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Beladona
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Local: Algarve
Mensagem Enviada: Sex Jun 28, 2019 21:10     Assunto : Dom Lu√≠s I Responder com Citação
 
Trago hoje o que foi o nosso Rei o Sr. D. Lu√≠s I de seu nome completo: Lu√≠s Filipe Maria Fernando Pedro de Alc√Ęntara Ant√≥nio Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Jo√£o Augusto J√ļlio Valfando de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragan√ßa, BTO ‚ÄĘ GCNSC , que nasceu em Lisboa a 31 de Outubro de 1838 e morreu em Cascais a 19 de Outubro de 1889.

in diversas fontes da net.

D. Luís foi o segundo filho da Rainha D. Maria II e do Rei D. Fernando II e era sobrinho do imperador D.Pedro II do Brasil, irmão mais novo de sua mãe.

D. Luís herdou o trono depois da morte do seu irmão mais velho, D. Pedro V em 1861.

Ficou conhecido como O Popular, devido à adoração pelo seu povo; Eça de Queirós chamou-lhe O Bom.

O Infante D. Lu√≠s nasceu a 31 de Outubro de 1838, segundo filho da Rainha D. Maria II e do seu consorte D. Fernando de Saxe-Coburgo e Gota. Embora a sua condi√ß√£o de filho segundo n√£o desse a prever que D. Lu√≠s ascenderia ao trono portugu√™s, a sua educa√ß√£o foi esmerada e compartilhada em grande parte com o seu irm√£o mais velho, o Pr√≠ncipe Real D. Pedro: esteve a cargo do conselheiro Carl Andreas Dietz, que havia sido preceptor de D. Fernando seu pai at√© Abril de 1847, quando Dietz foi obrigado a deixar Portugal sob acusa√ß√Ķes de intromiss√£o na pol√≠tica nacional associadas √† sua filia√ß√£o religiosa protestante, tendo sido este substitu√≠do pelo Visconde da Carreira, auxiliado por Manuel Moreira Coelho.

D. Pedro e D. Luís dividiam o tempo entre os palácios de Mafra, Sintra e de Vila Viçosa, para além de estadias esporádicas no Palácio de Belém.

Na qualidade de filho secundogénito do casal real, D. Luís enveredou pela carreira naval, tendo sido nomeado praça da Companhia dos Guardas Marinhas e reconhecido em cerimónia no Arsenal da Marinha a 28 de Outubro de 1846, contando apenas com 8 anos de idade. Viria a ser sucessivamente promovido a segundo-tenente (1851), capitão-tenente (1854), capitão-de-fragata (1858) e capitão-de-mar-e-guerra (1859). Teve o primeiro comando naval em Setembro de 1857 no brigue Pedro Nunes, no qual efectuou um cruzeiro na costa de Portugal e uma viagem a Gibraltar.

Foi nomeado pelo irm√£o D. Pedro V, comandante da corveta Bartolomeu Dias a 21 de Junho de 1858. Ao comando da Bartolomeu Dias veio a cumprir nove miss√Ķes de servi√ßo entre os anos de 1858 e 1860: Liderou a expedi√ß√£o aos arquip√©lagos da Madeira e dos A√ßores, foi respons√°vel pelo transporte do Pr√≠ncipe Jorge da Sax√≥nia para Lisboa, onde este se casou com a Infanta D. Maria Ana sua irm√£, conduziu o casal a Inglaterra, deslocou-se a T√Ęnger, e em 1860 a Angola, foi de novo √† Madeira √†s ordens da imperatriz D. Isabel de √Āustria e trouxe o pr√≠ncipe D. Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen de Southampton para o seu casamento com a Infanta D. Ant√≥nia tendo depois conduzido os noivos a Anvers.

Luís herdou a coroa em Novembro de 1861, sucedendo ao seu irmão D. Pedro V por este não deixar descendência e foi aclamado Rei a 22 de Dezembro do mesmo ano. A 27 de Setembro do ano seguinte casou-se por procuração com D. Maria Pia de Sabóia, filha do Rei D. Vitor Emanuel II de Itália.

Quando infante serviu na marinha, visitando a √Āfrica Portuguesa.

Exerceu o seu primeiro comando naval em 1858.

D. Lu√≠s era um homem culto e de educa√ß√£o esmerada, como todos os seus irm√£os. De grande sensibilidade art√≠stica, pintava, compunha e tocava violoncelo e piano. Poliglota, falava correctamente algumas l√≠nguas europeias. Fez tradu√ß√Ķes de obras de William Shakespeare.

Durante o seu reinado e, em consequ√™ncia da cria√ß√£o do imposto geral do consumo que a opini√£o p√ļblica recebeu mal, originou-se o motim a que se chamou a Janeirinha (em finais de 1867).

Também a 19 de Maio de 1870 se verificou uma revolta militar promovida pelo marechal Duque de Saldanha e que pretendia a demissão do governo. À revolta de 19 de Maio respondeu o monarca a 29 de Agosto, com a demissão do ministério de Saldanha chamando ao poder Sá da Bandeira.

Em Setembro de 1871 subiu ao poder Fontes Pereira de Melo, que organizou um gabinete regenerador o qual se conservou at√© 1877. Seguiu-se o Duque de √Āvila, que n√£o se aguentou durante muito tempo por lhe faltar maioria. Assim, e depois do conflito parlamentar que rebentou em 1878, Fontes foi chamado outra vez para constituir gabinete. Consequentemente, os progressistas atacaram o Rei, acusando-o de patrocinar escandalosamente os regeneradores. Este epis√≥dio constitui um incentivo ao desenvolvimento do republicanismo. Em 1879, D. Lu√≠s chamava ent√£o os progressistas a formarem governo.

No seu tempo surgiu a Questão Coimbrã (1865-1866) e ocorreu a iniciativa das Conferências do Casino (1871), a que andavam ligados os nomes de Antero de Quental e Eça de Queiroz, os expoentes de uma geração que se notabilizou na vida intelectual portuguesa.

De temperamento calmo e conciliador, foi um modelo de monarca constitucional respeitador escrupuloso das liberdades p√ļblicas.

Do seu reinado merecem especial destaque o in√≠cio das obras dos portos de Lisboa e de Leix√Ķes, o alargamento da rede de estradas e dos caminhos-de-ferro, a constru√ß√£o do Pal√°cio de Cristal no Porto, a aboli√ß√£o da pena de morte para os crimes civis, a aboli√ß√£o da escravatura no Reino de Portugal e a publica√ß√£o do primeiro C√≥digo Civil.

Em 1884, foi efectuada a Confer√™ncia de Berlim, resultando da√≠ o chamado Mapa Cor-de-Rosa, que definia a partilha de √Āfrica entre as grandes pot√™ncias coloniais: Alemanha, B√©lgica, Fran√ßa, Inglaterra e Portugal.

Fértil em acontecimentos, é no reinado de D. Luís I que são fundados alguns dos partidos políticos portugueses: o Partido Reformista (1865), que ascendeu ao poder em 1868, o Partido Socialista Português (1875), com o nome de Partido Operário Socialista, e o Partido Progressista (1876), que chega ao poder em 1879.

Em 1883, dá-se a realização do Congresso da Comissão Organizadora do partido Republicano. No final do seu reinado, o Partido Republicano apresenta-se já como uma força política perfeitamente estruturada.

D. Luís era principalmente um homem das ciências, com uma paixão pela oceanografia. Investiu grande parte da sua fortuna no financiamento de projectos científicos e de barcos de pesquisa oceanográfica que viajaram pelos oceanos em busca de espécimes.

D. Lu√≠s seguiu os passos de sua m√£e D. Maria II, mandando construir e fundar associa√ß√Ķes culturais. A 1 de Junho de 1871, D. Lu√≠s esteve no Seixal (uma vila fundada pela sua m√£e), para testemunhar a funda√ß√£o da Sociedade Filarm√≥nica Uni√£o Seixalense. Neste mesmo dia terminava a Guerra Franco-Prussiana.

Morre subitamente no seu pal√°cio de ver√£o na cidadela de Cascais, a 19 de Outubro de 1889. Sucede-lhe o seu filho D. Carlos, sob o nome de D. Carlos I.

Jaz no Panteão Real da Dinastia de Bragança no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

No dizer dos bi√≥grafos, D. Lu√≠s era: "muito agrad√°vel e liberal. [...] A Sr.¬™ D. Maria Pia dizia que ele era um pouco doido, aludindo a certas aventuras de amor. [...] Al√©m de tais aventuras, nada satisfazia mais o Sr. D. Lu√≠s que o culto da arte. Escrevia muito, traduzia obras estrangeiras e desenhava. Mas o seu entusiasmo ia sobretudo para a m√ļsica. Tinha uma grande colec√ß√£o de violinos e um bom mestre-escola [...]"
Leonor Especial


 
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