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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Ago 27, 2019 21:02     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Rosmaninhal (vestígios), na Beira Baixa, localizado na freguesia de Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco.

in diversas fontes da net.

Castelo raiano, isolado, do qual restam apenas vest√≠gios em prec√°rias condi√ß√Ķes de conserva√ß√£o.

A primitiva ocupação humana da região remonta à pré-história conforme os testemunhos arqueológicos nela abundantes. Posteriormente romanizada, aqui foi explorado o ouro de aluvião.

Na altura da Reconquista crist√£ da pen√≠nsula Ib√©rica, os dom√≠nios do Rosmaninhal, assim como o de outras povoa√ß√Ķes da raia (Segura, Monsanto, Idanha-a-Velha, Salvaterra do Extremo e toda a regi√£o entre o rio Z√™zere e o rio Erges) passaram a pertencer aos crist√£os, integrando os dom√≠nios do Condado Portucalense.

Com a Independência de Portugal, D. Afonso Henriques (1112-1185) a área do Rosmaninhal encontrava-se compreendida nos domínios de Idanha-a-Velha e Monsanto, doados aos cavaleiros da Ordem dos Templários a 30 de Novembro de 1165, para que os repovoassem e defendessem.

Embora n√£o haja informa√ß√Ķes seguras acerca da fortifica√ß√£o de Rosmaninhal, acredita-se que a mesma tenha sido iniciada sob o reinado de D. Sancho II (1223-1248) provavelmente a partir de 1229, ano em que foram passados tanto o foral de Idanha-a-Velha, quanto o de Salvaterra do Extremo.

Na altura de D. Dinis, em documento integrante de um processo contra a Ordem dos Templários, encontra-se referido o Castelo do Rosmaninhal cujos domínios a partir de 1319 passaram para a Ordem de Cristo. Eram seus comendadores e Alcaides-Mor os marqueses de Fronteira.

A partir de ent√£o, a povoa√ß√£o conheceu um novo alento de tal forma que, na altura de D. Manuel I (1495-1521) recebeu o seu primeiro e √ļnico foral a 1 de Junho de 1510. Neste per√≠odo o Castelo j√° se encontrava desaparecido, uma vez que no Tombo da Comenda da Ordem de Cristo do Ano de 1505 do Rosmaninhal, a Leste da Igreja de Nossa Senhora, numa eleva√ß√£o onde √† √©poca existiam alicerces de parede com um arco ainda levantado, constava ter sido feito um Castelo da vila.

No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola, o Rosmaninhal foi de novo murado (1704) de acordo com a informação do vigário da povoação Diogo Vaz Magro, nas "Memórias Paroquiais de 1758", que relatou:

(…) 6. A parrochia está no simo da villa e outeiro dentro de um forte do povo, contíguo a um forte del Rey, que tem suas pessas.

(…) 25. A Vila foi murada por El Rei na Guerra de Setecentos e Quatro como também tinha o já tinha sido na do Levantamento, não é propriamente Praça que esteja guarnecida mas sim tem um forte de El Rei com suas pessas que no tempo da guerra costumam guarnecer os Reis com gente militar e os muros estão em muita parte demolidos e os quartéis de El Rei e fortes.

A vila foi sede de Concelho até 1836 quando este foi suprimido e anexado ao de Salvaterra do Extremo.

Pouco resta do Castelo medieval ou das defesas setecentistas.

A Junta de Freguesia fez instalar um cemitério sobre os restos das suas muralhas, encobrindo-as e descaracterizando-as.

N√£o h√° informa√ß√Ķes sobre a protec√ß√£o ou classifica√ß√£o deste patrim√≥nio nem imagens das ru√≠nas ou seus vest√≠gios.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Ago 28, 2019 20:12     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Lorv√£o ou simplesmente Mosteiro do Lorv√£o, localizado na freguesia de Lorv√£o, concelho de Penacova, distrito de Coimbra.

in diversas fontes da net.

Foi um século XIX, viu novo uso já no século XX como hospital psiquiátrico, o Hospital Psiquiátrico importante Mosteiro e centro de produção de manuscritos iluminados no século XII, servindo depois como Mosteiro feminino. Depois da extinção das Ordens Religiosas em Portugal no do Lorvão foi encerrado em 2012.

Embora a época da fundação do Mosteiro tenha sido aventada ao século VI, a data mais provável dessa fundação será na sequência da primeira reconquista cristã de Coimbra em 878.

O Mosteiro era originalmente um Mosteiro masculino. No s√©culo X a sua import√Ęncia era j√° consider√°vel, estatuto que manteve ao longo de toda a Idade M√©dia. Em meados do s√©culo XI o Mosteiro adoptou a Regra Beneditina, sendo dedicado a S√£o Mamede.

Na segunda metade do s√©culo XII, durante o reinado de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, aconteceram importantes remodela√ß√Ķes das quais resultaram muito possivelmente, um novo claustro e uma igreja de tr√™s naves. Isto coincidiu com o governo do Abade Jo√£o (1162-1192), durante o qual o Mosteiro do Lorv√£o a par do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, foi um dos principais centros de produ√ß√£o de manuscritos iluminados do jovem reino.

Destacam-se entre a produção do scriptorium do Lorvão o Livro das Aves executado no final do reinado de D. Afonso Henriques (1184) e o Apocalipse do Lorvão, executado já durante o reinado de D. Sancho I (1189).

No ano de 1206 o Mosteiro passou para a Ordem de Cister, e passou ao mesmo tempo a ser um Mosteiro feminino, tendo agora por invocação Santa Maria. Esta profunda transformação deveu-se à infanta Beata Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I e mulher de D. Afonso IX de Leão, que depois de ter tido três filhos com o monarca leonês viu o matrimónio ser declarado inválido por consaguinidade e regressou a Portugal, vivendo no Mosteiro até à data da sua morte em 1250. A infanta encontra-se hoje sepultada na igreja do Mosteiro juntamente com sua irmã a Beata Sancha de Portugal em urnas executadas já no século XVIII depois da beatificação das infantas em 1705 pelo ourives portuense Manuel Carneiro da Silva em 1714. Estas duas infantas foram as que depois da morte do pai mantiveram um litígio com o irmão, o rei D. Afonso II sobre os seus direitos.

As mudan√ßas da √©poca de D. Teresa na primeira metade do s√©culo XIII devem ter implicado novas remodela√ß√Ķes do Mosteiro. Infelizmente, de todas as obras medievais apenas existem hoje os capit√©is em estilo rom√Ęnico nas capelas do claustro. No √ļltimo quartel do s√©culo XVI o claustro sofreu remodela√ß√Ķes ao gosto renascentista, e grandes campanhas de obras iniciadas na d√©cada de 1620 - o p√≥rtico da igreja data de 1630 - e continuadas no s√©culo XVIII acabariam por dar ao Mosteiro o seu aspecto actual, de sabor j√° barroco. Ao claustro foram acrescentadas varandas (1677), e a talha dourada invadiu o interior da igreja. Do s√©culo XVIII √© digno de nota o cadeiral do coro-baixo, executado entre 1742 e 1747 em jacarand√° e nogueira, e a reconstru√ß√£o da igreja, sob influ√™ncia do convento de Mafra, entre 1748 e 1761 - √©poca em que tamb√©m por exemplo o mosteiro de Tib√£es sofreu remodela√ß√Ķes semelhantes.

Depois das Guerras Liberais, a extin√ß√£o das Ordens Religiosas em Portugal em 1834 extinguiu inicialmente apenas os conventos masculinos. A extin√ß√£o final das ordens religiosas femininas ficou regulada apenas em 1862, quando se decidiu que o convento ou mosteiro seria extinto aquando da morte da √ļltima religiosa. A √ļltima freira do mosteiro do Lorv√£o viria a falecer em 1887.

Entretanto, grande parte do património do Mosteiro foi adquirido às freiras, encontrando-se hoje disperso por vários museus nacionais. Um exemplo é o Apocalipse do Lorvão, que em 1853, com autorização das freiras, foi levado para a Torre do Tombo por Alexandre Herculano.

O Mosteiro do Lorv√£o integrou a lista original dos primeiros edif√≠cios classificados como Monumento Nacional em Portugal, pelo Decreto de 16-06-1910, DG n.¬ļ 136, de 23-06-1910. Mant√©m o espa√ßo da Igreja, Cadeiral, Claustro do Sil√™ncio e Zimb√≥rio(c√ļpula do monumento), que convidam a uma visita enriquecedora e memor√°vel.

A 3 de Maio de 2014, ser√° a Inaugura√ß√£o dum exemplar √ļnico de um √≥rg√£o Ib√©rico de Dupla face (ap√≥s cerca de 25 anos do inicio da repara√ß√£o).

√ďrg√£o de dimens√Ķes e sonoridade fora do comum, quer pelas suas dimens√Ķes quer pelas suas caracter√≠sticas enquanto instrumento musical.

Durante o Estado Novo, o edifício do convento, e toda a zona envolvente já em adiantado estado de degradação, foi requalificado como hospital psiquiátrico por iniciativa do professor Fernando Baeta Bissaia Barreto Rosa. Esta adaptação pode ser estudada através de fontes documentais, bibliográficas e fotográficas existentes no Centro de Documentação Bissaya Barreto em Coimbra, onde existe também um livro de notas do século XVIII. A criação do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra em 2007, decidiu também o encerramento do Hospital Psiquiátrico do Lorvão a médio prazo. Em 2011 tinha ainda 92 utentes: 30 internamentos residentes femininos e 62 masculinos.

Os √ļltimos utentes foram transferidos em 2012 para outras unidades, principalmente em Miranda do Corvo e Condeixa-a-Nova.


 
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Mensagem Enviada: Qua Ago 28, 2019 20:13     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Mosteiro de Santa Maria de Lorv√£o ou simplesmente Mosteiro do Lorv√£o, localizado na freguesia de Lorv√£o, concelho de Penacova, distrito de Coimbra.

in diversas fontes da net.

Foi um século XIX, viu novo uso já no século XX como hospital psiquiátrico, o Hospital Psiquiátrico importante Mosteiro e centro de produção de manuscritos iluminados no século XII, servindo depois como Mosteiro feminino. Depois da extinção das Ordens Religiosas em Portugal no do Lorvão foi encerrado em 2012.

Embora a época da fundação do Mosteiro tenha sido aventada ao século VI, a data mais provável dessa fundação será na sequência da primeira reconquista cristã de Coimbra em 878.

O Mosteiro era originalmente um Mosteiro masculino. No s√©culo X a sua import√Ęncia era j√° consider√°vel, estatuto que manteve ao longo de toda a Idade M√©dia. Em meados do s√©culo XI o Mosteiro adoptou a Regra Beneditina, sendo dedicado a S√£o Mamede.

Na segunda metade do s√©culo XII, durante o reinado de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, aconteceram importantes remodela√ß√Ķes das quais resultaram muito possivelmente, um novo claustro e uma igreja de tr√™s naves. Isto coincidiu com o governo do Abade Jo√£o (1162-1192), durante o qual o Mosteiro do Lorv√£o a par do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, foi um dos principais centros de produ√ß√£o de manuscritos iluminados do jovem reino.

Destacam-se entre a produção do scriptorium do Lorvão o Livro das Aves executado no final do reinado de D. Afonso Henriques (1184) e o Apocalipse do Lorvão, executado já durante o reinado de D. Sancho I (1189).

No ano de 1206 o Mosteiro passou para a Ordem de Cister, e passou ao mesmo tempo a ser um Mosteiro feminino, tendo agora por invocação Santa Maria. Esta profunda transformação deveu-se à infanta Beata Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I e mulher de D. Afonso IX de Leão, que depois de ter tido três filhos com o monarca leonês viu o matrimónio ser declarado inválido por consaguinidade e regressou a Portugal, vivendo no Mosteiro até à data da sua morte em 1250. A infanta encontra-se hoje sepultada na igreja do Mosteiro juntamente com sua irmã a Beata Sancha de Portugal em urnas executadas já no século XVIII depois da beatificação das infantas em 1705 pelo ourives portuense Manuel Carneiro da Silva em 1714. Estas duas infantas foram as que depois da morte do pai mantiveram um litígio com o irmão, o rei D. Afonso II sobre os seus direitos.

As mudan√ßas da √©poca de D. Teresa na primeira metade do s√©culo XIII devem ter implicado novas remodela√ß√Ķes do Mosteiro. Infelizmente, de todas as obras medievais apenas existem hoje os capit√©is em estilo rom√Ęnico nas capelas do claustro. No √ļltimo quartel do s√©culo XVI o claustro sofreu remodela√ß√Ķes ao gosto renascentista, e grandes campanhas de obras iniciadas na d√©cada de 1620 - o p√≥rtico da igreja data de 1630 - e continuadas no s√©culo XVIII acabariam por dar ao Mosteiro o seu aspecto actual, de sabor j√° barroco. Ao claustro foram acrescentadas varandas (1677), e a talha dourada invadiu o interior da igreja. Do s√©culo XVIII √© digno de nota o cadeiral do coro-baixo, executado entre 1742 e 1747 em jacarand√° e nogueira, e a reconstru√ß√£o da igreja, sob influ√™ncia do convento de Mafra, entre 1748 e 1761 - √©poca em que tamb√©m por exemplo o mosteiro de Tib√£es sofreu remodela√ß√Ķes semelhantes.

Depois das Guerras Liberais, a extin√ß√£o das Ordens Religiosas em Portugal em 1834 extinguiu inicialmente apenas os conventos masculinos. A extin√ß√£o final das ordens religiosas femininas ficou regulada apenas em 1862, quando se decidiu que o convento ou mosteiro seria extinto aquando da morte da √ļltima religiosa. A √ļltima freira do mosteiro do Lorv√£o viria a falecer em 1887.

Entretanto, grande parte do património do Mosteiro foi adquirido às freiras, encontrando-se hoje disperso por vários museus nacionais. Um exemplo é o Apocalipse do Lorvão, que em 1853, com autorização das freiras, foi levado para a Torre do Tombo por Alexandre Herculano.

O Mosteiro do Lorv√£o integrou a lista original dos primeiros edif√≠cios classificados como Monumento Nacional em Portugal, pelo Decreto de 16-06-1910, DG n.¬ļ 136, de 23-06-1910. Mant√©m o espa√ßo da Igreja, Cadeiral, Claustro do Sil√™ncio e Zimb√≥rio(c√ļpula do monumento), que convidam a uma visita enriquecedora e memor√°vel.

A 3 de Maio de 2014, ser√° a Inaugura√ß√£o dum exemplar √ļnico de um √≥rg√£o Ib√©rico de Dupla face (ap√≥s cerca de 25 anos do inicio da repara√ß√£o).

√ďrg√£o de dimens√Ķes e sonoridade fora do comum, quer pelas suas dimens√Ķes quer pelas suas caracter√≠sticas enquanto instrumento musical.

Durante o Estado Novo, o edifício do convento, e toda a zona envolvente já em adiantado estado de degradação, foi requalificado como hospital psiquiátrico por iniciativa do professor Fernando Baeta Bissaia Barreto Rosa. Esta adaptação pode ser estudada através de fontes documentais, bibliográficas e fotográficas existentes no Centro de Documentação Bissaya Barreto em Coimbra, onde existe também um livro de notas do século XVIII. A criação do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra em 2007, decidiu também o encerramento do Hospital Psiquiátrico do Lorvão a médio prazo. Em 2011 tinha ainda 92 utentes: 30 internamentos residentes femininos e 62 masculinos.

Os √ļltimos utentes foram transferidos em 2012 para outras unidades, principalmente em Miranda do Corvo e Condeixa-a-Nova.


 
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Mensagem Enviada: Qui Ago 29, 2019 23:36     Assunto : Responder com Citação
 
Hoje trago a S√© de Lamego que foi fundada em 1129. √Č uma Catedral g√≥tica que mant√©m a torre quadrada original, mas o resto da arquitectura reflete as modifica√ß√Ķes feitas nos s√©culos XVI e XVIII, incluindo um claustro renascentista com uma d√ļzia de arcos bem proporcionados.

in diversas fontes da net.

No s√©culo XII ap√≥s a restaura√ß√£o da diocese de Lamego, iniciou-se a edifica√ß√£o de um templo maior. A sua localiza√ß√£o efectivou-se no Rossio de Lamego, na zona baixa da futura urbe, e iniciou-se no ano de 1159. Sagrada em 1175 a Santa Maria e a S. Sebasti√£o, a prov√°vel conclus√£o da S√© s√≥ viria a acontecer em 1191. Contudo, as v√°rias idades da Hist√≥ria encarregaram-se de alterar significativamente o seu perfil rom√Ęnico original.

A Sé abre-se para um amplo adro lajeado obra do século XVIII, com a fachada marcada pela robusta torre remodelada em Setecentos.

A fachada principal do templo foi reconstruída no reinado de D. Manuel I, combinando as formas do gótico flamejante e o tímido eclodir de algumas formas da Renascença. Com efeito, esta renovação da Sé episcopal começa no século XV e prolonga-se pelo seguinte. A campanha de obras da fachada realizou-se entre 1508 e 1515 de acordo com os planos do arquitecto João Lopes.

No piso t√©rreo rasgam-se tr√™s portais ogivais com o central de maiores dimens√Ķes, constitu√≠dos por diversas arquivoltas assentes em colunelos decorados com esculturinhas de motivos vegetalistas e zoom√≥rficos. Acima destes abrem-se janel√Ķes g√≥ticos com o central de dimens√Ķes monumentais e repartido por p√©treas molduras curvas. Os tr√™s panos da fachada s√£o divididos por quatro contrafortes e rematados superiormente por pin√°culos cogulhados.

Das diversas dependências que se prolongam a norte da fachada principal, é de destacar o antigo Paço dos Bispos, construção do Barroco setecentista e que é ocupado desde 1917, pelo Museu de Lamego, onde se guardam algumas das melhores obras de arte da Sé e de outras casas religiosas da cidade.

O interior da Catedral √© repartido por tr√™s naves divididas em tr√™s tramos e cobertas por ab√≥badas de aresta, assentando em arcos de volta perfeita e grossos pilares. Os tectos foram pintados na primeira metade do s√©culo XVIII pelo pintor-arquitecto italiano Nicolau Nasoni, revelando perspectivadas composi√ß√Ķes do Barroco triunfante, com tem√°tica arquitect√≥nica enquadrando epis√≥dios b√≠blicos. Nas naves laterais abrem-se diversos e sumptuosos altares barrocos.

De grandes dimens√Ķes, a capela-mor foi reformulada no s√©culo XVIII, possuindo um ret√°bulo dos finais de Setecentos combinando m√°rmores e talha dourada, bem assim como um neocl√°ssico cadeiral de alto espaldar. As janelas, portas, arcos e os seus dois √≥rg√£os s√£o decorados por aparatosas estruturas de talha dourada. As capelas colaterais s√£o modeladas por soberbas talhas retabulares barrocas, da autoria de Jo√£o Garcia Lopes e realizadas em 1751. O altar principal do Sant√≠ssimo Sacramento possui um laborioso frontal de prata, obra de um ourives portuense e datada do terceiro quartel do s√©culo XVIII.
No coro alto pode admirar-se um belo cadeiral com pinturas, gracioso trabalho do Barroco do século XVIII. A iluminada sacristia contém um cenográfico Calvário com talha rocaille , obra de uma oficina regional e datada de 1757.

O equilibrado claustro catedralício é um empreendimento do século XVI apresentando-se dividido em dois pisos, o primeiro formado por arcos de volta perfeita e o superior constituindo-se como galeria de colunas simples sustentando um alpendre.

Na planta inferior da crasta situam-se duas magníficas capelas. A dedicada a Santo António é revestida por altar de talha dourada e policromada, abrigando sagradas imagens seiscentistas. A Capela de São Nicolau concluída em 1563, apresenta parte das paredes forradas com azulejos setecentistas alusivos à vida do santo e que são obra de uma oficina da capital. Possui ainda um harmonioso e movimentado retábulo de talha do século XVIII.

Nesta capela quinhentista encontra-se sepultado D. Manuel de Noronha, um dos mais destacados bispos da diocese de Lamego.

 
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Mensagem Enviada: Sex Ago 30, 2019 19:57     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Palácio dos Condes de Castro Guimarães, também conhecido como Torre de São Sebastião, localizado junto à Avenida Rei Humberto de Itália, na freguesia e concelho de Cascais, distrito de Lisboa.

in diversas fontes da net.

Foi mandado construir no s√©culo XIX por Jorge O'Neill, sobrinho do 1.¬ļ Visconde de Santa M√≥nica e descendente dos Condes de Clanaboy e Pr√≠ncipes de Tyrone, Reis do Ulster e por vezes, Grandes Reis da Irlanda, para sua casa de veraneio. Em 1910 foi vendida ao 1.¬ļ Conde de Castro Guimar√£es. O projecto arquitect√≥nico do Pal√°cio foi elaborado por Francisco Vila√ßa e os arquitectos respons√°veis pela edifica√ß√£o foram Albrecht Haupt e Luigi Manini.

O edif√≠cio encontra-se classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico atrav√©s do Decreto N.¬ļ 45 de 30 de Novembro de 1993.
Nos nossos dias conserva o seu tra√ßado original, abrigando o Museu Conde de Castro Guimar√£es que re√ļne todas as pe√ßas da vasta colec√ß√£o de arte dos condes.

Características do Palácio:

Trata-se de um Palácio em estilo revivalista, instalado numa pequena enseada. Aquando das marés altas, a base do edifício é tocada pelas ondas.

O seu estilo conjuga o Romantismo - em voga na altura - com uma apar√™ncia de ch√Ęteau medieval, que culmina com a grande torre.

Encontra-se rodeado de um interessante jardim.

O edifício tem elementos de origem irlandesa, como os trevos presentes na porta de ferro forjado e na pintura do tecto da Sala dos Trevos, a sala de entrada do museu, e o brasão de armas de Jorge O'Neill e dos seus antepassados, pintados no tecto do torreão.

 
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Mensagem Enviada: Sáb Ago 31, 2019 23:23     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje a Praça-forte de Almeida localizada na vila, freguesia e concelho do mesmo nome, no distrito da Guarda.

in diversas fontes da net.

A par com a Praça-forte de Valença e com a Praça-forte de Elvas, esta é considerada como a mais monumental das praças do país. Confrontava-se com o Real Fuerte de la Concepción, no lado oposto da fronteira.

A ocupa√ß√£o humana deste local remonta a um castro pr√©-hist√≥rico, sucedido sucessivamente pelos romanos, pelos Suevos, pelos Visigodos e pelos Mu√ßulmanos, estes √ļltimos respons√°veis pelo primitivo castelo. A povoa√ß√£o ent√£o existente denominava-se Talmeyda (mesa em √°rabe), exprimindo a topografia da sua implanta√ß√£o, em constaste com a serra da Marofa ao fundo, que na mesma l√≠ngua significava "guia".

A actual estrutura remonta ao s√©culo XVII, no contexto da Restaura√ß√£o da independ√™ncia, quando revalorizada a sua posi√ß√£o estrat√©gica, foi transformada numa poderosa Pra√ßa-forte. Iniciadas em 1641 pelo Governador das Armas da Prov√≠ncia da Beira, √Ālvaro Abranches, as suas obras monumentais s√≥ estariam conclu√≠das no final do s√©culo XVIII com o Conde de Lippe.

Estrutura chave durante os repetidos conflitos sucessórios no século XVIII, no contexto da Guerra Peninsular foi entregue por ordem governamental ao exército napoleónico sob o comando do General Jean-Andoche Junot em fins de 1807. Devolvida ao domínio de Portugal, foi novamente cercada por tropas francesas, agora sob o comando do general André Masséna (Agosto de 1810). Sob o fogo da artilharia inimiga, o paiol de pólvora explodiu arrasando o velho castelo medieval e parte da vila, matando e ferindo mais de quinhentas pessoas. As brechas abertas nas muralhas pelo impacto da explosão forçaram a capitulação da praça que passou a ser guarnecida pelos franceses. Poucos meses mais tarde, sofreria novo sitiamento, agora por tropas inglesas. Acuados, os defensores franceses conseguiram-se retirar, explodindo a praça atrás de si.

No século XIX, durante o período das Guerras Liberais (1832-1834), mais uma vez a Praça-forte de Almeida foi palco de confrontos pela sua posse, que se alternou entre Absolutistas e Liberais, tendo as suas casamatas servido como prisão para mil e quinhentos prisioneiros políticos.

No s√©culo XX, apenas em 1927 √© que a fortaleza deixou, definitivamente de exercer fun√ß√Ķes militares. O conjunto encontra-se classificado como Monumento Nacional pelos Decretos 14.985, publicado a 3 de Fevereiro de 1928, e 28.536, publicado a 22 de Mar√ßo de 1938.

Bem conservados, os seus baluartes remanescentes, podem ser vistos na actualidade, destacando-se no interior da praça: o Quartel das Esquadras, os alicerces do antigo castelo, a Pousada, a Casa da Roda e o edifício dos Paços do Concelho, antigo Quartel da Artilharia.

Em Agosto de 2009, no √Ęmbito das comemora√ß√Ķes anuais do cercado de Almeira em 1810, foi inaugurado um museu hist√≥rico-militar nas antigas casamatas, ocupando sete salas, cada uma dedicada a um tema, desde a pr√©-hist√≥ria, a Guerra da Restaura√ß√£o, as Guerras Peninsulares, a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), at√© √† Primeira Guerra Mundial.

Almeida goza do estatuto de Aldeia Histórica de Portugal.

A fortificação, em estilo Vauban, apresenta planta no formato estrelado irregular, com seis baluartes intercalados por seis cortinas com revelins, num perímetro abaluartado que atinge dois mil e quinhentos metros (650.000 m² de superfície). Destacam-se:

Baluarte de S√£o Pedro;
Baluarte da Bandeira;
Baluarte de Nossa Senhora das Brotas - também conhecido como Baluarte do Trem por ter abrigado o edifício do Trem de Artilharia, actual Picadeiro d’El-Rey, uma escola hípica;
Baluarte de Santa Bárbara - também conhecido como Praça Alta pela sua posição elevada, onde subsistem os vestígios da antiga Capela de Santa Bárbara;
Baluarte de S√£o Jo√£o de Deus; e
Baluarte de S√£o Francisco.
São acessíveis pelos fossos:
Revelim da Cruz;
Revelim da Brecha;
Revelim de Santo António;
Revelim do Paiol;
Revelim Doble e
Revelim dos Amores.

O acesso √† Pra√ßa faz-se por duas portas duplas, acedidas por pontes de alvenaria defendidas por revelins abertas em t√ļnel, com ab√≥badas √† prova de bomba, encimadas pelas armas reais:

Portas de Santo António - rasgadas a Norte;
Portas de São Francisco - também conhecidas como Portas da Cruz.

Destacam-se ainda:

Portas Falsas - dissimuladas, acedem √†s galerias subterr√Ęneas da fortifica√ß√£o, permitindo a liga√ß√£o entre a Pra√ßa e os fossos.
Quartel das Esquadras - erguido pelo Conde de Lippe, serviu como o antigo Quartel de Infantaria. Apresenta um escudo com as armas reais e deveria servir como modelo para a construção de outros quartéis nas Praças-fortes portuguesas.
Casamatas - espa√ßos constru√≠dos √† prova das bombas do s√©culo XVIII, ocupavam uma ampla √°rea subterr√Ęnea, dividida em vinte salas e corredores.

Essas defesas s√£o completadas por canhoneiras, plataformas, e flancos de basti√Ķes. As muralhas s√£o revestidas de cantaria e cercadas por fossos (doze metros de profundidade com dez de largura m√≠nima e sessenta e dois de m√°xima) e caminhos cobertos. Uma Pra√ßa de Armas, esplanadas, quart√©is para tropas, pai√≥is, dep√≥sitos e oficinas completam o conjunto monumental.

 
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Mensagem Enviada: Dom Set 01, 2019 22:12     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Castelo medieval de Alfeizerão (vestígios) localizado na freguesia e povoação de Alfeizerão, concelho de Alcobaça, na região Oeste do país.

in diversas fontes da net.

Em posi√ß√£o dominante sobre uma colina, originalmente dominando um porto de mar, dista hoje cerca de tr√™s quil√īmetros da enseada de S√£o Martinho do Porto. A povoa√ß√£o alcan√ßou fama gastron√≥mica internacional em virtude de seu p√£o-de-l√≥.

Embora carecendo de aprofundamento das pesquisas, a primitiva ocupa√ß√£o desta regi√£o do litoral remonta √† pr√©-hist√≥ria. Durante muito tempo admitiu-se (e muitos assim o escreveram) que se teria localizado aqui a Ebur√≥briga Galo-celta, que √† √©poca Romana se denominou Eburobr√≠cio (em latim: Eburobritium). Esta hip√≥tese foi descartada a partir de 1995, pela descoberta da Eburobr√≠cio romana junto de √ďbidos.

Parece provável porém, em virtude de alguns achados e vestígios arqueológicos, e ainda, interpretando o geógrafo Ptolomeu, que junto a Alfeizerão se tenha localizado Araducta. Esta tese é defendida pelo Prof. Vasco Gil Mantas da Universidade de Coimbra.

Com base no topónimo e nas referências ao Castelo, é costume atribuir aos Muçulmanos a fundação de Alfeizerão no século VIII.

Nos nossos dias por√©m, o Prof. Mois√©s Esp√≠rito Santo da Universidade Nova de Lisboa, fez recuar a data da funda√ß√£o ao tempo dos Fen√≠cios, sustentando que o top√≥nimo tem origem nos dialectos P√ļnicos que segundo afirma, os Lusitanos falavam.

No contexto da Reconquista crist√£ da pen√≠nsula Ib√©rica, a regi√£o foi tomada em 1147 pelas for√ßas de D. Afonso Henriques (1112-1185) que teria determinado a sua reedifica√ß√£o, visando a defesa do trecho do litoral atl√Ęntico entre o promont√≥rio da Nazar√© e a pen√≠nsula de Peniche.

O mais antigo documento até hoje conhecido, em que o topónimo aparece é uma carta de doação datada de 1287: Doaçam das cousas que entrarem pollo porto de selir a Rainha dona ysabel a fora certas cousas (…). Dante eno alfeysarã. IX dias de Juynho.

A povoação recebeu Carta de Foral em 1332, dada pela Abadia de Alcobaça e pelo abade D. João Martins. Esta carta foi confirmada em 1422 pelo abade Fernão do Quental (ou Fernando Quental) e novamente confirmada em 1514, pelo rei D. Manuel (1495-1521).

Progressivamente assoreado, ainda ao fim do s√©culo XVI estimava-se que este porto acolhia oitenta navios de alto bordo. O Castelo, em cujo pa√ßo se albergavam os soberanos a caminho de Alcoba√ßa, foi parcialmente destru√≠do pelo terramoto de 1755 perdendo import√Ęncia desde ent√£o.

O Castelo e os seus dom√≠nios permaneceram na posse da Abadia de Alcoba√ßa at√© √† extin√ß√£o das Ordens Religiosas por D. Maria II (1826-1828; 1834-1853) em 1834, quando passaram para a posse da Fazenda Nacional. O terreno do Castelo esteve, desde ent√£o, na posse de particulares de Rio Maior e das Caldas da Rainha. No s√©culo XX, desde a d√©cada de 1920 √† de 1970, foi propriedade do Dr. J√ļlio Ferrari. Desde ent√£o, encontra-se na posse de uma fam√≠lia de Alfeizer√£o.

Em 1973 foi formulada uma proposta de limpeza e consolida√ß√£o das ru√≠nas, com a prospec√ß√£o arqueol√≥gica do s√≠tio, classificado como Im√≥vel de Interesse P√ļblico por Despacho de 9 de Dezembro de 1974. Os trabalhos entretanto, n√£o tiveram lugar desde ent√£o e assim, ano ap√≥s ano, o estado de conserva√ß√£o do s√≠tio tem piorado - sendo j√° pouco vis√≠vel o que resta.

Características do Castelo:

O Castelo apresentava planta rectangular em estilo rom√Ęnico. As suas muralhas em cantaria de pedra, eram refor√ßadas originalmente por oito cubelos semi-circulares. Na pra√ßa de armas, descentrada a Leste, erguia-se a Torre de Menagem de planta quadrada.

Chegaram até aos nossos dias a parte inferior de um pano de muralha, ligando os restos de dois cubelos. Sobre um deles está implantado modernamente, um marco geodésico.

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Set 02, 2019 20:35     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Convento de Varatojo localizado na freguesia de S√£o Pedro e Santiago, na cidade e concelho de Torres Vedras, distrito de Lisboa.

in diversas fontes da net.

Foi erguido por iniciativa de D. Afonso V em cumprimento de um voto formulado a Santo Ant√≥nio de Lisboa para aux√≠lio √†s armas portuguesas nas conquistas do Norte de √Āfrica. Foi o pr√≥prio soberano em Fevereiro de 1470 quem lan√ßou a primeira pedra, com grande acompanhamento de clero, nobreza e povo. Desde o in√≠cio o Convento foi entregue √† Ordem dos Frades Menores ou franciscanos.

Ap√≥s o terramoto de 1531 conheceu obras de vulto patrocinadas pela rainha D. Catarina da √Āustria esposa de D. Jo√£o III que lhe imprimiram um cunho maneirista a que se v√™m somar as campanhas barrocas e novecentistas.

Com o decreto da extinção das ordens religiosas masculinas e expropriação de todos os seus bens, assinado por D. Pedro IV em 30 de Maio de 1834, o Convento passou para as mãos da Fazenda Nacional.

Posteriormente em 1845 o im√≥vel foi vendido em hasta p√ļblica.

Em 1861 voltou à posse dos franciscanos.

Foi de novo extinto entre 1918 e 1928, após o que voltou ao serviço (que não à posse) da Ordem dos Frades Menores que o conservam até aos nossos dias.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 23 de Junho de 1910

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Ter Set 03, 2019 20:10     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje o Forte de São Miguel Arcanjo também conhecido como Forte do Morro da Nazaré ou simplesmente Forte da Nazaré, localizado na vila, freguesia e concelho da Nazaré.

in diversas fontes da net.

Ergue-se em posição dominante sobre a praia da Nazaré, afamado e tradicional ponto de pesca, santuário e balneário no nosso litoral.

A anterior defesa do local remonta ao reinado de D. Sebasti√£o (1557-1578), que ali determinou erguer uma fortifica√ß√£o para defesa do povoado piscat√≥rio no monte da Pederneira (1577), por cujo porto era escoada a madeira do Pinhal d‚ÄôEl Rey (Pinhal de Leiria) e cujos estaleiros j√° possu√≠am import√Ęncia econ√≥mica de vulto na altura.

Essas obras entretanto, só ganhariam impulso durante a Dinastia Filipina, quando o Rei D. Filipe II (1598-1621) por volta do ano de 1600, determinou reconstruir a primeira fortaleza de acordo com a planta do falecido engenheiro militar e arquitecto Giovanni Vicenzo Casale. Ainda em construção, um corsário holandês penetrou no porto de Pederneira e apresou uma embarcação portuguesa com carga de madeira de pinho e uma nau de Biscaia que transportava ferro, vinho e armas (1611).

Necessitando de reparos no início do século XVII na altura da Guerra de Restauração da independência a Coroa determinou a sua modernização e ampliação (1644) quando adquiriu a sua actual conformação.

Ap√≥s as suas pe√ßas de artilharia terem sido removidas para a Pra√ßa-forte de Cascais, a partir de 1807 foi ocupado pelas tropas napole√≥nicas durante a Guerra Peninsular, com um destacamento de 50 soldados das for√ßas do general Junot. Este efectivo foi expulso pela popula√ß√£o local no ano seguinte, tendo se destacado na ocasi√£o um grupo de seis estudantes que, com a farda do Batalh√£o Acad√©mico de Coimbra, tentaram convencer os invasores que tinham recebido refor√ßos. Indo a Cascais num batel √† procura de armamento, lograram repelir os refor√ßos inimigos que da Pra√ßa-forte de Peniche, acorriam em socorro da guarni√ß√£o do Forte. Posteriormente os invasores franceses regressaram √† regi√£o, matando os seus habitantes e incendiando casas e embarca√ß√Ķes nas povoa√ß√Ķes da Nazar√©, de Pederneira e do S√≠tio em repres√°lia.

A partir de 1855 a sede do Concelho foi transferida de Pederneira para Nazaré.

No alvorecer do século XX em 1903, foi instalado um farol nas suas dependências, com a função de auxílio à navegação naquele trecho do litoral.

Entre 1907 e 1941 registaram-se trabalhos de restauração no monumento.

Embora actualmente bem conservada, a estrutura encontra-se ameaçada de desabamento em virtude do avançado processo erosivo que a solapa pelo lado do mar.

Características do Forte:

Fortifica√ß√£o mar√≠tima em estilo maneirista, apresenta planta irregular org√Ęnica (adaptada ao promont√≥rio rochoso sobre o qual assenta), com um baluarte em cada v√©rtice.

As muralhas, em aparelho de pedra irregular com cantaria nos v√©rtices, apresentam contrafortes, abrigando oito depend√™ncias que atendiam as fun√ß√Ķes de Quartel da Tropa, Casa do Comando, Paiol e Armaz√©ns. No segundo piso localiza-se a Pra√ßa de Armas.

Encimando o port√£o monumental, sob um lintel, destaca-se uma imagem em baixo-relevo de S√£o Miguel Arcanjo patrono do Forte, e uma inscri√ß√£o: "El-Rey Dom Joam o Quarto ‚Äď 1644", ambas actualmente bastante desgastadas.

No ano de 1901 ou de 1902, iniciou-se um processo para a expropriação do Forte, tendo-se em seguida procedido à reconstrução parcial de um baluarte danificado, para nele instalar o Farol da Nazaré (1903) activo até hoje, com um alcance luminoso de quinze milhas náuticas, completado por um sinal sonoro de aviso em dias de nevoeiro intenso.


 
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Mensagem Enviada: Qua Set 04, 2019 21:24     Assunto : Responder com Citação
 
Trago hoje as Termas dos Cucos localizadas nos sub√ļrbios de Torres Vedras, a 2 Kms da cidade, junto √† Estrada Nacional n¬ļ 9 a caminho de Runa.

in diversas fontes da net.

Inaugurado em 15 de Maio de 1893 o complexo termal dos Cucos, com traça do engenheiro António José Freire, por encomenda do proprietário José Gonçalves Dias Neiva.

Mas em 1892 j√° o novo estabelecimento balnear se encontrava a trabalhar em fase experimental, que Lopes (1892) elogia e descreveu: ‚ÄúO seu primeiro pavimento ‚Äď das piscinas ‚Äď situado a 3,4m abaixo do n√≠vel do solo, consta de tr√™s salas: duas para banhos de lama, tendo um, quatro piscinas e outras tr√™s, ambas com as competentes tinas de lavagem; e a terceira com duas divis√Ķes, das quais uma tem cinco tinas e outra quatro, destinadas aos banhos de 3¬™ classe. Neste pavimento, e num plano superior, est√£o instaladas ainda duas tinas, salas de inala√ß√Ķes, maquinismo e a casa de engarrafamento das √°guas minerais.

H√° ainda um sal√£o de espera e o elegante bufete com duas torneiras para √°gua, fria ou quente.

No r√©s-do-ch√£o a 1,5m acima do solo, est√£o estabelecidas em gabinetes elegantes e confort√°veis, as tinas para banho de imers√£o em n√ļmero de doze, os duches vaginais, perenais e rectais, e as de hidroterapia com todos os aparelhos aperfei√ßoados conhecidos at√© hoje.‚ÄĚ

S√£o sete as nascentes existentes no parque dos Cucos: a dos Cucos Novos e Cucos Novos Fria localizam-se sob o balne√°rio; a dos Cucos Modernos, fornece o bufete; A das Lamas no fundo de um po√ßo para capta√ß√£o de lamas; A dos Cucos Velhos e do Olival n√£o utilizadas. A s√©tima nascente encontra-se √† entrada do parque e era de uso popular para doen√ßas de pele e est√īmago, denominada dos Coxos ou dos Coches (como √© actualmente mais conhecida).

Actualmente todas as dependências do complexo termal se encontram encerradas: Balneário, capela, mina das lamas; bufete; restaurante e pensão.

Aberto e para usufruto da população está o agradável parque termal.


 
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