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Índice do Fórum : Hist√≥ria & Monarquia
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Ago 17, 2019 21:10     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago a Torre de Ucanha localizada na freguesia de Ucanha, concelho de Tarouca, distrito de Viseu.

in diversas fontes da net.

Est√° classificada pelo IPPAR como Monumento Nacional desde 1910.

O erudito Jos√© Leite de Vasconcelos nascido em Ucanha, aponta essencialmente tr√™s raz√Ķes para a constru√ß√£o da ponte e da torre de Ucanha, lan√ßadas sobre o rio Varosa perto de Tarouca e a poucos quil√≥metros de Lamego: a de defesa, √† entrada do couto mon√°stico de Salzedas; a de ostenta√ß√£o senhorial, bem patente na alta torre; e a da cobran√ßa fiscal, pelo valor econ√≥mico que tal representaria para o mosteiro cisterciense erguido pr√≥ximo.

A sua exist√™ncia j√° vem documentada no s√©culo XII. D. Afonso Henriques doou em 1163 √† vi√ļva de Egas Moniz, D. Teresa Afonso o couto de Algeriz, acrescentando-lhe o territ√≥rio de Ucanha. A ponte deve ter sido constru√≠da pelos romanos, no seguimento de uma estrada que passava ali perto.

D. Teresa Afonso, fundadora do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, doou ao convento o couto que recebera do rei e foram os monges quem mais beneficiou da velha ponte, convertida em apreci√°vel fonte de rendimento pelos direitos de portagem que seriam cobrados.

Em 1324, D. Dinis pretendeu favorecer as gentes e vila de Castro Rei concedendo-lhes o privilégio da passagem de Moimenta para Lamego, mas face à pressão dos frades de Salzedas o rei confirmou tal privilégio a Ucanha.

Características da Torre:

De planta quadrada, a Torre com porta de acesso bem acima do nível do chão, tem vinte metros de altura e dez de cada lado da base, onde se encontra a seguinte inscrição "Esta obra mandou fazer D. Fernando, abade de Salzedas, em 1465".

No interior, divide-se em tr√™s pavimentos: no primeiro apenas uma fresta, no segundo em duas das faces abrem-se duas janelas geminadas e no √ļltimo salientam-se quatro mata-c√£es, apoiados em cachorros.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Ago 18, 2019 23:16     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Torre Quadrangular de √Čvora, ou como √© vulgarmente conhecida Torre de Sisebuto.

in diversas fontes da net.

A Torre √© uma constru√ß√£o romana tardia situada em √Čvora na Rua da Quinta Nova.

√Č Monumento Nacional, classificado pelo IGESPAR e parte do Centro Hist√≥rico de √Čvora, classificado pela UNESCO como Patrim√≥nio Mundial.

Segundo a tradi√ß√£o, a Torre teria sido edificada pelos servos de Sisebuto rei visigodo. Contudo, baseados em estudos da sua localiza√ß√£o na malha urbana da cidade, bem como da forma de edifica√ß√£o, especialistas descobriram que a torre se afastava dessa hip√≥tese, propondo a sua constru√ß√£o pelos invasores romanos em meados do s√©culo III, colocando a sua constru√ß√£o original no tempo em que foi edificada em √Čvora a primeira muralha.

A Torre quadrangular foi edificada portanto no século III, sendo uma construção romana tardia sobre uma casa datada do século I, que contava com vários frescos nas suas paredes.

Os tempos trazem a mudan√ßa e a Torre n√£o lhe ficou alheia pelo que sofreu v√°rias transforma√ß√Ķes, com especial realce para os per√≠odos arquitect√≥nicos isl√Ęmico e medieval crist√£o da p√≥s-Reconquista, datando deste √ļltimo per√≠odo v√°rias janelas e as ab√≥badas ogivais dos dois pisos cobertos.

Já perto do século XX, a Torre fundiu-se com o Paço dos Melos de Carvalho, sendo actualmente aproveitada para serviços hoteleiros.

A Torre foi classificada como Monumento Nacional em 1920.


 
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Mensagem Enviada: Seg Ago 19, 2019 23:00     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Castelo Novo localizado na aldeia do mesmo nome, concelho do Fund√£o, distrito de Castelo Branco.

in diversas fontes da net.

Erguido sobre um afloramento rochoso na vertente leste da chamada serra da Gardunha, constituía-se no pólo militar em torno do qual se desenvolveu a povoação de Castelo Novo, sucessora da de Castelo Velho no topo da serra.

Castelo Novo, actualmente, integra o Programa Aldeias Históricas.

A sua existência será anterior ao início do século XIII, uma vez que o Castelo se encontra referido tanto no testamento de D. Pedro Guterres (8 de Janeiro de 1221) como no foral de Lardosa. Encontra-se ligado ainda à presença da Ordem dos Templários na região, razão pela qual alguns autores atribuem a sua edificação ao Mestre da Ordem D. Gualdim Pais, sob o reinado de D. Sancho I (1185-1211).

No final do século XIV, o rei D. Dinis (1279-1325) determinou reforçar as suas defesas, hipótese que se fundamenta na constatação de vestígios de adarves e ameias dionisinas num troço das muralhas. A partir desta altura, teria sido abandonado o chamado Castelo Velho no topo da serra.

Embora haja registro de que no ano de 1500 o pedreiro Luís de Cáceres trabalhava nas obras do Castelo, a informação da Comenda datada de 1505 reportava o seu estado, que apenas inspirava cuidados pontuais:

Em parte da barbacã na entrada, derruída.

No portal de pedra da entrada, sem portas.

Em um troço da muralha interna, sem portas e derruído junto à torre de menagem.

Talvez por essa raz√£o, D. Manuel I (1495-1521) tenha-lhe determinado melhoramentos (1510).

Sob o reinado do seu sucessor D. Jo√£o III (1521-1557), a torre sineira j√° se encontrava provida de sinos (1537).

Transcorridos quase dois séculos e meio, o Juiz que procedia à actualização dos bens da Comenda com o Procurador e mediadores da mesma, refere que o Castelo se encontrava quase em ruína (1704). Ainda nesse século, as "Memórias Paroquiais de 1758" dão conta de que o terramoto de 1755 lhe provocara derrocadas.

No s√©culo XX, embora fichado pela Direc√ß√£o-Geral dos Edif√≠cios e Monumentos Nacionais que lhe efectuou obras de consolida√ß√£o e restauro nos panos da muralha entre 1938 e 1939, retomadas em 1942, o conjunto n√£o se encontra classificado quer como Monumento Nacional, quer como Im√≥vel de Interesse P√ļblico nem em Vias de Classifica√ß√£o.

Recentemente entre 2002 e 2004, foram desenvolvidas tr√™s campanhas de escava√ß√Ķes arqueol√≥gicas no Castelo a cargo da Arqueonova, no √Ęmbito do Programa Aldeias Hist√≥ricas de Portugal, que colocaram a descoberto centenas de vest√≠gios da sua ocupa√ß√£o medieval, entre a sua constru√ß√£o no s√©culo XII e o seu abandono por volta do s√©culo XVII. Moedas portuguesas dos reinados de D. Sancho I (1169-1210) at√© ao de D. Jo√£o III (1521-1557), pe√ßas met√°licas em ferro e em cobre, e pe√ßas de cer√Ęmica entre outras podem ser apreciadas a partir de 2005 no N√ļcleo Museol√≥gico de Castelo Novo, nas depend√™ncias da antiga Casa da C√Ęmara, requalificada como museu hist√≥rico-arqueol√≥gico.

Características do Castelo:

Exemplar da arquitectura militar no estilo g√≥tico e manuelino, na cota dos 640 a 650 metros acima do n√≠vel do mar, o Castelo apresenta planta irregular org√Ęnica no sentido longitudinal. Nas suas muralhas rasgam-se duas portas, a Leste e a Oeste, acreditando-se que exista uma terceira, ainda oculta por alguma edifica√ß√£o mais recente no tro√ßo Norte. No tro√ßo Oeste encontram-se adarves, ameias e merl√Ķes em bom estado de conserva√ß√£o.

O port√£o principal a Oeste em arco apontado, de cantaria de granito, √© guarnecido por duas torres. Uma delas no formato de um cubelo disp√Ķe os matac√£es sobre a entrada. A porta a leste em arco de volta perfeita, tamb√©m √© em cantaria de granito.

Na Pra√ßa de Armas, erguem-se a torre sineira e a Torre de Menagem, ambas de planta quadrada e sem constru√ß√Ķes adossadas. A primeira √© rematada com cornijas e quatro g√°rgulas nos √Ęngulos, com cobertura em falsa ab√≥bada e dois registos divididos por cornijas.

√Č acessada por duas portas de verga recta, com moldura em cantaria de granito a Leste e a Oeste. Dois postigos rasgam-se na face oeste. No topo, quatro sineiras em arco de volta perfeita, a do al√ßado Leste ainda com o seu sino e abaixo, um rel√≥gio.

A Torre de Menagem apresenta ruína no topo, podendo-se inferir a sua primitiva altura pela existência de gárgulas remanescentes na face Leste.

Vizinhas ao Castelo localizam-se as edifica√ß√Ķes dos Pa√ßos do Concelho (antiga Casa da C√Ęmara), da Capela de Santo Ant√≥nio e da Igreja Matriz.

 
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Mensagem Enviada: Ter Ago 20, 2019 23:04     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o chamado Castelo Velho de Freixo de Num√£o (em ru√≠nas) localizado na freguesia e povoa√ß√£o de Freixo de Num√£o, concelho de Vila Nova de Foz C√īa, distrito da Guarda.

in diversas fontes da net.

Erigido num local arqueol√≥gico, caracterizado pelos vest√≠gios do que se acredita possa ter sido um castro pr√©-hist√≥rico. Implantado no alto de um espor√£o de xisto aproveitando as condi√ß√Ķes naturais de defesa, √© actualmente considerado um dos mais importantes povoados do Noroeste da pen√≠nsula Ib√©rica.

As campanhas arqueológicas realizadas até ao momento permitem acreditar tratar-se de um local com ocupação datada entre 3000 a.C. e 2000 a.C., entre a Idade do Cobre e a Idade do Bronze.

O local foi sondado pela primeira vez no início da década de 1980, vindo a ser pesquisado sistematicamente, a partir de 1989 pela Prof. Susana de Oliveira Jorge no contexto de uma ampla campanha de prospecção realizada na região, a fim de avaliar o seu potencial arqueológico e estabelecer aqueles pontos merecedores de uma pesquisa mais detalhada.

Integra actualmente o Parque Arqueol√≥gico do Vale do C√īa.

A primeira fase construtiva do local √© anterior ao terceiro mil√©nio a.C., quando se registrou uma breve ocupa√ß√£o que entretanto, permitiu fossem erguidas estruturas habitacionais como testemunham alguns buracos de poste, lareiras e fragmentos cer√Ęmicos. Data desse per√≠odo a edifica√ß√£o de um torre√£o com evid√™ncias de ter sido utilizado at√© cerca de 1300 a.C..

Uma segunda fase construtiva registou-se entre cerca de 2900 a.C. e o in√≠cio do segundo mil√©nio a.C., abrangendo a edifica√ß√£o na cota mais alta do espor√£o, do que se considera um "monumento" de planta sub-el√≠ptica delimitado por uma pequena muralha e completado a Sul, por um recinto sub-circular, bem como uma plataforma interm√©dia circundada por uma rampa ou talude com √°trio. Datam deste per√≠odo algumas cabanas a ele associadas e diversos fragmentos de cer√Ęmica, dormentes e moventes gran√≠ticos, pontas de seta, pesos de tear, diversos objectos de cobre e um de ouro, contas de colar e outros elementos de adorno.

Uma terceira fase construtiva decorreu entre o in√≠cio do segundo mil√©nio a.C. e 1300 a.C., enquanto as primitivas estruturas continuavam a ser utilizadas, enquanto se reconstruia uma rampa e se erguiam estruturas perec√≠veis. Data desta fase um esp√≥lio constitu√≠do por vasos cer√Ęmicos com motivos decorativos.

Uma quarta fase construtiva mais recente, consistiu na petrificação da zona "monumental".

Este local arqueol√≥gico encontra-se classificado como Local de Interesse P√ļblico (SIP) desde 2010.


 
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Mensagem Enviada: Qua Ago 21, 2019 20:06     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Solar dos Metelos também conhecido como Torre dos Metelos, localizado em Figueira de Castelo Rodrigo, na freguesia de Freixeda do Torrão, distrito da Guarda.

in diversas fontes da net.

Trata-se de um Solar seiscentista constru√≠do em pedra √† moda dos solares da Beira Alta. √Č famoso pela sua robusta e rude torre.

A r√ļstica Torre remonta ao s√©culo XV, provavelmente em adi√ß√£o ao primitivo pa√ßo. Segundo a tradi√ß√£o local, afirma-se que o seu primeiro propriet√°rio seria o caldeireiro do Rei, pois a pedra de armas exibe duas caldeiras. Historicamente entretanto √© de √©poca posterior pois tal propriet√°rio seria da fam√≠lia Metelo, morgados de Valongo, condi√ß√£o institu√≠da em 1357 por D. Sanches Martins e sua esposa D. Maria Domingues Martins.
Dois s√©culos mais tarde foi constru√≠do o actual Solar, que conta uma sucessiva acumula√ß√£o de acrescentos e altera√ß√Ķes nos remates do casario e da Torre e na disposi√ß√£o perpendicular dos pin√°culos piramidais.

No início do século XIX no contexto da Guerra Peninsular, quando as redondezas foram devastadas pelas tropas napoleónicas sob o comando de Jean-Andoche Junot, André Massena e Nicolas Jean de Dieu Soult devido ao seu isolamento, o Solar não conheceu o destino de muitos outros na região, sendo tão somente ignorado. Neste momento inclusive, foi-lhe acrescentada uma janela datada de 1808.

No s√©culo XX o r√ļstico pa√ßo foi vendido, cerca de 1930, a Francisco Ant√≥nio Mexedo Pinto Bordalo, a Aires de Beir√£o e a Diogo Am√©rico de Beir√£o, que abateram no interior do casar√£o a antiga capela de Nossa Senhora da Esperan√ßa, onde segundo a tradi√ß√£o, as parturientes acendiam velas em sinal de promessa.

Demolido foi igualmente, o arco que sustentava o passadi√ßo que dava acesso √† ala norte do pal√°cio. Foram juntamente com estas modifica√ß√Ķes, feitas v√°rias remodela√ß√Ķes no interior do pa√ßo, o que incluiu a decora√ß√£o por iniciativa de Diogo de Beir√£o.

O conjunto encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Decreto de 29 de Setembro de 1977.

Actualmente de propriedade privada, é utilizado como residência de uma família.

Características do Solar:

A edifica√ß√£o √© formada por uma Torre de planta quadrada, com os √Ęngulos marcados por pin√°culos piramidais coroados por esferas, que sobressaem tanto quanto a porta principal em arco recto que ostenta a seu lado a pedra de armas dos Metelos.

A Torre sustenta pequenos varandins com mata-c√£es que se podem dizer ex libris do Solar.

Um passadiço, cuja entrada frontal forma um arco de volta perfeita dá acesso ao solar.

O paço tem três pisos, todos de pavimento de madeira e ligados entre si por escadas de madeira.

 
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Mensagem Enviada: Qui Ago 22, 2019 20:15     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje as Torres do Rio (Civitas Myrtilis) ‚Äď Estrutura Defensiva localizada no distrito de Beja na margem direita do rio Guadiana junto √†s muralhas da vila de M√©rtola, na Porta da Ribeira.


in diversas fontes da net.


Torre do rio:


As ru√≠nas das Torres do Rio s√£o constitu√≠das por seis peg√Ķes implantados ao longo de uma linha curva, sendo que o √ļltimo se encontra j√° no leito do rio.


Poderosos talha-mares resistiam √† viol√™ncia das √°guas invernais. Pela sua t√©cnica construtiva e fun√ß√Ķes, √© um monumento √ļnico no nosso pa√≠s.


Arranques dos arcos:


S√£o vis√≠veis os arranques dos arcos que os uniam. As bases dos peg√Ķes usam mat√©ria-prima local, xisto, e aplicam, reutilizando, m√°rmores de edif√≠cios romanos, a elevada qualidade, tamanho e regularidade dos blocos de m√°rmore e granito indicam que estes pertenceram a um edif√≠cio romano de grande porte (do Per√≠odo Imperial) cuja localiza√ß√£o se presume que se situaria na acr√≥pole da cidade e eventualmente pedras provenientes do lastro de navios.


Reutilização de mármores de edifícios romanos na estrutura:


Recentemente tem sido interpretado como estrutura defensiva, protegendo a atracagem das embarca√ß√Ķes, funcionando tamb√©m como coura√ßa, permitindo o acesso ao rio para abastecimento de √°gua.


√Č dif√≠cil atribuir-lhe uma cronologia, podendo j√° ter sido constru√≠da na Antiguidade Tardia.


Permitia o acesso à água sem sair das muralhas, esta construção era um importante ponto de apoio na defesa do porto


Constru√≠da no antigo porto fluvial e controlando uma das mais importantes entradas da cidade, a Torre do Rio foi um elo destacado no sistema defensivo da antiga cidade tardo ‚Äď romana.

Antigas muralhas romanas:


Um caminho de acesso lançado sobre sólida arcaria, permitia ligar esta torre couraça ao interior das muralhas.


Sábios construtores souberam erguer este insólito monumento, protegendo-o das grandes cheias do rio.


Seguindo paralelos apenas localizados no Oriente mediterr√Ęnico, este sistema de defesa portu√°ria era completado por uma corrente de ferro que, lan√ßada sobre o rio, controlava a navega√ß√£o.


Pelas técnicas construtivas e coerência histórica, a época de construção deste conjunto militar deve coincidir com os inícios do séc.IV quando foram construídos o criptopórtico e o baptistério da Alcáçova junto ao Castelo de Mértola.

Fontes:

M√ČRTOLA VILA MUSEU ‚Äď Um projecto cultural de desenvolvimento integrado
Por Cl√°udio Torres
Pontes Hist√≥ricas do Alentejo ‚Äď Um Itiner√°rio Cultural (Igespar))
CARACTERIZA√á√ÉO DE ARGAMASSAS DO PER√ćODO ROMANO E √ĀRABE
DA VILA DE M√ČRTOLA ‚Äď 2006
Laboratório Nacional de Engenharia Civil


 
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Mensagem Enviada: Sex Ago 23, 2019 21:50     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de Santa Catarina localizado na cidade e freguesia de S√£o Juli√£o da Figueira da Foz, concelho de Figueira da Foz, distrito de Coimbra.

in diversas fontes da net.

Cooperava com a Fortaleza de Buarcos e o Fortim de Palheiros na defesa do porto e da baía da Figueira da Foz e de Buarcos.

Acredita-se, com fundamento histórico, que os alicerces desta fortificação remontam ao reinado de D. João I (1385-1433).

Durante a Dinastia Filipina, em Outubro de 1585 alguns homens-bons da C√Ęmara Municipal de Coimbra requereram a D. Filipe I de Portugal (1580-1598) a constru√ß√£o de um Forte a erguer √† entrada da barra do rio Mondego, nos rochedos conhecidos como Monte de Santa Catarina. Em aten√ß√£o a essa solicita√ß√£o, as obras de edifica√ß√£o do Forte ter√£o sido iniciadas algum tempo depois, com recursos oriundos das rendas da vila de Buarcos, da Universidade de Coimbra, do Cabido e do Mosteiro de Santa Cruz.

Em 1602 a costa da Figueira da Foz foi assolada por cors√°rios ingleses sendo esse Forte saqueado.

No contexto da Restauração da Independência, tendo sido determinado o reforço e modernização das praças do reino pelo Conselho de Guerra de D. João IV (1640-1656), a defesa da costa marítima não foi esquecida. Foram assim iniciadas, em 1643, obras de reforço no Forte de Santa Catarina, quando foi aumentada uma das cortinas da fortificação, ampliando-lhe a artilharia para 15 peças de diferentes calibres.

Em pouco tempo entretanto, apesar da import√Ęncia estrat√©gica da defesa da barra do Mondego, informa√ß√Ķes d√£o conta de que em 1680, as instala√ß√Ķes do Forte apresentavam ru√≠na, sendo ent√£o elaborado um or√ßamento para a sua reedifica√ß√£o. Esta acabou n√£o acontecendo uma vez que a verba destinada √†s suas obras acabou por ser consumida noutras despesas da Guerra da Restaura√ß√£o.

No contexto da Guerra Peninsular, em 1808 o Forte foi ocupado pelas tropas napole√≥nicas sob o comando de Jean-Andoche Junot. Alguns meses mais tarde, uma for√ßa de duas dezenas de estudantes volunt√°rios da Universidade de Coimbra, sob o comando do Sargento de Artilharia Bernardo Ant√≥nio Zagalo (de Ovar) e do Sargento de Infantaria In√°cio Caiola, √† frente de algumas centenas de populares, for√ßou a guarni√ß√£o francesa do Forte √† rendi√ß√£o a 27 de Junho, conduzindo-a sob pris√£o para Coimbra, de onde viera. O Forte foi ocupado em seguida pelas for√ßas do Almirante Charles Cotton que, no comando da esquadra brit√Ęnica ao largo da costa portuguesa, p√īde dessa forma assegurar o desembarque seguro de 13.000 homens sob o comando de Arthur Wellesley na costa de Lavos a 1 de Agosto.

Ao longo de todo o século XIX o Forte foi citado em sucessivos relatórios, que referiam a necessidade de urgentes obras de reparação, até à perda da sua função militar.

Em 1911 uma parte do espaço do Forte foi cedida ao Instituto de Socorros a Náufragos. O restante foi arrendado ao Ténis Club Figueirense alguns anos mais tarde. Terá sido também no alvorecer do século XX que foi edificado o farol de ferro no centro da praça-forte, importante auxílio à navegação na entrada da barra, desactivado em 1991.

O conjunto encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico, pelo Decreto 44.075, publicado em 5 de Dezembro de 1961.

Características do Forte:

O Forte de Santa Catarina apresenta planta no formato triangular, org√Ęnica, adaptada ao terreno irregular sobre o qual se ergue. Foi criticada por apresentar um √Ęngulo muito agudo nas faces de um dos baluartes, que poderia comprometer a defesa. Os restantes apresentam-se com faces em forma de cauda de andorinha. Na pra√ßa de armas foram edificadas as casernas e a Capela de Santa Catarina, um orat√≥rio de planta quadrangular e tipologia maneirista, edificada por volta de 1598, com uma imagem da padroeira datando do s√©culo XVIII.


 
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Mensagem Enviada: Sáb Ago 24, 2019 20:22     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Santu√°rio de Nossa Senhora d'Aires, em Viana do Alentejo, distrito e arquidiocese de √Čvora.

in diversas fontes da net.

A sua romaria remonta a 1748, quando se iniciou o culto mariano deste local situado nas imedia√ß√Ķes da vila de Viana do Alentejo. Tudo ter√° nascido de um voto feito por alguns comerciantes (devido a uma epidemia que ent√£o grassava na regi√£o). Uma vez atendido o voto, de imediato se iniciou a constru√ß√£o do imponente santu√°rio que hoje √© o palco desta romaria.

A romaria principal √© mais propriamente uma feira, com origem no alvar√° de D. Jos√©, datado de 27 de Setembro de 1751, que autorizou a realiza√ß√£o de uma feira franca nesta local. A feira/romaria ocorre no quarto domingo de Setembro, quando se faz uma pequena prociss√£o com a imagem da Virgem em redor do templo (onde se encontram in√ļmeros ex-votos).

A romaria a cavalo tem como objectivo a recuperação de uma tradição abandonada há cerca de 70 anos, quando os lavradores e agricultores se deslocavam com os seus animais ao Santuário de N. Sr.ª d'Aires para pedir protecção para o gado e boas colheitas.

A Romaria a Cavalo realiza-se no quarto fim-de-semana de Abril, entre a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem na Moita do Ribatejo, e o Santuário de Nossa Senhora D’Aires em Viana do Alentejo. A romaria é realizada pela antiga canada real, conhecida igualmente, pela estrada dos espanhóis e que perfaz um total de 120 km. Esta romaria tem um carácter religioso associado, sendo a Virgem transportada na romaria.
Na primeira edição, em 2001, a romaria contou com a participação de cerca de 200 romeiros.

A história do Santuário remonta ao século XVI numa pequena ermida rodeada por cinco hospedarias de romeiros, que com o passar do tempo foi ficando mais afamada atraindo mais fiéis, mercadores e forasteiros, tendo-se construído um novo, maior e mais digno templo inaugurado em 1760, num estilo barroco - rocócó.

O grande ponto de interesse deste Santuário é a Casa dos Milagres, antiga sala das confrarias que centenas de anos de promessas forraram com uma colecção imensa de ex-votos, atendendo à tradição de que a imagem da antiga padroeira Nossa Senhora da Piedade, nunca deixou de socorrer os crentes.

 
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Mensagem Enviada: Dom Ago 25, 2019 21:37     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Santu√°rio/Capela de Nossa Sra. de La Salette situada no Parque com o mesmo nome, situado a nascente do IC2 que ladeia o centro de Oliveira de Azem√©is, o Parque de La ‚Äď Salette, "ex-libris" desta cidade, √© um magn√≠fico espa√ßo verde, coroado pela Capela de Nossa Senhora de La ‚Äď Salette. La-Salette √© um local da freguesia de Oliveira de Azem√©is, localizado na zona oriental da mesma, que corresponde √† √°rea abrangida pelo Parque de La-Salette e espa√ßos lim√≠trofes do mesmo.

in diversas fontes da net.

Autêntico miradouro natural, pelas suas características, do Parque é possível desvendar a norte São João da Madeira, a nordeste o vale do rio Antuã e algumas zonas montanhosas de Arouca, como a Serra da Gralheira.

Já a sul observamos os socalcos das freguesias de Travanca, Pinheiro da Bemposta e a mancha florestal da Bairrada; a oeste, além da cidade, a ria de Aveiro e linha do mar de Ovar à Costa Nova.

No Parque, encontra-se a Capela de Nossa Senhora de La Salette, a Ela dedicada. O templo, de cunho neomedieval, foi edificado nos princípios do século XX por António Correia da Silva (projecto de arquitectura), Henrique Moreira (escultura da fachada), e Ricardo Leone (vitrais).

A festa concelhia em honra de N.¬™ S.¬™ de La Salette tem in√≠cio no 1.¬ļ Domingo de Agosto com uma enorme prociss√£o de Velas com a imagem (√ļnica) de N.¬™ S.¬™ de La Salette, do Santu√°rio de La-Salette para a Igreja Matriz. Termina no 2.¬ļ Domingo, com a ‚ÄúProciss√£o do Triunfo‚ÄĚ, que aglutina irmandades de todas as par√≥quias da Vigararia de Oliveira de Azem√©is, transportando a imagem no percurso inverso, de regresso ao Santu√°rio. Esta Prociss√£o atrai multid√Ķes.

A constru√ß√£o da Capela da La Salette remonta ao ano de 1870. Nesta data, o pa√≠s era assolado por uma terr√≠vel seca. Oliveira de Azem√©is n√£o foi exce√ß√£o e tamb√©m teve dificuldades com a escassez de √°gua. Ent√£o, a 5 de Julho desse ano, decidiu-se fazer uma prociss√£o com o Santo Cristo at√© ao Monte Crasto a fim de pedir chuva. Na verdade, a prociss√£o chegou ao local e nesse instante come√ßou a chover copiosamente e, parecendo a todos um facto milagroso, o Abade Jo√£o Jos√© Correia dos Santos prop√īs a constru√ß√£o de uma capela naquele local, sob a invoca√ß√£o de Nossa Senhora de La Salette. Encomendaram-se as imagens e iniciou-se a constru√ß√£o da capela. As imagens chegaram em 1875, ficando na Igreja Matriz, e passados cinco anos foram transladadas para a capela que ent√£o fora conclu√≠da.

Foi no ano de 1909 que se iniciou a construção do actual Parque de La Salette sob a chefia de Jerónimo Monteiro da Costa director dos Jardins Municipais do Porto. Em 1913 começou a pensar-se na construção de uma nova capela pois aquela tornava-se demasiado pequena. Iniciaram-se novas obras dez anos depois e actualmente existe um templo mais largo, funcional, de um gótico revivalista e recheado com belos vitrais e uma rosácea, apenas prejudicado pela sua quase total construção em cimento.

Quando a Comiss√£o Patri√≥tica Oliveirense se organizou em 1909 e ‚Äúmeteu m√£os √† obra‚ÄĚ para transformar num parque o √°rido e in√≥spito Monte dos Crastos, tomou tamb√©m conta da capelinha que a√≠ existia desde 1880, consagrada √† Nossa Senhora de La Salette.

Em local t√£o isolado, era preciso algu√©m que tomasse conta da Capela e a abrisse quando necess√°rio. A escolha da Comiss√£o Patri√≥tica recaiu num habitante do lugar de Cidacos conhecido pelo ‚ÄúTio Martinho‚ÄĚ, homem honesto e cumpridor. Mas o Tio Martinho passou a andar preocupado. Os roubos sucediam-se e n√£o se descobriam os culpados. E atingiu-se o m√°ximo de falta de respeito e heresia, quando roubaram um valioso anel, levado com o dedo m√≠nimo da m√£o direita, que partiram √† imagem da Nossa Senhora.

Assim, Tio Martinho, apesar de muito cansado, n√£o p√īs qualquer dificuldade quando a Comiss√£o lhe pediu para ficar de guarda √† capela durante a noite ap√≥s as festas, dado que havia objectos de culto de elevado valor (os quais tinham servido nas festas), para al√©m da caixa de esmolas. Muniu-se de uma espingarda ca√ßadeira, que lhe emprestaram, e preparou-se para passar a noite, tomando as devidas precau√ß√Ķes.

Passado pouco tempo, acordou com barulho na Capela, mas do s√≠tio onde estava (escadas que davam acesso ao pequeno coro), n√£o via nem era visto. Pegou na arma e espreitando, viu um vulto junto ao altar. N√£o esperou por mais nada, meteu a arma √† cara e disparou. Apesar da pequena dist√Ęncia a que disparou (a capela era pequen√≠ssima), o vulto continuou de p√©. O Tio Martinho, que tinha outro cartucho na arma, aproximou-se, intimando o intruso a manter-se quieto. E assim o manteve sob vigil√Ęncia at√© o dia clarear. Nessa altura, fechou-o bem na sacristia, e saindo c√° fora, come√ßou a tocar a sineta da Capela, ao mesmo tempo que gritava por ‚Äúladr√Ķes‚ÄĚ. Em breve espa√ßo de tempo tinha acorrido muito povo, e ent√£o cercada a capela, entraram l√° dentro e prenderam o gatuno. Trouxeram-no para a vila e na cadeia foram examinados os ferimentos, que se limitavam a alguns chumbos que tinham ficado √† flor da pele e, caso curioso, o tiro tinha-lhe decepado o dedo m√≠nimo da m√£o direita. Interrogado, confessou que tinha sido ele que algum tempo antes tinha roubado o anel e partido o ‚Äúdedo m√≠nimo da m√£o direita de Nossa Senhora da La Salette‚ÄĚ.

O Tio Martinho voltou à capela e junto ao altar encontrou o dedo, ainda ensanguentado, do gatuno. Esse dedo ainda se encontra num frasco com álcool, na actual Capela.

 
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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Seg Ago 26, 2019 21:39     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Fonte Monumental na Alameda Dom Afonso Henriques, conhecida por Fonte Luminosa e situada em Lisboa.

in diversas fontes da net.

Foi idealizada no √Ęmbito das comemora√ß√Ķes do duplo centen√°rio da Funda√ß√£o e Restaura√ß√£o de Portugal (1940). A sua grandiosidade excedeu tudo o que at√© ent√£o se vira.

A Fonte veio cumprir um triplo objectivo: Fornecer um fecho condigno à Alameda D. Afonso Henriques; proporcionar um miradouro sobre a Alameda, e por fim, um objectivo simbólico, comemorativo da entrada das águas do vale do Tejo na cidade, que permitiram em 1940, elevar o caudal destinado ao consumo.

Com projecto riscado em 1939, pelo arq. Carlos Rebelo de Andrade, só foi inaugurada em 1948.

Trata-se de uma construção monumental, que abrange quase toda a largura da Alameda, dotada de um corpo central, dois outros avançados nos extremos com baixos-relevos, e escadarias laterais de acesso ao terraço superior, delimitado por uma balaustrada ritmada por plintos.

No topo do corpo central 13 olhos de água jorram sobre enormes descarregadores, que formam cascatas de queda dupla, compostos por 2 taças sobrepostas. A partir daí a água precipita-se em catadupa para um lago superior de perfil contracurvado, de onde extravasa para um grande lago inferior de recorte elíptico.

Esta Fonte surge pontuada por grupos escultóricos ligados à temática da água, que traduzem repuxos e outros jogos-de-água.

Diogo de Macedo esculpiu a figura aleg√≥rica do Tejo segurando uma nau, que um trit√£o-crian√ßa procura alcan√ßar, montado num cavalo-marinho empinado sobre golfinhos revoltos, e as T√°gides com caudas de peixe, segurando golfinhos e b√ļzios.

Maximiano Alves executou as 13 figuras femininas, segurando b√ļzios e vieiras.

As fachadas dos corpos laterais, que albergam a maquinaria, exibem 2 baixos-relevos verticais com alegorias ao trabalho em tempos polícromos, da autoria de Jorge Barradas.


 
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