington, que estava aquartelado atrás das Linhas de Torres Vedras perto de Lisboa. Massena acabou por ficar sem provisões e retirou-se para Almeida em Março. Entretanto mais a sul, o marechal Soult montava um cerco a Badajoz a 26 de Janeiro. A fortaleza foi conquistada pelos franceses a 11 de Março.

A 15 de Março, o marechal Édouard Mortier e 4500 tropas do V Corpo, iniciaram um cerco ao Castelo de Campo Maior. O major José Talaya, com uma milícia de 800 portugueses e 50 canhões, defendiam o castelo, localizado a 18 km a noroeste de Badajoz. A força portuguesa conseguiu defender o castelo até 21 de Março, data em que a artilharia francesa quebrou a defesa da fortaleza.

Wellington enviou o marechal-de-campo Beresford com uma força de 18 000 homens para libertar; quando as notícias da queda da cidade chegaram aos Aliados, Beresford continuou o seu avanço com o objectivo de reconquistar Badajoz.

Mortier escolheu Latour-Maubourg para escoltar um comboio de canhões capturados pelos franceses em Campo Maior, local que estavam a abandonar, para irem para Badajoz. A força francesa incluía três batalhões do regimento n.º 100 da Infantaria de Linha, meia bateria de artilharia puxada por cavalos e oito esquadrões de cavalaria: os n.º2 e n.º10 de ussardos, o n.º 26 de Dragões, e um esquadrão espanhol de um regimento cavalaria ligeira, o n.º 4 de Chasseurs a juramentado (pró-francês). Para interceptar a operação francesa, Beresford enviou o brigadeiro-general Long com uma força de quinze esquadrões e meio de cavalaria: uma brigada britânica de cavalaria pesada, uma brigada portuguesa de cavalaria ligeira e um regimento britânico de cavalaria ligeira. As únicas unidades que entraram em acção foram a 13.ª de Deagões Ligeiros, o 1.º e o 7.º regimentos de cavalaria portugueses e parte da bateria de artilharia dos KGL de Cleeves, num total de 700 sabres e dois canhões.

A 25 de Março, Long lançou o 13.º Dragões Ligeiros (dois esquadrões e meio) contra o 26.º Dragões (três esquadrões), com o 7.º Dragões portugueses a cobrir o flanco esquerdo. Os dragões franceses foram derrotados e o seu oficial comandante, general Chamorin, foi morto. A força de cavalaria francesa que assegurava o apoio, seis esquadrões, foi derrotada e fugiu em direcção a Badajoz. O historiador Sir John Fortescue escreveu, "Sobre o desempenho do Décimo Terceiro, que não tinha mais de 200 homens, na derrota de uma força duas ou três vezes maior, é difícil dizer mais." A cavalaria britânica, seguida pelo 7.º Dragões portugueses, liderados por Loftus Otway, deram início a uma perseguição aos derrotados franceses. Ficaram frente-a-frente com o comboio de 18 peças de artilharia, derrotaram-nos e continuaram por mais de 11 km.

De forma surpreendente, alguns dos homens dos Dragões Ligeiros carregaram contra o talude da fortaleza de Badajoz sendo repelidos pela artilharia. A cavalaria francesa saiu da cidade para expulsar os cavaleiros Aliados. Beresford, que tinha recebido um relatório errado que dizia que o 13.º Dragões Ligeiros tinha sido capturado na sua totalidade, cancelou as operações quando dois dos seus canhões tinham iniciado um ataque a uma coluna francesa, a cavalaria pesada britânica estava preparada para investir e a infantaria britânica se aproximava . A decisão de Beresford de cancelar as operações quando tudo indicava que estavam em posição vantajosa para destruir ou forçar a rendição de toda a coluna francesa, foi vista pelos seus críticos com um sinal de falta de visão militar que, mais tarde na Batalha de Albuera, iria mostrar.

No seguimento das ordens de Beresford, a infantaria francesa continuou o seu caminho, cruzando-se com uma cavalaria ligeira aliada que estava de regresso, recapturando o comboio e seguindo, com sucesso, até Badajoz. No entanto, a cavalaria aliada conseguiu manter um dos canhões capturados, um obus.

A força francesa de 2400 homens, sofreu 200 baixas, das quais 108 do esquadrão n.º 26 de Dragões, ao que se junta a perda de um canhão. A força Aliada perdeu 168 homens. O esquadrão n.º 13 de Dragões Ligeiros sofreram dez mortos, 27 ferido e 22 capturados. Os regimentos portugueses tiveram 14 mortos, 40 feridos e 55 capturados. O resultado final da batalha foi a recaptura de Campo Maior pela força anglo-portuguesa.

A perseguição à força de Latour-Maubourg fracassou apesar do número superior de homens dos britânicos e dos portugueses. A razão deste fracasso foi, posteriormente, alvo de controvérsia entre os apoiantes do brigadeiro Long e marechal Beresford. O combate da cavalaria em Campo Maior viria a ser um assunto muito controverso. Beresford considerava que Long tinha perdido o controlo da sua cavalaria ligeira. Também dizia que o facto de ele próprio ter assumido o comando da brigada de cavalaria pesada, tinha prevenido que Long tivesses dado ordens para um ataque à infantaria francesa, o qual teria sido desastroso. Long tinha a opinião, sendo apoiado pelo historiador Sir William Napier, de que se Beresford tivesse enviado a brigada britânica de dragões pesados, teria sido capaz de repelir a restante cavalaria francesa (dois esquadrões que não tinham sido atacados pelo 13.º de Dragões Ligeiros), que apoiava a sua infantaria e, consequentemente, forçar a infantaria francesa a render-se.

Outros três incidentes onde a cavalaria de Wellington atacou sem coordenação foram os do regimento n.º 20 de Dragões na Batalha do Vimeiro; do regimento n.º 23 de Dragões Ligeiros na Batalha de Talavera; e da brigada de Sir John Slade na Batalha de Maguilla. A operação seguinte, teria lugar no sector sul, na Batalha de Albuera.

Wellington, depois de receber o relatório de Beresford sobre o combate em Campo Maior, emitiu uma nota em que repreendia o 13.º Dragões Ligeiros, lhes chamava "uma turba" e ameaçava de lhes tirar os cavalos e os enviar para prestar serviço em Lisboa. Os oficiais do regimento responderam a Wellington detalhando a acção. Wellington terá respondido que, se soubesse o que realmente se tinha passado, jamais teria emitido tal reprimenda. A publicação da história da Guerra Peninsular de Napier nos anos 1830, relançou a controvérsia sobre Campo Maior, e deu origem a uma campanha insultuosa entre Napier e o sobrinho de Long, de um lado, e Beresford e seus apoiantes, por outro.
Leonor Especial

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sex Dez 06, 2019 19:25     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Convento de Santa Maria Scala Coeli, popularmente chamado Convento da Cartuxa, um edifício religioso situado na freguesia do Bacelo, na cidade de Évora, junto à estrada de Arraiolos, a cerca de 1 km das Portas da Lagoa.

in diversos fontes da net.

O Mosteiro da Cartuxa foi construído em Évora, entre 1587 e 1598 pelo Arcebispo D. Teotónio da Casa de Bragança, a qual uma vez reinante, enriqueceu artisticamente a igreja: No séc. XVII, D. Pedro II com pórtico e fachada de mármore, admirada do exterior no séc. XVIII, D. João V, com retábulo de talha dourada, por isso esta igreja foi declarada monumento nacional em 1910.

É aqui que os Monges Cartuxos levam uma vida solitária de oração, desde 1598.

O Mosteiro fica perto de Évora e o seu sino, especialmente o da meia-noite, forma parte do encanto da cidade-museu, património da humanidade. Hoje a Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli é considerada pelos eborenses como um dos seus tesouros, artístico e ainda mais, espiritual.

Mas em 1834, as forças revolucionárias expulsaram os cartuxos em conjunto com todos os religiosos. O Mosteiro passou a ser do Estado que o aproveitou para Escola de agricultura (a monumental igreja serviu de celeiro...). Em 1871 a família Eugénio de Almeida adquiriu as ruínas.

Em meados do séc. XX o herdeiro, D. Vasco Maria, Conde de Villalva, decidiu restaurar o Mosteiro e devolvê-lo à Ordem de São Bruno. Sete foram os fundadores em 1587 e sete os restauradores em 1960. Data de 1960 a reinstalação dos Monges Cartuxos a convite do Instituidor da Fundação que, com essa finalidade, promoveu profundas obras de reconstrução e restauro do edifício. O Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli ou Cartuxa de Évora, propriedade da Fundação Eugénio de Almeida, é um local de oração e contemplação, única presença dos Monges Cartuxos em Portugal.

A partir de então a vida cartusiana renasceu e reviveu em Santa Maria Scala Coeli, aberta ao ingresso de novas vocações portuguesas.

Vizinho da Adega Cartuxa, com ela partilha uma atmosfera bucólica que convida à serenidade e ao recolhimento.
Leonor Especial

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Dez 07, 2019 18:31     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Templo Romano de Évora, erroneamente conhecido como Templo de Diana, está localizado na cidade de Évora.

in diversas fontes da net.

O Templo faz parte do centro histórico da cidade, o qual foi classificado como Património Mundial pela UNESCO. O Templo romano encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo IGESPAR. É um dos mais famosos marcos da cidade, e um símbolo da presença romana no país.

Localizado na freguesia da Sé e São Pedro, no Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública de Évora e pelo Museu.

Embora o Templo Romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça se originou de uma lenda criada no século XVII. Na realidade, o Templo provavelmente foi construído em homenagem ao Imperador Augusto, que era venerado como um deus durante e após o seu reinado.

O Templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora - então chamada de Liberatias Iulia - e modificado nos séculos II e III.

Évora foi invadida pelos povos germânicos no século V, e foi nesta altura que o Templo foi destruído; hoje em dia as suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.

As ruínas do Templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de Évora durante a Idade Média. A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval, e o Templo (transformado em torre) foi usado como um açougue do século XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do Templo ajudou a preservar os seus restos de uma maior destruição.

Finalmente, depois de 1871, as adições medievais foram removidas e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti.

O Templo original provavelmente era similar à Maison Carrée de Nîmes (França). O Templo de Évora ainda está com a sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O formato da base é retangular, e mede 15m x 25m x 3.5m de altura. O lado sul da base costumava ter uma escadaria, agora em ruínas.

O pórtico do Templo que já não existe, era originalmente um hexastilo. Um total de catorze colunas de granito ainda estão de pé no lado norte (traseiro) da base; muitas das colunas ainda têm os seus capitéis em estilo coríntio sustentando a arquitrave. Os capitéis e as bases das colunas são feitos de mármore branco de Estremoz, enquanto as colunas e a arquitrave são feitas de granito. Escavações recentes indicam que o Templo era cercado por um espelho de água.
Leonor Especial

 
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Mensagem Enviada: Seg Dez 09, 2019 21:22     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Convento dos Lóios, também conhecido como Convento de São João Evangelista em Évora.


in diversas fontes da net.


O Convento foi construído no século XV sobre o que restava de um castelo medieval, tendo ficado bastante danificado aquando do terramoto de 1755.


É um conjunto de planta rectangular que se desenvolve em torno de um claustro de dois pisos, sendo o piso inferior de estilo gótico-manuelino e o superior já com características renascença.


A Igreja, de estilo manuelino, tem uma nave de cinco tramos rectangulares e é coberta por uma abóbada nervurada. As paredes estão revestidas com painéis azulejares do século XVIII.


A capela-mor, de planta poligonal, é coberta por uma abóbada de complicado desenho com ogivas entrecruzadas, e as suas paredes estão revestidas de azulejos dos séculos XVII e XVIII.


A Casa do Capítulo, atribuída a Diogo de Arruda, é precedida por um portal mourisco do início do século XVI.


Após as obras de restauro e recuperação que demoraram alguns anos foi inaugurada nas suas instalações a Pousada dos Lóios integrada nas Pousadas de Portugal.


A Igreja de São João Evangelista anexa ao Convento dos Lóios de Évora, foi erguida por iniciativa do primeiro Conde de Olivença, D. Rodrigo de Melo, a partir de 1485, destinando-se a panteão da família.


Na fachada do templo (sagrado em 1491), em ângulo com a do Convento, a entrada é antecedida por um alpendre aberto por arco abatido, coberto por abóbada polinervada estrelada. O portal, de inspiração gótico-flamejante, é composto por cinco arquivoltas sobre colunas com capiteis de decoração vegetalista.


Junto ao portal encontra-se uma representação das armas da família Melo, ramo genealógico do qual descendem os actuais Duques do Cadaval. A estrutura é de planta longitudinal, com capela-mor poligonal, integrando um belo retábulo de talha seiscentista de tipologia maneirista. Sob a abóbada ogival, todo o interior se encontra ricamente decorado com um revestimento azulejar historiado, sendo os panos laterais da nave cobertos por episódios da vida de S. Lourenço Justiniano.


Trata-se de uma encomenda de D. Nuno Álvares Pereira de Mello, descendente do fundador o 1º Duque do Cadaval, à oficina lisbonense do mestre António de Oliveira Bernardes. Os painéis estão assinados e datados (de 1711), compondo uma das mais monumentais do autor, que aqui afirma a sua qualidade pelo tratamento naturalista e expressivo das figuras, e pela larga cenografia das cenas historiadas.


No templo, para além de D. Rodrigo de Sousa e de sua mulher (no presbitério), estão igualmente sepultados o seu cunhado, D. Rui de Sousa, chefe da expedição missionária de 1490 ao Congo, e embaixador plenipotenciário de D. João II junto dos Reis Católicos, nas negociações do Tratado de Tordesilhas, em 1494, e de D.ª Branca de Vilhena.


As suas notáveis campas flamengas, em bronze, estão actualmente depositadas no Museu da Casa Cadaval. Na sacristia, encontramos actualmente o que subsiste de um fresco do início do século XVII atribuído a José de Escobar, figurando um Calvário ladeado de anjos, revelado numa recente intervenção de restauro.
Leonor Especial

 
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Mensagem Enviada: Seg Jan 27, 2020 15:57     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio dos Salazares (ou Casa da Viscondessa do Espinhal, ou Palácio dos Viscondes do Espinhal) - localizado na freguesia da Lousã, concelho da Lousã, distrito de Coimbra.


in diversas fontes da net.


O Palácio foi construído por ordem de Bernardo Salazar Sarmento d´Eça e Alarcão em finais do Século XVIII.


Em 1818 foi terminada a edificação do corpo central pelos filhos do Desembargador Bernardo Salazar. Um dos seus filhos era D. Maria da Piedade de Mello Sampaio Salazar, a Viscondessa do Espinhal, filha do Desembargador Bernardo Salazar, é a famosa Viscondessa do Espinhal. O título foi-lhe concedido a 24 de Julho de 1868 pelo Rei D. Luís, foi uma grande benemérita da vila da Lousã. Morreria mais tarde a 17 de Dezembro de 1882, sem antes concluir a magnífica obra que perdura o seu nome.


O aspecto valioso do Palácio reside, não só em ser o mais imponente edifício do concelho e de poucos o igualarem no distrito, como também de representar a evolução estilística regional do fim do século XVIII, começo e meados do século XIX.


Em 1818 no neoclássico, rasgaram o portão central e levantaram o corpo médio tendo sabido aliar as linhas da tradição anterior às do novo estilo. A composição do remate, os pináculos em forma de urnas, o escudo circular dão-lhe o carácter nada vulgar do estilo de D. João VI. O brasão mandado esculpir em 1818, compõe-se de um escudo esquartelado com 4 quartéis. Sobre este, um elmo e o timbre dos Arnaut, um leão passante.


Nos 4 quartéis do escudo encontramos, o timbre dos Eça (5 escudetes unidos pelo cordão de S. Francisco), Arnaut (6 leões de negro), Salazar (13 estrelas de 8 raios) e Sarmento (13 besantes).


O Palácio está associado a episódios das Invasões Francesas. Sabe-se que o Marechal Masséna, comandante das tropas napoleónicas, se instalara nesta casa na altura pertencente ao pai da Viscondessa. Em 16 de Março de 1811, as tropas comandadas pelo Marechal Ney instaladas na margem esquerda do rio Ceira, receberam um inesperado ataque nocturno da vanguarda das tropas anglo-lusas e precipitaram-se em pânico pela estreita ponte medieval e por um vau, tendo sido derrotados. Entretanto, Masséna preparava-se para jantar, mas ao receber a notícia do desastre na Batalha de Foz do Arouce, fugiu precipitadamente.


Pouco depois, o Duque de Wellington entrava triunfante na Lousã, e sentando-se à mesa que Masséna abandonara, pôde saborear com redobrado gosto o jantar que tinha sido preparado para o inimigo.


Nesse dia, o Duque de Wellington escreveu um relatório de sucessos que está na história da campanha.


Actualmente o Palácio é o Meliá Palácio da Lousã e está classificado como património histórico pelo IPPAR.
Leonor Especial

 
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Mensagem Enviada: Seg Fev 03, 2020 15:16     Assunto : Responder com Citação
 
Igreja e convento de S. Gonçalo.

In diversas fontes da net.

A Igreja do extinto Convento dominicano de São Gonçalo de Amarante, actual Igreja Matriz de Amarante, localiza-se na União das Freguesias de Amarante (São Gonçalo), Madalena, Cepelos e Gatão, na cidade de Amarante, distrito do Porto. O edifício está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

De acordo com a tradição local remonta a uma anterior ermida erguida pelo beato Gonçalo de Amarante no início do século XIII.

Em 1540 D. João III (1521-1557) e sua esposa D. Catarina de Áustria, deliberaram a construção de um novo templo e convento dominicano no local, sob a invocação de Gonçalo de Amarante. As obras iniciaram-se em 1543, tendo-se prolongado até ao século XVIII, com intervenções no século XX.

A construção da igreja e do convento estavam concluídas no reinado de D. Filipe II de Espanha, antes de 1600. A construção do pórtico e da Varanda dos Reis iniciou-se a 12 de Outubro de 1683.

Características:

Exemplar de arquitectura religiosa, nos estilos renascentista, maneirista, barroco e oitocentista.

Representações na fachada principal:

Na Varanda dos Reis estão representados D. João III, D. Sebastião, D. Henrique e D. Filipe II de Espanha.

No Pórtico estão representados Nossa Senhora do Rosário, São Pedro Mártir, São Gonçalo de Amarante, São Tomás, São Francisco, São Domingos e, sobre a porta, os bustos de São Paulo e de São Pedro.

No interior:

No interior do mosteiro destacam-se o órgão de tubos, o túmulo do beato São Gonçalo de Amarante do lado direito do altar, a sacristia com tecto de caixotões pintados e uma imagem do beato São Gonçalo de Amarante (a que é tradição puxar por três vezes a corda da cintura pedindo três desejos) e o claustro principal do convento com fonte centrada de autoria de Mateus Lopes, erguido de 1586 a 1606.
Leonor Especial

 
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Trago hoje o Convento de Santa Cruz, popularmente conhecido como Convento dos Capuchos, localizado na Serra de Sintra, na freguesia de São Martinho, concelho de Sintra, distrito de Lisboa.


in diversas fontes da net.


De acordo com a lenda, durante uma caçada na serra de Sintra, quando em perseguição a um veado, o 4º Vice-Rei da Índia, D. João de Castro ter-se-à perdido vindo a adormecer de cansaço debaixo de um penedo. Em sonho, ter-lhe-à sido revelada então a necessidade de se erigir um templo cristão naquele local.


Vindo a falecer mais tarde (1548), sem que tivesse tido oportunidade de cumprir essa obrigação, transmitiu-a ao filho. Desse modo, um Convento da Ordem dos Frades Menores foi fundado em 1560 por D. Álvaro de Castro, Conselheiro de Estado de D. Sebastião I e administrador da Fazenda.


A primeira comunidade era composta por oito frades, sendo o mais conhecido Frei Honório que de acordo com a lenda, viveu até perto dos 100 anos de idade, apesar de ter passado as últimas três décadas da sua vida a cumprir penitência habitando uma pequena gruta dentro do muro do convento.


Com a extinção das ordens religiosas masculinas no país (1834), a comunidade de franciscanos foi expropriada e viu-se obrigada a abandonar as dependências do Convento. Posteriormente, ainda no século XIX, o espaço foi adquirido por Francis Cook, 1.º Visconde de Monserrate.


Em 1949 o imóvel foi adquirido pelo Estado Português, tendo chegado ao final do século XX em precário estado de conservação. A partir de 2000 passou à responsabilidade da empresa "Parques de Sintra, Monte da Lua, S.A.", que tem como um dos objectivos centrais da sua actividade a recuperação do espaço.


Em 2011 foi lançado o filme Deste Lado da Ressurreição, de Joaquim Sapinho, filmado no interior do Convento.


Encontra-se aberto ao público, estando actualmente (2015) a sofrer intervenção de conservação no seu interior.


Características do Convento:


A pobreza foi levada ao extremo na construção deste Convento. O conjunto edificado possui uma área relativamente reduzida e várias das suas celas têm portas revestidas a cortiça com altura inferior à de um homem, de modo a induzir a genuflexão. Os elementos decorativos são também escassos, tendo sido mantidos ao mínimo. No refeitório existe uma grande laje de pedra a servir de mesa, oferta do Cardeal-Rei D. Henrique.


Após uma visita ao Convento em 1581, D. Filipe I de Portugal terá comentado: "De todos os meus reinos, há dois lugares que muito estimo, o Escorial por tão rico e o Convento de Santa Cruz por tão pobre".


Cronologia:


1560 - O Convento é mandado erguer por D. Álvaro de Castro.
1834 - Extinção das Ordens Religiosas em Portugal.
1873 - Aquisição pela família Cook.
1949 - Aquisição pelo Estado Português.
1995 - A serra de Sintra, onde se localiza o Convento dos Capuchos, é classificada pela UNESCO como Paisagem Cultural e Património da Humanidade.
Leonor Especial


 
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